Escultura
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folded over itself – exposição de Lola Sementsova
Abr 12 20269 > 17 ABRIL 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 9 de abril, às 18h, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Folded Over Itself de Lola Sementsova.
Curadoria: Alexia Alexandropoulopu
Coordenação: Marta Castelo
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Folded Over Itself
A exposição desenrola-se através de uma sequência de obras que oscilam entre o íntimo e o arquitectónico, o corporal e o estrutural.
Começa com uma mesa. Sobre ela, um vaso de cerâmica branca abre-se ao longo de um corte que parece demasiado deliberado para ser acidental e demasiado exposto para ser puramente decorativo. A ferida é revestida por pequenas pedras brilhantes que captam a luz e a retêm. Ao lado, um pedaço de carne, vermelho e igualmente incrustado, repousa junto de uma faca e de um garfo. A cena parece familiar, quase doméstica, mas algo está fora do lugar. Aquilo que é apresentado como se pudesse ser consumido resiste a essa possibilidade.
Há uma certa atração nisto. O cenário é teatral, até sedutor, mas conduz gradualmente a algo mais desconfortável. Esta tensão evoca o que Georges Bataille descreveu como a proximidade entre o desejo e a perturbação, em que aquilo que nos atrai é também aquilo que nos inquieta.
Mais adiante no espaço, surge uma gaiola vermelha. É grande, próxima da escala do corpo humano, e sente-se em relação ao próprio corpo. A sua estrutura é rígida, repetitiva, quase fria, mas foi envolvida, suavizada, trabalhada à mão. O fio vermelho altera tudo. Confere densidade à estrutura, como se transportasse algo no seu interior, mesmo quando parece vazia. A cor é insistente. Traz associações ao sangue, à vida interior, mas também ao aviso, a algo que talvez não devesse ser tocado.
Há aqui algo de excessivo, algo que não se fixa num único significado. Parece simultaneamente protetor e restritivo. Como sugere Julia Kristeva, são estes os momentos em que as fronteiras começam a esbater-se, em que o interior e o exterior deixam de estar claramente separados.
Noutra sala, um vídeo mostra uma mão a verter areia para dentro de uma gaiola. O gesto repete-se. A areia escapa, acumula-se, desaparece e recomeça. Nada se acumula. Nada se resolve. Com o tempo, a ação torna-se quase hipnótica, não porque mude, mas porque não muda. Permanece na mesma tentativa, repetida vezes sem conta, de reter algo que não pode ser retido.
Ao longo da exposição, os materiais assumem uma presença forte: lã, cerâmica, areia, vidro. São familiares, enraizados, mas utilizados de formas que deslocam o seu significado. O doméstico encontra algo mais visceral. A proteção começa a assemelhar-se à contenção.
Não há aqui uma conclusão clara. As obras permanecem num estado intermédio. Mantêm as coisas juntas, mas não completamente. Deixam algo em aberto, não totalmente exposto, mas também não inteiramente contido.
pensar o monumento a partir de jorge vieira
Mar 11 2026
24 JANEIRO > 22 MARÇO 2026 I GALERIA DO CASTELO DE BEJA
Inaugura no dia 24 janeiro às 16h00, a exposição Pensar o Monumento a partir de Jorge Vieira, na Galeria do Castelo de Beja.
Galeria do Castelo de Beja
Castelo – Casa do Governador
Largo Dr. Lima Faleiro, 7800-266 Beja
turismo@cm-beja.pt | 284 311913
Horário – 2ª a domingo: 9h30-12h / 14h-18h
Pensar o Monumento a partir de Jorge Vieira é uma exposição que surge num contexto de crise de representação colectiva no espaço público e contrariando a diluição de valores, recuperamos o Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido como símbolo de resistência política e artística. (…)
A exposição apresenta maquetas à escala de 1:25, realizadas por sete alunos do Mestrado de Escultura da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde Jorge Vieira também lecionou, e com elas estudos, desenhos, imagens que contribuem para o entendimento do processo de trabalho de um escultor. Tratam-se de potenciais monumentos pensados para os dias de hoje, sem lugar específico, mas com a latência de transformação e de integração possível em qualquer cidade, vila e região do globo terrestre, em locais em que a sociedade se permite reflectir e abraçar a vulnerabilidade que nos constitui e fazer florescer, definitivamente, uma sociedade mais humana.
Sérgio Vicente e Marta Castelo
sculpting the voice: body – science – art
Fev 04 2026
FEBRUARY 9, 2026 > 1 PM I ROOM 1.06
Sculpting the Voice: Body – Science – Art
Lecture & Hands-on Workshop with Evangelos Angelakis (CAPHE Project)
Master in Sculpture – practices of research in sculpture
Lecture
How is the human voice shaped by the body — and how can artists, researchers, and educators hear, see, and touch this process? In this special 2-hour lecture, Evangelos Angelakis introduces students to the voice as a multidimensional phenomenon, bridging anatomy and physiology, acoustics, cognition, pedagogy, and artistic practice.
Drawing from contemporary voice research and artistic experience, the lecture explores how sound emerges from physical structures, how perception shapes vocal control, and how technology allows us to better understand the living instrument we carry within us.
Workshop
Following the lecture, students are invited to participate in an intensive 3-hour experimental workshop, where theory becomes material. Working with clay and/or 3D-printed vocal tract models, participants will build physical resonators and explore how shape, material, and space transform sound. Using various sound sources, and the human body itself — the workshop avoids abstraction and focuses on direct sonic experimentation.
The workshop also introduces students to real vocal fold excitation, including prerecorded electroglottographic (EGG) signals extracted from actual voices. Participants will hear the original voice sound, its corresponding EGG waveform, and then feed these signals into their handmade vocal tract models, observing how resonance emerges from structure. This process offers a rare opportunity to experience voice as sculpture, instrument, and scientific object at the same time, encouraging cross-disciplinary thinking between visual arts, music, performance, and research.
About the Lecturer
Evangelos Angelakis is an opera singer, voice teacher, and Postdoc voice researcher at the Laboratory of Music Acoustics and Technology of NKUA, Greece. Currently participating in the Communities and Artistic Participation in Hybrid Environment (CAPHE) project, which supports interdisciplinary artistic and pedagogical mobility across multiple countries. He holds a PhD from the National and Kapodistrian University of Athens and is an honors graduate of the Master’s Program Musicology – Music Technology. His work combines professional operatic performance, vocal pedagogy, and scientific research on voice anatomy, acoustics, cognition, and sensor-based analysis. He is the creator of the NKUA educational program “The Voice in Singing”, a founding member of the Hellenic Voice Teachers Association, and an active researcher whose work has been presented internationally.
alegrete — exposição de finalistas da licenciatura em escultura da fbaul
Fev 03 2026
27 JANEIRO > 03 FEVEREIRO 2026 I QUINTA ALEGRE, LISBOA
Inaugura no dia 26 de janeiro, às 17h30, na Quinta Alegre, Palácio do Alegrete, a exposição ALEGRETE dos alunos finalistas da Licenciatura de Escultura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. A exposição ficará patente até 3 de fevereiro.
Quinta Alegre/ Palácio do Alegrete
Campo Amoreiras 94
1750-025 Lisboa
informacoeseservicos.lisboa.pt | 210521760
Horário – 2ª a 6ª: 10h-17h30/ sábado e domingo: 14h30-17h30
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
ALEGRETE é uma exposição que agrupa o trabalho dos alunos finalistas da Licenciatura de Escultura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, no primeiro semestre do biénio 2025/2026. A Quinta Alegre, é um espaço cultural com excelentes condições para o desenvolvimento de um projecto de escultura integrada — a arte em diálogo com a arquitectura e a sua história. Um lugar com qualidades únicas para esta mostra, um lugar onde ainda se reconhecem os jardins, o pomar, a horta e a mata, características de organização de quinta de recreio do século XVIII nos arrabaldes de Lisboa, mas também porque hoje esta quinta é um refúgio para a afirmação da plena cidadania numa área urbana complexa e desqualificada pelo processo de urbanização informal da segunda metade do século XX.
