Arte
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tolerance poster show: talk
Jul 09 2026
15 JULHO 2026 > 17H00 I AUDITÓRIO DO MUDE
Perante a exibição, em vários locais de Lisboa, da TOLERANCE POSTER SHOW no âmbito do Tolerance Project Inc. — uma iniciativa internacional e itinerante de design e arte criada em 2017 pelo designer Mirko Ilić — deve-se entender este momento de diálogo (TALK) como um território de negociação entre diferenças. Entre outros aspetos, extrai-se do que sabemos que a tolerância social e política constitui um fator determinante no desenvolvimento projetual em design, influenciando tanto os processos criativos como as decisões éticas, comunicacionais e funcionais dos designers.
Num contexto marcado por crescente polarização, diversidade cultural e disputas em torno da representação, o design deixa de ser entendido apenas como uma prática técnica ou estética, passando a assumir um papel activo na mediação entre diferentes valores, identidades e expetativas sociais.
Este debate procura refletir sobre o modo como os designers são afetados por questões de tolerância no exercício da sua atividade, nomeadamente na definição de públicos, na escolha de linguagens visuais, na inclusão de minorias, na negociação com clientes e instituições e na antecipação de possíveis reações sociais ou políticas aos seus projetos.
Participantes na mesa-redonda:
Tiago Krusse
Pedro Neto
Sílvia Matias
Ana Lia Santos
Jorge Silva
Organizadores:
Ana Thudichum Vasconcelos
Bárbara Coutinho
Sofia Águas
Sónia Rafael
Victor M Almeida
Iniciativa:
CIEba / FBAUL
MUDE
Bios dos palestrantes:
Tiago Krusse, 54 anos, Lisboa
Tiago Krusse é jornalista profissional há mais de 30 anos e dirige a DESIGN MAGAZINE, sediada em Lisboa — um portal de notícias focado em design, arquitectura e indústrias culturais e criativas. Paralelamente dedicada-se a diversas iniciativas relacionadas ao design e à difusão da cultura do design, tanto em Portugal como no estrangeiro. Foi director do escritório de representação do iF International Forum Design em Portugal, embaixador em Portugal da iniciativa “Design For Europe” (projecto co-financiado pela União Europeia) e Director de Comunicação da Associação Nacional de Designers de Portugal. Tem integrado, como júri, competições internacionais de design, como o iF Design Award (Alemanha), o Brazil Design Award (Brasil), o DuPont International Design Competition (Suíça), o Reciprocity Design Liège Les Nouveaux Objets (Bélgica) e o Buildner Architecture Competitions + ArchDaily (multinacional). É convidado para participar em simpósios e bienais internacionais ligadas às indústrias culturais e criativas. Em todos os seus trabalhos e actividades, coloca o foco na valorização do bom design e o desempenho activo na disseminação da cultura do design. Cursou Ciências da Comunicação, na Universidade Independente, em Lisboa, na variante de Jornalismo tendo completado o último semestre do 4.º ano no Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalista onde efectuou os módulos de Imprensa, Rádio e Televisão. Nos últimos anos tem dedicado trabalho relacionado à neurociência e as suas aplicações nos campos do design e da arquitectura.
Pedro F. Neto (Tomar, 1984) arquitecto, antropólogo e cineasta.
É arquitecto pela FAUP (2009) e doutorado em Antropologia (EHESS, Paris/ISCTE-IUL). Actualmente é professor e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa). O seu trabalho explora o fenómeno do deslocamento forçado — devido a conflitos, violência, projectos de desenvolvimento, extractivismo, e/ou alterações climáticas. Conduziu pesquisa em Angola, Zâmbia, Moçambique, Guiné-Bissau, Senegal e Portugal. Como consultor, trabalhou para o PNUD, PBF, Interpeace, Camões IP, IMVF, TESE, entre outros.Como cineasta, é autor de vários obras apresentadas e reconhecidas a nível internacional, Equadro (2026), Abissal (2025), Guadiana in Four Movements (2025), WIthering Refuge (2024), YOON (2021), entre outros.
Silvia Matias é designer e diretora criativa, fundadora do NON—OFF Studio, em Lisboa. Foi distinguida pelo Type Directors Club de Nova Iorque em 2022 e 2024, reconhecida pelo ADC New York e nomeada Designer do Ano pelo Clube da Criatividade de Portugal em 2023. Colaborou com estúdios como FABRICA Research Centre, FOLCH, VHILS Studio e PENTAGRAM. É professora convidada na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e cofundadora do programa WOMEN MAKERS, em Milão. Tem apresentado o seu trabalho internacionalmente, e a sua mais recente instalação foi exposta no MUDE – Museu do Design e da Moda.
Ana Lia Santos é licenciada em Design de Equipamento e Mestre em Design pela FBAUL, desenvolve actualmente o seu doutoramento, é investigadora no CIEBA e professora convidada. O seu percurso é pautado por trabalho em diversas áreas: iniciou a ilustração na Galeria Monumental na década de 90, passando depois para publicidade pela mão do fotografo Pedro Miguel Frade. Trabalhou com o Arquitecto Miguel Arruda, de quem foi aluna, entre 90 e 97, tendo depois assumido a direção de projecto da Classificado – Photobition PLC (UK) durante a Expo98. Vota à publicidade entre 2000 e 2005, trabalhando com a Comuniquê (UK), Abrinicio, 37 Design e JWT. Em 2004 é convidada para dar aulas na FBAUL, introduzindo a cadeira de Design Management. Paralelamente cria a Deslink Design, o DDlab e a ‘meiada design studio’ onde assume o papel de Chief designer e o trabalho flui entre o design de equipamento, comunicação, interiores, cenografia, arquitectura, publicidade, direcção criativa, edição de moda, coordenação e curadoria de exposições, gestão do design e consultoria. É afiliada da ADCE – Art Directors Club of Europe e do CCP clube criativos portugal. Desde 2023, a convite de Michele Fajtmann passa a integrar o conselho Consultivo da Lisbon Design Week.
Jorge Silva (Lisboa, 1958) é designer de comunicação, especializado em design editorial e direção de arte. Foi diretor de arte dos jornais Combate, O Independente e dos suplementos Y e Mil Folhas do Público, distinguido com vários prémios da SND. Fundou o estúdio Silvadesigners em 2001, criando a identidade de numerosas marcas culturais, incluindo a icónica sardinha de Lisboa (2003). Foi diretor de arte do Grupo Leya e consultor da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Leciona na Faculdade de Belas Artes do Porto e é membro da AGI – Alliance Graphique Internationale desde 2012.
tolerance project
Jul 09 2026
17 JUNHO > 15 JULHO 2026 I CHIADO E BAIXA LISBOA
O Tolerance Project [Projeto Tolerância] é uma iniciativa internacional de design dedicada à promoção da tolerância, da inclusão e do diálogo através do cartaz. Criado em 2017, pelo designer Mirko Ilić, o projeto reúne artistas e designers de diversos países, convidados a interpretar graficamente a palavra «tolerância» nas suas línguas nativas, explorando a comunicação visual como ferramenta de reflexão e intervenção no espaço público.
Em Lisboa, o Tolerance Poster Show apresenta uma seleção de cartazes internacionais distribuídos por um percurso urbano que tem início na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, passa pelo Largo do Teatro Nacional de São Carlos e pela Praça do Município e termina no MUDE – Museu do Design.
Apresentação do livro de atas e Lançamento das ll Jornadas Internacionais de Cenografia e Figurinos
Jul 09 2026SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL | SALA BERNARDO SASSETTI > 13 JULHO | 18H30
Apresentação do livro de atas das Primeiras Jornadas Internacionais de Cenografia e Figurinos e Lançamento das II Jornadas Internacionais de Cenografia e Figurinos
As Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos afirmam-se como um espaço de encontro, reflexão e partilha dedicado ao estudo e à prática da cenografia e do figurino nas artes performativas. Reunindo investigadores, criadores, docentes, discentes e artistas nacionais e internacionais, esta iniciativa promove o diálogo entre diferentes áreas disciplinares, explorando as múltiplas relações entre teatro, dança, cinema, ópera, performance e estudos visuais.
Nesta sessão será apresentado o volume de atas resultante das I Jornadas, testemunho da riqueza dos debates e das investigações então desenvolvidas.
A ocasião assinalará igualmente o lançamento oficial das II Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos, que decorrerão em novembro de 2026, numa organização conjunta do Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA), da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e da Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa (ESTC/IPL).
Este evento pretende reforçar o intercâmbio entre investigação académica e criação artística contemporânea, consolidando uma plataforma internacional dedicada ao pensamento crítico sobre os espaços, os corpos e as visualidades da cena.
Coord. Fernando Rosa Dias, Marta Cordeiro, Paulo Morais-Alexandre
Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos – Teatro São Luiz.
faculdade de belas-artes da universidade de lisboa » II Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos // chamada de trabalhos
Jornadas internacionais de cenografia e figurinos : livro de atas
Revista Convocarte nº 20/21 – Arte e Povos Indígenas // chamada de trabalhos – prolongamento de data
Jul 09 2026CHAMADA DE TRABALHOS > PROLONGAMENTO DE DATA ATÉ 17 JULHO 2026
Prazos de submissão
17 de julho de 2026 – Entrega da proposta inicial (título, resumo e palavras-chave; máx. 1000 carateres s/ espaços) e link para currículo/portefólio.
9 de outubro de 2026 – Entrega do texto completo.
Envio – convocarte.belasartes@gmail.com
Manifesto para uma chamada de trabalhos: Arte e Povos Indígenas
Arte. A relação entre arte e povos indígenas não é de abordagem simples. Els Lagrou (2012), num texto programático para a antropologia da arte, em que mensura os impactos da obra de Alfred Gell (2018) na área, fala de uma relação de amor e ódio entre arte e antropologia. Desse modo, pode-se pensar que a conjunção “e” que conecta arte e povos indígena nesta chamada tem função antes adversativa que aditiva.
Povos indígenas. Coloca-se assim o primeiro problema desta chamada. Arte contra povos indígenas ou povos indígenas contra a arte? Comentando o debate de Manchester (Ingold, 1996) a respeito da “universalidade do conceito de estética/arte”, Lagrou (2012) coloca a pergunta: “existiria uma arte das sociedades contra o Estado?”. Ela faz referência à célebre expressão de Pierre Clastres (2003) que propõe caracterizar a organização política (ou cosmopolítica) dos povos indígenas da América como “sociedades contra o Estado”, em lugar da expressão evolucionista “sociedades sem Estado”.
Terra. Com isso, Clastres (Idem) desloca a questão de como definir “o que é” um povo indígena ou “quem são” os indígenas e a aproxima bem mais da realidade contemporânea em que mais do que peças de museu ecoando o passado de uma única “humanidade” separada definitivamente do cosmos, esses povos apontam para o futuro da política planetária.
Cosmofobia. Deleuze & Guattari (1976), desde o que Clastres (2003) e Lévi-Strauss (1976) haviam aprendido com os ameríndios, redefinem essas sociedades contra o Estado como formação social territorial, destacando a relação intrínseca desses povos com a terra, em contraste com o Estado moderno e sua origem/fundamento cosmofóbica, conforme definição de Nego Bispo (Santos, 2018).
Cosmopolítica. Se propõe a falar com povos indígenas, para além de falar de ou sobre povos indígenas, e que tais interlocutores se definem por sua relação intrínseca com a terra e essa relação orienta suas práticas de conhecimento, compreende-se que tais interlocutores são todos aqueles modos de existência que falam e fazem território através dessas comunidades e indivíduos humanos.
