Arte
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finalistas de pintura belas-artes 16’17
Ago 26 2018
31 JULHO > 31 AGOSTO I SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS-ARTES
Inaugura no dia 31 de julho, às 18h30, na Sociedade Nacional de Belas-Artes a exposição “Finalistas de Pintura Belas-Artes 16’17“
Coordenação: Miguel Ângelo Rocha
Curadoria: Margarida Eloy
horário | schedule
2ª a 6ª > 12h–19h
sáb. > 14h–20h
monday to friday 12noon to 7pm
saturday 2pm to 8pm
A inauguração é passível de ser registada e divulgada pela Faculdade através de fotografia e vídeo.
Trabalho em curso
Entrámos neste espaço e não havia ninguém – aparentemente, não havia ninguém.
Depois (imediatamente), apercebemo-nos que, afinal, o espaço já estava completo, repleto.
Então, a possibilidade seria criar um espaço nosso para podermos existir.
Como começar? Por onde começar?
“To build a house you start with the roof”(Franz West)
Talvez não exista um espaço vazio, sem referências ou contexto – o próprio espaço écontexto. Não existe um espaço vazio assim como não existe uma página em branco (ou tela em branco…).
Por breves momentos (antes de começar), é possível que a ideia de uma página em branco ou de um espaço sem ninguém seja plausível mas, assim que o primeiro gesto se inicie, originando uma marca numa superfície ou um golpe numa matéria, todas as referências surgem – o contexto da arte.
Um “espaço nosso”seria possivelmente a criação de uma voz própria alterando assim esse contexto, esse espaço já repleto. E esse “espaço”também inclui o tempo, quero dizer: a dinâmica espaço/tempo em que uma obra surge e que irá transformar essa mesma dinâmica.
O acto criativo equaciona a nossa experiência perante as subtilezas que percebemos do mundo. Contudo, aquele não é um empreendimento óbvio, exige o deslocamento da mente, dos preconceitos e da disponibilidade dos sentidos. É uma experiência para lá dos limites do que pode ser nomeado. Não obstante a objectividade que pode estruturar uma obra e a sua concepção, o seu fazer recupera instâncias complexas, de difícil acesso, relacionadas com a nossa natureza subjectiva.
Do contexto próprio da prática artística, a percepção da realidade é uma de multiplicidade e de simultaneidade de eventos. O olhar, o ver é, então, aquele que decorre, coincidente com o movimento – uma experiência do tempo como continuum. Trata-se então da actualização do ver e do pensamento enquanto forma; do movimento em si e do próprio mundo. Serão estas, porventura, as qualidades que estão na génese de uma voz (de uma pluralidade de vozes) e na procura daquela, patentes nas obras presentes nesta exposição.
À obra de arte não é só o tempo histórico específico que lhe corresponde mas, também, uma dimensão do fluxo temporal, algo presente desde o momento da sua concepção e até ao momento em que a obra é apreendida pelo observador. Este traz consigo a sua história, o seu conhecimento e os seus desejos para a experiência da obra. São os tempos colectivo e subjectivo, a partir da direcção do artista e da direcção do observador, que convergem e coincidem na obra, actualizando-a.
Como dizia, a actualização diz respeito ao movimento em si e do próprio mundo. Característica implícita nas acções sucessivas, de valor positivo e que incluem o indeterminado: aquilo que existe potencialmente e que rejeita o óbvio porque a indeterminação implica inovação e criação. É então, a indeterminação, intrínseca à procura de uma voz, de uma prática artística que se afirma como um organismo vivo. Esta é a possibilidade, a abertura e a receptividade ao encontro, uma atenção verificada por uma estrutura que está receptiva ao momento, à invenção que aí está potencialmente contida. São noções que reflectem uma consciência de pluralidade. É a dimensão que afirma o híbrido, o impuro, o imperfeito, conceitos que advêm da percepção que temos da realidade mas que não nos é de todo óbvia pois, desde que nascemos, que nos édito o que as coisas são e o que significam – somos ensinados a reconhecer e, o conhecimento, pela sua natureza, é algo que fica como possibilidade de aprendizagem. (O Eduardo Chillida dizia não acreditar no ensino da arte, que há algo que pode ser ensinado mas, o “resto”, na sua maior parte, só pode ser aprendido, o que é essencialmente diferente.)
A impureza de uma linguagem, uma arte que procura na indeterminação um veículo para adquirir um sentido de autonomia e vitalidade, são condições que advêm, precisamente, da recusa de qualquer categorização. Neste sentido, os trabalhos permanecem abertos, inconclusivos, são potencialmente novas materializações em si mesmos. A incorporação do fluxo e da mudança são elementos críticos na obra e encontram a sua última expressão na recusa de uma só configuração ou fim.
As implicações de tais obras são simultaneamente evidentes e imprevisíveis. A obra não dissimula nem mimetiza o mundo, será, porventura e também, evidência e presença no mundo. A obra é fluxo. Os seus significados balançam entre vários níveis de realidade: concreta, abstracta, simbólica, e outros, dependentes da subjectividade individual, embebidos no mundo, dependentes da luz, do espaço, do momento.
Captando e denunciando a espontaneidade do momento, as actualizações da obra revelam uma intermitência entre a sua natureza e a própria vida, por outras palavras, a sua dimensão política.
M.A.R., Junho 2018.
RÉSVÉS CASTELO DE VIDE
Jul 22 201818 > 29 JULHO I CASTELO DE VIDE
Inscrições encerradas a 1 de abril.
RÉSVÉS Castelo de Vide é a oitava atividade do ciclo de residências artísticas transdisciplinares da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa designado por RÉSVÉS, um projeto que procura promover a produção artística como um possível motor de desenvolvimento económico, combate à exclusão social e melhoria da qualidade de vida das comunidades, através da formação cultural e de um aumento da auto-estima.
No decorrer de duas semanas, 12 alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) irão encontrar-se com gentes e tradições de Castelo de Vide, um território dinâmico e com grande entusiasmo pela arte.
Trabalhando individualmente ou em grupo, os alunos participantes, representantes dos mais diversos cursos e graus académicos da FBAUL, devem desenvolver projetos artísticos que representem e valorizem o património, a cultura e a comunidade do local.
Participantes RÉSVÉS Castelo de Vide:
— André Fernandes | Mestrado em Conservação, Restauro e Produção de Arte Contemporânea
— Isabel Valente | Licenciatura em Desenho
— João Leitão | Doutoramento em Arte Multimédia
— Madalena Anjos | Licenciatura em Design de Comunicação
— Manuel Fonseca | Licenciatura em Escultura
— Manuela Romeiro | Mestrado em Pintura
— Maria Costa | Licenciatura em Pintura
— Maria Rita Bourbon | Licenciatura em Design de Equipamento
— Martim Dinis | Mestrado em Pintura
— Paula Simão | Mestrado em Ensino Artístico
— Victor Pires | Mestrado em Educação Artística
Exposição de Escultura — Mestrado 2018
Jul 12 201812 > 27 JULHO | CISTERNA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES
Inauguração dia 12 de Julho às 18h00
Finissage dia 24 de Julho, às 18h00, com lançamento do catálogo
O Mestrado em Escultura constitui um marco, a sinalização de um período de reflexão e desenvolvimento de conceitos, processos e técnicas de futuros operadores nesse vasto campo que é hoje em dia a escultura.
O abandono da narrativa, da utilização de matérias e materiais nobres, de perenidade e estabilidade na escultura contemporânea e a assimilação de outros territórios como a arquitetura, a performance assim como a utilização de materiais perecíveis levam-na também a aceitar ser frágil e efémera à semelhança da condição humana.
Esta exposição dos alunos de Mestrado de Escultura procura apresentar-nos algumas ideias e a sua materialização em esculturas mais ecléticas do que nunca, assim como a utilização do espaço da cisterna que nos propõe um olhar de interação entre a escultura e o espaço intemporal ali existente.
Luísa Perienes
Professora Auxiliar
horário | schedule
2ª a 6ª › 15h–21h
monday to friday 3pm to 9pm
A inauguração e finissage são passíveis de serem registadas e divulgadas pela Faculdade através de fotografia e vídeo.
