Arte
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escultura romana na hispânia
Out 26 2022
27 > 28 OUTUBRO 2022 I FARO // 29 OUTUBRO 2022 I MÉRTOLA
Realiza-se a X Reunião Escultura Romana na Hispânia, nos dias 27 e 28 de Outubro, em Faro, Algarve, e no dia 29 de Outubro em Mértola, Alentejo.
O programa, para além de um ciclo de conferências, inclui visitas às esculturas romanas no Museu Municipal de Faro e à cidade de Mértola e um concerto de guitarra portuguesa.
Organização:
Universidade do Algarve, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais / Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património (CEAACP)
Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes / Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes (CIEBA)
Câmara Municipal de Faro / Museu Municipal de Faro
Direção Regional de Cultura do Algarve
Campo Arqueológico de Mértola
Museo Nacional de Arte Romana
Exposição_Dicotomía de la Verdad
Out 25 20221 OUTUBRO > 2 NOVEMBRO 2022 | Museu Historico Municipal de Écija
No dia 1 de Outubro, às 12h00, inaugura a exposição “Dicotomía de la Verdad”, dos artistas Ilídio Salteiro e Dora-Iva Rita, no Museu Historico Municipal de Écija, na província de Sevilha, comunidade autónoma da Andaluzia.
A exposição é comissariada por 233 / a.k.a Ramon Blanco-Barrera.
corpus hermeticum de luz — exposição de mário vitória
Out 25 2022
27 SETEMBRO > 31 OUTUBRO 2022 I REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Inaugura no dia 27 de setembro, às 18h00, na Reitoria da Universidade de Lisboa, a exposição Corpus Hermeticum de Luz de Mário Vitória, no âmbito das comemorações dos 10 Anos da Universidade de Lisboa. Esta exposição na Reitoria ficará patente até 31 de outubro de 2022.
A exposição Corpus Hermeticum de Luz irá decorrer até maio de 2023, em outros espaços, nomeadamente o IGOT, a FBAUL (com inauguração marcada para 4 de novembro de 2022), a Sociedade Nacional de Belas Artes, a Casa-Museu Teixeira Lopes, a Câmara Municipal de Arganil.
A exposição conta com pinturas, desenhos e esculturas de grande escala e obra gráfica do autor. Provenientes do acervo do artista, como a obra “Apocalipse”, e outras esculturas e pinturas de coleções privadas e obras recentes.
Os diversos espaços em que decorre esta exposição permite ao público experimentar a mesma como que um roteiro simbólico, refletindo sobre a identidade dos espaços de acolhimento e os propósitos da exposição.
A Reitoria da Universidade de Lisboa será o primeiro espaço de Exposição, a inaugurar a 27 setembro de 2022, com a obra “Apocalipse” e painéis cenográficos de grande escala que foram elaborados para as sessões das “Quintas de Leitura” do Teatro Campo Alegre do Porto. Para este espaço fazem-se mostrar esboços e maquetas preliminares que contextualizam as aspirações e os passos rumo às obras finais.
As Galerias da Sociedade Nacional de Belas Artes acolhem pinturas de escala e desenhos recentes. No IGOT expõem-se as obras que constituem a raiz de toda a exposição, dado o fundo simbólico e epistemológico que se fez da geografia e da geologia. Na FBAUL recorremos a obras de coleções particulares e obras recentes em plena execução de momento. Capela, galeria e cisterna são os pontos de exposição, num pólo que reafirma a Arte como salto de expansão e resistência das civilizações. O Museu Teixeira Lopes e Galerias Diogo Macedo acolherão a peça primordial da exposição Apocalipse e o rapto da Europa, junto de uma seleção de trabalhos recentes. Na Cerâmica Arganilense reúnem-se as obras emblemáticas, que foram expostos nos espaços anteriores. Em Arganil, fecha-se um ciclo do trabalho artístico em torno do Corpus Hermeticum, um regressar às raízes. Sendo a Serra do Açor o espaço vivo e simbólico de onde partiu o Autor.
“Trata-se de uma exposição de dimensão filosófica e espiritual, centrada na Natureza e na Condição Humana. Nasce em pleno contexto de pandemia e Guerra. Tece diálogos sobre questões pós-pandémicas e condição humana perante os estilhaços da guerra, nomeadamente as suas implicações e superações. As exposições “Animismo urgente de Futuro” e “Ouvir o musgo a crescer” são os satélites germinais de onde partiram os primeiros objetivos para a presente exposição. Objetivos esses que mostram caminhos filosóficos, alternativas inclusivas de formas diversas da dignidade humana, nomeadamente valências das “ecologias de futuro” tendo a Natureza, a Espiritualidade e a Ciência como pano de fundo.”
Mário Vitória
Ciclo de Inaugurações
27 de Setembro | 18h00
(Grande abertura e Lançamento do Livro das Exposições)
Reitoria da Universidade de Lisboa, até 31 de Outubro de 2022
Alameda da Universidade, 1649-004 Lisboa
28 de Setembro 2022 | 17h00
Instituto de Geografia e Ordenamento do Território – IGOT da Universidade de Lisboa, até 11 de Novembro de 2022
R. Branca Edmée Marques, 1600-276 Lisboa
4 de Novembro 2022 | 18h00
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, até 30 de Novembro de 2022
Largo da Academia Nacional de Belas Artes 4, 1249-058 Lisboa
10 de Novembro 2022 | 18h00
Sociedade Nacional de Belas Artes, até 10 de Dezembro de 2022
R. Barata Salgueiro 36, 1250-044 Lisboa
12 de Novembro 2022 | 16h00
Casa-Museu Teixeira Lopes / Galerias Diogo de Macedo, até 31 de Janeiro de 2023
R. Teixeira Lopes 32, 4430-999 Vila Nova de Gaia
21 de Fevereiro 2023 | 17h30
Câmara Municipal de Arganil, Átrio Guilherme Filipe, até 24 de Abril de 2023
Praça Simões Dias, 3304-954 Arganil
21 de Fevereiro 2023 | 21h00
Cerâmica Arganilense, até 21 de Março de 2023
Rua Cidade do Rio de Janeiro, Bairro Sobreiral, 3300-145 Arganil
para sul numa “silhueta” de mendieta — exposição de josé quaresma
Out 25 2022
11 > 31 OUTUBRO 2022 I MUSEU NACIONAL FREI MANUEL DO CENÁCULO, ÉVORA
Inaugura no dia 11 de outubro, às 16h00, no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora a exposição individual de José Quaresma Para sul, numa “silhueta” de Mendieta (cartaz). Devido à especificidade dos lugares para os quais as peças foram produzidas, no dia da inauguração será divulgado o catálogo digital, documento que já incluirá as imagens das obras instaladas.
Apresentamos aqui três parágrafos do texto desse catálogo:
Há muito tempo, dois anos antes do meu ingresso na ESBAL, adquiri o belo hábito de largar os confortos domésticos e “migrar” repetidas vezes para sul, para a região de Évora, deambulando alternadamente pelo burgo e pela planície, para me “deixar lá estar” a pintar e a desenhar. Nesses “verdes anos” não imaginei poder vir a desdobrar-me em diversos papéis naquela cidade, nomeadamente a vida militar, no Esquadrão de Lanceiros do Sul (onde me recordo de ter trocado “desenhos à pena” por dispensa de serviços de fim-de-semana). Também não supus, volvidos quarenta anos, um regresso como este, envolto em silhuetas de Ana Mendieta para poisar e me “instalar” nos espaços do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo (MNFMC).
[...]
