Arte
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Dia das Belas-Artes 2026 – 23 outubro
Oct 14 2026190 ANOS DA FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA | 23 OUTUBRO 2025*
No dia 25 de outubro a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a instituição de ensino artístico mais antiga de Portugal, comemora os 190 anos da sua fundação, então designada por Academia das Belas-Artes de Lisboa, da qual é hoje sucessora.
* As comemorações foram antecipadas para dia 23 de outubro, considerando que o dia 25 é um domingo.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
PROGRAMAÇÃO
9h30 – Receção aos convidados – Atuação da TUBA
10h – Grande Auditório
Cerimónia Dia das Belas-Artes 2026 – 190 anos da FBAUL
> Sessão de Abertura | Discursos de boas-vindas
> Apresentação do Dicionário de Pintura na Era da Inteligência Artificial. Práticas, Tecnologias, Conceitos
> Lançamento do Livro Free Radicals: Attuning to Plants in Creative Practices
> Apresentação da Medalha Comemorativa dos 190 Anos da FBAUL, da autoria do Prof. Doutor Escultor João Duarte
> Entrega dos Troféus aos Professores aposentados e jubilados no ano de 2025-2026
> Revelação dos Vencedores da 1ª edição dos Prémios Manuel Cargaleiro
Momentos musicais a cargo da TUBA e de Rafael Alves (vencedor do The Voice e ex-aluno da FBAUL)
Às 13 horas será servido um cocktail.
Posteriormente, será inaugurada a exposição alusiva aos 190 Anos da FBAUL, assim como se realizarão diversas ações no âmbito da exposição Ways of Growing / Modos de Crescer do projeto de investigação Free Radicals.
> Exposição 190 anos das Belas-Artes | Corredor Auditório Lagoa Henriques, Capela e Galeria da AEFBAUL
Integrada nas comemorações dos 190 anos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a exposição reúne obras e objetos dos diferentes acervos da FBAUL, a par de trabalhos mais recentes desenvolvidos no âmbito dos departamentos.
A mostra procura dar a conhecer a diversidade do património da Faculdade e, ao mesmo tempo, mostrar como as diferentes áreas foram evoluindo ao longo do tempo. Obras de pintura, desenho, escultura, cerâmica, medalhística, design de comunicação, design de equipamento, arte multimédia, instrumentos científicos e espólios de artistas ajudam a entender diferentes formas de ensinar, criar, estudar e conservar nas Belas-Artes. No seu conjunto, mostram não só a história da instituição, mas também um percurso que continua a ser construído e preservado no presente.
> Ways of Growing (Modos de Crescer) | Galeria Belas-Artes e Jardim
Esta exposição constitui o culminar de Free Radicals, um projeto de investigação de dois anos que explora as interseções entre a biodiversidade vegetal e a prática artística. A mostra reúne obras de vinte artistas, designers, profissionais das áreas criativas e investigadores interdisciplinares, que dão a conhecer as suas respostas às realidades ecológicas específicas do atual contexto climático europeu: da expansão das monoculturas de eucalipto em Portugal à perda de floresta na Arménia, passando pela transformação dos conhecimentos tradicionais sobre plantas nas comunidades de montanha da Galiza. Ao longo do projeto, os participantes questionam como podemos integrar as plantas na investigação artística enquanto co-criadoras de um imaginário coletivo, em vez de as tratar como simples temática ou objeto, contribuindo simultaneamente para uma reflexão mais ampla sobre as interseções entre a biodiversidade vegetal e a prática criativa.
Ativações artísticas: 23 de outubro de 2026, das 10h00 às 15h00, no jardim da Galeria, incluindo performances, sessão de leitura, programa de rádio, projeções de filmes e refeição performativa*
Lançamento do livro Free Radicals: Attuning to Plants in Creative Practices: 23 de outubro, entre as 10h00 e as 13h00, no Grande Auditório (integrado nas cerimónias do Dia das Belas-Artes).
*A refeição performativa, planeada para as 14h00, tem lotação máxima de 35 participantes.
Ways of Growing / Modos de Crescer – collective exhibition
Oct 14 202622 OCTOBER > 28 NOVEMBER 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
Ways of Growing, the final exhibition of the European project Free Radicals, opens on 22 October at 7 pm at the Gallery of the Faculty of Fine Arts. The exhibition will remain open until 28 November.
Please note that photography and filming may take place during this event, and the resulting material may subsequently be made public. Opening hours: Monday to Saturday, 11am – 7 pm.
Artwork activations: 23rd October 2026 – 10 am – 3 pm (performances, reading session, radio programme, performative meal and film projections).
Free Radicals: Attuning to Plants in Creative Practices book launch: 23rd October - Grande Auditório (part of Dia das Belas-Artes).
Free Radicals: Ways of Growing
What can we learn about planetary well-being—and our responsibilities towards it—if plants become participants in the knowledge production that emerges from artistic inquiry and cultural work? How do we even create a space that brings together different ways of knowing (and by that we mean the entire multispecies ecosystem both plants and humans are part of) into sustained dialogue that generates insights that none could achieve alone? Perhaps responding to the biodiversity crisis requires us to rethink not only the very notion of nature, but humanity’s place within it. If the default setting is to overlook plants and their contribution to worldmaking, let us cultivate plant literacy as a way of subverting that default. Titled Ways of Growing, this exhibition is a culmination of Free Radicals, a two-year research project exploring the intersections between plant biodiversity and artistic practice. It brings together works of twenty artists, designers, creative practitioners and interdisciplinary researchers tracing their responses to situated ecological realities of the current European climate: from the expansion of eucalyptus monocultures in Portugal and forest loss in Armenia to the transformation of traditional plant knowledge in Galicia’s mountain communities. Throughout, they ask how to invite plants into artistic inquiry as co-creators of collective imagination rather than subjects of study or objects on display, while contributing to a broader conversation on the intersections between plant biodiversity and creative practice. The exhibition will also mark a book launch of Free Radicals: Attuning to Plants in Creative Practices, released in collaboration with Dutch publishing house Onomatopee. A collectively assembled toolkit—part manifesto, part gathering space—the publication is for everyone who seeks to engage more deeply with plants in their practice. It brings together the work of 70 artists, designers, researchers, curators, scientists, local knowledge holders, gardeners, and educators who cultivate slow, messy, and reciprocal modes of collaboration between people and plants. Through essays, interviews, poetry, reflections, and recipes, the work traverses material cultures, sound ecologies, visual arts, embodied knowledge, design-led methodologies, and grassroots campaigns—gathering and transmitting stories and encounters that reveal the inextricable role of plants in shaping our societies.
Featuring works by Blanca Allegue, Kač Bártková, Aly Beveridge, Morgane Billuart, CARUMA, Gabriela Carvalho, Alejandra Díaz-Guerra Acedo, Eleonora Edreva, Elena Falomo, Maria Ilieva, Adam Kvaček, Jamie McGhee, Ricardo Nugra Madero, Ivana Papić, Béatrice Pépin, Inês Quente, Emilie Rážová, Miguel Tavares, Daria Titova e Yanna Varbanova.
Curatorial concept: Sasha Střelcová (Haenke)
Artistic committee: Beatriz Manteigas (CIEBA/FBAUL / Associação Quinta das Relvas), Lilit Stepanyan (Today Art Initiative), Uxío Novoneyra Rei e Branca Novoneyra (Fundación Uxío Novoneyra), Linsey Rendell (Haenke)
Creative and production management: Inés Karčáková (Haenke)
Design: Jolana Sýkorová
Production and communication: Catarina Pires, Teresa Sabido
Lighting: Ana Caria
Technical support: António Aguiar, Guilherme Resende
lançamento do catálogo da exposição soneto de Ilídio Salteiro – 17 de outubro
Oct 13 2026
15 JULHO > 18 OUTUBRO 2026 I PANTEÃO NACIONAL
No dia 17 de Outubro, às 15h00, no Panteão Nacional, será apresentado o catálogo relativo à exposição Soneto de Ilídio Salteiro.
A exposição ficará patente até 18 de outubro de 2026.
Curadoria de Juan Sandoval e Olga Pomares
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 3ª a domingo – 10h00/18h00
Entrada: segundo as normas do monumento
Soneto explora a relação entre Pintura e a Poesia, assumindo um percurso bidirecional: da pintura à poesia e da poesia à pintura. Ele embrionou nas leituras de Ilídio Salteiro sobre a tratadística da Pintura antiga, em paralelo com leituras de poesia dos séculos XV e XVI.
Trata-se de uma instalação de quatorze pinturas, cada uma das quais com 162 cm x 200 cm, realizadas entre 2023 e 2025, compostas no espaço central do Panteão Nacional, em dois prismas quadrangulares e dois prismas triangulares, ou seja, em dois quartetos e em dois tercetos de um soneto à maneira de Petrarca, Camões ou Miranda.
Soneto, torna-se um pensamento, uma forma e um corpo estruturado a partir de ligação entre pintura e poesia: catorze unidades iguais (catorze versos decassilábicos) divididas em quatro setores (quartetos e tercetos) e organizadas por ritmos (rimas) iconográficos ou plásticos. É uma obra cujo objetivo será propiciar uma visão estética capaz de gerar metáforas, alcançadas por sensibilidade, intuição, criatividade e imaginação.
Ilídio Salteiro, professor na FBAUL, investigador e pintor, iniciou sua carreira artística na década de 1970, a sua produção plástica enquadra-se nas correntes artísticas da pós-modernidade, aproximando-se dos movimentos de renovação da arte portuguesa. Sua obra atual releva uma poética no âmbito da pintura figurativa, entre realidade e ficção, imbuída de uma metafísica espacial como a reação humanista possível ao “estranho” mundo atual.
