Arte
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do rigor o devir
Jan 03 2023
19 DEZEMBRO 2022 > 17H30 I MUP MUSEU DA POLÍCIA
Inaugura no dia 19 de dezembro, às 17h30, no MUP, Museu da Polícia, a escultura Do Rigor o Devir de Diogo Nunes.
DESTRUIR ARMAS IMPERATIVO DE LIBERDADE
No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Desarmamento (09 de julho), a Polícia de Segurança Pública e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa associam-se a esta data através da apresentação de uma escultura inédita no país, pensada e edificada com armas apreendidas e destruídas pela PSP.
O alcance pleno de direito à liberdade fundada na segurança não se atinge com a posse de uma arma, mas de uma efetivação da segurança dos cidadãos pelo Estado de direito democrático com uma Polícia que garante a segurança interna e os direitos dos cidadãos.
Com a apreensão e destruição das armas, a PSP garante diariamente que menos uma arma esteja disponível para a prática de um crime, permitindo a todos os membros da sociedade o exercício dos seus direitos em segurança e tranquilidade de modo que estimulem o cidadão a refletir e a desenvolver uma harmonia vivencial através da arte, da escrita, da ciência e em todas as áreas de atuação garantes dos seus direitos e liberdades.
A arte pode (e deve) ser um instrumento de promoção da liberdade e da segurança. Esta escultura é a mensagem da intrínseca e umbilical relação entre a arte, a segurança e a liberdade.
A ESCULTURA
A escultura terá como título: “DO RIGOR O DEVIR — A polícia com o seu rigor, na manutenção da ordem pública, com a destruição das armas conduz à transformação / à mudança para uma paz pública, uma sociedade em liberdade”.
O autor é o escultor Diogo Nunes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Será a estrela de 6 pontas da PSP (estrela de David) que abre no interior para brotar uma flor. Toda a escultura é construída com as armas destruídas. Vai ser imersiva, uma vez que o público pode passar pelo seu interior.
“Com as armas destruídas e a segurança alcançamos a Liberdade.”
DO RIGOR O DEVIR é uma escultura construída com as aparas de armas apreendidas e destruídas pela PSP. Estas formam uma pirâmide que se ergue a partir de uma estrela de seis pontas (estrela de David), símbolo do rigor da Polícia na manutenção da ordem pública que, com a destruição das armas permite o florescimento de uma sociedade livre. Os seus vértices superiores encontram-se apoiados num dos cantos do alpendre da parada do Comandante Ferreira do Amaral, enquanto os dois vértices inferiores apoiam-se no chão. As suas faces, à medida que se aproximam das pessoas e do chão, abrem-se procurando remeter para o brotar de uma flor, transformando-a numa escultura imersiva possibilitando ao público a passagem pelo seu interior.
chiado, carmo, paris. “soirée chez lui”. desassossego e apropriação —ŁÓDŹ, polónia
Dec 12 2022
15 NOVEMBRO > 15 DEZEMBRO 2022 I AULA GALLERY AKADEMIA, ŁÓDŹ, POLÓNIA
LISBOA, ÉVORA, PARIS, ŁÓDŹ, FLORENÇA | 2022
Inaugura no dia 15 de novembro, mais uma exposição relativa ao Chiado, Carmo, Paris. “Soirée chez lui”, desassossego e apropriação, na Aula Gallery Akademia em Lodz, na Polónia, projecto integrado na “Temporada Portugal França 2022”, com ancoragem na Casa de Portugal, em Paris.
O evento é passível de ser registado e divulgado pela Faculdade de Belas-Artes através de fotografia e vídeo
Foi no dia 17 de fevereiro que inauguraram as primeiras três EXPOSIÇÕES relativas ao Chiado, Carmo, Paris. “Soirée chez lui”, desassossego e apropriação, projecto integrado na “Temporada Portugal França 2022” com ancoragem na Casa de Portugal, em Paris.
A primeira inauguração realizou-se às 17h00 no Jardim de Esculturas do MNAC, a segunda às 18h00 na FBAUL, e a terceira às 19h00 no Museu Arqueológico do Carmo.
Trata-se da apresentação pública de obras de dezenas de estudantes, professores e investigadores do ensino artístico superior, no sentido do alargamento das potencialidades plásticas da obra de Columbano, Soirée chez lui, cruzando alguns dos seus referentes plásticos e semânticos com a “efervescência” e o desassossego dos artistas da FBAUL e da Universidade de Évora. Por analogia, atendendo ao âmbito internacional do projecto expositivo, os artistas polacos (Lodz) e italianos (Florença) abordam a intermedialidade entre as artes visuais e as artes performativas a partir de autores das respectivas culturas, nomeadamente a pintura “Chopin’s Polonaise”, de Teofil Kwiatkowski, e a escultura “Ofelia”, de Arturo Martini.
No mesmo dia realizou-se um ciclo de CONFERÊNCIAS no MNAC sobre a pertinência da obra de Columbano, incluindo o lançamento de um livro/catálogo com vários ensaios dedicados à obra do pintor português, assim como ao domínio das artes na esfera pública.
Para informação mais detalhada sobre a vasta programação que se inicia neste dia e que culminará em Florença, no fim de 2022, sugere-se a consulta do site e do Instagram da Faculdade de Belas Artes de Lisboa, do Museu Nacional de Arte Contemporânea, e do Museu Arqueológico do Carmo.
Após a consulta de todos os temas e autores que constam no PROGRAMA, poderão, em função dos vossos interesses, fazer as inscrições nos diversos ciclos de conferências através da plataforma digital da FBAUL.
Evento passível de ser fotografado e filmado para posterior divulgação.
INSCRIÇÃO NOS CICLOS DE CONFERÊNCIAS
A inscrição é obrigatória em cada uma das conferências.
Museu Nacional de Arte Contemporânea (17 de fevereiro de 2022) /INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Grémio Literário (16 de Março de 2022) / INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, Évora (03 de Maio de 2022) INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Casa de Portugal, Paris, França (20 de Maio de 2022) INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Informa-se que, devido à situação atual de pandemia e a novas medidas de controle, os ciclos de conferências poderão ser realizados através da plataforma zoom.
now available the e-book ON PORTRAITURE. Theory, practice and fiction. From Francisco de Holanda to Susan Sontag
Dec 11 2022
18, 19 and 20 January 2022 | Faculty of Fine-Arts, University of Lisbon
EVENT EXCLUSIVELY ONLINE
NOW AVAILABLE THE E-BOOK OF THE CONGRESS!
NOTE: when you open the link, please scroll down on the page, and you will find the file for dowload.
REGISTRATIONS CLOSED
PITCH SESSION
The Authors of the selected communications were invited to participate in a pitch session, where they made a brief presentation of their communications.
WATCH HERE the recording of this session, which took place online on January 18, 2021.
NOTE: It is not allowed to reproduce images or texts presented in this video, in whole or in part, without authorization from the authors and editors.
INTRODUCTION AND PRINCIPLE OBJECTIVES OF THIS CONGRESS
This colloquium intends to discuss the theory and practice of artistic, historical, anthropological, social and political experience on the topic of portraiture, as well as the fictional dimension contained within it. Located at the intersection of several disciplinary fields, the discussion(s) and papers will address the portrait as a concept, theme, process, object (monument and document) and device, in its multiple developments and in its successive conceptual, technological and contextual updates.
More than defining a temporal framework, the subtitle – From Francisco de Holanda to Susan Sontag – underscores the dynamic porosity on the researched topic in the fields of art and literature, as well as, in its mutual reversibility.
Francisco de Holanda, humanist and 16th-century Portuguese artist, is the author of Do Tirar pelo Natural [On Portraiture], the first treatise dedicated to portraiture in early modern Europe, which he concluded in 1549, in the decade following his return from a trip to Italy undertaken in 1538 to 1540, as member of the embassy of Ambassador D. Pedro de Mascarenhas. One objective for Holanda was to meet Michelangelo Buonarroti, in addition to observing and drawing fortresses and the most outstanding works of art across Italy. Upon his return, Holanda undertook writing Da Pintura Antiga [On Ancient Painting], concluded on October 13 (St. Lucas Day) 1548, as it is written at the end of Book II, followed by his second treatise, Do Tirar polo Natural [On Portraiture]. These two works were prepared for publication and were even translated into Spanish in 1563, by his friend, the Portuguese painter Manuel Denis. These treatises, written almost simultaneously, would only see publication, in Portuguese and Spanish, only in the 19th century. At the end of the Do Tirar polo Natural [On Portraiture], Holanda states that the text was completed on January 3rd, 1549, only a few months after the completion of the two Books of Da Pintura Antiga [On Ancient Painting]. In fulfilment of John B. Bury’s ground-breaking research, a bilingual edition of this portrait treatise, published by Paul Holberton Publishing in London, will be presented during this Congress.
Indeed, the two great pillars of Francisco de Holanda’s theory of art – the imitation of himself, nature and antiquity on one hand, and idea, on the other – have, precisely, as a point of departure, the artist’s creative process which Holanda discusses in his first two treatises. The importance of Do Tirar polo Natural [On Portraiture] for the theory of art, which Holanda explains and abundantly illustrates in his two books in On Ancient Painting, as well as in his drawings and illuminated albums, especially in As Antigualhas [On the Antique], makes Holanda’s need to write a portrait treatise fully justified. As an autonomous work, Do Tirar polo Natural [On Portraiture], complements Da Pintura Antiga [On Ancient Painting]. This treatise’s structure, in the form of dialogues, follows the model used in Book II of Diálogos em Roma [Dialogues in Rome], but here, instead of many interlocutors, is reduced to conversations between two protagonists, Brás Pereira and Feramando, the disciple and master, as well as the alter ego of Holanda. The themes and issues defined in Do Tirar polo Natural [On Portraiture], extend, deepen and, above all, specify in detail questions regarding portraiture; themes related to the representation of the human figure which Holanda took up in Chapters 38 to 41 in Book I of Da Pintura Antiga. These chapters lack the decisive contributions, which throughout the eleven, small dialogues of Do Tirar polo Natural [On Portraiture], Holanda describes as precepts for a painter to “portray” or “paint from life” the “persona” of a sitter. In Do Tirar, Holanda distinguishes the portrait as distinctive from other representations of the human figure.