Antropoceno. Tanto quanto o pensamento moderno foi transfigurado pelo conceito-problema de Antropoceno, enterrando de vez o século XX com a percepção de que, por fim, “jamais havíamos sido modernos” e fazendo cumprir a persistente profecia de Lévi-Strauss (1976) de que o pensamento mitológico “voltaria a se encontrar” com o pensamento científico, também a arte contemporânea tem sido decisivamente afetada pelas obras-problemas colocadas pela arte indígena contemporânea.
Arte indígena contemporânea. Correndo todos os riscos prováveis e improváveis, instituições de arte e artistas indígenas reconfiguram o cenário da arte contemporânea. Articulando denúncia e procedimentos que atualizam as práticas de conhecimento indígenas, orientada pela inominável obra A queda do céu, de Davi Kopenawa e Bruce Albert (2015), a arte indígena contemporânea pode ser entendida como uma das primeiras expressões de um “pensamento antropocênico”. Isso porque, como sugeriu Dipesh Chakrabarty (2009), o Antropoceno, antes de ser algo que pudesse ser pensado pelo pensamento tal como o conhecemos, seria um conceito-problema que redefiniria os limites do pensável (e, portanto, do sensível) e a própria natureza do pensamento.
(Amilton Mattos)
Chamada de Trabalhos

A noção de «Arte», tal como hoje se conhece globalmente, é um recente paradigma ocidental. Depois da criação da ideia de Belas-Artes, com o processo do Renascimento, a consciência da arte e de autonomia da esfera artística é já devida ao século XVIII. Será que podemos falar de arte perante as culturas indígenas? Se há dimensões de artístico como se movem e entendem? Neste sentido, olhar a cultura de um Povo ou Nação indígena pode ser um confronto à própria ideia de «Arte» e aos seus confortos.
Qual o fundamento de produções artísticas inscritas no corpo e na paisagem, fundindo-se com eles, criando perturbações às artes da separação entre obra e sujeito, produção e recepção, etc.? Falar de cultura indígena e dos seus artefactos de dimensão artística pode servir de problematização às garantidas noções de «arte», «obra», «autor», etc..
As separações entre artes também se problematizam, visto que há um modo fundacional de relações e fusões entre artes, tradicionalmente separadas no Ocidente. Não se trata de híbrido, que resulta já de um princípio de separação e sua perturbação, mas algo que se funda na não separação. Assim, perante a cultura indígena são as ontologias ocidentais, das obras e dos processos relacionais, além dos valores e trocas simbólicas, entre outras, que se desassossegam. Encontrar essas zonas de inquietação, enquanto estados vacilantes, que interessam não só entender, mas confrontar, é uma das premissas desta chamada.
Qualquer tradição recente da Antropologia reconhece que estas culturas não são estanques numa repetição do mesmo, e que, pelo contrário, têm a transformação como centro, em que as práticas rituais de continuidade e sobrevivência cultural têm uma dinâmica própria interna. A repetição do ritual, enquanto prossecução cultural, é fundadora de processos de transformação e é mediante essa repetição que o mesmo e o «novo» se oferecem como prossecução e continuidade cultural.
Convocar a cultura indígena e assumir a própria autenticidade da sua diferença abre uma extensão relacional que relativiza, podendo servir de problematização ao dominante paradigma ocidental. Mais que um ataque a este paradigma dominante, interessa a recusa da sua exclusividade e da autoridade da sua voz, para abrir a escuta do outro a partir do seu lugar, onde os seus artefactos se libertem de vez do paradigma do gabinete de curiosidades que ainda remanescem nos museus etnográficos e antropológicos ocidentalizados. Abordar este tema passa pela procura de uma relação de alteridade enriquecedora, que exorte o vai e vem da diferença como extensão mútua, recusando o olhar unidirecional da curiosidade ou objecto científico, para uma relação equipara e dialogante, onde a experiência e a voz do outro tenha inscrição e seja partilhada.
Em geral, as culturas indígenas são de Memória e não de História, de oralidade e não de escrita. São os corpos que suportam e comportam as mediações culturais, que agregam as memórias e as transferem. A cultura como salvaguarda de si é muitas vezes feita a partir desses corpos, com responsabilidades de transferência e continuidade, que é sempre fatal mudança, mas inerente e genuína.
Quando se fala em povos indígenas, há uma natural propensão para estudos focados no eixo Sul global, tendendo a englobar a América central e sul, a África, a Austrália e grande parte do Pacífico, ou ainda partes de Indonésia ou Índia. Mas ela pode ser vista ainda noutros lugares, mesmo que de modo quase arqueológico, em torno de ecos de memórias indígenas massacradas, tal o grau de desaparição ou extinção cultural em vários casos, como no Canadá e, sobretudo, Estados Unidos.
Pensar o papel da arte e da cultura nos povos indígenas passa várias vezes pela sua resistência perante a violência colonial ocidental e global, no que tanto pode ser feito a partir da força da própria sobrevivência, do que muitas vezes são restos resilientes, como da sua regeneração, da sua recuperação de uma situação de quase extinção cultural, retomando autenticidades possíveis que não se reduzam a modos de negócio e neo-turismo exótico.
Outra questão é o problema da periferia nas questões culturais ou de política cultural. Não a periferia entre os grandes centros dominantes, que decidem os valores históricos, económicos e simbólicos da arte e da cultura, como a da arte portuguesa perante a de França, Londres ou os Estados Unidos, ou do Brasil perante a arte europeia e norte-americana, ou entre as artes orientais e as ocidentais ou as do Sul e as do Norte, nem sequer dos grandes centros perante as pequenas localidades, mas uma periferia mais radical: a periferia que toca o lugar da diferença obliterada e da sua sobrevivência. Uma periferia que já está muitas vezes de fora, numa espécie de alteridade total. Mas essa é a riqueza da sua voz.
Podemos assim avançar com alguns tópicos de abordagem, sempre com a ressalva que não circunscrevem todas as possibilidades de abordar o tema:
- Compreensão conceptual: As dimensões da noção de «indígena» e as suas especificidades culturais e artísticas.
- Lugares do Artístico: Estudo dos modos e espaços da produção artística nos povos indígenas.
- Identidade e Transmissão: Processos de subjetivação e diálogos culturais
- Alteridade e Relativização: O confronto de diferenças como via para o alargamento das possibilidades da cultura humana.
- Sobrevivência e Regeneração: A produção artística como ato cultural e político de resistência e recuperação face à ameaça de extinção.
- Geografias da Arte Indígena: Análise de diferentes contextos e escalas (do Brasil à Austrália, do Canadá ao Sudeste Asiático).
- Descolonização Metodológica: Revisão de conceitos da antropologia e etnografia em prol de uma deontologia que privilegie a voz do «outro» enquanto sujeito cultural e artístico, e não apenas objeto de estudo.
Equipa Convocarte
Coordenação geral: Fernando Rosa Dias
Co-coordenação (secção francesa): Pascal Krajewski
Coordenação executiva: Bruna Lobo e Jamila Pontes
Coordenação do Dossier temático Arte e Povos Indígenas:
Amilton Pelegrino de Mattos é pesquisador e docente na Licenciatura Indígena da Universidade Federal do Acre, UFAC – Campus Floresta. Doutor em Antropologia pelo PPGSA da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, com tese dedicada aos processos de pesquisa de acadêmicos indígenas junto a suas comunidades. http://lattes.cnpq.br/4467650905915696
Referências utilizadas no «Manifesto para uma chamada de trabalhos: Arte e Povos Indígenas»:
- Chakrabarty, Dipesh (2009). The Climate of History: Four Theses. In: Critical inquiry 35.2: 197-222.
- Clastres, Pierre (2003). A sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac & Naify.
- Deleuze, Gilles & Guattari, Felix (1976) O Anti-édipo. Capitalismo e esquizofrenia, Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda.
- Ingold, Kim (Ed.) (1996). Key debates in Anthropology. London and New York: Routledge.
- Gell, Alfred. (2018). Arte e agência: uma teoria antropológica. Trad. Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Unu Editora.
- Kopenawa, Davi & Albert, Bruce (2015). A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras.
- Lagrou, E. (2012). Existiria uma arte das sociedades contra o Estado?. Revista De Antropologia, 54(2). https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2011.39645
- Lévi-Strauss, Claude (1976). O pensamento selvagem. São Paulo: CEN.
- Santos, Antônio Bispo dos. (2018). Somos da terra. Piseagrama, Belo Horizonte, n.12, p.44-51. https://piseagrama.org/artigos/somos-da-terra/
concurso de arte e design da medalha forges 2026 — menção honrosa para joão maria sousa
Jul 09 2026
MENÇÃO HONROSA PARA JOÃO MARIA SOUSA
O Concurso de Arte e Design da Medalha FORGES 2026, uma iniciativa com o objetivo de selecionar uma proposta artística e de design para a Medalha FORGES – Mérito Académico e Institucional no Ensino Superior Lusófono, destinou-se a estudantes de áreas criativas — nomeadamente arte, design, comunicação visual ou áreas afins de instituições de ensino superior associadas da FORGES.
Após análise realizada pela Comissão Avaliadora, a FORGES atribuiu a Menção Honrosa em Inovação e Criatividade a João Maria Sousa, mestrando em Design de Equipamento da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, pela medalha Voz.
A medalha Voz assenta num conceito artístico e simbólico que procura materializar os valores fundamentais do Ensino Superior no espaço lusófono, destacando o mérito académico, a cooperação internacional e a identidade institucional. O elemento central desta conceção é a ideia de “Voz”, entendida como a expressão ativa dos estudantes ao longo do seu percurso formativo, simbolizando o reconhecimento, a participação e a valorização das suas conquistas. É por isso composta por dez discos de bronze que formam a onda sonora da palavra voz. Os dez elementos independentes representam também os nove países membros, e o maior elemento, e único com elementos gráficos, representa a FORGES.
O primeiro prémio foi atribuído a Erivaldo Santos Samungue Bundi do Instituto Superior Politécnico Tundavala, Angola.
sopro — exposição de alunos finalistas em escultura
Jul 09 2026 
11 JULHO > 08 SETEMBRO 2026 I BIBLIOTECA E ARQUIVO DO MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
Inaugura no dia 11 de julho, às 18h00, na Biblioteca e Arquivo do Município de Grândola, a exposição Sopro de alunos finalistas da licenciatura em Escultura. A exposição ficará patente até 08 de setembro de 2026.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Os alunos, quando concluem a licenciatura em Escultura, adquiriram competências que lhes permitem elaborar um programa de trabalho artístico independente, em diálogo com a realidade artística que foram lendo e interpretando ao longo de três anos de formação, formação que cruza referências artísticas, capacidade de criar e analisar cenários em diálogo natural com a história das artes e do pensamento artístico contemporâneo.
Os artistas presentes nesta exposição são um excelente exemplo do que se procura construir como um currículo sólido de formação em escultura: da defesa da herança centenária do modelo Beaux-Arts fundado na Academia à afirmação individual da experimentação bauhausiana, cultiva-se um aprender que poderemos definir como contínua experimentação oficinal, assente na individualidade artística de cada um, ou seja, a transmissão do conhecimento baseada num conjunto de disciplinas de prática de atelier, de carácter oficinal, complementadas por um corpo teórico ministrado em unidades curriculares de áreas científicas afins. A prática da escultura surge assim como um modelo de enriquecimento académico, informado por um pensamento sobre a prática trazido da experiência individual e da influência do entorno.
