Arte
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A ser caminho Não há mapa para quem está A ser caminho – exposição finalistas pintura 2024-2025
Jul 22 202623 JULHO > 22 AGOSTO 2026 I SALÃO DA SOCIEDADE NACIONAL BELAS-ARTES
Inaugura no dia 23 de julho, às 18h30, no Salão da Sociedade Nacional de Belas Artes, a exposição A ser caminho Não há mapa para quem está A ser caminho – Finalistas Pintura 2024-2025. A exposição ficará patente até 22 de agosto.
Será, no mesmo dia, lançado o catálogo da exposição.
Horário
2ª a 6ª: 12h/19h
sábado: 14h/19h
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Não há mapa para quem está A ser caminho.
Esta justaposição entre mapa e caminho, que apenas parecem consequentes uma na relação com outra são, neste contexto, mais do que isso. O mapa, à priori, reclama um destino, uma rota traçada, uma ‘resposta’. No entanto, o caminho, quando é um ato de ser, é sempre destinação, e uma descoberta. Este grupo de artistas não traz mapas, traz obras que são passos, que decorrem de corpos e mentes, que aprenderam procedimentos e que elaboram perguntas, que são elas próprias, mapas. Por isso, a ser caminho é sempre a ser e o mapa estará sempre por RECOMEÇAR.
Nuno Sousa Vieira, maio 2026
entre pontos e desvios – exposição coletiva
Jul 22 202630 JULHO > 26 AGOSTO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Entre Pontos e Desvios inaugura dia 30 julho pelas 17h e está patente de 30 julho a 26 agosto, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Leal Pereira e Miguel Jerónimo
Horário Julho: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Horário Agosto: 2ª a sábado – 11h00/18h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
“Entre Pontos e Desvios” conecta um conjunto de artistas em torno de uma reflexão sobre o espaço enquanto construção coletiva, questionando o que significa habitar, pertencer e ser local num território continuamente transformado pelas memórias, pelas migrações e pelas narrativas que o atravessam.
Partindo da ideia de que o espaço onde habitamos não é apenas territorial, mas um corpo vivo de memórias, linguagens, deslocações e descendências, a exposição toma a cidade como um organismo vivo, simultaneamente físico e simbólico, onde as histórias individuais e coletivas se cruzam, sobrepõem e transformam. Habitar deixa, assim, de corresponder apenas à ocupação de um lugar para se afirmar como um gesto de inscrição, relação e construção de identidade.
Inspirada na reflexão sobre a condição ex situ e a perda contemporânea do lugar, a exposição entende a cidade como um território em permanente deslocação, onde lugar, espaço e escala são continuamente renegociados. Convocam-se espaços que coexistem no tecido urbano e revelam as camadas invisíveis de memória, pertença e experiência que constituem o ato de habitar. Entre presenças e ausências, permanências e desvios, a cidade afirma-se como um organismo vivo, continuamente reescrito por aqueles que a percorrem e nela deixam a sua inscrição.
Entre raízes e deslocações, permanência e reinvenção, “Entre Pontos e Desvios” convida o público a percorrer um conjunto de obras que investigam as relações entre espaço, linguagem, memória e identidade, propondo novas formas de pensar a cidade como um texto vivo, sempre inacabado e em constante metamorfose.
Com curadoria de Leal Pereira e Miguel Jerónimo e acompanhamento do Professor José Esteves, esta exibição reúne o trabalho de Benjamin Guerra Santos, Capi, Gabriel, Henrique Netto, Leal Pereira, Luís Martins, Marcos Duvágo, Mariana Pombo, M. Lambin e Miguel Jerónimo, propondo um percurso onde diferentes práticas artísticas convergem na reflexão sobre o espaço, o habitar e a construção de pertença.
Finissage Designing Sustainable Futures
Jul 16 202623 JULY 2026 | 18h00 | PAVILHÃO DE PORTUGAL
A exposição “Designing Sustainable Futures“ convidou famílias, estudantes e curiosos a descobrir como o design, a ciência e a natureza se unem para responder aos desafios do nosso planeta. A Finissage da exposição tem lugar no dia 23 de julho, às 18h00, no Centro de Exposições do Pavilhão de Portugal.
Este momento assinala o encerramento de uma exposição que, ao longo dos últimos meses, recebeu milhares de visitantes e promoveu dezenas de sessões públicas, visitas guiadas, workshops e simpósios dirigidos a diferentes públicos.
Uma programação que procurou aproximar a academia à sociedade e contribuir para a reflexão e a sensibilização dos grandes desafios do desenvolvimento sustentável.
A finissage da exposição Designing Sustainable Futures conta com a presença da curadora da exposição Professora Ana Mestre e de vários convidados institucionais. A exposição ficará aberta ao público até ao dia 31 de Julho, para os últimos dias de exibição.
tolerance project
Jul 09 2026
17 JUNE > 15 JULY 2026 I CHIADO AND BAIXA LISBON
The Tolerance Project is an international design initiative dedicated to promoting tolerance, inclusion and dialogue through the poster medium. Founded in 2017, by designer Mirko Ilić, the project brings together designers and artists from various countries, inviting them to interpret the word “tolerance” graphically in their native languages, exploring visual communication as a tool for reflection and intervention in the public sphere.
In Lisbon, the Tolerance Poster Show presents a selection of international posters displayed along an urban route that begins at the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon, passes through Largo do Teatro Nacional de São Carlos and Praça do Município, and concludes at MUDE – Museu do Design.
Apresentação do livro de atas e Lançamento das II Jornadas Internacionais de Cenografia e Figurinos
Jul 09 2026SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL | SALA BERNARDO SASSETTI > 13 JULHO | 18H30
Apresentação do livro de atas das Primeiras Jornadas Internacionais de Cenografia e Figurinos e Lançamento das II Jornadas Internacionais de Cenografia e Figurinos
As Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos afirmam-se como um espaço de encontro, reflexão e partilha dedicado ao estudo e à prática da cenografia e do figurino nas artes performativas. Reunindo investigadores, criadores, docentes, discentes e artistas nacionais e internacionais, esta iniciativa promove o diálogo entre diferentes áreas disciplinares, explorando as múltiplas relações entre teatro, dança, cinema, ópera, performance e estudos visuais.
Nesta sessão será apresentado o volume de atas resultante das I Jornadas, testemunho da riqueza dos debates e das investigações então desenvolvidas.
A ocasião assinalará igualmente o lançamento oficial das II Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos, que decorrerão em novembro de 2026, numa organização conjunta do Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA), da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e da Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa (ESTC/IPL).
Este evento pretende reforçar o intercâmbio entre investigação académica e criação artística contemporânea, consolidando uma plataforma internacional dedicada ao pensamento crítico sobre os espaços, os corpos e as visualidades da cena.
Coord. Fernando Rosa Dias, Marta Cordeiro, Paulo Morais-Alexandre
Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos – Teatro São Luiz.
faculdade de belas-artes da universidade de lisboa » II Jornadas Internacionais de Cenografia & Figurinos // chamada de trabalhos
Jornadas internacionais de cenografia e figurinos : livro de atas
Revista Convocarte nº 20/21 – Art and Indigenous Peoples // open call
Jul 09 2026OPEN CALL > UNTIL 17th JULY 2026
Submission Deadlines
July 17, 2026 – Submission of the initial proposal (title, abstract, and keywords; max. 1000 characters without spaces) and link to curriculum vitae/portfolio.
October 9, 2026 – Submission of the complete text.
Send to: convocarte.belasartes@gmail.com
Manifesto for a Call for Papers: Art and Indigenous Peoples
Art. The relationship between art and indigenous peoples is not a simple one. In a programme text for the anthropology of art, Els Lagrou (2012) measured the impact of Alfred Gell’s (2018) work in the field, speaking of a love-hate relationship between art and anthropology. The conjunction ‘and’, which is employed to link the concepts of art and indigenous peoples in this particular context, functions in an adversative manner rather than an additive one.
Indigenous peoples. This gives rise to the primary issue of this call. The question thus arises of whether the artistic expression in question is to be considered as antagonistic towards indigenous peoples, or whether the indigenous perspective is in opposition to that of the artistic expression. In the context of the Manchester debate on the ‘universality of the concept of aesthetics/art’ (Ingold, 1996), Lagrou (2012) poses the question of whether there exists an art of societies that functions in opposition to the state. This perspective aligns with the seminal work of Pierre Clastres (2003), who proposed a novel characterisation of the political (or cosmopolitical) organisation of the indigenous peoples of America as ‘societies against the state’. This alternative expression diverges from the conventional evolutionary term ‘stateless societies’.
Land. This shift in perspective enables Clastres (Idem) to redefine the question of how to define ‘what is’ an indigenous people or ‘who are’ indigenous people, bringing it closer to contemporary reality. Rather than being museum pieces echoing the past of a single ‘humanity’ definitively separated from the cosmos, these peoples point to the future of planetary politics.
Cosmophobia. Deleuze & Guattari (1976), based on what Clastres (2003) and Lévi-Strauss (1976) had learnt from the Amerindians, redefine these societies against the State as a territorial social formation, highlighting these peoples’ intrinsic relationship with the land, in contrast to the modern State and its cosmophobic origin/foundation, as defined by Nego Bispo (Santos, 2018).
Cosmopolitical. The proposal is to engage in discourse with indigenous peoples, transcending the conventional discourse surrounding them, and to recognise these interlocutors as being defined by their intrinsic relationship with the land, with this relationship acting as the guiding principle for their knowledge practices. It is acknowledged that these interlocutors represent the various modes of existence that articulate and establish territory through these human communities and individuals.