In The Volcano Lover, Susan Sontag begins with documentation related to three historical figures from the 18th century, expanding them into a fictional extension where they appear as characters or doubles; emerging as figures stabilized in the credibility of portraits, thus questioning their presence throughout the history of art and the history of images. These figures are the diplomat, collector and volcanologist William Hamilton, his wife Emma Hamilton, lover of Admiral Nelson and the muse of the painter George Romney and Admiral Nelson. The portraits directly refer to those of William Hamilton, made by Joshua Reynolds, and those of Emma Hamilton, made by George Romney and Élisabeth Vigée-Lebrun. The questions asked regard the genesis of the sensitive body, in the example of the statue of Condillac, and the metamorphosis of the statue in the myth of Pygmalion; the metamorphosis of beings in the morphological accidents of the earth and in natural objects that retain their name and history; the ideal portrait; the impossibility of describing the beauty of a face or a body, delegated to the rhetorical artifice of metaphor; the portrait as a theme and as a model; the genre of statues: action and stillness, narcissism and modesty; effigies: symbolic death; cameos: miniaturization of the portrait, living picture: representation staged inside a box or in a place surrounded by the frames of the paintings; the body in pose: support and object of the representation of a representation; the body as the embodiment of the work; the ephemerality of the body and the perpetuity of the portrait; the figure, the portrait and the recognition that erases or illuminates the name. And the ruin of it all, because ruin is the inevitable destiny of human bodies and their representations, some and others relegated to the future of our time.
THEMATIC LINES
In conjunction withthese topics the main thematic lines of the colloquium are defined as:
- The portrait as a place and the place of the portrait in the visual culture of all periods
- Time and trans-temporality in and of the portrait
- The portrait as theory and the theories of the portrait
- The portrait as fiction
In the transversality of these lines, the following sub-themes are proposed:
The body and the portrait; Portrait: presence and representation; Portrait, self-portrait and self-representation; The expanded portrait: media, intermediary and mediation; Portrait: iconism, symbolism and similarity; Metonymic portrait; Portrait galleries; The portrait as a connotative place; The double and the portrait; The portrait and the mask; Portrait and genre: the collector and the collection; Portrait and gender: the artist and the model; Portrait: celebration and power; Portrait: celebration of anonymity; Portrait: show and monstrosity; The statistical portrait; Avatar: copy without original; The Impossible Portrait; The composite portrait; Portrait: the desecration of the body.
Keynote speakers will be selected according to the sessions formed from the submitted proposals and the thematic lines of this congress.
OFFICIAL LANGUAGES
The official languages are Portuguese, English, French, Italian and Spanish.
ORGANIZATION
INSTITUTES
CIEBA – Artistic Studies Research Centre, Faculty of Fine Arts, University of Lisbon
PRESIDENT
Annemarie Jordan Gschwend
VICE PRESIDENTS
Maria João Gamito (CIEBA/FBAUL)
Fernando António Baptista Pereira (CIEBA/FBAUL)
HONOUR COMITTEEE AND SCIENTIFIC COMMITTEE
The final selection of the honorary and scientific committees (see HERE) will be determined according to the quality and thematic diversity of the submitted proposals.
EXECUTIVE
Alice Nogueira Alves
Ana Mafalda Cardeira
Glória Nascimento
Jorge dos Reis
Liliana Cardeira
Marta Frade
Maria Teresa Sabido
Teresa Teves Reis
FINAL PROGRAM (to be determined)
The opening of the Congress will be given by Annemarie Jordan Gschwend and the closing session by Professor Fernando António Baptista Pereira.
NOTE: During the Congress, Francisco de Holanda’s treatise, Do tirar pelo natural / On Portraiture (Paul Holberton Publishing, London), translated and with an introductionby John B. Bury, and edited by Annemarie Jordan-Gschwend and Professor Fernando António Baptista Pereira, will be presented.
INFORMATION:
CONTACTS
onportraiture.congress@belasartes.ulisboa.pt
VENUE
FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Largo da Academia Nacional de Belas-Artes – 1249-058, Lisboa, Portugal
A FBA na exposição: Veloso Salgado De Lisbonne à Wissant, itinéraire d’un peintre portugais | Musée Boulogne-sur-Mer
Dec 11 20222 JULHO > 4 DEZEMBRO 2022 | Château comtal Musée de Boulogne-sur-Mer, Boulogne-sur-Mer, França
No âmbito da Temporada Portugal-França 2022, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, participa na exposição temporária: “Veloso Salgado De Lisbonne à Wissant, itinéraire d’un peintre portugais”, com a cedência de duas pinturas da autoria de Veloso Salgado, que pertencem à Coleção de Pintura desta faculdade.
As obras cedidas são um “Auto-retrato”, de 1931 e a pintura “Família de Caim”, realizado por Veloso Salgado em Paris, em 1891.
“Cette exposition est la première consacrée en France au peintre portugais Veloso Salgado (1864-1945). Artiste de premier plan au Portugal mais méconnu en France, Veloso Salgado est un pont entre les deux pays. Après de premières études à Lisbonne, il s’installe à Paris, voyage en Bretagne et séjourne sur la côte d’Opale, à Wissant, avant de retourner définitivement dans son pays. Alors professeur à l’École des Beaux-Arts de Lisbonne, il décore les grands monuments de la capitale : école de médecine, musée militaire, assemblée nationale, etc.
L’ exposition propose de suivre ses pas en France et de rencontrer ses amis artistes grâce à d’exceptionnels prêts du Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu Nacional Soares dos Reis, Museu Nacional Machado de Castro, Casa-Museu Anastácio Gonçalves, Câmara Municipal do Porto, Casa-Museu Teixeira Lopes, Museu José Malhoa, Museu da Marinha, Museu Medeiros e Almeida, Faculdade de Belas-Artes Universidade de Lisboa.
Un ensemble de peintures offertes à Veloso Salgado par ses amis peintres de Wissant (Virginie Demont-Breton, Adrien Demont, Fernand Stiévenart…) sera notamment présenté pour la première fois en France. Ils rejoindront les portraits d’Adrien Demont et de Virginie Demont-Breton, les plus beaux portraits réalisés par Veloso Salgado, offerts par l’artiste à ceux qui ont été ses amis jusqu’à la fin de sa vie.”
In: https://saisonfranceportugal.com/evenement/veloso-salgado-de-lisbonne-a-wissant/
Musée Boulogne-sur-Mer: http://musee.ville-boulogne-sur-mer.fr/
Comissariado científico:
Maria de Aires Silveira – Conservadora, Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Lisboa, Portugal
Elikya Kandot – Conservadora do património – Diretora dos Museus, Cidade de Boulogne-sur-Mer, França
Michel Gutierrez – Aluno-conservador, Instituto Nacional do Património, França
“Portugal está a realizar com França uma Temporada de eventos conjuntos e cruzados para aprofundar o relacionamento institucional e, sobretudo, para dinamizar as relações entre os dois países, em áreas-chave, perspetivando continuidade e desenvolvimento futuros.
A Temporada Portugal-França 2022 decorre simultaneamente nos dois países a partir de 12 de fevereiro de 2022. Através de mais de 200 eventos, a Temporada Portugal-França pretende destacar as numerosas colaborações entre artistas, investigadores, intelectuais, estudantes e empresários, entre as nossas cidades e regiões, entre as nossas instituições culturais, as nossas universidades, as nossas escolas e as nossas associações: iniciativas que ligam de forma profunda e sustentável os nossos territórios e contribuem para a construção europeia.” – https://temporadaportugalfranca.pt/
Um Projetista na Academia – Vinte e cinco anos de Design Gráfico Para a Universidade de Lisboa: 25 Obras – Jorge dos Reis
Dec 11 202215 NOVEMBRO > 05 DEZEMBRO 2022 |ÁTRIO DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
No âmbito das comemorações dos 10 Anos da ULisboa, decorre a exposição “Um Projetista na Academia – Vinte e cinco anos de Design Gráfico Para a Universidade de Lisboa: 25 Obras” de Jorge dos Reis, que foi inaugurada no dia 15 de novembro 2022, na Reitoria da Universidade de Lisboa.
A exposição estará patente até 5 de Dezembro de 2022.
O corpo de trabalho apresentado pelo Designer Gráfico e Professor da Faculdade de Belas Artes da ULisboa nesta exposição é revelador do diálogo e compromisso entre os diversos interlocutores da Universidade de Lisboa. Alavancando um conjunto de artefactos que geram, ao longo dos anos, novos paradigmas no contexto desta Instituição de Ensino Superior.
“O design gráfico é uma disciplina de mudança da sociedade que tem como objetivo principal desenhar a vida, uma reflexão essencialmente funcionalista, vertida em estratégias comunicacionais. Numa perspetiva francamente otimista, o design gráfico constitui-se enquanto disciplina erudita e em evolução, que tem o dever ético de descobrir e redefinir meios para melhorar o quotidiano.
Cada novo projeto, com a sua complexidade funcional, gera uma pergunta de partida, que remete para respostas necessárias e pragmáticas ao problema. Neste caso, numa matriz situada na tradição do modernismo europeu, rejeitando a cartilha pós-modernista; convocando um cristalino rigor geométrico das formas simples, despojadas e plasticamente novas e evidenciando paradoxalmente a natureza insólita da forma e da composição.
No desenvolvimento destes vinte e cinco projetos de design gráfico verifica-se a preponderância permanente e indispensável do desenho enquanto instrumento de trabalho, no sentido de antecipar e prefigurar as formas. O esquisso sistemático e o posterior desenho infográfico permitem uma aproximação gradual ao artefacto gráfico ambicionado, numa procura incessante, afastando-se desejavelmente do previsível. Os desenhos tiram medidas e fixam relações hierárquicas, suscitando tensões que se tornam depois transparentes. A narrativa final congrega o todo e as partes, revelando o carácter lúdico e pedagógico da disciplina de design gráfico.
Desenhar permite estabelecer uma ligação táctil com o papel, esse material fascinante, exercitar a imaginação, a memória, numa relação de prazer através da coreografia natural do corpo e do olhar atento ao enredo, assente num saber antigo, onde se constrói uma conexão essencial entre o pensamento e o gesto da mão que segura a caneta, vertendo em todas as guinadas e rasuras a multiplicidade da repetição.”
Jorge dos Reis
Jorge dos Reis – Síntese Biográfica
Jorge dos Reis, Unhais da Serra, 1971, Designer Gráfico. Vive e trabalha em Lisboa. Foi aprendiz compositor tipógrafo com um primeiro-oficial de tipografia da Imprensa Nacional numa antiga oficina tipográfica do Cais do Sodré. Iniciou o seu percurso projetual colaborando com o designer Robin Fior, em Lisboa, e com tipógrafo Alan Kitching, em Londres. Estabeleceu-se em atelier próprio em 1996. A sua obra é extensa e diversa, tendo uma atividade dual enquanto projetista e artista: faz design gráfico, tipográfico; expõe desenho, pintura.