Juan García Sandoval e Olga C. Rodriguez Pomares acompanham este projeto desde 2023 e são respetivamente crítico de arte e diretor do Museu de Belas Artes de Múrcia e
artista e professora da Faculdade de Belas Artes de Granada.
identidade e ruína – exposição de artur ramos
Oct 12 202606 OUTUBRO > 17 OUTUBRO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Identidade e Ruína, de Artur Ramos, inaugura dia 06 outubro pelas 17h30 e está patente de 06 a 17 de outubro, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Artur Ramos, nasceu em Aveiro. Licenciou-se em pintura, na FBAUL, em 1992. Em 2001 obteve o grau de Mestre em Estética e Filosofia da Arte na FLUL. Em 2007 doutorou-se em Desenho pela UL. É professor de desenho na FBAUL há 31 anos.
O seu trabalho artístico sempre esteve intimamente ligado ao desenho de figura, as suas exposições ficam marcadas pela presença do corpo desenhado na sua individualidade. Assim, o estudo em torno do desenho da figura humana, nomeadamente da cabeça humana e do retrato acompanhou praticamente toda a sua formação académica. Desse estudo emergiu uma investigação que se desenvolveu e culminou na dissertação de mestrado, O Auto-retrato ou a Reversibilidade do Rosto, na tese de doutoramento, Retrato: o Desenho da Presença e em vários artigos posteriores.
A incontornável ligação entre o retrato e a alma ou o retrato e a morte não deixam de ser um assunto cada vez mais presente na sua investigação à qual a essência da ruína se junta para dar uma unidade vital à consciência da nossa vida.
Apresenta um conjunto de trabalhos em que cada um envolve simultaneamente o desenho e a pintura. Retirados do natural e in situ, foram nascendo em diferentes momentos e espaços envolvendo vários elementos como corpos humanos, cabeças, paisagens e ruínas.
Este projeto pretende uma continuidade existencial em que a herança de memórias ilumina, de algum modo, a força da contemplação.
A ruína, as memórias da presença do outro, do corpo e do rosto, acentuam a profundidade da resistência face ao tempo, à destruição da natureza e ao esquecimento de tudo e de nós próprios.
Um registo gráfico essencial “corrigido” pela emoção da cor que em camadas e transparências mergulha as nossas representações numa recordação futura.
IVENS Perspectives
Oct 12 202614 SETEMBRO > 18 OUTUBRO 2026 | IVENS Living Real Estate
Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa
No dia 14 de setembro irá inaugurar na IVENS Living Real Estate, Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa, a exposição de obras de Mariana Almeida, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para exposição de obras dos seus artistas em contexto formativo.
Coordenação: Investigadora FCT Júnior Ana Matilde Sousa (CIEBA e departamento de Pintura)
Artista:
Mariana Almeida (Lisboa, 2004) vive e trabalha em Lisboa, frequentando atualmente a licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. No seu trabalho, utiliza a pintura a óleo figurativa para investigar o trauma, a psicanálise e os aspetos reprimidos do indivíduo. Combinando a técnica clássica do claro-escuro com uma tensão visual contemporânea, a sua obra transforma elementos do quotidiano em veículos de confronto e introspeção psicológica. Em 2025, participou nas exposições Fora de Zona (Galeria Liminare, Lumiar), JOV´ARTE Bienal Jovem (Galeria Municipal Vieira da Silva, Loures), Quantos Queres (Pavilhão do Fórum Luís de Camões, Brandoa), XXIV Bienal de Artes da Festa do Avante (Quinta da Atalaia, Amora-Seixal) e GABA – Galerias Abertas de Belas-Artes, 18ª Edição (Faculdade de Belas-Artes, Lisboa).
Exposição finalistas Prémios Manuel Cargaleiro
Oct 12 2026© Fundação Manuel Cargaleiro/Alberto Ladeira
EXPOSIÇÃO FINALISTAS PRÉMIOS MANUEL CARGALEIRO
VIII Colóquio Expressão Múltipla: chamada de trabalhos – Desenho Aplicado | Teoria e Prática do Desenho
Oct 12 2026
Primeira chamada de trabalhos – Desenho Aplicado
Segunda Chamada de trabalhos – Teoria e Prática do Desenho
Datas de realização do Colóquio – 23 – 24 novembro de 2026
Este congresso visa proporcionar uma visão abrangente sobre a investigação na área do Desenho. Divide-se em duas chamadas de trabalho com vista a duas publicações anuais e a um colóquio/congresso.
A primeira chamada é dirigida ao Desenho Aplicado. Por Desenho aplicado entendem-se todas as vertentes em que o desenho é um elemento central, sendo, no entanto, concretizado com outros fins que não ele próprio. Assim áreas do desenho como as da concept art, ilustração, animação, desenho digital, realidade virtual, banda-desenhada, desenho de produção, entre outras, serão os maiores alvos nesta iniciativa. É por isso dirigida aos estudiosos que pretendam seguir, ou que já estejam a desenvolver trabalho nestas áreas, de maneira a permitir uma disseminação de experiência e de resultados.
A segunda chamada é dirigida à Teoria e Prática do Desenho num âmbito mais geral onde as suas relações com a arte e com os processos artísticos são investigadas.
O colóquio é dirigido sobretudo aos estudiosos que procuram desenvolver dissertações e teses na área do Desenho ou noutras que possam de alguma forma ampliar as discussões relativas a estas áreas de conhecimento. Pretende-se a disseminação das diversas experiências, metodologias e resultados. Assim, aos interessados em participar convida-se à submissão dos artigos relativos a comunicações orais a serem apresentadas no colóquio atendendo à especificidade das chamadas de trabalhos.
Todos os artigos serão submetidos a uma revisão peer review. Cada artigo recebido pelo secretariado é reenviado, sem referência ao autor, a dois ou mais membros da Comissão Científica, garantindo-se no processo o anonimato de ambas as partes (double-blind). No procedimento privilegia-se a distância geográfica entre a origem de autores e a dos revisores científicos.
O colóquio, a ter lugar entre 23 e 24 de novembro de 2026 no Grande Auditório da FBAUL, será composto por comunicações de 20 minutos e por um posterior momento para resposta a questões do público. Está prevista a abertura do colóquio/congresso com a presença de um ou dois keynotes.
A realização do colóquio deverá ser presencial. Em caso de impossibilidade de comparência física dos autores, os mesmos poderão apresentar uma gravação com a sua comunicação. A não participação no colóquio poderá levar à exclusão do livro de atas.
Os artigos revistos e aprovados serão publicados online no Repositório da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
CALENDÁRIO:
VIII Colóquio Expressão Múltipla: Desenho Aplicado
Até 21 de junho, data-limite para o envio do resumo.
Até 28 de junho, notificação de aceitação.
VIII Colóquio Expressão Múltipla: Teoria e Prática do Desenho
Até 18 outubro, data-limite para o envio doresumo.
Até 25 outubro, notificação de aceitação.
VIII Colóquio Expressão Múltipla
Colóquio – comunicações orais
23 – 24 de novembro de 2026, Grande Auditório da FBAUL. (Esta data está sujeita a alterações).
VIII Colóquio Expressão Múltipla
Até 31 janeiro de 2027, entrega dos artigos.
Até 15 de fevereiro de 2027 notificação dos pareceres da revisão.
VIII Colóquio Expressão Múltipla
Até 31 de março entrega dos artigos finais.
Até 31 de maio de 2027, publicação online do livro de atas.
*Os artigos deverão ser enviados para expressaomultipla@gmail.com segundo a seguinte formatação:
Formato do Resumo
Cada resumo não deverá ultrapassar os 1600 caracteres incluindo espaços, sem contar com o título, autoria, afiliação, palavras-chave e legendas.
- Título: Fonte Times New Roman, tamanho 14, maiúsculas, negrito, centralizado.
- Autor principal e afiliação: Nome do autor ou autores principais e respetivos centros de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
- Autores secundários e afiliações (caso existam): Nome dos autores secundários e respetivos centro de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
- Corpo de texto: Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5. Parágrafo justificado.
- palavras-chave: 3 a 5 palavras-chave.
- Até 2 imagens: legendadas e referidas.
- Legendas: Numeradas, Times New Roman, tamanho 10.
Formato do Artigo
Cada artigo deverá ter entre 10000 e 15000 caracteres sem espaços referentes ao corpo do texto, isto é, sem contar com o título, resumo, palavras-chave, legendas e bibliografia.
- Título: Fonte Times New Roman, tamanho 14, maiúsculas, negrito, centralizado.
- Autor principal e afiliação: Nome do autor ou autores principais e respetivos centros de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
- Autores secundários e afiliações (caso existam): Nome dos autores secundários e respetivos centro de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
- Resumo e palavras-chave: Times New Roman, até 1600 caracteres incluindo espaços, tamanho 12, espaçamento simples, parágrafo justificado. 3 a 5 palavras-chave.
- Abstract e keywords: Em inglês, Times New Roman, até 1600 caracteres incluindo espaços, tamanho 12, espaçamento simples, parágrafo justificado.
- Subtítulos: Fonte Times New Roman, negrito, tamanho 12.
- Corpo de texto: Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5. Parágrafo justificado.
- Legendas: Numeradas, Times New Roman, tamanho 10.
- Referências Bibliográficas: Devem seguir o Modelo APA ou NP 405. Fonte Times New Roman, tamanho 12 (APA), 10 (NP 405) espaçamento simples.
- Até 10 imagens: Inseridas no correr do texto, legendadas e referidas (atenção aos direitos de autor).
O documento deve ser enviado em formato word, e em formato pdf. No formato pdf, o documento deverá omitir os autores e a filiação.
fora do algoritmo – exposição colectiva
Oct 08 202618 SETEMBRO > 10 OUTUBRO 2026 | GALERIA DO PAVILHÃO 31
Resultado de uma residência artística que reuniu alunos do Departamento de Arte e Multimédia da FBAUL e artistas do ateliê da P28, Fora do Algoritmo convida o público a mergulhar no universo múltiplo das práticas transmedia, do som e da imagem em movimento.
Sob a curadoria de Susana Sousa Dias e da P28, a exposição integra um conjunto de expressões artísticas que partem da premissa de preservar a liberdade de experimentar, desviar e explorar diferentes campos de criação no atual cenário de produção algorítmica.
