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identity & land — exposição de rita andrade
Ago 01 2023
© Marie Bacelar
08 > 26 AGOSTO 2023 I GALERIA FBAUL
AS OBRAS EXPOSTAS ESTÃO À VENDA
Considerando as Jornadas Mundiais da Juventude e a tolerância de ponto dada pelo governo dias 3 e 4 de agosto, informamos que a INAUGURAÇÃO FOI ADIADA PARA DIA 8 DE AGOSTO.
Inaugura no dia 8 de agosto, às 17h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Identity & Land de Rita Andrade. A exposição ficará patente até 26 de agosto.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a 6ª entre as 10h00 e as 17h00; sábado entre 10h00 e as 15h00.
Em Identity & Land, a pintora e ativista Rita Andrade partilha aquela que foi a sua experiência durante a sua viagem à Palestina em 2019. A artista utiliza a pintura, uma forma pacífica de comunicação, como forma de protesto contra a ocupação ilegal de Israel na Palestina.
“A Arte é uma forma não violenta de me expressar, de espalhar uma mensagem, e de fazer uma intervenção. Eu acredito que a arte pode ter uma importante função na transformação social, e eu espero conseguir fazer isso mesmo”
Rita Andrade, 2023
NIGHTFALL IN GAZA
Diz Paul Veyne que a História é um romance, pode ser “criativa” nas suas versões, mas é um romance realista, avisa. Por exemplo, no caso do conflito, ou guerra de ocupação israelo-árabe, que os sionistas chamam, ou chamaram (nos anos 40), “guerra da independência”, a posição equidistante é a pior e a mais desumana. De facto, desde 1948, ano da declaração de independência de Israel (uma “declaração”, note-se, sem nenhuma relação com qualquer tipo de luta emancipatória), houve e há na Palestina uma ocupação ilegal (Israel e a brutalidade destrutiva que geraria os “colonatos”, sistematicamente condenados pela ONU), uma ocupação baseada numa mentira que diz ter sido edificado um estado que é uma terra sem povo para um povo sem terra. Uma terra sem povo?
Começa aqui o projectado genocídio e o apartheid: com efeito, os árabes israelitas são o que Agamben poderia chamar de “vidas nuas”, pois Israel não é um estado multinacional quando se afirma a pátria judaica. Nestes termos, defender os direitos palestinianos sinaliza dois factos: mostra que denunciar Israel deve servir para distinguir o anti-sionismo (e foi o sionismo que destruiu o Hotel King David em 1946) do anti-semitismo (uma abjecta forma de racismo); por outro lado, defender os palestinianos é defender um povo que habita uma terra há milénios e a perdeu (a Nakba): a terra, as vias de comunicação, as cidades (há novas cidades nos colonatos, mas essas são inacessíveis) e a oliveira que a mulher de lenço branco abraça, numa das telas da exposição, porque sabe que perdeu a sua fonte de subsistência. Rita Andrade, com mestrado pela Goldsmiths em Art and Politics, conheceu esta realidade, viveu-a e sabe o que é o apartheid da Palestina que resiste desde 1948.
Repare-se que dizer “estado judaico” (e não “estado dos cidadãos”, como na Europa desde o Iluminismo) configura um enunciado antidemocrático. Por isso, Edward Said sempre advogou para a Palestina um só estado binacional, algo como a África do Sul multicultural de hoje. Sem colonatos nem bantustões. Um mundo distante, contudo.
Carlos Vidal
sentido improvável – obra de samuel gapp e joão ghira
Ago 01 2023
25 > 26 AGOSTO 2023 I CISTERNA FACULDADE BELAS-ARTES
Sentido Improvável, obra de Samuel Gapp e João Ghira que se realizará sob a forma de 3 atuações públicas com a duração aproximada de uma hora cada.
O corpo de trabalho será apresentado entre os dias 25 e 26 de agosto na Cisterna do Convento de S. Francisco (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa).
O local requer lotação limitada e, dessa forma, poderá inscrever-se no horário / atuação mais conveniente através do link: https://forms.gle/N8MYJS5U1wNsvVWVA
No âmbito do seu mestrado em composição, Samuel Gapp tem realizado uma investigação sobre perspectivas para o processo criativo na música, com foco na área intermédia entre a improvisação e a composição escrita. Neste contexto, convida João Ghira a pensar a composição numa criação inédita. É assim que durante 5 meses o duo se tem proposto a um corpo teórico e físico que encontra as suas formas de fazer. A obra apresentada define um percurso que dialoga com o visitante-público, envolvendo-o num jogo de decisão e controle ilusórios. As componentes da interactividade são essenciais para o ser da peça, que é construída em tempo real, tornando-se cada performance numa estreia.
A exposição conta com um grupo amplo de artistas e pensadores de diferentes proveniências, com os quais temos o prazer e privilégio de trabalhar, e que são corpo da obra:
Eva Aguilar (violoncelo)
Pedro Massarrão (violoncelo)
Afonso Gaspar (flauta)
Mariana Dionísio (voz)
Tiago Mourato (clarinete)
Honza Michálek (saxofone)
Miguel Cardoso (tuba)
Inês Zinho (performer)
Realização e produção de vídeo: Marco Sardinha
Captação e edição: Hugo Nunes e Kenny Gad
A positividade dos atos, a saber, criativos, dos dois artistas e de suas práticas, torna a priori um obstáculo o pensar-se na composição. O ser-composição-da-obra. O seu pertencer a determinado sítio e tempo, a demarcação na construção de um objeto composto e a introdução da definição de um caminho subjectivo aparecem como barras de salto que nos fornecem pistas sobre o que algo pode ser. Para além, o Homem tende a reservar a obra a tempos e tempos, características e memórias, encerrando-as em períodos. Todavia onde está o ser intemporal, transversal, e originário da obra? Não o que a representa agora, mas a sua originalidade e fruto [de necessidade]. O objeto universal e filosófico que se dá a pensar, enfrenta a necessidade de composição. Como pensar nesses traços mais permanentes sem que se parta de algum princípio?
Para a apresentação deste corpo uma ruptura nos meios e formas teve de ter lugar, essa mesma tentativa de não exortar a autoria ou cunho, enquanto fazedores de obra, e constituintes do seu próprio leque de ação e linguagem. Ainda assim, a obra falha, tornando-se numa via que apenas se pôde aproximar da questão da composição. A linguagem plástica, os contornos, preenchimentos e formas de eliminação são trazidos a combater o médio e o transeunte, e estão também em combate entre os corpos e mentes de Gapp, Ghira e o Corpo Artístico, que lutam para se aproximar do que é nuclear e essencial para a apresentação de uma peça. A obra é apenas o começo de uma colaboração e itinerância e são desenvolvidos textos que complementam as suas teses e enriquecem as suas práticas pessoais.
Não há céu, apenas atmosfera ou éter das ideias, a génese-ideia admite a própria obra-ser, e o material compõe-na, velada. A ideia torna-se algo de concreto, e desde já se torna existente e falível. Ícaro não nos orienta, apenas se mostra como objeto estético numa constante ascensão e queda. A anunciação da Virgem Maria é enclausurada. Aqui a obra quer-se formar, mas abala-se, propondo-se a um eterno princípio. E porquê, porque quer composição, ou melhor, é uma sua origem. Porque qualquer ato de construção que tente perceber a composição caí de facto em subjectividade, e o que se quer pensar é a eteridade da obra, a universalidade e existência da composição como labirinto. E por que razão o humano começou a harmonizar? Então, prende-se aqui um princípio de lugar, estar e sobrevaler de um ser que luta pelo desvelamento ou clarividência? A captação-da-obra, o que ela capta, é essência capturada por insensatez do artista.
É com gosto que os convidamos assim para o início de uma conversa frutífera,
Gapp e Ghira
Samuel Gapp, nascido na Alemanha, tem desenvolvido obras musicais, interdisciplinares e educativas, ligadas à improvisação e à composição escrita. Ativo como pianista e compositor na cena contemporânea, tem colaborado com múltiplos artistas e instituições a nível internacional em iniciativas culturais e educativas. A sua obra tem sido premiada em Portugal nos últimos anos.