Frequentou o Conservatório Nacional na classe de canto de António Wagner, estudando com os compositores Jorge Peixinho e Paulo Brandão enquanto se licenciava em Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Jorge dos Reis é Master of Arts pelo Royal College of Art em Londres, Mestre em Sociologia da Comunicação pelo ISCTE, Doutorado pela Universidade de Lisboa. Atualmente é Professor Auxiliar na FBAUL, onde fundou e dirige o Mestrado em Práticas Tipográficas e Editoriais Contemporâneas. Preside às Comissões de Avaliação Externa da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) e é membro dos painéis de avaliação para o financiamento de projetos da Direcção-Geral das Artes (DGArtes). Foi professor visitante em diversas instituições de ensino superior na Europa e no Brasil. Em Portugal lecionou em várias instituições, colaborando atualmente com o ISEC Lisboa – Instituto Superior de Educação e Ciências.
Realizou projetos de design gráfico para diversas instituições em Portugal e no estrangeiro. Dentro de um conjunto alargado de monografias impressas destacam-se cinco: a edição Fragas Falantes, 20 anos 20 Tipos de Letra (UBI, Covilhã, 2016); Terra Plana – Humanismo e Formalismo, Vinte Anos de Prática Projetual em Design Gráfico 1996-2016 (Casa da Cerca, Almada, 2017); o livro Tipografia, Identidade, Teatralidade, A prática permanente do desenho enquanto instrumento de trabalho no projeto de design gráfico e tipográfico para o Teatro Municipal Joaquim Benite, Companhia de Teatro de Almada 2017–2018 (Instituto Politécnico de Tomar, 2018); Labor e Método, Oitenta e Oito Cartazes (Editora Caleidoscópio, Museu Nacional da Imprensa); e uma mais recente edição, Respirar d’baixo d’água, Peixe de Setúbal, Mercado do Livramento (Câmara Municipal de Setúbal). No seu todo, quase uma trintena de livros, debruçados sobre a prática do design gráfico, da tipografia, do book design, do desenho e também da pintura, revelam um labor constante, obstinado e rigoroso.
inshadow — lisbon screendance festival
Dec 01 2022
5TH > 19TH DECEMBER 2022 I FBAUL GALLERY AND CISTERN
InShadow Festival returns to its 14th edition and presents a diversity of proposals and encounters between dance, cinema and technology.
The Faculty of Fine Arts hosts two of the Festival’s projects.
POSE, a photography exhibition by Joaquim Leal and performance by Joana Franco and Lara Maia, in the Gallery, and ECHO, musical performance by Sílvio Rosado, in the Cistern.
Opening: 5th december 7pm
In both spaces also feature video-dance installations with the participation of various artists.
POSE
Joaquim Leal, Joana Franco and Lara Maia
The tiny part of the world, the semitic stone of the museum,
the reverse angle
of the woman’s generic smile
In Nuno Higino, “O animal eólico do corpo” (2007)
GALLERY AND CISTERN SCHEDULE
monday – saturday: 10 am /7 pm, sunday closed
l encontro me.av ulisboa — que futuro nas artes visuais?
Dec 01 2022
10 DEZEMBRO 2022 > 9H00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
No próximo dia 10 de dezembro, sábado, realiza-se no Auditório Lagoa Henriques da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, o I Encontro do Mestrado em Ensino das Artes Visuais com o tema “Que futuro nas Artes Visuais?”.
Os objetivos deste encontro visam proporcionar, junto da comunidade académica, uma oportunidade de reflexão sobre questões atuais da educação e da formação de professores, bem como, promover um contexto favorável ao desenvolvimento do trabalho em curso, e contribuir para a criação de uma identidade do MEAV_ULisboa.
As INSCRIÇÕES são gratuitas, mas OBRIGATÓRIAS, e devem ser realizadas até 3 de dezembro.
Para obter mais informações contactar encontromeav@belasartes.ulisboa.pt
towards a common heritage
Dec 01 2022
12 > 16 DEZEMBRO 2022 I GRANDE AUDITÓRIO FACULDADE BELAS-ARTES
The Third CIPSH International Academy on Chinese Cultures and Global Humanities Seminar
Towards a Common Heritage: How artistic images shaped the global understanding of the world in the seabords of Eurasia since the 1650s
Organized by the Apheleia International Association in partnership with the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon and the Polytechnic Institute of Tomar
The International Council for Philosophy and Human Sciences (CIPSH) organizes annualy an International Academy on Chinese and Asian cultures and Global Humanities (IACAGH), with the generous support of the Chiang Ching-kuo Foundation for International Scholarly Exchange (CCKF). The IACAGH programmes symposia focusing on specific themes to promote dialogue between participating academic communities.
We call for the participation of reputed scholars and promising postgraduate students to foster future research. The seminar is organized by the International Association for Humanities and Cultural Integrated Landscape Management (APHELEIA), in partnership with the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon (FBA-UL) and the Polytechnic Institute of Tomar (IPT).
In continuum with the the 2020 and 2021 editions, devoted to a series of high-level seminars focusing on “Global Ethics”, the 2022 seminar Towards a Common Heritage, emphasises on How artistic images shaped the global understanding of the world in the seabords of Eurasia since the 1650s. Lisbon, a western European seabord capital city, welcomes this event between 12 and 16 December, 2022 in a double-format of Conferences and Study Visits, leading to the publication of the Conference proceedings by the CIPSH in 2023. For this seminar, the IACAGH considers artistic and a range of related intellectual expressions from the mid-seventeenth century to the present.
In his seminal essay On the Concept of History (1942), Walter Benjamin argued that the understanding of the world is primarily structured through images, which encapsulate a dimension for redemption that is conveyed by time, or the past. This seminar builds on his approach and looks at processes that gained momentum since the dawn of Modern Age to the present, in order to evaluate the global acceleration of material culture and the arts. Simultaneous with increasingly global exchange routes, contradictory cultural processes were equally triggered, especially those pertaining to the rise and identity of modern nations. Yet, common ground was equally founded, gradually leading to the construction of world images signifying its interconnected system and, as argued by Shmuel Trigano in “The Paradigm of the Human in Humanity”, in Diogenes (2002), of Humanity as a unity of meaning free from ethnocentric divisions. Most often departing from different cultural perspectives, both in Europe and in China, images denoted the interplay between landscapes and humans, possibly leading towards a growingly convergent understanding of those interplays.
The Seminar Towards a Common Heritage asks how artistic images impacted social dynamics, the contruction of world images—past, present and future—and how art shaped historical perceptions of space and landscape since the 1650s.
6º Colóquio Expressão Múltipla
Dec 01 2022
Beatriz Manteigas, Macacos amestrados IV, 61x42cm, técnica mista sobre papel, 2020
13 > 14 DEZEMBRO 2022 | VIA ZOOM
LINK ZOOM para assistir ao Colóquio:
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/99614441498?pwd=WEtSeTFsOHhkZkJFUFBGWFdhcnBSdz09
PROGRAMA (sujeito a alterações)
Este congresso visa proporcionar uma visão abrangente sobre a investigação na área do Desenho. Divide-se em duas chamadas de trabalho com vista a duas publicações anuais e a um colóquio/congresso.
A primeira chamada é dirigida ao Desenho Aplicado. Por Desenho aplicado entendem-se todas as vertentes em que o desenho é um elemento central, sendo, no entanto, concretizado com outros fins que não ele próprio. Assim áreas do desenho como as da concept art, ilustração, animação, desenho digital, realidade virtual, desenho de produção, entre outras, serão os maiores alvos nesta iniciativa. É por isso dirigida aos estudiosos que pretendam seguir, ou que já estejam a desenvolver trabalho nestas áreas, de maneira a permitir uma disseminação de experiência e de resultados.
A segunda chamada é dirigida à Teoria e Prática do Desenho num âmbito mais geral onde as suas relações com a arte e com os processos artísticos são investigadas.
O colóquio é dirigido sobretudo aos estudiosos que procuram desenvolver dissertações e teses na área do Desenho ou noutras que possam de alguma forma ampliar as discussões relativas a estas áreas de conhecimento. Pretende-se a disseminação das diversas experiências, metodologias e resultados. Aos interessados em participar convida-se à submissão de resumos relativos a comunicações orais a serem apresentadas no colóquio assim como os respetivos artigos atendendo à especificidade das chamadas de trabalhos.
Todos os resumos e artigos serão submetidos a uma revisão peer review. Os resumos aprovados serão impressos na ocasião do colóquio e os textos completos serão publicados online separadamente em duas revistas no Repositório da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
O colóquio, a ter lugar entre 13 e 14 de dezembro de 2022 no Grande Auditório da FBAUL, será composto por comunicações de 20 minutos e por um posterior momento para resposta a questões do público. Está prevista a abertura do colóquio/congresso com a presença de um ou dois keynotes.
Cada artigo recebido pelo secretariado é reenviado, sem referência ao autor, a dois ou mais membros da Comissão Científica, garantindo-se no processo o anonimato de ambas as partes (double-blind). No procedimento privilegia-se a distância geográfica entre a origem de autores e a dos revisores científicos.
Coordenação
Artur Ramos – Universidade de Lisboa (Expressão Múltipla)
Henrique Costa – Universidade de Lisboa (EM: Desenho Aplicado)
Comissão Organizadora
Artur Ramos – Universidade de Lisboa
Henrique Costa – Universidade de Lisboa
António Trindade – Universidade de Lisboa
Domingos Rego – Universidade de Lisboa
Beatriz Manteigas – Universidade de Lisboa
Gabriela Torres – Universidade de Lisboa
Comissão Científica 2021
Artur Ramos – FBAUL
Américo Marcelino – FBAUL
António Trindade – FBAUL
Henrique Costa – FBAUL
Filipe Abreu – FBAUL
António Canau – FAUL
Armando Jorge Caseirão – FAUL
José Maria da Silva Lopes – Universidade do Porto
Luís Fortunato Lima – Universidade do Porto
Miguel Bandeira Duarte – Universidade do Minho
Natacha Antão Moutinho – Universidade do Minho
Rita Carvalho – Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Daniel Bilbao Peña – Universidade de Sevilha
Miguel Ángel Bastante Recuerda – Universidade de Sevilha
Simón Arrebola-Parras – Universidade de Sevilha
Alexandre Guedes – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro UFRRJ
Aline Basso – Universidade Federal do Ceará UFC
Sílvia Rosado – IADE
Dilar Pereira – CIEBA
Tiago Batista – FBAUL
Maria Prieto – Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Inês Garcia – ESE
CALENDÁRIO:
Primeira chamada de trabalhos: Desenho Aplicado
1ª Fase – Submissão de propostas: envio de resumos provisórios*
Até 3 de maio, data limite para o envio do resumo;
Até 10 de maio, notificação de pré-aceitação ou recusa.