No caso concreto deste projecto expositivo, a vontade artística de tirar partido de um lugar, de o transformar em instalação pictural — de o habitar picturalmente — é tocada pela atmosfera do próprio local (uma evidência), é envolvida pela raridade de determinadas peças do MNFMC, é penetrada pelos mistérios da construção megalítica de Almendres, mas é também atingida, “last but not least”, pela força de certas realizações de Ana Mendieta, artista que não se encontrando cá representada em silhueta, reposição performativa, ou filme realizado com Super-8, passa agora a estar momentaneamente por cá através de “interpostas” pinturas. Tratando-se de uma exposição de pintura e instalação pictural com alusões ao sul, às silhuetas, a determinadas peças do MNFMC, ao Cromeleque de Almendres, e a Ana Mendieta, perguntar-se-á, com pertinência, por um contexto que interligue estas noções aparentemente desconexas, que mais parecem “andar à procura” de um autor que as conecte. Os pontos que se seguem indicam algumas possibilidades para esse contexto, sendo que, a meu ver, a última palavra pertencerá sempre à própria maneira da pintura interligar o “múltiplo”, da pintura se materializar e instalar espacialmente.
[...]
Sendo assim, esta exposição no MNFMC caracteriza-se por um conjunto de gestos e de manchas que evocam golpes em corpos, simbolizam silêncios de lugares e pessoas, testemunham perturbações humanas e inumanas, instalando vestígios dos elementos com que a natureza nos compõe. Referindo de novo Mendieta como exemplo de imersão plástica na natureza plena de criatividade, interpelação e empatia, diríamos que à semelhança desta artista, mais do que procedermos “à escuta” das forças telúricas que simultaneamente nos atraem e repelem, podemos “escutar a terra” com o corpo todo, logo, sem privilegiar visão, tacto, audição, cheiro, ou os sabores nos quais estamos cativos. Uma escuta interssensorial, também proprioceptiva, abrindo-se assim espaço à intensificação de um vaivém mais orgânico e integral entre nós e o que nos envolve, sem nos esquecermos de habitar picturalmente esses lugares.
José Quaresma
ARcTic South
Out 11 2022JANEIRO > OUTUBRO 2022
A FBAUL e a KHIO encontraram-se em Oslo. Agora é a vez da KHIO visitar a FABUL em Lisboa
No final do mês de abril (27-28), a FBAUL, através do projecto Arctic South, financiado pelas EAA Grants, visitou a KHIO, em Oslo.
A equipa ARcTic South organizou um seminário conjunto onde foram partilhadas as investigações artísticas em curso de ambas as instituições, com apresentações de professores, investigadores artísticos e doutorandos de ambas as instituições. Durante os três dias de visita, uma exposição pop-up foi apresentada, reunindo trabalhos de investigação dos membros do ARcTic South.
Agora é a vez da KHIO visitar a FBAUL
CONFERENCIA ARcTIC SOUTH (CARTAZ)
Merete Røstad
Tiril Schrøder
Siri Hermansen
Auditório Lagoa Henriques
No próximo dia 8 às 10.00h, as professoras Merete Røstad, Tiril Schrøder, Siri Hermansen, da Academia Nacional de Belas Artes de Oslo (KHIO), apresentarão os seus projectos artísticos no âmbito da sua prática de investigação. Este evento integra o projecto ARcTic South, financiado pelas EEA Grants.
OFICINA ARcTIC SOUTH (CARTAZ)
MINING/BORDERS/CARE
A oficina Arctic South acontecerá nos dias 8 e 9 de Junho na FBAUL. É um evento gratuíto especialmente focada no treino da investigação artística, e direcionada aos doutorandos de Belas Artes, que desejam desenvolver e partilhar as suas ideias de investigação artística com a equipa portuguesa e norueguesa do ARcTic South.
MINING/BORDERS/CARE foram palavras que emergiram das conversas online que os membros ARcTic South tiveram, por forma a organizar a curadoria do seminário, exposição pop up e agora a da oficina. Durante a oficina, estes termos servirão de enquadramento a várias atividades de trabalho de campo e de estúdio/atelier no âmbito da prática artística de investigação.
Haverá almoço e coffe break para os participantes.
A INSCRIÇÃO na oficina é obrigatória, através do envio de um e-mail para book.Arcticsouth@gmail.com, até ao dia 06 de junho. Restam apenas quatro vagas para completar o número máximo de participantes
Os resultados da oficina serão apresentados no dia 9 de Junho, às 17h30 no Museu Nacional de Arte Contemporânea, MNAC.
Durante a residência da KHIO na FBAUL, será igualmente apresentada uma EXPOSIÇÃO com os trabalhos dos investigadores artísticos do projecto ARcTic South.











JANEIRO > OUTUBRO 2022 I FBAUL E KHIO
O ensino superior artístico pode considerar-se um espaço importante para a experimentação artística e para o discurso crítico. A Faculdade de Belas Artes da UL (FBAUL) e a Academia Nacional de Arte de Oslo (KHIO), através do seu departamento de Arts & Crafts, considerando-se como instituições comprometidas com a Investigação Artística (IA), na sua educação, treino e desenvolvimento, desejam partilhar e pensar em conjunto a IA e futuras colaborações norte-sul. Assim, ARcTic South, é um projecto de pensamento conjunto, procurando estreitar a ligação entre práticas artísticas académicas do norte e sul da Europa, desmontar a prática da IA, as suas difrações e zonas de contacto emergentes, assim como os possíveis (des)fazeres da prática da investigação artística.
O projecto ARcTic South é financiado pelo programa de iniciativa bilateral EEA Grants entre a FBAUL (promotora) e o departamento de Arts & Crafts da Academia Nacional de Arte de Oslo (Parceiro). O projeto é liderado e iniciado por Helena Elias e Merete Røstad e será executado entre janeiro e outubro de 2022. Fique ligado!
ARCTIC SOUTH, projecto financiado pelas EEA Grants
FBAUL_KIHO seminário de investigação MINING THE BORDERS OF ARTISTIC RESEARCH
27 de Abril_29 de Abril, Academia Nacional de Artes de Oslo

Conversas FBAUL/KHIO: Entrelaçando uma cartografia de afetos comuns em Investigação Artística (IA)
Minerando/Cuidando/Fronteirando: Passamos por seis sessões, aproximando-nos de várias formas para nos darmos a conhecer. Criámos mapas verbais e visuais de interesses comuns no âmbito da investigação. Com isso, também configurámos uma cartografia de afetos comuns que abre canais, vias, pontes, pontos de cruzamentos. Isto aconteceu com a participação dos membros da equipa em estados de manifestação diversa (sólido, gasoso, líquido ou gel, para metaforizar como matéria nos seus estados físicos,) seja como Professores, Doutorandos, Investigadores, Artistas, Educadores.
No entanto, pensar e praticar a colaboração da IA em diferentes estados significa (re)configurar uma cultura de investigação de práticas para sintonizar e moldar infraestruturas circunstanciais, por forma a estabelecer partilhas. Desde que a IA se tornou uma palavra recorrente nas Instituições de Ensino Superior (IES), artistas, académicos, teóricos, redes curatoriais, instituições de arte e IES, têm tentado oferecer as suas perspectivas e visões, independentemente dos diferentes legados institucionais que compõem o universo das artes europeias.