Anthropocene. In a manner analogous to the manner in which modern thought was transfigured by the problem-concept of the Anthropocene, thereby resulting in the definitive burial of the 20th century with the realisation that, ultimately, ‘we had never been modern’ and fulfilling Lévi-Strauss’ (1976) persistent prophecy that mythological thought would ‘meet again’ with scientific thought, contemporary art has also been decisively affected by the problem-works posed by contemporary indigenous art.
(Amilton Mattos)
Call for Papers

The contemporary global concept of ‘Art’ is a recent Western paradigm. Following the conceptualisation of Fine Arts during the Renaissance, the notion of art and the autonomy of the artistic sphere gained prominence in the 18th century. The following discussion will explore the question of whether it is possible to discuss art in relation to indigenous cultures. In the event of the existence of artistic dimensions, it is imperative to elucidate the manner in which they are mobilised and comprehended. In this sense, the cultural milieu of an indigenous people or nation can be perceived as a confrontation with the very concept of ‘Art’ and its concomitant comforts.
What is the basis of artistic productions inscribed in the body and the landscape, merging with them, creating disturbances in the arts of the separation between work and subject, production and reception, etc.? Talking about indigenous culture and its artefacts with an artistic dimension can serve to problematise the guaranteed notions of ‘art’, “work”, ‘author’, etc.
The separations between arts are also problematised, since there is a foundational mode of relations and fusions between arts that have traditionally been separated in the West. It’s not a question of hybridity, which is already the result of a principle of separation and its disturbance, but something that is based on non-separation. Thus, in the face of indigenous culture, it is Western ontologies, works and relational processes, as well as values and symbolic exchanges, among others, that are unsettled. One of the premises of this call is to find these zones of disquiet, as vacillating states that are interesting not only to understand but also to confront.
Any recent tradition of Anthropology recognises that these cultures are not watertight in a repetition of the same, but rather have transformation at their core, in which ritual practices of cultural continuity and survival have their own internal dynamic. The repetition of ritual, as a cultural pursuit, is the foundation of processes of transformation and it is through this repetition that the same and the ‘new’ are offered as cultural pursuit and continuity.
The invocation of indigenous culture, coupled with the assumption of its distinctiveness, engenders a relational expanse that renders the prevailing Western paradigm both relative and susceptible to scrutiny. The objective is not merely to challenge this prevailing paradigm, but rather to reject its exclusivity and the authority of its voice, thereby facilitating a more inclusive listening process. This endeavour entails the liberation of artefacts from the paradigm of the cabinet of curiosities that persists in Western ethnographic and anthropological museums. The resolution of this issue necessitates the establishment of a relationship of alterity that fosters the reciprocal exchange of difference, thereby facilitating a mutual extension. This approach entails the rejection of a unidirectional gaze of curiosity or the scientific object, in favour of an egalitarian and dialoguing relationship, wherein the experience and voice of the other is inscribed and shared.
In general, indigenous cultures are about Memory rather than History, orality rather than writing. It is the bodies that support and carry cultural mediations, that aggregate memories and transfer them. Culture as a safeguard of the self is often made from these bodies, with responsibilities of transference and continuity, which is always fatal change, but inherent and genuine.
When it comes to indigenous peoples, there is a natural tendency for studies to focus on the global South, tending to include Central and South America, Africa, Australia and much of the Pacific, or even parts of Indonesia or India. But it can also be seen elsewhere, even if in an almost archaeological way, around echoes of massacred indigenous memories, such is the degree of cultural disappearance or extinction in many cases, such as in Canada and, above all, the United States.
Thinking about the role of art and culture in indigenous peoples often involves their resistance to Western and global colonial violence, which can be done both from the strength of their own survival, from what are often resilient remains, and from their regeneration, their recovery from a situation of near cultural extinction, taking up possible authenticities that are not reduced to modes of business and exotic neo-tourism.
Another issue is the problem of the periphery in cultural issues or cultural policy. Not the periphery between the big dominant centres, which decide the historical, economic and symbolic values of art and culture, such as that of Portuguese art in relation to that of France, London or the United States, or of Brazil in relation to European and North American art, or between Eastern and Western arts or those of the South and those of the North, or even of the big centres in relation to small towns, but a more radical periphery: the periphery that touches the place of obliterated difference and its survival. A periphery that is often already on the outside, in a kind of total otherness. But that’s the richness of its voice.
We can therefore put forward a number of topics, with the proviso that these are far from limiting the possibilities of approaching the subject:
- Conceptual understanding: The dimensions of the notion of ‘indigenous’ and its cultural and artistic specificities.
- Places of Art: Studying the modes and spaces of artistic production among indigenous peoples.
- Identity and Transmission: Processes of subjectivation and cultural dialogues
- Alterity and Relativisation: The confrontation of differences as a way of broadening the possibilities of human culture.
- Survival and Regeneration: Artistic production as a cultural and political act of resistance and recovery in the face of the threat of extinction.
- Geographies of Indigenous Art: Analysing different contexts and scales (from Brazil to Australia, from Canada to Southeast Asia).
- Methodological Decolonisation: Revision of concepts from anthropology and ethnography in favour of a deontology that privileges the voice of the ‘other’ as a cultural and artistic subject and not just an object of study.
Convocarte Team
General Coordination: Fernando Rosa Dias
Co-coordination (French section): Pascal Krajewski
Executive Coordination: Bruna Lobo and Jamila Pontes
Coordination of the thematic dossier Art and Indigenous Peoples:
Amilton Pelegrino de Mattos is a researcher and lecturer in the Indigenous Degree programme at the Federal University of Acre, UFAC – Floresta Campus. PhD in Anthropology from the PPGSA at UFRJ – Federal University of Rio de Janeiro, with a thesis dedicated to the research processes of indigenous academics in their communities. http://lattes.cnpq.br/4467650905915696
References used in ‘Manifesto for a call for papers: Art and Indigenous Peoples’:
- Chakrabarty, Dipesh (2009). The Climate of History: Four Theses. In: Critical inquiry 35.2: 197-222.
- Clastres, Pierre (2003). A sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac & Naify.
- Deleuze, Gilles & Guattari, Felix (1976) O Anti-édipo. Capitalismo e esquizofrenia, Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda.
- Ingold, Kim (Ed.) (1996). Key debates in Anthropology. London and New York: Routledge.
- Gell, Alfred. (2018). Arte e agência: uma teoria antropológica. Trad. Jamille Pinheiro Dias. São Paulo: Unu Editora.
- Kopenawa, Davi & Albert, Bruce (2015). A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras.
- Lagrou, E. (2012). Existiria uma arte das sociedades contra o Estado?. Revista De Antropologia, 54(2). https://doi.org/10.11606/2179-0892.ra.2011.39645
- Lévi-Strauss, Claude (1976). O pensamento selvagem. São Paulo: CEN.
- Santos, Antônio Bispo dos. (2018). Somos da terra. Piseagrama, Belo Horizonte, n.12, p.44-51. https://piseagrama.org/artigos/somos-da-terra/
concurso de arte e design da medalha forges 2026 — menção honrosa para joão maria sousa
Jul 09 2026
MENÇÃO HONROSA PARA JOÃO MARIA SOUSA
O Concurso de Arte e Design da Medalha FORGES 2026, uma iniciativa com o objetivo de selecionar uma proposta artística e de design para a Medalha FORGES – Mérito Académico e Institucional no Ensino Superior Lusófono, destinou-se a estudantes de áreas criativas — nomeadamente arte, design, comunicação visual ou áreas afins de instituições de ensino superior associadas da FORGES.
Após análise realizada pela Comissão Avaliadora, a FORGES atribuiu a Menção Honrosa em Inovação e Criatividade a João Maria Sousa, mestrando em Design de Equipamento da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, pela medalha Voz.
A medalha Voz assenta num conceito artístico e simbólico que procura materializar os valores fundamentais do Ensino Superior no espaço lusófono, destacando o mérito académico, a cooperação internacional e a identidade institucional. O elemento central desta conceção é a ideia de “Voz”, entendida como a expressão ativa dos estudantes ao longo do seu percurso formativo, simbolizando o reconhecimento, a participação e a valorização das suas conquistas. É por isso composta por dez discos de bronze que formam a onda sonora da palavra voz. Os dez elementos independentes representam também os nove países membros, e o maior elemento, e único com elementos gráficos, representa a FORGES.
O primeiro prémio foi atribuído a Erivaldo Santos Samungue Bundi do Instituto Superior Politécnico Tundavala, Angola.
sopro — exposição de alunos finalistas em escultura
Jul 09 2026
11 JULHO > 08 SETEMBRO 2026 I BIBLIOTECA E ARQUIVO DO MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
Inaugura no dia 11 de julho, às 18h00, na Biblioteca e Arquivo do Município de Grândola, a exposição Sopro de alunos finalistas da licenciatura em Escultura. A exposição ficará patente até 08 de setembro de 2026.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Os alunos, quando concluem a licenciatura em Escultura, adquiriram competências que lhes permitem elaborar um programa de trabalho artístico independente, em diálogo com a realidade artística que foram lendo e interpretando ao longo de três anos de formação, formação que cruza referências artísticas, capacidade de criar e analisar cenários em diálogo natural com a história das artes e do pensamento artístico contemporâneo.
Os artistas presentes nesta exposição são um excelente exemplo do que se procura construir como um currículo sólido de formação em escultura: da defesa da herança centenária do modelo Beaux-Arts fundado na Academia à afirmação individual da experimentação bauhausiana, cultiva-se um aprender que poderemos definir como contínua experimentação oficinal, assente na individualidade artística de cada um, ou seja, a transmissão do conhecimento baseada num conjunto de disciplinas de prática de atelier, de carácter oficinal, complementadas por um corpo teórico ministrado em unidades curriculares de áreas científicas afins. A prática da escultura surge assim como um modelo de enriquecimento académico, informado por um pensamento sobre a prática trazido da experiência individual e da influência do entorno.
