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identity & land — exposição de rita andrade
Ago 01 2023
© Marie Bacelar
08 > 26 AGOSTO 2023 I GALERIA FBAUL
AS OBRAS EXPOSTAS ESTÃO À VENDA
Considerando as Jornadas Mundiais da Juventude e a tolerância de ponto dada pelo governo dias 3 e 4 de agosto, informamos que a INAUGURAÇÃO FOI ADIADA PARA DIA 8 DE AGOSTO.
Inaugura no dia 8 de agosto, às 17h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Identity & Land de Rita Andrade. A exposição ficará patente até 26 de agosto.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a 6ª entre as 10h00 e as 17h00; sábado entre 10h00 e as 15h00.
Em Identity & Land, a pintora e ativista Rita Andrade partilha aquela que foi a sua experiência durante a sua viagem à Palestina em 2019. A artista utiliza a pintura, uma forma pacífica de comunicação, como forma de protesto contra a ocupação ilegal de Israel na Palestina.
“A Arte é uma forma não violenta de me expressar, de espalhar uma mensagem, e de fazer uma intervenção. Eu acredito que a arte pode ter uma importante função na transformação social, e eu espero conseguir fazer isso mesmo”
Rita Andrade, 2023
NIGHTFALL IN GAZA
Diz Paul Veyne que a História é um romance, pode ser “criativa” nas suas versões, mas é um romance realista, avisa. Por exemplo, no caso do conflito, ou guerra de ocupação israelo-árabe, que os sionistas chamam, ou chamaram (nos anos 40), “guerra da independência”, a posição equidistante é a pior e a mais desumana. De facto, desde 1948, ano da declaração de independência de Israel (uma “declaração”, note-se, sem nenhuma relação com qualquer tipo de luta emancipatória), houve e há na Palestina uma ocupação ilegal (Israel e a brutalidade destrutiva que geraria os “colonatos”, sistematicamente condenados pela ONU), uma ocupação baseada numa mentira que diz ter sido edificado um estado que é uma terra sem povo para um povo sem terra. Uma terra sem povo?
Começa aqui o projectado genocídio e o apartheid: com efeito, os árabes israelitas são o que Agamben poderia chamar de “vidas nuas”, pois Israel não é um estado multinacional quando se afirma a pátria judaica. Nestes termos, defender os direitos palestinianos sinaliza dois factos: mostra que denunciar Israel deve servir para distinguir o anti-sionismo (e foi o sionismo que destruiu o Hotel King David em 1946) do anti-semitismo (uma abjecta forma de racismo); por outro lado, defender os palestinianos é defender um povo que habita uma terra há milénios e a perdeu (a Nakba): a terra, as vias de comunicação, as cidades (há novas cidades nos colonatos, mas essas são inacessíveis) e a oliveira que a mulher de lenço branco abraça, numa das telas da exposição, porque sabe que perdeu a sua fonte de subsistência. Rita Andrade, com mestrado pela Goldsmiths em Art and Politics, conheceu esta realidade, viveu-a e sabe o que é o apartheid da Palestina que resiste desde 1948.
Repare-se que dizer “estado judaico” (e não “estado dos cidadãos”, como na Europa desde o Iluminismo) configura um enunciado antidemocrático. Por isso, Edward Said sempre advogou para a Palestina um só estado binacional, algo como a África do Sul multicultural de hoje. Sem colonatos nem bantustões. Um mundo distante, contudo.
Carlos Vidal
sentido improvável – obra de samuel gapp e joão ghira
Ago 01 2023
25 > 26 AGOSTO 2023 I CISTERNA FACULDADE BELAS-ARTES
Sentido Improvável, obra de Samuel Gapp e João Ghira que se realizará sob a forma de 3 atuações públicas com a duração aproximada de uma hora cada.
O corpo de trabalho será apresentado entre os dias 25 e 26 de agosto na Cisterna do Convento de S. Francisco (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa).
O local requer lotação limitada e, dessa forma, poderá inscrever-se no horário / atuação mais conveniente através do link: https://forms.gle/N8MYJS5U1wNsvVWVA
No âmbito do seu mestrado em composição, Samuel Gapp tem realizado uma investigação sobre perspectivas para o processo criativo na música, com foco na área intermédia entre a improvisação e a composição escrita. Neste contexto, convida João Ghira a pensar a composição numa criação inédita. É assim que durante 5 meses o duo se tem proposto a um corpo teórico e físico que encontra as suas formas de fazer. A obra apresentada define um percurso que dialoga com o visitante-público, envolvendo-o num jogo de decisão e controle ilusórios. As componentes da interactividade são essenciais para o ser da peça, que é construída em tempo real, tornando-se cada performance numa estreia.
A exposição conta com um grupo amplo de artistas e pensadores de diferentes proveniências, com os quais temos o prazer e privilégio de trabalhar, e que são corpo da obra:
Eva Aguilar (violoncelo)
Pedro Massarrão (violoncelo)
Afonso Gaspar (flauta)
Mariana Dionísio (voz)
Tiago Mourato (clarinete)
Honza Michálek (saxofone)
Miguel Cardoso (tuba)
Inês Zinho (performer)
Realização e produção de vídeo: Marco Sardinha
Captação e edição: Hugo Nunes e Kenny Gad
A positividade dos atos, a saber, criativos, dos dois artistas e de suas práticas, torna a priori um obstáculo o pensar-se na composição. O ser-composição-da-obra. O seu pertencer a determinado sítio e tempo, a demarcação na construção de um objeto composto e a introdução da definição de um caminho subjectivo aparecem como barras de salto que nos fornecem pistas sobre o que algo pode ser. Para além, o Homem tende a reservar a obra a tempos e tempos, características e memórias, encerrando-as em períodos. Todavia onde está o ser intemporal, transversal, e originário da obra? Não o que a representa agora, mas a sua originalidade e fruto [de necessidade]. O objeto universal e filosófico que se dá a pensar, enfrenta a necessidade de composição. Como pensar nesses traços mais permanentes sem que se parta de algum princípio?
Para a apresentação deste corpo uma ruptura nos meios e formas teve de ter lugar, essa mesma tentativa de não exortar a autoria ou cunho, enquanto fazedores de obra, e constituintes do seu próprio leque de ação e linguagem. Ainda assim, a obra falha, tornando-se numa via que apenas se pôde aproximar da questão da composição. A linguagem plástica, os contornos, preenchimentos e formas de eliminação são trazidos a combater o médio e o transeunte, e estão também em combate entre os corpos e mentes de Gapp, Ghira e o Corpo Artístico, que lutam para se aproximar do que é nuclear e essencial para a apresentação de uma peça. A obra é apenas o começo de uma colaboração e itinerância e são desenvolvidos textos que complementam as suas teses e enriquecem as suas práticas pessoais.
Não há céu, apenas atmosfera ou éter das ideias, a génese-ideia admite a própria obra-ser, e o material compõe-na, velada. A ideia torna-se algo de concreto, e desde já se torna existente e falível. Ícaro não nos orienta, apenas se mostra como objeto estético numa constante ascensão e queda. A anunciação da Virgem Maria é enclausurada. Aqui a obra quer-se formar, mas abala-se, propondo-se a um eterno princípio. E porquê, porque quer composição, ou melhor, é uma sua origem. Porque qualquer ato de construção que tente perceber a composição caí de facto em subjectividade, e o que se quer pensar é a eteridade da obra, a universalidade e existência da composição como labirinto. E por que razão o humano começou a harmonizar? Então, prende-se aqui um princípio de lugar, estar e sobrevaler de um ser que luta pelo desvelamento ou clarividência? A captação-da-obra, o que ela capta, é essência capturada por insensatez do artista.
É com gosto que os convidamos assim para o início de uma conversa frutífera,
Gapp e Ghira
Samuel Gapp, nascido na Alemanha, tem desenvolvido obras musicais, interdisciplinares e educativas, ligadas à improvisação e à composição escrita. Ativo como pianista e compositor na cena contemporânea, tem colaborado com múltiplos artistas e instituições a nível internacional em iniciativas culturais e educativas. A sua obra tem sido premiada em Portugal nos últimos anos.
João Ghira, nascido em Portugal, tem desenvolvido trabalho na área das artes visuais. A sua prática é alimentada por diferentes áreas de interesse e investigação como a psicologia, a filosofia e a literatura. A criação de objectos não tem sido serial ou estrita a uma única forma de comunicação. O seu trabalho demonstra uma simbiose entre a pintura e escultura, explorando os limites da entidade bidimensional das superfícies.
piso 3 — finalistas pintura 2021 – 2022
Ago 01 2023
31 JULHO > 26 AGOSTO 2023 I SALÃO NOBRE SOCIEDADE NACIONAL BELAS-ARTES
Inaugura no dia 31 de julho, às 18h30, no Salão Nobre da Sociedade Nacional de Belas Artes, a exposição PISO 3 – Finalistas Pintura 2021-2022. A exposição ficará patente até 26 de agosto.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário
2ª a 6ª. 12h/19h
sábado: 14h/19h
EXPOSIÇÃO DE FINALISTAS – PINTURA (Ano lectivo 2021 / 2022)
Estas exposições de finalistas (circunstância que dá à maioria dos seus protagonistas uma híbrida condição de aluno-autor, já trabalhando entre a escola e o universo exterior) têm, como se depreende, uma realidade paradoxal: uma dimensão tradicional e outra inovadora, surpreendente. A dimensão tradicional deve-se à periodicidade anual com que se realizam, a dimensão inovadora deve-se ao que aqui é potencialmente inesperado, pois numa turma de várias dezenas de alunos-autores (e considerando a panóplia de técnicas empregues, muitas vezes revelando domínio formal assaz evidente de técnicas e aplicações digitais, entre processos “tradicionais”) a surpresa e maturação de modelos é algo evidente e compensador. De ver, sentir e pensar. Torna-se obrigatório seguir o fio destas exposições, acompanhar autores e a maturação de seus processos, ou a ruptura que os inesperados futuros revelam.