João Ghira, nascido em Portugal, tem desenvolvido trabalho na área das artes visuais. A sua prática é alimentada por diferentes áreas de interesse e investigação como a psicologia, a filosofia e a literatura. A criação de objectos não tem sido serial ou estrita a uma única forma de comunicação. O seu trabalho demonstra uma simbiose entre a pintura e escultura, explorando os limites da entidade bidimensional das superfícies.
piso 3 — finalistas pintura 2021 – 2022
Ago 01 2023
31 JULHO > 26 AGOSTO 2023 I SALÃO NOBRE SOCIEDADE NACIONAL BELAS-ARTES
Inaugura no dia 31 de julho, às 18h30, no Salão Nobre da Sociedade Nacional de Belas Artes, a exposição PISO 3 – Finalistas Pintura 2021-2022. A exposição ficará patente até 26 de agosto.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário
2ª a 6ª. 12h/19h
sábado: 14h/19h
EXPOSIÇÃO DE FINALISTAS – PINTURA (Ano lectivo 2021 / 2022)
Estas exposições de finalistas (circunstância que dá à maioria dos seus protagonistas uma híbrida condição de aluno-autor, já trabalhando entre a escola e o universo exterior) têm, como se depreende, uma realidade paradoxal: uma dimensão tradicional e outra inovadora, surpreendente. A dimensão tradicional deve-se à periodicidade anual com que se realizam, a dimensão inovadora deve-se ao que aqui é potencialmente inesperado, pois numa turma de várias dezenas de alunos-autores (e considerando a panóplia de técnicas empregues, muitas vezes revelando domínio formal assaz evidente de técnicas e aplicações digitais, entre processos “tradicionais”) a surpresa e maturação de modelos é algo evidente e compensador. De ver, sentir e pensar. Torna-se obrigatório seguir o fio destas exposições, acompanhar autores e a maturação de seus processos, ou a ruptura que os inesperados futuros revelam.
Esta díspar colectiva (resultado, como disse, de singularidades autorais diversas) corresponde a uma selecção, participada pelos alunos-artistas, dos (seus) trabalhos realizados em ambiente de grupo e dialogado na turma finalista do ano lectivo passado (2021/2022). Quer dizer, através desta exposição voltamos à sala de aula, FBAUL e seus alunos de Pintura V e Pintura VI, deparamos com artistas a descobrir ou redescobrir, retomamos um colectivo que terminou as suas actividades no verão de 2022.
A questão do colectivo é fundamental: não vivendo nem trabalhando no isolamento do atelier, o artista-autor finalista (ainda estudante, portanto) descobre a sua singularidade no colectivo da turma e em diálogos constantes com colegas, amigos e docentes. A natureza experimental e livre destes trabalhos relaciona-se mais com as regras da disciplina (ou Unidade Curricular), onde existe ainda a figura da “classificação” numérica, esta experimentação liga-se tanto ou mais a essas particularidades, dizia, quanto ao mercado, sendo certo ou sabido que aqui já encontramos autores integrados nas regras ou lugares do mercado da arte.
O critério de selecção da colectiva é, parece-nos, o mais acertado: todos os finalistas participam, sem excepção (repito sem excepção), até porque todos desfrutaram de livre convívio e discussões de trabalho contínuo; trabalho empenhado e interessado no qual as interrupções lectivas não se fizeram sentir (os dois semestres das actividades lectivas passam num contínuo permanentemente fluido): ora porque a necessidade de trabalhar/criar é incessante, ora porque uma obra está sempre “incompleta”.
Trata-se aqui, nestes balanços anuais, da verificação de que “ensinar” arte é cooperar (no caso de finalistas, acima de tudo, cooperação entre professores e alunos), é trabalhar no seio de uma tradição que se transmite (um “contexto” que se transmite, não uma receita para “fazer bem” ou “de modo perfeito”), sabendo que há algo de incondicional (Derrida) nessa transmissibilidade. Próprio da universidade e do ensino artístico em concreto. Ou do ensino artístico, muito em particular.
De certo modo, a escola de arte(s) representa melhor do que outros casos a figura da “universidade”, tal como no-la expõe Derrida: a universidade é “sem condição” porque aqui tudo se pode dizer (mesmo pôr em causa “arte” ou “universidade”), logo a universidade tem aí a sua força e fraqueza, pois nessa incondicionalidade avança, mas também nessa autocrítica pode ser absorvida por “forças” alheias ao saber. E, como diria De Duve, a arte é um saber que se transmite e vai passando de geração para geração, construindo uma “tradição”, uma tradição moderna e actual.
Incondicionalidade, crítica e tradição, portanto, aqui se encontram. Mas, como nos mostra Jacques Rancière, outro factor aqui se junta: em Le Maître Ignorant, diz-nos o próprio título, o “mestre” nunca está acima do “discípulo”, há uma crítica da lógica da explicação (não há “receitas certas” em arte) e ambos se encontram em diálogo com o seu não-saber e diálogo surpreendente: o docente não pode prever aquilo com que se vai deparar – pode falar em ruptura ou continuidade, mas a surpresa predomina (quase às cegas, diz ainda Rancière).
Também Ortega y Gasset, no seu conhecido Misión de la Universidad, nos fala em “transmissão”, sendo esta a base do trabalho que, na incondicionalidade de Derrida, pode ser posta em causa, obviamente.
A chamada curadoria destas exposições é “aberta” e “democrática”: de cada aluno, aqui já proposto pelos “patrocinadores” desta exposição como artista (aliás ao finalista se lhe diz sempre ser já artista que, como tal, tem de pensar quando realiza trabalho avaliativo: avaliação final? Sim, que ele a imagine como sendo uma exposição individual), de cada aluno-autor se escolhe (com o próprio) um conjunto de trabalhos que melhor o represente, em troca de opiniões docente/discente. Sempre assim foi e continuará a ser.
Supõe-se que essa interacção seja a ferramenta de trabalho privilegiada, pois, como se dizia há umas décadas no mítico Black Mountain College, primeiro está o aluno, suas ideias, práticas e idiossincrasias, depois está o currículo da disciplina, concretamente o seu programa que, a este nível, não existe, pura e simplesmente. É o aluno que, no início do ano, o propõe – o seu programa, entenda-se.
Se quiséssemos usar outra figura conhecida do pensamento, diríamos, voltando a Rancière, que o mestre é uma espécie de “mestre ignorante” no início, pois tem que encontrar-se, nesses primeiros dias de trabalho, com e no território do aluno. Com uma linguagem intraduzível, sem interpretação clara. E aí o “mestre” volta: volta nesta exposição. “Mestre” e público, juntos ao criador e inventor desta matéria, que se renova de dia para dia ou, para me aproximar do tempo desta exposição, de ano para ano.
Carlos Vidal
Os finalistas de Pintura – e uma evocação de José Dias Coelho
Em 2023, na ocasião da exposição ágil e emancipada dos finalistas do curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes na Sociedade Nacional de Belas Artes, pode ser ocasião de recordar uma personalidade de rasgo interventivo que temos em comum entre as duas instituições.
Refiro o escultor José Dias Coelho (1923-1961), no ano do seu centenário.
Do seu curso de arquitetura, iniciado em 1942, irá em 1945 recomeçar de novo, desta feita o curso de Escultura. Acompanham-no neste trajeto de procura de uma exigente vocação artística os seus companheiros Rolando Sá Nogueira (1921-2002) e Jorge Vieira (1922-1998). Também João Abel Manta (1928-) e Francisco Castro Rodrigues (1920-2015) acompanham o grupo.
O momento, o ano de 1945, é de charneira. No fim da segunda guerra, Salazar convoca eleições, e a sociedade civil tenta organizar-se constituindo o novo partido, o MUD (Movimento de Unidade Democrática), e também o MUD Juvenil.
Aqui estes e muitos outros jovens das Belas Artes mobilizam-se apaixonadamente: afiliam-se na SNBA como novos associados. Após eleições e com a consequente renovação dos corpos gerentes, levam a cabo um novo programa estético através da proposta de novas exposições no Salão: as Exposições Gerais de Artes Plásticas (EGAP).
Assim é a primeira EGAP, em 1946. Ao contrário de até então, no Salão, não há agora júri, não há inauguração pelo chefe de Estado, e não há prémios. Abre-se a exposição no dia 1º de maio, uma data de celebração proibida, e abre-se também em horário à noite, para permitir a visita aos trabalhadores. Homenageia-se Abel Salazar, recentemente falecido e também perseguido pelo regime.
Na segunda EGAP, em 1947, a PIDE enerva-se com as pinturas neo-realistas, com os cartazes de artes gráficas a apelar ao recenseamento eleitoral e à alfabetização: a PIDE visita esta exposição e leva 11 pinturas para a sua sede na Rua António Maria Cardoso.
O resultado inesperado é o sucesso dessa exposição, que faz as notícias em todos os jornais.
Poucos anos mais tarde, em 1952, durante a eleição de um Júri de premiação do Salão Primavera da SNBA, José Dias Coelho é provocado por Eduardo Malta – que é um ‘ultra’ do regime. Diz Malta: “este homem votou quatro vezes.” Esclarecido o equívoco, e instado por carta da Direção a pedir desculpa a Dias Coelho, Eduardo Malta recusa, sendo assim expulso de associado.
Em consequência, o Estado Novo encerra a SNBA durante meses, com selos de chumbo nas portas e janelas. Não se sabe então se o encerramento será definitivo.