A representação do corpo ocupa o seu lugar nesta exposição. A representação é um dos pilares da tradição da escultura ocidental, um dos temas fundadores, que pressupõe o domínio simultâneo da observação, do conhecimento anatómico e da capacidade de traduzir esse conhecimento na matéria.
O fascínio pela qualidade plástica dos materiais da escultura constitui a outra dimensão estruturante desta mostra. Trabalhar a cerâmica, a madeira, o metal ou a pedra por exemplo, não é apenas uma escolha laboratorial é uma decisão poética. A cerâmica, expressão ligada às origens da própria civilização, guarda nos processos alquimistas da sua transformação, a irreversibilidade e a fragilidade aparente da sua matéria. Os modelos subtractivos ou construtivos que reconhecemos na madeira ou no metal, processos muito ligados à ductilidade ou rigidez da matéria, encontra nos processos de trabalho a expressividade que oscila entre a brutalidade industrial e a leveza do traço artístico. A pedra, por seu lado, impõe ao escultor uma relação física, de resistência e também de paciência, no fundo as peças aqui presentes são fruto da relação da matéria e o tempo da sua modelação. O domínio da representação ou dos materiais não são um fim em si mesmos, mas o meio através do qual, ao longo do seu percurso, cada estudante desenvolveu a linguagem que lhe é própria.
Encontramos assim peças que revelam um sentido apurado da representação do natural e da experiência anatómica, lado a lado com esculturas em que o domínio laboratorial e a poética individual são sinónimos de mestria. Esta exposição não procura ser una nem temática, mas procura espelhar acima de tudo, a diversidade de quem estuda escultura, num ambiente descomplexado de liberdade e expressão individual, intimamente ligado à relação intrínseca e natural entre o ensinar, o investigar e o criar. São três dimensões do saber que possibilitam o aprofundamento do conhecimento em arte, ampliando a discussão sobre o que é o projeto na investigação em Escultura.
Lisboa, 23 de junho, 2026
Sérgio Vicente e José Esteves
traje para todos — exposição de ana margarida valente
Jul 09 2026
14 JULHO > 16 AGOSTO 2026 I MUSEU NACIONAL DOS COCHES
A partir de 14 de julho, está patente no Museu Nacional dos Coches a apresentação do projeto inclusivo Traje para Todos, da autoria de Ana Margarida Valente, em colaboração com o Museu Nacional do Traje e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
TRAJE PARA TODOS é um projeto que tem vindo a ser desenvolvido por Ana Margarida Valente, no âmbito do seu doutoramento em Belas-Artes – especialidade de Ciências da Arte e do Património, da Universidade de Lisboa.
Tem como objetivo principal contribuir para uma experiência museológica mais inclusiva e acessível através da integração de conteúdos táteis associados à coleção de traje histórico. Os materiais produzidos neste projeto visam complementar a observação visual das peças expostas, permitindo uma compreensão mais aprofundada das formas, volumes, texturas, técnicas de confecção e elementos decorativos presentes nos trajes.
Através de reproduções e amostras concebidas especificamente para manipulação, os visitantes podem explorar aspetos do património têxtil normalmente inacessíveis devido às necessidades de conservação das peças originais. Esta abordagem beneficia particularmente pessoas com deficiência visual, mas enriquece igualmente a experiência de todos os públicos, reconhecendo o tato como uma importante ferramenta de aprendizagem, descoberta e envolvimento com o património cultural.
Já se encontram finalizadas 5 recriações de trajes históricos que permitem explorar a evolução do traje ao longo dos períodos representados na coleção do Museu Nacional do Traje. Estas peças são maioritariamente confeccionadas pela doutoranda, com técnicas e materiais historicamente adequados sempre que possível, nomeadamente:
- Um traje feminino e um traje masculino do último quartel do século XVIII
- Um traje infantil feminino de estilo Império;
- Um traje masculino da década de 1830, proveniente da antiga exposição “Pare, Escute e Toque”, patente no Museu Nacional do Traje entre 1995 e 2008;
- Um traje feminino da Belle Époque c. 1894-1897).
As recriações incluem todas as peças necessárias à utilização, desde a roupa interior e as estruturas responsáveis pela construção das silhuetas características de cada época até às camadas exteriores visíveis, permitindo uma compreensão global da forma como estes trajes eram construídos e usados.
Encontra-se em fase de conclusão pela doutoranda 1 Dossier de Amostras Têxteis (acompanhado de legendas em Braille e em caracteres ampliados, bem como de símbolos ColorADD em relevo que permitem a identificação tátil das cores) e 1 Maleta Pedagógica dedicada ao ciclo de processamento do linho, contendo amostras da fibra nas diferentes fases da sua preparação, cedidas pela associação O Saber Fazer.
O projeto encontra-se numa fase de avaliação em contexto expositivo. A apresentação destes materiais num museu permitirá testar metodologias, recolher contributos dos visitantes e avaliar o impacto dos recursos táteis na mediação do património.
Estando o Museu Nacional do Traje encerrado para requalificação, numa lógica colaborativa entre entidades da Museus e Monumento de Portugal, E.P.E., e dada a ligação histórica entre as duas instituições, ambas prosseguindo objetivos nas áreas da acessibilidade e da inclusão, as reproduções de traje criadas por Ana Margarida Valente vão agora estar disponíveis ao público numa ala da exposição do Museu Nacional dos Coches, o que também contribui para a maior contextualização histórica e social dos coches e carruagens e seus utilizadores. Todos os visitantes são convidados a tocar e explorar as reproduções de traje, acompanhando a evolução das suas principais características entre o final do século XVIII e o final do século XIX.
A exposição abre ao público no dia 14 de julho, pelas 18h30, estando patente até 16 de agosto.
Assim, no âmbito desta parceria, o Museu Nacional dos Coches e o Museu Nacional do Traje, em articulação com a investigadora Ana Margarida Valente e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, promovem a experiência de conhecer o traje histórico de forma mais participativa, inclusiva e multissensorial.
Afinal, a acessibilidade beneficia TODOS os visitantes, tornando a interpretação e a fruição do património cultural mais ricas e verdadeiramente inclusivas.
Projeto “Traje para Todos. Criação de Acessibilidades para a Exposição Permanente do Museu Nacional do Traje”. Doutoramento de Ana Margarida Valente em Belas-Artes – especialidade de Ciências da Artes e do Património, com orientação de Marta Frade (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) e Dóris Santos (Museu Nacional do Traje), financiamento com uma bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), em colaboração com o Museu Nacional do Traje e com o apoio da ColorADD.
Nota Biográfica de Ana Margarida Valente
Ana Margarida Valente é licenciada em Línguas, Literaturas e Culturas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Na mesma instituição concluiu o mestrado em Tradução e uma pós-graduação em Estudos Medievais. Encontra-se atualmente a concluir o Doutoramento em Belas-Artes, especialidade de Ciências da Arte e do Património, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, sob a orientação das Professoras Doutoras Marta Frade e Dóris Santos.
O projeto “Traje para Todos” nasceu de uma experiência pessoal. Enquanto visitante cega, Ana Margarida Valente encontra frequentemente barreiras no acesso às exposições museológicas, onde a informação é transmitida quase exclusivamente através da visão.
Numa visita ao Museu Nacional do Traje, em 2021, interrogou-se sobre como seria possível tornar aquele património mais acessível sem comprometer a conservação das peças históricas. Dessa questão surgiu um percurso de investigação que deu origem ao projeto, hoje dedicado ao desenvolvimento de soluções táteis inclusivas para a interpretação do património cultural.
soneto — exposição de ilídio salteiro
Jul 09 2026
15 JULHO > 18 OUTUBRO 2026 I PANTEÃO NACIONAL
Inaugura no dia 15 de julho, às 18h30, no Panteão Nacional, a exposição Soneto de Ilídio Salteiro. A exposição ficará patente até 18 de outubro de 2026.
Curadoria de Juan Sandoval e Olga Pomares
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 3ª a domingo – 10h00/18h00
Entrada: segundo as normas do monumento
Soneto explora a relação entre Pintura e a Poesia, assumindo um percurso bidirecional: da pintura à poesia e da poesia à pintura. Ele embrionou nas leituras de Ilídio Salteiro sobre a tratadística da Pintura antiga, em paralelo com leituras de poesia dos séculos XV e XVI.
Trata-se de uma instalação de quatorze pinturas, cada uma das quais com 162 cm x 200 cm, realizadas entre 2023 e 2025, compostas no espaço central do Panteão Nacional, em dois prismas quadrangulares e dois prismas triangulares, ou seja, em dois quartetos e em dois tercetos de um soneto à maneira de Petrarca, Camões ou Miranda.
Soneto, torna-se um pensamento, uma forma e um corpo estruturado a partir de ligação entre pintura e poesia: catorze unidades iguais (catorze versos decassilábicos) divididas em quatro setores (quartetos e tercetos) e organizadas por ritmos (rimas) iconográficos ou plásticos. É uma obra cujo objetivo será propiciar uma visão estética capaz de gerar metáforas, alcançadas por sensibilidade, intuição, criatividade e imaginação.
Ilídio Salteiro, professor na FBAUL, investigador e pintor, iniciou sua carreira artística na década de 1970, a sua produção plástica enquadra-se nas correntes artísticas da pós-modernidade, aproximando-se dos movimentos de renovação da arte portuguesa. Sua obra atual releva uma poética no âmbito da pintura figurativa, entre realidade e ficção, imbuída de uma metafísica espacial como a reação humanista possível ao “estranho” mundo atual.