A exposição encerra com um evento de finissage no dia 10 de outubro, às 18h.
Corpo Esculpido_workshop inclusivo com performance e visita mediada
Sep 28 202628 SETEMBRO 2026 | 11H00- 18H00 | CORREDOR PRINCIPAL, JUNTO AOS FRISOS PÁRTENON, FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Horário da exposição: 11h- 18h
Workshop “Corpo esculpido” com performance e visita mediada: 14h e 16h
Duração: 1 hora
Vagas: 15
“Corpo Esculpido” faz parte da investigação de pós-doutoramento de Daniella Forchetti, no campo do artivismo, numa relação entre arte e acessibilidade poética.
Inspirada nas reproduções dos frisos do Pártenon conservadas na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, esta exposição e performance propõem uma reinterpretação contemporânea e acessível da procissão das Panateneias, em honra da deusa Atena.
Através de impressões 3D, audiodescrição poética e um livro de artista em multiformatos, a artista convida diferentes públicos a explorarem o património clássico através de uma experiência multissensorial, um convite a tocar, ouvir e ver as obras.
O workshop está aberto ao público e contará com 15 vagas.
Inscrição gratuita, mas obrigatória através do e-mail: daniforchetti@gmail.com
Instagram: @m_m_acessibilidade_cultural
Fotografia: Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
workshop de papéis marmoreados_29 setembro
Sep 24 2026
29 SETEMBRO 2026 | 10H00–13h00 > 14H30 – 17h00 | HERITAGE LAB — SALA 3.63
O workshop de Papéis Marmoreados apresenta esta técnica nas suas dimensões histórica e técnica e proporciona aos participantes uma demonstração sobre a execução prática de folhas marmoreadas.
Público-Alvo
Exclusivo para público interno da Faculdade de Belas-Artes: estudantes e docentes de artes plásticas, design, conservação e restauro, história da arte e ciências do património; encadernadores, bibliotecários e arquivistas; e interessados nas artes do livro. Não é exigida experiência prévia.
Horário: 10h00–13h00 | 14h30 – 17h00
Vagas: 15 participantes
Inscrições AQUI
Programa
Parte I — Sessão teórica
Apresentação da investigação sobre os papéis marmoreados presentes nos incunábulos da Biblioteca Nacional de Portugal, acervo composto por 1.078 obras impressas entre 1454 e 1500.
- Origem oriental da técnica: suminagashi japonês, ebru turco e persa.
- Materiais e princípios de funcionamento: banho de goma, mordente, fel de boi e pigmentos.
- Terminologia dos padrões de design dos papéis marmoreados.
- Os papéis marmoreados nas reencadernações dos incunábulos da Biblioteca Nacional de Portugal.
Parte II — Demonstração
- Execução de alguns exemplos
Materiais
Todos os materiais e utensílios são fornecidos.
Recomenda-se vestuário adequado ou avental próprio.
FORMADORES
Marcelo Amaral
É doutor em Letras (Edição de Livros) pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Estado de Minas Gerais (Brasil), editor do Grupo Editorial Autêntica e artista dedicado aos papéis marmoreados. Desenvolve investigação de pós-doutoramento no VICARTE (Vidro e Cerâmica para as Artes), em Lisboa, sob orientação do Prof. Dr. Luís Jorge Gonçalves, com o projeto “A Marmorização de Papéis e os Incunábulos: estudo e releituras artísticas”.
Cristiane Amaral
É arquiteta urbanista e artista dedicada aos papéis marmoreados. Com Marcelo Amaral criou um ateliê de papéis e produtos marmoreados em Belo Horizonte, Brasil.
lisbon street photo fest
Sep 23 2026
24 > 27 SEPTEMBER 2026 I FACULDADE BELAS-ARTES UNIVERSIDADE LISBOA
On 24-27 September 2026, we’ll meet in Lisbon for the second edition of Lisbon Street Photo Fest: a celebration of street photography, bringing together photographers, enthusiasts, and curious minds from around the world. The 2026 edition will take place, once again, at the Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Focused on celebrating street photography, the festival offers exhibitions, talks, photo walks, portfolio reviews, and workshops, fostering creative exchange between photographers from around the world.
FREE WORKSHOP EXCLUSIVE TO STUDENTS FROM FBAUL
Workshop • PT Street Collective
The Fundamentals of Street Photography
Exclusive to students from Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL)
Dates: 26th to 27th of September 2026
Language: English/Portuguese
Max. number of Participants: 14
Dispositivo de Práticas Intermediais: Design, Performance e Cinema_10 SETEMBRO 2026_ONLINE (ZOOM)
Sep 04 202610 SETEMBRO 2026 | 16h00 >18h00 | ONLINE (ZOOM)
Apresentação pública de práticas artísticas e de investigação contemporâneas nos domínios do design, música, performance, cinema e artes visuais.
Apresentação de processos criativos e reflexão crítica num enquadramento intermedial
Investigadores CIEBA
Yan Mikirtumov
Ana Patrícia Paquete
David Swartz
Inesa Markava
Hugo Oliveira Martins
Michele Dias Augusto
Juliana F. Duque
Maria João Bom
Participação gratuita, mas necessária INSCRIÇÃO
TEXTO RESUMOS (versão completa)
O evento Dispositivo de Práticas Intermediais (ou Práticas Intermediais em Conexão) reúne um conjunto de investigadores cujas práticas se situam no cruzamento entre design, performance/música e cinema, entendendo a criação artística como espaço de produção de conhecimento e a intermedialidade como estratégia operativa de articulação entre meios, linguagens e metodologias.
Os contributos apresentados partilham uma atenção aos processos criativos, à investigação artística e às práticas performativas, explorando relações entre corpo, imagem, som, tecnologia, narrativa, memória e educação. A intermedialidade surge aqui não apenas como resultado estético, mas como princípio metodológico: uma forma de pensar e produzir através da tradução entre sistemas expressivos distintos — do popular ao académico, do analógico ao digital, do efémero ao documentado, do sensível ao conceptual.
Neste contexto, as palavras-chave escolhidas pelos investigadores — tais como cinema, música, práticas educativas, criação artística, processos criativos, transdisciplinaridade, investigação artística, intermedialidade e design gráfico e editorial — configuram um campo de afinidades que evidencia a pluralidade das práticas contemporâneas e a sua inscrição crítica nos contextos sociais, culturais e tecnológicos do presente.
O evento propõe-se como um dispositivo de apresentação e reflexão sobre obras, processos e investigações em curso, sem impor uma unidade temática rígida, mas antes construindo um espaço de convergência entre experiências singulares. Através da partilha de materiais digitais, excertos, registos e reflexões, procura-se tornar visível a diversidade de abordagens e, simultaneamente, sublinhar os pontos de contacto entre práticas visuais, sonoras e performativas.
Este dispositivo coletivo assume, assim, a criação como território comum, a intermediação como linguagem transversal e a reflexão como gesto crítico, configurando um espaço onde investigação, arte e educação se encontram e se interrogam mutuamente.
Reflorir — um jardim de memórias feitas à mão – exposição de Dani Nectoux Remião
Aug 26 202603 SETEMBRO > 21 SETEMBRO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Reflorir — um jardim de memórias feitas à mão inaugura dia 03 setembro pelas 17h e está patente de 03 setembro a 21 setembro, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Teresa Flores
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
“Reflorir — um jardim de memórias feitas à mão” reúne obras desenvolvidas a partir de vestígios de histórias familiares, preservados em caixas de fotografias. Ao apropriar-se dessas imagens e deslocá-las do espaço doméstico para o campo da arte, Dani Nectoux Remião investiga as relações entre presença e ausência, memória e esquecimento, documento e imaginação.
O jardim constitui o eixo espacial e conceptual do processo criativo. Mais do que cenário, configura-se como laboratório fotográfico, lugar de passagem e espaço de transformação. É nele que as imagens são expostas à luz, combinadas com flores, folhas, extratos vegetais, transferidas para diferentes suportes e submetidas a processos de impressão, tingimento, bordado.
Nesse processo, o fazer manual introduz uma temporalidade expandida e uma dimensão tátil na elaboração das imagens. O gesto de tocar, manipular e transformar demoradamente cada fotografia aproxima a artista dos afetos nela inscritos, como se o trabalho sobre a matéria constituísse uma forma de acariciá-los. A mão acompanha a fragilidade dos vestígios e participa da construção de novas formas de presença. Cada obra preserva algo das fotografias de origem, mas também o desloca e o reconfigura, estabelecendo relações entre diferentes tempos, corpos e lugares.
O título Reflorir nomeia esse movimento de transformação. Não se trata de recuperar integralmente o passado, mas de reativar as suas imagens e presenças sob outras formas. A exposição propõe um jardim de imagens em que a fotografia é compreendida como matéria viva, sujeita ao desgaste, à metamorfose e à renovação. Ao tornar visível o tempo do processo e a intervenção da mão, as obras prolongam, no presente, a existência das histórias e dos afetos familiares. Reflorir designa, assim, tanto a possibilidade de dar nova vida às presenças evocadas pelas fotografias de família quanto o processo pelo qual a própria artista transforma a saudade em matéria artística e encontra, na criação, uma possibilidade de se transformar.
Dani Remião (1972, Porto Alegre, RS, Brasil) Fotógrafa, artista visual, curadora, professora e pesquisadora. Vive e trabalha em Portugal. Doutoranda em Belas Artes na Universidade de Lisboa, na área de Ciência da Arte e do Património; mestre em Artes Visuais (UFRGS, 2018), na área de Poéticas Visuais; e mestre em Ciências da Computação (PUCRS, 1999), na área de Inteligência Artificial. É membro da Comissão de Poéticas Artísticas da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas do Brasil (ANPAP), do Conselho Científico da Editora Atena, do Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes da Universidade de Lisboa (CIEBA), do Instituto de Comunicação da Universidade Nova (ICNOVA) e da Árvore Cooperativa de Atividades Artísticas (Porto, PT). Fun dadora e curadora do Chat Noir .ART – atelier & galerie. Pesquisa sobre mulheres na fotografia, fotografias de família, arte e ciência, processos fotográficos históricos e alternativos e seu hibridismo com processos digitais. Possui obras em acervos públicos e privados. Como artista, participou de exposições individuais e coletivas em todas as regiões do Brasil, e em Portugal, Bélgica, França, Inglaterra, Itália, Suíça e Estados Unidos. Como curadora, realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e em Portugal.
