Exposições
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A ser caminho Não há mapa para quem está A ser caminho – exposição finalistas pintura 2024-2025
Jul 22 202623 JULHO > 22 AGOSTO 2026 I SALÃO DA SOCIEDADE NACIONAL BELAS-ARTES
Inaugura no dia 23 de julho, às 18h30, no Salão da Sociedade Nacional de Belas Artes, a exposição A ser caminho Não há mapa para quem está A ser caminho – Finalistas Pintura 2024-2025. A exposição ficará patente até 22 de agosto.
Será, no mesmo dia, lançado o catálogo da exposição.
Horário
2ª a 6ª: 12h/19h
sábado: 14h/19h
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Não há mapa para quem está A ser caminho.
Esta justaposição entre mapa e caminho, que apenas parecem consequentes uma na relação com outra são, neste contexto, mais do que isso. O mapa, à priori, reclama um destino, uma rota traçada, uma ‘resposta’. No entanto, o caminho, quando é um ato de ser, é sempre destinação, e uma descoberta. Este grupo de artistas não traz mapas, traz obras que são passos, que decorrem de corpos e mentes, que aprenderam procedimentos e que elaboram perguntas, que são elas próprias, mapas. Por isso, a ser caminho é sempre a ser e o mapa estará sempre por RECOMEÇAR.
Nuno Sousa Vieira, maio 2026
entre pontos e desvios – exposição coletiva
Jul 22 202630 JULHO > 26 AGOSTO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Entre Pontos e Desvios inaugura dia 30 julho pelas 17h e está patente de 30 julho a 26 agosto, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Leal Pereira e Miguel Jerónimo
Horário Julho: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
“Entre Pontos e Desvios” conecta um conjunto de artistas em torno de uma reflexão sobre o espaço enquanto construção coletiva, questionando o que significa habitar, pertencer e ser local num território continuamente transformado pelas memórias, pelas migrações e pelas narrativas que o atravessam.
Partindo da ideia de que o espaço onde habitamos não é apenas territorial, mas um corpo vivo de memórias, linguagens, deslocações e descendências, a exposição toma a cidade como um organismo vivo, simultaneamente físico e simbólico, onde as histórias individuais e coletivas se cruzam, sobrepõem e transformam. Habitar deixa, assim, de corresponder apenas à ocupação de um lugar para se afirmar como um gesto de inscrição, relação e construção de identidade.
Inspirada na reflexão sobre a condição ex situ e a perda contemporânea do lugar, a exposição entende a cidade como um território em permanente deslocação, onde lugar, espaço e escala são continuamente renegociados. Convocam-se espaços que coexistem no tecido urbano e revelam as camadas invisíveis de memória, pertença e experiência que constituem o ato de habitar. Entre presenças e ausências, permanências e desvios, a cidade afirma-se como um organismo vivo, continuamente reescrito por aqueles que a percorrem e nela deixam a sua inscrição.
Entre raízes e deslocações, permanência e reinvenção, “Entre Pontos e Desvios” convida o público a percorrer um conjunto de obras que investigam as relações entre espaço, linguagem, memória e identidade, propondo novas formas de pensar a cidade como um texto vivo, sempre inacabado e em constante metamorfose.
Com curadoria de Leal Pereira e Miguel Jerónimo e acompanhamento do Professor José Esteves, esta exibição reúne o trabalho de Benjamin Guerra Santos, Capi, Gabriel, Henrique Netto, Leal Pereira, Luís Martins, Marcos Duvágo, Mariana Pombo, M. Lambin e Miguel Jerónimo, propondo um percurso onde diferentes práticas artísticas convergem na reflexão sobre o espaço, o habitar e a construção de pertença.
Finissage da Exposição Designing Sustainable Futures
Jul 16 202623 JULHO 2026 | 18h00 | PAVILHÃO DE PORTUGAL
A exposição “Designing Sustainable Futures“ convidou famílias, estudantes e curiosos a descobrir como o design, a ciência e a natureza se unem para responder aos desafios do nosso planeta. A Finissage da exposição tem lugar no dia 23 de julho, às 18h00, no Centro de Exposições do Pavilhão de Portugal.
Este momento assinala o encerramento de uma exposição que, ao longo dos últimos meses, recebeu milhares de visitantes e promoveu dezenas de sessões públicas, visitas guiadas, workshops e simpósios dirigidos a diferentes públicos.
Uma programação que procurou aproximar a academia à sociedade e contribuir para a reflexão e a sensibilização dos grandes desafios do desenvolvimento sustentável.
A finissage da exposição Designing Sustainable Futures conta com a presença da curadora da exposição Professora Ana Mestre e de vários convidados institucionais. A exposição ficará aberta ao público até ao dia 31 de Julho, para os últimos dias de exibição.
tolerance project
Jul 09 2026
17 JUNHO > 15 JULHO 2026 I CHIADO E BAIXA LISBOA
O Tolerance Project [Projeto Tolerância] é uma iniciativa internacional de design dedicada à promoção da tolerância, da inclusão e do diálogo através do cartaz. Criado em 2017, pelo designer Mirko Ilić, o projeto reúne artistas e designers de diversos países, convidados a interpretar graficamente a palavra «tolerância» nas suas línguas nativas, explorando a comunicação visual como ferramenta de reflexão e intervenção no espaço público.
Em Lisboa, o Tolerance Poster Show apresenta uma seleção de cartazes internacionais distribuídos por um percurso urbano que tem início na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, passa pelo Largo do Teatro Nacional de São Carlos e pela Praça do Município e termina no MUDE – Museu do Design.
sopro — exposição de alunos finalistas em escultura
Jul 09 2026 
11 JULHO > 08 SETEMBRO 2026 I BIBLIOTECA E ARQUIVO DO MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
Inaugura no dia 11 de julho, às 18h00, na Biblioteca e Arquivo do Município de Grândola, a exposição Sopro de alunos finalistas da licenciatura em Escultura. A exposição ficará patente até 08 de setembro de 2026.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Os alunos, quando concluem a licenciatura em Escultura, adquiriram competências que lhes permitem elaborar um programa de trabalho artístico independente, em diálogo com a realidade artística que foram lendo e interpretando ao longo de três anos de formação, formação que cruza referências artísticas, capacidade de criar e analisar cenários em diálogo natural com a história das artes e do pensamento artístico contemporâneo.
Os artistas presentes nesta exposição são um excelente exemplo do que se procura construir como um currículo sólido de formação em escultura: da defesa da herança centenária do modelo Beaux-Arts fundado na Academia à afirmação individual da experimentação bauhausiana, cultiva-se um aprender que poderemos definir como contínua experimentação oficinal, assente na individualidade artística de cada um, ou seja, a transmissão do conhecimento baseada num conjunto de disciplinas de prática de atelier, de carácter oficinal, complementadas por um corpo teórico ministrado em unidades curriculares de áreas científicas afins. A prática da escultura surge assim como um modelo de enriquecimento académico, informado por um pensamento sobre a prática trazido da experiência individual e da influência do entorno.
A representação do corpo ocupa o seu lugar nesta exposição. A representação é um dos pilares da tradição da escultura ocidental, um dos temas fundadores, que pressupõe o domínio simultâneo da observação, do conhecimento anatómico e da capacidade de traduzir esse conhecimento na matéria.
O fascínio pela qualidade plástica dos materiais da escultura constitui a outra dimensão estruturante desta mostra. Trabalhar a cerâmica, a madeira, o metal ou a pedra por exemplo, não é apenas uma escolha laboratorial é uma decisão poética. A cerâmica, expressão ligada às origens da própria civilização, guarda nos processos alquimistas da sua transformação, a irreversibilidade e a fragilidade aparente da sua matéria. Os modelos subtractivos ou construtivos que reconhecemos na madeira ou no metal, processos muito ligados à ductilidade ou rigidez da matéria, encontra nos processos de trabalho a expressividade que oscila entre a brutalidade industrial e a leveza do traço artístico. A pedra, por seu lado, impõe ao escultor uma relação física, de resistência e também de paciência, no fundo as peças aqui presentes são fruto da relação da matéria e o tempo da sua modelação. O domínio da representação ou dos materiais não são um fim em si mesmos, mas o meio através do qual, ao longo do seu percurso, cada estudante desenvolveu a linguagem que lhe é própria.
Encontramos assim peças que revelam um sentido apurado da representação do natural e da experiência anatómica, lado a lado com esculturas em que o domínio laboratorial e a poética individual são sinónimos de mestria. Esta exposição não procura ser una nem temática, mas procura espelhar acima de tudo, a diversidade de quem estuda escultura, num ambiente descomplexado de liberdade e expressão individual, intimamente ligado à relação intrínseca e natural entre o ensinar, o investigar e o criar. São três dimensões do saber que possibilitam o aprofundamento do conhecimento em arte, ampliando a discussão sobre o que é o projeto na investigação em Escultura.
Lisboa, 23 de junho, 2026
Sérgio Vicente e José Esteves
traje para todos — exposição de ana margarida valente
Jul 09 2026
14 JULHO > 16 AGOSTO 2026 I MUSEU NACIONAL DOS COCHES
A partir de 14 de julho, está patente no Museu Nacional dos Coches a apresentação do projeto inclusivo Traje para Todos, da autoria de Ana Margarida Valente, em colaboração com o Museu Nacional do Traje e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
TRAJE PARA TODOS é um projeto que tem vindo a ser desenvolvido por Ana Margarida Valente, no âmbito do seu doutoramento em Belas-Artes – especialidade de Ciências da Arte e do Património, da Universidade de Lisboa.
Tem como objetivo principal contribuir para uma experiência museológica mais inclusiva e acessível através da integração de conteúdos táteis associados à coleção de traje histórico. Os materiais produzidos neste projeto visam complementar a observação visual das peças expostas, permitindo uma compreensão mais aprofundada das formas, volumes, texturas, técnicas de confecção e elementos decorativos presentes nos trajes.