Nós sentimos que estamos a potenciar o surgimento de uma comunidade de prática em IA. A novidade do projecto ARcTic South é que está a acontecer no terreno de uma prática de pensar em conjunto entre artistas praticantes, para abordar o tema da IA, dentro das IES que já possuem um rastreamento desse compromisso. As conversas FBAUL/KHIO conduziram-nos a um processo de montagem de significados colectivos, ao mesmo tempo que apontavam para questões emergentes a tratar futuramente no seminário e no workshop, respectivamente, a decorrer em Oslo e Lisboa. Este processo de assemblage foi modelado por formas formas de intra-acção, para constituir paisagens, constelações nomádicas e geologias. Mais para vir!
*helena elias
https://orcid.org/0000-0003-2743-8814
ARcTic South – Project Leader
https://www.belasartes.ulisboa.pt/en/arcticsouth/
member of the artistic research project MEMORY WORK
https://memorywork.no/
KICK OFF
04 DE JANEIRO 2022
Entrelaçamentos norte-sul: (Des)fazendo a investigação Artística?
A investigação artística pode oferecer um conhecimento baseado na prática artística por meio da prática da investigação. O Kick off do projeto ARcTic South reunirá artistas, educadores e investigadores da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e Oslo National Academy of the Art (KHiO) para pensar sobre a investigação artística (IA), as suas formas de articulação e trabalho colaborativo entre pares. A primeira fase do projeto compreende seis sessões que incidirão sobre as questões da IA, que ao mesmo tempo partem da experiência descrita por cada participante. ARcTic South é apoiado por EEA Grants e é desenvolvido pela FBAUL (promotor) e KHiO (parceiro), com Helena Elias e Merete Røstad como investigadoras principais do projecto.
ARcTic South
Coordenação: Helena Elias and Merete Rostad
Organização
Helena Elias, Claudia Pauzeiro, Isabel Vieira, Cristina Tavares, Sérgio Vicente, Inês Teles (doutoranda), Noemi Iglesias (doutoranda), Marta Lucas (doutoranda)
Equipa de investigação
Helena Elias
Fernando Quintas
João Castro Silva
Rogério Taveira
Sérgio Vicente
Ana Mena
Marta Castelo
Merete Røstad (Head of research, Associate Professor of Master program Art and Public Space, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts - KHIO)
Tiril Schrøder (Professor of Print and Drawing, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts - KHIO)
Siri Hermansen (Professor and Head of Master program Art and Public Space, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts - KHIO)
Sigrid Espelien (PhD student, Ceramic, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts – KHIO)
Shwan Dler Qaradaki (PhD student, Print and Drawing, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts - KHIO)
Inês Teles (Doutoranda FBAUL)
Noemi Iglesias (Doutoranda FBAUL)
Marta Lucas (Doutoranda FBAUL)
Comité de investigação
Cristina Tavares (VIce-Presidente FBAUL)
Fernando António Baptista Pereira (Presidente FBAUL)
Fernando Quintas (Membro do Centro de Investigação VICARTE-FBAUL)
Luís Jorge Gonçalves (Presidente do Conselho Pedagógico da FBAUL e vice-presidente do CIEBA)
Márcia Vilarigues (Diretora da VICARTE)
Cristina Pratas Cruzeiro (Investigadora FCSH – IHA)
Rogério Taveira (Coordenador Mestrado Arte Multimédia -FBAUL)
Teresa Mendes Flores (ICNova- UNL)
Teresa Almeida (FBAUP-VICARTE)
Sara R. Yazdani (Associate Professor of Art Theory and Art History, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts – KHIO)
Siri Hermansen (Professor and Head of Master program Art and Public Space, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts – KHIO)
Apoio à documentação do projeto
Rogério Taveira
Fernando Fadigas
Centenário Jorge Vieira – mesa-redonda
Out 10 202225 OUTUBRO | 18h30 | FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN | AUDITÓRIO 3
A Biblioteca de Arte convida a assistir à mesa-redonda sobre o escultor Jorge Vieira, com a participação da jornalista Ana Sousa Dias, dos historiadores de arte Pedro Lapa e Leonor Oliveira e do escultor Rui Chafes.
Esta conversa assinala a doação à Fundação Calouste Gulbenkian do Espólio Jorge Vieira e celebra o centenário do nascimento do escultor.
Paralelamente, entre 12 de outubro e 7 de novembro, mostram-se no átrio da Biblioteca alguns documentos que integram o Espólio e algumas obras de Jorge Vieira pertencentes ao acervo do CAM.
Jorge Vieira foi professor na Faculdade de Belas-Artes na Universidade de Lisboa.
Exposição – Au Soir – sentidos à prova na pintura de Artur Alves Cardoso
Out 10 202213 > 25 OUTUBRO 2022 I FACULDADE DE BELAS-ARTES | SALA DE REUNIÕES (2.07)
No dia 13 de outubro, às 18h00, inaugura a exposição “Au Soir – Sentidos à prova na pintura de Artur Alves Cardoso”, com a curadoria de Ana Sofia Neves e Ana Bailão.
Será servido um porto de honra.
A exposição estará patente até ao 25 de Outubro, Dia das Belas-Artes.
Au Soir foi executada por Artur Alves Cardoso em 1905, em França, após este ter ganho o concurso para pensionista do Estado em Paris, no ano de 1903, na categoria de pintura de paisagem [1] . Com esta exposição surge a oportunidade de divulgar parte dos ensaios que têm vindo a ser desenvolvidos no âmbito de um projeto de doutoramento, dedicado à temática da acessibilidade e inclusão de públicos com deficiências visuais na arte e nos museus. Partindo dos dados da intervenção de conservação e restauro a que a pintura foi sujeita, consequência da primeira edição de crowdfunding, “Apoie o Restauro”, lançada pela FBAUL no ano de 2016, pretende-se demonstrar de uma forma didática, através dos sentidos, os aspetos estudados num projeto de conservação e restauro. Esta exposição dedica-se à descrição formal da obra e à caracterização da técnica e materiais constituintes.
[1] SIMÕES, Daniela – Artur Alves Cardoso (1882-1930): Alma Mater. Lisboa: Fundação Millennium BCP, 2016, p.28.
Este evento é passível de ser filmado e/ou fotografado para posterior publicação.
Conferência – EL DIBUJO DINÁMICO: un acercamiento al concepto de dibujo en movimiento
Out 10 202220 OUTUBRO | 17h00-19h00 | AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Conferência - EL DIBUJO DINÁMICO: un acercamiento al concepto de dibujo en movimento
Professor Daniel Bilbao Peña
Desenho dinâmico: uma abordagem ao conceito de desenho em movimento
Desde as suas origens, o ser humano tem demonstrado um interesse acentuado em representar o movimento. Os recursos plásticos e conceptuais têm evoluído permanentemente tentando aplicar fórmulas que conseguem expressar sensações dinâmicas a partir de abordagens artísticas. Esta palestra pretende mostrar os marcos mais relevantes nesta pesquisa historicamente obsessiva e como chegar a soluções gráficas baseadas no desenho a partir da vida utilizando conceitos académicos actuais.
Público-alvo
A conferência é especialmente dirigida a alunos do curso de Doutoramento em Belas-Artes (seminário em “Metodologias de Investigação Artística” na especialidade de Desenho) e também a alunos do curso de mestrado em Desenho e alunos de “Didática do Desenho” (do mestrado em Educação Artística).
Está também aberta a toda a comunidade escolar – alunos de qualquer grau e professores.
Gratuito e não requer inscrição. Sujeita à lotação da sala.
Professor Daniel Bilbao Peña
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Sevilha, Coordenador do Departamento de Desenho e atualmente também Diretor da mesma Faculdade; é pintor e tem uma larga experiência em projetos de investigação artística; tem colaborado com a FBAUL e encontra-se presentemente a desenvolver um projeto de investigação no CIEBA.