O Movimento da Alma na ‘Paixão de Cristo’ de Rafael Bordalo Pinheiro
Aug 05 2026
14 MAIO > 30 SETEMBRO 2026 | MUSEU JOSÉ MALHOA, CALDAS DA RAINHA
No dia 14 de Maio de 2026, às 10h30, inaugura no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, a exposição de desenho e o seminário intitulados O Movimento da Alma na “Paixão de Cristo” de Rafael Bordalo Pinheiro – Entre desenhos e reflexões. A exposição ficará patente até 30 setembro.
A exposição apresenta os desenhos produzidos durante a residência e, no dia da abertura, decorre um seminário dedicado ao debate e à reflexão crítica sobre a obra de Bordalo Pinheiro, os museus e as suas possibilidades contemporâneas.
O seminário contará com investigadores e profissionais como Artur Ramos, Luís Jorge Gonçalves, João Alpuim Botelho, Dora Mendes, Marta Galvão Lucas, entre outros convidados.
O público é convidado a participar neste diálogo sobre património, criação e pensamento artístico atual.
Acesso gratuito.
Este evento é uma organização do:
Museu José Malhoa/Museus e Monumentos de Portugal
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa/ VICARTE Vidro e cerâmica para as artes/ CIEBA, Centro de Investigação e de Estudo em Belas-Artes
Universidade Federal de Rio Grande do Norte/ Grupo de Pesquisa de Género, Políticas Públicas e Sociedade
Quando Rafael Bordalo Pinheiro, entre 1887 e 1899, criou a Paixão de Cristo, para as capelas da Via Sacra da Mata do Buçaco, por encomenda do governo português, através do Ministro Emidio Navarro, estava a retomar uma tradição da arte ocidental sobre a dramatização da vida de Jesus, em esculturas policromadas de terracota.
Previam-se 86 esculturas de escala natural, com 12 Passos da Paixão. Por diferentes dificuldades, o projeto inicial não foi concluído, tendo chegado aos nossos dias as seguintes cenas: Jesus no Horto, Traição de Judas, Passagem do Cedron; Jesus em casa de Anás; Jesus na casa de Caifás; Jesus perante Pilatos; Jesus perante Herodes; Pilatos lavando as mãos e Jesus a Caminho do Calvário.
Na atualidade encontra-se no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, cidade onde Rafael Bordalo Pinheiro localizava a sua fábrica de cerâmica. Trata-se do seu projeto mais ambicioso, que nos demonstra as suas capacidades como artista. Através das esculturas observamos dramatismo, expressão e uma plasticidade muito bem explorada, que nos conduz ao sublime. Tinham passados os tempos do dramatismo do Barroco, onde se explorava com emoção os Passos da Paixão, através das vias sacras, em esculturas que podemos examinar no Bom Jesus do Monte, em Braga, na Serra do Pilar, na Póvoa de Lanhoso, ou em Congonhas, em Minas Gerais, no Brasil. No entanto, Rafael Bordalo Pinheiro explorou, na terracota, o dramatismo através dos rostos, dos corpos, das panejamentos e das cores.
A diversidade das cenas é um desafio para o desenho que foi proposto a alunos de desta disciplina da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Estes desenhos, executados a partir dos originais e no próprio espaço do Museu José Malhoa, constituem dez aproximações individuais à obra de Rafael Bordalo Pinheiro A Paixão de Cristo. A diversidade fisionómica aliada à modelação ligeiramente inacabada das esculturas é o cruzamento de interpretações ilimitadas à reconstrução e à reinvenção das figuras. Todos os dez artistas convidados abordaram a obra segundo múltiplos pontos de vista e não só no sentido literal. Cada uma das aproximações reconstrói o espaço, cria contextos, reinventa as personagens, acentua expressões e idealiza visões e fisionomias. O desenho, associado vulgarmente ao essencial acaba por aliar o rigor da forma com a agradabilidade da cor, para nos surpreender com o potencial da obra de Rafael. Na verdade, estas sessões desenvolvidas no museu constituem momentos únicos de observação, análise, descoberta e conhecimento sem paralelo graças ao contacto direto e natural com as obras de arte. Estes desenhos são a celebração desses momentos.
sopro — exposição de alunos finalistas em escultura
Aug 05 2026
11 JULHO > 08 SETEMBRO 2026 I BIBLIOTECA E ARQUIVO DO MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
Inaugura no dia 11 de julho, às 18h00, na Biblioteca e Arquivo do Município de Grândola, a exposição Sopro de alunos finalistas da licenciatura em Escultura. A exposição ficará patente até 08 de setembro de 2026.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Os alunos, quando concluem a licenciatura em Escultura, adquiriram competências que lhes permitem elaborar um programa de trabalho artístico independente, em diálogo com a realidade artística que foram lendo e interpretando ao longo de três anos de formação, formação que cruza referências artísticas, capacidade de criar e analisar cenários em diálogo natural com a história das artes e do pensamento artístico contemporâneo.
Os artistas presentes nesta exposição são um excelente exemplo do que se procura construir como um currículo sólido de formação em escultura: da defesa da herança centenária do modelo Beaux-Arts fundado na Academia à afirmação individual da experimentação bauhausiana, cultiva-se um aprender que poderemos definir como contínua experimentação oficinal, assente na individualidade artística de cada um, ou seja, a transmissão do conhecimento baseada num conjunto de disciplinas de prática de atelier, de carácter oficinal, complementadas por um corpo teórico ministrado em unidades curriculares de áreas científicas afins. A prática da escultura surge assim como um modelo de enriquecimento académico, informado por um pensamento sobre a prática trazido da experiência individual e da influência do entorno.
A representação do corpo ocupa o seu lugar nesta exposição. A representação é um dos pilares da tradição da escultura ocidental, um dos temas fundadores, que pressupõe o domínio simultâneo da observação, do conhecimento anatómico e da capacidade de traduzir esse conhecimento na matéria.
O fascínio pela qualidade plástica dos materiais da escultura constitui a outra dimensão estruturante desta mostra. Trabalhar a cerâmica, a madeira, o metal ou a pedra por exemplo, não é apenas uma escolha laboratorial é uma decisão poética. A cerâmica, expressão ligada às origens da própria civilização, guarda nos processos alquimistas da sua transformação, a irreversibilidade e a fragilidade aparente da sua matéria. Os modelos subtractivos ou construtivos que reconhecemos na madeira ou no metal, processos muito ligados à ductilidade ou rigidez da matéria, encontra nos processos de trabalho a expressividade que oscila entre a brutalidade industrial e a leveza do traço artístico. A pedra, por seu lado, impõe ao escultor uma relação física, de resistência e também de paciência, no fundo as peças aqui presentes são fruto da relação da matéria e o tempo da sua modelação. O domínio da representação ou dos materiais não são um fim em si mesmos, mas o meio através do qual, ao longo do seu percurso, cada estudante desenvolveu a linguagem que lhe é própria.
Encontramos assim peças que revelam um sentido apurado da representação do natural e da experiência anatómica, lado a lado com esculturas em que o domínio laboratorial e a poética individual são sinónimos de mestria. Esta exposição não procura ser una nem temática, mas procura espelhar acima de tudo, a diversidade de quem estuda escultura, num ambiente descomplexado de liberdade e expressão individual, intimamente ligado à relação intrínseca e natural entre o ensinar, o investigar e o criar. São três dimensões do saber que possibilitam o aprofundamento do conhecimento em arte, ampliando a discussão sobre o que é o projeto na investigação em Escultura.
Lisboa, 23 de junho, 2026
Sérgio Vicente e José Esteves
paez lança coleção assinada por dois jovens artistas portugueses
Aug 04 2026
08 JULHO 2026 > 18H00 I VARANDA PRESIDÊNCIA FBAUL
Marca portuguesa reforça a aposta na criatividade nacional ao transformar projetos académicos em seis modelos exclusivos, resultado de uma colaboração inédita com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Realiza-se no dia 8 de julho, às 18h00, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, o lançamento da nova coleção PAEZ, em edição limitada, dos modelos exclusivos dos jovens artistas Marta Pais de Almeida e Martim Jacaré.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A PAEZ, marca de sapatos portuguesa, acaba de lançar uma nova coleção em edição limitada que nasce de uma ideia simples: criar oportunidades reais para o talento emergente português. O resultado materializa-se em seis modelos exclusivos, assinados pelos jovens artistas Marta Pais de Almeida e Martim Jacaré, vencedores de um desafio criativo lançado pela marca à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Após a avaliação das candidaturas, foram selecionados dois projetos vencedores, dando início a uma colaboração desenvolvida ao longo dos últimos meses entre os jovens artistas e a equipa criativa da PAEZ. O processo permitiu adaptar cada proposta ao universo da marca, respeitando sempre a identidade criativa de cada autor, dando origem a seis modelos exclusivos que passam agora a integrar a coleção da PAEZ em edição limitada.
O projeto de Marta Pais de Almeida inspira-se na natureza, nos mercados locais e nos produtos sazonais, recorrendo a padrões orgânicos e a uma paleta cromática fresca para celebrar a simplicidade e a beleza do quotidiano.
Já a proposta de Martim Jacaré explora os habitats naturais e a biodiversidade, utilizando a ilustração para criar narrativas visuais sobre diferentes ecossistemas, numa linguagem artística contemporânea e muito própria.