Através de reproduções e amostras concebidas especificamente para manipulação, os visitantes podem explorar aspetos do património têxtil normalmente inacessíveis devido às necessidades de conservação das peças originais. Esta abordagem beneficia particularmente pessoas com deficiência visual, mas enriquece igualmente a experiência de todos os públicos, reconhecendo o tato como uma importante ferramenta de aprendizagem, descoberta e envolvimento com o património cultural.
Já se encontram finalizadas 5 recriações de trajes históricos que permitem explorar a evolução do traje ao longo dos períodos representados na coleção do Museu Nacional do Traje. Estas peças são maioritariamente confeccionadas pela doutoranda, com técnicas e materiais historicamente adequados sempre que possível, nomeadamente:
- Um traje feminino e um traje masculino do último quartel do século XVIII
- Um traje infantil feminino de estilo Império;
- Um traje masculino da década de 1830, proveniente da antiga exposição “Pare, Escute e Toque”, patente no Museu Nacional do Traje entre 1995 e 2008;
- Um traje feminino da Belle Époque c. 1894-1897).
As recriações incluem todas as peças necessárias à utilização, desde a roupa interior e as estruturas responsáveis pela construção das silhuetas características de cada época até às camadas exteriores visíveis, permitindo uma compreensão global da forma como estes trajes eram construídos e usados.
Encontra-se em fase de conclusão pela doutoranda 1 Dossier de Amostras Têxteis (acompanhado de legendas em Braille e em caracteres ampliados, bem como de símbolos ColorADD em relevo que permitem a identificação tátil das cores) e 1 Maleta Pedagógica dedicada ao ciclo de processamento do linho, contendo amostras da fibra nas diferentes fases da sua preparação, cedidas pela associação O Saber Fazer.
O projeto encontra-se numa fase de avaliação em contexto expositivo. A apresentação destes materiais num museu permitirá testar metodologias, recolher contributos dos visitantes e avaliar o impacto dos recursos táteis na mediação do património.
Estando o Museu Nacional do Traje encerrado para requalificação, numa lógica colaborativa entre entidades da Museus e Monumento de Portugal, E.P.E., e dada a ligação histórica entre as duas instituições, ambas prosseguindo objetivos nas áreas da acessibilidade e da inclusão, as reproduções de traje criadas por Ana Margarida Valente vão agora estar disponíveis ao público numa ala da exposição do Museu Nacional dos Coches, o que também contribui para a maior contextualização histórica e social dos coches e carruagens e seus utilizadores. Todos os visitantes são convidados a tocar e explorar as reproduções de traje, acompanhando a evolução das suas principais características entre o final do século XVIII e o final do século XIX.
A exposição abre ao público no dia 14 de julho, pelas 18h30, estando patente até 16 de agosto.
Assim, no âmbito desta parceria, o Museu Nacional dos Coches e o Museu Nacional do Traje, em articulação com a investigadora Ana Margarida Valente e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, promovem a experiência de conhecer o traje histórico de forma mais participativa, inclusiva e multissensorial.
Afinal, a acessibilidade beneficia TODOS os visitantes, tornando a interpretação e a fruição do património cultural mais ricas e verdadeiramente inclusivas.
Projeto “Traje para Todos. Criação de Acessibilidades para a Exposição Permanente do Museu Nacional do Traje”. Doutoramento de Ana Margarida Valente em Belas-Artes – especialidade de Ciências da Artes e do Património, com orientação de Marta Frade (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) e Dóris Santos (Museu Nacional do Traje), financiamento com uma bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), em colaboração com o Museu Nacional do Traje e com o apoio da ColorADD.
Nota Biográfica de Ana Margarida Valente
Ana Margarida Valente é licenciada em Línguas, Literaturas e Culturas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Na mesma instituição concluiu o mestrado em Tradução e uma pós-graduação em Estudos Medievais. Encontra-se atualmente a concluir o Doutoramento em Belas-Artes, especialidade de Ciências da Arte e do Património, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, sob a orientação das Professoras Doutoras Marta Frade e Dóris Santos.
O projeto “Traje para Todos” nasceu de uma experiência pessoal. Enquanto visitante cega, Ana Margarida Valente encontra frequentemente barreiras no acesso às exposições museológicas, onde a informação é transmitida quase exclusivamente através da visão.
Numa visita ao Museu Nacional do Traje, em 2021, interrogou-se sobre como seria possível tornar aquele património mais acessível sem comprometer a conservação das peças históricas. Dessa questão surgiu um percurso de investigação que deu origem ao projeto, hoje dedicado ao desenvolvimento de soluções táteis inclusivas para a interpretação do património cultural.
soneto — exposição de ilídio salteiro
Jul 09 2026
15 JULHO > 18 OUTUBRO 2026 I PANTEÃO NACIONAL
Inaugura no dia 15 de julho, às 18h30, no Panteão Nacional, a exposição Soneto de Ilídio Salteiro. A exposição ficará patente até 18 de outubro de 2026.
Curadoria de Juan Sandoval e Olga Pomares
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 3ª a domingo – 10h00/18h00
Entrada: segundo as normas do monumento
Soneto explora a relação entre Pintura e a Poesia, assumindo um percurso bidirecional: da pintura à poesia e da poesia à pintura. Ele embrionou nas leituras de Ilídio Salteiro sobre a tratadística da Pintura antiga, em paralelo com leituras de poesia dos séculos XV e XVI.
Trata-se de uma instalação de quatorze pinturas, cada uma das quais com 162 cm x 200 cm, realizadas entre 2023 e 2025, compostas no espaço central do Panteão Nacional, em dois prismas quadrangulares e dois prismas triangulares, ou seja, em dois quartetos e em dois tercetos de um soneto à maneira de Petrarca, Camões ou Miranda.
Soneto, torna-se um pensamento, uma forma e um corpo estruturado a partir de ligação entre pintura e poesia: catorze unidades iguais (catorze versos decassilábicos) divididas em quatro setores (quartetos e tercetos) e organizadas por ritmos (rimas) iconográficos ou plásticos. É uma obra cujo objetivo será propiciar uma visão estética capaz de gerar metáforas, alcançadas por sensibilidade, intuição, criatividade e imaginação.
Ilídio Salteiro, professor na FBAUL, investigador e pintor, iniciou sua carreira artística na década de 1970, a sua produção plástica enquadra-se nas correntes artísticas da pós-modernidade, aproximando-se dos movimentos de renovação da arte portuguesa. Sua obra atual releva uma poética no âmbito da pintura figurativa, entre realidade e ficção, imbuída de uma metafísica espacial como a reação humanista possível ao “estranho” mundo atual.
Juan García Sandoval e Olga C. Rodriguez Pomares acompanham este projeto desde 2023 e são respetivamente crítico de arte e diretor do Museu de Belas Artes de Múrcia e
artista e professora da Faculdade de Belas Artes de Granada.
voz e linha – exposição de Isabella Navarro
Jul 09 202606 > 23 JULHO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Voz e Linha de Isabella Navarro inaugura dia 06 julho pelas 18h e está patente de 06 a 23 julho, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Ana Bailão
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Voz e Linha aproxima a tradição da cultura popular portuguesa dos Lenços dos Namorados às narrativas contemporâneas. A linha torna-se instrumento de diálogo, assumindo-se como uma linguagem de contínua escuta, criação e preservação da memória.
Na sua produção artística, Isabella Navarro propõe uma reflexão sobre as relações entre tradição e tecnologia, património e inovação, memória e criação contemporânea. A artista investiga diferentes formas de comunicação e de transmissão de conhecimento através do bordado, aproximando práticas artesanais e sistemas computacionais.
A exposição coloca em relação processos humanos e computacionais, revelando aproximações, desvios e novas possibilidades de criação. Ao integrar saberes tradicionais e tecnologias contemporâneas, convida o público a refletir sobre os modos como a cultura é produzida, preservada e continuamente reinventada.
Integrando a investigação doutoral da artista no âmbito das Ciências da Arte e do Património, o projeto Voz e Linha amplia a discussão sobre a documentação dos processos criativos, a preservação do património e os desafios colocados pelas práticas artísticas que incorporam diferentes tecnologias e sistemas computacionais.
Isabella Navarro é artista plástica, investigadora luso-brasileira e reside em Lisboa.
Desenvolve uma produção que estabelece diálogos entre Brasil e Portugal, tendo como eixos a memória, o património e a identidade cultural. A sua prática articula processos artísticos tradicionais e diferentes tecnologias contemporâneas.
É doutoranda em Belas-Artes, especialidade de Ciências da Arte e do Património na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde desenvolve investigação em Media Arte. É Mestre em Conservação de Arte Moderna e Contemporânea pela mesma instituição, com a dissertação: A importância da colaboração entre o artista e o conservador-restaurador: o problema da obsolescência. Licenciada em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi também aluna de cursos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
As suas obras têm sido apresentadas em instituições e espaços culturais no Brasil e em Portugal. Participou da Bienal de Arte Sacra em Portugal, recebeu o Prémio de Pintura no concurso A Brasileira, em Lisboa, entre outras distinções. Realiza projetos colaborativos e educativos que aproximam arte, cultura, comunidade e tecnologia.
xCoAx 2026 — 14th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
Jul 09 2026
08 > 10 JULY 2026 I TORINO, ITALY
xCoAx 2026 – 14th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
8-10 July 2026 – Torino, Italy
Submit before February 1, 2026.
xCoAx explores the intersections where computational tools and media meet art and culture in the form of multi-disciplinary enquiries on aesthetics, computation, communication and the elusive X factor that connects and affects them all.
xCoAx is a great chance for international audiences to exchange ideas in search of interdisciplinary synergies between artists, media practitioners, computer scientists, and theoreticians at the thresholds between digital arts and culture.
xCoAx 2026 will take place at the Palazzo Madama museum in Torino, Italy, under the auspices of the Department of Philosophy and Education Sciences of the University of Torino.