Juan García Sandoval e Olga C. Rodriguez Pomares acompanham este projeto desde 2023 e são respetivamente crítico de arte e diretor do Museu de Belas Artes de Múrcia e
artista e professora da Faculdade de Belas Artes de Granada.
voz e linha – exposição de Isabella Navarro
Jul 09 202606 > 23 JULHO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Voz e Linha de Isabella Navarro inaugura dia 06 julho pelas 18h e está patente de 06 a 23 julho, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Ana Bailão
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Voz e Linha aproxima a tradição da cultura popular portuguesa dos Lenços dos Namorados às narrativas contemporâneas. A linha torna-se instrumento de diálogo, assumindo-se como uma linguagem de contínua escuta, criação e preservação da memória.
Na sua produção artística, Isabella Navarro propõe uma reflexão sobre as relações entre tradição e tecnologia, património e inovação, memória e criação contemporânea. A artista investiga diferentes formas de comunicação e de transmissão de conhecimento através do bordado, aproximando práticas artesanais e sistemas computacionais.
A exposição coloca em relação processos humanos e computacionais, revelando aproximações, desvios e novas possibilidades de criação. Ao integrar saberes tradicionais e tecnologias contemporâneas, convida o público a refletir sobre os modos como a cultura é produzida, preservada e continuamente reinventada.
Integrando a investigação doutoral da artista no âmbito das Ciências da Arte e do Património, o projeto Voz e Linha amplia a discussão sobre a documentação dos processos criativos, a preservação do património e os desafios colocados pelas práticas artísticas que incorporam diferentes tecnologias e sistemas computacionais.
Isabella Navarro é artista plástica, investigadora luso-brasileira e reside em Lisboa.
Desenvolve uma produção que estabelece diálogos entre Brasil e Portugal, tendo como eixos a memória, o património e a identidade cultural. A sua prática articula processos artísticos tradicionais e diferentes tecnologias contemporâneas.
É doutoranda em Belas-Artes, especialidade de Ciências da Arte e do Património na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde desenvolve investigação em Media Arte. É Mestre em Conservação de Arte Moderna e Contemporânea pela mesma instituição, com a dissertação: A importância da colaboração entre o artista e o conservador-restaurador: o problema da obsolescência. Licenciada em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi também aluna de cursos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.
As suas obras têm sido apresentadas em instituições e espaços culturais no Brasil e em Portugal. Participou da Bienal de Arte Sacra em Portugal, recebeu o Prémio de Pintura no concurso A Brasileira, em Lisboa, entre outras distinções. Realiza projetos colaborativos e educativos que aproximam arte, cultura, comunidade e tecnologia.
xCoAx 2026 — 14th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
Jul 09 2026
08 > 10 JULY 2026 I TORINO, ITALY
xCoAx 2026 – 14th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
8-10 July 2026 – Torino, Italy
Submit before February 1, 2026.
xCoAx explores the intersections where computational tools and media meet art and culture in the form of multi-disciplinary enquiries on aesthetics, computation, communication and the elusive X factor that connects and affects them all.
xCoAx is a great chance for international audiences to exchange ideas in search of interdisciplinary synergies between artists, media practitioners, computer scientists, and theoreticians at the thresholds between digital arts and culture.
xCoAx 2026 will take place at the Palazzo Madama museum in Torino, Italy, under the auspices of the Department of Philosophy and Education Sciences of the University of Torino.
Call for papers, artworks, performances, School of X applications.
xCoAx 2026 calls for papers, artworks, performances and research works-in-progress by scholars, artists, performers and students working on any of its multi-disciplinary facets.
You are invited to submit theoretical, practical or experimental research work in the form of papers, artworks, or performances, on a range of topics that includes but is not limited to the following:
Computation / Communication / Aesthetics / X / Algorithms / Systems / Models / Artificial Aesthetics / Artificial Intelligence & Creativity / Artistic explorations of digital game technologies / Audiovisuals / Multimodality / Design / Interaction / Generative Art & Design / History / Mechatronics / Physical Computing / Music / Sound Art / Performance / Philosophy of Art & of Computation / Computational Photography and Image Technologies / Technology / Ethics / Epistemology
If you are a Master’s or PhD student you also have the opportunity to apply for the School of X.
All information on how to submit papers, artworks, performances, and applications to the School of X is available at https://xcoax.org
Important dates:
- February 1 (end of day anywhere on Earth): Deadline for submissions.
- March 23: Notifications to authors.
- April 20: Registration deadline for authors.
- April 26: Delivery of final versions of full papers and extended abstracts of artworks and performances for the proceedings.
- May 3: Delivery of final versions of multimedia files for the website.
- July 6 to 7: xCoAx exhibition set-up at Palazzo Madama.
- July 8 to 10: xCoAx conference, exhibition, and performances.
Contacts:
email: info@xcoax.org
instagram: @xcoaxorg
bluesky: xcoax.org
tolerance poster show: talk
Jul 08 2026
15 JULHO 2026 > 17H00 I AUDITÓRIO DO MUDE
Perante a exibição, em vários locais de Lisboa, da TOLERANCE POSTER SHOW no âmbito do Tolerance Project Inc. — uma iniciativa internacional e itinerante de design e arte criada em 2017 pelo designer Mirko Ilić — deve-se entender este momento de diálogo (TALK) como um território de negociação entre diferenças. Entre outros aspetos, extrai-se do que sabemos que a tolerância social e política constitui um fator determinante no desenvolvimento projetual em design, influenciando tanto os processos criativos como as decisões éticas, comunicacionais e funcionais dos designers.
Num contexto marcado por crescente polarização, diversidade cultural e disputas em torno da representação, o design deixa de ser entendido apenas como uma prática técnica ou estética, passando a assumir um papel activo na mediação entre diferentes valores, identidades e expetativas sociais.
Este debate procura refletir sobre o modo como os designers são afetados por questões de tolerância no exercício da sua atividade, nomeadamente na definição de públicos, na escolha de linguagens visuais, na inclusão de minorias, na negociação com clientes e instituições e na antecipação de possíveis reações sociais ou políticas aos seus projetos.
Participantes na mesa-redonda:
Tiago Krusse
Pedro Neto
Sílvia Matias
Ana Lia Santos
Jorge Silva
Organizadores:
Ana Thudichum Vasconcelos
Bárbara Coutinho
Sofia Águas
Sónia Rafael
Victor M Almeida
Iniciativa:
CIEba / FBAUL
MUDE
Bios dos palestrantes:
Tiago Krusse, 54 anos, Lisboa
Tiago Krusse é jornalista profissional há mais de 30 anos e dirige a DESIGN MAGAZINE, sediada em Lisboa — um portal de notícias focado em design, arquitectura e indústrias culturais e criativas. Paralelamente dedicada-se a diversas iniciativas relacionadas ao design e à difusão da cultura do design, tanto em Portugal como no estrangeiro. Foi director do escritório de representação do iF International Forum Design em Portugal, embaixador em Portugal da iniciativa “Design For Europe” (projecto co-financiado pela União Europeia) e Director de Comunicação da Associação Nacional de Designers de Portugal. Tem integrado, como júri, competições internacionais de design, como o iF Design Award (Alemanha), o Brazil Design Award (Brasil), o DuPont International Design Competition (Suíça), o Reciprocity Design Liège Les Nouveaux Objets (Bélgica) e o Buildner Architecture Competitions + ArchDaily (multinacional). É convidado para participar em simpósios e bienais internacionais ligadas às indústrias culturais e criativas. Em todos os seus trabalhos e actividades, coloca o foco na valorização do bom design e o desempenho activo na disseminação da cultura do design. Cursou Ciências da Comunicação, na Universidade Independente, em Lisboa, na variante de Jornalismo tendo completado o último semestre do 4.º ano no Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalista onde efectuou os módulos de Imprensa, Rádio e Televisão. Nos últimos anos tem dedicado trabalho relacionado à neurociência e as suas aplicações nos campos do design e da arquitectura.
Pedro F. Neto (Tomar, 1984) arquitecto, antropólogo e cineasta.
É arquitecto pela FAUP (2009) e doutorado em Antropologia (EHESS, Paris/ISCTE-IUL). Actualmente é professor e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa). O seu trabalho explora o fenómeno do deslocamento forçado — devido a conflitos, violência, projectos de desenvolvimento, extractivismo, e/ou alterações climáticas. Conduziu pesquisa em Angola, Zâmbia, Moçambique, Guiné-Bissau, Senegal e Portugal. Como consultor, trabalhou para o PNUD, PBF, Interpeace, Camões IP, IMVF, TESE, entre outros.Como cineasta, é autor de vários obras apresentadas e reconhecidas a nível internacional, Equadro (2026), Abissal (2025), Guadiana in Four Movements (2025), WIthering Refuge (2024), YOON (2021), entre outros.
Silvia Matias é designer e diretora criativa, fundadora do NON—OFF Studio, em Lisboa. Foi distinguida pelo Type Directors Club de Nova Iorque em 2022 e 2024, reconhecida pelo ADC New York e nomeada Designer do Ano pelo Clube da Criatividade de Portugal em 2023. Colaborou com estúdios como FABRICA Research Centre, FOLCH, VHILS Studio e PENTAGRAM. É professora convidada na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e cofundadora do programa WOMEN MAKERS, em Milão. Tem apresentado o seu trabalho internacionalmente, e a sua mais recente instalação foi exposta no MUDE – Museu do Design e da Moda.