Só será a SNBA reaberta no final do ano, depois de muita demora e dificuldade, e após se readmitir Eduardo Malta, e de se alterar os Estatutos por imposição do Ministério da Educação. Nesse ano não abriu a 6ª EGAP, devido ao encerramento.
José Dias Coelho será também perseguido pelo diretor da Escola de Belas Artes, Luís Alexandre da Cunha, apelidado de “Cunha Bruto.” O abaixo assinado que Dias Coelho promoveu em 1952 provoca mais de 80 processos disciplinares a alunos e fará com que Dias Coelho seja expulso da Escola, sem aceder ao diploma de fim de curso, sendo também expulso do ensino público.
Dias Coelho, assim sem diploma, irá trabalhar como desenhador no atelier dos arquitetos Alberto Pessoa, Hernâni Gandra e João Abel Manta, até passar definitivamente à clandestinidade, em 1955. Passa a ser funcionário do Partido Comunista, encarregue de trabalhos de falsificação dos documentos indispensáveis aos clandestinos.
José Dias Coelho, já casado, com dois filhos, vai mudando de casa, e fugindo pelas ruas aos agentes da PIDE que o tentam localizar. A de 19 dezembro de 1961, numa rua de Alcântara (hoje rua com o seu nome) é perseguido por dois agentes. Baleado pelas costas, tomba, para depois ser abatido, já no chão, com um segundo tiro.
Hoje importará manter a memória e conhecer a obra de um notável escultor, desenhador e gravador, que soube posicionar-se civicamente para que todos, agora noutros tempos, possamos viver e criar com a independência e a emancipação indispensáveis.
Cumpre também a cada um, ontem como hoje, honrar os que nos precederam, tanto na Faculdade de Belas Artes, como na SNBA. Os finalistas de Pintura, hoje, como ontem, na crista da sucessão geracional, deixam agora novos testemunhos para o futuro.
João Paulo Queiroz
Presidente da Direção da SNBA
Paisagens da Liberdade. Da Ucrânia a Lisboa.
Jul 19 2023
13 > 28 JULHO 2023 I GALERIA FBAUL
Inaugura no dia 13 de julho, às 17h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Paisagens da Liberdade. Da Ucrânia a Lisboa., com obras de Bohdan Brynskyi e António Trindade. A exposição ficará patente até 28 de julho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00.
A ideia da presente exposição Paisagens da Liberdade. Da Ucrânia a Lisboa, surgiu pela amizade de longa data dos autores, artistas plásticos e professores universitários, um deles já aposentado, com o Slavick, Yaroslav Shevchyshyn, de há muito radicado em Portugal, e também e sobretudo pelo atual contexto da guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Com o objetivo de angariar fundos de ajuda ao povo ucraniano e de dar a conhecer a obra artística de um dos grandes artistas ucranianos da atualidade, Bohdan Brynskyi, realiza-se a presente exposição nesta magnífica galeria de Lisboa. A pintura e o trabalho deste artista ucraniano são bastante versáteis, que percorre a figuração e a abstração. Para a presente mostra seleccionámos uma série de trabalhos centrados na paisagem ucraniana, de forte recorte simbólico, mostrando regiões rurais da Ucrânia longe das cidades. Bohdan captou muito bem a natureza destes enquadramentos por ele selecionados e se os temas por ele escolhidos e apresentados aqui possam hoje parecer um pouco tradicionais, a sua representação é, pelo contrário, bastante plástica, expressiva e atual, onde nos cenários apresentados há momentos de forte abstração do referente da paisagem e da natureza. As paisagens de Bohdan Brynskyi não se limitam a captar a realidade visual que surge ao olhar do espetador. Pelo contrário, a partir dessa realidade visual de enquadramentos que o autor seleciona, surgem paisagens de grande força e robustez plástica, numa pintura bastante matérica, realizada com fortes empastamentos de tinta e onde os toques de luminosidade, da luz, da cor e dos contrastes claro escuro são muito bem tratados e muito expressivos. Olhando para estes trabalhos de Bohdan Brynskyi, surge a memória da corrente impressionista e expressionista da história da arte ocidental, das fortes pinceladas de um Van Gogh, por exemplo, mas também surge a memória do tratamento pictórico tão evidenciado pelos expressionistas, mesmo os não figurativos. A luz, a cor, a matéria e a força destes trabalhos, com toques subtis de pincel com cor e luz levam-nos também a Sorolla, e até mesmo a Lucien Freud, embora os referentes aqui sejam outros, ou seja, a magnífica paisagem rural ucraniana que mostra essa abertura telúrica onde a natureza parece ser superior ao próprio homem que a habita.
Por seu lado, António Trindade, também representado na exposição, intervém com uma obra simbólica com o título “O Copo”/” The Glass”, que mostra uma forte carga simbólica que é enfatizada também pelas cores da bandeira da Ucrânia visíveis na pintura: do amarelo da indumentária de uma figura, ao azul profundo das águas que a cercam e a sustêm. Visualizamos uma figura feminina celebrando em liberdade, ou em plena liberdade, boiando sobre águas seguras de uma piscina, como se a guerra já tivesse terminado, numa pose de sustento de um copo, pose essa quase ou de facto impossível.
Em síntese, estas paisagens e cenários propostos, são signos que funcionam como janelas e sinais de liberdade, que no fundo é o que desejamos ao povo ucraniano, o de conseguir libertar-se da tutela e da agressão dos seus homólogos vizinhos.
António Trindade, Lisboa, 21 de Junho de 2023.
Sobre Bohdan Brynskyi
Nasceu a 16 de outubro de 1960 na aldeia de Dolyna, região de Ivano-Frankivsk. Em 1988 formou-se na Faculdade de Artes do Instituto Pedagógico de Ivano-Frankivsk. Desde 1989 que expõe e participa em plenários na Ucrânia e no estrangeiro. Em 1993 recebeu o diploma da bienal internacional “Impreza”. Ganhou também o prémio Shevchenko Opanas Zalyvakha.
As obras de Bogdan Brynskyi estão guardadas no Museu de Artes de Ivano-Frankivsk, no Museu Nacional de Lviv, no Museu Nacional Taras Shevchenko, em Kyiv, assim como em coleções privadas dentro e fora da Ucrânia, como no Canadá e nos EUA. Neste momento vive e trabalha em Ivano-Frankivsk.
A sua pintura é versátil em termos temáticos e em termos de humor, variando da paisagem lírica a motivos urbanos e abstratos. O artista é membro do grupo NaSim, que faz parte da irmandade de Ivano-Frankivsk.
Foi Professor Associado numa Faculdade da Ucrânia e está de momento reformado do ensino.
Sobre António Trindade
Nasceu a 23 de abril de 1967. É Professor Auxiliar com Agregação na Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes. Paralelamente exerce também a atividade de Artista Plástico. Atua na área de Geometria, pertencente ao Departamento de Desenho, tendo como focos de interesse as Geometrias da Representação e Belas Artes. Doutoramento em 2008 com a tese “Um Olhar sobre a Perspectiva Linear em Portugal nas pinturas de cavalete, tectos e abóbadas:1470-1816″. Mestrado em 2002 com a tese “A Arquitectura Maneirista em Portugal. Da Capela-Panteão de Santa Maria de Belém ao Real Mosteiro de São Vicente de Fora”. Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em 2000, na área da Geometria Descritiva, com o título “Luz e Sombras nas Superfícies Regradas Planificáveis, Cónica e Cilíndrica, e nas Superfícies não Regradas, Superfície Esférica. Em 2015 publicou o livro “A Pintura integrada em Tectos e Abóbadas e a Perspectiva Linear”, apresentado pelo Professor Catedrático Doutor Vitor Murtinho, do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, na Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa, com posfácio da Professora Associada Doutora Cristina de Azevedo Tavares, com com edição do CIEBA e da FBAUL e distribuição da Príncipia Editora. Publicou também até ao presente 2 Livros, 3 capítulos de livro e 21 artigos científicos, tendo outros artigos no prelo, incidindo todos em temas centrados na Geometria, na Perspectiva Linear e sua relação com as Artes Plásticas e Visuais. Escreveu 14 textos das suas 20 exposições individuais até agora realizadas, publicados em catálogos editados pela Galeria Arte Periférica, sediada em Lisboa, pela Galeria Sete, sediada em Coimbra, e em sites de Galerias e Museus. Realizou 20 Exposições Individuais, representado pela GALERIA ARTE PERIFÉRICA em Lisboa, antigamente também pela GALERIA SALA MAIOR no Porto e mais recentemente é também representado pela GALERIA SETE em Coimbra. Participou em outras 55 Exposições Colectivas, onde se destacam as presenças nas feiras de Arte Contemporânea, como na FAC-LISBOA, três vezes na ARCO-MADRID, 1995, 1996 e 2004, e em 2017 na ART-MADRID, representado em todas pela GALERIA ARTE PERIFÉRICA. Tem obras em colecções como a Telecel-Lisboa, Frubaça-Alcobaça, em Portugal e no estrangeiro, como na Fundação Luciano Benetton e na Quinta das Lágrimas em Coimbra. Realizou trabalhos artísticos para as empresas da Telecel, Frubaça e para o novo Centro Pedagógico de Faro, Complexo Campos da Penha. É citado e referido em trabalhos académicos como referência bibliográfica e é referido em publicações artísticas, algumas já extintas, como nas Revistas Magazine Artes, Arte e Leilões, L+Arte, Arte y Parte, bem como em catálogos das referidas feiras de Arte Contemporânea, com textos de escritores e críticos como Valter Hugo Mãe, Sandra Vieira JÜrgens ou da curadora Filipa Oliveira.