2ª Fase – Envio de artigos completos*
Até 21 de junho envio do artigo para revisão;
Até 30 de junho, notificação de conformidade ou recusa.
Segunda Chamada de trabalhos: Teoria e Prática do Desenho
1ª Fase – Submissão de propostas: envio de resumos provisórios*
Até 18 setembro, data limite para o envio do resumo;
Até 25 setembro, notificação de pré-aceitação ou recusa.
2ª Fase – Envio de artigos completos*
Até 20 de novembro, envio do artigo para revisão;
Até 30 de novembro, notificação de conformidade ou recusa.
Informações sobre as comunicações orais
*Os resumos e artigos deverão ser enviados para expressaomultipla@gmail.com segundo a seguinte formatação:
Formato do Resumo
O resumo poderá ter até 2.000 carateres sem espaços e incluir uma ou duas ilustrações. Devem ser indicadas três palavras-chave.
Formato do Artigo
Cada artigo deverá ter entre 10000 e 15000 caracteres sem espaços referentes ao corpo do texto, isto é, sem contar com o título, resumo, palavras-chave, legendas e bibliografia. O documento deve ser enviado em formato word.
- Título: Fonte Times New Roman, tamanho 14, maiúsculas, negrito, centralizado.
- Afiliação: Nome do autor e respetivo centro de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
- Resumo e palavras-chave: Times New Roman, até 600 caracteres sem contar com os espaços, tamanho 12, espaçamento simples, parágrafo justificado.
- Abstract e keywords: Em inglês, Times New Roman, até 600 caracteres sem contar com os espaços, tamanho 12, espaçamento simples, parágrafo justificado.
- Subtítulos: Fonte Times New Roman, negrito, tamanho 12.
- Corpo de texto: Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5. Parágrafo justificado.
- Legendas: Numeradas, Times New Roman, tamanho 10.
- Referências Bibliográficas: Devem seguir o Modelo APA ou NP 405. Fonte Times New Roman, tamanho 12 (APA), 10 (NP 405) espaçamento simples.
- Até 10 imagens: Inseridas no correr do texto, legendadas e referidas (atenção aos direitos de autor).
THE MATERIALITY OF MODERNISM — THIRD INTERNATIONAL CONFERENCE CENTER FOR EUROPEAN MODERNISM STUDIES 2022
Dec 01 2022
15 > 17 DECEMBER 2022 I COLÉGIO ALMADA NEGREIROS, FCSH – UNL
The Centre for European Modernism Studies is a University research centre whose aim is that of investigating Modernism under the multiple layers of the term such as artistic, literary, historical point of views.
first Virtual Reality Animation Conference
Dec 01 2022
15TH DECEMBER 2022 > 11 AM I LAGOA HENRIQUES AUDITORIUM
We invite all researchers and professionals to participate in the first Virtual Reality Animation Conference. The Conference will take place in the Faculty of Fine Arts at the University of Lisbon on December 15th, 2022.
The talks will discuss theoretical, historical, technological and artistic levels of animation within virtual reality. The conferences aims to facilitate international dialogue between researchers and professionals with interests in virtual reality.
The Conference will consist of a set of scientific, professional talks, workshops and a Game Jam, which will have a hybrid format (physical and online) taking place on December 15th, 2022.
The acceptance of the abstracts’ submission must fit the following themes: VR Production, VR Animation and Art theory applied to VR Animation and must be submitted till November 30th, 2022 through the following form from the link below.
arte e cultura visual
Dec 01 2022
15 DEZEMBRO 2022 > 18H00 I SALA 3.61
ARTE E CULTURA VISUAL é uma revista do Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA), com a periodicidade de um número anual, a sair no final de cada ano.
O âmbito a que se dedica é as artes plásticas e a cultura visual, procurando um discurso reflexivo, diverso, actual, problematizante e orgânico, que permita conferir enfoque aos dispositivos da arte e das imagens artísticas na sua ontologia e nos seus contextos.
Cada número é dedicado a um tema. Este terceiro número debruça-se sobre a DESILUSÃO.
Direcção editorial: Isabel Nogueira
Colaboradores deste número:
Ana Rito, Daniela Lisboa Gomes, Eduarda Neves, Isabel Nogueira, Javier Artero, José Carlos Pereira, Luís Manuel Gaspar, Manuel de Freitas, Pauliana Valente Pimentel, Pedro Lapa, Rui Cunha Martins, Rui Pires Cabral, Vitor dos Santos Gomes.
Entrada livre condicionada à capacidade da sala
l Seminário Internacional luso-brasileiro património, cultura, identidade e museologia
Nov 28 2022 
03 > 04 DEZEMBRO 2022 > 12H00 I VIA ZOOM
Realiza-se via ZOOM, nos dias 3 e 4 de dezembro, a partir da 12h00 o “I Seminário Internacional luso-brasileiro património, cultura, identidade e museologia”, organizado pelos alunos do Mestrado de Museologia e Museografia da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e os alunos do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio, Cultura e Sociedade, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Projeto [Portugal entre Patrimónios] – Inauguração da exposição MOSAICO | Galeria [PeP] / MNAC, com participação de 4 alunas da FBAUL
Nov 21 202223 DE NOVEMBRO > 14h 30 – 16h30 | MNAC – MUSEU NACIONAL DE ARTA COMTEMPORÂNEA (ENTRADA PELA RUA SERPA PINTO, PISO 3
Na próxima quarta-feira, dia 23 de novembro realiza-se no Museu Nacional de Arte Contemporânea o 8# Encontro do projeto nacional [Portugal entre Patrimónios] com o tema “Ser Português”.
Será ainda inaugurada exposição MOSAICO.
A Faculdade de Belas-Artes, como parceira deste projeto, contribuiu para o MOSAICO, com obas de 4 alunas do curso de Desenho.
PROGRAMA
8# ENCONTRO DO PROJETO NACIONAL [Portugal entre Patrimónios] – 4º aniversário
14h30 – Tema “Ser Português”, intervenção de José Manuel dos Santos
16h00 – Apresentação do projeto Bases/Galerias Verticais, por Catarina Portugal/NOVA
16h15 – Apresentação da Plataforma Cafuka, por Ismael Sequeira
16h30 – Na Galeria PeP/MNAC – abertura da exposição MOSAICO.
MOSAICO | Os desenhos reunidos na Galeria [PeP]/MNAC, numa associação livre, apresentam relações inesperadas revelando os traços do acaso nesta dinâmica criativa. A partir de todos os contributos parcelares deste “mosaico de papel” descobre-se simbolicamente a síntese de toda uma construção participativa, na qual, intencionalmente, cada um dos intervenientes desconhece o trabalho desenvolvido paralelamente pelos outros.
Na adesão a esta experiência e no cruzamento de expressões transparece a procura e a vontade de, através de uma multiplicidade de conteúdos, técnicas, leituras e referências, o grupo conseguir agir como um todo.
Para obter mais informações ou fazer confirmação da presença, por favor contactar o MNAC: email lsaldanha@mnac.dgpc.pt ou tm 919901845.
lançamento do nº 5 da riact e ciclo internacional de conferências sobre Investigação artística
Nov 20 2022
30 NOVEMBRO > 13H20 I VIA ZOOM
Comunica-se o lançamento da RIACT nº5, no dia 30 de novembro, edição dedicada à Investigação Artística em domínios partilhados pela Pintura e pela Dança, cujo título é: Investigação artística da ‘projecção espacial’ e da ‘plasticidade corporal’ nos campos da dança e da pintura. Esta edição também inclui uma entrevista ao Pintor e Professor Catedrático António Quadros Ferreira.
Na mesma tarde realiza-se um Ciclo Internacional de Conferências designado: Artistic Research on ‘spatial projection’ and ‘body plasticity’ in dance and painting, com a participação de diversos especialistas entre os quais Naomi Lefebvre Sell (Trinity Laban Conservatoire, Londres) e Fernando Duarte (Director artístico de Dança em Diálogos), além de outros, como pode ser observado no Cartaz-PROGRAMA.
As conferências realizam-se através da plataforma ZOOM.
riact nº 5 — investigação artística da ‘projecção espacial’ e da ‘plasticidade corporal’ nos campos da dança e da pintura — chamada de trabalhos
Nov 15 2022“Estes corpos evidenciavam uma presença, uma ocupação espacial maior que a do seu corpo material, uma existência muito para além da sua realidade física. Aquilo que foi possível observar e sentir encontra-se claramente identificado no âmbito coreológico como projecção espacial. Preston-Dunlop define spatial projection ‘as a line or a curve, which continues beyond the body into the kinesphere or into the shared space.’ Mais do que o comummente referido stage space, estes corpos criavam entre si uma relação espacial, uma tensão espacial que os unia e tornava o seu corpo ainda maior.”
Fernando Crespo, “A ação de pausar”, in O Chiado da Dramaturgia e da Performance, p. 211
“C’est ainsi que, dans Philosophie du geste, j’ai émis l’hypothèse que toute création artistique, quele que soit son espèce, débutait dans un danser, devait le souffle de son inspiration et la cohérence ultérieure de son exécution à une plasticité corporelle première, à une proposition initiale de movement.”
Michel Guérin, L’espace plastique, p.74
“Wigman’s work also can be viewed as an assimilation of the major artistic innovations of her time (…). Her early years of training were spent with two great twentieth-century systematizers of movement: Emilie Jaques-Dalcroze (…) and Rudolf von Laban at the utopian community of Monte Verità in Ascona, Switzerland. She was a muse for the Expressionist painters Emil Nolde, Ernst Kirchner, Oskar Schlemmer and others.”
Mary Anne Santos Newhall, Mary Wigman, 2018
Um corpo que se agita no chão ou se ergue no ar, se desloca ou imobiliza no espaço, é a projecção espacial de uma massa-mancha expressiva, podendo pertencer simultaneamente aos domínios da dança e da pintura. Pouco importa se esse corpo se articula para mimetizar acções e exprimir emoções reconhecíveis, ou, por outro lado, se aspira a exteriorizar um fluxo não articulado de gestos, ritmos e formas por descodificar.