Esta díspar colectiva (resultado, como disse, de singularidades autorais diversas) corresponde a uma selecção, participada pelos alunos-artistas, dos (seus) trabalhos realizados em ambiente de grupo e dialogado na turma finalista do ano lectivo passado (2021/2022). Quer dizer, através desta exposição voltamos à sala de aula, FBAUL e seus alunos de Pintura V e Pintura VI, deparamos com artistas a descobrir ou redescobrir, retomamos um colectivo que terminou as suas actividades no verão de 2022.
A questão do colectivo é fundamental: não vivendo nem trabalhando no isolamento do atelier, o artista-autor finalista (ainda estudante, portanto) descobre a sua singularidade no colectivo da turma e em diálogos constantes com colegas, amigos e docentes. A natureza experimental e livre destes trabalhos relaciona-se mais com as regras da disciplina (ou Unidade Curricular), onde existe ainda a figura da “classificação” numérica, esta experimentação liga-se tanto ou mais a essas particularidades, dizia, quanto ao mercado, sendo certo ou sabido que aqui já encontramos autores integrados nas regras ou lugares do mercado da arte.
O critério de selecção da colectiva é, parece-nos, o mais acertado: todos os finalistas participam, sem excepção (repito sem excepção), até porque todos desfrutaram de livre convívio e discussões de trabalho contínuo; trabalho empenhado e interessado no qual as interrupções lectivas não se fizeram sentir (os dois semestres das actividades lectivas passam num contínuo permanentemente fluido): ora porque a necessidade de trabalhar/criar é incessante, ora porque uma obra está sempre “incompleta”.
Trata-se aqui, nestes balanços anuais, da verificação de que “ensinar” arte é cooperar (no caso de finalistas, acima de tudo, cooperação entre professores e alunos), é trabalhar no seio de uma tradição que se transmite (um “contexto” que se transmite, não uma receita para “fazer bem” ou “de modo perfeito”), sabendo que há algo de incondicional (Derrida) nessa transmissibilidade. Próprio da universidade e do ensino artístico em concreto. Ou do ensino artístico, muito em particular.
De certo modo, a escola de arte(s) representa melhor do que outros casos a figura da “universidade”, tal como no-la expõe Derrida: a universidade é “sem condição” porque aqui tudo se pode dizer (mesmo pôr em causa “arte” ou “universidade”), logo a universidade tem aí a sua força e fraqueza, pois nessa incondicionalidade avança, mas também nessa autocrítica pode ser absorvida por “forças” alheias ao saber. E, como diria De Duve, a arte é um saber que se transmite e vai passando de geração para geração, construindo uma “tradição”, uma tradição moderna e actual.
Incondicionalidade, crítica e tradição, portanto, aqui se encontram. Mas, como nos mostra Jacques Rancière, outro factor aqui se junta: em Le Maître Ignorant, diz-nos o próprio título, o “mestre” nunca está acima do “discípulo”, há uma crítica da lógica da explicação (não há “receitas certas” em arte) e ambos se encontram em diálogo com o seu não-saber e diálogo surpreendente: o docente não pode prever aquilo com que se vai deparar – pode falar em ruptura ou continuidade, mas a surpresa predomina (quase às cegas, diz ainda Rancière).
Também Ortega y Gasset, no seu conhecido Misión de la Universidad, nos fala em “transmissão”, sendo esta a base do trabalho que, na incondicionalidade de Derrida, pode ser posta em causa, obviamente.
A chamada curadoria destas exposições é “aberta” e “democrática”: de cada aluno, aqui já proposto pelos “patrocinadores” desta exposição como artista (aliás ao finalista se lhe diz sempre ser já artista que, como tal, tem de pensar quando realiza trabalho avaliativo: avaliação final? Sim, que ele a imagine como sendo uma exposição individual), de cada aluno-autor se escolhe (com o próprio) um conjunto de trabalhos que melhor o represente, em troca de opiniões docente/discente. Sempre assim foi e continuará a ser.
Supõe-se que essa interacção seja a ferramenta de trabalho privilegiada, pois, como se dizia há umas décadas no mítico Black Mountain College, primeiro está o aluno, suas ideias, práticas e idiossincrasias, depois está o currículo da disciplina, concretamente o seu programa que, a este nível, não existe, pura e simplesmente. É o aluno que, no início do ano, o propõe – o seu programa, entenda-se.
Se quiséssemos usar outra figura conhecida do pensamento, diríamos, voltando a Rancière, que o mestre é uma espécie de “mestre ignorante” no início, pois tem que encontrar-se, nesses primeiros dias de trabalho, com e no território do aluno. Com uma linguagem intraduzível, sem interpretação clara. E aí o “mestre” volta: volta nesta exposição. “Mestre” e público, juntos ao criador e inventor desta matéria, que se renova de dia para dia ou, para me aproximar do tempo desta exposição, de ano para ano.
Carlos Vidal
Os finalistas de Pintura – e uma evocação de José Dias Coelho
Em 2023, na ocasião da exposição ágil e emancipada dos finalistas do curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes na Sociedade Nacional de Belas Artes, pode ser ocasião de recordar uma personalidade de rasgo interventivo que temos em comum entre as duas instituições.
Refiro o escultor José Dias Coelho (1923-1961), no ano do seu centenário.
Do seu curso de arquitetura, iniciado em 1942, irá em 1945 recomeçar de novo, desta feita o curso de Escultura. Acompanham-no neste trajeto de procura de uma exigente vocação artística os seus companheiros Rolando Sá Nogueira (1921-2002) e Jorge Vieira (1922-1998). Também João Abel Manta (1928-) e Francisco Castro Rodrigues (1920-2015) acompanham o grupo.
O momento, o ano de 1945, é de charneira. No fim da segunda guerra, Salazar convoca eleições, e a sociedade civil tenta organizar-se constituindo o novo partido, o MUD (Movimento de Unidade Democrática), e também o MUD Juvenil.
Aqui estes e muitos outros jovens das Belas Artes mobilizam-se apaixonadamente: afiliam-se na SNBA como novos associados. Após eleições e com a consequente renovação dos corpos gerentes, levam a cabo um novo programa estético através da proposta de novas exposições no Salão: as Exposições Gerais de Artes Plásticas (EGAP).
Assim é a primeira EGAP, em 1946. Ao contrário de até então, no Salão, não há agora júri, não há inauguração pelo chefe de Estado, e não há prémios. Abre-se a exposição no dia 1º de maio, uma data de celebração proibida, e abre-se também em horário à noite, para permitir a visita aos trabalhadores. Homenageia-se Abel Salazar, recentemente falecido e também perseguido pelo regime.
Na segunda EGAP, em 1947, a PIDE enerva-se com as pinturas neo-realistas, com os cartazes de artes gráficas a apelar ao recenseamento eleitoral e à alfabetização: a PIDE visita esta exposição e leva 11 pinturas para a sua sede na Rua António Maria Cardoso.
O resultado inesperado é o sucesso dessa exposição, que faz as notícias em todos os jornais.
Poucos anos mais tarde, em 1952, durante a eleição de um Júri de premiação do Salão Primavera da SNBA, José Dias Coelho é provocado por Eduardo Malta – que é um ‘ultra’ do regime. Diz Malta: “este homem votou quatro vezes.” Esclarecido o equívoco, e instado por carta da Direção a pedir desculpa a Dias Coelho, Eduardo Malta recusa, sendo assim expulso de associado.
Em consequência, o Estado Novo encerra a SNBA durante meses, com selos de chumbo nas portas e janelas. Não se sabe então se o encerramento será definitivo.
Só será a SNBA reaberta no final do ano, depois de muita demora e dificuldade, e após se readmitir Eduardo Malta, e de se alterar os Estatutos por imposição do Ministério da Educação. Nesse ano não abriu a 6ª EGAP, devido ao encerramento.
José Dias Coelho será também perseguido pelo diretor da Escola de Belas Artes, Luís Alexandre da Cunha, apelidado de “Cunha Bruto.” O abaixo assinado que Dias Coelho promoveu em 1952 provoca mais de 80 processos disciplinares a alunos e fará com que Dias Coelho seja expulso da Escola, sem aceder ao diploma de fim de curso, sendo também expulso do ensino público.
Dias Coelho, assim sem diploma, irá trabalhar como desenhador no atelier dos arquitetos Alberto Pessoa, Hernâni Gandra e João Abel Manta, até passar definitivamente à clandestinidade, em 1955. Passa a ser funcionário do Partido Comunista, encarregue de trabalhos de falsificação dos documentos indispensáveis aos clandestinos.
José Dias Coelho, já casado, com dois filhos, vai mudando de casa, e fugindo pelas ruas aos agentes da PIDE que o tentam localizar. A de 19 dezembro de 1961, numa rua de Alcântara (hoje rua com o seu nome) é perseguido por dois agentes. Baleado pelas costas, tomba, para depois ser abatido, já no chão, com um segundo tiro.
Hoje importará manter a memória e conhecer a obra de um notável escultor, desenhador e gravador, que soube posicionar-se civicamente para que todos, agora noutros tempos, possamos viver e criar com a independência e a emancipação indispensáveis.
Cumpre também a cada um, ontem como hoje, honrar os que nos precederam, tanto na Faculdade de Belas Artes, como na SNBA. Os finalistas de Pintura, hoje, como ontem, na crista da sucessão geracional, deixam agora novos testemunhos para o futuro.
João Paulo Queiroz
Presidente da Direção da SNBA
Paisagens da Liberdade. Da Ucrânia a Lisboa.
Jul 19 2023
13 > 28 JULHO 2023 I GALERIA FBAUL
Inaugura no dia 13 de julho, às 17h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Paisagens da Liberdade. Da Ucrânia a Lisboa., com obras de Bohdan Brynskyi e António Trindade. A exposição ficará patente até 28 de julho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00.