Ana Lia Santos é licenciada em Design de Equipamento e Mestre em Design pela FBAUL, desenvolve actualmente o seu doutoramento, é investigadora no CIEBA e professora convidada. O seu percurso é pautado por trabalho em diversas áreas: iniciou a ilustração na Galeria Monumental na década de 90, passando depois para publicidade pela mão do fotografo Pedro Miguel Frade. Trabalhou com o Arquitecto Miguel Arruda, de quem foi aluna, entre 90 e 97, tendo depois assumido a direção de projecto da Classificado – Photobition PLC (UK) durante a Expo98. Vota à publicidade entre 2000 e 2005, trabalhando com a Comuniquê (UK), Abrinicio, 37 Design e JWT. Em 2004 é convidada para dar aulas na FBAUL, introduzindo a cadeira de Design Management. Paralelamente cria a Deslink Design, o DDlab e a ‘meiada design studio’ onde assume o papel de Chief designer e o trabalho flui entre o design de equipamento, comunicação, interiores, cenografia, arquitectura, publicidade, direcção criativa, edição de moda, coordenação e curadoria de exposições, gestão do design e consultoria. É afiliada da ADCE – Art Directors Club of Europe e do CCP clube criativos portugal. Desde 2023, a convite de Michele Fajtmann passa a integrar o conselho Consultivo da Lisbon Design Week.
Jorge Silva (Lisboa, 1958) é designer de comunicação, especializado em design editorial e direção de arte. Foi diretor de arte dos jornais Combate, O Independente e dos suplementos Y e Mil Folhas do Público, distinguido com vários prémios da SND. Fundou o estúdio Silvadesigners em 2001, criando a identidade de numerosas marcas culturais, incluindo a icónica sardinha de Lisboa (2003). Foi diretor de arte do Grupo Leya e consultor da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Leciona na Faculdade de Belas Artes do Porto e é membro da AGI – Alliance Graphique Internationale desde 2012.
paez lança coleção assinada por dois jovens artistas portugueses
Jul 07 2026
08 JULHO 2026 > 18H00 I VARANDA PRESIDÊNCIA FBAUL
Marca portuguesa reforça a aposta na criatividade nacional ao transformar projetos académicos em seis modelos exclusivos, resultado de uma colaboração inédita com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Realiza-se no dia 8 de julho, às 18h00, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, o lançamento da nova coleção PAEZ, em edição limitada, dos modelos exclusivos dos jovens artistas Marta Pais de Almeida e Martim Jacaré.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A PAEZ, marca de sapatos portuguesa, acaba de lançar uma nova coleção em edição limitada que nasce de uma ideia simples: criar oportunidades reais para o talento emergente português. O resultado materializa-se em seis modelos exclusivos, assinados pelos jovens artistas Marta Pais de Almeida e Martim Jacaré, vencedores de um desafio criativo lançado pela marca à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Após a avaliação das candidaturas, foram selecionados dois projetos vencedores, dando início a uma colaboração desenvolvida ao longo dos últimos meses entre os jovens artistas e a equipa criativa da PAEZ. O processo permitiu adaptar cada proposta ao universo da marca, respeitando sempre a identidade criativa de cada autor, dando origem a seis modelos exclusivos que passam agora a integrar a coleção da PAEZ em edição limitada.
O projeto de Marta Pais de Almeida inspira-se na natureza, nos mercados locais e nos produtos sazonais, recorrendo a padrões orgânicos e a uma paleta cromática fresca para celebrar a simplicidade e a beleza do quotidiano.
Já a proposta de Martim Jacaré explora os habitats naturais e a biodiversidade, utilizando a ilustração para criar narrativas visuais sobre diferentes ecossistemas, numa linguagem artística contemporânea e muito própria.
Mais do que uma coleção, esta iniciativa representa um novo passo na estratégia da PAEZ de valorização da criatividade portuguesa, promovendo a ligação entre a academia e a indústria e demonstrando que projetos desenvolvidos em contexto académico podem chegar ao mercado sem perder a sua identidade artística. A marca pretende continuar a desenvolver iniciativas deste género com diferentes instituições de ensino e áreas criativas, reforçando o seu compromisso com a promoção do talento emergente.
“Na PAEZ acreditamos que a criatividade merece oportunidades reais. Esta coleção representa exatamente isso: aproximar a indústria da academia, dar palco a jovens artistas portugueses e mostrar que uma boa ideia pode nascer em qualquer instituição de ensino e chegar às ruas. Queremos continuar a construir pontes entre a criatividade, a cultura e as novas gerações de criativos portugueses.”
Luís Gaivão, Diretor de Marketing da PAEZ
“O ensino artístico ganha uma dimensão ainda mais relevante quando estabelece pontes com o tecido empresarial. Esta colaboração demonstra o potencial dos nossos estudantes e evidencia a importância de criar oportunidades concretas para que o talento desenvolvido na academia encontre expressão no mercado.”
Prof. Eduardo Manuel Alves Duarte, Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
“Ver um projeto desenvolvido em contexto académico transformar-se numa coleção comercial é uma experiência muito especial. Foi um processo de aprendizagem e colaboração que me permitiu preservar a essência do meu trabalho, adaptando-o ao universo da PAEZ.”
Marta Pais de Almeida
“Foi uma experiência muito enriquecedora acompanhar todo este processo e ver um projeto pessoal ganhar uma nova dimensão através da PAEZ. Sou muito grato pela confiança e pela oportunidade de transformar uma ideia desenvolvida em contexto académico numa coleção que agora chega ao público.”
Martim Jacaré
A nova coleção já se encontra disponível em edição limitada nas lojas PAEZ de Alvalade (R. Marquesa de Alorna 29, Lisboa) e Campo de Ourique (R. Infantaria 16 77-A, Lisboa), no corner PAEZ do El Corte Inglés e em www.paez.com.
In Transit – exhibition
Jul 06 202619 JUNE > 30 AUGUST 2026 I ARMAZÉM DAS ARTES, ALCOBAÇA
Opening on 19 June at 6.30 pm, at the Armazém das Artes venue in Alcobaça, the exhibition Em Trânsito —featuring drawing, painting, illustration, animation and artificial intelligence —and, as its name suggests, Em Trânsito has moved from the Faculty of Fine Arts, where it was on display at the Lagoa Henriques venue between 4 and 27 May 2026.
Organized by:
António Trindade (project author)
Américo Marcelino
Susana Oliveira
Diana Costa
Artists:
Catarina Lira Pereira
Cygny Astra Malvar
Gabriel Colaço
Gilberto Colaço
Isabelle Faria
Joana Mosi
Joana Paraiso
Lúcia Antunes
Nádia Joaquim
Yun Zhang
In transit. Multifaceted conceptual processes under construction.
António Trindade
In Transit (Em Trânsito) brings together the theoretical and practical artistic research of ten students on the PhD programme in Fine Arts, specialising in Drawing and Painting. In this exhibition, we can explore a diverse range of research areas, spanning drawing and painting—both analogue and digital—3D modelling, illustration, animation, and integrated visual art, some of which has also been created using AI (artificial intelligence). We observe diverse trajectories in which Drawing and Painting are present, ranging from cultural heritage to their applications and projections in scientific diagrams, in illustration and narrative, in fieldwork centred on risk, drawing on diverse geographies, maps and territories, to the utopia of possible and imaginary territories, striking and alarming, right through to ecological drawing, mapped and animated by the behaviour of plants, carrying a political message in the face of recent climate change and the harmful human behaviour that threatens us today.
Catarina Lira Pereira presents us with works set in juxtaposition that create a sense of tension in the viewer, playing on the interplay between analogue representations in watercolours and the algorithmic drawings derived from them, in which she employs artificial intelligence to juxtapose intriguing and complementary images, thereby establishing an ambiguity between painting and drawing. The series presented by the artist stems from a process inspired by the Rorschach test and explores the transition from the blot to the outline, as if the latter were the crystallisation of the former.
Cygny Malvar has been creating works that explore the possibilities of photography and its expansion and shift towards other forms of representation, in which she employs analogue drawing. In these drawings, centred on Points of View, Proximity and Intimacy, the artist depicts and transforms through drawing the moments captured by photographic records, creating other ambiguous representations where reflection on time, space, memory and affection are an integral part of her conceptual process. This results in representations of immense expressive power, drawing on scenes from everyday life and intimate spaces.
Gabriel Colaço works in partnership with his brother Gilberto Colaço; both have developed an artistic practice characterised by the phenomenology of territory, in which various tools and media are integrated into their conceptual process, making use of new technologies such as 2D drawing, practised by the former, and 3D modelling and printing, practised by the latter. Through this collaboration, they create intriguing objects that stem from a particular questioning and reflection on territorial phenomenology, where a latent tension remains in the observer’s gaze between human interventions and the diverse places of the surrounding, visible natural world, which undergo constant change in space and time according to the metamorphic laws of nature. This results in objects of great visual impact, such as the lithophanes featuring light boxes in which digitally created designs are visible, laser-engraved and equipped with sensors and lighting using LED lamps. In the work of Gabriel and Gilberto Colaço, software, devices and digital interfaces reconfigure the graphic gesture and the materiality of the drawing, where the latter serves as a matrix for volumetric representations and vice versa.
Isabelle Faria, an established artist, as her Curriculum Vitae clearly attests, develops and explores drawing in a dynamic and reflective manner, yet with great expressive power. Movement, action, the act of drawing, and taking risks are all part of her creative process, in which her work unfolds between the surrounding landscape and her studio. The artist undertakes journeys through the long, arid and empty landscapes of southern Spain; these journeys in themselves constitute material that is subsequently worked on in her studio. She employs a highly distinctive conceptual process, metaphorically inspired by the dynamics of a two-wheeled machine’s spool, which allows for forward movement, retreat and pauses, fuelling experimentation, introspection and reflection. This movement, which can move forwards, backwards or even stop, reflects the cyclical and fluid nature of her creative process.