A quinta edição da revista RIACT vai ocupar-se das potencialidades da “projecção espacial” de um corpo que performatiza, tal como referido por Fernando Crespo, e da “plasticidade corporal” primeva, tal como aludida por Michel Guérin, num desejado paralelismo com manchas picturais que têm a propriedade plástica de se espacializar para além dos seus próprios limites, plenas de forças centrífugas e centrípetas, numa partilhada “proposição inicial de movimento”. Sendo assim, atendendo à pluralidade das práticas e dos discursos no âmbito da investigação em dança e em pintura, a Chamada de Trabalhos para a RIACT Nº5 vem propor as seguintes temáticas:
I- Investigação enraizada na prática pictural e coreográfica, de forma intermedial ou separada, das noções de espacialização; espaço plástico; espaço coreográfico; espaço pictural imersivo; espaço coreográfico imersivo; intercorporalidade; intermaterialidade; projecção espacial; plasticidade corporal; e outras noções afins.
II- Investigação sobre novas formas de intermedialidade entre dança e pintura, incluindo as possibilidades imersivas e digitais.
III- Diferenças e afinidades entre criação e investigação nos domínios da dança e da pintura, tratados em conjunto ou separadamente. Para tal, sugere-se a identificação de fontes especializadas da investigação em artes ou da investigação artística, nomeadamente Henk Slager, Michael Schwab, Henk Borgdorff, Danny Butt, James Elkins, Mika Hannula, Christopher Frayling, entre outros.
• Data de submissão da proposta inicial, 1ªfase de Revisão por Pares: 5 de setembro de 2022, com os resultados publicados a 20 de setembro de 2022.
• Data de submissão da proposta definitiva, reflectindo os dois pareceres entretanto recebidos: 20 de outubro de 2022.
• Resultados da 2ª fase da Revisão por Pares: 05 de novembro de 2022.
• Apresentação pública, na FBAUL, da edição Nº5 da RIACT: 23 de Novembro.
Para obtenção de informações sobre a extensão da proposta e outras características editoriais, consultar o “Meta-artigo” (Características gerais da Proposta de Investigação a submeter) em http://riact.belasartes.ulisboa.pt/
Poderá também enviar correio electrónico para este endereço: riact.artisticresearch2030@gmail.com
Projetos e Processos da Pintura – Ciclo de Conferências
Nov 10 2022 
José Lourenço, 2020, s/ título, acrílico sobre tela, 80×100 cm
1ª CONFERÊNCIA – 25 NOVEMBRO 2022 > 10H00 I SALA 3.41
Entrada livre condicionada à capacidade da sala
Projetos e Processos da Pintura
Este Ciclo de Conferências pretende ser um espaço onde se privilegia o conhecimento na área da experimentação, investigação e o contacto com problemáticas associadas ao projeto, de forma a construir uma base de conhecimentos, sobre várias técnicas e materiais, no âmbito do exercício projetual da Pintura.
Promover a aproximação às práticas artísticas profissionais através de convidados na área de intervenção da Pintura.
Proporcionar, aos estudantes de vários anos de formação, o aprofundamento de metodologias e processos operativos da pintura nas diversas tecnologias associadas ao processo pictórico.
1ª Conferência
Métodos operativos e técnicos da pintura como meios tradutores do universo pictórico
O artista José Lourenço nasceu em Lisboa no ano de 1975.
É Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
Exibe o seu trabalho desde 1995 e está representado em várias coleções nacionais e internacionais, nomeadamente na Fundação PMLJ, Museu de Arte Comtemporânea Union Fenosa – MACUF, Fundação Pedro Barrié de la Maza, Coleção Norte de Arte Contemporânea – Governo de Cantábria, Barclays Bank, entre outras. Site: www.joselourenco.art ; Instagram: @joselourenco
Nadir Afonso: Arquiteto e Pintor
Nov 10 202221 NOVEMBRO 2022 > 15h30 |GRANDE AUDITÓRIO, FACULDADE DE BELAS-ARTES
Com o encontro “Nadir Afonso: Arquiteto e Pintor” aborda-se o percurso do artista e a necessidade de preservar e divulgar o seu legado.
Conta com a presença de Fernando António Batista Pereira, Laura Afonso, Mila Simões de Abreu, Jorge Rodrigues, Luís Jorge Gonçalves, Cláudia Matos Pereira, Dalton Sala, entre outros.
Será apresentado o livro “A Panificadora de Vila Real de Nadir Afonso: crónica de uma demolição” e será exibido o filme “1965, PANREAL UM EDIFÍCIO DE NADIR AFONSO”.
Nadir Afonso: Arquiteto e Pintor
Nadir Afonso (1920-2013), o Arquiteto e o Pintor, continua presente no nosso quotidiano, através das suas obras: Estação de Metro dos Restauradores, em Cascais, na Panificadora de Chaves, entre outros locais.
O arquiteto trabalhou nos ateliês de Le Corbusier e de Oscar Niemeyer, que foram absorvidos pelo seu olhar. Foram marcantes para o jovem que saiu de Chaves. Passou pelo Porto, Paris, Rio de Janeiro e São Paulo. Voltou a Paris e fixou-se em Cascais. As cidades foram o seu mundo. Na arquitetura deixou a tridimensionalidade nas cidades. Na pintura ficaram os registos de cidades em movimento.
Na cidade de Vila Real legou-nos a Panificadora Panreal, uma fábrica de pão, que transformou em uma Catedral do nosso principal alimento. Infelizmente destruída recentemente, com a passividade das autoridades públicas. Vila Real e Portugal ficaram mais pobres. Naquele edifício estava Le Corbusier e, sobretudo, Oscar Niemeyer, os deuses da arquitetura do século XX, depurados por Nadir Afonso. Era um marco, na nossa arquitetura, que devíamos honrar.
Entrada livre sujeita à lotação da sala.
O evento é passível de ser fotografada e/ ou filmado para posterior publicação das imagens.
International Conference “Photography in-between Science, Art and Philosophy”
Nov 10 2022NOVEMBER 26 2022 > 09.30 AM I AUDITORIUM LAGOA HENRIQUES
Photography has been the object of several theories, working with concepts as diverse as apparatus in the political/cultural approach by Vilém Flusser, as punctum and studium proposed by Roland Barthes, as psychoanalytic symptom advanced by Didi-Huberman, as aura (fetish) by Walter Benjamin, or as world-image by Susan Sontag.
However, all theories point to the same evidence: the complex reality, the several dimensions, of photography. Photography has the capacity to capture and perceive the world, that is, it can, at the same time, absorb the world and understand it. Simultaneously, it encloses a fundamental play between its (apparent) passivity and its transformative effects, between its (questionable) impartiality and its critical power. Photography has yet another dimension, that of being a transcendental exercise: when thinking about the world, photography thinks of itself as an image.
This colloquium aims at thinking photography from the perspectives of Science, of Art and of Philosophy. To analyse theories, techniques, and practices. To approach scientific photography, artistic photography, and new technologies. In a world full of images and multiple techniques for capturing and producing images, it is imperative, more than ever, to think photography.
Orador convidado
Rob Kesseler (Central Saint Martins)
Rob Kesseler is a visual artist and Emeritus Professor of Arts, Design & Science at Central Saint Martins, London. For the past twenty years he has worked with botanical scientists and molecular biologists to explore the living world at a microscopic level. Using a range of complex microscopy processes he creates multi-frame composite images of plant organs. Collaborators include The Jodrell Laboratory Kew, The John Innes Centre, Norwich, MRC Cambridge and the Max Planck Institute for Plant Breeding Research, Cologne. He works from studios in London and Corfu and exhibits and lectures internationally.
Informações
A participação no colóquio é gratuita mas carece de INSCRIÇÃO.
Entrada livre mediante inscrição e condicionada à capacidade do auditório.
lançamento e apresentação do livro “textos de fernando pessoa sobre arte”
Nov 10 202225 NOVEMBRO 2022 > 18H00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Realiza-se no dia 25 de novembro, pelas 18h00, no auditório Lagoa Henriques, o lançamento e apresentação do livro TEXTOS DE FERNANDO PESSOA SOBRE ARTE de Victor Correia e António Canau, com chancela da Editora Colibri e apresentação da Professora Doutora Cristina Azevedo Tavares, Vice-Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
A edição conta com o apoio da Fundação Engenheiro António de Almeida.
O evento é passível de ser fotografada e/ ou filmado para posterior publicação das imagens.
Entrada livre condicionada à capacidade da sala
MadreMedia / Lusa (24/11/2022)
Fernando Pessoa é conhecido geralmente como poeta e escritor, mas foi também um grande ensaísta, e nos seus textos de ensaio existem muitos textos sobre arte, que são pouco conhecidos do grande público e mesmo do público académico. Este livro consiste numa antologia dos textos que Fernando Pessoa escreveu especificamente sobre arte, por vezes associados também a algumas reflexões sobre literatura. Trata-se de uma antologia inédita, dado que é a primeira vez que é publicada uma antologia de textos de Fernando Pessoa focada no tema da arte. Organizámos esses textos através de diversos capítulos: a divisão e a classificação das artes, a definição e a caracterização da arte, a finalidade e o valor da arte, a psicologia da arte, a sociologia da arte, a crítica de arte, o artista, a genialidade, a celebridade, a arte e a moral, as escolas e correntes artísticas.
Este livro contém também algumas das muitas obras do artista plástico António Canau, por um lado como exemplificação de obras de arte, e por outro devido ao facto de haver neste artista relações com a obra de Fernando Pessoa, nomeadamente as figuras de animais antropomórficos, ou de seres humanos animais, que se relacionam com a tese de Fernando Pessoa sobre a organicidade da obra de arte, comparando-a a um animal. Há também em António Canau uma forte ligação aos mitos, ao oculto e à Grécia antiga, como em Fernando Pessoa. Com as obras de arte de António Canau somos conduzidos a uma espécie de cosmogonia, a uma evocação de um passado ancestral mágico, a uma espécie de regresso às origens do Homem, telúricas e culturais.
Outra característica a salientar em António Canau, relacionando-a com Fernando Pessoa, é a ligação da metamorfose, que é central na obra de António Canau, com a heteronímia, que é central na obra de Fernando Pessoa. A palavra “metamorfose”, em sentido figurado significa: alteração da personalidade, da identidade e do modo de pensar. Ora, a metamorfose, na obra artística de António Canau, é uma forma de despersonalização, e por outro lado a despersonalização, nos heterónimos de Fernando Pessoa, é uma forma de metamorfose.