A ideia da presente exposição Paisagens da Liberdade. Da Ucrânia a Lisboa, surgiu pela amizade de longa data dos autores, artistas plásticos e professores universitários, um deles já aposentado, com o Slavick, Yaroslav Shevchyshyn, de há muito radicado em Portugal, e também e sobretudo pelo atual contexto da guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Com o objetivo de angariar fundos de ajuda ao povo ucraniano e de dar a conhecer a obra artística de um dos grandes artistas ucranianos da atualidade, Bohdan Brynskyi, realiza-se a presente exposição nesta magnífica galeria de Lisboa. A pintura e o trabalho deste artista ucraniano são bastante versáteis, que percorre a figuração e a abstração. Para a presente mostra seleccionámos uma série de trabalhos centrados na paisagem ucraniana, de forte recorte simbólico, mostrando regiões rurais da Ucrânia longe das cidades. Bohdan captou muito bem a natureza destes enquadramentos por ele selecionados e se os temas por ele escolhidos e apresentados aqui possam hoje parecer um pouco tradicionais, a sua representação é, pelo contrário, bastante plástica, expressiva e atual, onde nos cenários apresentados há momentos de forte abstração do referente da paisagem e da natureza. As paisagens de Bohdan Brynskyi não se limitam a captar a realidade visual que surge ao olhar do espetador. Pelo contrário, a partir dessa realidade visual de enquadramentos que o autor seleciona, surgem paisagens de grande força e robustez plástica, numa pintura bastante matérica, realizada com fortes empastamentos de tinta e onde os toques de luminosidade, da luz, da cor e dos contrastes claro escuro são muito bem tratados e muito expressivos. Olhando para estes trabalhos de Bohdan Brynskyi, surge a memória da corrente impressionista e expressionista da história da arte ocidental, das fortes pinceladas de um Van Gogh, por exemplo, mas também surge a memória do tratamento pictórico tão evidenciado pelos expressionistas, mesmo os não figurativos. A luz, a cor, a matéria e a força destes trabalhos, com toques subtis de pincel com cor e luz levam-nos também a Sorolla, e até mesmo a Lucien Freud, embora os referentes aqui sejam outros, ou seja, a magnífica paisagem rural ucraniana que mostra essa abertura telúrica onde a natureza parece ser superior ao próprio homem que a habita.
Por seu lado, António Trindade, também representado na exposição, intervém com uma obra simbólica com o título “O Copo”/” The Glass”, que mostra uma forte carga simbólica que é enfatizada também pelas cores da bandeira da Ucrânia visíveis na pintura: do amarelo da indumentária de uma figura, ao azul profundo das águas que a cercam e a sustêm. Visualizamos uma figura feminina celebrando em liberdade, ou em plena liberdade, boiando sobre águas seguras de uma piscina, como se a guerra já tivesse terminado, numa pose de sustento de um copo, pose essa quase ou de facto impossível.
Em síntese, estas paisagens e cenários propostos, são signos que funcionam como janelas e sinais de liberdade, que no fundo é o que desejamos ao povo ucraniano, o de conseguir libertar-se da tutela e da agressão dos seus homólogos vizinhos.
António Trindade, Lisboa, 21 de Junho de 2023.
Sobre Bohdan Brynskyi
Nasceu a 16 de outubro de 1960 na aldeia de Dolyna, região de Ivano-Frankivsk. Em 1988 formou-se na Faculdade de Artes do Instituto Pedagógico de Ivano-Frankivsk. Desde 1989 que expõe e participa em plenários na Ucrânia e no estrangeiro. Em 1993 recebeu o diploma da bienal internacional “Impreza”. Ganhou também o prémio Shevchenko Opanas Zalyvakha.
As obras de Bogdan Brynskyi estão guardadas no Museu de Artes de Ivano-Frankivsk, no Museu Nacional de Lviv, no Museu Nacional Taras Shevchenko, em Kyiv, assim como em coleções privadas dentro e fora da Ucrânia, como no Canadá e nos EUA. Neste momento vive e trabalha em Ivano-Frankivsk.
A sua pintura é versátil em termos temáticos e em termos de humor, variando da paisagem lírica a motivos urbanos e abstratos. O artista é membro do grupo NaSim, que faz parte da irmandade de Ivano-Frankivsk.
Foi Professor Associado numa Faculdade da Ucrânia e está de momento reformado do ensino.
Sobre António Trindade
Nasceu a 23 de abril de 1967. É Professor Auxiliar com Agregação na Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes. Paralelamente exerce também a atividade de Artista Plástico. Atua na área de Geometria, pertencente ao Departamento de Desenho, tendo como focos de interesse as Geometrias da Representação e Belas Artes. Doutoramento em 2008 com a tese “Um Olhar sobre a Perspectiva Linear em Portugal nas pinturas de cavalete, tectos e abóbadas:1470-1816″. Mestrado em 2002 com a tese “A Arquitectura Maneirista em Portugal. Da Capela-Panteão de Santa Maria de Belém ao Real Mosteiro de São Vicente de Fora”. Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em 2000, na área da Geometria Descritiva, com o título “Luz e Sombras nas Superfícies Regradas Planificáveis, Cónica e Cilíndrica, e nas Superfícies não Regradas, Superfície Esférica. Em 2015 publicou o livro “A Pintura integrada em Tectos e Abóbadas e a Perspectiva Linear”, apresentado pelo Professor Catedrático Doutor Vitor Murtinho, do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, na Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa, com posfácio da Professora Associada Doutora Cristina de Azevedo Tavares, com com edição do CIEBA e da FBAUL e distribuição da Príncipia Editora. Publicou também até ao presente 2 Livros, 3 capítulos de livro e 21 artigos científicos, tendo outros artigos no prelo, incidindo todos em temas centrados na Geometria, na Perspectiva Linear e sua relação com as Artes Plásticas e Visuais. Escreveu 14 textos das suas 20 exposições individuais até agora realizadas, publicados em catálogos editados pela Galeria Arte Periférica, sediada em Lisboa, pela Galeria Sete, sediada em Coimbra, e em sites de Galerias e Museus. Realizou 20 Exposições Individuais, representado pela GALERIA ARTE PERIFÉRICA em Lisboa, antigamente também pela GALERIA SALA MAIOR no Porto e mais recentemente é também representado pela GALERIA SETE em Coimbra. Participou em outras 55 Exposições Colectivas, onde se destacam as presenças nas feiras de Arte Contemporânea, como na FAC-LISBOA, três vezes na ARCO-MADRID, 1995, 1996 e 2004, e em 2017 na ART-MADRID, representado em todas pela GALERIA ARTE PERIFÉRICA. Tem obras em colecções como a Telecel-Lisboa, Frubaça-Alcobaça, em Portugal e no estrangeiro, como na Fundação Luciano Benetton e na Quinta das Lágrimas em Coimbra. Realizou trabalhos artísticos para as empresas da Telecel, Frubaça e para o novo Centro Pedagógico de Faro, Complexo Campos da Penha. É citado e referido em trabalhos académicos como referência bibliográfica e é referido em publicações artísticas, algumas já extintas, como nas Revistas Magazine Artes, Arte e Leilões, L+Arte, Arte y Parte, bem como em catálogos das referidas feiras de Arte Contemporânea, com textos de escritores e críticos como Valter Hugo Mãe, Sandra Vieira JÜrgens ou da curadora Filipa Oliveira.
Águas argênteas, vértices de piteira / Diálogo contemporâneo com Dordio
Jul 19 2023
14 > 28 JULHO 2023 I JARDIM DE ESCULTURAS, MNAC
Inauguro no dia 14 de julho, no Jardim de Esculturas – MNAC, a exposição individual, Águas argênteas, vértices de piteira / Diálogo contemporâneo com Dordio, de José Quaresma.
A exposição ficará patente até 28 de julho.
A exposição consiste em sete instalações picturais nos sete “nichos” da espessa parede do jardim, engolfando-se na sequência rítmica que caracteriza as perfurações cónicas desta parte do edifício.
As obras foram produzidas em função de um diálogo contemporâneo com Dordio Gomes, vislumbrando-se também a apropriação de algumas manchas e torvelinhos associáveis a Franz Marc. Para ser mais preciso, esta exposição realiza um diálogo com duas obras de Dordio existentes no MNAC, Éguas na Manada e Rio Douro, mas também com outras duas, as Casas de Malakoff (no MNSR) e o Grande Autorretrato (Col. Part.). Estas quatro pinturas são agora perspectivadas segundo novas transgressões plásticas e semânticas, tendo dado origem às sete produções acima indicadas, pintadas sobre madeiras diversas, vidros acrílicos e serapilheira.
José Quaresma
à superfície 2023
Jul 18 2023
08 > 28 JULHO 2023 I BIBLIOTECA E ARQUIVO, MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
A exposição À Superfície, 2023, constitui-se a partir da reunião de um conjunto de trabalhos realizados em ambiente académico, centrados numa temática comum: a aldeia mineira do Lousal. A experiência imersiva num lugar desconhecido, constitui-se como um factor de produtividade, de especulação e criação. Os alunos a partir da experiência do lugar, desenvolveram a partir das suas inquietações e das suas poéticas, um conjunto de trabalhos que, no seu conjunto são uma interpretação viva, e entusiasmante sobre uma realidade que desconheciam.
A aldeia mineira do Lousal, no concelho de Grândola, tem o seu passado ligado a extracção da pirite para a indústria química durante o século XX. Com o fecho da mina no final do século passado, o Lousal foi-se transformando num lugar onde a memória do passado e uma descrença no futuro são a imagem urbana do presente. A aldeia que foi construída ao longo do século XX, como um aparato industrial à imagem dos planos urbanísticos e das políticas assistencialistas implementados no Estado Novo, e foi sendo ocupada por famílias mineiras migrantes, que em sucessivas gerações se fixaram e trabalharam na aldeia.
O trabalho dos alunos partiu do reconhecimento desta história e desta realidade, reflectem a natureza geológica, o trabalho na mina e as relações sociais no território. Numa leitura geral das obras, observa-se como a exploração do forte carácter poético das matérias geológicas das escombreiras da mina —a memória visual do passado congelado na paisagem — se transformam numa “denúncia” da imobilidade da vida dos habitantes e antigos mineiros do Lousal.