Águas argênteas, vértices de piteira / Diálogo contemporâneo com Dordio
Jul 19 2023
14 > 28 JULHO 2023 I JARDIM DE ESCULTURAS, MNAC
Inauguro no dia 14 de julho, no Jardim de Esculturas – MNAC, a exposição individual, Águas argênteas, vértices de piteira / Diálogo contemporâneo com Dordio, de José Quaresma.
A exposição ficará patente até 28 de julho.
A exposição consiste em sete instalações picturais nos sete “nichos” da espessa parede do jardim, engolfando-se na sequência rítmica que caracteriza as perfurações cónicas desta parte do edifício.
As obras foram produzidas em função de um diálogo contemporâneo com Dordio Gomes, vislumbrando-se também a apropriação de algumas manchas e torvelinhos associáveis a Franz Marc. Para ser mais preciso, esta exposição realiza um diálogo com duas obras de Dordio existentes no MNAC, Éguas na Manada e Rio Douro, mas também com outras duas, as Casas de Malakoff (no MNSR) e o Grande Autorretrato (Col. Part.). Estas quatro pinturas são agora perspectivadas segundo novas transgressões plásticas e semânticas, tendo dado origem às sete produções acima indicadas, pintadas sobre madeiras diversas, vidros acrílicos e serapilheira.
José Quaresma
à superfície 2023
Jul 18 2023
08 > 28 JULHO 2023 I BIBLIOTECA E ARQUIVO, MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
A exposição À Superfície, 2023, constitui-se a partir da reunião de um conjunto de trabalhos realizados em ambiente académico, centrados numa temática comum: a aldeia mineira do Lousal. A experiência imersiva num lugar desconhecido, constitui-se como um factor de produtividade, de especulação e criação. Os alunos a partir da experiência do lugar, desenvolveram a partir das suas inquietações e das suas poéticas, um conjunto de trabalhos que, no seu conjunto são uma interpretação viva, e entusiasmante sobre uma realidade que desconheciam.
A aldeia mineira do Lousal, no concelho de Grândola, tem o seu passado ligado a extracção da pirite para a indústria química durante o século XX. Com o fecho da mina no final do século passado, o Lousal foi-se transformando num lugar onde a memória do passado e uma descrença no futuro são a imagem urbana do presente. A aldeia que foi construída ao longo do século XX, como um aparato industrial à imagem dos planos urbanísticos e das políticas assistencialistas implementados no Estado Novo, e foi sendo ocupada por famílias mineiras migrantes, que em sucessivas gerações se fixaram e trabalharam na aldeia.
O trabalho dos alunos partiu do reconhecimento desta história e desta realidade, reflectem a natureza geológica, o trabalho na mina e as relações sociais no território. Numa leitura geral das obras, observa-se como a exploração do forte carácter poético das matérias geológicas das escombreiras da mina —a memória visual do passado congelado na paisagem — se transformam numa “denúncia” da imobilidade da vida dos habitantes e antigos mineiros do Lousal.
Estas obras devem ser lidas como um processo investigativo de artista, pois encontramos nos trabalhos, mais do que uma preocupação sobre o domínio exímio da expressividade dos materiais que dão forma às obras, um olhar sobre os modos como a arte pode ser uma ferramenta de análise, leitura e representação de uma realidade e de uma experiência física e emocional com o território.
(Re)thinking (Re)doing (Re)acting. Projetos do 1.º ano do Mestrado em Design de Comunicação 2022/23
Jul 17 2023
(Re)thinking (Re)doing (Re)acting reúne projetos do 1.º ano do Mestrado em Design de Comunicação (Belas-Artes, ULisboa) que evidenciam questões éticas e estéticas que emergem da ubiquidade de infraestruturas computacionais e do impacto massivo da internet na cultura contemporânea.
Os projetos salientam os atuais desafios do pensamento e prática do design, questionando visões canónicas da disciplina e explorando o potencial discursivo da produção académica. Abordam criativamente a confluência de media impressos e digitais online na produção, preservação e disseminação de conhecimento. Refletem sobre a forma como as tecnologias digitais moldam a nossa perceção e experiência da realidade, evocando as atuais aplicações e implicações de sistemas de inteligência artificial na emulação de capacidades humanas e consequente incorporação de preconceitos sociais. Destacam ainda a volatilidade do conhecimento sob o impacto da internet e refletem sobre os modos de comunicação, ação e inação que as redes sociais promovem.
https://2023.fbaul-dcnm.pt/rethink-redo-react/
Organização
Mestrado em Design de Comunicação, Belas-Artes, ULisboa
Coordenação
Projeto II: Luísa Ribas
Laboratório II: Pedro Ângelo
Design e desenvolvimento do Website
Duarte Costa
Maria Proença
Naiana Nascimento
Raquel Martins
Raquel Gomes
Rodrigo Amâncio
Edição e revisão de conteúdos
Jéssica Caldeira
Joana Costa
Marta Azevedo
Sofia Bento
Gestão de projecto
Naiana Nascimento
Comunicação
Ana Raposo
João Pereira
João Rocha
Renata Castro
jornada mundial da juventude — fbaul encerrada
Jul 10 2023FBAUL ENCERRADA ENTRE 1 E 6 DE AGOSTO DE 2023
Por Despacho do Presidente da FBAUL de 26 de julho de 2023 informamos que a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa estará encerrada entre 1 e 6 de julho de 2023, em face de:
Proposta do Plano para a Eficiência Energética e Hídrica da Universidade de Lisboa;
Tolerância de ponto nos dias 3 e 4 de agosto, concedida pelo Governo;
Plano de acessibilidade da cidade para a Jornada Mundial da Juventude, preparado pela Câmara Municipal de Lisboa, em particular para os dias 1, 3 e 4 de agosto.
a bela acordada
Jul 10 2023
25 MAIO > 14 JULHO 2023 I BIBLIOTECA ARQUITECTO COSMELLI SANT’ANNA
Inaugura no dia 25 de maio, às 17h00, na Biblioteca Arquitecto Cosmelli Sant’Anna, a exposição A Bela Acordada com trabalhos de alunos de Ilustração I e Desenho Editorial a partir da prosa poética de Adília Lopes “A Bela Acordada”. A exposição ficará patente até 14 de julho.
última lição_Professor Fernando António Baptista Pereira
Jul 10 20236 JULHO 2023 | 11h00 | GRANDE AUDITÓRIO //VIA ZOOM
No dia em que completa 70 anos, o Professor Catedrático Fernando António Baptista Pereira dará a sua Última Lição, despedindo-se assim da sua longa carreira como docente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Aceder à gravação da ÚLTIMA LIÇÃO
Nesta Última Lição intitulada VOX DEEST, o Professor fará uma reflexão sobre a “Voz” dos Artistas.
Entrada livre até à lotação da sala.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
VOX DEEST
Uma reflexão sobre a «Voz» dos Artistas
A expressão latina Vox Deest (só lhe falta a voz) aplicava-se, na Antiguidade Clássica, às Artes Plásticas, por contraposição com a Poesia, na mesma linha do tópico enunciado numa outra expressão, Ut Pictura Poesis, que defendia ser a Pintura uma Poesia Muda e a Poesia uma Pintura falante.
Por vezes, a expressão Vox Deest foi livremente traduzida pela conhecida expressão «só lhe falta falar», aplicando-se correntemente a um Retrato pintado. Com efeito, o famoso arquiteto, pintor e memorialista Giorgio Vasari, nas suas Vite, ao referir-se aos retratos executados pela pintora Sofonisba Anguissola na sua terra natal, Cremona, antes de partir para Castela, diz che non manchi loro che la parola.