Joana Mosi works in the field of illustration. She has been developing a body of work centred on ‘Urban Space as Experience and Representation in Graphic Narrative’, which forms the basis of her PhD project. The author is interested in the connection between comics and the graphic approach to and representation of urban space. In this regard, her work builds bridges between drawing, architectural thinking and graphic narrative, incorporating questions and reflections on composition, construction and layout. She relates the navigational paths of cities to the composition of reading on a page of illustration.
Joana Paraíso’s work focuses on territory, understood not as a specific geographical area, but rather as a space of lived experiences involving the body, experience, memory, connections and their traces. Territory is thus understood as an inhabited, lived-in place, as a place that is not only visible but also sensory, with precise meanings, in the search for and encounter with the unknown, echoing somewhat what Umberto Eco once referred to in his 1968 work The Absent Structure. Through selected routes, the artist records these memories, lived experiences and encounters, which are then developed and materialised in her studio in a unique and highly original manner.
Lúcia Antunes specialises in scientific illustration, and is currently working on a science visual communication project for the Católica Biomedical Research Centre (CBR), bringing to life her PhD research, From the Invisible to the Visible through Drawing as a Process of Communication between Art and Science. The work proposed for this exhibition features scientific illustrations with a strong visual impact and a high level of detail, created in direct collaboration with the information the artist gathers from other project members and staff at the Catholic University.
Nádia Joaquim presents works centred on drawing that explore themes of grief, panic and melancholy; she is currently working on her PhD project entitled Drawing and Melancholy: Theory, Aesthetics and Cross-Disciplinary Approaches in the Construction of an Artistic Project. Nádia Joaquim’s proposed works have a strong visual impact, resulting from striking, energetic drawing and compositions in which line-drawn figures show overlays of abstract forms with faces suggested by equally energetic lines, creating a sense of great ambiguity for the viewer. As a scholar and researcher of the rich cultural heritage of art history, philosophy and aesthetics, she utilises this knowledge to open up avenues that contribute to the development of her current artistic trajectory, now presenting figurative elements that interact, contrast and overlap with others of a more abstract nature, thus embodying something new still under construction and development, yet with promising results.
Yun Zhang has been developing a highly original body of work featuring images and dynamics that stand out for the quality of their digital drawing, painting and animation, with a strong visual impact evident in the quality of the linework, the colour palette, the contrasts and the movement employed by the artist. Working with artificial intelligence (AI), the artist explores and has been working on the issue of plant cognition, their visualisation, perception and rhythmic representation, championing ecological imagination. The artist and researcher advocates and explores cognition as a distributed and processual structure of living activity, not exclusive to humans, but extending to other beings—in her case, plants—which are forms of a vast organic structure constituting structural nuclei of the organisation of the images themselves. Based on this issue of the decentralisation of cognitive phenomenology, Yun Zhang proposes her own method, the Ecological System of Perceptual Imagery (EPISM), which enables the translation and visualisation of the composition, rhythmic temporality and regulatory mechanisms that generate highly distinctive image systems. The author presents here three works produced within this context, which form an integral part of her broader PhD project entitled Visualising Plant Cognition: Rhythmic Perception and Ecological Imagination in Drawing and Digital Painting.
Lisbon, 17 March 2026
António Trindade.
+ Catalog Texts
II International Conference on Set & Costume Design – call for papers
Jul 06 2026OPEN CALL > UNTIL 28 JUNE 2026
The Escola Superior de Teatro e Cinema do Instituto Politécnico de Lisboa and the Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, through CIEBA (Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes), invite the academic community, artists and researchers to submit proposals for the II International Conference on Set & Costume Design.
Following on from its first edition, the conference aims to serve as a forum for the exchange of ideas and discussion in the field of stage design. Stage design – or scenography and costume design – is a specific field which, nevertheless, exists in close relation to the fine arts, the performing arts and architecture, amongst many other disciplines, some of which are technical. Frequently, its establishment has been through practice, and it is these creative and technical processes – heirs to a tradition of artists and masters – that we seek to contextualise in the present day, at a time when the visuality of the stage has expanded into performance design and the practice of installation.
It is important to broaden discussions on the practice, history and theory of stage design, enabling exchange across different geographical areas; but it is equally important to reflect on Portuguese practice, which is poorly documented and in need of study and archiving.
In this edition, in addition to the sections dedicated to artists and researchers, students and emerging artists are invited to participate in a section specifically dedicated to exploring and testing ideas.
Proposals addressing, amongst others, the following topics are welcome:
History and theory of set and costume design
Creative processes
Case studies
Teaching set and costume design
In the section “students and emerging artists: 1 IDEA + 1 IMAGE”, we invite collaborations of around 5 minutes, based on the presentation of an idea and an image.
1. Submission Guidelines
Proposals must be submitted in PDF format to jornadascenografiaefigurinos@gmail.com and must include:
- Title of the presentation;
- Abstract of 300 to 500 words;
- Keywords (3 to 5);
- Author’s biographical note (max. 150 words);
- Institutional affiliation and contact details.
Submissions are accepted in Portuguese, English, Spanish, French and Italian.
Oral presentations must be delivered in Portuguese or English.
2. Timetable
Submission deadline: 28 June
Notification of acceptance: 31 July
3. Publication
Please note that a selection of papers presented at the conference will be published in a conference proceedings volume.
Deadline for submission of papers: 15 December
Papers are accepted in Portuguese, English, Spanish, French and Italian, and must always include an abstract in English.
Participation in the conference implies the potential publication of the research in the proceedings. Both participation in the conference and publication are subject to peer review processes.
Organização
Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes (CIEBA)
Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa (FBA-UL)
Escola Superior de Teatro e Cinema, Politécnico de Lisboa (ESTC-IPL)
Parceiros (em actualização)
Associação Portuguesa de Cenógrafos (APCEN) / Festival Alkantara
Coordenação Geral
Fernando Rosa Dias / João Calixto / Marta Cordeiro / Paulo Morais-Alexandre / Sara Franqueira / Susana Vidal
Comissão Científica (em actualização)
Ana Mira (ESTC/ IFILNOVA)
Armando Nascimento Rosa (ESTC-CIAC)
Fernando Rosa Dias (FBAUL / CIEBA)
Helder Maia (I2ADS / ESMAE)
Isis Saz Tejero (UCLM)
João Calixto (ESTC / CIEBA)
Jorge Palinhos (CECS)
José Capela (EAAD / Lab2PT)
Marta Cordeiro (ESTC / CIEBA)
Paulo Morais-Alexandre (ESTC / CIEBA)
Sara Franqueira (ESTC / CIEBA)
Susana Vidal (ESTC / CIEBA)
Teresa Projecto (IPLuso – UL / CIEBA)
Teresa Varela (ESTC / CIEBA)
Contactos
O Movimento da Alma na ‘Paixão de Cristo’ de Rafael Bordalo Pinheiro
Jul 06 2026
14 MAIO > 30 SETEMBRO 2026 | MUSEU JOSÉ MALHOA, CALDAS DA RAINHA
No dia 14 de Maio de 2026, às 10h30, inaugura no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, a exposição de desenho e o seminário intitulados O Movimento da Alma na “Paixão de Cristo” de Rafael Bordalo Pinheiro – Entre desenhos e reflexões. A exposição ficará patente até 30 setembro.
A exposição apresenta os desenhos produzidos durante a residência e, no dia da abertura, decorre um seminário dedicado ao debate e à reflexão crítica sobre a obra de Bordalo Pinheiro, os museus e as suas possibilidades contemporâneas.
O seminário contará com investigadores e profissionais como Artur Ramos, Luís Jorge Gonçalves, João Alpuim Botelho, Dora Mendes, Marta Galvão Lucas, entre outros convidados.
O público é convidado a participar neste diálogo sobre património, criação e pensamento artístico atual.
Acesso gratuito.
Este evento é uma organização do:
Museu José Malhoa/Museus e Monumentos de Portugal
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa/ VICARTE Vidro e cerâmica para as artes/ CIEBA, Centro de Investigação e de Estudo em Belas-Artes
Universidade Federal de Rio Grande do Norte/ Grupo de Pesquisa de Género, Políticas Públicas e Sociedade
Quando Rafael Bordalo Pinheiro, entre 1887 e 1899, criou a Paixão de Cristo, para as capelas da Via Sacra da Mata do Buçaco, por encomenda do governo português, através do Ministro Emidio Navarro, estava a retomar uma tradição da arte ocidental sobre a dramatização da vida de Jesus, em esculturas policromadas de terracota.
Previam-se 86 esculturas de escala natural, com 12 Passos da Paixão. Por diferentes dificuldades, o projeto inicial não foi concluído, tendo chegado aos nossos dias as seguintes cenas: Jesus no Horto, Traição de Judas, Passagem do Cedron; Jesus em casa de Anás; Jesus na casa de Caifás; Jesus perante Pilatos; Jesus perante Herodes; Pilatos lavando as mãos e Jesus a Caminho do Calvário.
Na atualidade encontra-se no Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, cidade onde Rafael Bordalo Pinheiro localizava a sua fábrica de cerâmica. Trata-se do seu projeto mais ambicioso, que nos demonstra as suas capacidades como artista. Através das esculturas observamos dramatismo, expressão e uma plasticidade muito bem explorada, que nos conduz ao sublime. Tinham passados os tempos do dramatismo do Barroco, onde se explorava com emoção os Passos da Paixão, através das vias sacras, em esculturas que podemos examinar no Bom Jesus do Monte, em Braga, na Serra do Pilar, na Póvoa de Lanhoso, ou em Congonhas, em Minas Gerais, no Brasil. No entanto, Rafael Bordalo Pinheiro explorou, na terracota, o dramatismo através dos rostos, dos corpos, das panejamentos e das cores.