VICTOR CORREIA frequentou a Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, em Roma (formação em Filosofia). Frequentou também o curso de piano, durante alguns anos, na Escola de Música de São Teotónio, em Coimbra. Concluiu a licenciatura em Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, é pós-graduado em Formação Educacional, na mesma Faculdade, e tem o Mestrado em Estética e Filosofia da Arte, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (formações obtidas antes do Processo de Bolonha). É doutorado em Filosofia Política e Jurídica, na Universidade da Sorbonne, em Paris, onde foi orientado pelo filósofo francês Yves Charles Zarka. É pós-doutorado em Ética e Filosofia Política, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Tem exercido funções de docência na sua área de formação, e tem organizado e apresentado comunicações em várias conferências. É membro de algumas associações científicas e culturais. Tem publicado diversos artigos em jornais, e em revistas nacionais e internacionais. Tem também mais de vinte livros publicados, em várias editoras, sobre diversos temas.
ANTÓNIO CANAU fez o curso de Artes Gráficas na Escola Artística António Arroio, em Lisboa. Licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Fez o Mestrado em Belas Artes – Master of Arts in Fine Art, Printmaking (gravura), na Slade School of Fine Art da University College, em Londres. Fez o doutoramento e o pós-doutoramento na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, onde é professor, assim como também é professor na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Faz parte de centros de investigação, tem sido conferencista e curador. Foi membro do Conselho Técnico da Sociedade Nacional de Belas Artes entre 2015 e 2017. Participou em muitas exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais. Recebeu diversos prémios nacionais e internacionais. A sua obra está representada em diversas coleções públicas e privadas, em coleções nacionais como por exemplo na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e em coleções internacionais como por exemplo no British Museum, em Londres. Desenvolve atividade artística em escultura, medalha-objeto, desenho, gravura, fotografia, e livros de artista. É Membro do Grupo Anverso/Reverso de Medalha Contemporânea.
Debate em torno do livro Vida a Crédito – Arte Contemporânea e Capitalismo Financeiro (Tomás Maia)
Nov 10 202225 NOVEMBRO 2022 > 10h00-13h00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Com a presença de Tomás Maia, Fernando António Baptista Pereira e Fernando Rosa Dias
Sessão Aberta no âmbito da unidade curricular de Teorias da Arte do Doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento, presencial e aberta ao público.
Nesta sessão de doutoramento, além de uma apresentação geral do livro, procuraremos sondar as repercussões de um tal estado de coisas no ensino e na investigação artística. Propõe-se um debate aberto a todos os participantes.
O livro Vida a Crédito (Documenta, 2022) parte desta premissa:
Na era do capital fictício é a própria ficção que é capital e que é o capital.
Eis por que razão a arte — pela primeira vez na sua história — está a ser destruída no seu ser: o conceito operante do capitalismo financeiro é o mesmo pelo qual a arte se deixou pensar ao longo do seu percurso milenar: em grego, mimesis, em latim, fictio.
«Arte contemporânea» e «capitalismo financeiro»: se a primeira das duas designações tomará apenas o significado de índice histórico (pois interrogá-la em si mesma motivaria um outro livro), já a segunda será objecto de um prolongado exame (religioso e metafísico). Com efeito, trata-se sobretudo de tornar inteligível o modo como, na era «contemporânea» da história da arte (sobretudo a partir dos anos setenta do século passado), a criação artística começou a comprometer-se com a financeirização da economia (e o predomínio da finança coincide, precisamente, com o advento da dita era). Entre arte e capitalismo, à partida, tudo parece ser motivo de distinção e mesmo de antagonismo: se a primeira se define pela prática de um dom, o segundo rege-se pela apropriação da mais- -valia. E se de um lado advém a partilha de uma dádiva, do outro é-nos imposta uma dívida. Ora, é todavia a uma convergência entre capital financeiro e parte significativa da «arte contemporânea» aquilo a que assistimos hoje — a um tal ponto que, pela primeira vez na história, é o próprio ser da arte que é atingido. Daí a necessidade, a urgência deste livro.
[…]
Uma palavra, ainda, sobre o título: Vida a Crédito.
Este apareceu enquanto escrevia o segundo capítulo e, sobretudo, o seu décimo segundo parágrafo. De súbito, apercebi-me de que invertia um título de Céline: Mort à crédit, fazendo ressoar a extrema miséria que grassava no seio frenético de uma certa ideologia do progresso (no caso do romance céliniano, no âmago de uma época que se auto-intitulara Belle — mas que iria desvanecer-se com a deflagração da Primeira Guerra Mundial). Se Céline sugere que a própria morte passara a ser, também ela, objecto de crédito, o presente título procura assinalar que é a vida, na sua totalidade e, mais exactamente, o tempo humano que se encontra expropriado pelo capital financeiro.
[Tomás Maia]
corpus hermeticum de luz — exposição de mário vitória
Nov 10 2022
04 > 28 NOVEMBRO 2022 I FACULDADE BELAS-ARTES
Inaugura no dia 04 de novembro, às 18h00, na Faculdade de Belas-Artes, a exposição Corpus Hermeticum de Luz de Mário Vitória, no âmbito das comemorações dos 10 Anos da Universidade de Lisboa. A exposição na Faculdade de Belas-Artes ficará patente até 30 de novembro de 2022.
Abertura da exposição conversa com: Gonçalo M. Tavares, Mário Vitória e Fernando A B Pereira.
Esta exposição constitui a terceira de um ciclo de sies exposições com inaugurações que se sucedem até fevereiro de 2023 em diversos: em Lisboa (Reitoria da ULisboa, IGOT – Instituto de Geografia e Ordenamento do território da ULisboa, faculdade de Belas-artes da ULisboa e Sociedade Nacional de Belas Artes); em vila Nova de Gaia (Casa Museu Teixeira Lopes e Galeria Diogo Macedo); e em Arganil (Nova Cerâmica Arganilense e Átrio Guilherme Filipe da Câmara Municipal).
A exposição conta com pinturas, desenhos e esculturas de grande escala e obra gráfica do autor. Provenientes do acervo do artista, como a obra “Apocalipse”, e outras esculturas e pinturas de coleções privadas e obras recentes.
Os diversos espaços em que decorre esta exposição permite ao público experimentar a mesma como que um roteiro simbólico, refletindo sobre a identidade dos espaços de acolhimento e os propósitos da exposição.
A Reitoria da Universidade de Lisboa será o primeiro espaço de Exposição, a inaugurar a 27 setembro de 2022, com a obra “Apocalipse” e painéis cenográficos de grande escala que foram elaborados para as sessões das “Quintas de Leitura” do Teatro Campo Alegre do Porto. Para este espaço fazem-se mostrar esboços e maquetas preliminares que contextualizam as aspirações e os passos rumo às obras finais.
As Galerias da Sociedade Nacional de Belas Artes acolhem pinturas de escala e desenhos recentes. No IGOT expõem-se as obras que constituem a raiz de toda a exposição, dado o fundo simbólico e epistemológico que se fez da geografia e da geologia. Na FBAUL recorremos a obras de coleções particulares e obras recentes em plena execução de momento. Capela, galeria e cisterna são os pontos de exposição, num pólo que reafirma a Arte como salto de expansão e resistência das civilizações. O Museu Teixeira Lopes e Galerias Diogo Macedo acolherão a peça primordial da exposição Apocalipse e o rapto da Europa, junto de uma seleção de trabalhos recentes. Na Cerâmica Arganilense reúnem-se as obras emblemáticas, que foram expostos nos espaços anteriores. Em Arganil, fecha-se um ciclo do trabalho artístico em torno do Corpus Hermeticum, um regressar às raízes. Sendo a Serra do Açor o espaço vivo e simbólico de onde partiu o Autor.
“Trata-se de uma exposição de dimensão filosófica e espiritual, centrada na Natureza e na Condição Humana. Nasce em pleno contexto de pandemia e Guerra. Tece diálogos sobre questões pós-pandémicas e condição humana perante os estilhaços da guerra, nomeadamente as suas implicações e superações. As exposições “Animismo urgente de Futuro” e “Ouvir o musgo a crescer” são os satélites germinais de onde partiram os primeiros objetivos para a presente exposição. Objetivos esses que mostram caminhos filosóficos, alternativas inclusivas de formas diversas da dignidade humana, nomeadamente valências das “ecologias de futuro” tendo a Natureza, a Espiritualidade e a Ciência como pano de fundo.”
Mário Vitória
Ciclo de Inaugurações
27 de Setembro | 18h00
(Grande abertura e Lançamento do Livro das Exposições)
Reitoria da Universidade de Lisboa, até 31 de Outubro de 2022
Alameda da Universidade, 1649-004 Lisboa
28 de Setembro 2022 | 17h00
Instituto de Geografia e Ordenamento do Território – IGOT da Universidade de Lisboa, até 11 de Novembro de 2022
R. Branca Edmée Marques, 1600-276 Lisboa
4 de Novembro 2022 | 18h00
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, até 28 de Novembro de 2022
Largo da Academia Nacional de Belas Artes 4, 1249-058 Lisboa
10 de Novembro 2022 | 18h00
Sociedade Nacional de Belas Artes, até 10 de Dezembro de 2022
R. Barata Salgueiro 36, 1250-044 Lisboa
12 de Novembro 2022 | 16h00
Casa-Museu Teixeira Lopes / Galerias Diogo de Macedo, até 31 de Janeiro de 2023
R. Teixeira Lopes 32, 4430-999 Vila Nova de Gaia
21 de Fevereiro 2023 | 17h30
Câmara Municipal de Arganil, Átrio Guilherme Filipe, até 24 de Abril de 2023
Praça Simões Dias, 3304-954 Arganil
21 de Fevereiro 2023 | 21h00
Cerâmica Arganilense, até 21 de Março de 2023
Rua Cidade do Rio de Janeiro, Bairro Sobreiral, 3300-145 Arganil
Arte Generativa, Blockchain e NTF. Um mundo novo? Falamos mesmo de arte?
Oct 26 202227 OUTUBRO 2022 | 18h30 | BIBLIOTECA DO PALÁCIO GALVEIAS
No âmbito da instalação de arte eletrónica de Rejane Cantoni, Floras Galveias, na Biblioteca Palácio Galveias, patente até 5 de novembro, realiza-se no dia 27 de outubro, às 18h30, uma conversa que tem por objetivo refletir sobre arte generativa, criptoarte, tecnologia blockchain e NFT, procurando descodificar conceitos e avaliar potencialidades destas novas realidades do mundo da arte contemporânea.