POÉTICAS PSICODÉLICO-VISIONÁRIAS: Arte e Estados Não Ordinários de Consciência
Jul 01 20189 > 13 JULHO | GALERIA DA ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES
Inauguração dia 9 de Julho às 18h30
A presente exposição resulta da investigação de Pós Doutoramento intitulada “POÉTICAS PSICODÉLICO-VISIONÁRIAS: Arte e Estados Não Ordinários de Consciência” em Ciências da Arte e do Património, realizada por José Eliézer Mikosz entre Abril de 2017 e Fevereiro de 2018 na FBAUL. Para esta pesquisa que contempla uma investigação teórica e um aprofundamento do tema da Arte Visionária e Psicadélica, desde a sua origem na Pré-História até às suas manifestações no século XXI, foram também realizadas pinturas em técnica mista durante a sua recente estadia em Lisboa.
Estas pinturas são o resultado do aprofundamento da consciência do artista, bem como num mergulho no seu mundo mágico pleno de cores fulgurantes, criaturas híbridas, imagens icónicas e arquetipais. São metáforas que nos retiram temporariamente do senso comum e nos lançam numa realidade paralela, perturbadora e erótica. Aqui como voyeurs podemos espreitar (usando mesmo uns óculos especiais que o artista disponibilizou para o efeito) o que os seus olhos interiores viram em estados especiais da mente e que através da sua pintura visionária traduz para o visível.
TERESA LOUSA
Professora auxiliar convidada da FBAUL
Área de Ciências da Arte e do Património
horário schedule
2ª a 6ª › 9h–19h
monday to friday 10am to 7pm
A inauguração é passível de ser registada e divulgada pela Faculdade através de fotografia e vídeo.
immersive | imersivo
Jul 01 201829 JUNHO > 21 JULHO | SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS-ARTES
Nesta sua terceira edição, a conferência internacional Stereo & Immersive Media: Photography and Sound Researchexpande, uma vez mais, o seu campo. Se na anterior edição alargou-se ao território do som agora incorpora a criação artística apresentando uma exposição resultante de uma chamada de trabalhos a criadores contemporâneos nas áreas que constituem os seus domínios principais.
O tópico da imersão, inerente à imagem estereoscópica desde a sua invenção no século XIX e, em grande medida, razão principal da sua popularização, ressurge na época contemporânea tanto numa certa produção ligada à indústria do entretenimento e da cultura popular seja igualmente na criação artística, seja a que, através de materiais e tecnologias tradicionais, procura incorporar o sujeito no interior da obra como naquela que recorre às mais recentes tecnologias para alcançar este objetivo. Ou, como observamos nesta exposição, através da apropriação de media já arqueológicos (e este é um campo onde o ritmo de inovação e obsolescência é particularmente veloz), para obter novas formas e, sobretudo, alcançar novas significações.
Imersivo | Immersive é o resultado da seleção dos trabalhos apresentados e, na sua diversidade, um espelho interessante do modo como a imagem e/ou o som são usados de forma mais direta e deliberada para alcançar a imersão do sujeito observador na própria obra – torná-lo parte da ficção artística aproximando esta da convicção de experiência real, ao ponto do sujeito mergulhar numa experiência parareal e, nesse sentido, tornar-se ele próprio um sujeito fora da realidade (e, num certo sentido, fora de si mesmo) embora dentro dela por convicção, resultante dessa perturbante quanto fascinante combinação de persuasão, ilusão e crença.
Victor dos Reis
Rogério Taveira
Artistas selecionados
Agueda Simo, Ana Catarina Teixeira, Jennifer Crane, Ana Teresa Vicente, Ivo Louro, Sandra Zuzarte.
+info sobre os trabalhos apresentados
Curadoria
Victor dos Reis e Rogério Taveira.
Horário
De segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 12h00 às 19h00 e sábados das 14h00 às 20h00.
7º Congresso Matéria-Prima 2018
Jul 01 2018
10 > 13 JULHO I SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS-ARTES
O “VII Congresso Internacional Matéria-Prima: práticas das Artes Visuais no ensino básico e secundário” irá decorrer em Portugal, na Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA) de 10 a 13 de julho de 2018. Lança-se o desafio, aos professores e investigadores em ensino das artes visuais, de partilhar, no congresso “Matéria-Prima,” novas perspetivas operacionais de desenvolvimento curricular com focagem nos seus resultados concretos.
Propõe-se como tema geral: ensino das artes, perspetivas e exemplos do terreno.
Pretende-se criar um espaço de partilha de experiências no terreno, com resultados de trabalhos desenvolvidos em unidades de trabalho e respetivas reflexões sobre o sucesso, avaliação, adequação. Trata-se de cruzar olhares entre os profissionais experimentados, os investigadores em práticas pedagógicas e em desenvolvimento curricular e os alunos do mestrado em Ensino das Artes Visuais (UL) que ensaiam apoios nas experiências educativas.
MIGRAÇÕES — processos migratórios e práticas artísticas em tempos de guerra: do século xx à atualidade
Jun 21 2018
LANÇAMENTO E APRESENTAÇÃO 21 JUNHO > 18H I FUNDAÇÃO JOSÉ SARAMAGO
Migrações – Processos migratórios e práticas artísticas em tempo de guerra: do século XX à actualidade, coordenado por Cristina Pratas Cruzeiro, reúne textos de investigadores especialistas, nacionais e estrangeiros, sobre uma matéria de grande actualidade, incidindo sobre os processos migratórios a partir das artes. Esta é uma publicação do Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes – CIEBA (Grupo de Investigação e de Estudos em Ciências da Arte e do Património — Francisco de Holanda) da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL).
Uma outra forma de ver: sentindo!
Jun 09 2018








No dia 9 de Maio, a Faculdade de Belas-Artes recebeu 6 alunos e 3 professoras do Centro Helen Keller, no âmbito do projeto “Uma outra forma de ver: sentindo!”, organizado pela Prof.ª Marta Frade.
Esta exposição, preparada especialmente para incluir pessoas cegas, permitiu a estas crianças o contato direto com diversas réplicas de obras escultóricas da Coleção de Gessos das Belas-Artes.
Através do tato, e com o apoio de legendas em braille, os alunos puderam “ver” sentindo as esculturas com as suas próprias mãos, descobrindo assim obras que de outro modo lhes seriam inacessíveis.
O objetivo era que esta iniciativa tivesse um caráter inclusivo em todos os sentidos: não só permitir aos cegos o contato com as obras de arte, mas também que eles pudessem fazer essa atividade integrados com pessoas normovisuais (também elas podendo usufruir desse contato tátil com as esculturas) e não separados, numa atividade à parte unicamente direcionada para cegos.
A Prof.ª Marta Frade, as professoras do Centro Helen Keller e estudantes das Belas-Artes acompanharam estes alunos numa experiência muito enriquecedora, e até emotiva, para todos os envolvidos.
No final a opinião geral foi unânime: a repetir!
Prof.ª Marta Frade – Agradecimentos
Centro Helen Keller: à Professora Rita Lourenço de Ciências naturais, à Professora Vanessa Balsinha de Educação Visual e à Professora Joana Silvestre de Educação especial, e às crianças Maria, Alexandra, Mariana, Leandro e João. À Margarida Valente pela sua colaboração, partilha de conhecimento e por ter proporcionado as legendas em braille, aos alunos finalistas da Licenciatura de Escultura do Laboratório de Conservação e Restauro da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa Dinora, Inês, João, Rebeca, por todo o empenho, dedicação, colaboração na curadoria da exposição e principalmente no acompanhamento constante de cada aluno.
Em Todos os Sentidos – Uma Exposição Interativa Multissensorial
Jun 01 201825 MAIO > 02 JUNHO I CALEIDOSCÓPIO ULISBOA
A Universidade de Lisboa (ULisboa) organiza pela primeira vez a exposição “Em Todos os Sentidos – Uma Exposição Interativa Multissensorial”, uma mostra interativa que permite visitar um conjunto de experiências sensoriais, cognitivas e emocionais, compreender as especificidades das necessidades educativas especiais e vivenciar ações colocando-se no lugar de alguém que utiliza os sentidos de forma diferente.
A exposição é composta por atividades que convocam um dos 5 sentidos ou vários sentidos em simultâneo. Cada uma apela a diferentes formas de sentir e agir.