A diversidade das cenas é um desafio para o desenho que foi proposto a alunos de desta disciplina da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Estes desenhos, executados a partir dos originais e no próprio espaço do Museu José Malhoa, constituem dez aproximações individuais à obra de Rafael Bordalo Pinheiro A Paixão de Cristo. A diversidade fisionómica aliada à modelação ligeiramente inacabada das esculturas é o cruzamento de interpretações ilimitadas à reconstrução e à reinvenção das figuras. Todos os dez artistas convidados abordaram a obra segundo múltiplos pontos de vista e não só no sentido literal. Cada uma das aproximações reconstrói o espaço, cria contextos, reinventa as personagens, acentua expressões e idealiza visões e fisionomias. O desenho, associado vulgarmente ao essencial acaba por aliar o rigor da forma com a agradabilidade da cor, para nos surpreender com o potencial da obra de Rafael. Na verdade, estas sessões desenvolvidas no museu constituem momentos únicos de observação, análise, descoberta e conhecimento sem paralelo graças ao contacto direto e natural com as obras de arte. Estes desenhos são a celebração desses momentos.
VIII Colóquio Expressão Múltipla: chamada de trabalhos – Desenho Aplicado | Teoria e Prática do Desenho
Jul 06 2026
Primeira chamada de trabalhos – Desenho Aplicado
Segunda Chamada de trabalhos – Teoria e Prática do Desenho
Datas de realização do Colóquio – 23 – 24 novembro de 2026
Este congresso visa proporcionar uma visão abrangente sobre a investigação na área do Desenho. Divide-se em duas chamadas de trabalho com vista a duas publicações anuais e a um colóquio/congresso.
A primeira chamada é dirigida ao Desenho Aplicado. Por Desenho aplicado entendem-se todas as vertentes em que o desenho é um elemento central, sendo, no entanto, concretizado com outros fins que não ele próprio. Assim áreas do desenho como as da concept art, ilustração, animação, desenho digital, realidade virtual, banda-desenhada, desenho de produção, entre outras, serão os maiores alvos nesta iniciativa. É por isso dirigida aos estudiosos que pretendam seguir, ou que já estejam a desenvolver trabalho nestas áreas, de maneira a permitir uma disseminação de experiência e de resultados.
A segunda chamada é dirigida à Teoria e Prática do Desenho num âmbito mais geral onde as suas relações com a arte e com os processos artísticos são investigadas.
O colóquio é dirigido sobretudo aos estudiosos que procuram desenvolver dissertações e teses na área do Desenho ou noutras que possam de alguma forma ampliar as discussões relativas a estas áreas de conhecimento. Pretende-se a disseminação das diversas experiências, metodologias e resultados. Assim, aos interessados em participar convida-se à submissão dos artigos relativos a comunicações orais a serem apresentadas no colóquio atendendo à especificidade das chamadas de trabalhos.
Todos os artigos serão submetidos a uma revisão peer review. Cada artigo recebido pelo secretariado é reenviado, sem referência ao autor, a dois ou mais membros da Comissão Científica, garantindo-se no processo o anonimato de ambas as partes (double-blind). No procedimento privilegia-se a distância geográfica entre a origem de autores e a dos revisores científicos.
O colóquio, a ter lugar entre 23 e 24 de novembro de 2026 no Grande Auditório da FBAUL, será composto por comunicações de 20 minutos e por um posterior momento para resposta a questões do público. Está prevista a abertura do colóquio/congresso com a presença de um ou dois keynotes.
A realização do colóquio deverá ser presencial. Em caso de impossibilidade de comparência física dos autores, os mesmos poderão apresentar uma gravação com a sua comunicação. A não participação no colóquio poderá levar à exclusão do livro de atas.
Os artigos revistos e aprovados serão publicados online no Repositório da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
CALENDÁRIO:
VIII Colóquio Expressão Múltipla: Desenho Aplicado
Até 21 de junho, data-limite para o envio do resumo.
Até 28 de junho, notificação de aceitação.
VIII Colóquio Expressão Múltipla: Teoria e Prática do Desenho
Até 18 outubro, data-limite para o envio doresumo.
Até 25 outubro, notificação de aceitação.
VIII Colóquio Expressão Múltipla
Colóquio – comunicações orais
23 – 24 de novembro de 2026, Grande Auditório da FBAUL. (Esta data está sujeita a alterações).
VIII Colóquio Expressão Múltipla
Até 31 janeiro de 2027, entrega dos artigos.
Até 15 de fevereiro de 2027 notificação dos pareceres da revisão.
VIII Colóquio Expressão Múltipla
Até 31 de março entrega dos artigos finais.
Até 31 de maio de 2027, publicação online do livro de atas.
*Os artigos deverão ser enviados para expressaomultipla@gmail.com segundo a seguinte formatação:
Formato do Resumo
Cada resumo não deverá ultrapassar os 1600 caracteres incluindo espaços, sem contar com o título, autoria, afiliação, palavras-chave e legendas.
- Título: Fonte Times New Roman, tamanho 14, maiúsculas, negrito, centralizado.
- Autor principal e afiliação: Nome do autor ou autores principais e respetivos centros de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
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- Título: Fonte Times New Roman, tamanho 14, maiúsculas, negrito, centralizado.
- Autor principal e afiliação: Nome do autor ou autores principais e respetivos centros de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
- Autores secundários e afiliações (caso existam): Nome dos autores secundários e respetivos centro de estudos. Times New Roman, tamanho 12.
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docentes da fbaul venceram duas das três categorias dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada 2026
Jul 06 2026PRÉMIOS NACIONAIS DE BANDA DESENHADA 2026
O Professor da FBAUL António Jorge Gonçalves recebeu o Prémio de Carreira, em reconhecimento pelo seu percurso e contributo para a banda desenhada portuguesa.
Por sua vez, a obra Rumo ao Eclipse, da autoria da docente da FBAUL Ana Matilde Sousa, juntamente com Ana Simões, Hugo Soares, Diogo Jesus e André Nóvoa, venceu o Prémio Inovação em BD.
António Jorge Gonçalves e Ana Matilde Sousa são também membros do inbetween – Grupo de Investigação em Banda Desenhada, Ilustração e Animação do CIEBA.
António Jorge Gonçalves foi distinguido pela trajectória “permanentemente inovativa e ecléctica, que nunca estagnou ou se acomodou a um tipo de traço”.
O júri, composto por Sara Figueiredo Costa, Pedro Cleto e Sara Ludovico, destacou o “trabalho experimental do autor com cores, materiais e linguagens narrativas, assim como a forma consistente com que tem reflectido sobre os limites e possibilidades da BD”.
O Prémio Inovação em Banda Desenhada foi atribuído a Rumo ao Eclipse, de Ana Matilde Sousa, Ana Simões, André Nóvoa, Hugo Soares e Diogo Jesus, uma obra editada pela Chili Com Carne e descrita pelo júri como “um jogo de role play a partir de um livro de banda desenhada preexistente”, que expande as possibilidades do meio sem o simplificar, antes tirando partido das suas lógicas narrativas.
Já o Prémio Obra do Ano foi atribuído a Dormindo entre Cadáveres, de Luís Moreira Gonçalves e Felipe Parucci, uma edição da Zigurate descrita pelo júri como “um testemunho muito relevante sobre a pandemia da Covid-19 no Brasil, particularmente no espaço amazónico”, construído a partir de um registo pessoal e crítico que não reduz personagens a meros veículos de informação.
ivens perspectives — exposição de laura ribeiro
Jul 06 202626 JUNHO > 13 SETEMBRO 2026 I IVENS LIVING REAL ESTATE
Inaugura no dia 26 de junho, no espaço IVENS Living Real Estate, Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa, a exposição de Laura Ribeiro, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos seus artistas, em contexto formativo.
Coordenação: Investigadora Ana Matilde Sousa
Laura Ribeiro (n. 2004) vive e trabalha em Lisboa, onde frequenta o 3.º ano da Licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Nas obras apresentadas nesta exposição, dedica-se à transposição da linguagem musical para o campo pictórico, transformando a tela num espaço de tradução sinestésica, onde cada pintura corporiza uma composição específica. Participou em exposições como a coletiva Novos Artistas de Setúbal (Instituto Português do Desporto e Juventude de Setúbal, com o apoio do Gabinete da Juventude de Setúbal), Primary Colors (residência de coworking Sítio, Setúbal) e GABA – Galerias Abertas (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 18.ª edição, 2025, e 19.ª edição, 2026).
lista dos finalistas da 1.ª edição dos prémios manuel cargaleiro
Jul 05 2026
Criados em parceria com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco, os prémios afirmam-se como um espaço de encontro entre gerações, instituições e linguagens artísticas, incentivando a experimentação, a investigação e o diálogo entre tradição e contemporaneidade nas artes visuais.
A edição inaugural contempla três categorias distintas:
- Prémio Revelação
Dirigido a estudantes de licenciatura, mestrado ou pós-graduação nas áreas das artes visuais, matriculados em instituições de ensino superior artístico em Portugal. Distingue talentos emergentes e práticas experimentais em fase inicial de percurso artístico. - Prémio Cargaleiro
Aberto a artistas de qualquer idade, nacionalidade ou percurso, desafia a desenvolver obras em diálogo criativo com o universo plástico do Mestre Cargaleiro — seja pela forma, pela cor, pelo suporte ou pela conceptualização. - Prémio Investigação
Destinado a estudantes e profissionais matriculados no ensino superior em Portugal (ou que tenham concluído estudos entre 2021 e 2025). Reconhece projetos inéditos nas áreas da história da arte, museologia, curadoria, conservação e restauro, ou outras disciplinas que aprofundem a compreensão e valorização da obra de Cargaleiro.