Organização
Américo Marcelino, Departamento de Desenho/ CIEBA – Grupo de Investigação em Desenho.
Financiamento
FCT
MasterClass – El dibujo del modelo humano en movimiento
Out 10 202221 OUTUBRO | 14h00-17h00 | SALA 2.34
MasterClass - El dibujo del modelo humano en movimiento
Professor Daniel Bilbao Peña
O desenho de modelo humano em movimento
A partir do modelo humano nu, estabelecemos análises paramétricas baseadas no factor tempo, velocidade, proporção e valores de luz aplicados à anatomia (teoria 30′ + exercícios práticos de desenho de modelo de movimento 2h, aproximadamente + análise de resultados).
Público-alvo
A masterclass é especialmente dirigida para os alunos do mestrado em Desenho, mas também estão abertas inscrições para alunos de qualquer grau ou curso que estejam interessados em desenho de modelo (de nível avançado).
Gratuito, mas obrigatória a inscrição (20 vagas).
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Professor Daniel Bilbao Peña
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Sevilha, Coordenador do Departamento de Desenho e atualmente também Diretor da mesma Faculdade; é pintor e tem uma larga experiência em projetos de investigação artística; tem colaborado com a FBAUL e encontra-se presentemente a desenvolver um projeto de investigação no CIEBA.
Material recomendado
Papel cinzento ou papel jornal pardo ou basik (em rolo ou formato A2/A1), carvão vegetal natural com cerca de 1 cm de espessura, trapos, um esfuminho de 1,5 cm de diâmetro e uma borracha de apagar.
Organização
Américo Marcelino, Departamento de Desenho/ CIEBA – Grupo de Investigação em Desenho.
Financiamento
FCT
dia das belas-artes 2022
Out 10 2022
25 OUTUBRO > 10H00 I FACULDADE DE BELAS-ARTES
Dia 25 de outubro de 2022, Dia das Belas-Artes.
Nesta data a Faculdade das Belas-Artes comemora os 186 anos da sua fundação, com a seguinte programação:
10h00 — receção dos convidados (atuação da TUBA no Largo das Belas-Artes)
10h15 — visita às diferentes exposições no espaços da Faculdade de Belas-Artes
_Sansão e Dalila de Santa Rita — apresentação da obra já restaurada e registo fotográfico e em vídeo com as várias fases do restauro da obra. A obra foi restaurada com o patrocínio da Câmara Municipal de Lisboa.
_Au Soir – sentidos à prova na pintura de Artur Alves Cardoso
11h15 — auditório Lagoa Henriques
_Cerimónia de entrega de duas bolsas FBAUL’OUS, com a presença do Presidente da Faculdade de Belas-Artes, Professor Doutor Fernando António Baptista Pereira
_Apresentação e lançamento do livro Prémios 2011-2021
_Apresentação do trailer Conversas com Professores das Belas-Artes
17h00 — auditório Lagoa Henrique
Apresentação e lançamento do livro Soirée chez-lui — New perspectives on Columbano’s Painting, uma co-edição da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e do Museu Nacional de Arte Contemporânea, com a coordenação do professor José Quaresma (FBAUL) e da Doutora Emília Ferreira (MNAC).
comer a montanha — exposição de helena ferreira, inês moura e marcelo moscheta
Set 26 2022 
CONVERSA VISITA GUIADA 30 SETEMBRO > 16H30// 10 > 29 SETEMBRO 2022 I GALERIA FACULDADE BELAS-ARTES
Helena Ferreira, Inês Moura e Marcelo Moscheta, convidam toda a comunidade académica, para uma conversa e visita guiada em torno da exposição COMER A MONTANHA, que está patente na Galeria da FBAUL até ao fim deste mês.
O encontro decorrerá na própria galeria e pretende possibilitar uma conversa informal entre artistas e a aproximação às obras e processos artísticos.
Sexta-feira, 30.09 às 16h30. Entrada livre.
Inaugurou no dia 09 de setembro de 2022, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição coletiva Comer a Montanha, de Helena Ferreira, Inês Moura e Marcelo Moscheta.
A exposição ficará patente até 29 de setembro.
Horário: 2ª a sábado das 11h00 às 19h00;
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A pele infra-fina da poeira sobre uma superfície, a sedimentação de minerais sob a forma de um veio trincado pelo tempo, o sulco de um rio que já não existe, o contorno da espuma deixada pela ondulação da maré, são marcas visíveis que evidenciam um rasto, proveniente de um voo, de uma tensão, de um fluxo, ou de um movimento cíclico.
Helena Ferreira, Inês Moura e Marcelo Moscheta reúnem-se pela primeira vez para apresentar um conjunto de obras de desenho, fotografia, vídeo e instalação propondo um diálogo entre si sobre o rasto decorrente de uma travessia e a marca deixada pela passagem do tempo.
upcycles — Exposição da 3ª edição da Residência Criativa Audiovisual
Set 13 2022
09 SETEMBRO > 10 NOVEMBRO 2022 I FORTALEZA DE MAPUTO
A Associação Amigos do Museu do Cinema em Moçambique (AAMCM) comunicar a inauguração da Exposição da 3ª edição da Residência Criativa Audiovisual UPCycles, dia 9 de Setembro, às 18h, na Fortaleza de Maputo.
Este ano, tivemos o orgulho de trabalhar com as artistas Ângela Ferreira (PT/SA), investigadora do CIEBA – Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes da FBAUL e Rita Rainho (CV), investigadora do i2ads – Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade da FBAUP, e seis artistas selecionados/as dos PALOP, que se encontram em processo de criação, desde Abril.
Com um programa paralelo de visitas a arquivos – da Rádio Moçambique, do Centro de Formação Fotográfica, e do INICC – e encontrso com outros artistas locais, o grupo está neste momento a concluir a montagem na Fortaleza, espaço que acolhe, pela terceira vez, e durante dois meses, a exposição destes trabalhos de Filomena Mairosse (MZ), moreiya (CV), Grace Ribeiro (CV), Mateus Nhamuche (MZ), Amarildo Rundo (MZ) e Stephanie Silva (CV).
A UPCycles é organizada pela Associação dos Amigos do Museu do Cinema em Moçambique, financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, e conta com o apoio da Fortaleza de Maputo, Centro Cultural Franco-moçambicano, Centro Cultural Português, em Maputo, e o Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas.
avusmater — exposição de bárbara jasmins
Set 13 2022
13 AGOSTO > 25 SETEMBRO 2022 I CISTERNA FBAUL
Inaugura no dia 13 de agosto de 2022, às 14h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição AVUSMATER, de Bárbara Jasmins.
A exposição ficará patente até 25 de setembro.
Horário agosto: 2ª a 6ª das 10h00 às 16h00; sábado das 10h00 às 14h00
Horário setembro: 2ª a 6ª das 11h00 às 19h00; sábado das 11h00 às 17h00.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Leitura em contraste
por Pedro Matos Fortuna, FBA-ULisboa
Um grande cone cinzento que Bárbara Jasmins “inventou e fez” é-nos proposto na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa! Na forma que damos à ideia tudo conta.
Na distância a que começamos por percebê-lo, só do volume temos noção clara; dele e da austera espiritualidade do espaço, de um lugar outrora destinado à guarda e preservação da água, no antigo Convento de S. Francisco da Cidade. Preservação da água, educação da espiritualidade e interioridade estão unidos por fortes ligações intangíveis, que escolhem a austeridade da forma para se conjugar – a interioridade do paralelepípedo de calcário quase branco guarda a exterioridade do cone de areia de basalto, quase negro.