A partir das atividades e das sensações vivenciadas o público poderá (re)descobrir o mundo à nossa volta e perceber que a diversidade nos enriquece e que uma sociedade mais inclusiva é uma sociedade mais rica.
A Faculdade de Belas-Artes foi uma das instituições da ULisboa que participou na organização da iniciativa.
A inauguração será no dia 25 de maio no edifício do Caleidoscópio pelas 16:00h.
carmo, chiado e as aparições de fausto
Jun 01 2018
01 > 15 JUNHO I MUSEU ARQUEOLÓGICO DO CARMO
Inaugura no dia 1 de junho, às 17h30, em Lisboa, no MUSEU ARQUEOLÓGICO DO CARMO, a última exposição internacional relativa ao Chiado, Carmo e ao mito de Fausto, com a participação de docentes e estudantes de cinco Instituições de Ensino Artístico Superior, aventura coletiva a exibir em diversas cidades europeias, projeto com a conceção e a curadoria geral de José Quaresma, acompanhado nesta tarefa por outros quatro curadores convidados para estabelecer os elos com os respetivos países.
As Instituições participantes são:
École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris
Facultad de Belas Artes de Cuenca
École Nationale Supérieure des Arts Visuels La Cambre, Bruxelas
Academia de Belas Artes de Lodz
e docentes e estudantes da FBAUL.
No dia 1 de fevereiro, em Cuenca, foi apresentado oficialmente o livro de ensaios deste ano com a coordenação do docente acima referido, assim como um Ciclo internacional de Conferências com a designação: Carmo, Chiado e as Aparições de Fausto. Esfera Pública e Transfigurações de um Mito.
LÓDZ: 3 a 17 janeiro
CUENCA: 1 A 25 fevereiro
PARIS: 1 a 26 março
LISBOA: 2 a 15 maio; 1 a 15 junho
O Museu de Escultura Comparada – Uma coleção renegada
Jun 01 20189 JUNHO | PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA
No seguimento das atividades do Ano Europeu do Património Cultural a mestranda das Belas-Artes, Bárbara Freire da Cruz-Figueiredo, convida-nos a entrar no seu caso estudo da dissertação, «Museu de Escultura Comparada» no próximo dia 9 de Junho no Palácio Nacional de Mafra das 17h às 20h30.
Atividade inédita, visto a polémica que este pequeno museu tem atravessado desde a sua origem. O Museu de Escultura Comparada – surge inicialmente na necessidade da não existência de um museu nacional de escultura. Foi por sua vez oficializado em 1964 mas permanece desde o primeiro dia com as suas portas fechadas. Esta grandiosa mostra acarreta em si o espírito indomável do escultor e do historiador de arte Diogo de Macedo, que por sua vez salvaguardou esta coleção peculiar de moldagens nacionais e francesas, que estariam em risco de ser destruídas.
No desejo de sensibilizar e informar o público quer de uma técnica desvalorizada como ainda a saborear o melhor o Património nacional, agora pela mão da aluna, o Museu de Escultura Comparada apesar de encoberto pelo tempo e pelo pó, abre as suas portas ao público nesta cápsula do tempo – e ainda que o pó tenha uma conotação negativa, tem tido o papel mais importante, na conservação diária das peças.
Esta atividade para além de complementar a investigação da aluna, pretende sensibilizar uma vez mais a atenção para a salvaguarda do património nacional, e acima de tudo, recordar a necessidade de abrir de uma vez por todas as portas desta magna coleção que trará benefícios para a sociedade e para a cultura portuguesa.
Esta coleção ilustra o legado português – Exposição do Mundo Português de 1940, disposta num cortejo de cal, por 9 salas no Torreão Sul do Palácio Nacional de Mafra, permitindo uma leitura comparativa e cronológica ainda com a essência de um museu dos anos 60.
Bárbara Freire da Cruz-Figueiredo
femeeting / women in art, science and technology 2018
Jun 01 2018
15 > 19 JUNHO I FBAUL, LISBOA / FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA, ÉVORA / CULTIVAMOS CULTURA E NATURARTE, ODEMIRA
O FEMeeting 2018 é uma conferência co-organizada pela Cultivamos Cultura e pelo CIC.Digital da Universidade Nova de Lisboa em parceria com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e o Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida. O objectivo desta reunião é reunir mulheres de todo o mundo para compartilhar e divulgar o seu trabalho e projectos nas artes, ciências e tecnologia.
Com a missão de fortalecer a nossa comunidade, contribuir para o desenvolvimento das metodologias de prática e investigação em arte e ciência e estabelecermos novas estratégias de colaboração, vamos partilhar conhecimento.
A conferência consiste em duas tardes de palestras abertas ao público em geral na sala de conferências da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa no dia 15 de Junho, e, no dia 16, na Fundação Eugénio de Almeida em Évora. Os 3 dias seguintes terão lugar no Cultivamos Cultura e em Naturarte em São Luís, Odemira.
conservação e restauro de esculturas em gesso
Mai 15 2018
17 MAIO > 01 JUNHO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 17 de maio, às 18h00, na galeria das Belas-Artes a exposição Conservação e Restauro de Esculturas em Gesso resultado do trabalho de restauro realizado pela Professora Marta Frade, no âmbito do seu doutoramento, sob orientação do Professor António Matos.
A exposição é de entrada livre e estará patente até 01 de junho.
Horário da exposição: 2ª a 6ª feira, das 10h00 às 18h00
19 de maio (sábado): das 14h00 às 23h00
(restantes sábados e domingos está encerrada)
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Um trabalho em constante progresso!….
Esta exposição resulta do trabalho realizado no âmbito do doutoramento, sob orientação do Professor Doutor António Matos. É o início de um longo caminho para a valorização, preservação, conservação e restauro da arte em gesso. Resulta de um percurso que começou há 21 anos, onde o conhecimento e estudo sobre esta matéria tornaram-se mais coesos, exaltando uma vontade de preservar e valorizar uma arte que se entendia como efémera.
Neste percurso, trabalhar em restauro de arte edificada permitiu manter um saber-fazer tradicional que se previa perder. Mas também com os artistas, proporcionou um momento privilegiado dando lugar a um diálogo entre o escultor e o conservador-restaurador. Nesta última etapa houve a oportunidade de olhar não só para a obra em si, como também para uma colecção de um valor incalculável, que guarda em si estórias e histórias, saberes-fazeres, evoluções de técnicas, memórias…..que definem períodos e estilos, ajudando a vivenciar a evolução do ensino artístico português.
Nestes anos houve o privilégio de procurar conceitos, metodologias de uma arte tão empírica, quer por parte de estucadores como de formadores. A simbiose entre a investigação e a prática proporcionaram uma contribuição para o ensino. A transmissão de saberes permite parar o tempo para olhar de uma outra forma a arte, sensibilizar e cuidar o que outrora foi, e é, arte de alguém.
Nesta exposição percorremos três eixos principais: a Valorização sobre a reserva escultórica bem como de todo o património móvel e imóvel em gesso; a Metodologia onde é visível o diálogo entre o escultor e o conservador-restaurador bem como o uso da ciência e tecnologia (como por exemplo a radiografia) para o conhecimento da estrutura interna e também a análise da matéria em si; por fim o Ensino onde é dada a importância da transmissão de saberes e o trabalho realizado com os alunos na cadeira Laboratório de Conservação e restauro da Licenciatura de Escultura.
Embora frágil e efémero, o gesso foi a matéria eleita para a divulgação da arte pela Europa, para imitar uma variedade de matérias nobre não alcançáveis e guarda em si, como uma espécie de fóssil, marcas do artista, perdurando no tempo para as gerações futuras.
Marta Frade
participação das belas-artes no xxxv congresso da fidem
Mai 15 2018
29 MAIO > 02 JUNHO I OTAVA, CANADÁ
Decorre na cidade de Ottawa (Canadá), de 29 de maio a 2 de junho de 2018, o XXXV Congresso Internacional de Medalhística da Fédération Internationale de la Médaille d`Art (FIDEM), que conta com uma representação de quarenta e sete medalhas de vinte e quatro autores portugueses. Neste grupo destacam-se as propostas da FBAUL da autoria de nove alunos dos nossos três ciclos de estudos: Ana Sofia Neves, Catarina Mendes, Beatriz Bronze, Gabriel Siams, Inês Barros, Joana Alves, João Bernardo Santos, Mafalda Theias e Miguel Matos, de Andreia Ferreira, docente da FBAUL e de Hugo Maciel, ex-aluno da FBAUL.