Mais do que uma coleção, esta iniciativa representa um novo passo na estratégia da PAEZ de valorização da criatividade portuguesa, promovendo a ligação entre a academia e a indústria e demonstrando que projetos desenvolvidos em contexto académico podem chegar ao mercado sem perder a sua identidade artística. A marca pretende continuar a desenvolver iniciativas deste género com diferentes instituições de ensino e áreas criativas, reforçando o seu compromisso com a promoção do talento emergente.
“Na PAEZ acreditamos que a criatividade merece oportunidades reais. Esta coleção representa exatamente isso: aproximar a indústria da academia, dar palco a jovens artistas portugueses e mostrar que uma boa ideia pode nascer em qualquer instituição de ensino e chegar às ruas. Queremos continuar a construir pontes entre a criatividade, a cultura e as novas gerações de criativos portugueses.”
Luís Gaivão, Diretor de Marketing da PAEZ
“O ensino artístico ganha uma dimensão ainda mais relevante quando estabelece pontes com o tecido empresarial. Esta colaboração demonstra o potencial dos nossos estudantes e evidencia a importância de criar oportunidades concretas para que o talento desenvolvido na academia encontre expressão no mercado.”
Prof. Eduardo Manuel Alves Duarte, Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
“Ver um projeto desenvolvido em contexto académico transformar-se numa coleção comercial é uma experiência muito especial. Foi um processo de aprendizagem e colaboração que me permitiu preservar a essência do meu trabalho, adaptando-o ao universo da PAEZ.”
Marta Pais de Almeida
“Foi uma experiência muito enriquecedora acompanhar todo este processo e ver um projeto pessoal ganhar uma nova dimensão através da PAEZ. Sou muito grato pela confiança e pela oportunidade de transformar uma ideia desenvolvida em contexto académico numa coleção que agora chega ao público.”
Martim Jacaré
A nova coleção já se encontra disponível em edição limitada nas lojas PAEZ de Alvalade (R. Marquesa de Alorna 29, Lisboa) e Campo de Ourique (R. Infantaria 16 77-A, Lisboa), no corner PAEZ do El Corte Inglés e em www.paez.com.
concurso de arte e design da medalha forges 2026 — menção honrosa para joão maria sousa
Aug 04 2026
MENÇÃO HONROSA PARA JOÃO MARIA SOUSA
O Concurso de Arte e Design da Medalha FORGES 2026, uma iniciativa com o objetivo de selecionar uma proposta artística e de design para a Medalha FORGES – Mérito Académico e Institucional no Ensino Superior Lusófono, destinou-se a estudantes de áreas criativas — nomeadamente arte, design, comunicação visual ou áreas afins de instituições de ensino superior associadas da FORGES.
Após análise realizada pela Comissão Avaliadora, a FORGES atribuiu a Menção Honrosa em Inovação e Criatividade a João Maria Sousa, mestrando em Design de Equipamento da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, pela medalha Voz.
A medalha Voz assenta num conceito artístico e simbólico que procura materializar os valores fundamentais do Ensino Superior no espaço lusófono, destacando o mérito académico, a cooperação internacional e a identidade institucional. O elemento central desta conceção é a ideia de “Voz”, entendida como a expressão ativa dos estudantes ao longo do seu percurso formativo, simbolizando o reconhecimento, a participação e a valorização das suas conquistas. É por isso composta por dez discos de bronze que formam a onda sonora da palavra voz. Os dez elementos independentes representam também os nove países membros, e o maior elemento, e único com elementos gráficos, representa a FORGES.
O primeiro prémio foi atribuído a Erivaldo Santos Samungue Bundi do Instituto Superior Politécnico Tundavala, Angola.
ivens perspectives — exposição de laura ribeiro
Aug 04 202626 JUNHO > 13 SETEMBRO 2026 I IVENS LIVING REAL ESTATE
Inaugura no dia 26 de junho, no espaço IVENS Living Real Estate, Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa, a exposição de Laura Ribeiro, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos seus artistas, em contexto formativo.
Coordenação: Investigadora Ana Matilde Sousa
Laura Ribeiro (n. 2004) vive e trabalha em Lisboa, onde frequenta o 3.º ano da Licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Nas obras apresentadas nesta exposição, dedica-se à transposição da linguagem musical para o campo pictórico, transformando a tela num espaço de tradução sinestésica, onde cada pintura corporiza uma composição específica. Participou em exposições como a coletiva Novos Artistas de Setúbal (Instituto Português do Desporto e Juventude de Setúbal, com o apoio do Gabinete da Juventude de Setúbal), Primary Colors (residência de coworking Sítio, Setúbal) e GABA – Galerias Abertas (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 18.ª edição, 2025, e 19.ª edição, 2026).
lista dos finalistas da 1.ª edição dos prémios manuel cargaleiro
Aug 04 2026
Criados em parceria com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco, os prémios afirmam-se como um espaço de encontro entre gerações, instituições e linguagens artísticas, incentivando a experimentação, a investigação e o diálogo entre tradição e contemporaneidade nas artes visuais.
A edição inaugural contempla três categorias distintas:
- Prémio Revelação
Dirigido a estudantes de licenciatura, mestrado ou pós-graduação nas áreas das artes visuais, matriculados em instituições de ensino superior artístico em Portugal. Distingue talentos emergentes e práticas experimentais em fase inicial de percurso artístico. - Prémio Cargaleiro
Aberto a artistas de qualquer idade, nacionalidade ou percurso, desafia a desenvolver obras em diálogo criativo com o universo plástico do Mestre Cargaleiro — seja pela forma, pela cor, pelo suporte ou pela conceptualização. - Prémio Investigação
Destinado a estudantes e profissionais matriculados no ensino superior em Portugal (ou que tenham concluído estudos entre 2021 e 2025). Reconhece projetos inéditos nas áreas da história da arte, museologia, curadoria, conservação e restauro, ou outras disciplinas que aprofundem a compreensão e valorização da obra de Cargaleiro.
Para além da atribuição dos prémios, a iniciativa contempla uma exposição final no Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, reunindo as obras selecionadas e promovendo a divulgação pública dos finalistas. Será ainda publicado um catálogo oficial com os projetos distinguidos, reforçando a sua projeção crítica e institucional.
Os vencedores recebem apoios concretos que incluem financiamento de estudos, dotação monetária, publicação de investigação e visibilidade em plataformas nacionais e internacionais.
Os Prémios Manuel Cargaleiro contam o patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola da Beira Baixa Sul.
Finalistas da 1ª Edição selecionados pelo júri:
Prémio Revelação
Ana Alves
Giulia Paz
Mônica Lopes Nogueira
Pedro de Sousa Serafim
Raquel Maria Tavares
Rui Dias Monteiro
Sara Gonçalves
Sara Velez Malta
Sílvia Neto
Tomás Caleia Azul
Prémio Cargaleiro
Ana Maria Ferreira
António Jorge
Célia Macedo
Joana Paraíso
Luís Macedo
Luís Mouro
Luísa Ramires
Magda Delgado
Rosário Andrade
Yola Vale
Júri
A avaliação das candidaturas destes finalistas será realizada por um júri independente, designado pela Fundação Manuel Cargaleiro em articulação com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. O júri é composto por Alexandre Farto (aka Vhils), Sandra Vieira Jürgens e Graça Morais, três personalidades de reconhecido mérito no domínio das artes visuais e funcionará com total autonomia.
Próximos passos:
Anúncio do vencedor em cada uma das categorias e preparação da exposição, cuja inauguração está prevista para setembro de 2026.
traje para todos — exposição de ana margarida valente
Aug 01 2026
14 JULHO > 16 AGOSTO 2026 I MUSEU NACIONAL DOS COCHES
A partir de 14 de julho, está patente no Museu Nacional dos Coches a apresentação do projeto inclusivo Traje para Todos, da autoria de Ana Margarida Valente, em colaboração com o Museu Nacional do Traje e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
TRAJE PARA TODOS é um projeto que tem vindo a ser desenvolvido por Ana Margarida Valente, no âmbito do seu doutoramento em Belas-Artes – especialidade de Ciências da Arte e do Património, da Universidade de Lisboa.
Tem como objetivo principal contribuir para uma experiência museológica mais inclusiva e acessível através da integração de conteúdos táteis associados à coleção de traje histórico. Os materiais produzidos neste projeto visam complementar a observação visual das peças expostas, permitindo uma compreensão mais aprofundada das formas, volumes, texturas, técnicas de confecção e elementos decorativos presentes nos trajes.
Através de reproduções e amostras concebidas especificamente para manipulação, os visitantes podem explorar aspetos do património têxtil normalmente inacessíveis devido às necessidades de conservação das peças originais. Esta abordagem beneficia particularmente pessoas com deficiência visual, mas enriquece igualmente a experiência de todos os públicos, reconhecendo o tato como uma importante ferramenta de aprendizagem, descoberta e envolvimento com o património cultural.
Já se encontram finalizadas 5 recriações de trajes históricos que permitem explorar a evolução do traje ao longo dos períodos representados na coleção do Museu Nacional do Traje. Estas peças são maioritariamente confeccionadas pela doutoranda, com técnicas e materiais historicamente adequados sempre que possível, nomeadamente:
- Um traje feminino e um traje masculino do último quartel do século XVIII
- Um traje infantil feminino de estilo Império;
- Um traje masculino da década de 1830, proveniente da antiga exposição “Pare, Escute e Toque”, patente no Museu Nacional do Traje entre 1995 e 2008;
- Um traje feminino da Belle Époque c. 1894-1897).
As recriações incluem todas as peças necessárias à utilização, desde a roupa interior e as estruturas responsáveis pela construção das silhuetas características de cada época até às camadas exteriores visíveis, permitindo uma compreensão global da forma como estes trajes eram construídos e usados.
Encontra-se em fase de conclusão pela doutoranda 1 Dossier de Amostras Têxteis (acompanhado de legendas em Braille e em caracteres ampliados, bem como de símbolos ColorADD em relevo que permitem a identificação tátil das cores) e 1 Maleta Pedagógica dedicada ao ciclo de processamento do linho, contendo amostras da fibra nas diferentes fases da sua preparação, cedidas pela associação O Saber Fazer.