Contrariando esta proclamada «mudez» das Artes, desde esses tempos da Antiguidade que os Artistas procuraram ter e afirmar uma voz: escreveram tratados sobre as artes que praticavam, atividade continuada durante a Idade Média, sob outros contextos, e, sobretudo, a partir do Renascimento, acrescentando igualmente dimensões memorialísticas e críticas sobre os artistas que os haviam antecedido. Por outro lado, haverá que interrogar essa suposta «mudez» da Pintura ou até da Escultura, através de exemplos concretos, por sinal bem «falantes»…
É um facto indesmentível que, até ao final do século XVII, quando o próprio ensino académico das Artes atingiu um ponto de estabilização em vários países da Europa, os principais tratadistas e memorialistas eram ou tinham sido artistas de formação.
Em meados do século XVIII, com o desenvolvimento das ciências e dos saberes humanísticos proporcionado pelo Iluminismo, a reflexão sobre as Artes desdobra-se em várias disciplinas que se autonomizam epistemologicamente: a crítica de arte surge ligada ao movimento dos Salons e é protagonizada por Diderot, um escritor ou literato; a história da arte é formalizada a partir de uma base arqueológica por Winckelmann; a Estética autonomiza-se com Lessing.
Nos dois séculos seguintes, a reflexão sobre as Artes é principalmente protagonizada por escritores, historiadores e filósofos, remetendo-se os artistas a reflexões esparsas que passam a ser classificadas, por vezes depreciativamente, como «escritos de artistas», apesar do êxito que alguns livros escritos por artistas conhecem desde que foram publicados, como o é o caso de Do Espiritual na Arte de Vassili Kandinsky. Nesses livros, nesses «escritos de artistas» e em «memórias descritivas» de projetos ou simplesmente em aforismos, observações e ditos de artistas recolhidos por outros autores encontramos análises e leituras de obras dos próprios ou de outros artistas do passado que ultrapassam em perspicácia e pertinência invariavelmente tudo o que a História da Arte, a Crítica ou a Estética eram capazes de formular, nesses mesmos tempos, sobre as épocas ou os artistas em causa, o que nos vem colocar a questão da importância crucial desse «ponto de vista» interno e inerente à própria Arte que, normalmente, não é considerado.
No final do século XX e nas primeiras décadas do XXI, quando, finalmente, a Universidade parece ter perdido (talvez ainda não completamente, se atendermos aos chamados «critérios de produção científica») o preconceito medieval relativamente às «artes mecânicas» e decide incorporar no seu seio as Escolas e Academias de Belas-Artes e, principalmente, quando os Artistas começam a realizar Mestrados e Doutoramentos, por vezes num intervalo de tempo de pouco mais de uma década e meia, encontramos uma nova situação em que os Artistas podem, justamente, reclamar e reafirmar a sua «voz» perdida e recuperada, acrescentando dimensões novas, amplificantes e definitivamente «expandidas» (como se tem verificado nos diversos campos artísticos) à História da Arte, à Conservação e Restauro, à Crítica e à Curadoria e à Estética.
FABP
projeto seeds open call
Jul 10 2023
OPEN CALL ATÉ 16 JUNHO 2023
A Associação Quinta das Relvas (PT), as Oficinas do Convento (PT), a Rural Contemporánea (ES) e a CHORUS (GR) têm o prazer de divulgar uma Open Call para a participação no seu projeto SEEDS – means for a sustainable art practice, dedicado à articulação entre as Artes e a Sustentabilidade.
O projeto reunirá 12 artistas que irão participar em várias atividades, das quais residências artísticas, acções de disseminação, exposições, conferências e workshops.
O projeto culminará numa exposição na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em maio de 2024, onde será igualmente lançada uma Publicação, Tool-kit e documentário vídeo relativos ao projeto.
+ info e candidaturas: www.projectseeds.eu
Verão Ulisboa nas Belas-Artes
Jul 08 2023VERÃO ULISBOA NAS BELAS-ARTES NA SEMANA DE 10 > 14 JULHO 2023
Na Faculdade de Belas-Artes o Verão ULisboa decorrerá de 10 a 14 de julho e podem candidatar-se apenas os alunos que vão frequentar o 11.º ou o 12.º ou o primeiro ano da Universidade no próximo ano letivo.
Candidaturas: 4 a 10 de maio no site da ULISBOA
VAGAS: 21 (por ordem de inscrição)
“Descobrir a Faculdade de Belas-Artes” é uma oportunidade única para entrar no mundo das artes e design nas diversas áreas de ensino desta instituição: Pintura, Escultura, Desenho, Design de Comunicação, Design de Equipamento e Ciências da Arte e do Património, possibilitando aos interessados participar em atividades práticas e teóricas, bem como contactar com docentes e alunos, sentindo o dia-a-dia de uma escola que fervilha de criatividade, pesquisa, experimentação e conhecimento.
Nesta Escola encontra-se um conjunto de professores que preparou um plano completo de atividades (palestras, experiências, visitas) para te mostrar os conhecimentos básicos, os métodos de trabalho e as tarefas práticas, relativos aos cursos lecionados na ULisboa.
Diariamente serás acompanhado por alunos da Universidade que te ajudarão a resolver os desafios colocados, responderão às tuas dúvidas e dar-te-ão a conhecer as instalações, mostrando como é a vida universitária.
Poderás conhecer e interagir, de forma dinâmica, nos laboratórios, salas de aulas, centros de investigação, entre outros espaços.
Vais almoçar na cantina e conviver com os veteranos, conhecendo o verdadeiro espírito académico!
VERÃO ULISBOA #MERGULHANOTEUFUTURO
UMA EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL!
urban creativity
Jul 03 2023
06 > 08 JULHO 2023 I CIUL/ CML / GRANDE AUDITÓRIO FBAUL / CIM/ CML
Decidimos celebrar a 10ª edição da conferência Urbancreativity.org sugerindo “números” como tema genérico para 2023.
Nosso trabalho de partilha e divulgação de pesquisa combina muitas perspectivas amadoras, profissionais e académicas sobre: Graffiti/ Street Art/ Arte pública – representada em nossas revistas SAUC Street Art and Urban Creativity e CAP Cadernos de Arte Pública. Existirá um grupo específico de painéis dedicados a: Experiência de Utilização urbana refletindo o Journal UXUC User Experience and Urban Creativity. Algumas relações também ocorrerão com os estudos de desenho/arquitetura que povoam os periódicos digitais AIS Architecture Image Studies e BBDS Black Book Drawing and Sketching.
Na lista de oradores incluem-se (entre outros):
Stephanie Marsh, UX Research Operations Lead da Springer Nature, UK;
Tristan Manco, author, lecturer and creative director, UK;
Joerg Huber, photographer, Germany;
Ulrich Blanché, University of Heidelberg, Germany;
Jacob Kimvall, Konstfack University of Arts, Stockholm, Sweden;
Susan A. Phillips, Pitzer College, Robert Redford Conservancy for Southern California Sustainability, USA;
Ilaria Hoppe, Katholische Privat-Universität Linz, Austria;
Susan Hansen, Nuart Journal co-editor, Middlesex University, UK;
Isabel Carrasco Castro, Marist College, Spain;
Martyn Reed, Nuart director, Nuart Journal editor, Norway;
Javier Abarca, independent researcher, Spain;
De 6 a 8 de Julho 2023
6 de manhã no Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL/ CML)
6 de tarde e dia 7 no Grande Auditório da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL)
dia 8 no Centro de Inovação da Mouraria (CIM/ CML)
Inscrições e programa da conferência em: Urbancreativity.org
xCoAx 2023: 11th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
Jul 03 2023
05 > 07 JULY 2023 I WEIMAR, GERMANY
xCoAx 2023 — 11th Conference on Computation, Communication, Aesthetics & X
5–7 July, Weimar, Germany
xCoAx is an exploration of the intersection where computational tools and media meet art and culture, in the form of a multi-disciplinary enquiry on aesthetics, computation, communication and the elusive X factor that connects and characterises them all. Since starting in 2013 in Bergamo, xCoAx has taken place in Porto, Glasgow, Bergamo again, Lisbon, Madrid, Milan, Graz, online, and Coimbra. xCoAx 2023 will take place in Weimar, Germany.
Conference Program
July 5: Conference opening, School of X, exhibition opening, proceedings launch.
July 6: Paper presentations, keynote, performances.
July 7: Artwork and performance presentations, keynote, closing event.
Venues
Conference: Cultural Center mon ami, Goetheplatz 11
Exhibition: Galerie EIGENHEIM, Asbachstraße 1
Performances: Nivre Studio, Georg-Haar-Straße 5
Registrations to xCoAx 2023 are now open!
Register here: https://www.schoolofma.org/programs/p/xcoax
Contacts
http://xcoax.org
info@xcoax.org
https://twitter.com/xcoaxorg
https://www.instagram.com/xcoaxorg/
o fra(g)me(nto) nómada — workshop do projecto CAPHE
Jul 01 2023
14 JULHO 2023 > 14H00 I ÁTRIO EM FRENTE À PRESIDÊNCIA
Workshop exclusivo para os alunos da Faculdade de Belas-Artes.