Ainda no âmbito do Congresso, e com o objetivo de possibilitar a participação de um público mais jovem, o University Museum of Bergen (Noruega) patrocinou, uma vez mais, um programa de bolsas de estudo, no valor de 2.000 € cada, destinado a jovens medalhistas de todo o mundo. Das dez bolsas atribuídas, duas foram ganhas pelas alunas Catarina Mendes (Mestrado em Escultura) e Beatriz Mónica (Licenciatura em Escultura), que assim viram reconhecido o trabalho desenvolvido na área da Medalhística.
No jantar final do Congresso o Escultor José Teixeira será galardoado com o BAMS Struck Medal Award, por Gregory Fattorini, pela sua medalha CANTE World Heritage. Este prémio é atribuído à melhor medalha cunhada em 2017.
BLOCKED BUILDINGS QUEER MODERNISM AND CONCRETE CONSTIPATION
Mai 15 2018
1 de JUNHO | 11h00 | SALA 4.06
A counter/queer examination of concrete as a material in architecture and sculpture
Conferência por Jonathan Cane
Wits City Institute – África do Sul
Organização: Prof.ª Ângela Ferreira
Mestrado de Escultura
Aberto a todos os alunos
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Razões filosóficas e tecnológicas para a pintura nunca acabar
Mai 15 2018
01 JUNHO > 16H00 I MUSEU ARQUEOLÓGICO DO CARMO , SALA DE CONFERÊNCIAS
Por questões oficiais a DATA E O LOCAL DA CONFERÊNCIA FORAM ALTERADOS.
Pedimos desculpa pelo incómodo.
Fica remarcada para as 16h00 , no dia 1 de junho, na Sala de Conferências do Museu Arqueológico do Carmo, Largo do Carmo, Lisboa (A entrada no Museu para assistir à Conferência é gratuita).
Será ainda feito o lançamento do livro A Pintura e o Elemento fotográfico. Uma Reciprocidade Inesgotável, e inaugurada a Exposição Carmo, Chiado e as Aparições de Fausto, pelas 17h30, no mesmo local.
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
A comunicação será desenvolvida em quatro momentos:
1) Apresentação de cinco ideias artísticas com consequências tecnológicas inteiramente relacionadas com a pintura, ou melhor, o elemento pictural: (a) A pintura entre as imagens acheiropoietos e as imagens tecnologicamente elaboradas; (b) As “afinidades electivas” entre o elemento pictural e o elemento fotográfico. (c) De “A Pintura é a flor de todas as artes” (Alberti) à “Homeostasia dinâmica” do elemento pictural. (d) Rememoração e infatigável auto-reflexividade do elemento pictural. Visionamento de exemplos concretos de pintura. (e) A instalação pictural e o homo spectator.
(25 minutos de duração).
2) Apresentação de cinco teses filosóficas relacionáveis com o elemento pictural: (a) As Telephone Paintings de László Moholy-Nagy e as imagens conversacionais em André Gunthert; (b) O “Mito de Theuth”, as linguagens e as tecnologias a partir de Fedro); (c) A interpelação das ideias picturais e a fecundidade da asserção kantiana “aquela representação da faculdade da imaginação que dá muito que pensar”; (d) A metáfora da identidade e da diferenciação através do tempo em Stephen Ferret: O Barco de Teseu; (e) Arthur Danto, After the End of Art ou a questão da morte da pintura na forma tentada.
(25 minutos de duração).
3) Momento dedicado à apresentação do livro que trata uma parte substancial das questões referidas: A Pintura e o Elemento Fotográfico: uma Reciprocidade Inesgotável. A Pintura Contemporânea no Barco de Teseu. (2015-2020). Vol. III
(10 minutos de duração).
4) Diálogo e objecções.
(20 minutos de duração).
Lisboa, 24 de maio, 2018
José Quaresma
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
A entrada nas conferências é livre e gratuita, mas de inscrição obrigatória.
corpo de meteorito
Mai 15 2018
02 > 28 MAIO I CAPELA BELAS-ARTES
Corpo de Meteorito, exposição de Mikha-ez, patente na Capela das Belas-Artes entre 2 e 28 de maio de 2018. Esta exposição, com curadoria de João Castro Silva, insere-se na programação oficial da 12º edição das GAB-A, Galerias Abertas das Belas-Artes e, por isso, a sua inauguração realiza-se no dia 19 de maio, às 14h00, com a presença do artista.
No dia 16 de maio realiza-se uma coreografia coordenada de Mikha-ez e Laura Índigo, às 12h00 e outra às 17h00,
Horário: as visitas deverão ser agendadas com o artista através do e-mail mikhaez@usal.es
Este evento é passível de ser registado e divulgado pela Faculdade através de fotografia e vídeo
RELAÇÃO
Todo o conhecimento é uma relação, um processo permanente e contínuo do nosso corpo com o cosmos; trocas, sinais, informações, sensações. O que existe para nós, é dependente da nossa compreensão. Para lá da nossa medida, aquilo que não é, ou foi alguma vez, parte do nosso corpo, não poderá nunca persistir. As bases relacionais que mantemos com aquilo que criamos, observamos, vivenciamos são tão essenciais que as suas articulações são as mesmas da nossa existência[1]. Trata-se de relações que são feitas por mediação, digamos, quer pelas impressões que nele inscreveu o gesto criador, quer pelas que o olhar fruidor recria.
O espaço não se limita a um conceito físico pois só através de um processo de abstracção mental poderemos estabelecer os códigos da sua percepção. A noção de espaço é inerente à própria existência humana e dela deriva[2]. A percepção de um objecto, de uma forma ou de uma grandeza, como reais, reenvia-nos a um mundo de sistemas de experiências em que o nosso corpo e os fenómenos estão inseparavelmente interligados.
Espaço é a extensão do ‘meu’ corpo, projectada em todas as direcções até ao infinito; as posições intencionais e os movimentos projectados no espaço impõem-se pelo seu efeito desde a aparição do homem[3]. Espaço é a relação que os corpos, objectos, ou coisas, mantêm entre si; corpos que se relacionam com outros, sendo embora uns, entidades vivas e os outros, entidades inertes. Relação, ainda, do corpo com os elementos que o constituem porque todas estas ‘variáveis’ se integram intrinsecamente.
Na percepção, o interior revela-se no exterior, numa significação que só se pode compreender plenamente através do tacto e do olhar. “A palavra percepção vem de percipio que se origina em capio - agarrar, prender, tomar com ou nas mãos, empreender, receber, suportar. Enraíza-se, portanto, no tato, (…).”[4] O olho que percepciona, utiliza informação anteriormente apreendida e reconhece, interpreta, antecipa e prevê o que surge no seu campo de visão. O nosso sistema visual reage a estímulos externos, mas não é esse estímulo que vai determinar a percepção. Existe um vão entre os estímulos externos a que o nosso olho reage e a percepção, e é nesse vão que o olhar se torna criativo, inteligente. Perceber é assimilar os estímulos e dar-lhes um significado, adivinhamos o que vemos, completamos com as nossas memórias aquilo que se oferece aos nossos sentidos. Uns vêem como fundo aquilo que outros entendem como figura, o significado é obra nossa, individual. Vemos aquilo que sabemos, percebemos a realidade de uma forma única, particular.
No entanto é imprescindível a mediação do outro para a tomada de consciência do eu – porque introduz a estranheza ou a familiaridade, a possibilidade de estabelecer relação, de suscitar comparação. Relação entre o corpo e o espírito. Relação entre o homem e o universo. Relação entre a ordem interna e a organização exterior. Relação directa com a matéria, um conteúdo que se conhece e se reconhece na variação e na semelhança com o contentor[5].
São as vivências, conhecimentos e demais condicionantes socioculturais que vão influir de maneira fundamental na elaboração da imagem por parte do observador. O observador ajusta e compõe os dados que a forma lhe oferece e fá-los coincidir com os esquemas que guarda na sua memória. Sistema de relações que permitem percepcionar o mundo na sua total abrangência, dos momentos anteriores, que passaram, aos posteriores, que continuam após aquele instante.
