UTUQAQ_Exposição de alunos doutoramento em Pintura 2026
4 > 16 SETEMBRO 2026 | CORREDOR DO AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 4 de setembro, às 17h00, no corredor do auditório Lagoa Henriques, a exposição UTUQAQ, com trabalhos de alunos do Doutoramento em Belas-Artes 2026, sendo o docente responsável o Prof. Fernando Quintas.
A exposição ficará patente até 16 de setembro
Horário: 2ª a sábado – 9h00 > 21h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Entre os vários pretextos para a reunião de pessoas, a vontade mostrou-se suficiente. A arte motiva a inquietação e a investigação introduz a dose necessária de complexidade e organização. Juntas criam uma base sólida que se alia ao pretexto prévio para a concretização desta exposição.
Um grupo recente, cujos astros alinharam para o ano de 2026, num determinado convento e com um propósito específico – a elaboração do Doutoramento em Belas Artes – entendeu partilhar e estender aquilo que será um esforço maioritariamente solitário, a um outro formato. Trincando o fruto da casualidade partilham ideias e motivações que resultam na ambição coletiva da realização de um conjunto de exposições.
Expor, produzir, criar, teorizar, sobre as distintas sensibilidades que no seu seio se vão revelando e afinando, mostram-se como os motores desta que será a primeira das exposições a realizar. Uma permissão para a mutação e evolução, tão diversas como o conjunto das investigações em curso, servindo os momentos expositivos quase como de mapa temporal e espacial do individual e do coletivo.
O título surge como um desafio: não sabendo a origem da sua palavra, podemos questioná-lo como um acrónimo, uma mera combinação de letras. Terá algum sentido? Este jogo pode ser lançado para a mesa como um quebra-gelo, pois esse ainda é o ponto em que nos encontramos. Fiquemos pela inversão, pelo gelo que não quebra. Utuqaq é um termo do dialeto Inuit (Alaska) e refere-se ao gelo que perdura, que não derrete em nenhuma época do ano. Cremos que o que persiste, o que ultrapassa as estações, que nos agrega, é uma certa espontaneidade, é essa a razão principal que celebramos, o tempo encarregar-se-á de acumular outras razões, resultados, reflexões, por certo umas mais geladas e quebradas do que outras.