O trabalho investigativo pela prática artística desenvolvido pelos alunos posicionou-se criticamente neste campo de contrastes entre a situação histórica, urbana e social que espelha a diversidade de abordagens presentes nesta mostra. A escultura, na sua condição material, funde-se nesta exposição com o tempo e a experiência do lugar.
Participam na exposição: Ana Almeida, Ana Carvalho, Ana Marta Santos, Anna Uklejewska, António Arrobas, Beatriz Carvalho, Beatriz Lopes, Becky Harrison, Brito Atrofio, Bruna Gouveia, Catarina Araújo, Catarina Pestana, Catarina Valério, Clara Pedroso, Cláudia Varela, Coimbra, Fransje Langedijk, Guilherme Custódio, Jiaqi Qiu, Joana Cunha, Joana Motta, joão pires, Leal Pereira, Leonor André, Lore, Madalena Martinez, Mariana Pombo, Matilde Marques, Miguel Basto, Miguel Jerónimo, Minês, Naia Branco, Rafael Dos Santos, Sofia O’Neill, Sonia Singh e Teresa Faria
ângela ferreira na art basel qatar 2026
Fev 03 2026
05 > 07 FEVEREIRO 2026 I ART BASEL QATAR, DOHA
A artista Ângela Ferreira, professora da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, participa da primeira edição da Art Basel no Médio Oriente que se realiza em fevereiro de 2026. Depois de Basel, Miami Beach, Hong Kong e Paris, a edição inaugural da Art Basel Qatar será realizada no M7, um centro criativo no coração de Doha, bem como no Doha Design District, no centro de Msheireb.
Na Art Basel Qatar 2026 participam 87 galerias de 31 países, incluindo a Cristina Guerra Contemporary Art, que estará representada com obras da artista Ângela Ferreira.
Ângela Ferreira nasceu em Maputo, Moçambique, estudou Escultura durante o regime do apartheid, na Michaelis School of Fine Arts da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul. Doutorada pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde é professora, o seu trabalho de escultura, vídeo e fotografia foca-se no pós-colonialismo, identidade e questões interculturais. Representou Portugal na Bienal de Veneza em 2007, com o projeto Maison Tropicale. Participou em várias exposições individuais e coletivas, e está representada em diversas coleções públicas e privadas.
terra sol liberdade
Dez 04 2025
13 SETEMBRO > 31 DEZEMBRO 2025 I CENTRO DE ARQUEOLOGIA E ARTES DE BEJA
A exposição Terra Sol Liberdade é uma homenagem ao escultor Jorge Vieira, no ano em que se celebram os 30 anos do Museu com o seu nome, em Beja.
A Câmara Municipal de Beja contou com a colaboração dada pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, nomeadamente com um concurso destinado aos alunos das Unidades Curriculares de Cerâmica de Escultura.
Das propostas apresentadas foram selecionadas, Bárbara Rodrigues e Rita Silva Carreira que participaram na residência artística em Beringel, para a criação de obras em cerâmica, realizada nas oficinas de olaria de António Mestre e no telheiro de José Parreira, e onde participaram os artistas convidados Cláudia Guerreiro, Heitor Figueiredo, Marta Castelo, Noémia Cruz, Suzana Henriqueta, Tiago Mestre e Virgínia Fróis. A exposição conta também com obras do escultor Jorge Vieira escolhidas pelos artistas e pelo Museu.
Realiza-se no dia 29 de novembro, a partir das 14h30, uma CONVERSA/DEBATE sob o tema Entre a Terra o Sol e a Liberdade: Repensar Jorge vieira, os Museus de Artista Único e o Território, com as intervenções de Filipa Oliveira, Sara António Matos e Adelaide Ginga, e moderação de Paulo Monteiro e André Tomé.
entre tecer — exposição de sara boia
Out 09 2025
07 > 14 OUTUBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 7 de outubro, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-artes, a exposição Entre Tecer de Sara Boia
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Entre Tecer, entretecer, que se entrelaça ao tecer.
A tecelagem manual, um dos ofícios mais antigos, consiste essencialmente em criar um plano maleável de fios, entrelaçando-os horizontalmente.
A tapeçaria surge através da utilização desta técnica para a criação de obras de arte que podem ser bidimensionais, ou tridimensionais nos dias de hoje. Esta arte foi, desde cedo, ligada à pintura pela sua representação pictórica, sendo a vertente bidimensional uma das características mais consideráveis. Este valor é quebrado com o contemporâneo, por diversos artistas que, de certo modo, desafiaram as fronteiras entre a tapeçaria e a escultura, bem como tantas outras áreas da arte.
“Much of the potency of textile art has been lost during centuries of efforts to produce woven versions of paintings, often based on cartoons of the great painters of the past” (Albers, 1995)
Entre Tecer é o resultado da investigação artística que teve início no final da Licenciatura em Escultura, e que se estendeu até ao Mestrado na mesma área.
Esta exposição emerge da vontade de compreender a tapeçaria enquanto construção tridimensional. Tem-se como objetivo encontrar princípios inerentes à disciplina da escultura, numa técnica tradicionalmente ligada à bidimensionalidade e à pintura. Por outro lado, existe a necessidade de utilizar este projeto como meio de destaque e valorização de artistas femininas, num mundo onde “Women have been excluded from innovative roles (…), except as ‘imitators’ and interpreters of male styles”. (Wood Conroy D., 1994)
sessão de abertura do Curso de Doutoramento em Belas-Artes 2025/2026
Out 06 2025
09 OUTUBRO 2025 > 17H00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Realiza-se no dia 9 de outubro, pelas 17h00, no Auditório Lagoa Henriques, a sessão de abertura do Curso de Doutoramento em Belas-Artes 2025/2026, com a presença dos Coordenadores do 3º ciclo das respetivas especialidades, Professora Patrícia Gouveia de Arte Multimédia, Professor Fernando Rosa Dias de Ciências da Arte e do Património, Professor José Teixeira de Escultura, Professora Diana Costa de Pintura, Professor António Trindade de Desenho, Professor Pedro Almeida de Design de Comunicação e Professor Pedro Silva Dias de Design de Equipamento.
erínias: vingança, rancor e punição — exposição de rafael vascon
Set 18 2025 
10 > 22 SETEMBRO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 10 de setembro, às 15h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição ERÍNIAS: vingança, rancor e punição de Rafael Vascon.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado – 12h00 às 19h00
Entre o caos e o cosmos, toda certeza é abdicada, todo sagrado é profanado. Entre Hades e Atenas, neste território de ruínas e presságios onde tudo o que é sólido se desmancha no ar, despertam as Erínias — sombras guardiãs de uma memória recusada, ferida, corrompida. Seus cânticos ecoam contra o silêncio imposto por séculos de colonialidade, contra a museificação de corpos que nunca puderam repousar em paz. Elas finalmente retornam, não como espetáculo exótico para olhares que as consumiram, mas como espectro que recusa ser domesticado pela história oficial. Sua carne já não é vitrine: é fissura, rasgo e convocação. Cada fragmento exposto não é objeto, mas testemunho — lembrança viva de que o corpo não é destino, mas invenção política erguida sobre a violência da classificação, do olhar e do desejo. Aqui, arquivos se incendeiam, monumentos se desmoronam e as fronteiras entre mito e história se esvaem. Não há neutralidade possível: cada passo é um pacto com os fantasmas que aqui se erguem, cada olhar é atravessado por aqueles que foram obrigados a sustentar o fardo de uma modernidade manchada. Por isso, antes de entrar, atenção: este espaço não oferece conforto – é rito profano e escárnio, é futuro que só pode nascer da recusa em esquecer.
monumento-nu — exposição de letícia larín
Ago 26 2025
02 > 19 SETEMBRO 2025 I CORREDOR LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 02 de setembro, às 17h00, no corredor do Auditório Lagoa Henriques da Faculdade de Belas-Artes a exposição Monumento-Nu de Letícia Larín, com a colaboração de Roberto Chipe, Kunhã Ysapi e Ariel Komé.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado – 11h00 às 19h00
Monumento-Nu é a terceira e última exposição individual resultante do meu doutoramento em Escultura na FBAUL. A primeira, Fuuu… (Sopro) Tááá: Marãny, abordou o termo que me foi oferecido pelo xamã Roberto Chipe –Fuuu… (Sopro) Tah: Marãny–, e a segunda, Cemitério Indígena: Movimentos ao Autoexílio Kaiowá e Guarani, elementos das culturas materiais Kaiowá e Guarani que entendi como os mais afins ao monumento ocidental –kurusu (cruz) tumular, óga pysy e óga guasu (casas de reza, respetivamente, Kaiowá e Guarani) e yvyra marãngatu e tata rendy henda’i (tipos de “altar”, respetivamente, Kaiowá e Guarani). O presente conjunto de trabalhos, por sua vez, pontua o percurso que visou objetivamente projetar o monumento-nu Fuuu… (Sopro) Tah! Marãny: Cemitério Indígena.