A representação do corpo ocupa o seu lugar nesta exposição. A representação é um dos pilares da tradição da escultura ocidental, um dos temas fundadores, que pressupõe o domínio simultâneo da observação, do conhecimento anatómico e da capacidade de traduzir esse conhecimento na matéria.
O fascínio pela qualidade plástica dos materiais da escultura constitui a outra dimensão estruturante desta mostra. Trabalhar a cerâmica, a madeira, o metal ou a pedra por exemplo, não é apenas uma escolha laboratorial é uma decisão poética. A cerâmica, expressão ligada às origens da própria civilização, guarda nos processos alquimistas da sua transformação, a irreversibilidade e a fragilidade aparente da sua matéria. Os modelos subtractivos ou construtivos que reconhecemos na madeira ou no metal, processos muito ligados à ductilidade ou rigidez da matéria, encontra nos processos de trabalho a expressividade que oscila entre a brutalidade industrial e a leveza do traço artístico. A pedra, por seu lado, impõe ao escultor uma relação física, de resistência e também de paciência, no fundo as peças aqui presentes são fruto da relação da matéria e o tempo da sua modelação. O domínio da representação ou dos materiais não são um fim em si mesmos, mas o meio através do qual, ao longo do seu percurso, cada estudante desenvolveu a linguagem que lhe é própria.
Encontramos assim peças que revelam um sentido apurado da representação do natural e da experiência anatómica, lado a lado com esculturas em que o domínio laboratorial e a poética individual são sinónimos de mestria. Esta exposição não procura ser una nem temática, mas procura espelhar acima de tudo, a diversidade de quem estuda escultura, num ambiente descomplexado de liberdade e expressão individual, intimamente ligado à relação intrínseca e natural entre o ensinar, o investigar e o criar. São três dimensões do saber que possibilitam o aprofundamento do conhecimento em arte, ampliando a discussão sobre o que é o projeto na investigação em Escultura.
Lisboa, 23 de junho, 2026
Sérgio Vicente e José Esteves
traje para todos — exposição de ana margarida valente
Jul 09 2026
14 JULHO > 16 AGOSTO 2026 I MUSEU NACIONAL DOS COCHES
A partir de 14 de julho, está patente no Museu Nacional dos Coches a apresentação do projeto inclusivo Traje para Todos, da autoria de Ana Margarida Valente, em colaboração com o Museu Nacional do Traje e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
TRAJE PARA TODOS é um projeto que tem vindo a ser desenvolvido por Ana Margarida Valente, no âmbito do seu doutoramento em Belas-Artes – especialidade de Ciências da Arte e do Património, da Universidade de Lisboa.
Tem como objetivo principal contribuir para uma experiência museológica mais inclusiva e acessível através da integração de conteúdos táteis associados à coleção de traje histórico. Os materiais produzidos neste projeto visam complementar a observação visual das peças expostas, permitindo uma compreensão mais aprofundada das formas, volumes, texturas, técnicas de confecção e elementos decorativos presentes nos trajes.
Através de reproduções e amostras concebidas especificamente para manipulação, os visitantes podem explorar aspetos do património têxtil normalmente inacessíveis devido às necessidades de conservação das peças originais. Esta abordagem beneficia particularmente pessoas com deficiência visual, mas enriquece igualmente a experiência de todos os públicos, reconhecendo o tato como uma importante ferramenta de aprendizagem, descoberta e envolvimento com o património cultural.
Já se encontram finalizadas 5 recriações de trajes históricos que permitem explorar a evolução do traje ao longo dos períodos representados na coleção do Museu Nacional do Traje. Estas peças são maioritariamente confeccionadas pela doutoranda, com técnicas e materiais historicamente adequados sempre que possível, nomeadamente:
- Um traje feminino e um traje masculino do último quartel do século XVIII
- Um traje infantil feminino de estilo Império;
- Um traje masculino da década de 1830, proveniente da antiga exposição “Pare, Escute e Toque”, patente no Museu Nacional do Traje entre 1995 e 2008;
- Um traje feminino da Belle Époque c. 1894-1897).
As recriações incluem todas as peças necessárias à utilização, desde a roupa interior e as estruturas responsáveis pela construção das silhuetas características de cada época até às camadas exteriores visíveis, permitindo uma compreensão global da forma como estes trajes eram construídos e usados.
Encontra-se em fase de conclusão pela doutoranda 1 Dossier de Amostras Têxteis (acompanhado de legendas em Braille e em caracteres ampliados, bem como de símbolos ColorADD em relevo que permitem a identificação tátil das cores) e 1 Maleta Pedagógica dedicada ao ciclo de processamento do linho, contendo amostras da fibra nas diferentes fases da sua preparação, cedidas pela associação O Saber Fazer.
O projeto encontra-se numa fase de avaliação em contexto expositivo. A apresentação destes materiais num museu permitirá testar metodologias, recolher contributos dos visitantes e avaliar o impacto dos recursos táteis na mediação do património.
Estando o Museu Nacional do Traje encerrado para requalificação, numa lógica colaborativa entre entidades da Museus e Monumento de Portugal, E.P.E., e dada a ligação histórica entre as duas instituições, ambas prosseguindo objetivos nas áreas da acessibilidade e da inclusão, as reproduções de traje criadas por Ana Margarida Valente vão agora estar disponíveis ao público numa ala da exposição do Museu Nacional dos Coches, o que também contribui para a maior contextualização histórica e social dos coches e carruagens e seus utilizadores. Todos os visitantes são convidados a tocar e explorar as reproduções de traje, acompanhando a evolução das suas principais características entre o final do século XVIII e o final do século XIX.
A exposição abre ao público no dia 14 de julho, pelas 18h30, estando patente até 16 de agosto.
Assim, no âmbito desta parceria, o Museu Nacional dos Coches e o Museu Nacional do Traje, em articulação com a investigadora Ana Margarida Valente e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, promovem a experiência de conhecer o traje histórico de forma mais participativa, inclusiva e multissensorial.
Afinal, a acessibilidade beneficia TODOS os visitantes, tornando a interpretação e a fruição do património cultural mais ricas e verdadeiramente inclusivas.
Projeto “Traje para Todos. Criação de Acessibilidades para a Exposição Permanente do Museu Nacional do Traje”. Doutoramento de Ana Margarida Valente em Belas-Artes – especialidade de Ciências da Artes e do Património, com orientação de Marta Frade (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) e Dóris Santos (Museu Nacional do Traje), financiamento com uma bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), em colaboração com o Museu Nacional do Traje e com o apoio da ColorADD.
Nota Biográfica de Ana Margarida Valente
Ana Margarida Valente é licenciada em Línguas, Literaturas e Culturas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Na mesma instituição concluiu o mestrado em Tradução e uma pós-graduação em Estudos Medievais. Encontra-se atualmente a concluir o Doutoramento em Belas-Artes, especialidade de Ciências da Arte e do Património, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, sob a orientação das Professoras Doutoras Marta Frade e Dóris Santos.
O projeto “Traje para Todos” nasceu de uma experiência pessoal. Enquanto visitante cega, Ana Margarida Valente encontra frequentemente barreiras no acesso às exposições museológicas, onde a informação é transmitida quase exclusivamente através da visão.
Numa visita ao Museu Nacional do Traje, em 2021, interrogou-se sobre como seria possível tornar aquele património mais acessível sem comprometer a conservação das peças históricas. Dessa questão surgiu um percurso de investigação que deu origem ao projeto, hoje dedicado ao desenvolvimento de soluções táteis inclusivas para a interpretação do património cultural.
soneto — exposição de ilídio salteiro
Jul 09 2026
15 JULHO > 18 OUTUBRO 2026 I PANTEÃO NACIONAL
Inaugura no dia 15 de julho, às 18h30, no Panteão Nacional, a exposição Soneto de Ilídio Salteiro. A exposição ficará patente até 18 de outubro de 2026.
Curadoria de Juan Sandoval e Olga Pomares
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 3ª a domingo – 10h00/18h00
Entrada: segundo as normas do monumento
Soneto explora a relação entre Pintura e a Poesia, assumindo um percurso bidirecional: da pintura à poesia e da poesia à pintura. Ele embrionou nas leituras de Ilídio Salteiro sobre a tratadística da Pintura antiga, em paralelo com leituras de poesia dos séculos XV e XVI.
Trata-se de uma instalação de quatorze pinturas, cada uma das quais com 162 cm x 200 cm, realizadas entre 2023 e 2025, compostas no espaço central do Panteão Nacional, em dois prismas quadrangulares e dois prismas triangulares, ou seja, em dois quartetos e em dois tercetos de um soneto à maneira de Petrarca, Camões ou Miranda.
Soneto, torna-se um pensamento, uma forma e um corpo estruturado a partir de ligação entre pintura e poesia: catorze unidades iguais (catorze versos decassilábicos) divididas em quatro setores (quartetos e tercetos) e organizadas por ritmos (rimas) iconográficos ou plásticos. É uma obra cujo objetivo será propiciar uma visão estética capaz de gerar metáforas, alcançadas por sensibilidade, intuição, criatividade e imaginação.
Ilídio Salteiro, professor na FBAUL, investigador e pintor, iniciou sua carreira artística na década de 1970, a sua produção plástica enquadra-se nas correntes artísticas da pós-modernidade, aproximando-se dos movimentos de renovação da arte portuguesa. Sua obra atual releva uma poética no âmbito da pintura figurativa, entre realidade e ficção, imbuída de uma metafísica espacial como a reação humanista possível ao “estranho” mundo atual.
Juan García Sandoval e Olga C. Rodriguez Pomares acompanham este projeto desde 2023 e são respetivamente crítico de arte e diretor do Museu de Belas Artes de Múrcia e
artista e professora da Faculdade de Belas Artes de Granada.
voz e linha – exposição de Isabella Navarro
Jul 09 202606 > 23 JULHO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Voz e Linha de Isabella Navarro inaugura dia 06 julho pelas 18h e está patente de 06 a 23 julho, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Ana Bailão
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Voz e Linha aproxima a tradição da cultura popular portuguesa dos Lenços dos Namorados às narrativas contemporâneas. A linha torna-se instrumento de diálogo, assumindo-se como uma linguagem de contínua escuta, criação e preservação da memória.
Na sua produção artística, Isabella Navarro propõe uma reflexão sobre as relações entre tradição e tecnologia, património e inovação, memória e criação contemporânea. A artista investiga diferentes formas de comunicação e de transmissão de conhecimento através do bordado, aproximando práticas artesanais e sistemas computacionais.
A exposição coloca em relação processos humanos e computacionais, revelando aproximações, desvios e novas possibilidades de criação. Ao integrar saberes tradicionais e tecnologias contemporâneas, convida o público a refletir sobre os modos como a cultura é produzida, preservada e continuamente reinventada.
Integrando a investigação doutoral da artista no âmbito das Ciências da Arte e do Património, o projeto Voz e Linha amplia a discussão sobre a documentação dos processos criativos, a preservação do património e os desafios colocados pelas práticas artísticas que incorporam diferentes tecnologias e sistemas computacionais.
Isabella Navarro é artista plástica, investigadora luso-brasileira e reside em Lisboa.
Desenvolve uma produção que estabelece diálogos entre Brasil e Portugal, tendo como eixos a memória, o património e a identidade cultural. A sua prática articula processos artísticos tradicionais e diferentes tecnologias contemporâneas.