Espaço e lugar diferenciados. O espaço, com os atributos mensuráveis da dimensão e uma imediata relação de comparação, com a autora (e o observador), mas sobretudo de relação entre a forma construída e o respectivo espaço contentor/ expositivo. A seu tempo estas percepções deram lugar a escolhas de valor e escalas de poder entre si. Do ponto de vista da compreensão do valor dessa escolha, vale a pena pensar na leitura que nos forneceria a presença, hipotética e alternativa, de um pequeno cone na mesma cisterna, iluminado do mesmo modo zenital. O lugar, que a partir dos dados físicos e morfológicos reivindica sobretudo a construção imaterial e relacional dos seus elementos com o património psicológico emocional dos leitores. Que leitura faríamos de um cone de areia, de igual dimensão no Areal de Santa Bárbara, que com os meios técnicos possíveis, Bárbara Jasmins levantasse, sob a luz crua e mutável do Atlântico?
A arte contemporânea, a partir dos anos 1960, enunciou através de um conjunto de obras, a necessidade de fazer transitar entre a galeria e o espaço natural, um elenco de materiais – naturais, mas também técnicos – e formalizações que incluem os próprios procedimentos, evidenciando a condição do natural/ paisagem, mas também o autor/ sociedade, em sentido inverso. As questões da apropriação e mercantilização da arte, assim como o questionamento da galeria asséptica como espaço de nomeação da arte, são hoje reconhecidas como leituras críticas fundamentais do que ficou conhecido como Environmental/ Land Art. O tempo que passou desde a apresentação de obras fundadoras e o registo de atrevimento e surpresa, naturais na contemporaneidade, difundidos agora instantaneamente, tornaram linguagem corrente e inteligíveis todos os meios, todos os materiais, todas as atitudes. A abundância, requer por isso a disponibilidade e o silêncio na leitura, … onde tudo conta.
Na distância – a cisterna obriga à aproximação lenta – a percepção do cone poderá intrigar-nos acerca da construção, a escolher entre a deposição superior natural e o movimento de revolução da geratriz, partindo da areia de basalto como certeza material. Inércia e abundância tornaram-se aqui veiculares de um sentimento em potência, da sensação de falta e de uma incompletude (temporária?). Os materiais primários têm essa capacidade imanente, de sendo o que a autora não é, se prestarem à sua construção (também mental). Surpreendentemente, para mim pelo menos, ficamos diante da mesma escolha dicotómica referida para o lugar da obra e preservando a carga de ambiguidade capaz de trazer à reflexão dois valores fundamentais: primeiro a deslocação, decorrente da sua verosimilhança com o natural e o consequente corte de leitura que proporciona, de transporte e recontextualização; segundo, o seu valor dramático, antes de mais cenográfico, uma escolha racional, repercutida num método que a torna arquitectónica e apta a receber um conteúdo, especulo – a Arte dá-nos essa prerrogativa – enquanto se afasta do natural, propondo a obra enquanto construção hipotética, interior à reflexão pessoal.
Uma autora, uma obra, uma exposição, sobrepõem-se para afirmar o valor de Avusmater através da presença solitária, afirmativa e austera da obra. A autora diz-nos que é uma construção específica para o lugar, contendo nessa afirmação, na deslocação inerente e intrigante, o fecho do ciclo intimista que pacifica a memória.
Quinta do Anjo, Agosto de 2022
arte e turismo: uma relação valorosa?
Set 10 2022
28 SETEMBRO 2022 I UNIVERSIDADE LUSÓFONA
Do ponto de vista da viagem, a arte está inserida numa vasta subdivisão dentro do conceito de turismo cultural, pois se estende desde às artes visuais (tradicional, moderna, aplicada e decorativa), artes performáticas (peças de teatro, concertos musicais) até à literatura. Para a sua devida utilização pelo turismo é necessária toda uma estrutura patrimonial e equipamentos disponíveis, que constituem em parte, o ponto de partida da atividade turística, como museus, catedrais e igrejas, castelos, casas históricas, galerias de arte, teatros e salas de concerto. Devido a essa abrangência, a arte é reconhecida como o principal recurso do patrimônio cultural destinado ao uso turístico (Hughes, 2004, Jafari & Xiao, 2015).
Já no sentido inverso, o turismo é importante para as artes, pois estabelece rendimentos, instiga novas formas de arte, ajuda a ampliar o público consumidor para fora das fronteiras, fortalece a identidade e valores das pessoas envolvidas. Desse modo, a relação arte e turismo pode salvaguardar aspectos, que ultrapassam os patrimônios tangíveis e atingem também os intangíveis, melhorando de sobremaneira o potencial de desenvolvimento sustentável do destino. Para além disso, o turismo poderá contribuir para o uso da arte como meio de subsistência, principalmente em regiões remotas com valiosos recursos culturais, tais como o folclore e o costume (Rowan, 2013).
A partir dessas associações propomos a realização de uma mesa-redonda que provoque o corpo discente dos cursos de artes visuais e turismo para uma reflexão entre essas áreas, que há muito tempo estão relacionadas. Durante os séculos XVI e XVIII o papel cultural da viagem foi fundamental para a arte, pois possibilitou o desenvolvimento das carreiras artísticas, através do contato com a arte da antiguidade e encontro com os grandes mestres do Renascimento italiano, facilitou a difusão de obras de arte e do património antigo entre diferentes sociedades e corroborou com a documentação das terras colonizadas por meio das expedições científicas e missões artísticas. Nesse contexto, a ideia de viagem desenvolveu-se como prática sociocultural, concomitantemente com a pintura de paisagem, que ascendia como género dominante na Europa. Por um lado, a expansão e exploração imperial, por outro o desenvolvimento da imaginação por registos topográficos com mais personalidade artística que contribuíram para o reconhecimento dos ilustradores como artistas viajantes (Quilley, 2012). Depois do século XIX, devido aos avanços tecnológicos produzidos a partir da Revolução Industrial (1760-1840), a viagem se tornou discurso e fundamento teórico nos processos imaginativos, do tradicional diário de viagem, a chegada da tecnologia pela fotografia, seguida pelo vídeo, favoreceram o desenvolvimento de outras criações estimuladas pela viagem, que também passou por transformações com a evolução dos meios de transportes.
Referências
Hughes, H. (2004). Artes, entretenimento e Turismo. São Paulo: Roca.
Jafari, J. & Xiao, H. (Ed.). (2015). Encyclopedia of tourism. London: Springer.
Quilley, Geoff (2012). Re-enacting Art and Travel. Art & Environment.Tate Papers, n.17, Spring.Retrieved from:https://www.tate.org.uk/research/publications/tate-papers/17/re-enacting-art-and-travel
Rowan, Jane (2013). Art for sustainable livehoods: workshops, cultural heritage tourism and festivals. In: Sarmento, João Brito-Henriques, Eduardo (Ed.). Tourism in the global south: heritages, identities and development. Lisboa: Centro de Estudos Geográficos. 157-178.
4ª edição da GRÃO – residência artística e de investigação — open call
Set 08 2022
CANDIDATURAS ATÉ 13 SETEMBRO 2022
A open call destina-se a artistas visuais jovens, em formação ou início de carreira, entre os 20 e os 35 anos, residentes em Portugal, aos quais será oferecida uma bolsa de produção e acesso a tutoriais junto de artistas de reconhecido mérito a nível nacional. Mais, a mesma residência culminará em 2 momentos expositivos, num pequeno documentário e numa publicação impressa.