João Castro Silva
Professor Auxiliar Escultor
BIBLIOGRAFIA
- FORTES, Manuel de Azevedo, Lógica Racional, INCM, Lisboa, 2002.
- GOETHE, Johann Wolfgang, Escritos obre Arte, trad. de Marco Aurélio Werle, Imprensa Oficial, São Paulo, 2005.
- GORSZ, Elisabeth, 1995 Space, Time and Perversions: Essays on the Politics of the Body, Routledge, N.Y. & London, 1995.
- KNOBBE, Maria Margarida, A palavra da pele, Revista FAMECOS, nº 25, Porto Alegre, Dezembro 2004.
- SERRES, Michel, Variações sobre o Corpo, Bertrand Brasil, R. J., 2004.
[1] “(…) não precisamos inventar a roda porque ela sempre esteve em nós. Sua presença corporal dispensou-nos da necessidade de descobri-la.” (SERRES, 2004, p. 105).
[2] “(…) ainda que possamos perceber o espaço sem corpo, nunca poderemos perceber o corpo sem espaço.” (FORTES, 2002, p. 126).
[3] “Os corpos articulam discursos, sem necessariamente falarem, porque são codificados com e como signos. Articulam códigos sociais. Tornam-se intertextualizados, narrativizados; simultâneamente incarnam códigos sociais, leis, normas e ideais. “Se os corpos são atravessados e infiltrados por saberes, significações e poder, eles podem igualmente, em determinadas circunstâncias, tornar-se pólos de luta e resistência, inscrevendo-se activamente em práticas sociais.” (GORSZ, 1995, pp. 35/36).
[4] KNOBBE, 2004, p. 128.
[5] “Mas o que é o exterior de uma natureza orgânica senão a aparição que eternamente se modifica do interior? Essa exterioridade, essa superfície está adaptada de tal maneira a uma estrutura interior múltipla, enredada e suave, que ela se torna, desse modo, ela mesma algo de interior, na medida em que ambas as determinações, a exterior e a interior, estão sempre na mais imediata relação, tanto na mais silenciosa existência quanto no mais forte movimento.” (GOETHE, 2005, p. 159).
BIOGRAFIA de Miguel González Diez (Mikha-ez)
crossing borders, shifting boundaries: city
Mai 15 2018
30 MAIO > 18H30 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
LANÇAMENTO E APRESENTAÇÃO DO 5º NÚMERO DA PUBLICAÇÃO SCOPIO MAGAZINE ” CROSSING BORDERS, SHIFTING BOUNDARIES: CITY ”
A apresentação da sessão estará a cargo de Vítor dos Reis, Presidente da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa que mediará uma conversa em torno do tema Fotografia, Arquitectura e Arte, contando com a presença de Susana Ventura (Ed. scopio Magazine), Paulo Catrica (Fotógrafo e autor convidado scopio Magazine), Pedro Leão Neto (Coord. Edições scopio) e de Rogério Paulo Taveira (FBAUL).
Entrada livre (sujeita à lotação da sala).
Programa sujeito a alterações (sem aviso prévio).
Este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Sobre a publicação
A scopio Magazine, uma publicação periódica anual cuja responsabilidade editorial é do grupo de investigação CCRE pertencente ao Centro de Estudos de Arquitecura e Urbanismo (CEAU) da FAUP, é o suporte de divulgação e investigação ligado em termos gerais à Arquitectura, Arte e Imagem (AAI) e, em termos específicos, à Fotografia Documental e Artística relacionada com Arquitectura, Cidade e Território. A publicação desenvolve-se através de ciclos temáticos e tem como propósito divulgar diversos autores e trabalhos na área da Fotografia Documental e Artística que de alguma forma promovam uma reflexão sobre o contributo das imagens na compreensão da realidade e na construção de imaginários, entre o documento e a ficção, entre a reprodução e a manipulação, entre o analógico e o digital. O universo da Arquitectura é, assim, entendido de uma forma abrangente como uma prática e disciplina capaz de integrar os domínios sócio – económico, político, histórico e técnico. Por outro lado, interessam-nos trabalhos onde a imagem fotográfica é principalmente utilizada como um instrumento de investigação que permite descobrir novas perspectivas sobre a arquitectura e suas vivências. A scopio Magazine serve também para o envolvimento de sectores académicos, culturais e sociais em concepções e práticas dotadas de poder de inovação relativas à cidade, nas suas múltiplas vertentes, com especial destaque para as que utilizam a fotografia e a imagem como instrumentos críticos do território. Crossing Borders e Shifting Boundaries, Cidade é o tema principal e categoria do ciclo atual da scopio Magazine que focaliza o seu interesse em países diversos, questionando como é que a arquitetura se transforma, como reflete diferentes identidades culturais híbridas em muitos países e como tudo isso interage e afeta as nossas cidades e paisagem, considerando as categorias mencionadas: Arquitetura , Cidade e Território.
scopio Editions
O universo de interesse da scopio Editons é, em termos gerais, o da Arquitectura, Arte e Imagem (AAI) e, em termos específicos, o da Fotografia Documental e Artística relacionada com Arquitectura, Cidade e Território. Neste contexto, a Arquitectura é entendida de uma forma abrangente como uma prática e disciplina capaz de integrar os domínios social, económico, político, histórico e técnico. A scopio Editions tem uma linha editorial com uma estrutura dinâmica constituída por publicações periódicas e não periódicas com o objectivo de difundir diversos trabalhos e autores que utilizam ou investigam o universo da Arquitectura, Arte e Imagem de uma forma critica, exploratória e inovadora, com especial incidência na Fotografia Documental e Artística, relacionada com Arquitectura, Cidade e Território.
Clara Menéres (1943-2018)
Mai 01 2018Clara Menéres
No Porto estudou escultura na Escola Superior de Belas Artes, onde foi discípula dos mestres Barata Feyo, Lagoa Henriques, Heitor Cramez e Júlio Resende. Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian de 1978 a 1981, em Paris, doutorou-se em Etnologia pela Universidade Paris VII. Foi ainda Research Fellow do Center for Advanced Visual Studies do MIT (Massachusetts Institute of Technology, Estados Unidos,) entre finais dos anos oitenta e início dos anos 90.
Iniciou a atividade pedagógica na Escola Superior de Belas Artes do Porto; entre 1971 e 1996 foi professora na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (atual Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa), onde exerceu o cargo de Presidente do Conselho Diretivo de 1993 a 1996; foi Professora Associada e, depois, Professora Catedrática na Universidade de Évora, onde lecionou de 1996 a 2007.
Participou em inúmeras mostras coletivas, nomeadamente: Exposição 73 (Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, 1973), onde apresentou Jaz Morto e Arrefece, uma representação escultórica realista de um soldado morto com a farda da guerra colonial, inspirada no poema O Menino de Sua Mãe de Fernando Pessoa; Alternativa Zero (Lisboa, Galeria Nacional de Arte Moderna, 1977), onde apresentou Mulher-Terra-Vida, uma obra poderosamente simbólica conotada com a Land Art; XIV Bienal de São Paulo (Brasil, 1977); Anos 60, Anos de Rutura: uma Perspetiva da Arte Portuguesa nos Anos Sessenta, inserida na programação de Lisboa 94, Capital Europeia da Cultura (Lisboa, Palácio Galveias, 1994).
Os temas dominante da sua obra escultórica são os mitos fundadores, e cultos solares, aquáticos, e essencialmente de fecundidade, bem evidente em obras como Papisa ou Coincidentia Oppositorum (1983), dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, Relicário, Fogo Fátuo III ou Igniculli Terra Emicantes (1987) e Alba Navis (1987). Outros temas são a alegoria da morte (Os Amantes ou Restos Arqueológicos de uma viagem para a morte com o qual alcançou o Prémio de Escultura da IV Bienal Internacional de Vila Nova de Cerveira); a intervenção cívica (apresentou Jaz morto e arrefece o menino de sua mãe na SNBA, em 1973, e no pós 25 de Abril integrou o Grupo ACRE, com Queiroz Ribeiro e Lima de Carvalho); as reflexões científicas e filosóficas (exposição “Da terra à Luz ou a Coincidentia Oppositorum entre Nicolua de Cusa e Max Planck”) e as temáticas bíblicas.