Call for papers, artworks, performances, School of X applications.
xCoAx 2026 calls for papers, artworks, performances and research works-in-progress by scholars, artists, performers and students working on any of its multi-disciplinary facets.
You are invited to submit theoretical, practical or experimental research work in the form of papers, artworks, or performances, on a range of topics that includes but is not limited to the following:
Computation / Communication / Aesthetics / X / Algorithms / Systems / Models / Artificial Aesthetics / Artificial Intelligence & Creativity / Artistic explorations of digital game technologies / Audiovisuals / Multimodality / Design / Interaction / Generative Art & Design / History / Mechatronics / Physical Computing / Music / Sound Art / Performance / Philosophy of Art & of Computation / Computational Photography and Image Technologies / Technology / Ethics / Epistemology
If you are a Master’s or PhD student you also have the opportunity to apply for the School of X.
All information on how to submit papers, artworks, performances, and applications to the School of X is available at https://xcoax.org
Important dates:
- February 1 (end of day anywhere on Earth): Deadline for submissions.
- March 23: Notifications to authors.
- April 20: Registration deadline for authors.
- April 26: Delivery of final versions of full papers and extended abstracts of artworks and performances for the proceedings.
- May 3: Delivery of final versions of multimedia files for the website.
- July 6 to 7: xCoAx exhibition set-up at Palazzo Madama.
- July 8 to 10: xCoAx conference, exhibition, and performances.
Contacts:
email: info@xcoax.org
instagram: @xcoaxorg
bluesky: xcoax.org
tolerance poster show: talk
Jul 08 2026
15 JULHO 2026 > 17H00 I AUDITÓRIO DO MUDE
Perante a exibição, em vários locais de Lisboa, da TOLERANCE POSTER SHOW no âmbito do Tolerance Project Inc. — uma iniciativa internacional e itinerante de design e arte criada em 2017 pelo designer Mirko Ilić — deve-se entender este momento de diálogo (TALK) como um território de negociação entre diferenças. Entre outros aspetos, extrai-se do que sabemos que a tolerância social e política constitui um fator determinante no desenvolvimento projetual em design, influenciando tanto os processos criativos como as decisões éticas, comunicacionais e funcionais dos designers.
Num contexto marcado por crescente polarização, diversidade cultural e disputas em torno da representação, o design deixa de ser entendido apenas como uma prática técnica ou estética, passando a assumir um papel activo na mediação entre diferentes valores, identidades e expetativas sociais.
Este debate procura refletir sobre o modo como os designers são afetados por questões de tolerância no exercício da sua atividade, nomeadamente na definição de públicos, na escolha de linguagens visuais, na inclusão de minorias, na negociação com clientes e instituições e na antecipação de possíveis reações sociais ou políticas aos seus projetos.
Participantes na mesa-redonda:
Tiago Krusse
Pedro Neto
Sílvia Matias
Ana Lia Santos
Jorge Silva
Organizadores:
Ana Thudichum Vasconcelos
Bárbara Coutinho
Sofia Águas
Sónia Rafael
Victor M Almeida
Iniciativa:
CIEba / FBAUL
MUDE
Bios dos palestrantes:
Tiago Krusse, 54 anos, Lisboa
Tiago Krusse é jornalista profissional há mais de 30 anos e dirige a DESIGN MAGAZINE, sediada em Lisboa — um portal de notícias focado em design, arquitectura e indústrias culturais e criativas. Paralelamente dedicada-se a diversas iniciativas relacionadas ao design e à difusão da cultura do design, tanto em Portugal como no estrangeiro. Foi director do escritório de representação do iF International Forum Design em Portugal, embaixador em Portugal da iniciativa “Design For Europe” (projecto co-financiado pela União Europeia) e Director de Comunicação da Associação Nacional de Designers de Portugal. Tem integrado, como júri, competições internacionais de design, como o iF Design Award (Alemanha), o Brazil Design Award (Brasil), o DuPont International Design Competition (Suíça), o Reciprocity Design Liège Les Nouveaux Objets (Bélgica) e o Buildner Architecture Competitions + ArchDaily (multinacional). É convidado para participar em simpósios e bienais internacionais ligadas às indústrias culturais e criativas. Em todos os seus trabalhos e actividades, coloca o foco na valorização do bom design e o desempenho activo na disseminação da cultura do design. Cursou Ciências da Comunicação, na Universidade Independente, em Lisboa, na variante de Jornalismo tendo completado o último semestre do 4.º ano no Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalista onde efectuou os módulos de Imprensa, Rádio e Televisão. Nos últimos anos tem dedicado trabalho relacionado à neurociência e as suas aplicações nos campos do design e da arquitectura.
Pedro F. Neto (Tomar, 1984) arquitecto, antropólogo e cineasta.
É arquitecto pela FAUP (2009) e doutorado em Antropologia (EHESS, Paris/ISCTE-IUL). Actualmente é professor e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa). O seu trabalho explora o fenómeno do deslocamento forçado — devido a conflitos, violência, projectos de desenvolvimento, extractivismo, e/ou alterações climáticas. Conduziu pesquisa em Angola, Zâmbia, Moçambique, Guiné-Bissau, Senegal e Portugal. Como consultor, trabalhou para o PNUD, PBF, Interpeace, Camões IP, IMVF, TESE, entre outros.Como cineasta, é autor de vários obras apresentadas e reconhecidas a nível internacional, Equadro (2026), Abissal (2025), Guadiana in Four Movements (2025), WIthering Refuge (2024), YOON (2021), entre outros.
Silvia Matias é designer e diretora criativa, fundadora do NON—OFF Studio, em Lisboa. Foi distinguida pelo Type Directors Club de Nova Iorque em 2022 e 2024, reconhecida pelo ADC New York e nomeada Designer do Ano pelo Clube da Criatividade de Portugal em 2023. Colaborou com estúdios como FABRICA Research Centre, FOLCH, VHILS Studio e PENTAGRAM. É professora convidada na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e cofundadora do programa WOMEN MAKERS, em Milão. Tem apresentado o seu trabalho internacionalmente, e a sua mais recente instalação foi exposta no MUDE – Museu do Design e da Moda.
Ana Lia Santos é licenciada em Design de Equipamento e Mestre em Design pela FBAUL, desenvolve actualmente o seu doutoramento, é investigadora no CIEBA e professora convidada. O seu percurso é pautado por trabalho em diversas áreas: iniciou a ilustração na Galeria Monumental na década de 90, passando depois para publicidade pela mão do fotografo Pedro Miguel Frade. Trabalhou com o Arquitecto Miguel Arruda, de quem foi aluna, entre 90 e 97, tendo depois assumido a direção de projecto da Classificado – Photobition PLC (UK) durante a Expo98. Vota à publicidade entre 2000 e 2005, trabalhando com a Comuniquê (UK), Abrinicio, 37 Design e JWT. Em 2004 é convidada para dar aulas na FBAUL, introduzindo a cadeira de Design Management. Paralelamente cria a Deslink Design, o DDlab e a ‘meiada design studio’ onde assume o papel de Chief designer e o trabalho flui entre o design de equipamento, comunicação, interiores, cenografia, arquitectura, publicidade, direcção criativa, edição de moda, coordenação e curadoria de exposições, gestão do design e consultoria. É afiliada da ADCE – Art Directors Club of Europe e do CCP clube criativos portugal. Desde 2023, a convite de Michele Fajtmann passa a integrar o conselho Consultivo da Lisbon Design Week.
Jorge Silva (Lisboa, 1958) é designer de comunicação, especializado em design editorial e direção de arte. Foi diretor de arte dos jornais Combate, O Independente e dos suplementos Y e Mil Folhas do Público, distinguido com vários prémios da SND. Fundou o estúdio Silvadesigners em 2001, criando a identidade de numerosas marcas culturais, incluindo a icónica sardinha de Lisboa (2003). Foi diretor de arte do Grupo Leya e consultor da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Leciona na Faculdade de Belas Artes do Porto e é membro da AGI – Alliance Graphique Internationale desde 2012.
Designing Sustainable Futures – exposição com curadoria de Ana Mestre
Jul 07 202621 MARÇO > 31 JULHO 2026 I PAVILHÃO DE PORTUGAL
Como desenhamos um futuro melhor? A exposição “Designing Sustainable Futures” convida famílias, estudantes e curiosos a descobrir como o design, a ciência e a natureza se unem para responder aos desafios do nosso planeta. De 21 de março a 31 de julho de 2026, o Pavilhão de Portugal acolhe uma exposição pensada para todas as gerações.
Porquê visitar?
- Excelência e inovação no design de equipamento para o contexto diplomático tendo por mote a floresta e as alterações climáticas.
- Laboratório de projetos sobre os novos desafios e avanços no design com soluções para a economia circular e sustentabilidade.
- Reflexão sobre o futuro do design a partir de propostas e experiências que dão resposta aos desafios ambientais e sociais do design.
Uma experiência para todos.
Com curadoria da designer e docente da FBAUL Ana Mestre, que celebra 25 anos de carreira, e a participação de investigadores da Universidade de Lisboa, esta é uma oportunidade rara para conhecer projetos inovadores que saem dos laboratórios e gabinetes diplomáticos diretamente para o olhar do público.
Seja um jovem explorador de 8 anos ou um entusiasta de 80, venha descobrir esta narrativa visual e interativa organizada em dois núcleos:
Sentidos da Floresta (Núcleo I)
Abertura a 21 de março, Dia Mundial da Floresta.
Comece a visita com uma homenagem à natureza. Veja de perto o design de excelência criado para a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, incluindo a mesa modular Symbiosis e a icónica Forest Chair desenvolvidas pelo SUSDESIGN Studio & Research.
Para todos: uma experiência imersiva que desafia os visitantes a vivenciar os cinco sentidos da floresta.