Candidaturas aceites até 13 de setembro.
três falhos tristes — exposição de fernando moletta
Ago 01 2022
25 > 31 AGOSTO 2022 I GALERIA FACULDADE BELAS-ARTES
A noção de temporalidade surge para especular sobre continuidade, fragmentação e fractalidade, por meio de esculturas, vídeos e desenhos que se estendem uns aos outros e se complementam. Nesse espectro construído, os trabalhos exploram a metáfora das formas que híbridas se põe em movimento, construindo uma constelação de signos representativo onde dúvida, poesia e disputas compõem o horizonte expositivo.
Horário: 2ª a 6ª entre as 14h00 e as 17h00
reserva para o futuro — exposição finalistas pintura 2020/21
Ago 01 2022
28 julho > 27 agosto 2022 i sociedade nacional de belas-artes
Inaugura no dia 28 de julho de 2022, às 18h00, na Sociedade Nacional de Belas-Artes a exposição Reserva para o futuro dos finalistas de Pintura da FBAUL 2020/21.
A exposição ficará patente até 27 de agosto.
Horário: 2ª a 6ª das 12h00 às 19h00; sábado das 14h00 às 19h00.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Foram meus alunos – os meus últimos alunos
Conheci-os em setembro de 2019 nas aulas de apresentação da cadeira nuclear de projeto artístico do 3º ano da licenciatura em Pintura. Tinham quase todos 20 anos de idade ou um pouco mais. Salvo raras exceções, em termos etários podiam ser meus netos.
Foi um início de ano como tantos outros. Falámos das condições de trabalho nos ateliês de pintura, da vivência individual e coletiva nos anos de faculdade, dos paradoxos do processo criativo… falámos da vida, da arte, da paixão que nos une.
Alguns dias mais tarde a atenção passou a centrar-se em cada aluno individualmente. Sentados frente a frente, numa relação de grande proximidade, demos início a um longo processo de conhecimento mútuo.
Fiz perguntas, muitas perguntas. Desafiei-os a pensar, desafiei-os a fazer. Refletimos juntos sobre obras e intenções. Falámos de tudo, livremente, desde as grandes opções dos seus projetos pessoais e de obras de autores de referência até questões de ordem formal e mesmo técnica.
Os ateliês e corredores encheram-se de trabalhos de toda a espécie, de objetos e imagens. Um frenesim criativo tomou conta dos espaços disponíveis, que passámos a percorrer com o cuidado de uma loja de porcelanas.
Depois, a meio do ano letivo, a pandemia mandou-nos a todos para casa. No dia 11 de março as aulas presenciais foram interrompidas e a faculdade fechou as portas a alunos e professores. A desilusão foi tremenda. Fisicamente longe dos alunos e das suas obras, os meus derradeiros meses como professor da FBAUL pareciam condenados.
Respirei fundo. Recompus-me. Marquei tutoriais online com os alunos. A partir desse dia estive praticamente sempre em casa e toda a minha vida passou a entrosar-se com a atividade letiva.
O que estava previsto deixou de estar. Tivemos que ir reinventando tudo passo a passo. Tinha a meu cargo 56 alunos. Um número desproporcionado. Fui seu professor todos os dias, úteis e inúteis, a todas as horas, até estar resolvida a atribuição das classificações finais. Acompanhei-os ininterruptamente durante quatro meses.
Desde o arranque foi fixado um padrão que iria durar até ao fim. No dia certo, à hora certa, ao minuto certo, o Skype anunciava uma nova chamada. Seguindo as minhas instruções, eram eles quem fazia a ligação. Ainda agora me surpreendo com a pontualidade milimétrica de quase todos. E fiquei irremediavelmente agarrado. Os tutoriais invadiram a minha vida como um tsunami. Os alunos e as suas obras passaram a estar presentes na minha mente desde a véspera ou antevéspera de cada conversa, numa cadeia imparável.
Com a desmaterialização do local de encontro, a barreira institucional que nos separava escondeu-se da vista. Eles estavam quase sempre em casa, na sala, na varanda ou mesmo na intimidade do seu quarto. Eu, no meio dos meus livros, dos meus trabalhos, dos meus pensamentos. Juntávamo-nos num espaço intermédio, sem coordenadas geográficas. Um espaço só nosso e de mais ninguém. Foi um inesquecível tempo de partilha. (1)
Os jovens que agora apresentam os seus trabalhos nesta empolgante exposição de finalistas foram meus alunos – foram os meus últimos alunos.
(1)Todos os alunos que tive a fortuna de acompanhar no ano letivo de 2019-2020, todos sem exceção, contribuíram para tornar este episódio final num dos momentos mais empolgantes da minha vida de professor. A todos um enorme abraço. Um obrigado sem fim.
Manuel Botelho
as imagens porvir e a incredulidade
Jul 31 2022
Comunica-se a edição pela FBAUL de um livro em formato digital, em “open access”, sobre a questão da “Imagem”:
As imagens ‘por vir’ e a incredulidade. Imagens para a dúvida, dúvidas sobre a imagem.
Link do repositório da UL para download gratuito do livro: http://hdl.handle.net/10451/53731
Este livro integra-se numa linha de investigação sobre a questão da imagem coordenada pelo docente José Quaresma, a saber, Imagens: entre a emanação subtil e a força devastadora. Transgressão e outras mediações plásticas, consistindo, de acordo com o coordenador da obra: “em quatro textos que dão testemunho de abordagens artísticas e filosóficas no âmbito da imagem, com os problemas partilhados da ‘crença’, da ‘transgressão’, da ‘dúvida’, da ‘intermedialidade’ e do ‘por vir’ a atravessá-los e a convidar-nos a pensar esse poder medusante da imagem que ‘troca as voltas’ a qualquer correspondência semântica realizada em circuito tendencialmente fechado. Um ‘poder’ que ressupina o mundo dos arquétipos desvirtuando artisticamente a sua natureza supra-sensível, que é capaz de impor transgressão às cadeias de reenvio que se estabelecem entre as formas, as materialidades, os signos, e os sentidos previamente visados.”
nocturnos — exposição de francisco ortigão
Jul 15 2022
21 > 29 JULHO 2022 I GALERIA FBAUL
Inaugura no dia 21 de julho de 2022, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Nocturnos, de Francisco Ortigão.
A exposição ficará patente até 29 de julho.
Horário: 2ª a 6ª das 13h00 às 17h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Curadoria de Eduardo Duarte
Trata-se de um universo pós-romântico, ligado à natureza e as suas manifestações variadas. Desenhos e pinturas de memória visual que invocam cenários paisagísticos melancólicos, sempre com um registo em tons sombrios, através de múltiplas técnicas.
Uma viagem nocturna que aparenta mostrar alguma serenidade, contudo, a morte e a devastação são sugeridas de forma constante, dando a ver o quão vulneráveis somos face à realidade, independentemente das nossas circunstâncias/diferenças. O sonho, a penumbra, o mistério, a noite, convocados a partir de imagens literárias e cinematográficas.
Inspirado em diversos artistas/pintores de referência do séc. XIX como Arnold Böcklin, Gustave Doré, Félix Valloton, C.D. Friedrich, John Martin, J. Wright of Derby, etc.
Está também presente, uma forte influência atmosférica do filme de animação dos estúdios Walt Disney, Fantasia (1940), um modelo determinante para a execução das obras.
É sobretudo uma manifestação face ao império dos modismos, que tendem a alastrar furiosamente na nossa sociedade. Pois sim, é imprescindível (e bem mais estimulante) contemplar a versatilidade e apelar pela individualidade e liberdade de cada artista plástico.