Estas obras devem ser lidas como um processo investigativo de artista, pois encontramos nos trabalhos, mais do que uma preocupação sobre o domínio exímio da expressividade dos materiais que dão forma às obras, um olhar sobre os modos como a arte pode ser uma ferramenta de análise, leitura e representação de uma realidade e de uma experiência física e emocional com o território.
a bela acordada
Jul 10 2023
25 MAIO > 14 JULHO 2023 I BIBLIOTECA ARQUITECTO COSMELLI SANT’ANNA
Inaugura no dia 25 de maio, às 17h00, na Biblioteca Arquitecto Cosmelli Sant’Anna, a exposição A Bela Acordada com trabalhos de alunos de Ilustração I e Desenho Editorial a partir da prosa poética de Adília Lopes “A Bela Acordada”. A exposição ficará patente até 14 de julho.
projeto seeds open call
Jul 10 2023
OPEN CALL ATÉ 16 JUNHO 2023
A Associação Quinta das Relvas (PT), as Oficinas do Convento (PT), a Rural Contemporánea (ES) e a CHORUS (GR) têm o prazer de divulgar uma Open Call para a participação no seu projeto SEEDS – means for a sustainable art practice, dedicado à articulação entre as Artes e a Sustentabilidade.
O projeto reunirá 12 artistas que irão participar em várias atividades, das quais residências artísticas, acções de disseminação, exposições, conferências e workshops.
O projeto culminará numa exposição na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em maio de 2024, onde será igualmente lançada uma Publicação, Tool-kit e documentário vídeo relativos ao projeto.
+ info e candidaturas: www.projectseeds.eu
manuel jardim fase preparatória
Jul 09 2023 
14 JUNHO > 15 JULHO 2023 I COLÉGIO DE SANTO ANTÓNIO DA PEDREIRA, COIMBRA
A Casa-Museu Elysio de Moura organiza em colaboração com o CIEBA – Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa um duplo evento comemorativo: um colóquio dedicado ao percurso académico do pintor português Manuel Jardim [1884-1923] entre a Escola de Belas-Artes de Lisboa e a Académie Julian de Paris e uma exposição centrada nos desenhos-exame inéditos da sua autoria pertencentes à coleção de Elysio de Azevedo e Moura e Celestina Salgado Zenha.
Colóquio Manuel Jardim. Fase preparatória. Percursos entre a Escola de Belas-Artes de Lisboa e a Académie Julian de Paris - 14 de junho, às 10h00, no colégio de Santo António da Pedreira, em Coimbra.
Exposição Manuel Jardim. Fase preparatória. Os desenhos-exame da Escola de Belas-Artes de Lisboa na coleção de Elysio de Azevedo e Moura e Celestina Salgado Zenha inauguração 14 junho, 17h45. A exposição ficará patente até 15 de julho de 2023.
O colóquio e a exposição têm a coordenação e curadoria científicas de Milton Pedro Dias Pacheco, diretor da Casa-Museu Elysio de Moura e investigador integrado do CHAM, e de Luísa d’Orey Capucho Arruda, docente aposentada da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e investigadora do CIEBA – Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes da mesma faculdade.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Milton Pedro Dias Pacheco (CHAM)
ORGANIZAÇÃO
Casa-Museu Elysio de Moura
CIEBA – Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
PARCERIA
CHAM / NOVA FCSH
unfinished works – exposição de mariana sousa e dahyoung choi
Jul 03 202304 > 08 JULHO 2023 I GALERIA
Inaugura no dia 4 de junho; ás 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Unfinished Works, exposição colaborativa entre Mariana Sousa, estudante da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, e Dahyoung Choi, artista em residência no Hangar, em Lisboa.
Está exposição estará em exibição até o dia 8 de julho, com horário de visita de terça-feira a sábado, das 11h às 19h.
Unfinished works é uma exposição de arte colaborativa que visa resgatar e valorizar trabalhos que, de outra forma, seriam descartados.
O foco está em obras incompletas, explorando os critérios pelos quais os artistas definem uma peça como concluída e examinando a relação entre obras acabadas e inacabadas através de instalações.
Ao longo de gerações em escolas de arte, muitos foram os materiais que vieram a ser abandonados, por não se adequarem aos processos de criação das obras. As artistas que colaboram neste projeto, optaram por denominá-los de obras “inacabadas” e “indesejadas”, em vez de “abandonadas”, pois, acreditam que esses materiais não estão simplesmente a ser deixados de lado, mas sim a aguardar uma transformação por outro artista, em novas obras de arte.
Com base nos objetos recolhidos na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, as artistas re-introduziram os mesmos em novas formas, trabalhando assim a relação entre obras acabadas e inacabadas.
O projeto inclui visitas a vários ateliers na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, como os de vidro, escultura e cerâmica, para recolher as obras inacabadas que seriam descartadas.
Este processo pretendeu ligar-se intimamente à narrativa dos materiais, espaços e artistas. Ouvindo testemunhos de artistas, assim como as razões pelas quais certos materiais foram deixados inacabados, sendo esta uma base importante para o trabalho.
Além disso, Unfinished works, também em documentário, demonstra o processo de criação, tal como a jornada de recolha das obras inacabadas na escola.
xCoAx 2023: 11th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
Jul 03 2023
05 > 07 JULY 2023 I WEIMAR, GERMANY
xCoAx 2023 — 11th Conference on Computation, Communication, Aesthetics & X
5–7 July, Weimar, Germany
xCoAx is an exploration of the intersection where computational tools and media meet art and culture, in the form of a multi-disciplinary enquiry on aesthetics, computation, communication and the elusive X factor that connects and characterises them all. Since starting in 2013 in Bergamo, xCoAx has taken place in Porto, Glasgow, Bergamo again, Lisbon, Madrid, Milan, Graz, online, and Coimbra. xCoAx 2023 will take place in Weimar, Germany.
Conference Program
July 5: Conference opening, School of X, exhibition opening, proceedings launch.
July 6: Paper presentations, keynote, performances.
July 7: Artwork and performance presentations, keynote, closing event.
Venues
Conference: Cultural Center mon ami, Goetheplatz 11
Exhibition: Galerie EIGENHEIM, Asbachstraße 1
Performances: Nivre Studio, Georg-Haar-Straße 5
Registrations to xCoAx 2023 are now open!
Register here: https://www.schoolofma.org/programs/p/xcoax
Contacts
http://xcoax.org
info@xcoax.org
https://twitter.com/xcoaxorg
https://www.instagram.com/xcoaxorg/
da terra brotam muitas coisas – exposição de leah saraiva
Jun 27 2023
22 > 29 JUNHO 2023 I GALERIA FBAUL
Inaugura no dia 22 de junho, pelas 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição da terra brotam muitas coisas de Leah Saraiva . A exposição ficará patente até 29 de junho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00.
da terra brotam muitas coisas é uma exposição que nasce da investigação do mestrado em pintura na exploração da ideia de encontro com o mundo que nos rodeia, em especial com a Natureza. Habitando-a com um olhar atento, cuidadoso, permeável e um coração predisposto, podemos aceder ao mundo de forma íntima, permitindo que ele nos molde de fora para dentro. Se uma árvore era um ser do mundo exterior, agora é ser em mim, que me habita.
Encontramo-nos num lugar comum. A nossa matéria enlaça-se. Pertenço ao mundo e o mundo pertence-me.
o valor da arte – finissage da exposição mudar de avença
Jun 20 2023
29 JUNHO 2023 > 16H00 I CAFÉ CIÊNCIA CSG I ROOFTOP DO ISEG
O valor da arte é o título do próximo Café-Ciência CSG, que acontece no dia 29 de junho, pelas 16h no Rooftop do ISEG.
O evento associa-se à finissage da exposição Mudar de Avença, também patente nos Claustros do Convento das Inglesinhas até ao dia 29 de junho e, sob o mote O valor da arte, promove uma edição do Café-Ciência que reunirá as investigadoras Jessica Falconi (CEsA/CSG) e Sandra Faustino (SOCIUS/CSG), o investigador Manuel Laranja (ADVANCE/CSG), o curador e investigador José Carlos Pereira (CIEBA/FBAUL) e os artistas Pedro Cabrita Reis e Filipe Romão, para uma reflexão sobre o lugar da obra de arte e os seus valores – estéticos, antropológicos, hermenêuticos, económicos, entre outros – na sociedade contemporânea.
A moderação do debate ficará a cargo do jornalista e diretor da Antena, João Almeida.
A sessão, de entrada livre, contará ainda com a presença do Presidente do ISEG, Professor João Duque, e o Vice-Presidente, Professor José Veríssimo.
A exposição Mudar de Avença, que teve o apoio do CIEBA – Centro de Investigação e Estudos de Belas Artes e do CSG – Investigação em Ciências Sociais e Gestão do ISEG, é um projeto da Comissão Cultural do ISEG e da FBAUL desenvolvido no âmbito do 111º aniversário do ISEG, com curadoria de José Carlos Pereira (CIEBA/ FBAUL) e obras dos artistas Pedro Saraiva, Pedro Cabrita Reis, Francisco Queirós, João Onofre e Filipe Romão.
Inaugurou no dia 11 de maio, às 18h30, nos Claustros do Convento das Inglesinhas, ISEG, a exposição Mudar de Avença.
No âmbito do 111 aniversário do ISEG, a Comissão Cultural do ISEG e a FBAUL promovem a Exposição “Mudar de Avença”, coordenada por José Carlos Pereira, e integra os seguintes artistas: Pedro Saraiva, Pedro Cabrita Reis, Francisco Queirós, João Onofre e Filipe Romão.