Design Futures Dialogues (Núcleo II)
Abertura a 21 de março.
O que acontece quando o design se junta à biologia e à engenharia? Como é que as técnicas ancestrais contribuem para a sustentabilidade? Como é que os resíduos podem dar vida a novas soluções de design?
Descubra 20 projetos fascinantes que propõem soluções para a poluição, o consumo excessivo e as alterações climáticas.
Para descobrir: novos materiais e ideias reais de alunos e investigadores para uma transição sustentável.
Horário
De 3.ª feira a domingo: das 10h00 às 18h00
Centro de Exposições do Pavilhão de Portugal
visitas guiadas e atividades
Para o Público Geral e Famílias
De 21 de março a 31 de julho de 2026
No segundo domingo de cada mês, as portas do conhecimento abrem-se para todos.
Participe nas nossas visitas guiadas, com a designer Ana Mestre.
Datas: 12 de abril, 10 de maio, 14 de junho e 12 de julho
Para Escolas (3.º Ciclo e Secundário)
De 22 de abril a 30 de junho de 2026
Traga a sua turma para explorar o design como ferramenta de transformação.
Visitas guiadas e oficinas práticas disponíveis mediante marcação.
Biografia
Ana Mestre, nasceu em Lisboa (1978), é doutorada em Sustainable Design Innovation pela Delft University of Technology na Holanda. É Professora Auxiliar em Design de Equipamento na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. É professora visitante na Loughborough University London.
Desde 2000 que coordena e desenvolve trabalho de investigação na área do Ecodesign e Design para a Sustentabilidade e mais recentemente na área do Design para a Economia Circular. Foi fundadora da SUSDESIGN – estúdio de design para a sustentabilidade (2006), no âmbito do qual desenvolveu a iniciativa ´Design Cork for Future Innovation and Sustainability´ (2008) e a marca a CORQUE DESIGN (2009).
Possui um portfólio de mais de 50 exposições de design em vários destinos internacionais, tais como a exposição ´Cork Design Pionners´ (2011) em Nova Iorque e a exposição Destination Portugal no MoMa, também em Nova Iorque.
Em 2015, foi nomeada como finalista ao Prémio Português de Design com o seu trabalho de design em cortiça. Em 2016, o comitê científico da fundação “La Triennale di Milano” nomeou e destacou o seu trabalho e exposição CORQUE#016, no âmbito da “XXI Trienal di Milano – Design After Design”.
Entre 2016 e 2018 foi ´Research Fellow´ na Nothingham Trent University onde desenvolveu o Pós Doutoramento na área do Design para Economia Circular e oMBA.
Entre 2020 e 2021 foi consultora especialista na área do Design para a Sustentabilidade e Economia Circular para a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021 (PPUE 2021), no âmbito do qual foi consultora da Direção da Missão Diplomática, e desenvolveu o design de mobiliário das áreas sociais da sede da PPUE 2021 e da Cimeira Social Europeia 2021. Em 2023 iniciou a coordenação da iniciativa Design Futures apoiada pela Direção-Geral das Artes do Ministério da Cultura e co-produzida pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. É atualmente coordenadora do Future Worlds Lab, grupo de investigação do CIEBA – Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes.
Young Design Generation ’26 – exposição
Jul 07 202627 MAIO > 27 JULHO 2026 I MUDE
A exposição YDG’26 inaugura a 27 maio, pelas 11h, no MUDE, e ficará patente de 27 maio a 27 julho 2026.
A exposição reúne os 20 trabalhos finalistas da Open Call YDG’26, iniciativa promovida pela Lisbon Design Week, em colaboração com o MUDE – Museu do Design, e o apoio do novobanco. Este projeto impulsiona talentos emergentes e revela a diversidade de abordagens, linguagens e práticas que definem a atualidade, incluindo também informação sobre todas as propostas apresentadas a concurso.

A Open Call encontra-se encerrada. Agradecemos todas as excelentes submissões. Os nomes dos finalistas já podem ser consultados abaixo!
Anita Cen
Baptiste da Silva
Beatriz dos Anjos + Madalena Barros
Bernardo Fernandes
Bruno Dray
Carolina Hermenegildo
Carolina Moreira
Daniel Elkayam
Daniel Sampaio
Gil Monteverde
Inês Santos
José Vieira + Tomás Cruz
Mariana Silva + Margarida Silva + Mariana Gouveia + Afonso Quintela
Íris Ribeiro
Marta Braga + Constança Gonçalves
Marta Magalhães
Moisés Oliveira
Pedro Matos + Mariana Esteves + Bernard Gerber
Sunniva Toppe Tolaas
Tiago Canário
#Júri
Bárbara Coutinho, MUDE – Museum of Design
Paulo Tomé, Novobanco
Ana Thudichum, CIEBA Universidade de Lisboa
Sam Baron, Sam Baron & Co & & LDW
Maria Rebelo Pinto, Aires Mateus e Associados & LDW
Marco Sousa Santos, Branca Lisboa & LDW
Rafael Pereira, MarakaBranka studio
Mais informação através do website e por email.
IG @lisbondesignweek
O Movimento da Alma na ‘Paixão de Cristo’ de Rafael Bordalo Pinheiro
Jul 06 2026
14 MAIO > 30 SETEMBRO 2026 | MUSEU JOSÉ MALHOA, CALDAS DA RAINHA
No dia 14 de Maio de 2026, às 10h30, inaugura no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, a exposição de desenho e o seminário intitulados O Movimento da Alma na “Paixão de Cristo” de Rafael Bordalo Pinheiro – Entre desenhos e reflexões. A exposição ficará patente até 30 setembro.
A exposição apresenta os desenhos produzidos durante a residência e, no dia da abertura, decorre um seminário dedicado ao debate e à reflexão crítica sobre a obra de Bordalo Pinheiro, os museus e as suas possibilidades contemporâneas.
O seminário contará com investigadores e profissionais como Artur Ramos, Luís Jorge Gonçalves, João Alpuim Botelho, Dora Mendes, Marta Galvão Lucas, entre outros convidados.
O público é convidado a participar neste diálogo sobre património, criação e pensamento artístico atual.
Acesso gratuito.
Este evento é uma organização do:
Museu José Malhoa/Museus e Monumentos de Portugal
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa/ VICARTE Vidro e cerâmica para as artes/ CIEBA, Centro de Investigação e de Estudo em Belas-Artes
Universidade Federal de Rio Grande do Norte/ Grupo de Pesquisa de Género, Políticas Públicas e Sociedade
Quando Rafael Bordalo Pinheiro, entre 1887 e 1899, criou a Paixão de Cristo, para as capelas da Via Sacra da Mata do Buçaco, por encomenda do governo português, através do Ministro Emidio Navarro, estava a retomar uma tradição da arte ocidental sobre a dramatização da vida de Jesus, em esculturas policromadas de terracota.
Previam-se 86 esculturas de escala natural, com 12 Passos da Paixão. Por diferentes dificuldades, o projeto inicial não foi concluído, tendo chegado aos nossos dias as seguintes cenas: Jesus no Horto, Traição de Judas, Passagem do Cedron; Jesus em casa de Anás; Jesus na casa de Caifás; Jesus perante Pilatos; Jesus perante Herodes; Pilatos lavando as mãos e Jesus a Caminho do Calvário.
Na atualidade encontra-se no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, cidade onde Rafael Bordalo Pinheiro localizava a sua fábrica de cerâmica. Trata-se do seu projeto mais ambicioso, que nos demonstra as suas capacidades como artista. Através das esculturas observamos dramatismo, expressão e uma plasticidade muito bem explorada, que nos conduz ao sublime. Tinham passados os tempos do dramatismo do Barroco, onde se explorava com emoção os Passos da Paixão, através das vias sacras, em esculturas que podemos examinar no Bom Jesus do Monte, em Braga, na Serra do Pilar, na Póvoa de Lanhoso, ou em Congonhas, em Minas Gerais, no Brasil. No entanto, Rafael Bordalo Pinheiro explorou, na terracota, o dramatismo através dos rostos, dos corpos, das panejamentos e das cores.
A diversidade das cenas é um desafio para o desenho que foi proposto a alunos de desta disciplina da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Estes desenhos, executados a partir dos originais e no próprio espaço do Museu José Malhoa, constituem dez aproximações individuais à obra de Rafael Bordalo Pinheiro A Paixão de Cristo. A diversidade fisionómica aliada à modelação ligeiramente inacabada das esculturas é o cruzamento de interpretações ilimitadas à reconstrução e à reinvenção das figuras. Todos os dez artistas convidados abordaram a obra segundo múltiplos pontos de vista e não só no sentido literal. Cada uma das aproximações reconstrói o espaço, cria contextos, reinventa as personagens, acentua expressões e idealiza visões e fisionomias. O desenho, associado vulgarmente ao essencial acaba por aliar o rigor da forma com a agradabilidade da cor, para nos surpreender com o potencial da obra de Rafael. Na verdade, estas sessões desenvolvidas no museu constituem momentos únicos de observação, análise, descoberta e conhecimento sem paralelo graças ao contacto direto e natural com as obras de arte. Estes desenhos são a celebração desses momentos.
ivens perspectives — exposição de laura ribeiro
Jul 06 202626 JUNHO > 13 SETEMBRO 2026 I IVENS LIVING REAL ESTATE
Inaugura no dia 26 de junho, no espaço IVENS Living Real Estate, Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa, a exposição de Laura Ribeiro, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos seus artistas, em contexto formativo.