Um fragmento é uma coisa que pode ser qualquer coisa na prática criativa das artes e humanidades. Em Nairobi, uma porção de terra transforma-se num corpo de barro e depois num fazer criativo coletivo, numa peça de cerâmica, num objeto de desejo ou de utilidade, ou na captura de um espaço de realidade mista. Partindo de um workshop de imagem 360º e cerâmica, realizado em Nairobi na Universidade Kenyatta, CAPHE propõe um workshop experimental centrado em múltiplas instâncias de criação material híbrida. Partiremos destas evidências físicas ou digitais (imagens impressas de peças de barro de Nairobi, as peças de barro cozidas, projecções de imagens de peças de barro na mesa e na parede, a projeção de imagens 360º, porções de barro cru, etc.) considerando-as como instâncias de criação de materialidades híbridas (imagens impressas de peças de barro de Nairobi, as peças de barro cozidas, projecções de imagens de peças de barro na mesa e na parede, porções de barro cru, etc.) e tomando-as como fragmentos para criar em conjunto outros futuros fragmentos que se tornam novamente alguma coisa.
Projeto CAPHE – Communities and Artistic Participation in Hybrid Environments- 01086391 Marie Curie Actions Horizon – 2021-SE
Palavras-chave: Treino da investigação artística, criação artística intermídia e participação em ambientes híbridos.
Coordenação: Helena Elias e Mónica Mendes, investigadoras da equipa portuguesa do CAPHE
CAPHE Project - Communities and Artistic Participation in Hybrid Environments- 01086391 Marie Curie Actions Horizon – 2021-SE
THIS PROJECT HAS RECEIVED FUNDING FROM THE HORIZON EUROPE PROGRAM UNDER GRANT AGREEMENT NO. 101086391

da terra brotam muitas coisas – exposição de leah saraiva
Jun 27 2023
22 > 29 JUNHO 2023 I GALERIA FBAUL
Inaugura no dia 22 de junho, pelas 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição da terra brotam muitas coisas de Leah Saraiva . A exposição ficará patente até 29 de junho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00.
da terra brotam muitas coisas é uma exposição que nasce da investigação do mestrado em pintura na exploração da ideia de encontro com o mundo que nos rodeia, em especial com a Natureza. Habitando-a com um olhar atento, cuidadoso, permeável e um coração predisposto, podemos aceder ao mundo de forma íntima, permitindo que ele nos molde de fora para dentro. Se uma árvore era um ser do mundo exterior, agora é ser em mim, que me habita.
Encontramo-nos num lugar comum. A nossa matéria enlaça-se. Pertenço ao mundo e o mundo pertence-me.
faleceu marília viegas
Jun 20 2023
A Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa lamenta profundamente a morte da Professora Marília Viegas que nos deixou no dia 23 de junho de 2023.
“Gravadora de mérito dedicando-se ao ensino da gravura, Marília Viegas tem desenvolvido uma carreira de pintora cuja temática se tem centrado na arquitetura imaginária.
A osmose entre a pintura e a gravura é notória quer quanto ao tema – arquiteturas, cidades e paisagens – quer através das matérias e texturas, e dos altos contrastes evocando a especificidade da matriz. Cada vez mais intensamente as obras de Marília Viegas têm vindo a ganhar corpo, como se a tinta funcionasse como um magma cobrindo a tela. É nesse sentido que atualmente a pintura incorpora texturas no óleo provocando uma espécie de tactilidade visual.”
Cristina Tavares
(Parte do texto do catálogo Aula Extra)
design at wine // mesa-redonda “O papel dos rótulos nos vinhos portugueses”
Jun 20 2023
27 JUNHO > 09H45 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Bernardo Gouvêa, presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Rita Rivotti, CEO da reconhecida agência de design no universo dos vinhos, Frederico Duarte, crítico de design, curador e docente da FBAUL e Rita Soares, CEO Herdade da Malhadinha Nova, em Albernoa, no distrito de Beja, vão sentar-se em redor de uma mesa, para debater “O papel dos rótulos nos vinhos portugueses”. A conversa promovida pelo recém-criado projeto Design at Wine está marcada para as 10h00, do dia 27 de junho, no Auditório Lagoa Henriques da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. A moderação está a cargo de Patrícia Serrado, jornalista da revista Mutante.
Até que ponto o design exerce influência no mundo do vinho? Quem já não comprou uma garrafa de vinho por causa do rótulo? Corresponderá o rótulo ao posicionamento do respectivo vinho? Estas e outras questões estão em cima da mesa. O objetivo desta conversa é valorizar o design. Os presentes vão falar sobre os desafios, as competências e as estratégias do designer, mas também dos produtores, face à garrafa e aos rótulos de vinho, refletir sobre relação entre o vinho e o rótulo, discutir a convergência entre o design de comunicação e o vinho, envolver os designers nesta matéria e fomentar a sua relação com os produtores de vinho, perceber até que ponto a identidade de um vinho é preponderante para o consumidor e como pode essa mesma identidade “comunicar” com quem escolhe uma garrafa.
O ponto de encontro da mesa redonda é às 09h45. A sessão está aberta a todos!
o valor da arte – finissage da exposição mudar de avença
Jun 20 2023
29 JUNHO 2023 > 16H00 I CAFÉ CIÊNCIA CSG I ROOFTOP DO ISEG
O valor da arte é o título do próximo Café-Ciência CSG, que acontece no dia 29 de junho, pelas 16h no Rooftop do ISEG.
O evento associa-se à finissage da exposição Mudar de Avença, também patente nos Claustros do Convento das Inglesinhas até ao dia 29 de junho e, sob o mote O valor da arte, promove uma edição do Café-Ciência que reunirá as investigadoras Jessica Falconi (CEsA/CSG) e Sandra Faustino (SOCIUS/CSG), o investigador Manuel Laranja (ADVANCE/CSG), o curador e investigador José Carlos Pereira (CIEBA/FBAUL) e os artistas Pedro Cabrita Reis e Filipe Romão, para uma reflexão sobre o lugar da obra de arte e os seus valores – estéticos, antropológicos, hermenêuticos, económicos, entre outros – na sociedade contemporânea.
A moderação do debate ficará a cargo do jornalista e diretor da Antena, João Almeida.
A sessão, de entrada livre, contará ainda com a presença do Presidente do ISEG, Professor João Duque, e o Vice-Presidente, Professor José Veríssimo.
A exposição Mudar de Avença, que teve o apoio do CIEBA – Centro de Investigação e Estudos de Belas Artes e do CSG – Investigação em Ciências Sociais e Gestão do ISEG, é um projeto da Comissão Cultural do ISEG e da FBAUL desenvolvido no âmbito do 111º aniversário do ISEG, com curadoria de José Carlos Pereira (CIEBA/ FBAUL) e obras dos artistas Pedro Saraiva, Pedro Cabrita Reis, Francisco Queirós, João Onofre e Filipe Romão.
Inaugurou no dia 11 de maio, às 18h30, nos Claustros do Convento das Inglesinhas, ISEG, a exposição Mudar de Avença.
No âmbito do 111 aniversário do ISEG, a Comissão Cultural do ISEG e a FBAUL promovem a Exposição “Mudar de Avença”, coordenada por José Carlos Pereira, e integra os seguintes artistas: Pedro Saraiva, Pedro Cabrita Reis, Francisco Queirós, João Onofre e Filipe Romão.
A experiência que as obras proporcionará a quem a visitar constitui-se simultâneo pretexto para um conjunto de conversas acerca do lugar da obra de arte na sociedade contemporânea. Os valores da obra de arte (estéticos, antropológicos, hermenêuticos, económicos, entre outros) serão o mote para sublinhar o papel da arte na configuração dinâmica da identidade individual e coletiva, a partir da ideia de que o que se vê na experiência estética, e através da experiência estética, contribui para uma mundividência mais aberta, plural e inclusiva. A exposição terá o apoio do CIEBA (Centro de Investigação e Estudos de Belas Artes) e do CSG (Investigação em Ciências Sociais e Gestão) do ISEG. Acompanhada por um catálogo com as obras, a exposição estará patente entre o dia 11 maio e 29 de junho.
Horário:
2ª a 6ª – 8h/22h
sáb. -9h/13h
Unite! Student Festival Lisbon 2023
Jun 20 2023
29 JUNHO > 01 JULHO 2023 I UNIVERSIDADE DE LISBOA
Internacionaliza-te em Lisboa!
Esta é a tua oportunidade de participar no Unite! Student Festival que irá decorrer em Junho deste ano em Lisboa. O objetivo do festival é reunir a comunidade estudantil Unite! internacional e impulsionar o seu envolvimento no seio da aliança.