É doutoranda em Belas-Artes, especialidade de Ciências da Arte e do Património na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde desenvolve investigação em Media Arte. É Mestre em Conservação de Arte Moderna e Contemporânea pela mesma instituição, com a dissertação: A importância da colaboração entre o artista e o conservador-restaurador: o problema da obsolescência. Licenciada em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi também aluna de cursos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
As suas obras têm sido apresentadas em instituições e espaços culturais no Brasil e em Portugal. Participou da Bienal de Arte Sacra em Portugal, recebeu o Prémio de Pintura no concurso A Brasileira, em Lisboa, entre outras distinções. Realiza projetos colaborativos e educativos que aproximam arte, cultura, comunidade e tecnologia.
xCoAx 2026 — 14th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
Jul 09 2026
08 > 10 JULY 2026 I TORINO, ITALY
xCoAx 2026 – 14th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
8-10 July 2026 – Torino, Italy
Submit before February 1, 2026.
xCoAx explores the intersections where computational tools and media meet art and culture in the form of multi-disciplinary enquiries on aesthetics, computation, communication and the elusive X factor that connects and affects them all.
xCoAx is a great chance for international audiences to exchange ideas in search of interdisciplinary synergies between artists, media practitioners, computer scientists, and theoreticians at the thresholds between digital arts and culture.
xCoAx 2026 will take place at the Palazzo Madama museum in Torino, Italy, under the auspices of the Department of Philosophy and Education Sciences of the University of Torino.
Call for papers, artworks, performances, School of X applications.
xCoAx 2026 calls for papers, artworks, performances and research works-in-progress by scholars, artists, performers and students working on any of its multi-disciplinary facets.
You are invited to submit theoretical, practical or experimental research work in the form of papers, artworks, or performances, on a range of topics that includes but is not limited to the following:
Computation / Communication / Aesthetics / X / Algorithms / Systems / Models / Artificial Aesthetics / Artificial Intelligence & Creativity / Artistic explorations of digital game technologies / Audiovisuals / Multimodality / Design / Interaction / Generative Art & Design / History / Mechatronics / Physical Computing / Music / Sound Art / Performance / Philosophy of Art & of Computation / Computational Photography and Image Technologies / Technology / Ethics / Epistemology
If you are a Master’s or PhD student you also have the opportunity to apply for the School of X.
All information on how to submit papers, artworks, performances, and applications to the School of X is available at https://xcoax.org
Important dates:
- February 1 (end of day anywhere on Earth): Deadline for submissions.
- March 23: Notifications to authors.
- April 20: Registration deadline for authors.
- April 26: Delivery of final versions of full papers and extended abstracts of artworks and performances for the proceedings.
- May 3: Delivery of final versions of multimedia files for the website.
- July 6 to 7: xCoAx exhibition set-up at Palazzo Madama.
- July 8 to 10: xCoAx conference, exhibition, and performances.
Contacts:
email: info@xcoax.org
instagram: @xcoaxorg
bluesky: xcoax.org
paez lança coleção assinada por dois jovens artistas portugueses
Jul 07 2026
08 JULHO 2026 > 18H00 I VARANDA PRESIDÊNCIA FBAUL
Marca portuguesa reforça a aposta na criatividade nacional ao transformar projetos académicos em seis modelos exclusivos, resultado de uma colaboração inédita com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Realiza-se no dia 8 de julho, às 18h00, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, o lançamento da nova coleção PAEZ, em edição limitada, dos modelos exclusivos dos jovens artistas Marta Pais de Almeida e Martim Jacaré.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A PAEZ, marca de sapatos portuguesa, acaba de lançar uma nova coleção em edição limitada que nasce de uma ideia simples: criar oportunidades reais para o talento emergente português. O resultado materializa-se em seis modelos exclusivos, assinados pelos jovens artistas Marta Pais de Almeida e Martim Jacaré, vencedores de um desafio criativo lançado pela marca à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Após a avaliação das candidaturas, foram selecionados dois projetos vencedores, dando início a uma colaboração desenvolvida ao longo dos últimos meses entre os jovens artistas e a equipa criativa da PAEZ. O processo permitiu adaptar cada proposta ao universo da marca, respeitando sempre a identidade criativa de cada autor, dando origem a seis modelos exclusivos que passam agora a integrar a coleção da PAEZ em edição limitada.
O projeto de Marta Pais de Almeida inspira-se na natureza, nos mercados locais e nos produtos sazonais, recorrendo a padrões orgânicos e a uma paleta cromática fresca para celebrar a simplicidade e a beleza do quotidiano.
Já a proposta de Martim Jacaré explora os habitats naturais e a biodiversidade, utilizando a ilustração para criar narrativas visuais sobre diferentes ecossistemas, numa linguagem artística contemporânea e muito própria.
Mais do que uma coleção, esta iniciativa representa um novo passo na estratégia da PAEZ de valorização da criatividade portuguesa, promovendo a ligação entre a academia e a indústria e demonstrando que projetos desenvolvidos em contexto académico podem chegar ao mercado sem perder a sua identidade artística. A marca pretende continuar a desenvolver iniciativas deste género com diferentes instituições de ensino e áreas criativas, reforçando o seu compromisso com a promoção do talento emergente.
“Na PAEZ acreditamos que a criatividade merece oportunidades reais. Esta coleção representa exatamente isso: aproximar a indústria da academia, dar palco a jovens artistas portugueses e mostrar que uma boa ideia pode nascer em qualquer instituição de ensino e chegar às ruas. Queremos continuar a construir pontes entre a criatividade, a cultura e as novas gerações de criativos portugueses.”
Luís Gaivão, Diretor de Marketing da PAEZ
“O ensino artístico ganha uma dimensão ainda mais relevante quando estabelece pontes com o tecido empresarial. Esta colaboração demonstra o potencial dos nossos estudantes e evidencia a importância de criar oportunidades concretas para que o talento desenvolvido na academia encontre expressão no mercado.”
Prof. Eduardo Manuel Alves Duarte, Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
“Ver um projeto desenvolvido em contexto académico transformar-se numa coleção comercial é uma experiência muito especial. Foi um processo de aprendizagem e colaboração que me permitiu preservar a essência do meu trabalho, adaptando-o ao universo da PAEZ.”
Marta Pais de Almeida
“Foi uma experiência muito enriquecedora acompanhar todo este processo e ver um projeto pessoal ganhar uma nova dimensão através da PAEZ. Sou muito grato pela confiança e pela oportunidade de transformar uma ideia desenvolvida em contexto académico numa coleção que agora chega ao público.”
Martim Jacaré
A nova coleção já se encontra disponível em edição limitada nas lojas PAEZ de Alvalade (R. Marquesa de Alorna 29, Lisboa) e Campo de Ourique (R. Infantaria 16 77-A, Lisboa), no corner PAEZ do El Corte Inglés e em www.paez.com.
em trânsito – exposição
Jul 06 2026

19 JUNHO > 30 AGOSTO 2026 I ARMAZÉM DAS ARTES, ALCOBAÇA
Inaugura no dia 19 de junho, às 18h30, no espaço Armazém das Artes, em Alcobaça, a exposição Em Trânsito, exposição de desenho, pintura, ilustração, animação e inteligência artificial, e como o próprio nome indica Em Trânsito, a exposição transitou da Faculdade de Belas-Artes, onde esteve patente, no espaço Lagoa Henriques, entre 4 e 27 de maio de 2026.
Organização:
António Trindade (autor do projeto)
Américo Marcelino
Susana Oliveira
Diana Costa
Artistas:
Catarina Lira Pereira
Cygny Astra Malvar
Gabriel Colaço
Gilberto Colaço
Isabelle Faria
Joana Mosi
Joana Paraiso
Lúcia Antunes
Nádia Joaquim
Yun Zhang
Em trânsito. Processos conceptuais multifacetados e em construção.
António Trindade
Em Trânsito reúne o percurso da investigação artística teórico-prática de dez alunos do curso de doutoramento em Belas Artes, nas especialidades de Desenho e de Pintura. Nesta mostra, podemos visitar linhas de investigação diversificadas, que percorrem o desenho e a pintura, de forma analógica e digital, o desenho de modelação 3D, a ilustração, a animação e a forma plástica integrada e elaborada também com o recurso da AI, inteligência artificial. Verificamos percursos heterogéneos onde o Desenho e a Pintura estão presentes, desde a herança cultural, às suas aplicações e projeções em diagramas científicos, na ilustração e narrativa, no trabalho de campo centrado no risco, partindo de geografias, mapas e territórios diversificados, à utopia de territórios possíveis e imaginários, chamativos e alarmantes, até ao desenho ecológico, mapeado e animado pelo comportamento das plantas, com uma mensagem política face às recentes alterações climáticas e aos maus comportamentos humanos que nos ameaçam no presente.
Catarina Lira Pereira mostra-nos trabalhos em confrontação que despertam alguma tensão no observador, jogando entre representações analógicas com aguarelas que se observam em par com desenhos algoritmos que partem daquelas, onde aplica a inteligência artificial, confrontando imagens interessantes e complementares, estabelecendo assim uma ambiguidade entre pintura e desenho. A série apresentada pela autora, parte de uma operação inspirada no teste de Rorschach e explora a passagem da mancha ao contorno, como se este fosse a cristalização daquela.
Cygny Malvar tem vindo a encenar trabalhos questionando as possibilidades da fotografia e da sua abertura e deslocamento para outras representações, onde utiliza o desenho analógico. Nestes desenhos da autora, centrados em Pontos de Vista, Proximidade e Intimidade, a autora representa e transforma com desenho os instantes fixados por registos fotográficos, criando outras representações ambíguas onde a reflexão sobre o tempo, o espaço, a memória e o afeto são parte integrante do seu processo conceptual. Daqui resultam representações com uma enorme força expressiva, partindo de cenas do quotidiano e de espaços íntimos.
Gabriel Colaço trabalha em parceria com o seu irmão Gilberto Colaço, desenvolvendo ambos um percurso artístico marcado pela fenomenologia do território onde concorrem vários instrumentos e médiuns no seu processo conceptual, valorizando as novas tecnologias como o desenho 2D trabalhado pelo primeiro e a modelação e a impressão 3D, trabalhada pelo segundo. Nesta conjugação, constroem objetos interessantes sobre um questionamento e uma reflexão particular sobre a fenomenologia territorial, onde permanece no olhar do observador uma tensão latente entre as intervenções humanas e os lugares diversos da natureza circundante e visível, que se vão modificando no espaço e no tempo segundo as leis naturais metamórficas. Daqui resultam objetos de grande força plástica, como as litofanias que mostram caixas de luz onde são visíveis desenhos realizados de forma digital, gravados a laser e munidos de sensores e iluminação com o auxílio de lâmpadas LED. No trabalho de Gabriel e Gilberto Colaço, os softwares, os dispositivos e as interfaces digitais reconfiguram o gesto gráfico e a materialidade do desenho, onde este é matriz para as representações volumétricas e vice-versa.
Isabelle Faria artista já reconhecida, como se atesta bem no seu Curriculum Vitae, desenvolve e explora o desenho de forma dinâmica e reflexiva, mas de uma grande força expressiva. O movimento, a ação, o risco e o arriscar fazem parte do seu processo criativo, onde o trabalho desenvolve-se entre o espaço territorial e o seu estúdio. A autora realiza viagens pelas longas paisagens áridas e vazias do sul de Espanha, viagens essas que por sí só constituem material que posteriormente é trabalhado no seu estúdio. Utiliza um processo conceptual muito particular, inspirado metaforicamente na dinâmica de um carreto de uma máquina de duas rodas, que permite avanços, recuos e paragens, que alimentam a experimentação, a introspeção e a reflexão. Este movimento, que tanto pode avançar como recuar, ou mesmo parar, reflete a natureza cíclica e fluida do seu processo criativo.