Coordenação: Investigadora Ana Matilde Sousa
Laura Ribeiro (n. 2004) vive e trabalha em Lisboa, onde frequenta o 3.º ano da Licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Nas obras apresentadas nesta exposição, dedica-se à transposição da linguagem musical para o campo pictórico, transformando a tela num espaço de tradução sinestésica, onde cada pintura corporiza uma composição específica. Participou em exposições como a coletiva Novos Artistas de Setúbal (Instituto Português do Desporto e Juventude de Setúbal, com o apoio do Gabinete da Juventude de Setúbal), Primary Colors (residência de coworking Sítio, Setúbal) e GABA – Galerias Abertas (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 18.ª edição, 2025, e 19.ª edição, 2026).
universidade de lisboa no rock in rio
Jun 22 2026
20 > 28 JUNH0 2026
Entre os dias 20 e 28 de junho de 2026, a Universidade de Lisboa marca presença no Rock in Rio Lisboa 2026 com um programa diversificado de atividades abertas ao público. Visita o stand da ULisboa e participa em experiências de ciência, tecnologia, arte e desporto!
A Faculdade de Belas-Artes vai estar presente no stand da Universidade de Lisboa, um espaço de descoberta, experimentação e interação para visitantes de todas as idades.
Realidade virtual aplicada à saúde e à aprendizagem prática, Mixed Reality em design, o protótipo NIDUM, a maquete EcoCar, a Sinalética Campus, são alguns dos projetos apresentados pela Faculdade de Belas-Artes no stand da Universidade de Lisboa, no Rock in Rio.
O stand reúne estudantes, investigadores, docentes e equipas técnicas num ambiente dinâmico onde a ciência, a tecnologia, a inovação, a arte e o desporto se cruzam com a curiosidade e a participação do público. Os visitantes terão a oportunidade de explorar novas tecnologias, experimentar atividades interativas, conhecer projetos de investigação e descobrir como o conhecimento produzido na Universidade contribui para responder aos desafios da sociedade.
A entrada é aberta a todos os visitantes do festival.
Participa!
Visita o stand da ULisboa, experimenta as atividades, conversa com quem faz ciência e inovação todos os dias e descobre como a Universidade de Lisboa está a ajudar a construir o futuro.
Consulta o programa completo AQUI e junta-te a nós na Cidade do Rock, no Rock in Rio Lisboa 2026.
reflect 2.0 introspective – exposição de rita andrade
Jun 22 202612 > 26 JUNHO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Reflect 2.0 INTROSPECTIVE de Rita Andrade inaugura dia 12 junho pelas 17h e está patente de 12 a 26 junho, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Carlos Vidal
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Reflect 2.0 INTROSPECTIVE consiste, maioritariamente, na intervenção pictórica em espelhos antigos recuperados pela artista, criando uma experiência que convida o espectador a refletir sobre questões da sociedade contemporânea.
Os espelhos não estão completamente cobertos, mantendo-se uma ambivalência intencional no projeto. Por um lado, o observador vê o seu próprio reflexo. Por outro, é desafiado a olhar para além da sua imagem e a confrontar aquilo que o espelho sugere como espaço de interpretação.
Este conjunto de obras propõe uma leitura crítica do presente, explorando a relação entre o indivíduo e o contexto social em que se inscreve. Através da tensão entre o visível e o sugerido, o trabalho abre um espaço de reflexão contemporânea sobre identidade, responsabilidade e a forma como nos posicionamos perante as dinâmicas sociais e políticas que estruturam o mundo atual.
Rita Andrade é uma artista socialmente comprometida, nascida e baseada em Lisboa. Licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 2020 e concluiu o mestrado em Art & Politics na Goldsmiths, University of London, em 2021.
O seu percurso inclui várias exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, entre as quais se destacam Identity and Land (2023), Reflect (2024) e The Unbearable Lightness of Power (2025).
A sua prática artística centra-se no potencial transformador da arte enquanto forma de comunicação e intervenção pacífica. O seu trabalho é guiado por um compromisso com os direitos humanos e por experiências em contextos como a Palestina e Honduras, privilegiando uma abordagem de investigação imersiva que permite uma compreensão aprofundada das realidades que aborda.
Enquanto artista e agente de reflexão, Rita Andrade propõe um diálogo crítico sobre o papel do indivíduo no mundo contemporâneo, explorando formas de consciência, responsabilidade e posicionamento face às estruturas de poder e às narrativas que moldam a sociedade.
ivens perspectives — exposição de francisco cardoso
Jun 22 202618 MAIO > 25 JUNHO 2026 I IVENS LIVING REAL ESTATE
Inaugura no dia 18 de maio, no espaço IVENS Living Real Estate, Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa, a exposição de Francisco Cardoso, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos seus artistas, em contexto formativo.
Coordenação: Investigadora Ana Matilde Sousa
Francisco Cardoso nasceu em Évora e reside atualmente em Lisboa, onde frequenta o curso de Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. No seu trabalho, aborda frequentemente o corpo como meio de expressão, utilizando o autorretrato como um processo de autoconhecimento e de partilha com o mundo. Através da imagem, explora emoções, questões internas e a relação com o próprio corpo, procurando uma constante experimentação de técnicas, abordagens e linguagens visuais, onde o erro é encarado não como fracasso, mas como oportunidade de aprendizagem e descoberta. Esse processo de tentativa, erro e reinvenção é essencial para o seu crescimento artístico, procurando construir uma narrativa honesta, vulnerável e em constante transformação. Participou em exposições coletivas como Corrente de Ar Vol. V (2025), Casa da Ladra (2025), resultante de uma residência artística de três meses, Fora de Zona (2025) e O Último Tranca a Porta (2025).
gentrification ll
Jun 22 2026
05 > 29 JUNHO 2026 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 5 de junho às 18h30, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Gentrification II.
Horário: 2ª a 6ª – 11h00/19h00
Promovido pelo projeto Erasmus BIP Estratégias de Projeção Internacional em Estudantes de Arte, que reúne a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Salamanca, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e a Academia Nacional de Belas Artes de Oslo, surge um projeto de exposição e investigação coletiva que procura integrar estudantes da área das artes num contexto propício ao desenvolvimento de relações internacionais e interculturais.
Tomando como tema central o processo de gentrificação, o projeto reflete sobre as transformações e os impactos urbanos e sociais associados a este fenómeno. O termo foi utilizado pela primeira vez por Ruth Glass, em 1964, para descrever a deslocação residencial das classes médias para antigas áreas operárias e de baixos rendimentos em Londres (Gonçalves, 2009). A partir desta problemática, os estudantes foram convidados a desenvolver propostas artísticas e reflexões críticas que explorem os impactos da gentrificação nos seus territórios, nas comunidades e nas dinâmicas culturais contemporâneas.
Conferência e atividades Urban Creativity 2026 (13ª edição)
Jun 20 2026
02 > 04 JULHO 2026 I GRANDE AUDITÓRIO FACULDADE BELAS-ARTES
O graffiti e o muralismo podem ser considerados Património Imaterial? Ao promoverem uma ligação visceral e intuitiva entre o cidadão e a forma física da cidade, estas práticas transcendem o mero “objeto artístico”. Em vez disso, representam um processo dinâmico e coletivo, essencial para a vitalidade urbana.
Estas práticas desafiam o Cânone da Arte Clássica, exigindo um afastamento das suas estruturas historicamente eurocêntricas e exclusivas. Longe de sinalizar o esgotamento da arte, o graffiti oferece um caminho de renovação através da hibridização de superfícies físicas e da imagem em movimento. Esta evolução abrange não apenas as narrativas digitais e cinematográficas na paisagem, mas também a consciência profunda de que as imagens que construímos nunca são estáticas.
O tema da edição de 2026 da Urban Creativity Conference + Activities surge de 3 eixos:
Imaterial
Cânone da Arte
Imagem em Movimento
Programa e atualizações em Urbancreativity.org
Urban Creativity faz parte de um processo de investigação contínuo que, na edição de 2026, foi desenvolvido em colaboração com a Linha Temática do CIEBA em Projetos Exploratórios e Sociedade / grupo Cidade Sistémica – Práticas Interdisciplinares, e ITI-LARSYS, Linha de Investigação alt.IxD.
Com o apoio de:
FBAUL – Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (pessoal e infraestruturas)
CIEBA – Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes
ITI-LARSYS – GAU-CML
Atividades paralelas com:
YYCS e Spray Report
Designing Sustainable Futures – Programação Científico-Pedagógica
Jun 20 202621 MAIO > 30 JUNHO 2026 I PAVILHÃO DE PORTUGAL
Partindo dos temas da exposição Designing Sustainable Futures, a curadora Ana Mestre, organiza uma programação que integra o simpósio “Future Worlds Lab meets Design Experiences Research Groups”, a par de um conjunto de apresentações, conversas e workshops, com a participação de dezenas de especialistas e investigadores da Universidade de Lisboa.
SIMPÓSIO “Future Worlds Lab meets Design Experiences Research Groups”
Olhando para o futuro do design e para a forma como este se cruza com a arte, a arquitetura, a engenharia, a biologia e o urbanismo, sempre com foco nos grandes desafios ambientais e sociais do nosso tempo, o simpósio “Future Worlds Lab meets Design Experiences Research Groups” conta com várias apresentações do CIEBA – Linha Temática Experiências Projetuais e Sociedade.
2 de julho, 14h00
Future Worlds Lab
Moderação: Ana Mestre
Oradores: Raquel Santana, Alice Araujo, Rasim Savaskan, João Costa, Diogo Nunes
O Future Worlds Lab apresenta a sua investigação aplicada em arte, design e arquitetura, explorando temas emergentes de forma transdisciplinar. O laboratório cruza abordagens e processos criativos e metodologias participativas, no contexto da inovação para a sustentabilidade, alterações climáticas, economia circular, novas soluções tecnológicas e regenerativas, nomeadamente novos bio-materiais, soluções energéticas renováveis e tecnologias digitais.
A sua missão é imaginar e testar “novos futuros”, quer materiais, como espaços, objetos e matérias que promovem o uso ecoeficiente de recursos, quer imateriais, como a sustentabilidade digital e as novas experiências imersivas e interativas, com o objetivo de contribuir para formas de inovação mais justas, inclusivas e sustentáveis.