O Unite! Student Festival Lisboa 2023 decorre na ULisboa, de 29 de Junho a 1 de Julho de 2023, reunindo toda a comunidade estudantil das nove universidades parceiras. Este evento combinará diversão, interculturalismo e atividades de cocriação promovendo o envolvimento da comunidade estudantil do Unite!.
O que podes esperar?
O Unite! Student Festival 2023 é a oportunidade perfeita para os estudantes Unite!, incentivando a criação de espírito de equipa com colegas internacionais, descobrindo o que o Unite! pode oferecer e debatendo e partilhando as suas ideias e expectativas, enquanto estudantes europeus. O Programa inclui: debates, brainstorms e networking durante eventos culturais.
Como podes participar?
Há 20 vagas disponíveis para estudantes regulares da ULisboa.
Segue os passos abaixo:
- Regista-te no Metacampus (podes utilizar as tuas credenciais de acesso à universidade)
- Para participares no festival candidata-te em inglês e preenche o formulário com a motivação pela qual queres participar, as tuas atividades extracurriculares e quaisquer necessidades individuais.
- Candidatura (novo prazo) até 28 de Março, 2023
Cada universidade é responsável pela seleção e gestão dos preparativos das viagens. A Unite! está profundamente empenhada na inclusão e todos os estudantes são bem-vindos. Se tiveres dúvidas e quiseres participar no festival, contacta-nos.
Vamos encontrar-nos em Lisboa neste verão!
flaherty seminar lisbon pod at fbaul
Jun 19 2023
17 > 23 JUNHO 2023 I GRANDE AUDITÓRIO FBAUL
Queer World-Mending viaja para a Europa com um Pod em Lisboa, de 17a 23 de junho , acolhido pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Participantes no pod de Lisboa vão reunir-se durante a semana do Seminário para criar comunidade e participar em debates vivos sobre o programa deste ano. Todas as sessões serão seguidas de uma discussão moderada por artistas locais e convidada/os especiais. A inscrição no pod também inclui o acesso à Plataforma Online com o programa completo de filmes do 68º Seminário Flaherty, bem como materiais de apoio, leituras e sugestões de discussão.
INSCRIÇÃO
A inscrição inclui:
17 a 23 de Junho | Acesso ao Pod presencial, incluindo:
Sete dias de projecções
Uma sessão diária de filmes do Seminário Flaherty
Apresentações diárias pré-gravadas pelos programadores Jon Davies e Steve Reinke
Debate diário presencial na FBAUL, com convidadas especiais e moderadores locais.
Programa completo do Seminário na Plataforma Online acessível em qualquer horário.
Correspondência diária entre Pods e o Skidmore College.
23 de junho a 31 de julho
Plataforma Online, incluindo o programa completo do 68º Seminário Flaherty, com 14 a 16 sessões de filmes enriquecidas com materiais suplementares de leitura e visionamento.
Artist talks e grupos de discussão online.
Não haverá transmissão ao vivo dos debates presenciais no Skidmore College.
A comunidade da FBAUL (docentes, alunos, não docentes) têm um desconto no valor da inscrição.
Público em Geral: 68€
Comunidade FBAUL: 45€
the submerged intangible
Jun 18 2023
07 > 26 JUNHO 2023 I CISTERNA FBAUL
Inaugura no dia 7 de junho, às 18h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição The Submerged Intagible.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A exposição ficará patente até 26 de junho.
Visitas apenas por marcação de 7 a 26 de Junho de 2023 através do e-mail r.taveira@belasartes.ulisboa.pt.
Exposição artística dos resultados da experimentação do Projecto de Investigação ULPAES. Plano de Investigação da Universidade de Málaga, com curadoria dos Professores Jesús Marín-Clavijo e Silvia López-Rodríguez.
“A implementação efectiva de indicadores intangíveis da paisagem urbana, proposta por este projecto de investigação, implica um diálogo interdisciplinar que constitui um contributo tanto para os estudos urbanos analíticos como para o conhecimento baseado nos modos e metodologias da experimentação artística.”
Investigadores e artistas participantes:
Ana Sedeño; Carlos Jesús Rosa; Diego López; Francisco José Chamizo; Inmaculada Villagrán; Jesús Marín; Jesus Palomino; José Iranzo; Mar Cabezas; María Ángeles Díaz; MP & MP; Nuria Nebot; Silvia López; Sophie Legros; Stefano Regosini; Rogério Taveira
2ª fase de candidaturas para a Pós-Graduação em Ilustração Científica
Jun 18 2023
CANDIDATURAS ABERTAS ATÉ 14 DE JUNHO DE 2023
Está aberta até 14 de Junho a 2.ª fase de candidaturas para a Pós-Graduação em Ilustração Científica.
Esta formação em Ilustração Científica conta com um corpo docente de profissionais reconhecidos da área específica de comunicação visual de ciência, bem como uma rede de contactos de importância para a aproximação a possíveis mercados de trabalho. Destina-se a estudantes e/ou profissionais com formação em belas-artes, em ciências, em tecnologias e outras, com a vontade de aperfeiçoar os seus conhecimentos na área transdisciplinar que é a Ilustração Científica.
doutoramento honoris causa de annemarie jordan
Jun 14 202314 JUNHO > 14H00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Realizou-se no dia 14 de junho de 2023, às 14h00, no Auditório Lagoa Henriques, na Faculdade de Belas-Artes, a cerimónia de atribuição do grau de Doutora Honoris Causa a Annemarie Jordan.
Dr. Annemarie Jordan Gschwend, a Senior Research Scholar and Curator associated with the Centro de Humanidades (CHAM) in Lisbon and Zurich, Switzerland, since 2010, she obtained her PhD in 1994 from Brown University (Providence, R.I.), with a dissertation on the court, household, and collection of Catherine of Austria, Habsburg princess and queen of Portugal (1507-1578).
Jordan’s areas of specialisation include Kunstkammers and menageries at the Renaissance courts in Austria, the Netherlands, Spain, and Portugal. In recent years, her research has focused on the court culture, patronage, and collections of Habsburg women, further specialising on the global, cultural, and artistic transfers between Africa, Asia, Brazil, and the Renaissance Habsburg courts.
She is the author of numerous publications (articles, exhibition catalogue essays and contributions in books), including Retrato de Corte em Portugal. O legado de António Moro (1552-1572) (Lisbon, 1994), The Story of Süleyman. Celebrity Elephants and other Exotica in Renaissance Portugal (Zurich-Philadelphia, 2010), and a biography on Queen Catherine of Austria: Catarina de Áustria. A rainha colecionadora, (Lisbon, 2017). With Kate Lowe, Jordan co-edited the award-winning book, The Global City. On the streets of Renaissance Lisbon (Paul Holberton Publishing, London, 2015), granted the “Almirante Teixeira da Mota” prize by the Academia de Marinha in Lisbon in 2016.
Exhibitions
In 2010, she guest curated the international exhibition in Zurich: Ivories of Ceylon. Luxury Goods of the Renaissance in 2010 at the Museum Rietberg in Zurich.
In 2015, she guest curated the exhibition: Echt Tierisch! Die menagerie des Fürsten, Schloss Ambras, Kunsthistorisches Museum, Innsbruck, which spotlighted Habsburg pets, wild exotic animals and the imperial menageries for the first time in Lisbon, Madrid, Vienna, and Prague.
In 2017, she co-curated with Kate Lowe the international exhibition: Cidade Global / Lisboa no Renacimento / The Global City. Lisbon in the Renaissance, which venued at the Museu Nacional de Arte Antiga in Lisbon and the Museu Nacional Soares dos Reis in Porto.
In 2018, she guest curated with Dagmar Eichberger the exhibition at Schloss Ambras in Innsbruck: Women. The Art of Power. Three Women from the House of Habsburg.
Forthcoming Publications
From 2008 to 2013, as principal coordinator, Jordan spearheaded the collaborative research project: Hans Khevenhüller, Diplomat and Artistic Agent at the Court of Philip II of Spain, funded by the Getty Foundation in Los Angeles. An edited volume on this ambassador as an art agent, intermediary and dealer, with a foreword by Thomas DaCosta Kaufmann and essays by Adriana Concin, Martin Malcolm Elbl, Jorge Fernández-Santos Ortiz-Iribas, Sheila ffolliott, and Shepard Krech III, is expected in 2023 with Paul Holberton Publishing in London.
La Peregrina. An Extraordinary Renaissance Pearl. A volume edited by Annemarie Jordan, with contributions by Diana Scarisbrick and Hugo Miguel Crespo, tracing the complete documentary and visual history of the Peregrina pearl and other Renaissance pearls belonging to the Portuguese and Spanish royal crown treasuries from 1500 to the present.
Expected in 2023 with Paul Holberton Publishing in London.