A experiência que as obras proporcionará a quem a visitar constitui-se simultâneo pretexto para um conjunto de conversas acerca do lugar da obra de arte na sociedade contemporânea. Os valores da obra de arte (estéticos, antropológicos, hermenêuticos, económicos, entre outros) serão o mote para sublinhar o papel da arte na configuração dinâmica da identidade individual e coletiva, a partir da ideia de que o que se vê na experiência estética, e através da experiência estética, contribui para uma mundividência mais aberta, plural e inclusiva. A exposição terá o apoio do CIEBA (Centro de Investigação e Estudos de Belas Artes) e do CSG (Investigação em Ciências Sociais e Gestão) do ISEG. Acompanhada por um catálogo com as obras, a exposição estará patente entre o dia 11 maio e 29 de junho.
Horário:
2ª a 6ª – 8h/22h
sáb. -9h/13h
the submerged intangible
Jun 18 2023
07 > 26 JUNHO 2023 I CISTERNA FBAUL
Inaugura no dia 7 de junho, às 18h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição The Submerged Intagible.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A exposição ficará patente até 26 de junho.
Visitas apenas por marcação de 7 a 26 de Junho de 2023 através do e-mail r.taveira@belasartes.ulisboa.pt.
Exposição artística dos resultados da experimentação do Projecto de Investigação ULPAES. Plano de Investigação da Universidade de Málaga, com curadoria dos Professores Jesús Marín-Clavijo e Silvia López-Rodríguez.
“A implementação efectiva de indicadores intangíveis da paisagem urbana, proposta por este projecto de investigação, implica um diálogo interdisciplinar que constitui um contributo tanto para os estudos urbanos analíticos como para o conhecimento baseado nos modos e metodologias da experimentação artística.”
Investigadores e artistas participantes:
Ana Sedeño; Carlos Jesús Rosa; Diego López; Francisco José Chamizo; Inmaculada Villagrán; Jesús Marín; Jesus Palomino; José Iranzo; Mar Cabezas; María Ángeles Díaz; MP & MP; Nuria Nebot; Silvia López; Sophie Legros; Stefano Regosini; Rogério Taveira
cancerland: the limit of the possible — exposição de umasensio
Jun 08 2023
06 > 16 JUNHO 2023 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 6 de junho, pelas 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição CANCERLAND: THE LIMIT OF THE POSSIBLE de UMASENSIO. A exposição ficará patente até 16 de junho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00.
CANCERLAND: THE LIMIT OF THE POSSIBLE
La artista Umasensio se siente interesada por profundizar en la vulnerabilidad, tanto mental como corporal, que en ciertos momentos convive con una gran fortaleza desde el momento en el que fue madre en 2016. Articular el trauma del contacto físico con el contacto emocional es algo muy complejo, sujeto a la fragilidad de lo que no se puede sostener y son estos límites los que ha tratado de representar en sus producciones desde entonces, intentando no olvidar toda la diversidad de roles y afectos.
Ahora en CANCERLAND: THE LIMIT OF THE POSSIBLE explora un territorio común para todas aquellas personas que están o han estado enfermos o aman a alguien, un padre, hijo, cónyuge o amigo que tiene o ha tenido cáncer. Todos los cuerpos humanos son iguales y no hay dos iguales. Algunas personas sobreviven y otras mueren. Esto todo el mundo lo sabe y, sin embargo, vivir cerca de esa verdad cambia la realidad cotidiana.
La palabra trauma significa sueño, también ilusión y utopía en el idioma alemán. Úrsula Martín Asensio nos hace caminar por la cuerda floja, situarnos lo suficientemente cerca de lo que amamos para erradicar la soledad del sufrimiento a la vez de lo suficientemente lejos como para servir de ayuda. En su propuesta para manejar la empatía resulta interesante estudiar las otras vertientes del trauma como potencia.
Todo esto bajo un contexto pandémico y bélico como el actual que espolea un cambio de paradigma en el que el mundo se adentra a una época de gran inseguridad.
mater — exposição de maja escher, marta castelo e virgínia fróis
Jun 07 2023
23 MARÇO > 11 JUNHO 2023 I PAVILHÃO BRANCO, GALERIAS MUNICIPAIS DE LISBOA
Inaugura no dia 23 de março, pelas 18h00, a exposição MATER de Maja Escher, Marta Castelo e Virgínia Fróis.
Mater é uma exposição colectiva co-produzida pelas Galerias Municipais/ EGEAC e a associação cultural Oficinas do Convento e apresenta trabalhos de Virgínia Fróis, Marta Castelo e Maja Escher, cujo percurso artístico se tem desenvolvido em proximidade com os valores e materiais desta associação com mais de 26 anos de existência, sediada em Montemor-o-Novo.
Mater liga-se a uma dimensão subtil, mas presente no trabalho das três artistas, de que da terra tudo se ergue, gera e ganha forma, quer no plano físico e matérico, como na sua dimensão poética e simbólica.
A partir dos seus lugares de referência, as artistas recolheram barro, plantas, pedras e outros elementos naturais, para criar um corpo de trabalhos inéditos e site-specific. Abordam a sua relação com a paisagem, reflectindo sobre processos íntimos, corpóreos e simbióticos, a natureza e a cultura dos lugares que habitamos e a importância da água ou da sua escassez para a possibilidade de vida e permanência num território desertificado e em constante transformação.
A exposição estará patente no Pavilhão Branco, até 11 de Junho de 2023 e tem a curadoria de João Rolaça, membro da Oficinas do Convento.
première — dans le cadre de la saison france – portugal 2022
Jun 07 2023
15 ABRIL > 18 JUNHO 2023 I CENTRO DE ARTE OLIVA
Inaugura no dia 15 de abril, às 16h00, no Centro de Arte Oliva a exposição Première.
A exposição Première apresenta obras de vinte e um artistas finalistas de cursos de licenciatura e mestrado de oito escolas superiores de ensino artístico de Portugal e França, nomeadamente das Faculdade de Belas Artes do Porto e Lisboa, da Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, da Escola Superior Artística do Porto, das escolas superiores artísticas de Poitiers, Bourges, Clermont-Ferrand e Limoges.
Première é um projeto curatorial original do Centre d’Art Contemporain em Meymac (França) que conta com 28 edições realizadas. Nesta edição, que ocorreu no âmbito da Temporada Portugal- França em 2022, o seu âmbito alargou-se às escolas e artistas portugueses e ao Centro de Arte Oliva. A co-curadoria desta edição internacional é realizada por Caroline Bissière & Jean-Paul Blanchet e Andreia Magalhães. Foi apresentada, num primeiro momento, de 30 de outubro de 2022 a 15 de janeiro de 2023 em França, no Centre d’Art de Maymac.
Neste segundo momento realiza-se entre 15 de abril a 18 de junho de 2023, no Centro de Arte Oliva, S. João da Madeira, Portugal.
Artistas: Jeanne Andrieu, David Astasie, Beatriz Coelho, Léa Devenelle, Sara Flor, Erika Fournel, Anna Gianferrari, Pedro Gonçalves Ribeiro, Miguel Ângelo Marques, Gaëlle Massot, Inês Mendes, Emma Merlet, Armineh Negahdari, Ânia Pais, Maria Palma, Flavia Regaldo, Pierre Richard, Mário Santos, Inês da Silva Vieira, André Vaz e Justine Villermet
CENTRE D’ART DE MEYMAC
Vernissage le samedi 29 octobre à 18h
Performance d’Anna Gianferrari à 19h30
Exposition du 30 octobre 2021 au 15 janvier 2023
du mardi au dimanche, y compris les jours fériés, 14h-18h
Le Centre d’art de Meymac a développé des liens avec la scène artistique portugaise depuis l’exposition “Variations portugaises” organisée en 2018, suivie en 2019 par la commande à Gabriel Garcia d’un Calendrier de l’Avent monumental et d’un soutien à la première exposition à l’artiste portugais Nuno Lopes Silva.
Il propose, à l’occasion de la Saison-France-Portugal 2022, de mettre en œuvre une édition spéciale de “Première”, en partenariat avec huit écoles d’art réparties entre la France et le Portugal:
_Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto – www.fba.up.pt
_Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa – www.belasartes.ulisboa.pt
_Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, Politécnico de Leiria – www.esad.ipleiria.pt
_Escola Superior Artística do Porto, Porto – www.esap.pt
_École européenne supérieure de l’image de Poitiers et Angoulême – www.eesi.eu
_École nationale supérieure d’art de Bourges – www.ensa-bourges.fr
_École Supérieure d’Art de Clermont Métropole – www.esacm.fr
_École nationale supérieure d’art de Limoges – www.ensa-limoges.fr
Le co-commissariat de cette édition internationale (sélection des artistes et conception de l’exposition) est porté par Caroline Bissière & Jean-Paul Blanchet pour le Centre d’art contemporain de Meymac et Andreia Magalhães, pour le Centro de Arte Oliva. lls sélectionnent les jeunes artistes en allant à leur rencontre juste après leurs diplômes dans chacun des établissements et conçoivent l’exposition à partir d’une sélection d’une vingtaine d’artistes. Ceux-ci sont retenus pour la qualité de leurs œuvres tout en prenant en compte le principe que tous les établissements d’origine seront représentés dans la sélection finale, au moins par un artiste.
L’exposition constituée est présentée successivement en France au Centre d’art à Meymac du 30 octobre 2022 au 15 janvier 2023 puis au Portugal au Centro de Arte Oliva à São João da Madeira de 6 avril au 18 juin 2023.
Les artistes retenus:
Cette 28e édition regroupe 21 artistes français et portugais :
David Astasie, Jeanne Andrieu, Beatriz Coelho (FBAUL), Léa Devenelle, Sara Flor, Erika Fournel, Anna Gianferrari, Pedro Gonçalves Ribeiro (FBAUL), Miguel Ângelo Marques, Gaëlle Massot, Inês Mendes, Emma Merlet, Armineh Negahdari, Ânia Pais (FBAUL), Maria Palma, Flavia Regaldo (FBAUL), Pierre Richard, Mário Santos, Inês da Silva Vieira, André Vaz, Justine Villermet.
no começo da estrada
Jun 07 2023 
24 MARÇO > 18 JUNHO 2023 I MUSEU DA TAPEÇARIA DE PORTALEGRE – GUY FINO, GALERIA DE EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS
Inaugura no dia 24 de março, às 16h00, na Galeria de Exposições temporárias do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino, a exposição coletiva No começo da estrada . A exposição ficará patente até 18 de junho de 2023.