Na conversa Arte Generativa, Blockchain e NFTs. Um mundo novo? Falamos mesmo de arte?
Participam:
Rejane Cantoni, artista
Pauline Foessel, curadora
Manuel Lima, designer
A moderação é de Carlos Moura-Carvalho.
A entrada é livre.
Rejane Cantoni (São Paulo, Brasil) é artista. Trabalha com instalações interativas e site-specific em grande escala.
Pauline Foessel (Grenoble, França) é curadora, diretora e cofundadora com Vhils da galeria Underdogs em Marvila, Lisboa, fundadora da Artpool, a primeira plataforma NFT dirigida por curadores.
Manuel Lima (São Miguel, Açores, Portugal) é designer, autor, conferencista e investigador, Fellow da Royal Society of Arts (FRSA), Londres, fundador de VisualComplexity.com e professor na Parsons School of Design. Nomeado pela Creativity, como “uma das 50 mentes mais criativas e influentes de 2009”. Manuel Lima foi Diretor de Design na Google e trabalhou ainda na Microsoft, Nokia, R/GA, e Kontrapunkt.
No decorrer desta atividade são captadas imagens e som para divulgação pela CML, entidade parceira ou promotora, nos respetivos meios de comunicação, como redes sociais e sites institucionais.
drawing room lisboa 2022
Oct 26 202226 > 30 OUTUBRO 2022 I SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS-ARTES
Doze alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa participam na 5º edição da feira internacional Drawing Room Lisboa 2022 que decorre de 26 a 30 do corrente mês (https://drawingroom.pt).
Pelo terceiro ano consecutivo, alunos finalistas de Desenho da nossa Faculdade estão representados neste evento, ao qual a FBAUL se associa enquanto parceiro, através da participação no projeto “Desenhos na Cidade“: https://drawingroom.pt/desenhos-na-cidade/
Desenhos na cidade é uma iniciativa paralela ao programa da feira, com a colaboração da CML e com o patrocínio da Fundação EDP, que surgiu do desafio lançado às escolas de referência da cidade (FBAUL e AR.CO) com o intuito de dar visibilidade aos alunos finalistas de desenho através de um modelo de apresentação que traz o desenho a todos os lisboetas, convidados a percorrer uma rota de descoberta pelo centro de Lisboa, através da mostra de trabalhos reproduzidos em cartazes espalhados em MUPIS pela cidade (os locais estão mapeados nestas zonas aqui: https://drive.google.com/file/d/1DiJS22nUlqdr7pdmvVmKggGF0K7mAsPI/view?usp=sharing).
Os cartazes com os trabalhos dos nossos alunos podem ser vistos aqui: https://drive.google.com/file/d/1BjvS9Hg8dMJ-qzjXQ4qCvdH5tUWILoP_/view
Com curadoria dos Professores Américo Marcelino, Domingos Rego, João Jacinto e Manuel San-Payo, foram seleccionados trabalhos realizados no ano lectivo passado por 8 alunos finalistas da Licenciatura em Desenho e 4 alunos do Mestrado em Desenho:
Aurora Neves
David Rodrigues
Elena Grossi
Francisco San-Payo
Henrique Andrade
Joana Antunes
Joana Cotrim
João Marques
Luís Bem-Haja
Nádia Joaquim.
Nina Fernande.
Teresa Serrano
ARCTIC SOUTH project book launch
Oct 26 2022
28 OCTOBER 2022 | 6 pm | AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Save the date!
On the 28th of October ARCTIC SOUTH project book will be launched!
The venue will take place at Auditório Lagoa Henriques at 6 pm.
Besides the official FBAUL representation, the KHIO Norwegian partner, the EEA Grants representation in Portugal and the Norwegian ambassador will be attending the ceremony!
Programme:
18h00 – President of the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon, Prof. Dr. Fernando António Batista Pereira
18h20 – Coordinator of the National Management Unit of EEA Grants Portugal, Dr. Susana Ramos
18h30 – Ambassador of Norway in Portugal, Tove Bruvik Westberg
18h40 – Dr. Helena Elias (FBAUL) & Dr. Merete Røstad (KHiO), Presentation of the ARCTIC SOUTH project and book
19h00 – Closing cocktail of the project
ARcTic South – Project Leader
escultura romana na hispânia
Oct 26 2022
27 > 28 OUTUBRO 2022 I FARO // 29 OUTUBRO 2022 I MÉRTOLA
Realiza-se a X Reunião Escultura Romana na Hispânia, nos dias 27 e 28 de Outubro, em Faro, Algarve, e no dia 29 de Outubro em Mértola, Alentejo.
O programa, para além de um ciclo de conferências, inclui visitas às esculturas romanas no Museu Municipal de Faro e à cidade de Mértola e um concerto de guitarra portuguesa.
Organização:
Universidade do Algarve, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais / Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património (CEAACP)
Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes / Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes (CIEBA)
Câmara Municipal de Faro / Museu Municipal de Faro
Direção Regional de Cultura do Algarve
Campo Arqueológico de Mértola
Museo Nacional de Arte Romana
Exposição_Dicotomía de la Verdad
Oct 25 20221 OUTUBRO > 2 NOVEMBRO 2022 | Museu Historico Municipal de Écija
No dia 1 de Outubro, às 12h00, inaugura a exposição “Dicotomía de la Verdad”, dos artistas Ilídio Salteiro e Dor-Iva Rita, no Museu Historico Municipal de Écija, na província de Sevilha, comunidade autónoma da Andaluzia.
A exposição é comissariada por 233 / a.k.a Ramon Blanco-Barrera.
corpus hermeticum de luz — exposição de mário vitória
Oct 25 202227 SETEMBRO > 31 OUTUBRO 2022 I REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Inaugura no dia 27 de setembro, às 18h00, na Reitoria da Universidade de Lisboa, a exposição Corpus Hermeticum de Luz de Mário Vitória, no âmbito das comemorações dos 10 Anos da Universidade de Lisboa. Esta exposição na Reitoria ficará patente até 31 de outubro de 2022.
A exposição Corpus Hermeticum de Luz irá decorrer até maio de 2023, em outros espaços, nomeadamente o IGOT, a FBAUL (com inauguração marcada para 4 de novembro de 2022), a Sociedade Nacional de Belas Artes, a Casa-Museu Teixeira Lopes, a Câmara Municipal de Arganil.
A exposição conta com pinturas, desenhos e esculturas de grande escala e obra gráfica do autor. Provenientes do acervo do artista, como a obra “Apocalipse”, e outras esculturas e pinturas de coleções privadas e obras recentes.
Os diversos espaços em que decorre esta exposição permite ao público experimentar a mesma como que um roteiro simbólico, refletindo sobre a identidade dos espaços de acolhimento e os propósitos da exposição.
A Reitoria da Universidade de Lisboa será o primeiro espaço de Exposição, a inaugurar a 27 setembro de 2022, com a obra “Apocalipse” e painéis cenográficos de grande escala que foram elaborados para as sessões das “Quintas de Leitura” do Teatro Campo Alegre do Porto. Para este espaço fazem-se mostrar esboços e maquetas preliminares que contextualizam as aspirações e os passos rumo às obras finais.
As Galerias da Sociedade Nacional de Belas Artes acolhem pinturas de escala e desenhos recentes. No IGOT expõem-se as obras que constituem a raiz de toda a exposição, dado o fundo simbólico e epistemológico que se fez da geografia e da geologia. Na FBAUL recorremos a obras de coleções particulares e obras recentes em plena execução de momento. Capela, galeria e cisterna são os pontos de exposição, num pólo que reafirma a Arte como salto de expansão e resistência das civilizações. O Museu Teixeira Lopes e Galerias Diogo Macedo acolherão a peça primordial da exposição Apocalipse e o rapto da Europa, junto de uma seleção de trabalhos recentes. Na Cerâmica Arganilense reúnem-se as obras emblemáticas, que foram expostos nos espaços anteriores. Em Arganil, fecha-se um ciclo do trabalho artístico em torno do Corpus Hermeticum, um regressar às raízes. Sendo a Serra do Açor o espaço vivo e simbólico de onde partiu o Autor.
“Trata-se de uma exposição de dimensão filosófica e espiritual, centrada na Natureza e na Condição Humana. Nasce em pleno contexto de pandemia e Guerra. Tece diálogos sobre questões pós-pandémicas e condição humana perante os estilhaços da guerra, nomeadamente as suas implicações e superações. As exposições “Animismo urgente de Futuro” e “Ouvir o musgo a crescer” são os satélites germinais de onde partiram os primeiros objetivos para a presente exposição. Objetivos esses que mostram caminhos filosóficos, alternativas inclusivas de formas diversas da dignidade humana, nomeadamente valências das “ecologias de futuro” tendo a Natureza, a Espiritualidade e a Ciência como pano de fundo.”
Mário Vitória
Ciclo de Inaugurações
27 de Setembro | 18h00
(Grande abertura e Lançamento do Livro das Exposições)
Reitoria da Universidade de Lisboa, até 31 de Outubro de 2022
Alameda da Universidade, 1649-004 Lisboa
28 de Setembro 2022 | 17h00
Instituto de Geografia e Ordenamento do Território – IGOT da Universidade de Lisboa, até 11 de Novembro de 2022
R. Branca Edmée Marques, 1600-276 Lisboa
4 de Novembro 2022 | 18h00
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, até 30 de Novembro de 2022
Largo da Academia Nacional de Belas Artes 4, 1249-058 Lisboa
10 de Novembro 2022 | 18h00
Sociedade Nacional de Belas Artes, até 10 de Dezembro de 2022
R. Barata Salgueiro 36, 1250-044 Lisboa
12 de Novembro 2022 | 16h00
Casa-Museu Teixeira Lopes / Galerias Diogo de Macedo, até 31 de Janeiro de 2023
R. Teixeira Lopes 32, 4430-999 Vila Nova de Gaia
21 de Fevereiro 2023 | 17h30
Câmara Municipal de Arganil, Átrio Guilherme Filipe, até 24 de Abril de 2023
Praça Simões Dias, 3304-954 Arganil
21 de Fevereiro 2023 | 21h00
Cerâmica Arganilense, até 21 de Março de 2023
Rua Cidade do Rio de Janeiro, Bairro Sobreiral, 3300-145 Arganil
para sul numa “silhueta” de mendieta — exposição de josé quaresma
Oct 25 2022
11 > 31 OUTUBRO 2022 I MUSEU NACIONAL FREI MANUEL DO CENÁCULO, ÉVORA
Inaugura no dia 11 de outubro, às 16h00, no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora a exposição individual de José Quaresma Para sul, numa “silhueta” de Mendieta (cartaz). Devido à especificidade dos lugares para os quais as peças foram produzidas, no dia da inauguração será divulgado o catálogo digital, documento que já incluirá as imagens das obras instaladas.