2 de julho, 15h30
Design Expandido (Comunicação, Media, Culturas)
Moderação: Luísa Ribas
Oradores: Pedro Duarte Almeida, Sofia Gonçalves, Suzana Parreira
Uma conversa sobre o Design Expandido enquanto campo interdisciplinar que cruza comunicação, media e culturas contemporâneas. Serão exploradas as suas dimensões éticas, estéticas e políticas, bem como o papel das práticas experimentais e das pedagogias inovadoras no futuro do design. A sessão assume o design de comunicação como um campo em expansão, articulando teoria e crítica, práticas projetuais e experimentais, e novas abordagens de exploração, especulação e renovação pedagógica.
2 de julho, 16h30
Arte Pública como Prática Indisciplinada
Moderação: Sérgio Vicente
Oradores: Filipa Ramalhete, Filipa Batista, Margarida Alves
Este grupo propõem uma conversa que articula investigações e processos experimentais — teóricos e práticos — que explorem a criatividade na sua relação com o espaço público. Não se estabelecem limites interpretativos nem barreiras disciplinares ou metodológicas. À semelhança do próprio espaço público, o grupo debate temáticas de uma forma plural e aberta.
2 de julho, 17h30
Arte e Design com a comunidade e mais além
Moderação: Carla Paoliello
Oradores: Helena Elias, Ana Mena, Sónia Rafael, Andrea Bandoni
O grupo apresenta a sua investigação em práticas artísticas e de design que emergem da e com comunidades, entendendo o território, a matéria e o fazer como agentes de transformação social, cultural e ecológica. Com uma abordagem transdisciplinar e colaborativa, explorando modos de criação que envolvem ativamente cidadãos, artesãos, estudantes e outros agentes humanos e mais-que-humanos numa perspetiva crítica e situada. Através de projetos ancorados em territórios concretos e saberes locais, promovemos a experimentação com materiais naturais, sistemas vivos e formas de fazer tradicionais e contemporâneas.
APRESENTAÇÕES & CONVERSAS
21 de maio, 17h00
Laboratory Practices with Bio Materials
Organização: Mestrado e Doutoramento em Design e Arquitetura da ULisboa
Coordenação Científica: José Beirão, Susana Rosado, Ana Mestre, Carla Costa Pereira, Cristina Carvalho
Apresentação dos projetos desenvolvidos na unidade curricular Laboratory Practices with Biomaterials 2026, explorando biomateriais, impressão 3D, biopolímeros, micélio, biopigmentos e soluções circulares. Uma mostra de investigação aplicada que revela o potencial do biodesign.
20 de junho, 10h00
Ensino de Artes Visuais, Sustentabilidade e Responsabilidade Social
Organização: Mestrado em Ensino de Artes Visuais da ULisboa
Coordenação Científica: Odete Palaré e Ana Mena
Um espaço de diálogo entre academia, escolas e comunidade, com apresentação de projetos finais de mestrado que abordam literacias visuais, práticas colaborativas, território, sustentabilidade e inovação pedagógica.
30 de junho, 14h00
Sustainable Design Transitions towards a Regenerative Future
Organização: Mestrado em Design de Equipamento da ULisboa
Coordenação Científica: Ana Mestre
Oradores: Alexandre Marques, Bernardo Fernandes, Diandra Rebelo, Diogo Lourenço, Francisco Vieira, Helena Lourenço, Henrique Coelho, João Francisco Vasconcelos, Josué Crispim, Martim Morais.
Apresentação das propostas de design e inovação desenvolvidas no âmbito da unidade curricular de Métodos de Design, Sustentabilidade e Economia Circular e de Design de Produto e Serviços II, com vista a transição urbana para a sustentabilidade, rumo a um futuro neutro em carbono, mais regenerativo e mais resiliente.
30 de junho, 18h00
Interspecies Research Studio
Organização: ITI – Interactive Technologies Institute
Coordenação: Frederico Duarte
Oradores: Anna Bertmark, Bernardo Gaeiras, Beatrice Maggipinto, Carlos Pastor, Fernanda Soares da Costa, Katerina Iglezak, Mathilde Gouin
O Interspecies Research Studio é um coletivo de investigadores do Interactive Technologies Institute – Universidade de Lisboa (ITI‑Larsys), um laboratório onde arte, ciência e experimentação tecnológica se encontram com a investigação crítica. Os seus membros trabalham como designers interespécies, reconhecendo as interdependências entre pessoas, animais, tecnologias e minerais, e explorando novas formas de coexistência entre espécies e territórios. Criado no contexto da exposição Interespécies (MAC/CCB, 2025), com curadoria de Mariana Pestana, o coletivo tem desenvolvido projetos que testam e redefinem métodos, ferramentas e responsabilidades desta prática emergente.
Nesta mesa‑redonda, o grupo apresenta o seu percurso enquanto coletivo e partilha, de forma informal, os projetos dos seus investigadores‑designers, incluindo dois que integram a exposição Designing Sustainable Futures.
WORKSHOPS
22 de maio, 14h00
Design Circular e Imaginação Coletiva
Organização: KKIDSCELL e Future Worlds Lab | CIEBA
Conceção: Jorge Moita | Coordenação Científica: Ana Mestre
Um workshop prático que convida jovens, famílias e estudantes a trabalhar com materiais reutilizados para imaginar futuros mais colaborativos e regenerativos. É uma experiência intensiva de experimentação material e pensamento coletivo, onde o design surge como ferramenta para a sustentabilidade social e ecológica. Inspirado na metodologia de Jorge Moita em projetos de impacto social e design colaborativo, o workshop combina criação manual, consciência ambiental e reflexão crítica sobre os sistemas de produção contemporâneos.
Mediante inscrição prévia: ana-mestre@edu.ulisboa.pt
22 de maio, 10h00 e 11 de junho, 10h00
Biomimética e Biorreceptividade
Organização: Future Worlds Lab | CIEBA
Conceção: Alice Araújo | Coordenação Científica: Ana Mestre
O workshop apresenta os conceitos essenciais de bioinspiração, biomimética e biorreceptividade, oferecendo uma introdução prática e acessível às abordagens de design sustentável inspiradas nos sistemas naturais. A partir deste enquadramento, os participantes são convidados a cocriar um módulo biorreceptivo para a cidade de Lisboa, explorando estratégias biomiméticas que melhoram funções como termorregulação, ventilação e iluminação natural. Uma oportunidade para experimentar como a natureza pode inspirar soluções inovadoras para cidades mais eficientes e sustentáveis.
Mediante inscrição prévia: alice.sa@edu.ulisboa.pt
22 de maio, 10h00 e 17 de junho, 14h00
Future Design Thinking
Organização: Future Worlds Lab | CIEBA
Conceção: Raquel Santana | Coordenação Científica: Ana Mestre
A partir da metodologia interativa do Design Thinking, e inspirados pelos projetos do Núcleo II da exposição Designing Sustainable Futures, os participantes são convidados a refletir sobre o futuro do design e a desenvolver o seu próprio projeto. Assumindo o papel de um estúdio de design ou de um grupo de investigação, cada equipa irá cocriar uma solução e apresentá-la através de esquemas, desenhos, storyboards e até um mini-documentário produzido ao longo do processo. No final, todos partilham as suas propostas e participam numa conversa aberta sobre o potencial e a relevância das ideias para a construção de um futuro mais sustentável.
Mediante inscrição prévia: csantana@edu.ulisboa.pt
30 de junho, 15h00
Novas realidades e o futuro do desenvolvimento de projeto em design de produto
Organização: Future Worlds Lab | CIEBA
Conceção: João Costa | Coordenação Científica: Cristovão Pereira, Mónica Mendes
Nos últimos anos, a área científica de Design de Equipamento tem absorvido as tecnologias de XR (Extended Reality), realidade virtual (RV), realidade aumentada (AR) e realidade mista (RM), como ferramentas de projeto tanto no campo da ideação e modelação tridimensional, como no campo da prototipagem e apresentação de projetos. Devido às suas características digitais, de grande imersão, responsividade e interatividade as tecnologias de XR permitem iterar, avaliar e validar os projetos e ideias à escala real, simulando acabamentos (cor textura e materiais) tal como a simulação de interações utilizador-objeto e contextos de utilização. Ao imprimirem este dinamismo, permitem reduzir o tempo de produção e custo dos protótipos. Este workshop testa uma das soluções desenvolvidas com as abordagens de integração da solução no processo de prototipagem em Design de Equipamento.
Mediante inscrição prévia: jpfcosta@edu.ulisboa.pt
30 de junho, 16h00
Co-designing rituals with non human cognition
Organização: ITI – Interactive Technologies Institute e Future Worlds Lab | CIEBA
Conceção: Carlos Pastor Garcia | Coordenação Científica: Frederico Duarte e Mariana Simões
Este workshop interdisciplinar convida os participantes a contribuir para o desenvolvimento de um Ritual Toolkit para ecossistemas aquáticos. Partindo das salinas de Samouco, serão explorados os organismos presentes neste território, os seus comportamentos observáveis e os limites dos seus diferentes mundos percetivos. Através de exercícios de observação, representação corporizada e co-design, o grupo construirá um repertório ecológico e epistemológico que servirá de base a um ritual participativo entre humanos, organismos vivos e inteligência artificial, posteriormente testado nas salinas.
Mediante inscrição prévia: carlospastor@tecnico.ulisboa.pt
7 de julho, 10h00
Futuring Sustainable Design with VR Technologies
Organização: Loughborough University London e Future Worlds Lab | CIEBA
Conceção: Rasim Can Savaskan | Coordenação Científica: Ana Mestre, Andrew Chitty, Lora Markova, Alexander Klippel
O workshop Futuring Sustainable Design with VR Technologies apresenta um projeto de investigação participativa que envolve comunidades locais em zonas de gentrificação urbana em Londres e Lisboa. Através de ferramentas de XR, os participantes exploram o co‑design de espaços urbanos, aplicando princípios de design circular, design para a sustentabilidade, urbanismo regenerativo, design mais que humano e liderança para a sustentabilidade. É uma oportunidade para refletir como a tecnologia imersiva pode ajudar a imaginar e projetar cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis.