No Começo da estrada sintetiza o trabalho desenvolvido entre 2021 e 2022 pelos alunos da unidade curricular de Tapeçaria da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. A mostra visa, mais uma vez, selar e celebrar a ligação estabelecida entre Museu de Tapeçaria de Portalegre Guy Fino, a Câmara Municipal de Portalegre e esta instituição de ensino.
O título da exposição remete para o poema de uma só frase de Mário Cesariny “Ama como a estrada começa”. Um ponto de partida sem imposição de uma meta, a vitalidade e sonhos, a construção de um caminho numa alusão ao início de trabalho, já sólido, destes jovens artistas.
Os trabalhos espelham múltiplas abordagens dentro do têxtil: tear vertical; esmirna; punch needle; bordado, costura, escultura, pintura, colagem e performance.
Na FBAUL, a UC de Tapeçaria pauta metodologias e estratégias que facilitam a atividade projetual nas vertentes estética e técnica, com a permanente preocupação de encontrar, na aprendizagem de competências, as motivações e determinantes da cultura artística dos nossos dias. Pretende-se que os estudantes participem de forma comprometida em projetos, experimentando e explorando, ou seja, desde o seu planeamento, preparação de materiais e conteúdos, que conduzam à criação de novas possibilidades expressivas, integráveis nas suas soluções plásticas, renovando assim abordagens dentro do têxtil contemporâneo.
Do entrelaçamento entre as práticas manufacturadas da tecelagem e as belas-artes firma-se a cumplicidade necessária entre a técnica, a cultura material e imaterial e um recentrar da linguagem têxtil através das motivações e inquietações dos jovens alunos. Ana Correia, Beatriz Jardim, Beatriz Sousa, Estrella Calixto, Catarina Farinha, Claúdia Correia, Clarisse Silva, Iara Amorim, Inês de Medeiros, Joana Brázio, Madalena Rodrigues, Mariana da Avó Ferreira, Nádia Calado, Odete Ramalho, Rita Peças, Sofia Santos e Tatiana Cristina assinam as obras presentes nesta exposição. Na primeira pessoa, dão voz através dos fios ao pensamento do presente.
A concretização de projectos expositivos é parte integrante da estratégia pedagógica da Unidade Curricular de Tapeçaria da FBAUL. Estratégia esta, implementada e desenvolvida pelo Professor Hugo Ferrão, professor da FBAUL por mais de 40 anos. Esta mostra é também um gesto de agradecimento, aventurada continuidade do seu legado.
convergências, vínculos, intersecções — exposição de nicoleta sandulescu
Mai 31 2023 
15 MAIO > 07 JUNHO 2023 I MAISON DU PORTUGAL ANDRÉ GOUVEIA, PARIS
As modificações plásticas e semânticas a que Nicoleta conduz algumas obras icónicas de Dordio Gomes, nomeadamente as Casas de Malakoff e o Autorretrato com Natureza Morta, são a expressão consistente e feliz do encontro de duas gerações de pintores muito distintas, com 100 anos a separá-las (as Casas de Malakoff foram pintadas em 1923).
Todavia, o “abismo” que separa as duas épocas constitui o intervalo no qual Nicoleta imerge para reinventar o seu espaço pictural, mas também enfatizar o espaço desdobrado pelo próprio Dordio nas suas composições mais ousadas. Digamos, pois, que os dois modos de pensar e executar a espacialização pictural se inter-iluminam, abrindo ainda uma clareira para outras interligações. Seja no plano ficcional, por intermédio das figuras mobilizadas (por vezes com laivos de autorrepresentação da própria artista) e da multiplicação dos ângulos das casas (vistas de dentro ou de fora); seja ainda pelos planos e ritmos engendrados por Nicoleta, que embora partam de Dordio, deste se autonomizam para dar corpo a um conjunto de pinturas e desenhos de grande envolvimento e fluidez, escala muito generosa, diversos momentos de interpelação dos espectadores, mais discreta ou mais objectiva e destemida, como podemos vislumbrar em olhares que nos perscrutam, ângulos que nos assaltam, sombras que nos encobrem.
Ao sentido destas metamorfoses em torno de Dordio Gomes, acresce um domínio invulgar dos meios de expressão empregues por Nicoleta, impregnando os seus trabalhos com uma “substância” que é tratada com elevado recorte técnico e “performativo”, no que concerne à encenação/espacialização pictural das suas figuras, formas e objectos.
José Quaresma
gab-a — 16ª edição das galerias abertas das belas-artes
Mai 31 2023
2, 3 E 4 JUNHO 2023 I FACULDADE BELAS-ARTES
Durante o fim-de-semana de 2, 3 e 4 de junho de 2023 a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vai acolher a 16ª edição das GAB-A / Galerias Abertas das Belas-Artes.
Entrada livre
Horário:
2 junho – 18h/20h
3 e 4 de junho – 14h/19h
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
As GAB-A são um fórum de discussão e mostra de jovens artistas, produtos de investigação artística e obras em contexto de ensino superior artístico público, integrados no espaço físico onde são pensados e produzidos.
Não é uma comum exposição em galeria, museu ou centro cultural. É a abertura dos espaços de trabalho e de investigação artística que a Faculdade de Belas-Artes contém, num espírito de oficina, de atelier ou de estúdio.
As GAB-A são um evento de partilha com públicos exteriores que depende da vontade dos seus participantes, das solicitações, motivações, e da oportunidade e convites que, depois de cada edição, lhe são dirigidas.
É um espaço de grande informalidade, com a presença dos jovens autores. Um fórum / feira, onde se ensaiam questões pragmáticas como o universo do contacto com o mundo exterior, a constituição de grupos e projetos ou a definição de estratégias de ações futuras. Um momento de troca de experiências e de aplicação de conhecimentos.
Nas GAB-A não há seleção de obras nem de participantes por qualquer entidade que não o próprio autor, possibilita-se que cada estudante teste a sua capacidade de decisão, de autocrítica e de autonomia. São convidados a participar todos os alunos que o queiram fazer, todos os que tenham a segurança e a determinação que qualquer profissão exige.
Possibilita-se a fruição de um ambiente de fórum de arte atual, no contexto do seu núcleo embrionário (o local de aprendizagem e investigação) o que propicia interrogações sobre os mundos, sobre a arte e sobre o mundo da arte.
Nas GAB-A estabelecem-se pontes entre todos os ciclos e níveis de ensino. Participam alunos que frequentam a Faculdade há seis meses ao lado de outros que a frequentam há muitos mais anos (licenciandos, mestrandos e doutorandos).
ensinar com a Indústria: um percurso do projeto ao design de produto
Mai 29 2023
13 ABRIL > 02 JUNHO 2023 I REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
No âmbito das comemorações dos 10 Anos da ULisboa, decorre a exposição Ensinar com a Indústria: um percurso do projeto ao design de produto, de Paulo Parra, que terá inauguração no dia 13 de abril, às 18h, na Reitoria da Universidade de Lisboa.
A Faculdade de Belas-Artes tem um historial de relação entre a cultura de projeto e o mundo empresarial nomeadamente através do ensino de Design de Produto, cuja prática estabelece uma relação direta com o tecido industrial.
Nos últimos anos, algumas das mais importantes indústrias nacionais foram parceiras no desenvolvimento de novos produtos na FBAUL. O projeto EcoCar, surge como exemplo no âmbito da investigação e no contexto das preocupações sobre mobilidade urbana e sustentável, transversais a toda a comunidade.
Esta mostra centra-se no seu desenvolvimento e na demonstração das parcerias que foram estabelecidas ao longo dos últimos 15 anos com o tecido industrial português.
Exposição patente na Reitoria da ULisboa até ao dia 2 de junho de 2023.

As Belas-Artes na JUSTLX – A única faculdade presente numa das mais importantes feiras de arte em Lisboa
Mai 26 202325 > 28 MAIO 2023 | JUSTLX
À semelhança do ano passado, e a par de galerias nacionais e internacionais, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa marca também este ano presença como expositor na JUSTLX, mostrando obras de alunos dos cursos de Pintura, Escultura, Desenho e Arte Multimédia.
Venha-nos visitar!
A JUSTLX tem vindo a caracterizar-se como a feira que aposta em novas galerias e artistas emergentes, contribuindo também para a visibilidade do panorama artístico português. Com efeito, as diversas edições da JUST em Madrid e Lisboa têm vindo a contribuir para que jovens artistas portugueses estejam a entrar em grandes coleções espanholas e portuguesas. A JUSTLX reafirma também o seu forte compromisso em tornar a arte acessível e aproximá-la de uma nova geração de colecionadores, impulsionando assim o mercado da arte.
Horários de abertura
25 maio – quinta-feira
Preview Colecionadores – 12h
Abertura ao Público: 14h – 21h
26 maio – sexta-feira
12h – 20h30
27 maio – sábado
12h – 20h30
28 maio – domingo
12h – 18h
Centro de Congressos de Lisboa
Praça das Indústrias 1, Belém
1300-307 Lisboa, Portugal
o tempo do meio — exposição de suzana azevedo
Mai 20 2023
23 > 30 MAIO 2023 I GALERIA
Inaugura o dia 23 de maio, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição O tempo do meio de Suzana Azevedo, com curadoria de José Quaresma. A exposição ficará patente até 30 de maio.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00.
O tempo do meio
A obra gráfica e instalativa de Suzana Azevedo tem um fundo de emanação no qual se movem e entrelaçam múltiplas camadas de manchas (umas intencionais, outras “aparecidas” sem plano prévio), fruto dos golpes de compactação desferidos por uma artista muito subtil na manipulação das potencialidades da prensa (trabalho complementar às composições que elabora com as suas matrizes), explorando alternadamente a “força do implícito” em zonas recônditas de eclosão, assim como em espaços de nadificação das manchas que imprime.