A artista e professora dedicou-se também à investigação artística e à participação na vida cultural e política do país. Recentemente, fez parte da I Conferência sobre A representação do Sagrado no Mundo da Imagem, associou-se ao Programa Cultural do Congresso Feminista 2008, no qual esteve patente o painel fotográfico Clara Meneres. Escultura. Obra retrospetiva entre os anos 1968-1980, era membro efetivo do MIC (Movimento de Intervenção e Cidadania), formalmente instituído em 2006, e em 2009 candidatou-se às Eleições Europeias pelo MPT (Partido da Terra) e à Assembleia da República pela coligação Frente Ecologia e Humanismo.
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11 maio, 17h30 – Câmara Ardente na Capela nº 1 da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Av. de Berna, em Lisboa
19h15 – Missa na Capela
12 maio, 9h00 – Missa de Corpo Presente na Igreja de Nossa Senhora de Fátima
Seguirá depois para Santo Estevão de Barrosas, Lousada, Minho
ERASMUS – ILHA DE REUNIÃO(fr) Criação e formação
Mai 01 2018
23 MAIO > 16H30 I SALA 3.61 I ENTRADA LIVRE
Conferência de SASHA NINE, professora da École Supérieure d’Art de La Réunion (proferida em inglês). A conferência tem como objetivo apresentar a Escola Superior de Artes da Ilha de Reunião e o trabalho da professora.
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
adriano de sousa lopes — conservação e restauro das obras académicas pertencentes ao espólio da faculdade de belas-artes da universidade de lisboa
Mai 01 2018
26 ABRIL > 11 MAIO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 26 de abril, na Galeria das Belas-Artes a exposição Adriano de Sousa Lopes — conservação e restauro das obras académicas pertencentes ao espólio da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, resultado do trabalho de restauro das pinturas de Adriano de Sousa Lopes, realizado pela doutoranda Liliana Cardeira, no âmbito do seu doutoramento, sob orientação da Professora Ana Bailão.
A curadoria da exposição é de Beatriz Bento, Mestre em Museologia e Museografia pela FBAUL.
A exposição é de entrada livre e estará patente até 11 de maio.
Horário:
2ª a 6ª 10h/18h
sáb.: 10h/13h
No dia 11 de maio a Galeria encerra às 13h00
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
DN (20.04.2018) — Belas Artes exibe obras restauradas inéditas de Adriano de Sousa Lopes
OBSERVADOR (26.04.2018) — Belas Artes de Lisboa exibem obras restauradas inéditas de Adriano de Sousa Lopes
SAPO24 (26.04.2018)— Belas Artes de Lisboa exibem obras restauradas inéditas de Adriano de Sousa Lopes
Adriano de Sousa Lopes nas Belas-Artes: vislumbres de uma carreira
What passing-bells for these who die as cattle?
— Only the monstrous anger of the guns.
(Wilfred Owen, Anthem for Doomed Youth, 1917)[1]
Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) entrou nas Belas-Artes de Lisboa em 1895. Aqui foi aluno de Veloso Salgado (1864-1945) e de Luciano Feire (1864-1935). Prémio Anunciação em 1900, parte para Paris em 1903 com uma bolsa do Legado Valmor. Durante esta primeira estadia em Paris frequenta a École Nationale de Beaux-Arts e a então famosa Académie Julien; expõe no Salon d’Automne e, em 1907 e em 1908, viaja até Veneza – prelúdio das viagens que mais tarde fará pela Europa e pelo norte de África. Com a entrada de Portugal na I Guerra Mundial parte em 1917 para a frente de batalha, integrando o Corpo Expedicionário Português. Como oficial artista, o único entre as tropas portuguesas, regista o mortífero conflito militar e a penosa vida dos soldados-ratos nas trincheiras do norte de França. Desta experiência resultará um trabalho único na história da arte portuguesa.
O acervo Sousa Lopes da Faculdade de Belas-Artes integra onze pinturas que lhe estão atribuídas e que são datadas destes seus anos de formação: primeiro como aluno dos mestres lisboetas e depois como estudante bolseiro na capital da Europa, obrigado a enviar para Lisboa as provas do acertado investimento feito na sua educação cosmopolita. Este conjunto de obras é, assim, emblemático da natureza específica das coleções artísticas da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL): maioritariamente constituídas por obras do período de aprendizagem dos artistas e designers nacionais[2]. Esta restrição das coleções à breve e precoce passagem pela instituição dos autores das obras tem sido frequentemente entendida como uma fraqueza ou insignificância intrínseca – avaliação em que assentou muito do desinteresse a que estiveram votadas ao longo de décadas. Na verdade, deve ser entendida como sinónimo da singularidade e qualidade específica do património da maior e mais antiga escola nacional: ao abarcarem o período de formação dos artistas e designers nacionais, estas coleções permitem uma visão primordial das suas carreiras, através de criações que, tantas vezes, desaparecem ou ficam ocultas do olhar público e da investigação crítica; nalguns casos, permitem mesmo vislumbres inesperados ou antevisões renovadas do futuro já conhecido.
Sendo uma escola, a missão principal da FBAUL é «a formação, a investigação e a disseminação do saber nos domínios da arte, da cultura e da ciência que lhe são historicamente reconhecidos bem como nos domínios emergentes da criação contemporânea»[3]. Ao mesmo tempo, cabem-lhe responsabilidades museológicas embora, à semelhança de outras escolas de arte e design, nem sempre disponha dos recursos humanos e dos meios técnicos que melhor garantam a inventariação, a conservação e reabilitação do seu património material. Acima de tudo, a dotação financeira ao seu dispor esgota-se no cumprimento da sua missão principal, ficando até longe, como infelizmente sabemos, de suprir integralmente as necessidades inerentes. Esta dimensão dupla (ou híbrida) é um factor distintivo face a outras instituições de ensino superior e museus e, por isso mesmo, uma vantagem da qual deverá saber tirar partido – pese embora todas as dificuldades que, no contexto atual, coloca à sua gestão. Se a isto somarmos a manutenção e a preservação do Convento de São Francisco da Cidade, no qual a Faculdade está sediada, percebemos melhor a amplitude e o carácter sui generis dos desafios patrimoniais que a FBAUL enfrenta.
A criação de cursos e de vias de especialização (da graduação à pós-graduação) na área de ciências da arte e do património, a aposta que neles tem sido feita nos últimos anos e o claro crescimento tanto dos recursos como dos resultados diretamente ligados ao estudo, à preservação e à recuperação de obras de arte é um sinal claro da vontade da instituição em fazer das dificuldades vantagens. O investimento feito na preservação e na divulgação da grande coleção de escultura em gesso, de qualidade internacional, e a elaboração, em curso, de um plano estratégico para todas as coleções e acervos é um outro.
A presente exposição é, por isso, um excelente exemplo desta nova capacidade da FBAUL em estudar, recuperar e divulgar o seu próprio património artístico. Nela encontramos de forma muito clara estas três vertentes: ao tornar público o resultado do trabalho de restauro das pinturas de Adriano de Sousa Lopes, realizado pela estudante Liliana Cardeira, no âmbito do seu doutoramento, sob orientação da Professora Ana Bailão, a exposição permite difundir o conhecimento resultante do estudo das obras e do autor que a intervenção exige, revelando ao mesmo tempo o processo e os meios da própria intervenção. Esta ênfase no processo de trabalho, para além das inerentes razões científicas e óbvias vantagens pedagógicas, demonstra os paralelismos que a especialidade de conservação e restauro mantém com o processo produtivo de artistas e designers, a sua reconhecida importância nos resultados criativos e a repercussão que tem alcançado na cultura visual contemporânea.
Além das pinturas de Adriano de Sousa Lopes agora mostradas, a coleção das Belas-Artes integra ainda seis desenhos e vinte e quatro gravuras do artista. Destas, dez estão diretamente relacionadas com a sua experiência na frente de guerra e com o trabalho daí resultante. Uma sepultura portuguesa na terra de ninguém é, provavelmente, de todas as gravuras a mais próxima da crueza dos dois versos de Wilfred Owen nascidos da violência inaudita da Grande Guerra. Será dos escombros desta que nascerá o século XX. Mas será também depois dela que a carreira de Adriano de Sousa Lopes se tornará, em Portugal, uma das mais bem sucedidas da primeira metade do novo e moderno século.