O projeto encontra-se numa fase de avaliação em contexto expositivo. A apresentação destes materiais num museu permitirá testar metodologias, recolher contributos dos visitantes e avaliar o impacto dos recursos táteis na mediação do património.
Estando o Museu Nacional do Traje encerrado para requalificação, numa lógica colaborativa entre entidades da Museus e Monumento de Portugal, E.P.E., e dada a ligação histórica entre as duas instituições, ambas prosseguindo objetivos nas áreas da acessibilidade e da inclusão, as reproduções de traje criadas por Ana Margarida Valente vão agora estar disponíveis ao público numa ala da exposição do Museu Nacional dos Coches, o que também contribui para a maior contextualização histórica e social dos coches e carruagens e seus utilizadores. Todos os visitantes são convidados a tocar e explorar as reproduções de traje, acompanhando a evolução das suas principais características entre o final do século XVIII e o final do século XIX.
A exposição abre ao público no dia 14 de julho, pelas 18h30, estando patente até 16 de agosto.
Assim, no âmbito desta parceria, o Museu Nacional dos Coches e o Museu Nacional do Traje, em articulação com a investigadora Ana Margarida Valente e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, promovem a experiência de conhecer o traje histórico de forma mais participativa, inclusiva e multissensorial.
Afinal, a acessibilidade beneficia TODOS os visitantes, tornando a interpretação e a fruição do património cultural mais ricas e verdadeiramente inclusivas.
Projeto “Traje para Todos. Criação de Acessibilidades para a Exposição Permanente do Museu Nacional do Traje”. Doutoramento de Ana Margarida Valente em Belas-Artes – especialidade de Ciências da Artes e do Património, com orientação de Marta Frade (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) e Dóris Santos (Museu Nacional do Traje), financiamento com uma bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), em colaboração com o Museu Nacional do Traje e com o apoio da ColorADD.
Nota Biográfica de Ana Margarida Valente
Ana Margarida Valente é licenciada em Línguas, Literaturas e Culturas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Na mesma instituição concluiu o mestrado em Tradução e uma pós-graduação em Estudos Medievais. Encontra-se atualmente a concluir o Doutoramento em Belas-Artes, especialidade de Ciências da Arte e do Património, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, sob a orientação das Professoras Doutoras Marta Frade e Dóris Santos.
O projeto “Traje para Todos” nasceu de uma experiência pessoal. Enquanto visitante cega, Ana Margarida Valente encontra frequentemente barreiras no acesso às exposições museológicas, onde a informação é transmitida quase exclusivamente através da visão.
Numa visita ao Museu Nacional do Traje, em 2021, interrogou-se sobre como seria possível tornar aquele património mais acessível sem comprometer a conservação das peças históricas. Dessa questão surgiu um percurso de investigação que deu origem ao projeto, hoje dedicado ao desenvolvimento de soluções táteis inclusivas para a interpretação do património cultural.
entre pontos e desvios – exposição coletiva
Aug 01 202630 JULHO > 26 AGOSTO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Entre Pontos e Desvios inaugura dia 30 julho pelas 17h e está patente de 30 julho a 26 agosto, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Leal Pereira e Miguel Jerónimo
Horário Julho: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Horário Agosto: 2ª a sábado – 11h00/18h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
“Entre Pontos e Desvios” conecta um conjunto de artistas em torno de uma reflexão sobre o espaço enquanto construção coletiva, questionando o que significa habitar, pertencer e ser local num território continuamente transformado pelas memórias, pelas migrações e pelas narrativas que o atravessam.
Partindo da ideia de que o espaço onde habitamos não é apenas territorial, mas um corpo vivo de memórias, linguagens, deslocações e descendências, a exposição toma a cidade como um organismo vivo, simultaneamente físico e simbólico, onde as histórias individuais e coletivas se cruzam, sobrepõem e transformam. Habitar deixa, assim, de corresponder apenas à ocupação de um lugar para se afirmar como um gesto de inscrição, relação e construção de identidade.
Inspirada na reflexão sobre a condição ex situ e a perda contemporânea do lugar, a exposição entende a cidade como um território em permanente deslocação, onde lugar, espaço e escala são continuamente renegociados. Convocam-se espaços que coexistem no tecido urbano e revelam as camadas invisíveis de memória, pertença e experiência que constituem o ato de habitar. Entre presenças e ausências, permanências e desvios, a cidade afirma-se como um organismo vivo, continuamente reescrito por aqueles que a percorrem e nela deixam a sua inscrição.
Entre raízes e deslocações, permanência e reinvenção, “Entre Pontos e Desvios” convida o público a percorrer um conjunto de obras que investigam as relações entre espaço, linguagem, memória e identidade, propondo novas formas de pensar a cidade como um texto vivo, sempre inacabado e em constante metamorfose.
Com curadoria de Leal Pereira e Miguel Jerónimo e acompanhamento do Professor José Esteves, esta exibição reúne o trabalho de Benjamin Guerra Santos, Capi, Gabriel, Henrique Netto, Leal Pereira, Luís Martins, Marcos Duvágo, Mariana Pombo, M. Lambin e Miguel Jerónimo, propondo um percurso onde diferentes práticas artísticas convergem na reflexão sobre o espaço, o habitar e a construção de pertença.
A ser caminho Não há mapa para quem está A ser caminho – exposição finalistas pintura 2024-2025
Aug 01 202623 JULHO > 22 AGOSTO 2026 I SALÃO DA SOCIEDADE NACIONAL BELAS-ARTES
Inaugura no dia 23 de julho, às 18h30, no Salão da Sociedade Nacional de Belas Artes, a exposição A ser caminho Não há mapa para quem está A ser caminho – Finalistas Pintura 2024-2025. A exposição ficará patente até 22 de agosto.
Será, no mesmo dia, lançado o catálogo da exposição.
Horário
2ª a 6ª: 12h/19h
sábado: 14h/19h
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Não há mapa para quem está A ser caminho.
Esta justaposição entre mapa e caminho, que apenas parecem consequentes uma na relação com outra são, neste contexto, mais do que isso. O mapa, à priori, reclama um destino, uma rota traçada, uma ‘resposta’. No entanto, o caminho, quando é um ato de ser, é sempre destinação, e uma descoberta. Este grupo de artistas não traz mapas, traz obras que são passos, que decorrem de corpos e mentes, que aprenderam procedimentos e que elaboram perguntas, que são elas próprias, mapas. Por isso, a ser caminho é sempre a ser e o mapa estará sempre por RECOMEÇAR.
Nuno Sousa Vieira, maio 2026
The Ongoing Seminar #04 | Pablo La Parra Pérez presents Pere Portabella “Once upon a midnight dreary…” Pere Portabella’s Clandestine Cinema in Late Francoism
Jul 30 202603>04 SEPTEMBER | 04-08 PM | AUDITORIUM LAGOA HENRIQUES
The Ongoing Seminar #04 | Pablo La Parra Pérez presents Pere Portabella
“Once upon a midnight dreary…”
Pere Portabella’s Clandestine Cinema in Late Francoism
Seminar with Pablo La Parra Pérez (Filmoteca de Catalunya | Acció Portabella)
This seminar delves into the radical projects that Catalan filmmaker Pere Portabella made clandestinely during the final years of Franco’s regime. Portabella produced titles that challenged the limits of state censorship—most notably Luis Buñuel’s Viridiana (1961)—and experienced, as a filmmaker, the regime’s cultural and political repression. Afterwards, Portabella turned to clandestinity in the late 1960s, working outside the frameworks of legality and the film industry.
In these years, wherein the filmmaker moved between underground filmmaking and active participation in the anti-Franco opposition, Portabella left behind a corpus of films that defy categorization: in which fierce criticism of the regime coexists with exquisite formal experimentation around the expressive and political possibilities of cinema. Combining film screenings, documents from the filmmaker’s archive recently entrusted to the Filmoteca de Catalunya, and critical dialogues with other sources, some of the topics to be addressed in the seminar include: the dialectics between avant-garde aesthetics and political commitment; the possible iterations of the concept of militant cinema; and the afterlives and political activation of the archival traces of past struggles.
PROGRAMME
Thursday, 03 September, 4-8pm
Lath House: A Very Short Introduction to Pere Portabella
Film Screening: Umbracle (Pere Portabella, 1972, 85’) accompanied by a lecture and the presentation of film fragments.
Friday, 04 September, 4-8pm
An Archive of Impossible Images
Film Screening: El sopar [1974 version] (Pere Portabella, 1974, 60’) accompanied by an illustrated lecture including documents and films from the Portabella archive and other political and artistic sources from the period.
BIOGRAPHY
Pablo La Parra Pérez is the director of the Filmoteca de Catalunya. Between 2018 and 2024, he served as a professor and Head of the Research Department at Elías Querejeta Zine Eskola. He led the archive and research project Zinemaldia 70: All Possible Histories, which led to the preservation, research, and accessibility of the historical archive of the San Sebastian International Film Festival. He holds a Ph.D. from New York University, with a thesis entitled “Displaced Cinema: Militant Film Culture and Political Dissidence in Spain (1966-1982)”. His academic work has been published in international journals such as the Journal of Spanish Cultural Studies, Alphaville, and Sociologias and volumes such as Cinemas of Global Solidarity (Oxford UP, 2026), Performing Memory: Corporeality, Visuality, and Mobility after 1968 (Berghahn Books, 2023), Global Perspectives on Amateur Film Histories and Cultures (Indiana UP, 2020), and 1968 and Global Cinema (Wayne State UP, 2018), among others.
Organised by Doc’s Kingdom in partnership with the Institute of Radical Imagination and Filmoteca de Catalunya, and part of the centenary program on Pere Portabella’s oeuvre, Acción Portabella.