Mobilizada pelo ímpeto de apoiar a luta e conhecer as cosmovisões indígenas Kaiowá e Guarani, o principal objetivo da minha tese foi elaborar um monumento a esses povos para Portugal. O foco na região de Dourados deu-se por ela ser, no Brasil, das mais violentas com respeito a pessoas originárias, devido a interesses do agronegócio, à presença de igrejas pentecostais, à proximidade entre a cidade e a Reserva Indígena de Dourados, a preconceitos com os modos tradicionais de ser –teko porã (Bem Viver)– etc. Por outro lado, aí também é intensa a resistência indígena, através de retomadas e das grandes assembleias Kaiowá e Guarani.
O monumento, por sua vez, é dos elementos ocidentais mais explicitamente impregnados pela discursividade do poder a ser imposta à população. O trato com esses esquemas de nítidos conflitos deveu-se à busca por revelar com alto contraste as problemáticas que os permeiam, desencadeadas pela invasão, colonização, exploração e submissão de Abya Yala (América), e que seguem a vigorar por civis nacionais que primam pelo acúmulo egoísta e ignoram o compêndio histórico que instaurou o sistema de atual predomínio, o qual, por sua vez, não logrou extinguir a diversidade de maneiras de se viver. Propus-me ainda, abertamente, ao risco do fracasso, para testar verdadeiramente certos limites.
Nesta mostra está um recorte dessa investigação onde o monumento foi diretamente reflexionado, por projetos e experimentos processuais realizados em Lisboa, e também em Dourados, onde estive por seis meses a desenvolver um trabalhou de campo. Além do tipo de caderno de campo “Caixa Verde”, algumas peças surgiram da colaboração com Roberto Chipe, Kunhã Ysapy e Ariel Kowé. A problemática de criar um monumento junto a culturas que não contemplam esse conceito ocidental, foi trabalhada principalmente pela escuta e abertura mental, e é por essa dinâmica de fratura da mentalidade ocidental que se apresentam, ainda, alguns esquemas reflexivos.
A performance e a intervenção no espaço urbano, tanto num âmbito concreto quanto imaginário, emergiram como estratégias para estabelecer relações sensíveis com monumentos “duros” e impávidos. Foi também bastante trabalhado o estratagema da armadilha. Assim como “conquistadores” penduravam sedutores artefactos em vidro e metal em meio à floresta para atrair indígenas, fase prévia à persuasão que se chamava “namoro”, o presente monumento-nu seguiu as indicações do líder espiritual Kaiowá Chipe e se fez com o formato de uma cruz.
A zona auferida para a instalação do presente monumento foi a de Belém, em Lisboa, e desenvolvi o conceito de “monumento-nu” devido à ideia de que os adornos originários –sejam diademas, pinturas corporais, ou mesmo sementes e enfeites em penas a conformar chocalhos– são escolhidos para que se mostre publicamente quem se é. Com isso, a arte de adornar é a de transparecer quem se é, de comunicar à comunidade sobre si com a maior honestidade e precisão possível. Daí advém a ideia de que, quanto mais se é adornado, mais se é nu.
No presente caso, o aspeto que mais ressalta é a mencionada cruz. Ela é de fato uma presença nitidamente reconhecível pelos Kaiowá e Guarani, mas para ser captado por pessoas brancas, é necessário que essas se dispam, abram-se ao que não conhecem. É certo que essa obra aqui projetada chama a atenção de adeptos do cristianismo, e os leva a reflexionar sobre o seu sentido: essa é a armadilha. Pois na realidade, essa cruz é o chiru kurusu (cruz de chiru), o elemento mais poderoso das cosmovisões Kaiowá e Guarani.
O chiru kurusu ministra fenómenos e instâncias espirituais, e pode inclusive causar o cataclismo. É dele que depende o equilíbrio da Terra, e é por isso que ele não deve estar nervoso, pois se assim ele ficar, o planeta pode desabar. O chiru kurusu fica no centro da casa de reza e representa o principal, isto é, a ou o líder –tanto quanto à espiritualidade, à política etc.–, e é sustentado por dois paus laterais, que representam a comunidade a erguer aquele ou aquela que a guia. Caso esse ou essa principal deixe de mostrar-se verdadeiramente, o grupo ao seu redor deixa de erguê-lo ou erguê-la e segue por outro caminho. Fica assim, por fim, a potente ideia de podermos seguir para outros lados, de nos transformarmos em outras vidas.
Exposição patente de 28 de agosto a 19 de setembro
Prova de Doutoramento: 10 de setembro às 14h30 na sala 2.07
Júri: Sandra Tapadas [presidente], Nuno Faria [1º arguente], Manuela Ribeiro Sanches [2º arguente], Marta Soares, Helena Elias, Ângela Ferreira, Carlos Vidal [orientador].
première — 30ème édition
Ago 25 2025

10 JULHO > 31 AGOSTO 2025 I CENTRO DE CULTURA E DE CONGRESSOS DO ESTORIL
Inaugura no dia 10 de julho, às 18h00, no Centro de Cultura e de Congressos do Estoril, a exposição PREMIÈRE, na sua 31ª edição.
Esta mesma exposição PREMIÈRE, na sua 30ème Édition, esteve patente no Centre D’Art de Meymac, em França, de 20 de 0utubro de 2024 até 12 de janeiro de 2025.
Première é um programa prospectivo, iniciado e desenvolvido, desde há 30 anos, pela Abadia de Saint André – Centro de Arte Contemporânea de Meymac, selecciona e convida diplomados/as de escolas de arte francesas parceiras do projeto, aos quais e às quais é proposta uma exposição – no Centro de Arte Contemporânea de Meymac ou numa instituição parceira – acompanhada de um texto crítico sobre o trabalho de cada artista e de um CATÁLOGO.
O Centre d’Art tem vindo a desenvolver ligações com o meio artístico português desde 2018, reforçadas em 2022 durante a Temporada França-Portugal com a a participação de escolas de arte portuguesas na Première. Este sucesso levou à renovação do programa em 2024.
Esta nova edição franco-portuguesa teve a curadoria de Caroline Bissière e Jean-Paul Blanchet do Centre d’art de Meymac e Luísa Soares de Oliveira, historiadora de arte.
As escolas participantes são :
Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha
Politécnico de Leiria
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
École européenne supérieure de l’image de Angoulême-Poitiers
École nationale supérieure d’art de Bourges
École supérieure d’art de Clermont Métropole
École nationale supérieure d’art et de design de Limoges
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa está representada pelos estudantes Cygny Malvar do Departamento de Desenho, Francisco Figueiredo Lopes do Departamento de Escultura, Manuel Ferreira do Departamento de Pintura e Ricardo Leandro do Departamento de Arte Multimédia.
Centro de Cultura e de Congressos do Estoril inaugura primeira exposição
Centro de Congressos do Estoril ganha novo nome e torna-se num espaço cultural
unidos venceremos! escultura pública participativa
Jun 25 2025
31 MAIO > 28 JUNHO 2025 I BIBLIOTECA E ARQUIVO MUNÍCIPIO DE GRÂNDOLA
Unidos Venceremos! Arte e Comunidade em Debate é uma iniciativa no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, promovida pelo município de Grândola, que explora a relação entre o passado e o presente do bairro SAAL Unidos Venceremos no Canal Caveira, e como a arte e o espaço público são o meio de mediação para valorizar a cidadania e fortalecer a democracia.