Mediante inscrição prévia: r.c.savaskan@lboro.ac.uk
Projecto torrinha 2026: Laboratório de Escultura Integrada na Quinta da Torrinha
Jun 18 202627 JUNHO | QUINTA DA TORRINHA
Este projeto configura-se como um laboratório que reúne um grupo de alunos finalistas da Licenciatura de Escultura e os membros da Associação da AUGI da Torrinha — proprietários de habitações em processo de legalização na área urbana de génese ilegal (AUGI) da Quinta da Torrinha, um aglomerado urbano localizado na coroa norte de Lisboa — com o propósito de desenvolver e instalar esculturas em algumas habitações e zonas públicas do bairro.
Para que o projeto ganhasse corpo, foi determinante o envolvimento voluntário e comprometido dos habitantes. Foi um processo feito de visitas, conversas e recolha de histórias de vida que transformou o laboratório num espaço singular de partilha e leitura crítica de uma realidade social e territorial com raízes nos finais dos anos 50 e 60 do século passado. Formado ao longo de décadas por habitações unifamiliares de autoconstrução, o bairro preserva ainda hoje famílias da primeira geração de ocupantes, descendentes que herdaram esse vínculo ao lugar e novos moradores chegados pelos percursos migratórios mais recentes.
A exposição na Quinta Alegre é a síntese desse processo: dos diferentes modos de trabalho no bairro, das relações construídas entre moradores e artistas, das maquetes, registos gráficos e de imagens e de como esses encontros deram origem a um percurso de escultura pela Quinta da Torrinha, apresentado ao público na tarde de 27 de junho.
Artistas
Ana Beatriz Almeida
Ana Carvalho
Rebeca Harrison
António Arrobas
Beatriz Lopes
Carreiro Oliveira
Clara Pedroso
Cláudia Varela
Guilherme Custódio
Joana Motta
Judite Mota
Leal Pereira
Madalena Martinez
Maria Inês Soares
Miguel Coimbra
Miguel Jerónimo
Naia Branco
Nina Kuharič
Peter Tokoš
Rafael Dos Santos
Salgado de Brito
a designer at the end of… glamour
Jun 17 2026
23 > 24 JUNHO 2026 I MUDE – MUSEU DO DESIGN
A Designer at the End of… Glamour
Mostra de alunos finalistas de Design de Comunicação, 2025/26
23-24 JUNHO 2026, 10-19h, espaço gentilmente cedido pelo MUDE – Museu do Design.
A expressão A designer at the end of… pode ser entendida como uma revisitação da retórica pós-modernista de declaração do “fim de tudo”. Usada enquanto reconhecimento de profundas mudanças em curso, podemos também entender o “fim de tudo” enquanto estratégia de comunicação eficaz – porque mediática.
Tendo por mote um conjunto de palavras que funcionam como variações à conclusão da frase A Designer at the End of…, os alunos finalistas da licenciatura em Design de Comunicação (2025/26) posicionaram-se perante as problemáticas atuais da cultura da disciplina, sem se alhearem do papel do designer enquanto cidadão de um mundo em crise, repleto de “fins” com vários tempos, geografias e evidências, entre optimismos e pessimismos vários.
A Designer at the End of Glamour foi a proposta dos alunos responsáveis por esta Mostra. O glamour é uma impressão que intensifica a realidade, sustentada pelo que nunca é totalmente revelado. Não se limita aos objetos: é um mecanismo, um processo e uma promessa. No design, o glamour atua tanto através da prática como do praticante. Na prática, contribui para a criação de objetos, imagens, narrativas e experiências capazes de evocar emoções e projetar visões de mundo, permitindo a seleção, a filtragem e a intensificação desta realidade. Ao praticante, o glamour cria a percepção de um status particular e reconhecível, que influencia a forma como os designers se vêem a si próprios e são reconhecidos pelos outros – constrói uma imagem idealizada da profissão. Propomos assim, compreender a forma como o glamour opera no design através de um ciclo de três fases – sedução, sistema e lucidez – às quais se associam os diferentes projetos dos alunos finalistas.
Estes projectos, que observam os dias do fim – que são também princípios de outros futuros – arriscam um pensamento crítico inquieto e uma prática que se deseja comprometida com o social e o cultural, e exploram a possibilidade de uma disciplina que possa contribuir para o vínculo fundamental entre o jovem designer e a sua interpretação da realidade.
Organização: Departamento de Design de Comunicação
19ª Edição das Galerias Abertas de Belas-Artes (GAB-A)
Jun 01 20265 > 7 JUNHO 2026 | FACULDADE DE BELAS-ARTES
Durante o fim de semana de 5, 6 e 7 de JUNHO de 2026, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vai acolher a 19ª Edição das Galerias Abertas de Belas-Artes (GAB-A).
Horário:
5 de JUNHO: 17h-20h
6 e 7 de JUNHO: 14h-20h
Entrada Livre.
As GAB-A são um evento anual que promove a exposição de projetos artísticos dos alunos da faculdade, bem como dos respectivos ateliês, oficinas e espaços criativos. São, simultaneamente, um fórum de discussão e mostra de jovens artistas, de produtos de investigação artística e de obras em contexto de ensino superior artístico público, integradas no espaço físico onde são pensadas e produzidas. Não é uma exposição numa galeria, museu ou centro cultural. É a abertura dos espaços de trabalho e de investigação artística que a Faculdade de Belas-Artes encerra, num espírito de ateliê aberto pontuado pela presença dos jovens criadores. Esta edição será marcada pelos Diálogos pela Arte, os POP-UP e a Mostra de Trabalhos.
DIÁLOGOS PELA ARTE
Ciclo de conversas com programação todas as sextas-feira até ao fim de semana da Mostra de Trabalhos.
08/05 | às 10h | Auditório Lagoa Henriques
ARTE NAS PERIFERIAS: PRÁTICAS, TERRITÓRIO E COMUNIDADE
15/05 | às 11h | Auditório Lagoa Henriques
PUBLICAR ARTE: DO CONCEITO AO OBJETO
29/05 | às 10h | Grande Auditório
ENTRE O OLHAR E A COLEÇÃO: CURADORIA E COLECIONISMO HOJE
03/06 | às 10h | Grande Auditório
MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA PARA JOVENS ARTISTAS
POP-UP
De 1 a 3 de junho, marcando o início da programação semanal dos GAB-A, será uma feira de objetos de menor escala, não obrigatoriamente representativos da prática artística no contexto de faculdade, mas igualmente apreciados. Durante o dia, poderão ver pelo espaço térreo da faculdade bancas com vendas de stickers, joalharia, cerâmicas utilitárias, pins, merchandising, entre outros.
MOSTRA DE TRABALHOS
No dia 5 de junho, das 17h00 às 20h00, e nos dias 6 e 7 de junho, das 14h00 às 20h00, a faculdade abre portas com uma exposição que se estende pelas salas e corredores de todo o edifício. A mostra de trabalhos inclui trabalhos de alunos de Escultura, Pintura, Desenho, Design, Multimédia e outras práticas contemporâneas, que se expandem pelo espaço. A Mostra inclui ainda um Ciclo de Curtas-Metragens, um Ciclo de Vídeo e Vídeo Performance, e um Ciclo de Performance.
Para saber mais sobre as Galerias Abertas das Belas-Artes, vê o Instagram das GAB-A.
Floating with Cassini _ exposição de José Quaresma _ Academia de Belas Artes de Bolonha
Mai 23 202615 > 31 MAIO 2026 | Ala Collamarini | Academia de Belas Artes de Bolonha
José Quaresma, docente da FBAUL; inaugura dia 15 de maio a exposição de desenho, instalação e pintura Floating with Cassini, na Academia de Belas Artes de Bolonha. No dia 16 de maio, um dia após a inauguração, fica disponível neste site o catálogo digital desta exposição.
A exposição Floating with Cassini reúne desenhos de grande escala, instalação gráfica e pintura, desenvolvendo-se em torno de uma Selenografia (imagem gravada da Lua, séc. XVII), composta por muitos desenhos de observação telescópica do satélite da Terra, num esforço conjunto de contemplação de um corpo celeste por Cassini e pelo gravador Jean Patigny. Esta “saída de órbita” por intermédio de estudos astronómicos, nos quais Cassini não hesitou projectar e desenhar rostos humanos, constituem a motivação central desta exposição. Foi igualmente determinante para o desenvolvimento deste projecto a deambulação pelo pavimento da Basílica de S. Petrónio, no qual se encontra a incisão de um vasto relógio de sol com indicações astronómicas preciosas, iluminando “a vida que corre” com ligações àquilo que transcende a Terra, moldando-a com enigma e espiritualidade.
JOSÉ DIAS SANCHO – CARICATURA E HUMOR. Exposição Museu Bordalo Pinheiro
Mai 22 2026©Museu Bordalo Pinheiro
29 ABRIL > 31 MAIO 2026 | MUSEU BORDALO PINHEIRO
No próximo dia 29 de abril, pelas 18h30, o Museu Bordalo Pinheiro inaugura a exposição JOSÉ DIAS SANCHO – CARICATURA E HUMOR.
A partir de projeto de mestrado de Joana Galrão, defendido na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, no âmbito do Mestrado de Crítica, Curadoria e Teorias de Arte, esta exposição tem a curadoria do Prof. Fernando Rosa Dias.
Esta exposição pretende apresentar as facetas de caricaturista e humorista de José Dias Sancho (1898-1929), figura polifacetada, polémica e dinâmica, mas ainda esquecida da história do Modernismo português. Com protagonismo em várias atividades, foi advogado, poeta, escritor, publicista, autor e dinamizador, tendo criado a primeira empresa cinematográfica do Algarve. A sua morte precoce, sem completar 31 anos, contribuiu para o fim do tempo de ouro do Modernismo Algarvio, diligente durante a Primeira República.