Apresentamos aqui três parágrafos do texto desse catálogo:
Há muito tempo, dois anos antes do meu ingresso na ESBAL, adquiri o belo hábito de largar os confortos domésticos e “migrar” repetidas vezes para sul, para a região de Évora, deambulando alternadamente pelo burgo e pela planície, para me “deixar lá estar” a pintar e a desenhar. Nesses “verdes anos” não imaginei poder vir a desdobrar-me em diversos papéis naquela cidade, nomeadamente a vida militar, no Esquadrão de Lanceiros do Sul (onde me recordo de ter trocado “desenhos à pena” por dispensa de serviços de fim-de-semana). Também não supus, volvidos quarenta anos, um regresso como este, envolto em silhuetas de Ana Mendieta para poisar e me “instalar” nos espaços do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo (MNFMC).
[...]
No caso concreto deste projecto expositivo, a vontade artística de tirar partido de um lugar, de o transformar em instalação pictural — de o habitar picturalmente — é tocada pela atmosfera do próprio local (uma evidência), é envolvida pela raridade de determinadas peças do MNFMC, é penetrada pelos mistérios da construção megalítica de Almendres, mas é também atingida, “last but not least”, pela força de certas realizações de Ana Mendieta, artista que não se encontrando cá representada em silhueta, reposição performativa, ou filme realizado com Super-8, passa agora a estar momentaneamente por cá através de “interpostas” pinturas. Tratando-se de uma exposição de pintura e instalação pictural com alusões ao sul, às silhuetas, a determinadas peças do MNFMC, ao Cromeleque de Almendres, e a Ana Mendieta, perguntar-se-á, com pertinência, por um contexto que interligue estas noções aparentemente desconexas, que mais parecem “andar à procura” de um autor que as conecte. Os pontos que se seguem indicam algumas possibilidades para esse contexto, sendo que, a meu ver, a última palavra pertencerá sempre à própria maneira da pintura interligar o “múltiplo”, da pintura se materializar e instalar espacialmente.
[...]
Sendo assim, esta exposição no MNFMC caracteriza-se por um conjunto de gestos e de manchas que evocam golpes em corpos, simbolizam silêncios de lugares e pessoas, testemunham perturbações humanas e inumanas, instalando vestígios dos elementos com que a natureza nos compõe. Referindo de novo Mendieta como exemplo de imersão plástica na natureza plena de criatividade, interpelação e empatia, diríamos que à semelhança desta artista, mais do que procedermos “à escuta” das forças telúricas que simultaneamente nos atraem e repelem, podemos “escutar a terra” com o corpo todo, logo, sem privilegiar visão, tacto, audição, cheiro, ou os sabores nos quais estamos cativos. Uma escuta interssensorial, também proprioceptiva, abrindo-se assim espaço à intensificação de um vaivém mais orgânico e integral entre nós e o que nos envolve, sem nos esquecermos de habitar picturalmente esses lugares.
José Quaresma
ARcTic South
Oct 11 2022
JANUARY > OCTOBER 2022
Higher artistic education can be considered an important space for artistic experimentation and critical discourse. The Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) and the Oslo National Academy of Art (KHIO), through its Arts & Crafts department, consider themselves as institutions committed to Artistic Research (AR), in their education, training and development, want to share and think together about AR and future North-South collaborations. Thus, ARcTic South is a joint thought project, seeking to strengthen the connection between academic artistic practices from northern and southern Europe, dismantling the practice of AR, its diffractions and emerging contact zones, as well as the possible (un)doings. the practice of artistic research.
The ARcTic South project is funded by the EEA Grants bilateral initiative program between FBAUL (promoter) and the Arts & Crafts department of the National Academy of Art in Oslo (Partner). The project is led and initiated by Helena Elias and Merete Røstad and will run between January and October 2022.
Stay tuned!
FBAUL has met KHIO in Oslo. Now it is time for KHIO to visit FBAUL in Lisbon
Last April, the FBAUL team of Arctic south, an EAA grant project, has visited KHIO. The Arctic south team held the seminar Mining the borders of Artistic Research.
This was an opportunity to share undergoing artistic research from both institutions, with presentations of educators, artist researchers and PhD fellows. During the three days of the event, a pop exhibition was displayed, with artistic research works of the Arctic south team.
Now it’s time to KHIO visit FBAUL
ARcTIC SOUTH CONFERENCE (POSTER)
Merete Røstad
Tiril Schrøder
Siri Hermansen
Lagoa Henriques Auditorium
On the 8th of June 10 Am, Professors Merete Røstad, Tiril Schrøder, Siri Hermansen from the National Academie of Arts of Oslo (KHIO) will present their artisitc works on behalf of the ARcTic South project, sponsored by the EEA Grants.
ARcTIC SOUTH WORKSHOP (POSTER)
MINING/BORDERS/CARE
The ARcTic South workshop will happen on the 8th and 9th of June at FBAUL. It is a free event specially focused on the artistic research training, and aiming to address PhD Artisitc research fellows who wish to contact and develop reserch ideas with the portuguese and Norwegian team from ARcTic South.
MINING/BORDERS/CARE words came out from the ARcTic South collaborative online sessions in order to curate transversely the seminar and popup exhibition entitled Mining borders of artistic research at KHIO. At the workshop these will be used has frameworks to propel field and studio work artisitc research activities.
For PhDs fellows there will be free lunch and coffe breaks.
The REGISTRATION is required, considering that there are only 4 places available, by sending an e-mail to book.arcticsouth@gmail.com until the 6th of June.
The workshop results wil be presented at the MNAC, on the 9th June, 5.30 PM.
During the KHIO residence at FBAUL, a pop up EXHIBITION with the artistic research works of ARcTic South team will be on display.











JANUARY > OCTOBER 2022 I FBAUL AND KHIO
Art education is an important space for experimentation and critical discourse. As Art institutions commit to artistic research (AR) as part of education, training and development. FBAUL and the Art and Craft department at Oslo National Academy of the Art (KHIO) aim to share and think together on AR and futures of collaborative research between North-South. ARcTic South is thus a thinking together project aiming to get closer North and South academic artistic practices, unpack the practice of AR, diffract and emerge contact zones as well possible (un)doings on making artistic research.
ARcTic South is funded by the EEA Grants bi-lateral initiative program between FBAUL (promoter) and the Art and Craft department at Oslo National Academy of the Art (Partner). The project is led and initiated by Helena Elias and Merete Røstad and will run between January and October 2022. Stay tuned!
ARCTIC SOUTH EEA Grants financed project
FBAUL_KIHO research seminar MINING THE BORDERS OF ARTISTIC RESEARCH
27th April_29th April, National Academy of Arts, Oslo
FBAUL/KHIO Conversations: Intertwining a cartography of common affections in Artistic Research (AR)
Mining/Caring/Bordering: We have gone through six sessions taking on board ways of getting to know each other and we have created verbal and visual maps of common interests in research. By this means we have configured a cartography of common affection that opens channels to bridge or to cope, even if team members are in a diverse state of being (solid, gas, liquid, or gel, to metaphor physical states matter) whether as Professors, Phd Students, Researchers, Artists, Educators.
Nevertheless, to think and practice AR collaboration in different states means to (re)configure a research culture of practices to tune and shape circumstantial infrastructures in order to share. Since AR has been a trendy buzz word in Higher Education Institutions (HEIs), artists, academics, theoreticians, curatorial networks, Art institutions and HEIs, have attempted to offer their perspectives and views, regardless of the different institutional legacies that compose the European Arts HEIs .
We feel we are potentiating the emergence of a community of practice in AR. The novelty of the project ARcTic South is that is happening through the terrain of a practice of thinking together among artists practitioners to approach the subject of AR within HEIs that already have a tracking on such commitment. These conversations have brought us an assemblage process of meaning making while pointing to emergent questions to deal at the seminar and workshop, respectively happening in Oslo and Lisbon. These assembled processes have been shaped through intra-actions, in order to bring borderless open fields, landscapes, nomadic constellations and geologies. More to come!
*helena elias
https://orcid.org/0000-0003-2743-8814
ARcTic South – Project Leader
https://www.belasartes.ulisboa.pt/en/arcticsouth/
member of the artistic research project MEMORY WORK
https://memorywork.no/
ARcTic South
Coordination: Helena Elias and Merete Rostad
Organizing committee
Helena Elias, Claudia Pauzeiro, Isabel Vieira, Cristina Tavares, Sérgio Vicente, Inês Teles (PhD Stu), Noemi Iglesias (PhD Stu), Marta Lucas (PhD Stu)
Research team
Helena Elias
Fernando Quintas
João Castro Silva
Rogério Taveira
Sérgio Vicente
Ana Mena
Marta Castelo
Merete Røstad (Head of research, Associate Professor of Master program Art and Public Space, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts - KHIO)
Tiril Schrøder (Professor of Print and Drawing, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts - KHIO)
Siri Hermansen (Professor and Head of Master program Art and Public Space, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts - KHIO)
Sigrid Espelien (PhD student, Ceramic, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts – KHIO)
Shwan Dler Qaradaki (PhD student, Print and Drawing, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts - KHIO)
Inês Teles PhD student FBAUL
Noemi Iglesias PhD student FBAUL
Marta Lucas PhD student FBAUL
Research committee
Cristina Tavares (Vice President FBAUL)
Fernando António Baptista Pereira (President FBAUL)
Fernando Quintas (member of the board of direction VICARTE-FBAUL)
Luís Jorge Gonçalves (President of the pedagogical committee of FBAUL and vice-president of CIEBA)
Márcia Vilarigues (Director of VICARTE)
Cristina Pratas Cruzeiro (Researcher FCSH – IHA)
Rogério Taveira (head of Master Multimedia Art -FBAUL)
Teresa Mendes Flores (ICNova- UNL)
Teresa Almeida (FBAUP-VICARTE)
Sara R. Yazdani (Associate Professor of Art Theory and Art History, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts – KHIO)
Siri Hermansen (Professor and Head of Master program Art and Public Space, Department of Art & Craft, Oslo National Academy of the Arts – KHIO)
Documentation team
Rogério Taveira
Fernando Fadigas