The seminar will take place in English. Free and open to everyone. As places are limited, registration is mandatory — please send an email to: phildoc@fcsh.unl.pt
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The Ongoing Seminar é um ciclo de encontros pontuais em Lisboa dedicados ao pensamento crítico e à reflexão colectiva sobre o papel do cinema no presente, as relações entre imagens e política, os potenciais emancipatórios das práticas documentais. Co-organizado por Doc’s Kingdom e IFILNOVA/CineLab, financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projeto UID/00183/2025., and supported by the Foundation for Science and Technology (Fundação para a Ciência e para a Tecnologia) of the Portuguese Ministry of Education and Science under the project UID/00183/2025.
docentes da fbaul venceram duas das três categorias dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada 2026
Jul 27 2026©Lusa/Jornal Público/DanielRocha
PRÉMIOS NACIONAIS DE BANDA DESENHADA 2026
O Professor da FBAUL António Jorge Gonçalves recebeu o Prémio de Carreira, em reconhecimento pelo seu percurso e contributo para a banda desenhada portuguesa.
Por sua vez, a obra Rumo ao Eclipse, da autoria da docente da FBAUL Ana Matilde Sousa, juntamente com Ana Simões, Hugo Soares, Diogo Jesus e André Nóvoa, venceu o Prémio Inovação em BD.
António Jorge Gonçalves e Ana Matilde Sousa são também membros do inbetween – Grupo de Investigação em Banda Desenhada, Ilustração e Animação do CIEBA.
António Jorge Gonçalves foi distinguido pela trajectória “permanentemente inovativa e ecléctica, que nunca estagnou ou se acomodou a um tipo de traço”.
O júri, composto por Sara Figueiredo Costa, Pedro Cleto e Sara Ludovico, destacou o “trabalho experimental do autor com cores, materiais e linguagens narrativas, assim como a forma consistente com que tem reflectido sobre os limites e possibilidades da BD”.
O Prémio Inovação em Banda Desenhada foi atribuído a Rumo ao Eclipse, de Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa, Hugo Soares e Diogo Jesus, uma obra editada pela Chili Com Carne e descrita pelo júri como “um jogo de role play a partir de um livro de banda desenhada preexistente”, que expande as possibilidades do meio sem o simplificar, antes tirando partido das suas lógicas narrativas.
Já o Prémio Obra do Ano foi atribuído a Dormindo entre Cadáveres, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci, uma edição da Zigurate descrita pelo júri como “um testemunho muito relevante sobre a pandemia da Covid-19 no Brasil, particularmente no espaço amazónico”, construído a partir de um registo pessoal e crítico que não reduz personagens a meros veículos de informação.
Finissage Designing Sustainable Futures
Jul 16 202623 JULY 2026 | 18h00 | PAVILHÃO DE PORTUGAL
A exposição “Designing Sustainable Futures“ convidou famílias, estudantes e curiosos a descobrir como o design, a ciência e a natureza se unem para responder aos desafios do nosso planeta. A Finissage da exposição tem lugar no dia 23 de julho, às 18h00, no Centro de Exposições do Pavilhão de Portugal.
Este momento assinala o encerramento de uma exposição que, ao longo dos últimos meses, recebeu milhares de visitantes e promoveu dezenas de sessões públicas, visitas guiadas, workshops e simpósios dirigidos a diferentes públicos.
Uma programação que procurou aproximar a academia à sociedade e contribuir para a reflexão e a sensibilização dos grandes desafios do desenvolvimento sustentável.
A finissage da exposição Designing Sustainable Futures conta com a presença da curadora da exposição Professora Ana Mestre e de vários convidados institucionais. A exposição ficará aberta ao público até ao dia 31 de Julho, para os últimos dias de exibição.
tolerance project
Jul 09 2026
17 JUNE > 15 JULY 2026 I CHIADO AND BAIXA LISBON
The Tolerance Project is an international design initiative dedicated to promoting tolerance, inclusion and dialogue through the poster medium. Founded in 2017, by designer Mirko Ilić, the project brings together designers and artists from various countries, inviting them to interpret the word “tolerance” graphically in their native languages, exploring visual communication as a tool for reflection and intervention in the public sphere.
In Lisbon, the Tolerance Poster Show presents a selection of international posters displayed along an urban route that begins at the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon, passes through Largo do Teatro Nacional de São Carlos and Praça do Município, and concludes at MUDE – Museu do Design.
Apresentação do livro de atas e Lançamento das II Jornadas Internacionais de Cenografia e Figurinos
Jul 09 2026SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL | SALA BERNARDO SASSETTI > 13 JULHO | 18H30
Apresentação do livro de atas das Primeiras Jornadas Internacionais de Cenografia e Figurinos e Lançamento das II Jornadas Internacionais de Cenografia e Figurinos
As Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos afirmam-se como um espaço de encontro, reflexão e partilha dedicado ao estudo e à prática da cenografia e do figurino nas artes performativas. Reunindo investigadores, criadores, docentes, discentes e artistas nacionais e internacionais, esta iniciativa promove o diálogo entre diferentes áreas disciplinares, explorando as múltiplas relações entre teatro, dança, cinema, ópera, performance e estudos visuais.
Nesta sessão será apresentado o volume de atas resultante das I Jornadas, testemunho da riqueza dos debates e das investigações então desenvolvidas.
A ocasião assinalará igualmente o lançamento oficial das II Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos, que decorrerão em novembro de 2026, numa organização conjunta do Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA), da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e da Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa (ESTC/IPL).
Este evento pretende reforçar o intercâmbio entre investigação académica e criação artística contemporânea, consolidando uma plataforma internacional dedicada ao pensamento crítico sobre os espaços, os corpos e as visualidades da cena.
Coord. Fernando Rosa Dias, Marta Cordeiro, Paulo Morais-Alexandre
Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos – Teatro São Luiz.
faculdade de belas-artes da universidade de lisboa » II Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos // chamada de trabalhos
Jornadas internacionais de cenografia e figurinos : livro de atas
Revista Convocarte nº 20/21 – Art and Indigenous Peoples // open call
Jul 09 2026OPEN CALL > UNTIL 17th JULY 2026
Submission Deadlines
July 17, 2026 – Submission of the initial proposal (title, abstract, and keywords; max. 1000 characters without spaces) and link to curriculum vitae/portfolio.
October 9, 2026 – Submission of the complete text.
Send to: convocarte.belasartes@gmail.com
Manifesto for a Call for Papers: Art and Indigenous Peoples
Art. The relationship between art and indigenous peoples is not a simple one. In a programme text for the anthropology of art, Els Lagrou (2012) measured the impact of Alfred Gell’s (2018) work in the field, speaking of a love-hate relationship between art and anthropology. The conjunction ‘and’, which is employed to link the concepts of art and indigenous peoples in this particular context, functions in an adversative manner rather than an additive one.
Indigenous peoples. This gives rise to the primary issue of this call. The question thus arises of whether the artistic expression in question is to be considered as antagonistic towards indigenous peoples, or whether the indigenous perspective is in opposition to that of the artistic expression. In the context of the Manchester debate on the ‘universality of the concept of aesthetics/art’ (Ingold, 1996), Lagrou (2012) poses the question of whether there exists an art of societies that functions in opposition to the state. This perspective aligns with the seminal work of Pierre Clastres (2003), who proposed a novel characterisation of the political (or cosmopolitical) organisation of the indigenous peoples of America as ‘societies against the state’. This alternative expression diverges from the conventional evolutionary term ‘stateless societies’.
Land. This shift in perspective enables Clastres (Idem) to redefine the question of how to define ‘what is’ an indigenous people or ‘who are’ indigenous people, bringing it closer to contemporary reality. Rather than being museum pieces echoing the past of a single ‘humanity’ definitively separated from the cosmos, these peoples point to the future of planetary politics.
Cosmophobia. Deleuze & Guattari (1976), based on what Clastres (2003) and Lévi-Strauss (1976) had learnt from the Amerindians, redefine these societies against the State as a territorial social formation, highlighting these peoples’ intrinsic relationship with the land, in contrast to the modern State and its cosmophobic origin/foundation, as defined by Nego Bispo (Santos, 2018).
Cosmopolitical. The proposal is to engage in discourse with indigenous peoples, transcending the conventional discourse surrounding them, and to recognise these interlocutors as being defined by their intrinsic relationship with the land, with this relationship acting as the guiding principle for their knowledge practices. It is acknowledged that these interlocutors represent the various modes of existence that articulate and establish territory through these human communities and individuals.
Anthropocene. In a manner analogous to the manner in which modern thought was transfigured by the problem-concept of the Anthropocene, thereby resulting in the definitive burial of the 20th century with the realisation that, ultimately, ‘we had never been modern’ and fulfilling Lévi-Strauss’ (1976) persistent prophecy that mythological thought would ‘meet again’ with scientific thought, contemporary art has also been decisively affected by the problem-works posed by contemporary indigenous art.
(Amilton Mattos)
Call for Papers

The contemporary global concept of ‘Art’ is a recent Western paradigm. Following the conceptualisation of Fine Arts during the Renaissance, the notion of art and the autonomy of the artistic sphere gained prominence in the 18th century. The following discussion will explore the question of whether it is possible to discuss art in relation to indigenous cultures. In the event of the existence of artistic dimensions, it is imperative to elucidate the manner in which they are mobilised and comprehended. In this sense, the cultural milieu of an indigenous people or nation can be perceived as a confrontation with the very concept of ‘Art’ and its concomitant comforts.
What is the basis of artistic productions inscribed in the body and the landscape, merging with them, creating disturbances in the arts of the separation between work and subject, production and reception, etc.? Talking about indigenous culture and its artefacts with an artistic dimension can serve to problematise the guaranteed notions of ‘art’, “work”, ‘author’, etc.