Joana Mosi desenvolve o seu trabalho no desenho de ilustração. Tem vindo a desenvolver um trabalho centrado no Espaço Urbano como Experiência e Representação na Narrativa Gráfica, que corresponde ao seu projeto de doutoramento. A autora interessa-se pela ligação entre a banda desenhada e a abordagem e representação gráfica do espaço urbano. Neste sentido, no seu trabalho estabelece pontes entre o desenho, o pensamento próprio da arquitetura e a narrativa gráfica, onde intervêm questões e reflexões sobre composição, construção e layout. Relaciona os percursos de navegação das cidades com a composição de leitura numa página de ilustração.
Joana Paraíso desenvolve um trabalho centrado no território, não entendido como geografia específica, mas antes como lugar de experiências vividas entre corpo, experiência, memória, correspondências e as suas marcas. O território é assim entendido como lugar habitado, vivido, como lugar não apenas visível, mas também sensorial, com significados precisos, na busca e no encontro sobre o desconhecido, acordando um pouco naquilo que Umberto Eco já referira em tempos na sua obra Estrutura Ausente de 1968. Mediante percursos selecionados a autora regista essas memórias, vivências e experiências, que depois são trabalhadas e materializadas no seu estúdio de forma singular e bastante original.
Lúcia Antunes desenvolve um trabalho de desenho de ilustração científica, trabalhando no presente num projeto de comunicação visual de Ciência para o Católica Biomedical Research Centre (CBR) dando corpo à sua investigação de doutoramento Do Invisível ao Visível através do Desenho como Processo de Comunicação entre Arte e Ciência. O trabalho proposto para esta exposição mostra ilustrações de desenho científico com forte impacto visual, extremamente detalhadas, que são realizadas em articulação direta com a informação que a autora recolhe dos outros agentes e membros do projeto pertencentes à Universidade Católica.
Nádia Joaquim apresenta trabalhos centrados no desenho em torno do luto, pânico e melancolia e no presente desenvolve o seu projeto de doutoramento com o título Desenho e Melancolia. Teoria, estética e transversalidades na construção de um projeto artístico. Os trabalhos propostos de Nádia Joaquim apresentam um forte impacto visual, resultante de um desenho marcante e nervoso e em composições onde figuras desenhadas à linha mostram sobreposições de formas abstratas com rostos sugeridos por linhas igualmente nervosas, gerando uma grande ambiguidade no observador. Conhecedora e investigadora da forte herança cultural da história da arte, da filosofia e da estética, utiliza esse conhecimento abrindo brechas que contribuem para a construção do seu percurso atual, agora apresentando elementos figurativos que jogam, contrastam e se sobrepõem com outros de cariz mais abstrato, figurando assim algo de novo ainda em construção e desenvolvimento, mas com resultados promissores.
Yun Zhang tem vindo a desenvolver um percurso bastante original com imagens e dinâmicas que se destacam pela qualidade do desenho, da pintura e da animação digitais, com forte impacto visual, reveladas na qualidade do traço, na paleta cromática, nos contrastes e no movimento que a autora emprega. Trabalhando com a inteligência artificial AI, a autora valoriza e vem trabalhando na questão da cognição das plantas, da sua visualização, percepção e representação rítmicas, enaltecendo a imaginação ecológica. A artista e investigadora defende e trabalha a cognição como uma estrutura distribuída e processual da atividade viva, não exclusiva do ser humano, mas estendendo-se a outros seres, no seu caso, as plantas, que são formas de uma grande estrutura orgânica constituindo núcleos estruturais da organização das próprias imagens. Com base nesta questão da descentralização da fenomenologia cognitiva, Yun Zhang propõe um método próprio, o do Sistema Ecológico de Imagem Perceptiva, o EPISM, que permite traduzir e visualizar a composição, a temporalidade rítmica e os mecanismos reguladores que geram sistemas de imagens muito particulares. A autora apresenta aqui 3 trabalhos realizados nesse contexto e que são parte integrante do seu projeto mais amplo de doutoramento com o título Visualising Plant Cognition: Rhythmic Perception and Ecological Imagination in Drawing and Digital Painting.
Lisboa, 17 de Março de 2026
António Trindade.
+ Textos de Catálogo
ll Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos // chamada de trabalhos
Jul 06 2026CHAMADA DE TRABALHOS > ATÉ 28 JUNHO 2026
A Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a partir do CIEBA (Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes), convidam a comunidade académica, artistas e investigadores, a submeteram propostas de comunicação para a conferência internacional II Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos.
Na continuação da sua primeira edição, as Jornadas pretendem ser um fórum de partilha de pensamento e discussão na área do design de cena. O design de cena – ou a cenografia e os figurinos – é um campo próprio e específico que, no entanto, existe na proximidade, ou até na intersecção, com as belas-artes, as artes performativas e a arquitectura, entre muitos outros saberes, alguns eminentemente técnicos. Maioritariamente, a sua afirmação tem-se feito na prática e são esses processos criativos e técnicos, herdeiros de uma tradição de artistas e mestres, que se procuram perspectivar na actualidade, quando a visualidade da cena se expandiu ao desenho da performance e à prática da instalação.
Interessa alargar as discussões sobre a prática, a história e a teoria do design de cena, permitindo a partilha entre geografias diversas; mas interessa, igualmente, pensar a prática portuguesa, pouco documentada e com necessidade de estudo e arquivo, e colocá-la em relação.
Nesta edição, para além das secções dedicadas a artistas e investigadores, convidam-se estudantes e artistas emergentes a participar numa secção especialmente dedicada à exploração e ensaio de ideias.
Aceitam-se propostas que abordem, entre outros, os seguintes tópicos:
História e teoria da cenografia e dos figurinos
Processos criativos
Estudo de casos
Ensino da cenografia e dos figurinos
Na secção “estudantes e artistas emergentes: 1 IDEIA + 1 IMAGEM”, propõem-se apresentações de cerca de 5 minutos, realizadas a partir do lançamento de uma ideia e de uma imagem.
1. Normas para Submissão
As propostas devem ser enviadas em formato PDF para o email jornadascenografiaefigurinos@gmail.com e devem incluir:
- Título da comunicação;
- Resumo (Abstract) de 300 a 500 palavras;
- Palavras-chave (3 a 5);
- Nota biográfica do autor (máx. 150 palavras);
- Filiação institucional e contactos.
São aceites submissões em português, inglês, espanhol, francês e italiano.
As apresentações orais devem ser realizadas em português ou inglês.
2. Calendário
Prazo limite para submissão: 28 de Junho
Notificação de aceitação: 31 de Julho
3. Publicação
Informa-se que uma seleção de artigos apresentados na conferência será publicada em livro de actas.
Prazo limite para a submissão de textos: 15 de Dezembro
São aceites textos em português, inglês, espanhol, francês e italiano, devendo sempre existir um resumo em língua inglesa.
A participação nas Jornadas implica a potencial publicação da investigação no livro de actas. A participação na conferência e a publicação estão, ambas, sujeitas a processos de revisão por pares.
Organização
Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA)
Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa (FBA-UL)
Escola Superior de Teatro e Cinema, Politécnico de Lisboa (ESTC-IPL)
Parceiros (em actualização)
Associação Portuguesa de Cenógrafos (APCEN) / Festival Alkantara
Coordenação Geral
Fernando Rosa Dias / João Calixto / Marta Cordeiro / Paulo Morais-Alexandre / Sara Franqueira / Susana Vidal
Comissão Científica (em actualização)
Ana Mira (ESTC/ IFILNOVA)
Armando Nascimento Rosa (ESTC-CIAC)
Fernando Rosa Dias (FBAUL / CIEBA)
Helder Maia (I2ADS / ESMAE)
Isis Saz Tejero (UCLM)
João Calixto (ESTC / CIEBA)
Jorge Palinhos (CECS)
José Capela (EAAD / Lab2PT)
Marta Cordeiro (ESTC / CIEBA)
Paulo Morais-Alexandre (ESTC / CIEBA)
Sara Franqueira (ESTC / CIEBA)
Susana Vidal (ESTC / CIEBA)
Teresa Projecto (IPLuso – UL / CIEBA)
Teresa Varela (ESTC / CIEBA)
Contactos
jornadascenografiaefigurinos@gmail.com
O Movimento da Alma na ‘Paixão de Cristo’ de Rafael Bordalo Pinheiro
Jul 06 2026
14 MAIO > 30 SETEMBRO 2026 | MUSEU JOSÉ MALHOA, CALDAS DA RAINHA
No dia 14 de Maio de 2026, às 10h30, inaugura no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, a exposição de desenho e o seminário intitulados O Movimento da Alma na “Paixão de Cristo” de Rafael Bordalo Pinheiro – Entre desenhos e reflexões. A exposição ficará patente até 30 setembro.
A exposição apresenta os desenhos produzidos durante a residência e, no dia da abertura, decorre um seminário dedicado ao debate e à reflexão crítica sobre a obra de Bordalo Pinheiro, os museus e as suas possibilidades contemporâneas.
O seminário contará com investigadores e profissionais como Artur Ramos, Luís Jorge Gonçalves, João Alpuim Botelho, Dora Mendes, Marta Galvão Lucas, entre outros convidados.
O público é convidado a participar neste diálogo sobre património, criação e pensamento artístico atual.
Acesso gratuito.
Este evento é uma organização do:
Museu José Malhoa/Museus e Monumentos de Portugal
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa/ VICARTE Vidro e cerâmica para as artes/ CIEBA, Centro de Investigação e de Estudo em Belas-Artes
Universidade Federal de Rio Grande do Norte/ Grupo de Pesquisa de Género, Políticas Públicas e Sociedade
Quando Rafael Bordalo Pinheiro, entre 1887 e 1899, criou a Paixão de Cristo, para as capelas da Via Sacra da Mata do Buçaco, por encomenda do governo português, através do Ministro Emidio Navarro, estava a retomar uma tradição da arte ocidental sobre a dramatização da vida de Jesus, em esculturas policromadas de terracota.
Previam-se 86 esculturas de escala natural, com 12 Passos da Paixão. Por diferentes dificuldades, o projeto inicial não foi concluído, tendo chegado aos nossos dias as seguintes cenas: Jesus no Horto, Traição de Judas, Passagem do Cedron; Jesus em casa de Anás; Jesus na casa de Caifás; Jesus perante Pilatos; Jesus perante Herodes; Pilatos lavando as mãos e Jesus a Caminho do Calvário.
Na atualidade encontra-se no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, cidade onde Rafael Bordalo Pinheiro localizava a sua fábrica de cerâmica. Trata-se do seu projeto mais ambicioso, que nos demonstra as suas capacidades como artista. Através das esculturas observamos dramatismo, expressão e uma plasticidade muito bem explorada, que nos conduz ao sublime. Tinham passados os tempos do dramatismo do Barroco, onde se explorava com emoção os Passos da Paixão, através das vias sacras, em esculturas que podemos examinar no Bom Jesus do Monte, em Braga, na Serra do Pilar, na Póvoa de Lanhoso, ou em Congonhas, em Minas Gerais, no Brasil. No entanto, Rafael Bordalo Pinheiro explorou, na terracota, o dramatismo através dos rostos, dos corpos, das panejamentos e das cores.