O projeto visa destacar a arte pública como prática socialmente comprometida e como ferramenta para enfrentar questões sociais, urbanas e ambientais que afectam particularmente a aldeia de Canal Caveira.
Através de processos de co-criação, reunindo uma equipa multidisciplinar de investigadores, alunos e artistas, os moradores tornam-se agentes ativos na transformação do seu próprio território, utilizando a arte como meio para expressar as suas preocupações, esperanças e visões para o futuro.
O projeto culmina na criação de uma obra de arte pública na aldeia de Canal Caveira, que servirá como símbolo da identidade local, da memória coletiva e da luta histórica da comunidade, ao mesmo tempo que reforça a importância da participação cidadã como meios de transformação social.
condição humana /// fauna e flora
Jun 25 2025
16 > 29 JUNHO 2025 I PALÁCIO DO ALEGRETE
Fauna e Flora e a Condição Humana são duas exposições que agrupam o trabalho dos alunos finalistas da Licenciatura de Escultura de 2025 da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Condição Humana – folha de sala
A exposição Fauna e Flora inaugura no dia 16 de junho e ficará patente até 22 de junho, a exposição seguinte, Condição Humana, inaugura no dia 23 de junho e fica patente até 29 de junho.
O Palácio do Marquês do Alegrete, também conhecido como Quinta Alegre, é um espaço cultural com excelentes condições para o desenvolvimento de um projecto de escultura integrada — a arte em diálogo com a arquitectura e a sua história. Um lugar com qualidades únicas para esta mostra, não só por o palácio beneficiar de uma implantação privilegiada que oferece ao observador uma abertura à paisagem muito particular na cidade de Lisboa, um lugar onde ainda se reconhecem os jardins, o pomar, a horta e a mata, características de organização de quinta de recreio do século XVIII nos arrabaldes de Lisboa, mas também porque hoje esta quinta é um refúgio para a afirmação da plena cidadania numa área urbana complexa e desqualificada pelo processo de urbanização informal da segunda metade do século XX.
18ª edição gab-a galerias abertas das belas-artes
Jun 06 2025 
6, 7 e 8 de JUNHO 2024 > FBAUL ABERTA AO PÚBLICO
Durante o fim de semana de 6, 7 e 8 de JUNHO de 2025 a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vai acolher a 18ª edição das GAB-A / Galerias Abertas das Belas-Artes.
Entrada livre
Horário:
6 de junho – 18h-20h
7 e 8 de junho – 14h-20h
Este evento é passível de ser fotografado, filmado e posteriormente divulgado publicamente.
As GAB-A são, simultaneamente, um fórum de discussão e mostra de jovens artistas, de produtos de investigação artística e de obras em contexto de ensino superior artístico público, integradas no espaço físico onde são pensadas e produzidas. Não é uma exposição numa galeria, museu ou centro cultural. É a abertura dos espaços de trabalho e de investigação artística que a Faculdade de Belas-Artes encerra, num espírito de ateliê aberto.
As GAB-A são um evento de partilha aberto ao público, cujo sucesso depende da vontade dxs seus/suas participantes e das suas ambições. É um espaço informal, pontuado pela presença de jovens criadores. Um fórum / feira, onde se ensaiam questões pragmáticas como o contacto com o mercado artístico; a constituição de grupos e/ou de projetos ou a definição de estratégias para ações futuras. É um momento que se alicerça na troca de experiências, na aprendizagem e na aplicação de conhecimentos.
Nesta edição, o Pop-up de vendas decorrerá dia 5 de junho. O objetivo é proporcionar às vertentes artísticas em questão um espaço democrático, afeto ao propósito da venda, de maneira a que este não interfira com o bom funcionamento das GAB-A. Quando falamos de local de vendas, falamos de um espaço onde xs alunxs terão a oportunidade de comercializar o seu merchandising como stickers, brincos, cerâmicas utilitárias, etc. Nos dias 6, 7 e 8 de junho, durante a mostra dos trabalhos, xs alunxs terão a oportunidade de apresentar os seus trabalhos e projetos artísticos desenvolvidos ao longo dos semestres, sendo também estes passíveis de serem vendidos.
Nas GAB-A não há seleção de obras nem de participantes por qualquer entidade que não o próprio autor. Dá-se, assim, a possibilidade a cada estudante de testar a sua capacidade de decisão, de autocrítica e de autonomia. Todxs xs alunxs são convidadxs a participar. As GA-BA procuram criar um ambiente de fórum de arte contemporânea, no centro da sua origem (o próprio local de aprendizagem e de investigação), o que propicia a elaboração de questões sobre a arte e o papel que esta desempenha no mundo. Nas GA-BA estabelecem-se pontes entre todos os ciclos de ensino. Ao lado de um licenciando, podemos encontrar um mestrando ou um doutorando.
Estão convidados a participar todxs xs alunxs da Faculdade de Belas-Artes de todos os cursos e de todos os ciclos de estudos.
Os formulários para INSCRIÇÃO nas diferentes vertentes, encontram-se no LINK e na descrição do Instagram das GAB-A (@galeriasabertas2025).
concurso paez nas belas-artes 2.0
Mai 09 2025
ENTREGA DE CANDIDATURAS ATÉ 04 MAIO 2025
A Paez e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa lançam um concurso aberto a toda a comunidade académica, para integrar modelos desenhados por alunos, na sua coleção Primavera/Verão de 2026.
Esta iniciativa foi pensada para encontrar novos talentos na área, e proporcionar uma experiência de contacto direto com a indústria da moda. Os vencedores terão oportunidade de participar em todas as etapas da cadeia de produção, desde a concepção do produto em desenho até à sua comercialização.
As candidaturas abrem a 7 de abril e encerram a 4 de maio de 2025 e os vencedores serão anunciados entre 8 e 12 de maio de 2025.
A primeira fase do concurso passará pelo lançamento do desafio à comunidade académica. Depois de selecionados os 10 melhores projetos pela equipa Paez, a seleção dos dois vencedores finais, será feita pelo júri.
Sobre a Paez
Com mais de 100 mil pares produzidos todos os anos, a Paez consolida-se como uma das marcas de calçado de verão mais reconhecidas pelo público português. A marca foca-se em oferecer o melhor produto possível, com o máximo conforto e estilo.
Os últimos anos ficaram marcados pelo lançamento da primeira coleção 100% vegan, pela introdução de materiais reciclados na sua produção e pelo relançamento da coleção de Inverno.
A Paez, para além da clássica alpergata, oferece também as categorias de sucesso CLOGS, MARY JANES, MOC, MULE, TULIPAS, entre outras, e em 2025 acrescentará à sua oferta, as LACES, as PLATFORM MARY JANES e as SANDAL BIO.
Paez, walk the talk.
Saiba mais em paez.com ou siga-nos em @paezshoes no Instagram, Facebook, Linkedin, Pinterest e Tik Tok
Young design Generation Open Call 2025 Lisbon Design Week + Mude
Mai 09 202528 MAIO > 27 JULHO 2025 I MUDE
A Lisbon Design Week, em colaboração com o MUDE – Museu do Design, convida jovens criativos a apresentarem o seu trabalho para a segunda edição da exposição que pretende ser uma mostra da criatividade de autores portugueses ou radicados em Portugal.
Esta Open Call integra o conjunto de eventos da Lisbon Design Week 2025. O júri selecionará 20 peças para integrar uma Coleção Cápsula que será apresentada no MUDE entre 28 de maio e 27 de julho 2025.
A exposição
As 20 peças selecionadas integrarão a Coleção Cápsula que será exposta no MUDE – Museu do Design na Rua Augusta 24, 1100-053 Lisboa, a inaugurar dia 28 de maio de 2025.