Depois da exposição «Regionalismo e Modernismo» no Museu Municipal de Faro, centrado em diálogos de José Dias Sancho com outras figuras do Modernismo, esta exposição no Museu Bordalo Pinheiro destaca a sua atividade de caricaturista e de humorista, da imagem ao texto, tal como o seu gosto por causas e polémicas, e ainda algum foco nas relações que estabeleceu com os modernistas de Lisboa. A exposição seguirá depois para São Brás de Alportel, como um «Regresso à Terra» Natal.
In https://museubordalopinheiro.pt/expo/jose-dias-sancho/
ponto nemo – exposição de ana franco neto
Mai 20 202618 > 27 MAIO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Ponto Nemo de Ana Franco Neto inaugura dia 18 maio pelas 17h e está patente de 18 a 27 maio, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Joane Brandão de Carvalho
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
O trabalho de Ana Franco Neto transporta-nos para um universo entre o arquivo e a ficção, onde objetos, imagens e fragmentos surgem como vestígios de um sistema desconhecido. Como no Ponto Nemo — o lugar mais remoto do planeta e destino simbólico de satélites desativados, as suas obras habitam uma zona suspensa entre presença e abandono, entre possível memória e futuro. Como fragmentos de uma cosmologia ficcional ou relíquias de um tempo que nunca existiu, estas obras afirmam-se enquanto entidades autónomas, regidas por uma lógica própria e por um sistema simbólico que escapa à leitura absoluta.
Ana Franco Neto (Lisboa, 1998) artista visual que desenvolve a sua prática artística no cruzamento entre pintura, escultura e cerâmica. Licenciada e mestranda em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, tem desenvolvido o seu percurso através da participação em exposições coletivas, bienais e residências artísticas. Incluindo a XVI Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro (2023), PISO 3 na Sociedade Nacional de Belas-Artes (2023) Bienal de Arte de Gaia (2025), a Bienal de Espinho (2025), Amplitude – Exposição Coletiva de Cerâmica, Almada (2025) e a residência O MAU, Taguspark, Oeiras (2025-2026). Em abril de 2026, apresentou a sua primeira exposição individual, Apócrifos, na Fundação Leal Rios.
Elogio da Loucura ou a Loucura do Pintor_ exposição de Agostinho Santos
Mai 06 20266 > 28 MAIO 2026 | CAPELA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES
No dia 6 de Maio, às 17h00, inaugura na Capela da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a exposição “Elogio da Loucura ou a Loucura do Pintor”, de Agostinho Santos.
Curadoria: Beatriz Meireles e de Luís Jorge Gonçalves.
Nesta data, será também realizado o lançamento do Livro de Artista Elogio da Loucura ou a Loucura do Pintor.
A exposição e a edição do livro resultam de uma colaboração entre a Faculdade de Belas-Artes e Câmara Municipal de Paredes.
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Agostinho Santos expressa, através do conjunto de obras apresentadas, onde inclui um Diário Gráfico, as suas faces da loucura. As suas imagens são também um convite a se refletir sobre como a loucura é quotidiana. Sentimos que a loucura está para além do que a cultura popular associa à insanidade, ou à demência, ou seja, os estados de desequilíbrio químico no cérebro, ao nível neurológico.
Agostinho Santos, como jornalista foi uma pessoa que lutou pela liberdade e como artista, no seu conjunto de desenhos e pinturas exprime a liberdade, o seu poder crítico e o seu olhar sobre o tempo em que vivemos. Encontramos a deusa loucura, Erasmus de Roterdão, porque esta foge à essência do racional. Nesta busca, as imagens da loucura levam-nos a questionar o mundo atual. Somos loucos a olhar para um personagem desequilibrado, que governa uma grande potência, apoiado em narrativas da desinformação, com uma ideologia de domínio de recursos, para uma oligarquia restrita, veiculado e ampliada através de uma cadeia humana e tecnológica, com discursos justificando o que não é racional, mas jogando com as emoções. A irracionalidade está a tomar conta de nós e esta série, de desenhos e do Diário Gráfico de Agostinho Santos conduz-nos a essa reflexão e provocam emoções em nós. Para que mundo caminhamos, com a deusa Loucura?
ivens perspectives — exposição de amália bragança
Mai 05 202610 ABRIL > 17 MAIO 2026 I IVENS LIVING REAL ESTATE
Inaugura no dia 10 de abril, no espaço IVENS Living Real Estate, Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa, a exposição de Amália Bragança, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos seus artistas, em contexto formativo.
Coordenação: Investigadora Ana Matilde Sousa
Amália Bragança (n. 2005) reside e trabalha em Lisboa, frequentando atualmente o 3.º ano da licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. O seu corpo de trabalho, de natureza multidisciplinar, explora as potencialidades da imagem estática e em movimento, procurando construir narrativas a partir do confronto entre realidades distintas. Desenvolve a sua prática através de diversos suportes e técnicas, como o desenho, a pintura, a fotografia e o vídeo, navegando entre o bidimensional e o tridimensional. Participou em diversas exposições coletivas, entre as quais se destacam The Conception of Youth (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 2026), O Último Tranca a Porta (Lugar Específico, Lisboa, 2025), Casa da Ladra – Residência Artística SAFRA (Lisboa, 2025), Vogados (Rua Camilo Castelo Branco, Lisboa, 2025) e GABA – Galerias Abertas (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 18.ª edição, 2025; 17.ª edição, 2024; 16.ª edição, 2023).
estudos para uma cábula – exposição de joão palmeira
Mai 01 202623 ABRIL > 13 MAIO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Estudos para uma cábula de João Palmeira, está patente de 23 de abril a 13 maio, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Nuno Sousa Vieira
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A cábula não é apenas um objeto, nem um simples repositório de informações, mas sim um dispositivo de transformação, que não se limita a guardar o que o tempo deposita, atuando sobre ele, uma vez que vai revelando camadas de sentido que só se tornam visíveis através da experiência de quem a manipula, de quem o dobra, de quem o guarda ou de quem o usa. Neste contexto, a pergunta que a cábula suscita permanece: como apreender e compreender o que o tempo nos deixa? A informação que contém pode ser a mesma, mas a resposta nunca é única. Cada gesto, cada olhadela, cada espirro e cada dobra, reescrevem o seu significado, como se a cábula fosse um espelho que, em vez de refletir, multiplica as possibilidades do que já existe. Neste sentido, considerando que a informação que ela contém parece imutável, mas as respostas se multiplicam e se desdobram, cada leitura é um novo gesto e cada interpretação é uma nova camada de sentido. A cábula é, assim, um manual de operações abertas: não prescreve, sugere; não comprime, amplia; segundo o qual, a cada resposta precede sempre uma nova pergunta.
[excerto de «A Cábula do Nariz para o Bolso», de Nuno Sousa Vieira]
folded over itself – exposição de Lola Sementsova
Abr 12 20269 > 17 ABRIL 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 9 de abril, às 18h, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Folded Over Itself de Lola Sementsova.
Curadoria: Alexia Alexandropoulopu
Coordenação: Marta Castelo
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Folded Over Itself
A exposição desenrola-se através de uma sequência de obras que oscilam entre o íntimo e o arquitectónico, o corporal e o estrutural.
Começa com uma mesa. Sobre ela, um vaso de cerâmica branca abre-se ao longo de um corte que parece demasiado deliberado para ser acidental e demasiado exposto para ser puramente decorativo. A ferida é revestida por pequenas pedras brilhantes que captam a luz e a retêm. Ao lado, um pedaço de carne, vermelho e igualmente incrustado, repousa junto de uma faca e de um garfo. A cena parece familiar, quase doméstica, mas algo está fora do lugar. Aquilo que é apresentado como se pudesse ser consumido resiste a essa possibilidade.
Há uma certa atração nisto. O cenário é teatral, até sedutor, mas conduz gradualmente a algo mais desconfortável. Esta tensão evoca o que Georges Bataille descreveu como a proximidade entre o desejo e a perturbação, em que aquilo que nos atrai é também aquilo que nos inquieta.
Mais adiante no espaço, surge uma gaiola vermelha. É grande, próxima da escala do corpo humano, e sente-se em relação ao próprio corpo. A sua estrutura é rígida, repetitiva, quase fria, mas foi envolvida, suavizada, trabalhada à mão. O fio vermelho altera tudo. Confere densidade à estrutura, como se transportasse algo no seu interior, mesmo quando parece vazia. A cor é insistente. Traz associações ao sangue, à vida interior, mas também ao aviso, a algo que talvez não devesse ser tocado.
Há aqui algo de excessivo, algo que não se fixa num único significado. Parece simultaneamente protetor e restritivo. Como sugere Julia Kristeva, são estes os momentos em que as fronteiras começam a esbater-se, em que o interior e o exterior deixam de estar claramente separados.
Noutra sala, um vídeo mostra uma mão a verter areia para dentro de uma gaiola. O gesto repete-se. A areia escapa, acumula-se, desaparece e recomeça. Nada se acumula. Nada se resolve. Com o tempo, a ação torna-se quase hipnótica, não porque mude, mas porque não muda. Permanece na mesma tentativa, repetida vezes sem conta, de reter algo que não pode ser retido.
Ao longo da exposição, os materiais assumem uma presença forte: lã, cerâmica, areia, vidro. São familiares, enraizados, mas utilizados de formas que deslocam o seu significado. O doméstico encontra algo mais visceral. A proteção começa a assemelhar-se à contenção.
Não há aqui uma conclusão clara. As obras permanecem num estado intermédio. Mantêm as coisas juntas, mas não completamente. Deixam algo em aberto, não totalmente exposto, mas também não inteiramente contido.