[1] «Que sinos dobram para estes que morrem como gado? / — Apenas a fúria monstruosa das armas.» Os dois primeiros versos do poema de Wilfred Edward Salter Owen (1893-1918), poeta inglês que participou como soldado na I Guerra Mundial e morreu nas trincheiras francesas uma semana antes do armistício, surgem logo no início do War Requiem, composto por Benjamin Britten (1913-1976) em 1961-62 para a consagração da nova Catedral de Conventry (cujo edifício medieval foi destruído nos bombardeamentos da II Guerra Mundial). No texto da sua obra, Britten combinou nove poemas de Owen sobre a guerra com os textos latinos tradicionais da missa de requiem.
[2] A FBAUL é detentora de outras acervos, como os que integram obras adquiridas para fins assumidamente pedagógicos ou provenientes de legados. No primeiro caso, destaca-se a coleção de réplicas em gesso de grandes obras escultóricas mundiais; no segundo, o legado do professor e artista Lagoa Henriques (1923-2009). Relembre-se que o essencial das coleções artísticas reunidas na Academia de Belas-Artes de Lisboa, após a sua fundação em 1838, foram-lhe retiradas, entre o fim do século XIX e o início do século XX, para integrarem os novos museus públicos da capital – os atuais Museu Nacional de Arte Antiga e Museu Nacional de Arte Contemporânea.
[3] Estatutos da Faculdade de Belas-Artes, Diário da República, 2.ª série, N.º 43, 3 de março de 2014, p. 6227.
GAB-A — 12ª edição das galerias abertas das belas-artes
Mai 01 2018
19 > 20 MAIO I BELAS-ARTES
Este evento é passível de ser registado e divulgado pela Faculdade através de fotografia e vídeo
As Galerias Abertas das Belas-Artes são um evento periódico da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, que nos dias 19 e 20 de maio de 2018 realizará a sua 12ª edição.
Horário abertura ao público:
19 maio: 14h – 23h
20 maio: 14h – 19h
Esta atividade integra-se no ANO EUROPEU DO PATRIMÓNIO CULTURAL 2018.
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Durante o fim-de-semana de 19 e 20 de maio de 2018 a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vai acolher a 12ª edição das GAB-A / Galerias Abertas das Belas-Artes. Participam alunos e ex-alunos dos vários cursos que a escola integra: Arte Multimédia, Ciências da Arte e do Património, Desenho, Design de Comunicação, Design de Equipamento, Escultura e Pintura.
As GAB-A são um fórum de discussão e mostra de jovens artistas, produtos de investigação artística e obras em contexto de ensino superior artístico público, integrados no espaço físico onde são pensados e produzidos.
Não é uma comum exposição em galeria, museu ou centro cultural. É a abertura dos espaços de trabalho e de investigação artística que a Faculdade de Belas-Artes contém, num espírito de oficina, de atelier ou de estúdio.
As GAB-A são um evento de partilha com públicos exteriores que depende da vontade dos seus participantes, das solicitações, motivações, e da oportunidade e convites que, depois de cada edição, lhe são dirigidas.
É um espaço de grande informalidade, com a presença dos jovens autores. Um fórum / feira, onde se ensaiam questões pragmáticas como o universo do contacto com o mundo exterior, a constituição de grupos e projetos ou a definição de estratégias de ações futuras. Um momento de troca de experiências e de aplicação de conhecimentos.
Nas GAB-A não há seleção de obras nem de participantes por qualquer entidade que não o próprio autor, possibilita-se que cada estudante teste a sua capacidade de decisão, de autocrítica e de autonomia. São convidados a participar todos os alunos que o queiram fazer, todos os que tenham a segurança e a determinação que qualquer profissão exige.
Possibilita-se a fruição de um ambiente de fórum de arte atual, no contexto do seu núcleo embrionário (o local de aprendizagem e investigação) o que propicia interrogações sobre os mundos, sobre a arte e sobre o mundo da arte.
Nas GAB-A estabelecem-se pontes entre todos os ciclos e níveis de ensino. Participam alunos que frequentam a Faculdade há seis meses ao lado de outros que a frequentam há muitos mais anos (licenciandos, mestrandos e doutorandos).
HOMENAGEM A SANTA RITA PINTOR NOS CEM ANOS DO SEU FALECIMENTO – POLÉMICAS E CONTROVÉRSIAS
Mai 01 2018
03 > 04 MAIO 2018 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Este evento pretende durante dois dias (3 e 4 de maio) homenagear a polémica figura de Santa Rita Pintor, decorridos cem anos do seu falecimento, a 29 de Abril de 1918. Juntando um grupo de especialistas que nos últimos anos se têm interessado e trabalhado sobre Santa Rita Pintor, este projeto pretende lançar novas informações, reflexões e discussões em torno da sua particular importância na história da arte portuguesa, em torno de questões como a sua relação com a Academia, as suas polémicas enquanto bolseiro, com a enviada cópia da Olympia de Manet e o conflito com João Chagas que levou à suspensão das bolsas, o seu reivindicado futurismo, com as suas blagues e provocações, os seus envolvimentos em Orpheu e na edição de Portugal Futurista, esta imediatamente apreendida à saída da gráfica, a sessão futurista com Almada Negreiros que é caso único na sua dimensão extremamente precursora na história da performance em Portugal, a polémica da atribuição da Cabeça Futurista que o amigo Manuel Jardim trouxe postumamente de Paris como sendo de Santa Rita Pintor, a destruição da sua obra de vanguarda, deixando um vazio provocatório ao seu entendimento póstumo, entre outras.
Será um regresso de Santa Rita Pintor à Escola e Academia de Belas-Artes, com as quais esteve diretamente relacionado durante cerca de 1/3 da sua vida. Haverá uma exposição bibliográfica na Biblioteca da Faculdade de Belas-Artes e outra na Academia Nacional de Belas-Artes, com obras e documentação desta instituição e da Faculdade de Belas-Artes, mais algumas curiosidades de coleções privadas, com material pouco visto ou mesmo inédito em exibição pública. Esta exposição terá que funcionar com visita guiada e marcações prévias.
Instituições:
- Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa / CIEBA
- Academia Nacional de Belas-Artes
- Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa
- Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CET-FLUL)
- Projeto integrado no Ano Europeu do Património Cultural
idea, concepto y proceso en la creación artística
Abr 20 2018
03 MAIO > 11H00 I SALA 4.20
idea, concepto y proceso en la creación artística
ATLAS – relato visual de una metodologia artística
Conferência de Úrsula Asencio, Professora da Facultad de Bellas Artes da Universidad de Salamanca.
Este evento é passível de ser registado e divulgado pela Faculdade através de fotografia e vídeo
AS BELAS-ARTES NAS COMEMORAÇÕES DOS 90 ANOS DA CHINA ACADEMY OF ART
Abr 16 2018


As Belas-Artes da ULisboa são uma das escolas de topo mundial convidadas para as comemorações dos 90 anos da China Academy of Art (CAA), sediada em Hangzhou. A CAA é a mais antiga, a maior e também a mais prestigiada escola de arte e design da China. No total reunir-se-ão em Hangzhou 50 escolas de arte e design internacionais, das quais 15 europeias, através do convite direto aos seus dirigentes. No caso das Belas-Artes da ULisboa foram convidados os professores Victor dos Reis, Ana Thudichum Vasconcelos e Odete Palaré.
As comemorações incluem a realização de um International Forum of Art Academy’s Presidents destinado a discutir o tema Crisis of the Art Academy and the End of Human. Entre os oradores convidados encontram-se o filósofo francês Bernard Stiegler, a professora e curadora internacional Ute Meta Bauer e o professor, curador e Vice-Presidente da CAA Gao Shiming.
As comemorações dos 90 anos da CAA incluem a inauguração do China Design Museum, da autoria do Arquiteto Álvaro Siza Vieira, de uma exposição sua bem como de um conjunto de outras exposições de arte e design – nomeadamente de uma das maiores coleções dedicadas à Bauhaus que ficará sediada neste novo museu.
As comemorações dos 90 anos da CAA serão ainda uma oportunidade para o estabelecimento de novas relações entre as diversas escolas mundiais através, por exemplo, de parcerias de trabalho, nos campos do ensino e da investigação, e de protocolos de intercâmbio de estudantes e professores.