A exposição terá produção conjunta da Lisbon Design Week e do MUDE, integrando-se nos programas culturais de ambas as instituições. Aberta a um público diverso e muito alargado, fará parte dos principais eventos da última semana de maio: a Lisbon Design Week 2025, a Arco Lisboa, a Semana da Criatividade (CCP) e as Galerias Abertas da FBAUL, que juntam em lisboa estudantes, criativos e profissionais da indústria, colecionadores, imprensa especializada nacional e estrangeira e figuras-chave dos setores da arte, artesanato, design e arquitetura.
Os autores das peças selecionadas serão convidados a participar em diversos eventos organizados pela Lisbon Design Week, incluindo exposições, visitas a ateliês, lojas e galerias, eventos de networking, palestras e destaque em artigos e materiais de comunicação. Este conjunto de oportunidades tem como objetivo reconhecer a criatividade e a excelência, proporcionando aos participantes uma plataforma para crescimento profissional dentro da comunidade criativa.
Objetivo da exposição
Promover o diálogo entre o património do design, a história e a contemporaneidade, através de novas interpolações às peças que integram a Exposição de Longa Duração do MUDE.
Dar visibilidade à criatividade emergente e partilhar com um público alargado o olhar das gerações que iniciam, agora, o seu percurso profissional.
Categoria - Contraponto
A Exposição de Longa Duração do MUDE, oferece, a quem a percorre, uma leitura do design em Portugal num contexto de reflexão sobre si mesmo e sobre o que o rodeia. As peças e os seus processos são mostrados em núcleos de afinidades, que se vão justapondo época a época para revelar a intricada dinâmica das diferentes referências culturais dos sécs. XX e XXI que contribuem para debater “Para que servem as coisas?”.
Abrir esta exposição à contribuição de jovens, é um convite para juntar a voz das mais recentes gerações a este debate que o Museu quis iniciar. São aceites submissões de peças que corporizam conceitos
transversais a esta temática e que tragam novas formas de desenhar, comunicar, percecionar e utilizar design. Os participantes são incentivados a mostrar como o seu trabalho contribui para ultrapassar os desafios do design na atualidade. As peças a submeter podem ser equipamentos, componentes, objetos ou suportes de comunicação (itens one-off, produtos ou protótipos HI-FI) em tamanho real.
Elegibilidade
Todos os jovens criativos ou estudantes do sector artístico e criativo de nacionalidade portuguesa ou residentes em Portugal, individualmente ou em equipe. Os participantes devem ter menos de 35 anos no momento da submissão (até 24 de abril de 2025).
Regras de submissão
- A participação é gratuita
- Cada participante ou equipa pode submeter apenas uma peça
- O prazo limite para submissão é 24 de abril de 2025
- A peça deve resultar de um processo de design e ser bi ou tridimensional
- A peça pode ser inédita ou já ter sido editada, exposta ou comercializada
- A peça deve ser apresentada por meio de fotografias, desenhos e uma descrição detalhada das suas características específicas, incluindo dimensões e materiais.
Deve ser acompanhada por um breve texto que explique de que forma a peça estabelece um diálogo com a Exposição de Longa Duração do MUDE, seja através da sua relação temática, conceptual ou material com uma ou mais peças, contribuindo para a reflexão e a interação com o discurso expositivo existente. - Serão selecionadas 20 peças para exposição temporária no MUDE
- Caso a peça seja selecionada, o autor compromete-se a entregar um exemplar ou protótipo em alta fidelidade (HI-FI), acompanhado de fotografias em alta resolução (HR), descrição e uma breve biografia, para ser exposto no MUDE – Museu do Design
- A peça ficará em exposição até 27 de julho, sendo posteriormente combinada a data para levantamento no mesmo local
- O formulário e Informação detalhada sobre o processo se submissão está disponível no site da Lisbon Design Week/Open Calls
- A submissão pode ser feita em língua portuguesa ou inglesa
- As submissões e eventuais pedidos de informação devem ser enviados para opencalls@lisbondesignweek.pt ; com cópia para justine@lisbondesignweek.pt
- Todos os participantes receberão um certificado de participação.
FICHA DE INSCRIÇÃO
CONTACTOS
opencalls@lisbondesignweek.pt
www.lisbondesignweek.pt
www.instagram.com/lisbondesignweek
www.mude.pt
desafio a arte do café
Mai 09 2025
CANDIDATURAS ATÉ 25 ABRIL 2025
Desafio A Arte do Café, desafio organizado pela Belissimo Cafés em parceria com a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e da Faculdade de Belas-Artes do Porto.
Este desafio é exclusivo para os alunos finalistas no ano letivo de 2024-2025 de Pintura, Cerâmica (Pintura e Escultura) e Design de Comunicação.
Candidaturas abertas até 25 de abril de 2025.
As obras vencedoras estarão expostas no Lounge Belissimo, na Feira de Arte ARCO Lisboa, que se realiza entre 29 de maio e 1 de junho de 2025.
Realizou-se uma SESSÃO DE APRESENTAÇÃO, com representantes da Delta Cafés, na próxima quarta-feira, dia 26 de março, às 11h30, no Grande Auditório.
Júri da FBAUL: Helena Elias, José Quaresma, Pedro Fortuna e Sofia Leal Rodrigues.
Para esclarecimento de eventuais dúvidas, os participantes podem contactar a Bellissimo Cafés, através do endereço de e-mail mktg.bellissimocafes@gruponabeiro.com
FBAUL Lança Plataforma Online para Divulgar a Investigação do Mestrado em Escultura
Mai 06 2025
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) tem o orgulho de anunciar o lançamento de uma nova plataforma digital dedicada a reunir e divulgar a investigação teórica e teórico-prática em escultura desenvolvida no âmbito dos programas de Mestrado em Escultura e Escultura Pública.
Este projeto surge como uma resposta à necessidade de valorizar e centralizar o conhecimento produzido no ensino superior artístico da FBAUL. Através de um site intuitivo, a plataforma permitirá o acesso direto e facilitado a todas as informações relativas às Dissertações e Trabalhos de Projeto realizadas desde 2008 até aos dias de hoje.
Este projeto não apenas destaca a qualidade da produção artística e científica da FBAUL, mas também reforça a imagem da instituição como um centro de excelência no ensino e investigação em artes. A plataforma oferece uma oportunidade única para estudantes, pesquisadores, e o público em geral explorarem o desenvolvimento da escultura contemporânea em Portugal.
Com o lançamento desta ferramenta, a FBAUL reafirma o seu compromisso com a disseminação do conhecimento e a promoção da arte como uma prática vital e transformadora.
encontros plásticos, mundos mutantes
Mar 12 2025
07 > 14 MARÇO 2025 I CORREDOR LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 7 de março, às 16h00, no corredor do Auditório Lagoa Henriques a exposição coletiva Encontros Plásticos, Mundos Mutantes, com curadoria de Helena Elias, Ana Mena e Margarida Alves. A exposição ficará patente até 14 de março.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Na interseção entre matéria e imaginação, as formas plásticas geram territórios onde a criação não se fixa, mas se desdobra em constante transformação. Cada gesto, cada traço ou volume lançado no espaço é um convite à metamorfose, um instante de fusão entre o visível e o que ainda não se revelou.
Esta exposição reúne trabalhos desenvolvidos pelos alunos no semestre passado no contexto das disciplinas de Plásticos II e IV (Departamento de Escultura), e destaca a diversidade de abordagens, muitas das quais desafiam os próprios limites de definição material – entre o plástico, a terra, a pedra e outras possibilidades híbridas.
Do ponto de vista técnico, os alunos trabalharam processos como a acoplação tridimensional/assemblagem, termo-moldagem com pistola de ar quente, conceção de moldes e enchimento com termoendurecíveis, bioplásticos, e ousaram também expandir as possibilidades tecnológicas, incorporando tramas/tessituras, malhas e tricot manual, objetos híbridos (entre o digital e o analógico), formas de modelação a partir do gesto do corpo (da pressão das mãos), introdução de luz no interior dos objetos, ou ainda, confluência com outras matérias do mundo. Deste modo, questionaram também a presença incontornável dos plásticos enquanto elemento que se infiltra em todos os territórios, do ambiente, ao corpo, da paisagem às células, até ao interior das próprias placentas.