A diversidade das cenas é um desafio para o desenho que foi proposto a alunos de desta disciplina da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Estes desenhos, executados a partir dos originais e no próprio espaço do Museu José Malhoa, constituem dez aproximações individuais à obra de Rafael Bordalo Pinheiro A Paixão de Cristo. A diversidade fisionómica aliada à modelação ligeiramente inacabada das esculturas é o cruzamento de interpretações ilimitadas à reconstrução e à reinvenção das figuras. Todos os dez artistas convidados abordaram a obra segundo múltiplos pontos de vista e não só no sentido literal. Cada uma das aproximações reconstrói o espaço, cria contextos, reinventa as personagens, acentua expressões e idealiza visões e fisionomias. O desenho, associado vulgarmente ao essencial acaba por aliar o rigor da forma com a agradabilidade da cor, para nos surpreender com o potencial da obra de Rafael. Na verdade, estas sessões desenvolvidas no museu constituem momentos únicos de observação, análise, descoberta e conhecimento sem paralelo graças ao contacto direto e natural com as obras de arte. Estes desenhos são a celebração desses momentos.
VIII Colóquio Expressão Múltipla: chamada de trabalhos – Desenho Aplicado | Teoria e Prática do Desenho
Jul 06 2026Primeira chamada de trabalhos – Desenho Aplicado
Segunda Chamada de trabalhos -Teoria e Prática do Desenho
Datas de realização do Colóquio – 23 – 24 novembro de 2026
Este congresso visa proporcionar uma visão abrangente sobre a investigação na área do Desenho. Divide-se em duas chamadas de trabalho com vista a duas publicações anuais e a um colóquio/congresso.
A primeira chamada é dirigida ao Desenho Aplicado. Por Desenho aplicado entendem-se todas as vertentes em que o desenho é um elemento central, sendo, no entanto, concretizado com outros fins que não ele próprio. Assim áreas do desenho como as da concept art, ilustração, animação, desenho digital, realidade virtual, banda-desenhada, desenho de produção, entre outras, serão os maiores alvos nesta iniciativa. É por isso dirigida aos estudiosos que pretendam seguir, ou que já estejam a desenvolver trabalho nestas áreas, de maneira a permitir uma disseminação de experiência e de resultados.
A segunda chamada é dirigida à Teoria e Prática do Desenho num âmbito mais geral onde as suas relações com a arte e com os processos artísticos são investigadas.
O colóquio é dirigido sobretudo aos estudiosos que procuram desenvolver dissertações e teses na área do Desenho ou noutras que possam de alguma forma ampliar as discussões relativas a estas áreas de conhecimento. Pretende-se a disseminação das diversas experiências, metodologias e resultados. Assim, aos interessados em participar convida-se à submissão dos artigos relativos a comunicações orais a serem apresentadas no colóquio atendendo à especificidade das chamadas de trabalhos.
Todos os artigos serão submetidos a uma revisão peer review. Cada artigo recebido pelo secretariado é reenviado, sem referência ao autor, a dois ou mais membros da Comissão Científica, garantindo-se no processo o anonimato de ambas as partes (double-blind). No procedimento privilegia-se a distância geográfica entre a origem de autores e a dos revisores científicos.
O colóquio, a ter lugar entre 23 e 24 de novembro de 2026 no Grande Auditório da FBAUL, será composto por comunicações de 20 minutos e por um posterior momento para resposta a questões do público. Está prevista a abertura do colóquio/congresso com a presença de um ou dois keynotes.
A realização do colóquio deverá ser presencial. Em caso de impossibilidade de comparência física dos autores, os mesmos poderão apresentar uma gravação com a sua comunicação. A não participação no colóquio poderá levar à exclusão do livro de atas.
Os artigos revistos e aprovados serão publicados online no Repositório da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
CALENDÁRIO:
VIII Colóquio Expressão Múltipla: Desenho Aplicado
Até 21 de junho, data-limite para o envio do resumo.
Até 28 de junho, notificação de aceitação.
VIII Colóquio Expressão Múltipla: Teoria e Prática do Desenho
Até 18 outubro, data-limite para o envio doresumo.
Até 25 outubro, notificação de aceitação.
VIII Colóquio Expressão Múltipla
Colóquio – comunicações orais
23 – 24 de novembro de 2026, Grande Auditório da FBAUL. (Esta data está sujeita a alterações).
VIII Colóquio Expressão Múltipla
Até 31 janeiro de 2027, entrega dos artigos.
Até 15 de fevereiro de 2027 notificação dos pareceres da revisão.
VIII Colóquio Expressão Múltipla
Até 31 de março entrega dos artigos finais.
Até 31 de maio de 2027, publicação online do livro de atas.
*Os artigos deverão ser enviados para expressaomultipla@gmail.com segundo a seguinte formatação:
Formato do Resumo
Cada resumo não deverá ultrapassar os 1600 caracteres incluindo espaços, sem contar com o título, autoria, afiliação, palavras-chave e legendas.
- Título: Fonte Times New Roman, tamanho 14, maiúsculas, negrito, centralizado.
- Autor principal e afiliação: Nome do autor ou autores principais e respetivos centros de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
- Autores secundários e afiliações (caso existam): Nome dos autores secundários e respetivos centro de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
- Corpo de texto: Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5. Parágrafo justificado.
- palavras-chave: 3 a 5 palavras-chave.
- Até 2 imagens: legendadas e referidas.
- Legendas: Numeradas, Times New Roman, tamanho 10.
Formato do Artigo
Cada artigo deverá ter entre 10000 e 15000 caracteres sem espaços referentes ao corpo do texto, isto é, sem contar com o título, resumo, palavras-chave, legendas e bibliografia.
- Título: Fonte Times New Roman, tamanho 14, maiúsculas, negrito, centralizado.
- Autor principal e afiliação: Nome do autor ou autores principais e respetivos centros de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
- Autores secundários e afiliações (caso existam): Nome dos autores secundários e respetivos centro de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
- Resumo e palavras-chave: Times New Roman, até 1600 caracteres incluindo espaços, tamanho 12, espaçamento simples, parágrafo justificado. 3 a 5 palavras-chave.
- Abstract e keywords: Em inglês, Times New Roman, até 1600 caracteres incluindo espaços, tamanho 12, espaçamento simples, parágrafo justificado.
- Subtítulos: Fonte Times New Roman, negrito, tamanho 12.
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docentes da fbaul venceram duas das três categorias dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada 2026
Jul 06 2026PRÉMIOS NACIONAIS DE BANDA DESENHADA 2026
O Professor da FBAUL António Jorge Gonçalves recebeu o Prémio de Carreira, em reconhecimento pelo seu percurso e contributo para a banda desenhada portuguesa.
Por sua vez, a obra Rumo ao Eclipse, da autoria da docente da FBAUL Ana Matilde Sousa, juntamente com Ana Simões, Hugo Soares, Diogo Jesus e André Nóvoa, venceu o Prémio Inovação em BD.
António Jorge Gonçalves e Ana Matilde Sousa são também membros do inbetween – Grupo de Investigação em Banda Desenhada, Ilustração e Animação do CIEBA.
António Jorge Gonçalves foi distinguido pela trajectória “permanentemente inovativa e ecléctica, que nunca estagnou ou se acomodou a um tipo de traço”.
O júri, composto por Sara Figueiredo Costa, Pedro Cleto e Sara Ludovico, destacou o “trabalho experimental do autor com cores, materiais e linguagens narrativas, assim como a forma consistente com que tem reflectido sobre os limites e possibilidades da BD”.
O Prémio Inovação em Banda Desenhada foi atribuído a Rumo ao Eclipse, de Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa, Hugo Soares e Diogo Jesus, uma obra editada pela Chili Com Carne e descrita pelo júri como “um jogo de role play a partir de um livro de banda desenhada preexistente”, que expande as possibilidades do meio sem o simplificar, antes tirando partido das suas lógicas narrativas.
Já o Prémio Obra do Ano foi atribuído a Dormindo entre Cadáveres, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci, uma edição da Zigurate descrita pelo júri como “um testemunho muito relevante sobre a pandemia da Covid-19 no Brasil, particularmente no espaço amazónico”, construído a partir de um registo pessoal e crítico que não reduz personagens a meros veículos de informação.
ivens perspectives — exposição de laura ribeiro
Jul 06 202626 JUNHO > 13 SETEMBRO 2026 I IVENS LIVING REAL ESTATE
Inaugura no dia 26 de junho, no espaço IVENS Living Real Estate, Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa, a exposição de Laura Ribeiro, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos seus artistas, em contexto formativo.
Coordenação: Investigadora Ana Matilde Sousa
Laura Ribeiro (n. 2004) vive e trabalha em Lisboa, onde frequenta o 3.º ano da Licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Nas obras apresentadas nesta exposição, dedica-se à transposição da linguagem musical para o campo pictórico, transformando a tela num espaço de tradução sinestésica, onde cada pintura corporiza uma composição específica. Participou em exposições como a coletiva Novos Artistas de Setúbal (Instituto Português do Desporto e Juventude de Setúbal, com o apoio do Gabinete da Juventude de Setúbal), Primary Colors (residência de coworking Sítio, Setúbal) e GABA – Galerias Abertas (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 18.ª edição, 2025, e 19.ª edição, 2026).
lista dos finalistas da 1.ª edição dos prémios manuel cargaleiro
Jul 05 2026Criados em parceria com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco, os prémios afirmam-se como um espaço de encontro entre gerações, instituições e linguagens artísticas, incentivando a experimentação, a investigação e o diálogo entre tradição e contemporaneidade nas artes visuais.
A edição inaugural contempla três categorias distintas:
- Prémio Revelação
Dirigido a estudantes de licenciatura, mestrado ou pós-graduação nas áreas das artes visuais, matriculados em instituições de ensino superior artístico em Portugal. Distingue talentos emergentes e práticas experimentais em fase inicial de percurso artístico. - Prémio Cargaleiro
Aberto a artistas de qualquer idade, nacionalidade ou percurso, desafia a desenvolver obras em diálogo criativo com o universo plástico do Mestre Cargaleiro — seja pela forma, pela cor, pelo suporte ou pela conceptualização. - Prémio Investigação
Destinado a estudantes e profissionais matriculados no ensino superior em Portugal (ou que tenham concluído estudos entre 2021 e 2025). Reconhece projetos inéditos nas áreas da história da arte, museologia, curadoria, conservação e restauro, ou outras disciplinas que aprofundem a compreensão e valorização da obra de Cargaleiro.
Para além da atribuição dos prémios, a iniciativa contempla uma exposição final no Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, reunindo as obras selecionadas e promovendo a divulgação pública dos finalistas. Será ainda publicado um catálogo oficial com os projetos distinguidos, reforçando a sua projeção crítica e institucional.
Os vencedores recebem apoios concretos que incluem financiamento de estudos, dotação monetária, publicação de investigação e visibilidade em plataformas nacionais e internacionais.
Os Prémios Manuel Cargaleiro contam o patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola da Beira Baixa Sul.
Finalistas da 1ª Edição selecionados pelo júri:
Prémio Revelação
Ana Alves
Giulia Paz
Mônica Lopes Nogueira
Pedro de Sousa Serafim
Raquel Maria Tavares
Rui Dias Monteiro
Sara Gonçalves
Sara Velez Malta
Sílvia Neto
Tomás Caleia Azul
Prémio Cargaleiro
Ana Maria Ferreira
António Jorge
Célia Macedo
Joana Paraíso
Luís Macedo
Luís Mouro
Luísa Ramires
Magda Delgado
Rosário Andrade
Yola Vale
Júri
A avaliação das candidaturas destes finalistas será realizada por um júri independente, designado pela Fundação Manuel Cargaleiro em articulação com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. O júri é composto por Alexandre Farto (aka Vhils), Sandra Vieira Jürgens e Graça Morais, três personalidades de reconhecido mérito no domínio das artes visuais e funcionará com total autonomia.