The separations between arts are also problematised, since there is a foundational mode of relations and fusions between arts that have traditionally been separated in the West. It’s not a question of hybridity, which is already the result of a principle of separation and its disturbance, but something that is based on non-separation. Thus, in the face of indigenous culture, it is Western ontologies, works and relational processes, as well as values and symbolic exchanges, among others, that are unsettled. One of the premises of this call is to find these zones of disquiet, as vacillating states that are interesting not only to understand but also to confront.
Any recent tradition of Anthropology recognises that these cultures are not watertight in a repetition of the same, but rather have transformation at their core, in which ritual practices of cultural continuity and survival have their own internal dynamic. The repetition of ritual, as a cultural pursuit, is the foundation of processes of transformation and it is through this repetition that the same and the ‘new’ are offered as cultural pursuit and continuity.
The invocation of indigenous culture, coupled with the assumption of its distinctiveness, engenders a relational expanse that renders the prevailing Western paradigm both relative and susceptible to scrutiny. The objective is not merely to challenge this prevailing paradigm, but rather to reject its exclusivity and the authority of its voice, thereby facilitating a more inclusive listening process. This endeavour entails the liberation of artefacts from the paradigm of the cabinet of curiosities that persists in Western ethnographic and anthropological museums. The resolution of this issue necessitates the establishment of a relationship of alterity that fosters the reciprocal exchange of difference, thereby facilitating a mutual extension. This approach entails the rejection of a unidirectional gaze of curiosity or the scientific object, in favour of an egalitarian and dialoguing relationship, wherein the experience and voice of the other is inscribed and shared.
In general, indigenous cultures are about Memory rather than History, orality rather than writing. It is the bodies that support and carry cultural mediations, that aggregate memories and transfer them. Culture as a safeguard of the self is often made from these bodies, with responsibilities of transference and continuity, which is always fatal change, but inherent and genuine.
When it comes to indigenous peoples, there is a natural tendency for studies to focus on the global South, tending to include Central and South America, Africa, Australia and much of the Pacific, or even parts of Indonesia or India. But it can also be seen elsewhere, even if in an almost archaeological way, around echoes of massacred indigenous memories, such is the degree of cultural disappearance or extinction in many cases, such as in Canada and, above all, the United States.
Thinking about the role of art and culture in indigenous peoples often involves their resistance to Western and global colonial violence, which can be done both from the strength of their own survival, from what are often resilient remains, and from their regeneration, their recovery from a situation of near cultural extinction, taking up possible authenticities that are not reduced to modes of business and exotic neo-tourism.
Another issue is the problem of the periphery in cultural issues or cultural policy. Not the periphery between the big dominant centres, which decide the historical, economic and symbolic values of art and culture, such as that of Portuguese art in relation to that of France, London or the United States, or of Brazil in relation to European and North American art, or between Eastern and Western arts or those of the South and those of the North, or even of the big centres in relation to small towns, but a more radical periphery: the periphery that touches the place of obliterated difference and its survival. A periphery that is often already on the outside, in a kind of total otherness. But that’s the richness of its voice.
We can therefore put forward a number of topics, with the proviso that these are far from limiting the possibilities of approaching the subject:
- Conceptual understanding: The dimensions of the notion of ‘indigenous’ and its cultural and artistic specificities.
- Places of Art: Studying the modes and spaces of artistic production among indigenous peoples.
- Identity and Transmission: Processes of subjectivation and cultural dialogues
- Alterity and Relativisation: The confrontation of differences as a way of broadening the possibilities of human culture.
- Survival and Regeneration: Artistic production as a cultural and political act of resistance and recovery in the face of the threat of extinction.
- Geographies of Indigenous Art: Analysing different contexts and scales (from Brazil to Australia, from Canada to Southeast Asia).
- Methodological Decolonisation: Revision of concepts from anthropology and ethnography in favour of a deontology that privileges the voice of the ‘other’ as a cultural and artistic subject and not just an object of study.
Convocarte Team
General Coordination: Fernando Rosa Dias
Co-coordination (French section): Pascal Krajewski
Executive Coordination: Bruna Lobo and Jamila Pontes
Coordination of the thematic dossier Art and Indigenous Peoples:
Amilton Pelegrino de Mattos is a researcher and lecturer in the Indigenous Degree programme at the Federal University of Acre, UFAC – Floresta Campus. PhD in Anthropology from the PPGSA at UFRJ – Federal University of Rio de Janeiro, with a thesis dedicated to the research processes of indigenous academics in their communities. http://lattes.cnpq.br/4467650905915696
References used in ‘Manifesto for a call for papers: Art and Indigenous Peoples’:
- Chakrabarty, Dipesh (2009). The Climate of History: Four Theses. In: Critical inquiry 35.2: 197-222.
- Clastres, Pierre (2003). A sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac & Naify.
- Deleuze, Gilles & Guattari, Felix (1976) O Anti-édipo. Capitalismo e esquizofrenia, Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda.
- Ingold, Kim (Ed.) (1996). Key debates in Anthropology. London and New York: Routledge.
- Gell, Alfred. (2018). Arte e agência: uma teoria antropológica. Trad. Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Unu Editora.
- Kopenawa, Davi & Albert, Bruce (2015). A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras.
- Lagrou, E. (2012). Existiria uma arte das sociedades contra o Estado?. Revista De Antropologia, 54(2). https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2011.39645
- Lévi-Strauss, Claude (1976). O pensamento selvagem. São Paulo: CEN.
- Santos, Antônio Bispo dos. (2018). Somos da terra. Piseagrama, Belo Horizonte, n.12, p.44-51. https://piseagrama.org/artigos/somos-da-terra/
voz e linha – exposição de Isabella Navarro
Jul 09 202606 > 23 JULHO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Voz e Linha de Isabella Navarro inaugura dia 06 julho pelas 18h e está patente de 06 a 23 julho, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Ana Bailão
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Voz e Linha aproxima a tradição da cultura popular portuguesa dos Lenços dos Namorados às narrativas contemporâneas. A linha torna-se instrumento de diálogo, assumindo-se como uma linguagem de contínua escuta, criação e preservação da memória.
Na sua produção artística, Isabella Navarro propõe uma reflexão sobre as relações entre tradição e tecnologia, património e inovação, memória e criação contemporânea. A artista investiga diferentes formas de comunicação e de transmissão de conhecimento através do bordado, aproximando práticas artesanais e sistemas computacionais.
A exposição coloca em relação processos humanos e computacionais, revelando aproximações, desvios e novas possibilidades de criação. Ao integrar saberes tradicionais e tecnologias contemporâneas, convida o público a refletir sobre os modos como a cultura é produzida, preservada e continuamente reinventada.
Integrando a investigação doutoral da artista no âmbito das Ciências da Arte e do Património, o projeto Voz e Linha amplia a discussão sobre a documentação dos processos criativos, a preservação do património e os desafios colocados pelas práticas artísticas que incorporam diferentes tecnologias e sistemas computacionais.
Isabella Navarro é artista plástica, investigadora luso-brasileira e reside em Lisboa.
Desenvolve uma produção que estabelece diálogos entre Brasil e Portugal, tendo como eixos a memória, o património e a identidade cultural. A sua prática articula processos artísticos tradicionais e diferentes tecnologias contemporâneas.
É doutoranda em Belas-Artes, especialidade de Ciências da Arte e do Património na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde desenvolve investigação em Media Arte. É Mestre em Conservação de Arte Moderna e Contemporânea pela mesma instituição, com a dissertação: A importância da colaboração entre o artista e o conservador-restaurador: o problema da obsolescência. Licenciada em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi também aluna de cursos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
As suas obras têm sido apresentadas em instituições e espaços culturais no Brasil e em Portugal. Participou da Bienal de Arte Sacra em Portugal, recebeu o Prémio de Pintura no concurso A Brasileira, em Lisboa, entre outras distinções. Realiza projetos colaborativos e educativos que aproximam arte, cultura, comunidade e tecnologia.
xCoAx 2026 — 14th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
Jul 09 2026
08 > 10 JULY 2026 I TORINO, ITALY
xCoAx 2026 – 14th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
8-10 July 2026 – Torino, Italy
Submit before February 1, 2026.
xCoAx explores the intersections where computational tools and media meet art and culture in the form of multi-disciplinary enquiries on aesthetics, computation, communication and the elusive X factor that connects and affects them all.
xCoAx is a great chance for international audiences to exchange ideas in search of interdisciplinary synergies between artists, media practitioners, computer scientists, and theoreticians at the thresholds between digital arts and culture.
xCoAx 2026 will take place at the Palazzo Madama museum in Torino, Italy, under the auspices of the Department of Philosophy and Education Sciences of the University of Torino.
Call for papers, artworks, performances, School of X applications.
xCoAx 2026 calls for papers, artworks, performances and research works-in-progress by scholars, artists, performers and students working on any of its multi-disciplinary facets.
You are invited to submit theoretical, practical or experimental research work in the form of papers, artworks, or performances, on a range of topics that includes but is not limited to the following:
Computation / Communication / Aesthetics / X / Algorithms / Systems / Models / Artificial Aesthetics / Artificial Intelligence & Creativity / Artistic explorations of digital game technologies / Audiovisuals / Multimodality / Design / Interaction / Generative Art & Design / History / Mechatronics / Physical Computing / Music / Sound Art / Performance / Philosophy of Art & of Computation / Computational Photography and Image Technologies / Technology / Ethics / Epistemology
If you are a Master’s or PhD student you also have the opportunity to apply for the School of X.
All information on how to submit papers, artworks, performances, and applications to the School of X is available at https://xcoax.org
Important dates:
- February 1 (end of day anywhere on Earth): Deadline for submissions.
- March 23: Notifications to authors.
- April 20: Registration deadline for authors.
- April 26: Delivery of final versions of full papers and extended abstracts of artworks and performances for the proceedings.
- May 3: Delivery of final versions of multimedia files for the website.
- July 6 to 7: xCoAx exhibition set-up at Palazzo Madama.
- July 8 to 10: xCoAx conference, exhibition, and performances.
Contacts:
email: info@xcoax.org
instagram: @xcoaxorg
bluesky: xcoax.org