à superfície — exposição de alunos de escultura da faculdade de belas-artes da universidade de lisboa
Jul 12 2022
06 > 30 JULHO I BIBLIOTECA DE GRÂNDOLA
Workshop – Demonstração de desenho de estátua a carvão
Jul 11 2022
12 > 13 JULHO 2022 I SALA 3.67
Realiza-se nos dias 12 e 13 de julho o Workshop “Demonstração de desenho de estátua a carvão”, aberto exclusivamente para alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
A participação é GRATUITA , mas a INSCRIÇAO É OBRIGATÓRIA.
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Considerando que existe um número limite de inscrições, 12, solicita-se a todos os inscritos que, no caso de desistência, nos informem para o e-mail comunicacao@belasartes.ulisboa.pt, para dar lugar a outra pessoa.
Artista convidado: Ramón Hurtado
exposição mestrado de escultura
Jul 10 2022
08 > 14 JULHO 2022 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura hoje, dia 7 de julho, às 18h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes a exposição do Mestrado de Escultura.
A exposição ficará patente até 14 de julho.
Horário: 2ª a 6ª entre as 14h00 e as 17h00.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Artistas
Alberto Alhadefe
Diogo Nunes
Filipa Batista
João Aires Gama
Pia Mrsek
Rita Dias da Silva
Susana Gorjão
Introdução à Ilustração Científica
Jul 05 2022 
© Lúcia Antunes
11 > 22 JULHO 2022 I SALA 3.63
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Coordenadora: Isabel Ritto
Horário
11 a 22 de Julho
sessão 1 – 11 Julho
sessão 2 – 15 de Julho
sessão 3 – 22 de Julho
Horário: 15h – 19h
Duração total
12 horas / 3 sessões
Sala: 3.63
Público-Alvo
Público adulto, com formação ou frequência de ensino superior, interessado em desenho de natureza, de história natural, comunicação para a ciência.
Descrição
Pretende-se fazer uma abordagem global e introdutória à ilustração científica e o seu papel na comunicação visual de factos e conceitos das diversas áreas da Ciência. Abordando-se as metodologias, estudos preliminares, desenvolvimento técnico com exemplos e discussão.
Objetivos gerais
O desenho e o domínio técnico de diferentes tecnologias analógicas a preto e branco e a cor, constituem a base prática a partir da qual se faz uma abordagem à comunicação em ciência tendo em conta o universo científico e o rigor que lhe está associado.
Em termos práticos procura-se a abordagem a uma técnica de forma controlada, no sentido de permitir uma representação planificada e rigorosa de um modelo. Cada participante deverá entender as bases da linguagem científica, e estar preparado para interpretar, planificar e resolver um projeto de ilustração científica sobre determinado tema (essencialmente no domínio da História Natural), em determinado formato e para determinado público.
Pretende-se dar as ferramentas para o desenvolvimento de uma ilustração científica (técnica de grafite) com acompanhamento até à sua finalização.
Inscrição
A inscrição é obrigatória.
Valor da inscrição: 79€ (setenta e nove euros). Este valor inclui parte do material necessário.
Os alunos deverão trazer para o curso:
Afia-lápis de metal simples;
Borracha branca
Fita-cola de papel
Termo de responsabilidade
- As vagas (até se atingir o número limite ou acabar o prazo de inscrição) só ficam garantidas depois de efetuado o pagamento da propina.
- Caso se verifique um número de inscritos superior ao total de vagas fixado, a Faculdade procederá à admissão dos candidatos por ordem de formalização da inscrição.
- Caso não se verifique o número mínimo de inscritos, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa não se responsabiliza pela não realização do curso e entrará em contacto, através de mensagem de correio eletrónico, com os alunos inscritos para reembolso da propina.
- Em caso de desistência por parte do aluno, a Faculdade de Belas-Artes reserva-se ao direito de não proceder à devolução do valor da inscrição.
urban creativity
Jul 05 2022
06 > 09 JULHO I FBAUL
Conferência de 7 a 9 de Julho
Auditório da Faculdade de Belas Artes de Lisboa (e remoto)
Atividades 6 a 9 de Julho
DXD Open (Auditório Lagoa Henriques)
Meeting of Styles Lisboa Warm UP (Calçada da Glória)
LIMINAL é o tema do ano de 2022. Liminaridade é a qualidade de ambiguidade ou desorientação que ocorre no estágio intermediário de um rito de passagem, quando os participantes não mantêm seu status pré-ritual, mas ainda não começaram a transição para o status que terão quando o rito estiver completo. Termos como abandono e ruína exemplificam uma presença com liminaridade, como um fenômeno que se dispersa gradualmente na placidez progressiva de um cenário urbano. Evidentemente não se pode descuidar do contexto adverso de incerteza pós-pandemia e das múltiplas crises nacionais e internacionais da atualidade.
A conferência pela primeira vez assume-se em formato híbrido com a participação de aproximadamente 20 oradores localmente e 20 remotamente. Como habitual assume-se como um evento referência, vincadamente internacional, com participação de especialistas de mais de 22 nacionalidades.
De destacar a participação local de Anton Polsky, académico e criador de Moscovo, que apresentará de viva voz uma reflexão crítica sobre “Street Art durante a invasão Russa à Ucrânia”.
Temos o gosto de incluir na nossa programação as apresentações de fim de curso de pós-graduação DXD Open e de realizar em simultâneo intervenções plásticas na Calçada da Glória, atividade resultante de chamada de trabalhos internacional para o efeito em articulação com o reconhecido evento internacional Meeting of Styles.
Por fim é importante referir que Urban Creativity é um evento associado a uma crescente atividade de publicação, 5 Revistas Científicas, e diversas monografias anuais.
Link geral: https://www.urbancreativity.org/
Revistas cientificas: https://journals.ap2.pt/
Equipa:
Pedro Soares Neves – Executive direction UC/AP2
Monica Mongelli – Project Manager (Erasmus+ Traineeship)
Vêronique Van Grieken – YYCS – Yes You Can Spray
Rafael Mooza – MOS – Meeting of Styles Portugal
Samantha Almeida – MOS – Meeting of Styles Portugal
Contacto: info@urbancreativity.org
Urban Creativity Conferência e Atividades,
9º edição, 2022 realiza-se com o apoio de:
FBAUL – Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
CIEBA – Centro de Investigação e Estudos de Belas Artes
CML / GAU – Galeria de Arte Urbana
YYCS – Yes You Can Spray
MOS – Meeting of Styles Portugal
xCoAx 2022: 10th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
Jul 05 2022
06 > 08 JULY 2022 I CONVENTO SÃO FRANCISCO, COIMBRA, PORTUGAL
As Keynotes serão acessíveis ao público geral.
Winnie Soon (Universidade de Aarhus) falará sobre “Coding Otherwise for SOFTer Futures” na quinta-feira, 7 de Julho às 18:15, enquanto Andreas Brockmann (Universidade de Leuphana) apresentará “Technoscience – Domination – Resistance” na sexta-feira, 8 de Julho às 18:00.
Na noite de quinta-feira 7 de Julho, no Salão Brasil, a partir das 21:30, apresentaremos o Book of X, comemorativo do 10º aniversário da xCoAx, e desfrutaremos das performances da xCoAx 2022.
Encontramo-nos lá.
Do olho à mão : registos do ensino e da prática da escultura nos arquivos da biblioteca
Jul 04 202220 MAIO > 08 JULHO 2022 I BIBLIOTECA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES
Inaugura no dia 20 de Maio, às 18h00, na Biblioteca da Faculdade de Belas-Artes a exposição Do olho à mão : registos do ensino e da prática da escultura nos arquivos da biblioteca, organizada por André Baptista, João Bernardo dos Santos, Mariana Lapolli e Yuna Le Quéré e com a coordenação de Céline Coturel e Joana Souto Mateus.