Neste sentido, a exposição reflete também uma grande diversidade conceptual, abordando temas como o Antropoceno, a Identidade, o Feminismo, a Poética e Imaginação Material, a Memória, a Nostalgia e as Realidades Híbridas (entre o digital e o formal). Os trabalhos apresentados são pontos de colisão e de expansão, onde materiais e conceitos se entrelaçam, gerando novas paisagens visuais e sensoriais, tornando-se qualquer coisa, como um ser num estado impermanente.
Enquanto docentes, tivemos o privilégio de acompanhar e aprender com cada experiência, com os processos pessoais de descoberta e transformação, pois, no processo criativo individual, mais importante do que os resultados, é a integração dos erros, das iterações, das (re)configurações materiais e conceptuais. Não menos importante são as (re)configurações de partilha e a entreajuda entre alunos e docentes, que as circunstâncias dos semestres ajudaram a consolidar.
Nestes mundos mutantes, o tempo também se dobra em territórios híbridos, onde o orgânico e o sintético se misturam, o corpo e a máquina dialogam, o passado e o futuro colidem e se reformulam. Os encontros plásticos desafiam a fixidez e celebram a impermanência.
Exposição Coletiva
Beatriz Lopes, Berenice Simões, Bernardo Cantigas, Carolina Santos, Íris Caseiro, Joana Cunha, João Pires, Lola Marty, Luzie Deter, Mafalda Oliveira, Maria Inês Soares, Madalena Martinez, Mariana Poeta, Noé Poncet, Sofia Cupido, Sónia Singh, Vasco Marrocano
homenagem ao artista constantin brâncuși
Mar 10 2025 
14 MARÇO 2025 > 16H30 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Realiza-se no dia 14 de março, às 16h30, no auditório Lagoa Henriques, uma conferência de homenagem ao artista romeno Constantin Brâncuși.
Serão oradores o Professor Doutor Eduardo Duarte da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e a Professora Doutora Marta Jecu.
As belas-artes na futurália
Mar 10 202526 > 29 MARÇO 2025 | FIL
De 26 a 29 de março, a Faculdade de Belas-Artes estará presente na Futurália, que se realiza na FIL, no Parque das Nações.
Venha-nos visitar no stand da Universidade de Lisboa e descobrir tudo o que as Belas-Artes têm para oferecer.
Estamos à sua espera!
avatars 277 — between physicality and virtuality
Mar 06 2025
28 FEVEREIRO > 07 MARÇO 2025 I FINE ART GALLERY, Kenyatta University, Nairobi, KENYA
Inaugura no dia 28 de fevereiro, na Galeria da Universidade Kenyatta, na cidade de Nairobi, no Quénia, a exposição Avatars 277 — Between Physicality and Virtuality, no âmbito do projeto CAPHE.
Over 9 sessions, 27 hours of work, we held a workshop with the KU Fine Arts students dedicated to the themes of water and using the Avatar as a reference for the transition from the real world to the virtual world.
The forms were initially modeled in clay using assemblage techniques with different materials. The models were then digitized and worked on in VR and finally printed in PLA filament.
The exhibition we present today reflects the work developed.
We would like to thank everyone for their willingness and commitment, especially those who worked directly with us.
Students: Daisy Burei, John Baraka, John Owino, Linah Nicotha, Maurice Otunga, Nicholas, Patrick Karanja, Victor, Yvonne Jamal.
Professors and staff: Adonijah Ombura, Ana Mena, Anthony Ngondo, Helena Elias, João Castro Silva, João Costa, John Mugubi, Kamau Wango, Ken, Kennedy Maina, Mathews Muoki, Odete Palaré, Susan Musembi
All the beautiful people from KUCC
Prémio Emergências – 7.ª edição da ‘CONTEXTILE’ Bienal de Arte Têxtil Contemporânea
Jan 21 2025O Prémio Emergências – 7.ª edição da CONTEXTILE Bienal de Arte Têxtil Contemporânea foi atribuído à estudante de escultura da FBAUL Madalena Farinho.
Premio / Prize
Emergências – Contextile 2024
FBAUL
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon
Madeleno
“COMPARTIMENTO (NÃO) PRÓPRIO PARA ESTÂNCIA”
Madeiras variadas, lã, trapilho, fio de algodão.
Various woods, wool, rag, cotton thread.
107 X 95 X 128 cm
Em 2024, os alunos da UC de Tapeçaria da FBAUL renovaram a participação na exposição “Emergências” integrante do programa da 7.ª edição da CONTEXTILE – Bienal de Arte Têxtil. A Exposição “Emergências” esteve patente na Galeria Garagem Avenida – Guimarães. Uma exposição que reúne obras de estudantes da EAAD_UM, ESAD, SOARES DOS REIS, FBAUP, UBI, ANTONIO ARROIO, FBAUL, desenvolvidas em contexto escolar, e em torno do tema da bienal TOUCH/Toque.
Os critérios de avaliação de todos os trabalhos em exposição para o Prémio Emergências, novidade desta edição da Contextile 2024, que se constitui pela atribuição de uma residência artística a integrar na programação de 2025, foram pautados pela qualidade técnica e plástica do trabalho, a sua relação com o tema da Contextile 2024 – Touch – e a convocatória de um legado estético e simbólico para o discurso temático.
Scientific Culture and Materiality Expressed through a Kenyan Rock and Stone Sculpture Art Collection – Palestra Mutuma Marangu
Jan 18 202522 JANEIRO 2025 | 11H30 | AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
On behalf of the research line of VICARTE Art, Science and Materiality, FBAUL is hosting a lecture by Mr. Mutuma Marangu a leading and active collector of Kenyan Rock and Stone Sculpture Art, and Founder / Owner of The Mutuma Marangu Sculpture and Art Collection (TMMSAC). With a short introduction by Helena Elias /(VICARTE) and Luisa Perienes (Head of Sculpture of FBAUL), this lecture is entitled: “Scientific Culture and Materiality Expressed through a Kenyan Rock and Stone Sculpture Art Collection at the Intersection of Time and Space in 21st Century Africa – A Multidisciplinary / Interdisciplinary / Transdisciplinary Review and Reconciliation of The Mutuma Marangu Sculpture and Art Collection [TMMSAC]“.
In this lecture hosted by VICARTE at the Faculty of Fine Arts of Lisbon, Mr. Mutuma Marangu will share his thoughts on the “Scientific Culture and Materiality Expressed through a Kenyan Rock and Stone Sculpture Art Collection at the Intersection of Time and Space in 21st Century Africa – A Multidisciplinary / Interdisciplinary / Transdisciplinary Review and Reconciliation of The Mutuma Marangu Sculpture and Art Collection [TMMSAC]”. In the final section of his lecture, Mr. Mutuma will integrate the “Genus of TMMSAC’s Concept of Scientific Culture and Materiality, expressed as a {Climate Positive [CP+] / Carbon Negative [CN-] – Carbon [CO2] Removals [CO2R-]} through TMMSAC Rock and Mineral Stone Sculptures Collection – From: Past “Implicit Understanding” To: Present “Explicit Acknowledgement [Physical]” & Future “Explicit Acknowledgement [Digital]” together with TMMSAC’s “Originating Convener” construct, as well as “how” TMMSAC may be able to integrate with Belas-Artes ULisboa, VICARTE and NOVA.
BIO
Mr. Marangu is an active energy investor and advisor, as well as a third-generation forest owner in Nairobi, Kenya. He has earned a Bachelors of Arts degree in Economics from Vassar College, a Masters of Philosophy degree in the Economics and Politics of Development from the University of Cambridge, United Kingdom, and a Masters of Business Administration from The Wharton School of the University of Pennsylvania.
ciclum — exposição de pedro de sousa serafim
Jan 15 2025
15 > 30 JANEIRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 15 de janeiro, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição CICLUM de Pedro de Sousa Serafim.
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Entre existências e diferentes formas de vida.
Acreditamos, segundo princípios enraizados, que não somos natureza nem tão pouco fazemos parte dela. Dissociamo-nos de uma relação da qual intrinsecamente fazemos parte, na certeza de nos considerarmos um ser superior e transcendente.
O fungo, presente na Terra muito antes da existência humana, faz parte de uma simbiose relacional entre espécies.