Próximos passos:
Anúncio do vencedor em cada uma das categorias e preparação da exposição, cuja inauguração está prevista para setembro de 2026.
universidade de lisboa no rock in rio
Jun 22 2026
20 > 28 JUNH0 2026
Entre os dias 20 e 28 de junho de 2026, a Universidade de Lisboa marca presença no Rock in Rio Lisboa 2026 com um programa diversificado de atividades abertas ao público. Visita o stand da ULisboa e participa em experiências de ciência, tecnologia, arte e desporto!
A Faculdade de Belas-Artes vai estar presente no stand da Universidade de Lisboa, um espaço de descoberta, experimentação e interação para visitantes de todas as idades.
Realidade virtual aplicada à saúde e à aprendizagem prática, Mixed Reality em design, o protótipo NIDUM, a maquete EcoCar, a Sinalética Campus, são alguns dos projetos apresentados pela Faculdade de Belas-Artes no stand da Universidade de Lisboa, no Rock in Rio.
O stand reúne estudantes, investigadores, docentes e equipas técnicas num ambiente dinâmico onde a ciência, a tecnologia, a inovação, a arte e o desporto se cruzam com a curiosidade e a participação do público. Os visitantes terão a oportunidade de explorar novas tecnologias, experimentar atividades interativas, conhecer projetos de investigação e descobrir como o conhecimento produzido na Universidade contribui para responder aos desafios da sociedade.
A entrada é aberta a todos os visitantes do festival.
Participa!
Visita o stand da ULisboa, experimenta as atividades, conversa com quem faz ciência e inovação todos os dias e descobre como a Universidade de Lisboa está a ajudar a construir o futuro.
Consulta o programa completo AQUI e junta-te a nós na Cidade do Rock, no Rock in Rio Lisboa 2026.
reflect 2.0 introspective – exposição de rita andrade
Jun 22 202612 > 26 JUNHO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Reflect 2.0 INTROSPECTIVE de Rita Andrade inaugura dia 12 junho pelas 17h e está patente de 12 a 26 junho, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Carlos Vidal
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Reflect 2.0 INTROSPECTIVE consiste, maioritariamente, na intervenção pictórica em espelhos antigos recuperados pela artista, criando uma experiência que convida o espectador a refletir sobre questões da sociedade contemporânea.
Os espelhos não estão completamente cobertos, mantendo-se uma ambivalência intencional no projeto. Por um lado, o observador vê o seu próprio reflexo. Por outro, é desafiado a olhar para além da sua imagem e a confrontar aquilo que o espelho sugere como espaço de interpretação.
Este conjunto de obras propõe uma leitura crítica do presente, explorando a relação entre o indivíduo e o contexto social em que se inscreve. Através da tensão entre o visível e o sugerido, o trabalho abre um espaço de reflexão contemporânea sobre identidade, responsabilidade e a forma como nos posicionamos perante as dinâmicas sociais e políticas que estruturam o mundo atual.
Rita Andrade é uma artista socialmente comprometida, nascida e baseada em Lisboa. Licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 2020 e concluiu o mestrado em Art & Politics na Goldsmiths, University of London, em 2021.
O seu percurso inclui várias exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, entre as quais se destacam Identity and Land (2023), Reflect (2024) e The Unbearable Lightness of Power (2025).
A sua prática artística centra-se no potencial transformador da arte enquanto forma de comunicação e intervenção pacífica. O seu trabalho é guiado por um compromisso com os direitos humanos e por experiências em contextos como a Palestina e Honduras, privilegiando uma abordagem de investigação imersiva que permite uma compreensão aprofundada das realidades que aborda.
Enquanto artista e agente de reflexão, Rita Andrade propõe um diálogo crítico sobre o papel do indivíduo no mundo contemporâneo, explorando formas de consciência, responsabilidade e posicionamento face às estruturas de poder e às narrativas que moldam a sociedade.
ivens perspectives — exposição de francisco cardoso
Jun 22 202618 MAIO > 25 JUNHO 2026 I IVENS LIVING REAL ESTATE
Inaugura no dia 18 de maio, no espaço IVENS Living Real Estate, Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa, a exposição de Francisco Cardoso, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos seus artistas, em contexto formativo.
Coordenação: Investigadora Ana Matilde Sousa
Francisco Cardoso nasceu em Évora e reside atualmente em Lisboa, onde frequenta o curso de Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. No seu trabalho, aborda frequentemente o corpo como meio de expressão, utilizando o autorretrato como um processo de autoconhecimento e de partilha com o mundo. Através da imagem, explora emoções, questões internas e a relação com o próprio corpo, procurando uma constante experimentação de técnicas, abordagens e linguagens visuais, onde o erro é encarado não como fracasso, mas como oportunidade de aprendizagem e descoberta. Esse processo de tentativa, erro e reinvenção é essencial para o seu crescimento artístico, procurando construir uma narrativa honesta, vulnerável e em constante transformação. Participou em exposições coletivas como Corrente de Ar Vol. V (2025), Casa da Ladra (2025), resultante de uma residência artística de três meses, Fora de Zona (2025) e O Último Tranca a Porta (2025).
gentrification ll
Jun 22 2026
05 > 29 JUNHO 2026 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 5 de junho às 18h30, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Gentrification II.
Horário: 2ª a 6ª – 11h00/19h00
Promovido pelo projeto Erasmus BIP Estratégias de Projeção Internacional em Estudantes de Arte, que reúne a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Salamanca, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e a Academia Nacional de Belas Artes de Oslo, surge um projeto de exposição e investigação coletiva que procura integrar estudantes da área das artes num contexto propício ao desenvolvimento de relações internacionais e interculturais.
Tomando como tema central o processo de gentrificação, o projeto reflete sobre as transformações e os impactos urbanos e sociais associados a este fenómeno. O termo foi utilizado pela primeira vez por Ruth Glass, em 1964, para descrever a deslocação residencial das classes médias para antigas áreas operárias e de baixos rendimentos em Londres (Gonçalves, 2009). A partir desta problemática, os estudantes foram convidados a desenvolver propostas artísticas e reflexões críticas que explorem os impactos da gentrificação nos seus territórios, nas comunidades e nas dinâmicas culturais contemporâneas.
Conferência e atividades Urban Creativity 2026 (13ª edição)
Jun 20 2026
02 > 04 JULHO 2026 I GRANDE AUDITÓRIO FACULDADE BELAS-ARTES
O graffiti e o muralismo podem ser considerados Património Imaterial? Ao promoverem uma ligação visceral e intuitiva entre o cidadão e a forma física da cidade, estas práticas transcendem o mero “objeto artístico”. Em vez disso, representam um processo dinâmico e coletivo, essencial para a vitalidade urbana.
Estas práticas desafiam o Cânone da Arte Clássica, exigindo um afastamento das suas estruturas historicamente eurocêntricas e exclusivas. Longe de sinalizar o esgotamento da arte, o graffiti oferece um caminho de renovação através da hibridização de superfícies físicas e da imagem em movimento. Esta evolução abrange não apenas as narrativas digitais e cinematográficas na paisagem, mas também a consciência profunda de que as imagens que construímos nunca são estáticas.
O tema da edição de 2026 da Urban Creativity Conference + Activities surge de 3 eixos:
Imaterial
Cânone da Arte
Imagem em Movimento
Programa e atualizações em Urbancreativity.org
Urban Creativity faz parte de um processo de investigação contínuo que, na edição de 2026, foi desenvolvido em colaboração com a Linha Temática do CIEBA em Projetos Exploratórios e Sociedade / grupo Cidade Sistémica – Práticas Interdisciplinares, e ITI-LARSYS, Linha de Investigação alt.IxD.
Com o apoio de:
FBAUL – Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (pessoal e infraestruturas)
CIEBA – Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes
ITI-LARSYS – GAU-CML
Atividades paralelas com:
YYCS e Spray Report
o verão na ulisboa está de volta às belas-artes
Jun 20 2026
Experimenta. Explora. Mergulha no teu futuro!
Experiências, jogos, visitas e workshops para mostrares o teu talento e descobrires o dia a dia num curso da ULisboa!
Na Faculdade de Belas-Artes o Verão ULisboa decorrerá entre 29 de junho a 3 de julho para os alunos que vão frequentar o 11.º ou o 12.º ou que já tenham concluído o 12º ano.
VAGAS: 22 (por ordem de inscrição)
“Descobrir a Faculdade de Belas-Artes” é uma oportunidade única para entrar no mundo das artes e design nas diversas áreas de ensino desta instituição: Pintura, Escultura, Desenho, Design de Comunicação, Design de Equipamento e Ciências da Arte e do Património, possibilitando aos interessados participar em atividades práticas e teóricas, bem como contactar com docentes e alunos, sentindo o dia-a-dia de uma escola que fervilha de criatividade, pesquisa, experimentação e conhecimento.
Nesta Escola vais encontrar professores que prepararam um plano completo de atividades (palestras, experiências, visitas) para te mostrar os conhecimentos básicos, os métodos de trabalho e as tarefas práticas, relativos aos cursos lecionados na ULisboa.
Diariamente serás acompanhado por alunos da Universidade que te ajudarão a resolver os desafios colocados, responderão às tuas dúvidas e dar-te-ão a conhecer as instalações, mostrando como é a vida universitária.
Poderás conhecer e interagir, de forma dinâmica, nos laboratórios, salas de aulas, centros de investigação, entre outros espaços.
Vais almoçar na cantina e conviver com os veteranos, conhecendo o verdadeiro espírito académico!
VERÃO ULISBOA #MERGULHANOTEUFUTURO
UMA EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL!
Open studios do Mestrado de Pintura
Jun 18 202627 > 28 JUNHO | 14H > 19H30 | MUHNAC
Dia 27 e 28 de junho, o Mestrado de Pintura da FBAUL abre as portas dos seus estúdios na entrada do Jardim Botânico de Lisboa, ao lado do Museu Nacional de História Natural e Ciência!
No início do ano, os ateliers do Mestrado de Pintura mudaram, ainda que temporariamente, para um lugar de rara suspensão temporal, ao lado do Jardim Botânico de Lisboa.
Num espaço amplo, a afinidade entre os alunos ganhou outra dimensão. A cumplicidade desenhou-se entre colegas no meio desta mudança, ampliando neste espaço indivisível laços de entreajuda e amizade. Pelas janelas entra uma luz que atravessa as folhas das árvores; pelas sombras que elas criam, encontramos outro ritmo. Encontramo-nos uns aos outros. O gesto torna-se mais atento, as cores respiram com a paisagem, e cada processo, cada obra, parece guardar um pouco do murmúrio das árvores. Neste ambiente privilegiado, rodeado de natureza, o atelier deixa de ser apenas um espaço de trabalho, torna-se um refúgio, um lugar de observação. Aqui, produzir é também escutar o jardim.
Nos dias 27 e 28 de junho, venham conviver neste bonito espaço, cheio de vida e com tanto para oferecer.
O evento decorre das 14h às 19h30.