A liberdade que Suzana Azevedo projecta no uso das substâncias em que imprime, ou seja, o facto de manufacturar e dar pigmentação a muitos dos papeis usados, o uso muito competente do tórculo, e ainda, a adição de matérias menos ortodoxas à esfera da reprodutibilidade, instalam uma atmosfera gráfica que nos impele a momentos de imersividade irrepetíveis.
Justamente por emanarem de temporalidades do fazer que, uma vez materializados, interferem inesperadamente uns nos outros, no fundo, nesta exposição, adentramo-nos numa experiência de um “tempo do meio”, noção que dá nome à investigação artística aqui contemplada.
José Quaresma
roer o risco
Mai 16 2023
05 > 19 MAIO 2023 I GALERIA
Inaugura no dia 5 de maio, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Roer o Risco, momento em que será apresentada também a publicação relativa a esta edição da residência.
Roer o Risco é o segundo momento expositivo que deriva da 4ª edição da GRÃO - Residência Artística e de Investigação, que teve lugar na Associação Quinta das Relvas (Branca, Albergaria-a-Velha) entre 10 e 30 de Outubro de 2022.
Reúnem-se obras dos artistas Clara Saracho, Francisca Pinto, Francisca Valador, Gabriel Siams, Sally Santiago e Tiago Leonardo que, durante três semanas e em partilha, desenvolveram os seus processos criativos, usufruindo de visitas de investigação a instituições patrimoniais e culturais da região de Aveiro, e das tutorias dos artistas Cristina Ataíde, Mariana Gomes e Paulo Brighenti, que acompanharam o desenvolvimento dos trabalhos, durante a residência.
Após uma primeira apresentação em dezembro de 2022 na CABE 184, no Porto, Roer o Risco é agora repensada e apresentada na Galeria da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, com apoio curatorial de Leonor Lloret.
A GRÃO – Residência Artística e de Investigação, é um projecto desenvolvido pela Associação Quinta das Relvas, na edição de 2022 com o apoio da Direção-Geral das Artes – República Portuguesa, CIEBA – Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes da Universidade de Lisboa, FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia, CABE 184 – Arte em Acção , Aderno – Associação Cultural, Unimadeiras, J.Nadais, Município de Albergaria-a-Velha e Junta de Freguesia da Branca.
Horário:
2ª a sáb. – 11h/19h
Bios Artistas:
Clara Saracho (1990, Pamplona), vive e trabalha atualmente no Porto. Iniciou os estudos nas Belas Artes do Porto e concluiu o mestrado de artes plásticas nas Beaux-Arts de Paris (2017), cidade onde viveu 8 anos. Desde 2011 expõe individualmente e em grupo em várias instituições e galerias, tais como no MacLyon, Museu de Arte Contemporânea de Lyon (2020); na galeria Art Curator Grid em Lisboa convidada pelo comissário João Pinharanda (2019); na ArCo de Lisboa (2019); no 68ème Salon de Montrouge (2018); e recebeu o Prémio de Thaddaeus Ropac (2015), com o qual fez uma residência artística em escultura no Japão, na Musashino Art University (2016).
Gabriel Siams (1996, Niterói), artista transmedia brasileiro, licenciou-se em Arte Multimédia (FBAUL) em 2019, e durante este período também foi aluno da Université Paris 8 em Arts Plastiques. Pós-graduado em Comunicação e Artes (FCSH), também frequentou Cinema (PUC-RIO), Cenografia (UFRJ). Expôs trabalhos e foi residente em diversas instituições e espaços, incluindo: Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, BoCA, Culturgest (Lisboa), Carpintarias de São Lázaro e MAAT. O trabalho de Gabriel Siams interessa-se por possíveis relações que podem ser construídas a partir de temas que surgiram a.C. e que permanecem na contemporaneidade, bem como em pesquisar os pontos de transição, o entre, as coisas. Expandindo-se através da instalação, fotografia, imagem em movimento, performance e som, geralmente, suas obras têm uma forma plural, entre a narrativa e o documentário, mas não se conformando a uma ou outra forma.
Francisca Pinto (1995, Vila do Conde) vive e trabalha em Londres. A sua prática artística foca-se essencialmente no desenho e na pintura. As imagens que produz são sobre relacionamentos humanos, bem como uma procura de conexão entre o mundo interior e exterior, baseando-se sobretudo em situações ou sentimentos. Em 2018 foi-lhe atribuída uma bolsa para a realização de uma pós-graduação na Royal Drawing School, que concluiu em 2019. Licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 2017. Participa em exposições coletivas com regularidade desde 2016, destacando-se: “A drawing Show”, V.O Curations (Londres, 2022), “Dose Numero 5”, Balcony Gallery (Lisboa, 2020), “In the Woods”, Linwood Close (Londres, 2020), Open Call 2019, Delphian Gallery (Londres 2019), “O Escritório”, Rua Bernardim Ribeiro no 52 (Lisboa 2018), “Quarto room.fourth”, Casa da Dona Laura(Lisboa 2017) e “A Dispensa”, Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos (Lisboa 2017). Durante o tempo da residência a Francisca começou por investigar o espaço da Quinta das Relvas e os elementos naturais presentes, através do desenho à vista. Mais tarde estes desenhos constituíram um apoio para o desenvolvimento de mais desenhos e pinturas, com o intuito de retrabalhar as mesmas ideias e composições, mas agora também com o objetivo de explorar noções de procura, redescoberta e transformação.
Francisca Valador (1993, Lisboa) vive e trabalha em Lisboa. Estudou pintura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e fez uma pós-graduação em Práticas artísticas e processos pedagógicos na ESEI Maria Ulrich. As suas pinturas e instalações compõe-se de objetos que coleciona e dispõe de modo a criar novas narrativas e significados. Pequenos elementos, que por vezes sugerem ser muito maiores, respeitam a escala dos motivos representados, conferindo-lhes um carácter simbólico. Infímos fragmentos, juntos, tornam-se construtivos de um todo, à maneira de naturezas-mortas. Desde 2016 que tem vindo a participar em exposições individuais e colectivas. Das suas exposições destacam-se: Oneiroikos, Brotéria, Lisboa, PT (2022); COLLETTIVA #1, MONITOR, Petreto, IT (2022); Depois do banquete, Teatro Thalia, Lisboa, PT (2022); Manta Ray, Matèria Gallery, Roma, IT (2021); Dip me in the river, drop me in the water!, Galeria Pedro Cera, Lisboa, PT (2021); Reação em Cadeia #6: Las Palmas – Apofenia, Culturgest, Porto, PT (2021); A Longa Sombra, Maus Hábitos, Porto, PT (2021); Homework, Galeria Madragoa, Lisboa, PT (2020); CENTRAL ASIA: Presença Brilhante (colaboração com a dupla primeira desordem), Lisboa, PT (2019); I Will Take The Risk, AZAN Tomaz Hipolito Studio, Lisboa, PT (2019); Subterrâneo (colaboração com Eduardo Fonseca e Silva), Museu Geológico, Lisboa (2018); The dog is very confused, Galeria FOCO, Lisboa, PT (2018); Corda Bamba (colaboração com Eduardo Fonseca e Silva), Ateneu Comercial, Lisboa (2016).
Sally Santiago (1996, São Paulo) é uma artista visual e pesquisadora brasileira que atualmente vive e trabalha em Porto, Portugal. Com criações fortemente centradas na grandeza da natureza, seus projetos habitam principalmente o campo do vídeo, experimental, instalações e fotografias, focando suas pesquisas em debates sobre experiências humanas, os seus processos de transformação e a ligação com diferentes espaços – o habitar na grandeza. Faz parte do programa de doutoramento em Artes Plásticas da FBAUP, possui mestrado em criação artística contemporânea (UA/PT) e bacharel em comunicação social (UAM/BR). Em 2022 inaugurou sua primeira exposição individual, ‘Itinerários do pensar: o íntimo e o mundo’, no Porto, e recebeu menção honrosa nos vídeos ‘Na antessala da consciência’ na XII Bienal de Artes de Vila Verde e ‘Da verdade e do tempo’ no Concurso Aveiro Jovem Criador. Possui experiência em estudos de comunicação no Brasil (até 2019), colaboração com o Center of Contemporary Art – CoCA na Nova Zelândia (2020) e atualmente faz parte da equipa das instituições culturais Cultivamos Cultura e Ectopia, em Portugal.
Tiago Leonardo (2000, Lisboa) vive e trabalha em Lisboa. É licenciado em Ciências da Arte e do Património na FBAUL, e frequenta atualmente o último ano do mestrado em Estética e Estudos Artísticos com especialização em cinema e fotografia (FCSH). O seu trabalho vem a refletir a fotografia e o fotográfico no contexto específico das artes visuais, revelando o privilégio da formação teórica à prática. Surge como uma ideia, sendo a prática a mera execução da mesma. Ainda que com uma prática artística bastante recente, iniciada no ano de 2021, o artista conta já com diversas exposições coletivas. Colabora ainda com diversas publicações através da redação de artigos e ensaios na área da arte e do cinema.
kapsys — exposição de mariana sousa e inês rodrigues
Mai 10 2023
19 > 20 MAIO 2023 I CISTERNA
Inaugura no dia 19 de maio, às 9h, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Kapsys de Mariana Sousa e Inês Rodrigues. A exposição ficará patente até 20 de maio.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário:
Dia 19 e 20 de maio – 9h às 19h
Mariana Sousa e Inês Rodrigues, artistas que frequentam atualmente o curso de Licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, apresentam a exposição colaborativa “Kapsys”.
A presente exposição explora a área da videoescultura, combinando elementos visuais e tridimensionais de maneira singular e imersiva.
A exposição ocorrerá na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, um espaço histórico destinado à preservação da água no Convento de São Francisco da Cidade. Esta localização estabelece um diálogo interessante entre o espaço físico e a obra de arte, onde a fluidez, a forma e o acaso são temas de reflexão.