Desde a crença Asteca, ao papel que desempenharam nas civilizações da Grécia Antiga, Índia e Mesoamérica, os fungos têm um papel fundamental na evolução humana, e eram já considerados e representados como símbolos sagrados.
Alvos de banalização, os fungos são o princípio de qualquer forma de vida, Karl Marx defendia que “era da podridão que surgia a vida”.
Toda a matéria que utilizamos e transformamos provém e está diretamente associada ao natural.
Tanto Natureza como Ser Humano regem-se em tempos diferentes ainda que no mesmo espaço, porém fazem parte de um único ciclo, onde ambos criam novas formas que se irão degradar no tempo.
A exposição CICLUM, aborda a correlação entre o criar humano e a origem dos fungos.
A sua representação pretende questionar o nosso individualismo enquanto espécie e questionar novos modos de pensar e agir entre espécies.
Entre o caráter volátil das formas naturais e a composição de objetos perenes, que se misturam, parece existir uma ambiguidade entre aquilo que é efêmero e o que se perpetua no espaço.
Sobre o modo de ver este espaço, pretende ser metaforicamente um lugar orgânico que permite gerar vida, onde por meio do que ainda está oculto e aquilo que se revela faz-nos conscientes do que nos rodeia.
A simbiose entre Natureza e Escultura, é a regra e não a exceção para um ciclo vital.
Jornada LISBOA E BILBAU: FUNÇÃO SOCIAL E AMBIENTAL DAS SUAS FRENTES DE ÁGUA, INOVAÇÕES DA ARTE E DA ESCULTURA PÚBLICA
Nov 19 202420 NOVEMBRO | MNAC
Realiza-se, no dia 20 de novembro, no Museu Nacional de Arte Contemporânea-MNAC (Rua Serpa Pinto, 4 / Rua Capelo, 13 ), Lisboa, a 2ª parte das Jornadas Lisboa y Bilbao: Función Social y Ambiental de sus Frentes de Agua, Innovaciones desde el Arte y la Escultura Pública.
A inquirição deste projeto assenta na análise sobre uso da Arte e da Escultura Publica e sua função social, ambiental e ação inovadoras nas frentes de água nas cidades de Lisboa e Bilbao. Manifestado dentro de um processo de renovação urbanística, iniciado na década de 1990 visando a transformação e remodelação urbana nas duas cidades que, apesar de diferentes, configuram aspetos semelhantes. Processo que incidiu na revitalização das margens marítimas e ribeirinhas, com a criação de novos equipamentos socioculturais, implantação de zonas verdes e recuperação urbana e patrimonial.
Lisboa e Bilbau tiveram um modo de industrialização nas suas zonas ribeirinhas, muito semelhante gerando intensa atividade e ocupação nas margens dos seus rios, no entanto à medida que a indústria se retirava ou desaparecia essas áreas permaneceram desocupadas e degradadas. Afetou as bases estruturais da sociedade e economia desses lugares, originando crises com sérios reflexos na vida comunitária e das instituições e a exigência restauradora das questões arquitetônicas, ambientais, urbanísticas e patrimoniais.
Por sua vez, as políticas da Comunidade Europeia animavam, aos novos membros, como o caso de Portugal e Espanha, a formas inovadoras de entender as cidades, o meio ambiente e a paisagem, com apoios económicos para serviços avançados na apetência para o uso das novas tecnologias. Tudo ancorada na Educação, indústria do turismo e na recuperação Ambiental e Patrimonial.
Em Bilbau surgiam Organizações como Bilbao Ría 2000 e Bilbao Metrópoli 30 que entrosaram esse entendimento no futuro de uma cidade mais moderna, como se verifica no presente. Em Lisboa surgia a Europália tentando impulsionar essa modernidade numa cidade antiga que irá materializar-se na Expo 98 e na recuperação urbanística daquela zona e zonas contíguas viradas para o Tejo.
A investigação, tenta entender essas operações realizadas no campo da Arte Publica (especialmente na sua vertente escultórica, monumental, patrimonial e ambiental) comparando convergências e divergências, sobre os planos urbanísticos que passaram a caracterizar estas duas cidades, no presente, seja nos seus respectivos paradigmas marítimos e históricos, mas igualmente simbólicos, sociais e de cultura.
Coordenador do Projeto
Prof. Doutor António Delgado
Comité Científico Internacional
Nazioarteko Batzorde Zientifikoa
Comité Científico Internacional
Dr. Juan Calatrava – Universidad de Granada
Dra. Béatrice Bottin – Université de Pau et des Pays de L´Adour
Dr. Fernando A. Batista Pereira – Universidade da Lisboa
Dr. João Castro Silva – Universidade da Lisboa
Dra. Rosa García-Orellán – Universidad del País Vasco UPV/EHU
D. Jon Ruigomez Matxin – ITSASMUSEUM Bilbao
Doutora Emília Ferreira, Directora do Museu Nacional de Arte Contemporânea – MNAC
Entidades organizadoras y colaboradoras
Erakunde antolatzaile eta laguntzaileak
Entidades organizadoras e colaboradoras
CIEBA-FBAUL. Centro de Investigação e de Estudos en Belas Artes. Faculdade da Belas Artes, Universidade da Lisboa
UPV/EHU. Universidad del País Vasco / Euskal Herriko Unibertsitatea
ITSASMUSEUM Bilbao
AAAPV/EHAAE. Asociación de Antropología Aplicada del País Vasco / Euskal Herriko Antropologia Aplikatuaren Elkartea
AhAU. Asociación de Historiadores de la Arquitectura y el Urbanismo
MNAC. Museu Nacional de Arte Contemporânea
Premiado_ Open Call FBAUL/LAUREL Vista Alegre + 200 anos
Nov 05 2024A Open Call FBAUL/LAUREL Vista Alegre + 200 anos constituiu uma oportunidade para lançar um desafio de futuro aos alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
João Rosas, um aluno do mestrado de Desenho, um brasileiro que adotou Portugal, apresentou o conceito vencedor: “Tattools”, um trabalho de investigação que explora novos caminhos para o cruzamento entre o gesto ancestral da tatuagem com a exploração das capacidades do vidro – e agora da cerâmica – como ferramentas que marcam a pele. O seu trabalho assenta numa proposta fractal, um sistema modular desenhado para evoluir e traçar novas formas de expressão do indivíduo, do corpo e do conceito de “marca” do artista. No contexto deste desafio, a peça resultou num molde – um objecto que encerra em si o início e o legado da marca – numa clara abordagem a dualidade do único/múltiplo. Esta iniciativa e esta peça representam para a FBAUL, a LAUREL e a Vista Alegre uma nova proposta de cooperação entre arte e indústria.
A equipa que foi responsável por este projecto de investigação aplicada – que ficará acessível no repositório da UL: Francisco Carvalheira, Secretário Geral LAUREL e da FBAUL os professores, Ana Lia Santos (Design de Equipamento) , Sónia Rafael (Design de Comunicação), Pedro Fortuna (Pintura), Mónica Mendes (Arte Multimédia) e do Gabinete de Relações Externas e Comunicação: Maria Teresa Sabido, Isabel Nunes e Leonor Fonseca.
dia das belas-artes 2024
Out 24 2024
25 OUTUBRO 2024
No dia 25 de outubro a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a instituição de ensino artístico mais antiga de Portugal, comemora os 188 anos da sua fundação, então designada por Academia de Belas-Artes, da qual é hoje sucessora.
Nesta data comemora-se o Dia das Belas-Artes com diversas atividades culturais abertas à comunidade académica e ao público em geral.
Exposições, espaços de trabalho e de investigação artística, reservas e acervos estarão abertos ao público.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
PROGRAMAÇÃO:
CONFERÊNCIAS
ENTRE FAZERES NO DESIGN: Portugal & Brasil
O evento estabelece-se como uma plataforma cultural de encontro e troca de saberes entre designers portugueses e brasileiros. Pretende-se que a aproximação da identidade entre Portugal e o Brasil estabeleça pontos de contacto no design, possibilitando refletir sobre os percursos dos autores que falam a mesma língua.