Projecto torrinha 2026: Laboratório de Escultura Integrada na Quinta da Torrinha
Jun 18 202627 JUNHO | QUINTA DA TORRINHA
Este projeto configura-se como um laboratório que reúne um grupo de alunos finalistas da Licenciatura de Escultura e os membros da Associação da AUGI da Torrinha — proprietários de habitações em processo de legalização na área urbana de génese ilegal (AUGI) da Quinta da Torrinha, um aglomerado urbano localizado na coroa norte de Lisboa — com o propósito de desenvolver e instalar esculturas em algumas habitações e zonas públicas do bairro.
Para que o projeto ganhasse corpo, foi determinante o envolvimento voluntário e comprometido dos habitantes. Foi um processo feito de visitas, conversas e recolha de histórias de vida que transformou o laboratório num espaço singular de partilha e leitura crítica de uma realidade social e territorial com raízes nos finais dos anos 50 e 60 do século passado. Formado ao longo de décadas por habitações unifamiliares de autoconstrução, o bairro preserva ainda hoje famílias da primeira geração de ocupantes, descendentes que herdaram esse vínculo ao lugar e novos moradores chegados pelos percursos migratórios mais recentes.
A exposição na Quinta Alegre é a síntese desse processo: dos diferentes modos de trabalho no bairro, das relações construídas entre moradores e artistas, das maquetes, registos gráficos e de imagens e de como esses encontros deram origem a um percurso de escultura pela Quinta da Torrinha, apresentado ao público na tarde de 27 de junho.
Artistas
Ana Beatriz Almeida
Ana Carvalho
Rebeca Harrison
António Arrobas
Beatriz Lopes
Carreiro Oliveira
Clara Pedroso
Cláudia Varela
Guilherme Custódio
Joana Motta
Judite Mota
Leal Pereira
Madalena Martinez
Maria Inês Soares
Miguel Coimbra
Miguel Jerónimo
Naia Branco
Nina Kuharič
Peter Tokoš
Rafael Dos Santos
Salgado de Brito
Arte Contemporânea em Diálogo #7
Jun 15 2026 
18 JUNHO 2026 > 18H30 I SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS ARTES
Realiza-se no dia 18 de junho, às 18h30, na Sociedade Nacional de Belas Artes, mais uma conversa no âmbito do ciclo Arte Contemporânea em Diálogo.
Para esta sessão do ciclo de diálogos sobre a arte contemporânea Isabel Nogueira convida João Leite, para discutir o tema “O que é a inteligência artificial e como chegámos aqui?”
A arte contemporânea é um território complexo e diversificado, inclusivamente, do ponto de vista da sua própria definição conceptual e temporal. Sobretudo desde a década de 90, e do processo de globalização a ela associado, que se foi verificando uma mudança de paradigma ao nível da produção e da recepção da arte, nomeadamente, com a proliferação dos meios de comunicação e da forte pressão das indústrias culturais, assim como com a crescente subjectivação e individualização do gosto. Nas últimas décadas, foi-se implantando uma nova ordem de relações entre a arte, as instituições, a obra e o público.
keynote speakers peter lloyd e jeanne liedtka – DTRS’15
Jun 14 202617 > 19 JUNE 2026 | FBAUL AND IADE
DTRS’15
Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon
17-19 June 2026
Keynote Speakers
Wednesday, 17 June 2026
9:30 (AM)
Lagoa Henriques Auditorium (FBA)
“Intelligence Reframed: A Journey through Design Thinking”
Where has design thinking come from and where is it going to? In this keynote, Peter Lloyd will explore the conceptual evolution of design thinking, first through the DTRS symposiums, then expanding out into the broader uses, cultures and meanings of the term, and finally considering the possible future for design thinking in the current context of rapid developments in AI.
Over the past 35 years, design thinking has become what Donald Schön, a contributor at the first DTRS, terms ‘an idea of good currency’. Ideas of good currency are effective boundary objects; potent expressions of an idea in a word or short phrase. The term design thinking has shown extraordinary longevity and resilience in its journey from the representation of cognitive expertise to the corporate and governmental innovation process.
Schön is one of only a few major thinkers originating outside the discipline of design to see exceptional value in the approaches, methods, and processes of design. He also articulated the key role of language in capturing and giving form to design activity. This makes the recent development of language models particularly relevant and amenable to processes of design.
In this keynote Peter will talk about their own journey through design thinking – as a researcher, educator, editor, practitioner, and now as someone grappling to understand the implications of AI for designers, designing, and design thinking. Peter will explore what an AI enhanced design thinking might look like, what it might do, and how we might feel if it does that.
Peter Lloyd is Professor of Design Methodology at the Faculty of Industrial Design Engineering, TU Delft, where he is also a co-founder of the Designing Intelligence Lab and co-director of the Center for Law, Design, and AI. He is Chair of the Design Research Society, President of IASDR, and Editor-in-Chief for the journal Designing. His research focusses on how language is used during processes of design, broadly defined.
Friday, 19 June 2026
10:30 (AM)
Faculty of Design, Technology and Communication (IADE)
“Design Thinking: Fad, Fraud, or the Future of Business?”
Is Design thinking a) dead, b) a fad, c) a fraud or d) the most powerful yet undervalued new business methodology of the last 50 years?
In this reflection on her decades of personal experience as an academic and researcher, strategist and corporate executive, Jeanne Liedtka will argue why the answer is “d” and what to do about it. She will argue that DT offers exactly the skills that organizations and their employees most need to continuously adapt to the accelerating change in the world around us. So why do we continue to struggle to demonstrate its value in practice? To address this, we will explore the aspects of today’s organizations that stand in the way of achieving Design’s potential and that require us, as its advocates, to think creatively about how to design to remove them.
Jeanne Liedtka is the UTC Emeritus Professor of Business at the University of Virginia’s Darden Graduate School of Business. With interests at the intersection of strategy and design, Jeanne has written eight books and multiple articles on the subject of strategy, innovation, and design thinking, and consulted with a diverse set of organizations including IBM, Samsung, NASA, The United Nations, and the government of Singapore. Her most recent book is The Experimentation Field Book: A Step-by-Step Project Guide, co-authored with Natalie Foley, David Kester and Elziabeth Chen.
ULisboa na Feira do Livro de Lisboa 2026
Jun 08 202627 MAIO > 14 JUNHO 2026 | FEIRA DO LIVRO DE LISBOA
De 27 de maio a 14 de junho, a 96.ª Feira do Livro de Lisboa regressa ao Parque Eduardo VII e a ULisboa volta a marcar presença com o melhor da Imprensa da Universidade de Lisboa (IUL).
Nesta que é já a sétima participação da ULisboa, o pavilhão da IUL reúne uma seleção especial de títulos, incluindo edições do Museu Nacional de História Natural e da Ciência e do Instituto de Investigação Científica Tropical.
Ao longo da Feira, no pavilhão G26, encontrarás apresentações de livros, novidades editoriais e sugestões diárias para descobrir.
memes gerados por ia e cultura visual: remix, sobrevivência das imagens e agência criativa
Jun 01 2026
05 JUNHO 2026 > 14H00 I SALA 4.06
Realiza-se no dia 5 de junho, às 14h00, na sala 4.06, o workshop Memes gerados por IA e cultura visual: remix, sobrevivência das imagens e agência criativa, aberto à comunidade académica, a dinamizar por Felipe Aristimuño, investigador júnior da FBAUL, no âmbito da UC Arte, Educação e Novas Tecnologias
Este workshop propõe refletir sobre os memes gerados por IA a partir da cultura visual, considerando os modos como imagens, narrativas e discursos circulam, reaparecem e são recombinados em ambientes digitais. Partimos da identificação de uma continuidade simbólica entre a cultura do remix e os atuais modelos generativos, observando como práticas de apropriação, repetição e deslocação presentes na música, no hip-hop, no graffiti, no stencil e nos memes digitais encontram novos desdobramentos nas imagens produzidas por IA.
A reflexão será articulada com a leitura de Georges Didi-Huberman sobre a sobrevivência das imagens em Aby Warburg, sobretudo para pensar como determinadas formas visuais regressam em novos contextos, transportando memórias, conflitos, imaginários históricos e modos de representação que não se organizam de forma linear. A partir de exemplos contemporâneos, como influenciadores artificiais que “viajam” por diferentes épocas históricas, personagens políticas geradas por IA e remixes audiovisuais da cultura popular, discutiremos as implicações culturais, educativas e éticas destes conteúdos.
O workshop terá uma primeira parte dedicada à apresentação e debate dos conceitos de cultura visual, remix, imagem sobrevivente, IA generativa e agência criativa. Na segunda parte, os estudantes trabalharão em equipas na construção de mapas de ideias, relacionando exemplos de memes gerados por IA com questões de representação, autoria, memória visual, discurso político, educação histórica e empoderamento mediático. A atividade pretende estimular uma leitura crítica e expressiva das tecnologias generativas, interrogando o que podemos criar com IA, que narrativas são produzidas por estas imagens e como podemos atuar como consumidores e criadores de conteúdos de media.
Referências principais
Chang, H.-C. H., Sahagun, L., Khamis, S., Bowe, B., & Hoffmann Pham, K. (2026). The meme is the message: Generative memesis and AI visuals in the 2024 USA presidential elections. Proceedings of the International AAAI Conference on Web and Social Media, 20(1), 140–158. https://doi.org/10.1609/icwsm.v20i1.42647
Didi-Huberman, G. (2016). The surviving image: Phantoms of time and time of phantoms: Aby Warburg’s history of art (H. Mendelsohn, Trans.). Penn State University Press.
Ferguson, K. (n.d.). Everything is a remix. https://www.everythingisaremix.info/
Ferguson, K. (2025, August 12). AI is remixing everything we’ve ever made. Here’s what that means [Video]. YouTube. https://youtu.be/9pLCIoBZzd4
Lessig, L. (2008). Remix: Making art and commerce thrive in the hybrid economy. Penguin Press.
Mirzoeff, N. (2023). An introduction to visual culture (3rd ed.). Routledge.
Rose, G. (2022). Visual methodologies: An introduction to researching with visual materials (5th ed.). SAGE.
Shifman, L. (2014). Memes in digital culture. MIT Press.
Warburg Institute. (n.d.). Bilderatlas Mnemosyne. School of Advanced Study, University of London. https://warburg.sas.ac.uk/library-collections/warburg-institute-archive/bilderatlas-mnemosyne
Referências para exemplos de media sociais
Almeida Moreira, J. (2026, May 2). Dona Maria. Quem é a senhora que está a irritar Lula da Silva? (Pista… ela não existe). Diário de Notícias. https://www.dn.pt/internacional/dona-maria-quem-a-senhora-que-est-a-irritar-lula-da-silva-pista-ela-no-existe
Chloe VS History. (n.d.). Chloe VS History [Instagram profile]. Instagram. https://www.instagram.com/chloe.vs.history/
Migalhas. (2026, April 26). “Dona Maria”: Partidos acionam TSE contra perfis de personagem de IA. https://www.migalhas.com.br/quentes/454637/dona-maria–partidos-acionam-tse-contra-perfis-de-personagem-de-ia
Rodrigão Viaja. (n.d.). Rodrigão Viaja [Instagram profile]. Instagram. https://www.instagram.com/rodrigao.viaja/
Taylor, J. (2026, May 26). “We can stitch together our past”: The AI-generated time-travellers vlogging from history. The Guardian. https://www.theguardian.com/technology/2026/may/26/we-can-stitch-together-our-past-the-ai-generated-time-travellers-vlogging-from-history