A exposição ficará patente até 08 de Julho.
Horário: 2ª a 6ª: 9h30-18h30
“Com arte espantosa e feliz”, Pigmalião fizera uma imitação do corpo feminino em marfim. Este é o início do mito do escultor cíprio a quem Vénus concedeu a transformação em mulher humana da tão amada estátua. De modo semelhante, ganham agora vida alguns dos elementos constituintes dos arquivos fotográficos da Biblioteca da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, que têm vindo a ser estudados e catalogados, desta vez com enfoque no estudo e na prática da Escultura.
Das referências históricas apresentadas aos alunos sobre a forma de postais, fotografias e diapositivos, ao registo dos trabalhos práticos, esta exposição permite um regresso sucinto, mas privilegiado, a práticas de ensino de um passado que, embora recente, poderá parecer remoto pelo contraste com o presente. Lembra que ao estatuto de mestre antecede o de aprendiz, recuperando a presença na então Escola de Belas-Artes, enquanto alunos, de Escultores e Professores ilustres como António Duarte, João Fragoso e Euclides Vaz.
Os elementos mostrados, que incluem, entre outros, negativos fotográficos em vidro, são uma pequena amostra do notável acervo da Biblioteca, disponível para consulta e investigação, quer pelos novos alunos, quer pela restante comunidade.
João Onofre distinguido com o Prémio Científico Universidade de Lisboa/Caixa Geral de Depósitos 2021
Jul 03 2022João Onofre, professor da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa foi galardoado o prémio na categoria de Artes (Belas-Artes, Multimédia, Artes Cénicas e do Espetáculo e da Dança).
A Cerimónia de Entrega dos Prémios Científicos Universidade de Lisboa/Caixa Geral de Depósitos 2021 teve lugar na Reitoria da Universidade de Lisboa (ULisboa), no dia 28 de junho de 2022.
Estes Prémios constituídos por um subsídio para a investigação no valor de 6.500€, visam premiar a atividade de investigação científica e incentivar a prática de publicação em revistas internacionais de reconhecida qualidade.
Consulte aqui a Lista de Premiados e a Lista de Menções Honrosas atribuídas nesta edição de 2021.
A Cerimónia de entrega dos Prémios Científicos está integrada nas Jornadas Científicas da Universidade de Lisboa: “The 2030 Agenda for Sustainable Development: Embracing Societal, Technological and Environmental Challenges at ULisboa”.
workshop desenho em realidade virtual
Jun 30 2022 
04 > 08 JULHO 2022 I SALA 4.08
Realiza-se nos dias 4, 5, 6, 7 e 8 de julho, entre as 10h00 e as 13h00, o Workshop “Desenho em realidade Virtual”, aberto exclusivamente para alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Considerando que existe um número limite de inscrições, 8, solicita-se a todos os inscritos que, em caso de desistência, nos informem para o e-mail comunicacao@belasartes.ulisboa.pt, para dar lugar a outra pessoa.
SÉCULO DE OURO: Da República Florentina ao Pós-readymade (O Manual) – Carlos Vidal
Jun 23 2022workshop New Media – Microbiologia e Arte_23 Jun
Jun 21 202223 > Junho, 17h > 20h | FACULDADE DE BELAS-ARTES | SALA 4.09
Até 22 de junho de 2022 estão abertas as inscrições para o Workshop New Media – Microbiologia e Arte, que se realizará na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
FORMADORA
Marta de Menezes
HORÁRIO
23 de Junho, das 17h00 às 20h00
DURAÇÃO TOTAL
Trabalho autónomo, com duração variada + 1 sessão de 3 horas
PÚBLICO-ALVO
Estudantes e corpo docente da Faculdade de Belas-Artes e público em geral (max. 25)
DESCRIÇÃO
Tendo como base a obra da artista Marta de Menezes, este workshop pretende explorar as múltiplas possibilidades e abordagens artísticas que podem ser desenvolvidas na relação entre a arte e a biologia, num contexto DIY. Os participantes irão receber indicações para desenvolver, de forma autónoma, diversas experiências e leituras que vão dar lugar a uma discussão sobre questões artísticas, estéticas e éticas. Ao manipular materiais de naturezas diferentes e variadas técnicas, vamos refletir sobre questões teóricas que surgem da interação e colaboração entre artistas e cientistas, como proporcionar informações sobre a diversidade de discursos artísticos que utilizam as ciências biológicas como meio.
MATERIAIS
Fracos de vidro, com tampa; Terra; Cascas de fruta/ vegetais coloridas; Água; Prato/ Pires de vidro; Ágar-ágar – Gelatina vegetal; Película Aderente; Pepino/ curgete/ beringela; Impressão em papel A4 a cores;
PROGRAMA
Com o intuito de criar um espaço de conversa e discussão em torno de questões artísticas, estéticas e éticas que resultam da relação entre a arte e a ciência, o objetivo deste workshop é explorar as múltiplas possibilidades de abordagens artísticas provenientes desta relação, num contexto DIY, com diferentes materiais e técnicas.
Os participantes são convidados a desenvolver quatro experiências de forma autónoma, respondendo às diretrizes fornecidas, onde são indicados os materiais, processos e leituras recomendadas para cada uma delas – Decomposition Activity; What are we? (Inside out); What are we? (Microbiome); What are we? (Rocks). Os resultados obtidos serão discutidos e partilhados numa sessão conduzida pela artista Marta de Menezes, depois de uma apresentação introdutória sobre as relações entre a arte e a biologia, que parte da sua obra, que tem vindo a desenvolver desde os anos 90.
INSCRIÇÃO
O workshop é gratuito mas é obrigatório fazer a inscrição
PARA DESCARREGAR:
Diretrizes
Imagem
Marta de Menezes
Biografia
Marta de Menezes (1975) é uma artista portuguesa, licenciada em Belas-Artes pela Universidade de Lisboa, mestre em História da Arte e Cultura Visual pela Universidade de Oxford, e doutoranda na Universidade de Leiden. De Menezes é diretora da Cultivamos Cultura, a principal instituição dedicada à arte experimental em Portugal, e da Ectopia, que procura facilitar colaborações entre artistas e cientistas. Marta de Menezes tem vindo a explorar a interseção entre arte e biologia desde os finais dos anos 90, no Reino Unido, Austrália, Holanda e Portugal, através das oportunidades conceptuais e estéticas de representação visual disponibilizadas pelas ciências biológicas.
O seu trabalho tem sido exposto em todos os continentes, em diferentes locais e na maioria das antologias dedicadas à bioarte, discutido em teses de doutoramento e considerado um exemplo de investigação nas artes visuais. Recentemente foi convidada para o Festival Ars Electronica 2019: Out of the Box e organizou dois Ars Electronica Gardens 2020 (Lisboa e São Luís). Foi convidada para representar Portugal na Bienal de Design de Londres, 2016, e expôs na Bienal de Pequim de New Media Art, 2016. De Menezes foi nomeada em 2015 pela revista Time and Fortune para o Prémio de Arte e Tecnologia 2015. Para além do seu trabalho enquanto artista, De Menezes foi a curadora de grandes exposições internacionais, no âmbito de Guimarães Capital Europeia da Cultura (Portugal), do Festival Kontejner (Zagreb), da Fundação Verbeke (Bélgica) e das três edições do FACTT – Festival Trasnacional e Transdisciplinar de Arte e Ciência, em Lisboa, Nova Iorque, México, Berlim e Toronto.