O evento conta com a presença do Reitor da Universidade de Lisboa, Professor Doutor Luís Ferreira.
Auditório Lagoa Henriques
25 > 26/10/2024 > 09h00
+INFO
XI Congresso Internacional Matéria-Prima: Agir e interagir na educação artística, hoje
Neste congresso é lançado o desafio, aos professores e investigadores em ensino das artes visuais, de partilhar novas perspetivas operacionais de desenvolvimento curricular com focagem nos seus resultados concretos.
Grande auditório
25/10/2024 > 09h00
+INFO
Lançamento do livro JORGE PINHEIRO a Quietude das Imagens Perdidas
de Carlos Vidal
Capela Belas-Artes
25/10/2024 > 15h30
+INFO
EXPOSIÇÕES
DESIGN FUTURES – Diálogo de Gerações
Com curadoria da professora designer Ana Mestre e com a participação de designers e investigadores de diferentes gerações. DESIGN FUTURES é um projeto apoiado pela Direção Geral das Artes do Ministério da Cultura
Galeria
25/10 > 25/11/2024
Cocktail de Inauguração: 25 de Outubro com início às 15h
+INFO
Matérias Emergentes: um mapeamento de objetos epistémicos da investigação artística académica em Portugal (2011-2022)
EMERGING é um projeto de investigação exploratório financiado pela FCT (DOI:10.54499/2022.06772.PTDC), que se desenvolve a partir da experiência de artistas, investigadores e professores universitários colocados em posições estratégicas em várias instituições e centros de investigação do ensino superior artístico em Portugal.
A exposição é itinerante e estará patente também no Colégio das Artes da Universidade de Évora entre 07 a 18 de Novembro 2024 e no Museu da FBAUP entre 6 a 17 de Janeiro 2025.
Corredor do Auditório Lagoa Henriques
16 > 30/10/2024
+INFO
About to Grow
A exposição apresenta uma série de biomateriais desenvolvidos pelos estudantes de Sustentabilidade e Inovação Social da Licenciatura em Design de Equipamento, trazendo a interseção entre materiais naturais e o design sustentável, inspirados pelo projeto Grow Design de Elvin Karana.
Capela
22 > 31/10/2024
+INFO
VISITAS GUIADAS
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
_Visita guiada ao Convento de S. Francisco da Cidade
Prof. Eduardo Duarte
11h00
Ponto de Encontro: entrada da Faculdade
Número limite: 20 participantes
_Visita guiada ao Acervo Internacional de Gravura Contemporânea da FBAUL
Prof. José Quaresma
Sala 3.72
14h00
Número limite: 30 participantes
ATENÇÃO: Considerando que existe um número limitado para cada uma das visitas, no caso de desistir agradecíamos que nos informasse através do e-mail comunicacao@belasartes.ulisboa.pt, para dar a vez a outra pessoa em lista de espera.
Nas restantes visitas a entrada é livre nos horários aqui apresentados:
_Mostra dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos nas áreas do Vidro e do Mosaico e visita à área dos fornos de Vidro
Prof. Fernando Quintas
Sala 1.13
Horário: 11h/13h
Entrada Livre
_Visita ao Laboratório de Desenho
Prof. Henrique Costa, Prof. Tiago Batista
Sala 2.35
Horário: 15h/18h
Entrada Livre
_Visita ao Heritage Lab
Profª Ana Bailão
Sala 3.63
Horário 10h/13h
Entrada Livre
Prolongamento até 9 de outubro /Open Call FBAUL / LAUREL Vista Alegre + 200 anos
Out 09 2024DATA DE ENTREGA PROLONGADA ATÉ 9 DE OUTUBRO 2024
A 15 de Outubro de 2024 a Laurel Associação Portuguesa de Marcas de Luxo e Excelência, membro da ECCIA European Cultural and Creative Industries Alliance, vai realizar uma conferência em Lisboa com o titulo Laurel Brands Luxury Summit no Museu do Tesouro Real (www.tesouroreal.pt).
Será a primeira vez que Portugal terá uma conferência deste género, onde estarão presentes os maiores especialistas mundiais no que concerne à criação e gestão de marcas de luxo e excelência. O nosso objetivo é trazer a Portugal os que há já muitos anos trabalham as marcas e os mercados mundiais de luxo, com outra dimensão e consistência. Será um momento de partilha de conhecimento, storytelling e networking. Esta conferência pretende igualmente ser um ponto alto da estratégia da LAUREL, o de colocar as marcas portuguesas no radar das melhores do mundo.
Âmbito:
A open call FBAUL / LAUREL Vista Alegre + 200 anos é promovida pela FBAUL e LAUREL, ao abrigo de um protocolo de cooperação, com o objectivo de criar e/ou apresentar uma “criação/conceito de obra” para ser oferecida à Vista Alegre, no evento Laurel & Vista Alegre 200 years – Luxury Brands Summit Lisbon a ter lugar no dia 15 de outubro de 2024 no Museu Tesouro Real Palácio Nacional da Ajuda. À “criação/conceito de obra” selecionada, será destinada uma verba para execução de suporte de apresentação da mesma. A pessoa autora da “criação/conceito de obra” selecionada, será agraciada pela LAUREL com a participação no evento supracitado, ficando esta encarregue de apresentar pessoalmente a sua criação ao representante da Vista Alegre.
O objectivo específico é o de desenvolver uma visão de futuro sobre a forma de “criação/conceito de obra” para apresentar à Vista Alegre, na comemoração dos seus 200 anos, que, tendo em conta a importância cultural da Vista Alegre nos últimos 200 anos (1824-2024), perspective uma visão criativa do que deverá ser uma peça da Vista Alegre daqui a duzentos anos, ou seja, em 2224.
Categoria – criação/conceito obra – visão de futuro:
Partindo do principio que um conceito de futuro poderá ser desenvolvido em qualquer das linguagens das áreas de conhecimento da FBAUL (arte multimédia, desenho, design, escultura e pintura), são aceites submissões de “criação/conceito de obra” que reflita o conceito “uma peça da Vista Alegre daqui a duzentos anos, ou seja, em 2224” da forma que for considerada mais pertinente.
Elegibilidade:
A open call é dirigida exclusivamente a estudantes matriculados no 1º e no 2º ciclo de estudos da FBAUL.
A ficha de inscrição, bem como todos os pedidos de informação, devem ser enviados para o email a.lia@belasartes.ulisboa.pt
Júri:
O Júri é constituído por um representante da LAUREL e 6 docentes de diferentes áreas departamentais da FBAUL, que garantem o enquadramento pedagógico e científico da open call.
Datas Importantes:
- 27.09.2024: Lançamento da open call;
- Até às 12h de dia 09.10.24: Entrega das propostas, via e-mail para o endereço eletrónico a.lia@belasartes.ulisboa.pt ou pessoalmente no Gabinete de Relações Externas e Comunicação da FBAUL;
- 10.10.24: período de seleção;
- 10.10.24: Comunicação da “criação/conceito de obra” selecionada no site da FBAUL e LAUREL;
- Até ao dia 13.10.24: Produção do suporte de apresentação da “criação/conceito de obra” selecionada, devendo uma unidade ser registada em suporte digital (independentemente do formato) para figurar no repositório da Universidade de Lisboa;
- 15.10.24: O suporte de apresentação da “criação/conceito de obra” é entregue pela pessoa autora ao representante da Vista Alegre durante a conferência Laurel & Vista Alegre 200 years – Luxury Brands Summit Lisbon”.
está aberta a nova fase de candidaturas aos cursos pós-graduados
Set 16 2024
Encontra-se aberta a nova fase de candidaturas aos cursos pós-graduados da Faculdade de Belas-Artes, nomeadamente:
Digital Experience Design (anual)
Discursos da Fotografia Contemporânea (anual)
Arte Sonora: Processos Experimentais (a decorrer no 2.º semestre)
Artes Sonoras: Práticas e Tecnologias de Criação (a decorrer no 1.º semestre)
Ilustração Científica (a decorrer no 1.º semestre)
Ilustração e Narrativa Visual (a decorrer no 2.º semestre)