Jordan is co-editor with the late John Bury and Fernando António Baptista Pereira of On Portraiture (Do tirar pelo natural), the first published English translation of Francisco de Holanda’s 1549 treatise dedicated to portraiture, which volume includes new research and archival discoveries about the Portuguese painters António de Holanda, Manuel Denis, and Queen Catherine of Austria and her patronage of Francisco – forthcoming 2024 with Paul Holberton in London.
Honours
Dr Jordan was decorated in 2011 by the Portuguese government with the Order of Henry the Navigator (Comendadora) for guest curating the 2010 international exhibition in Zurich: Ivories of Ceylon. Luxury Goods of the Renaissance at the Museum Rietberg. She is the author of the exhibition’s scholarly catalogue: Elfenbeine aus Ceylon: Luxusgüter für Katharina von Habsburg (1507-1578).
In 2023 Dr Jordan received a Doctor Honoris Causa from the University of Lisbon.
On collective Memory and Transcultural Visual Discourse – conferência de till ansgar baumhauer
Jun 10 2023
20 JUNHO 2023 > 17H30 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
No âmbito do projeto EMERGING , convidou-se o professor, artista e investigador Till Ansgar Baumhauer de Dresden, Coordenador do projeto europeu EU4arts, a apresentar no dia 20 de junho, no Auditório Lagoa Henriques, uma conferência, On collective Memory and Transcultural Visual Discourse.

Till Ansgar Baumhauer PhD is a fine artist, curator, and author living in Dresden (Germany). After fine arts studies in Berlin (UdK) and Dresden (HfBK), he has been teaching in- and outside the academic field for almost 20 years. Since 2020, he has been employed at HfBK Dresden; since 2021, he has been working there as project leader and speaker of the Horizon2020-funded project “EU4ART_differences” with a focus on artistic research which involves the art academies of Budapest, Dresden, Rome and Riga. Baumhauer holds a PhD in fine arts from Bauhaus University of Weimar and received a postdoc scholarship there as well. He has internationally taught and given lectures at fine arts academies and universities in Vietnam, Pakistan, Austria, Romania, Israel, Croatia and Germany.
sessão evocativa do centenário de josé dias coelho
Jun 10 2023

18 JUNHO 2023 > 11H00 I GRANDE AUDITÓRIO FBAUL
Realiza-se no domingo, dia 18 de junho, às 11h00, no Grande Auditório da Faculdade de Belas-Artes, a Sessão Evocativa do Centenário de José Dias Coelho, artista plástico e militante comunista assassinado pela PIDE em 1961. A sessão contará com as intervenções do Professor Doutor Eduardo Duarte, Historiador de Arte e Professor da FBAUL, e de Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP.
Haverá um momento musical e de poesia.
Confirmação de presença até 16 de junho para apoiosectores@pcp.pt ou +351 913 323 816.
Centenário de José Dias Coelho: artista e militante.
Evocamos nesta data, em que se assinalam os cem anos do seu nascimento, uma vida de firme e corajoso combatente pela liberdade, pela democracia, pelo direito à livre criação artística e cultural.
José Dias Coelho frequentou a Escola de Belas Artes de Lisboa, onde cursou arquitectura e depois escultura.
A sua actividade desdobrou-se entre o trabalho artístico e a intervenção política e social.
No trabalho artístico e na sua carreira de escultor começa a ser reconhecido pelas obras que executa, nas quais se destacam as cabeças de Alves Redol, Fernando Namora e Sá Nogueira. Partilha um atelier com Júlio Pomar e outros artistas. Ilustra contos de José Cardoso Pires. Desenha e esculpe. Trabalha para encomendas e para expor, mas também executa ilustrações, como as do livro de Alexandre Cabral, “O Sol Nascerá um Dia”.
Tem, simultaneamente, uma activa participação em todas as lutas estudantis, políticas e culturais dos anos quarenta e cinquenta. Em Outubro de 1955 mergulha na luta clandestina contra o regime que oprimia o seu povo, como funcionário do Partido Comunista Português. Esta decisão revela a nobreza e a firmeza das suas convicções, quando aceita trocar a perspectiva de uma vida artística promissora e a consideração de uma vida cheia de relações sociais pela modesta, mas essencial, tarefa de pôr de pé uma oficina de falsificação de documentos destinados à defesa dos seus camaradas clandestinos.
José Dias Coelho tombou para sempre às balas assassinas desse regime brutal, em 19 de Dezembro de 1961, num combate desigual pela libertação do seu povo. Morreu o artista e o militante, mas não a luta que ele honrou.
Encerramento da faculdade 12 de junho
Jun 09 2023FACULDADE ENCERRADA 12 JUNHO 2023
Considerando,
A proposta do Plano para a Eficiência Energética e Hídrica da Universidade de Lisboa;
O período de pausa letiva, previsto no calendário do presente ano letivo, entre 5 e 11 de abril de 2023;
O feriado regional de Lisboa, de 13 de junho de 2023.
É neste âmbito, que se fixa o seguinte:
Nos dias 7 e 8 de abril a faculdade estará aberta entre às 9h às 17h.
Nos dias 9 de abril (domingo de Páscoa) e 10 de abril (2ª feira) a Faculdade estará encerrada.
Os Serviços e Laboratórios da Faculdade funcionam normalmente nos dias 5, 6 e 11 de abril.
As aulas reiniciam a 12 de abril de 2023, quarta-feira.
A Faculdade encerra igualmente no dia 12 de junho, retomando o normal funcionamento dos Serviços e Laboratórios no dia 14 de junho de 2023.
Esta e as demais medidas que têm vindo a ser implementadas na Faculdade de Belas-Artes visam reduzir o consumo de energia por todos os utilizadores da Instituição.
workshop – explorando a pintura Au Soir de Artur Alves Cardoso
Jun 08 20231ª sessão > 24 ABRIL 2023 I SALA 3.63 | 2ª Sessão > 22 MAIO 2023 I SALA 3.63 | 3ª Sessão (crianças) > 17 JUNHO 2023
Todas as sessões disponíveis são dedicadas apenas a pessoas cegas e amblíopes, sendo que o dia 17 de junho será apenas para crianças cegas e amblíopes.
Este workshop será disponibilizado em 3 datas, sendo que a 3ª sessão é destinada apenas a crianças.
Assim, os interessados deverão inscrever-se enviando email para o endereço abaixo, indicando qual a sessão em que pretendem participar.
Formadora: Ana Sofia Neves [Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa]
Docente responsável: Ana Bailão
Horário: 10h-13h00
Local: Sala 3.63
Público-Alvo: cegos e amblíopes
Vagas: 5 por sessão
Preço: Gratuito
Inscrição: OBRIGATÓRIA para o email t.sabido@belasartes.ulisboa.pt
Sessão de dia 24 - VAGAS TODAS PREENCHIDAS
Sessão de dia 22 de maio - VAGAS TODAS PREENCHIDAS
Sessão de dia 17 de junho - VAGAS TODAS PREENCHIDAS
Solicita-se a todos os inscritos que, em caso de desistência, nos informem para o mesmo e-mail, para dar lugar a outra pessoa.
Mais informações sobre o conteúdo do workshop: acessibilidade.evento@gmail.com
cancerland: the limit of the possible — exposição de umasensio
Jun 08 2023
06 > 16 JUNHO 2023 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 6 de junho, pelas 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição CANCERLAND: THE LIMIT OF THE POSSIBLE de UMASENSIO. A exposição ficará patente até 16 de junho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00.
CANCERLAND: THE LIMIT OF THE POSSIBLE
La artista Umasensio se siente interesada por profundizar en la vulnerabilidad, tanto mental como corporal, que en ciertos momentos convive con una gran fortaleza desde el momento en el que fue madre en 2016. Articular el trauma del contacto físico con el contacto emocional es algo muy complejo, sujeto a la fragilidad de lo que no se puede sostener y son estos límites los que ha tratado de representar en sus producciones desde entonces, intentando no olvidar toda la diversidad de roles y afectos.
Ahora en CANCERLAND: THE LIMIT OF THE POSSIBLE explora un territorio común para todas aquellas personas que están o han estado enfermos o aman a alguien, un padre, hijo, cónyuge o amigo que tiene o ha tenido cáncer. Todos los cuerpos humanos son iguales y no hay dos iguales. Algunas personas sobreviven y otras mueren. Esto todo el mundo lo sabe y, sin embargo, vivir cerca de esa verdad cambia la realidad cotidiana.
La palabra trauma significa sueño, también ilusión y utopía en el idioma alemán. Úrsula Martín Asensio nos hace caminar por la cuerda floja, situarnos lo suficientemente cerca de lo que amamos para erradicar la soledad del sufrimiento a la vez de lo suficientemente lejos como para servir de ayuda. En su propuesta para manejar la empatía resulta interesante estudiar las otras vertientes del trauma como potencia.
Todo esto bajo un contexto pandémico y bélico como el actual que espolea un cambio de paradigma en el que el mundo se adentra a una época de gran inseguridad.