Kapsys, o nome escolhido para a exposição, tem origem no latim e é uma combinação das palavras “cabelo” e “symbiosis”. Esta escolha conceptual ambiciona ressaltar conceitos chave presentes no trabalho individual de cada uma das artistas. A mesma resultando numa fusão criativa procurando ultrapassar as fronteiras da arte convencional obtendo assim uma perspetiva única à videoescultura, oferecendo camadas adicionais de profundidade e significado à experiência do observador.
O público é convidado a embarcar numa jornada visual e sensorial, explorando a relação entre forma, espaço e natureza que vai além dos limites da Cisterna.
Através da videoescultura, as artistas desafiam o observador a questionar a percepção do real, a refletir sobre o valor do acaso e a considerar o papel da arte na contemporaneidade.
A corrente combinação de elementos visuais, tridimensionais e conceituais almeja proporcionar uma experiência única e enriquecedora para o público.
aristides de sousa mendes: razões de humanidade
Mai 10 2023
19 ABRIL > 23 MAIO 2023 | ESPAÇO ARTES – POLITÉCNICO DE LISBOA
psychedelia
Mai 02 2023

02 > 05 MAIO 2023 I PAVILHÃO CENTRAL INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO
Entre 2 a 5 de maio, a Lounge IST, um núcleo de estudantes do Técnico que tem vindo a disseminar a cultura dentro do campus da faculdade, irá, em colaboração com o curador João Santos e a Associação de Estudantes da Faculdade de Belas-Artes, apresentar a exposição “PSYCHEDELIA” no pavilhão central, do campus Alameda do Instituto Superior Técnico.
A exposição tem como temática o impacto cultural de todo o movimento psicadélico que surgiu num período de altas tensões políticas e inseguranças embutidas na população global.
Em 2022 a Lounge IST organizou a sua primeira exposição de sempre, chamada “Mousa”. Foram convidados alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa a expor o trabalho feito por eles ao longo dos anos.
Nesta segunda exposição da Lounge IST desafiámos um jovem artista para apresentar e definir uma temática atual e interessante para a exposição. Daí surgiu o conceito da “PSYCHEDELIA”. Foram também convidados estudantes da FBAUL a desenvolver obras dentro dessa temática. O resultado desse convite irá ser apresentado nos dias 2 a 5 de maio.
à superfície 2023 — exposição de alunos de escultura da faculdade de belas-artes da universidade de lisboa
Abr 24 2023
25 MARÇO > 06 MAIO 2023 I GALERIA MUNICIPAL VIEIRA DA SILVA, LOURES
Inaugura no dia 25 de março, pelas 18h00, na Sala Multiusus da Galeria Municipal Vieira da Silva, em Loures a exposição À Superfície de alunos de escultura da Faculdade de Belas-artes da Universidade de Lisboa, juntamente com uma outra exposição O Lugar do Desenho da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa. A exposição ficará patente até 6 de maio de 2023.
Horário: 3ª a dom. – 10h/13h; 14h/18h
A exposição À Superfície, 2023, constitui-se a partir da reunião de um conjunto de trabalhos realizados em ambiente académico, centrados numa temática comum: a aldeia mineira do Lousal. A experiência imersiva num lugar desconhecido, constitui-se como um factor de produtividade, de especulação e criação. Os alunos a partir da experiência do lugar, desenvolveram a partir das suas inquietações e das suas poéticas, um conjunto de trabalhos que, no seu conjunto são uma interpretação viva, e entusiasmante sobre uma realidade que desconheciam.
A aldeia mineira do Lousal, no concelho de Grândola, tem o seu passado ligado a extracção da pirite para a indústria química durante o século XX. Com o fecho da mina no final do século passado, o Lousal foi-se transformando num lugar onde a memória do passado e uma descrença no futuro são a imagem urbana do presente. A aldeia que foi construída ao longo do século XX, como um aparato industrial à imagem dos planos urbanísticos e das políticas assistencialistas implementados no Estado Novo, e foi sendo ocupada por famílias mineiras migrantes, que em sucessivas gerações se fixaram e trabalharam na aldeia.
O trabalho dos alunos partiu do reconhecimento desta história e desta realidade, reflectem a natureza geológica, o trabalho na mina e as relações sociais no território. Numa leitura geral das obras, observa-se como a exploração do forte carácter poético das matérias geológicas das escombreiras da mina — a memória visual do passado congelado na paisagem — se transformam numa “denúncia” da imobilidade da vida dos habitantes e antigos mineiros do Lousal.
Estas obras devem ser lidas como um processo investigativo de artista, pois encontramos nos trabalhos, mais do que uma preocupação sobre o domínio exímio da expressividade dos materiais que dão forma às obras, um olhar sobre os modos como a arte pode ser uma ferramenta de análise, leitura e representação de uma realidade e de uma experiência física e emocional com o território.
paisagens imateriais — exposição de armando sales luís
Abr 22 2023
06 > 24 ABRIL 2023 I GALERIA
Inaugura o dia 6 de abril, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Paisagens Imateriais de Armando Sales Luís, com curadoria de Hugo Ferrão. A exposição ficará patente até 27 de abril.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00.
Armando Sales Luís nasceu em Nova Iorque em 1962, licenciou-se em Artes Plásticas/pintura na F.B.A.U.L. em 1986, concluiu o Doutoramento em Pintura nesta instituição em 2016 com o tema «Imaginários da Paisagem», sob orientação do prof. Hugo Ferrão, reflexão teórica sobre a minha praxis pictórica.
As pinturas/desenhos de Armando Sales Luís refletem a relação intensa, em termos emotivos e estéticos, com a realidade envolvente, sobretudo a que resulta das relações de proximidade e intimidade com o mundo natural. As suas pinturas exploram diferentes materiais e suportes. Deste modo o pintor pretende exponenciar as potencialidades criativas presentes na relação privilegiada estabelecida com a natureza
«(…) A pintura de Armando Sales Luís é sobretudo textura e expressividade cromática, perfeitamente independente da figuração a que nos remete. Através de velaturas e inacabados sugerem-se hipóteses de se ver para além da superfície material da pintura. Permitir que o olhar do observador se esgueire por entre vãos, planos perspetivados e registos de gestos muito compassados, é a dádiva primordial encontrada na sua obra (…)» (1)
«(…) Estas paisagens chamam-nos a atenção para os «não lugares» (Marc Augé) que habitamos, cada vez mais desertificados, manifestando a nossa incapacidade de sentir a luz, as cores, as formas, os perfumes, as texturas, as composições, as linhas que o pintor transmuta em dimensão de regeneração do próprio olhar (…)»(2)
Como diz Ralph Waldo Emerson, na sua obra A confiança em si , «(…)O maior prazer que os campos e os bosques proporcionam é a sugestão de uma relação oculta entre o Homem e o reino vegetal. Não estou só e a minha presença não passa desapercebida. As plantas endereçam-me sinais e eu a elas. Para mim, o agitar dos ramos sob a tempestade é simultaneamente velho e novo. Apanha-me de surpresa e, contudo não me é desconhecido. O seu efeito assemelha-se ao de um pensamento mais elevado ou a de uma emoção mais rica que se apoderasse de mim quando supunha estar a pensar com justeza ou a agir corretamente(…)» (3)
(1) in Blog «Salteiro», Armando Sales Luís- Os frutos dão árvores, 25-02-2008.
(2) In Hugo Ferrão, Casa das Três Colunas, 2017
(3) Emerson, Ralph Waldo, A confiança em si, Relógio d´Água editores, 2009.
Para contactar o artista enviar e-mail para armandomsluis@gmail.com ou através do telefone +351 912 355 222
poema — peça para uma mulher e vinte caminhantes
Abr 15 2023
14 > 27 ABRIL 2023 I CISTERNA
Uma peça que procura mostrar o próprio gesto criador, ou poiético: daí o seu título, poema, que não designa aqui uma composição literária nem tão-pouco escrita, mas toda e qualquer coisa que resulta da poiesis. A apresentação visual, aliás, não fará recurso à palavra, sendo apenas inicialmente pontuada por uma composição rítmica inicial.
A poiesis é apresentada num duplo movimento, de fluxo e de refluxo, descendente e ascendente, numa velada revisitação do mito de Orfeu — mas retirando ao mito a figura masculina (e, portanto, qualquer heroísmo) e transformando Eurídice na própria poesia que, diferentemente dos mortos, se eleva acima do mundo subterrâneo.
HORÁRIO
14,20, 21, 26 e 27 de abril – 19h00
15 e 22 de abril – 17h00
Cisterna do Convento de São Francisco da Cidade, Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, Lisboa
ENTRADA
Entrada livre mediante inscrição para reservas@zedosbois.org.
Lotação limitada a 15 inscrições por sessão.
DURAÇÃO 25′
INTERPRETAÇÃO
Alessandra Salvini
ARQUITECTURA
André Maranha
COMPOSIÇÃO RÍTMICA
Paulo Sarmento
CAMINHANTES
Alice Galvão, Anabela Mota, Ana Lúcia Seabra, Ana Mata, Angélica Proença, Armanda Duarte, Carla Bugalho, David Maranha, Diogo Saldanha, Duarte Passos, Edgar Massul, Engrácia Cardoso, Gonçalo Faro, Helena Fonseca, Inês Duarte Rodrigues, João Fonseca, João Maria Carvalho, João Passos, João Seguro, Leah Saraiva, Lira Checa Luísa Maia, Margarida Prieto, Mariana Dias, Marta Castelo, Matilde Sousa, Nadya Ismail, Natxo Checa, Odete Gato, Paulo Morais, Pedro Maia, Pedro Santos Silva, Pedro Zhang, Rita Salgueiro, Ruben Antunes, Tatiana Cristina, Teresa Projecto, Teresa Santos, Thierry Simões, Tiago Cascalho, Vasco Maia e Moura, Sara Belo, Sara Maia, Sónia Rafael, Sofia Cascalho, Sofia Sá, Xavier Tourais
CARPINTARIA E MONTAGEM
Oficina João Pinote
AGRADECIMENTOS
Jorge Simões (CAV), Manuel Rosa e ZDB