Fundação PLMJ torna possível o restauro de escultura do espólio da Faculdade de Belas-Artes da ULisboa
Abr 16 2018
A Escultura do túmulo de Mademoiselle Alix Lesgards, da autoria de José Simões de Almeida (Sobrinho), pertencente à Coleção de Escultura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, vai agora ser restaurada graças à doação realizada pela Fundação PLMJ, no âmbito de uma campanha de crowdfunding.
A obra e as coleções artísticas de Belas-Artes
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), instituição de ensino artístico mais antiga de Portugal e sucessora da Academia de Belas-Artes, é detentora de um acervo que integra diversas coleções (desenho, pintura, gravura, escultura, etc.), que incluem obras de grande valor artístico, simbólico e pedagógico, abrangendo um período desde 1836 até à atualidade.
Integrando uma coleção única de originais e réplicas de esculturas em gesso, a Escultura do túmulo de Mademoiselle Alix Lesgards foi encomendada ao Escultor José Simões de Almeida (Sobrinho) por uma amiga desta distinta professora nascida em Toulouse, que assim contrata o artista para fazer uma escultura tumular de homenagem, que se encontra no Cemitério dos Prazeres. Esta escultura Naturalista, realizada no século XX, irá agora ser alvo de um trabalho de intervenção em termos de conservação e restauro financiado pela Fundação PLMJ como mecenas exclusivo.
O apoio da Fundação PLMJ
A Fundação PLMJ tem desenvolvido um percurso em que se propõe contribuir para a divulgação das artes plásticas em Portugal, protagonizando uma atividade regular na área do colecionismo. Neste âmbito, a Fundação promove projetos editoriais e programas expositivos próprios, com destaque para a divulgação de jovens artistas portugueses nos diversos setores das artes plásticas – pintura, desenho, escultura, fotografia e vídeo.
Em 2017, a Fundação PLMJ recebeu o prémio de melhor projeto internacional na competição cultural internacional, “Corporate Art Awards”. Este reconhecimento surge em virtude dos projetos que dinamiza em prol dos artistas da lusofonia, a nível nacional e internacional, assim como pela dinâmica e concretização do lema “Uma Sociedade de Advogados como Espaço de Cultura”
As campanhas de crowfunding da FBAUL
As campanhas de crowdfunding, lançadas pela primeira vez por esta Faculdade em 2016, integram-se nas atividades do Dia das Belas-Artes que se comemora sempre a 25 de Outubro, e são um recurso essencial para possibilitar o restauro de obras do acervo desta instituição.
Em 2016, a campanha de crowdfunding das Belas-Artes permitiu recuperar 3 obras:
Desenho - Alçado do Monumento em Memoria de sua Majestade Imperial o Sr. Duque de Bragança, Dador e Restaurador da Carta Constitucional e da Liberdade da Nação Portuguesa, de João Pedro Monteiro, 1842.
Gravura – Descida da Cruz, de Francesco Bartolozzi, segundo obra de Domingos Sequeira, s/ data.
Pintura – Au Soir, de Artur Alves Cardoso, 1903.
O restauro destas 3 obras foi possível devido à contribuição de diversos particulares e da Fundação Millennium BCP, que financiou em exclusivo o restauro da pintura.
Para se conhecer melhor as obras das campanhas de crowdfunding das Belas-Artes consultar: https://www.belasartes.ulisboa.pt/apoieorestauro/
Informação sobre a obra
Titulo: Mademoiselle Alix Lesgards
Autor: Simões De Almeida (Sobrinho)
Data: 1920
Material: Gesso e Madeira
Técnica: Fundição em Gesso
Dimensões: Altura: 109 cm / Largura: 101 cm / Profundidade: 52 cm
Subcategoria: Escultura em Relevo Pleno
mecenas exclusivo
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Festival PaRTES — 2ª edição
Abr 08 201823 FEVEREIRO > 15 ABRIL I ESTESL // CASINO LISBOA // PAVILHÃO DO CONHECIMENTO
O Festival PARTES está de volta!
Este projeto tem como principal objetivo dar resposta à vontade de expor de artistas locais. Assim surge um programa que integra momentos de aprendizagem com exposições, reforçando o sentido colaborativo entre artistas locais e artistas dinamizadores convidados. As Residências artísticas foram criadas para trazer um fator de inovação ao trabalho dos artistas locais, pois pretende-se que aqui além do apoio das Belas-Artes ULisboa na área da curadoria, se desenvolva uma peça por cada categoria:
A. Pintura, Desenho ou ilustração;
B. Escultura, Design de produto/equipamento ou cerâmica;
C. Fotografia, Design de comunicação, Audiovisuais/multimédia ou novos media.
De cada um destes workshops deve resultar uma peça, elaborada por duplas de artistas, com orientação e em parceria com um artista convidado para cada categoria.
Como resultado teremos uma exibição que contemple uma exposição por cada categoria, onde cada artista participante terá oportunidade de apresentar os seus trabalhos. Em destaque estará a peça elaborada nas residências artísticas.
Convidamo-lo a partilhar com todos os artistas todas estas PaRTES!
Exposições
- Pintura, desenho e ilustração — ESTeSL — Inauguração 28 março a 15 de abril
- Escultura, Design de produto/equipamento ou cerâmica — Casino Lisboa — Inauguração 22 março a 8 de abril
- Fotografia, Design de comunicação, Audiovisuais/multimédia ou novos media — Pavilhão do Conhecimento – Inauguração 26 março a 2 de abril
Betâmio de Almeida (1920-1985): a Pintura de um Educador pela Arte
Abr 01 2018
LANÇAMENTO DO LIVRO 02 MARÇO > 18H30 I SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS-ARTES
Por ocasião da inauguração da exposição Betâmio de Almeida 1920-1985 a Pintura de um Educador através da Arte , no dia 2 de março, na Sociedade Nacional de Belas-Artes, realiza-se a apresentação e o lançamento do livro com o mesmo título, da autoria de Elizabete Oliveira e João Paulo Queiroz.
A exposição estará patente até 7 de abril de 2018.
Betâmio de Almeida (1920-1985): a Pintura de um Educador pela Arte
A obra plástica de um dos autores mais relevantes da Educação Artística em Portugal.
O CIEBA / FBAUL conjuga esforços com a SNBA para dar a conhecer a obra plástica de Betâmio de Almeida que introduziu nos anos 40 o “Desenho Livre” nos Liceus, e que aprofundou nos anos 60 a expressão “Educação Visual”.
Alfredo Betâmio de Almeida contribuiu de modo decisivo para que se ultrapassassem os estilos rígidos vigentes através da elaboração de reformas curriculares assim como de diversos manuais, como é exemplo a sua colaboração na reforma de Veiga Simão, bem como outras intervenções, desde os anos 40 e as Exposições Gerais de Artes Plásticas da SNBA até ao seu desaparecimento, em 1985.
Convocarte: lançamento 4/5 (Arte e Ativismo Político), início de trabalhos 6/7 (Ars Ludens), versão impressa 2/3 (Arte e Geometria)
Abr 01 2018
27 ABRIL > 18H00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES I ENTRADA LIVRE
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
No dia 27 de Abril de 2018, pelas 18h00, realiza-se no Auditório Lagoa Henriques da FBAUL uma sessão especial de apresentação e lançamento dos trabalhos da Convocarte – Revista de Ciências da Arte, com a seguinte ordem:
• Abertura, receção e apresentação geral;
• Apresentação dos trabalhos do próximo dossier temático, Ars Ludens – Arte, jogo e lúdico, para os números 6/7 de Convocarte — Jorge M. Martins Rosa;
• Apresentação da versão impressa 2/3, com dossier temático dedicado à Arte e Geometria — Simão Palmeirim;
• Apresentação dos trabalhos do dossier temático Arte e Activismo Político, no âmbito do lançamento da edição digital 4/5 — Cristina Pratas Cruzeiro;
• Apresentação da pasta especial de homenagem a Rocha de Sousa, com textos resultantes dos 3º Encontros com Críticos de Arte — Ana Sousa;
• Encerramento dos trabalhos pelo Coordenador Científico Geral de Convocarte Fernando Rosa Dias.