Para além da atribuição dos prémios, a iniciativa contempla uma exposição final no Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, reunindo as obras selecionadas e promovendo a divulgação pública dos finalistas. Será ainda publicado um catálogo oficial com os projetos distinguidos, reforçando a sua projeção crítica e institucional.
Os vencedores recebem apoios concretos que incluem financiamento de estudos, dotação monetária, publicação de investigação e visibilidade em plataformas nacionais e internacionais.
Os Prémios Manuel Cargaleiro contam o patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola da Beira Baixa Sul.
Finalistas da 1ª Edição selecionados pelo júri:
Prémio Revelação
Ana Alves
Giulia Paz
Mônica Lopes Nogueira
Pedro de Sousa Serafim
Raquel Maria Tavares
Rui Dias Monteiro
Sara Gonçalves
Sara Velez Malta
Sílvia Neto
Tomás Caleia Azul
Prémio Cargaleiro
Ana Maria Ferreira
António Jorge
Célia Macedo
Joana Paraíso
Luís Macedo
Luís Mouro
Luísa Ramires
Magda Delgado
Rosário Andrade
Yola Vale
Júri
A avaliação das candidaturas destes finalistas será realizada por um júri independente, designado pela Fundação Manuel Cargaleiro em articulação com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. O júri é composto por Alexandre Farto (aka Vhils), Sandra Vieira Jürgens e Graça Morais, três personalidades de reconhecido mérito no domínio das artes visuais e funcionará com total autonomia.
Próximos passos:
Anúncio do vencedor em cada uma das categorias e preparação da exposição, cuja inauguração está prevista para setembro de 2026.
universidade de lisboa no rock in rio
Jun 22 2026
20 > 28 JUNH0 2026
Entre os dias 20 e 28 de junho de 2026, a Universidade de Lisboa marca presença no Rock in Rio Lisboa 2026 com um programa diversificado de atividades abertas ao público. Visita o stand da ULisboa e participa em experiências de ciência, tecnologia, arte e desporto!
A Faculdade de Belas-Artes vai estar presente no stand da Universidade de Lisboa, um espaço de descoberta, experimentação e interação para visitantes de todas as idades.
Realidade virtual aplicada à saúde e à aprendizagem prática, Mixed Reality em design, o protótipo NIDUM, a maquete EcoCar, a Sinalética Campus, são alguns dos projetos apresentados pela Faculdade de Belas-Artes no stand da Universidade de Lisboa, no Rock in Rio.
O stand reúne estudantes, investigadores, docentes e equipas técnicas num ambiente dinâmico onde a ciência, a tecnologia, a inovação, a arte e o desporto se cruzam com a curiosidade e a participação do público. Os visitantes terão a oportunidade de explorar novas tecnologias, experimentar atividades interativas, conhecer projetos de investigação e descobrir como o conhecimento produzido na Universidade contribui para responder aos desafios da sociedade.
A entrada é aberta a todos os visitantes do festival.
Participa!
Visita o stand da ULisboa, experimenta as atividades, conversa com quem faz ciência e inovação todos os dias e descobre como a Universidade de Lisboa está a ajudar a construir o futuro.
Consulta o programa completo AQUI e junta-te a nós na Cidade do Rock, no Rock in Rio Lisboa 2026.
reflect 2.0 introspective – exposição de rita andrade
Jun 22 202612 > 26 JUNHO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Reflect 2.0 INTROSPECTIVE de Rita Andrade inaugura dia 12 junho pelas 17h e está patente de 12 a 26 junho, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Carlos Vidal
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Reflect 2.0 INTROSPECTIVE consiste, maioritariamente, na intervenção pictórica em espelhos antigos recuperados pela artista, criando uma experiência que convida o espectador a refletir sobre questões da sociedade contemporânea.
Os espelhos não estão completamente cobertos, mantendo-se uma ambivalência intencional no projeto. Por um lado, o observador vê o seu próprio reflexo. Por outro, é desafiado a olhar para além da sua imagem e a confrontar aquilo que o espelho sugere como espaço de interpretação.
Este conjunto de obras propõe uma leitura crítica do presente, explorando a relação entre o indivíduo e o contexto social em que se inscreve. Através da tensão entre o visível e o sugerido, o trabalho abre um espaço de reflexão contemporânea sobre identidade, responsabilidade e a forma como nos posicionamos perante as dinâmicas sociais e políticas que estruturam o mundo atual.
Rita Andrade é uma artista socialmente comprometida, nascida e baseada em Lisboa. Licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 2020 e concluiu o mestrado em Art & Politics na Goldsmiths, University of London, em 2021.
O seu percurso inclui várias exposições individuais e coletivas em Portugal e no estrangeiro, entre as quais se destacam Identity and Land (2023), Reflect (2024) e The Unbearable Lightness of Power (2025).
A sua prática artística centra-se no potencial transformador da arte enquanto forma de comunicação e intervenção pacífica. O seu trabalho é guiado por um compromisso com os direitos humanos e por experiências em contextos como a Palestina e Honduras, privilegiando uma abordagem de investigação imersiva que permite uma compreensão aprofundada das realidades que aborda.
Enquanto artista e agente de reflexão, Rita Andrade propõe um diálogo crítico sobre o papel do indivíduo no mundo contemporâneo, explorando formas de consciência, responsabilidade e posicionamento face às estruturas de poder e às narrativas que moldam a sociedade.
gentrification ll
Jun 22 2026
05 > 29 JUNHO 2026 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 5 de junho às 18h30, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Gentrification II.
Horário: 2ª a 6ª – 11h00/19h00
Promovido pelo projeto Erasmus BIP Estratégias de Projeção Internacional em Estudantes de Arte, que reúne a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Salamanca, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e a Academia Nacional de Belas Artes de Oslo, surge um projeto de exposição e investigação coletiva que procura integrar estudantes da área das artes num contexto propício ao desenvolvimento de relações internacionais e interculturais.
Tomando como tema central o processo de gentrificação, o projeto reflete sobre as transformações e os impactos urbanos e sociais associados a este fenómeno. O termo foi utilizado pela primeira vez por Ruth Glass, em 1964, para descrever a deslocação residencial das classes médias para antigas áreas operárias e de baixos rendimentos em Londres (Gonçalves, 2009). A partir desta problemática, os estudantes foram convidados a desenvolver propostas artísticas e reflexões críticas que explorem os impactos da gentrificação nos seus territórios, nas comunidades e nas dinâmicas culturais contemporâneas.
Urban Creativity Conference and Activities 2026 (13th edition)
Jun 20 2026
2ND > 4TH JULY 2026 I FINE ARTS FACULTY MAIN AUDITORIUM
Can graffiti and muralism be considered Intangible Heritage? By fostering a visceral, intuitive bond between the citizen and the city’s physical form, these practices transcend the mere ‘art object.’ Instead, they represent a dynamic, collective process essential to urban vitality.
These practices challenge the Classical Art Canon, demanding a departure from its historically Eurocentric and exclusionary frameworks. Far from signaling the exhaustion of art, graffiti offers a path for renewal through the hybridization of physical surfaces and the moving image. This evolution encompasses not only digital and cinematic narratives within the landscape but also the profound awareness that the images we construct are never static.
The 2026 edition topic of the Urban Creativity Conference + Activities emerges from 3 axes:
– Intagible
– Art Canon
– Moving Image
Program and updates on Urbancreativity.org
Urban Creativity Conference is part of an ongoing research process that in the 2026 edition was developed in collaboration with CIEBA Thematic line in Exploratory Projects and Society / Systemic City – Interdisciplinary Practices group, and ITI-LARSYS, alt.IxD Research Line.
With support from:
FBAUL – Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (staff and infrastructure).
CIEBA – Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes.
ITI-LARSYS - GAU-CML
Parallel activities with:
YYCS and Spray Report
o verão na ulisboa está de volta às belas-artes
Jun 20 2026
Experimenta. Explora. Mergulha no teu futuro!
Experiências, jogos, visitas e workshops para mostrares o teu talento e descobrires o dia a dia num curso da ULisboa!
Na Faculdade de Belas-Artes o Verão ULisboa decorrerá entre 29 de junho a 3 de julho para os alunos que vão frequentar o 11.º ou o 12.º ou que já tenham concluído o 12º ano.
VAGAS: 22 (por ordem de inscrição)
“Descobrir a Faculdade de Belas-Artes” é uma oportunidade única para entrar no mundo das artes e design nas diversas áreas de ensino desta instituição: Pintura, Escultura, Desenho, Design de Comunicação, Design de Equipamento e Ciências da Arte e do Património, possibilitando aos interessados participar em atividades práticas e teóricas, bem como contactar com docentes e alunos, sentindo o dia-a-dia de uma escola que fervilha de criatividade, pesquisa, experimentação e conhecimento.
Nesta Escola vais encontrar professores que prepararam um plano completo de atividades (palestras, experiências, visitas) para te mostrar os conhecimentos básicos, os métodos de trabalho e as tarefas práticas, relativos aos cursos lecionados na ULisboa.
Diariamente serás acompanhado por alunos da Universidade que te ajudarão a resolver os desafios colocados, responderão às tuas dúvidas e dar-te-ão a conhecer as instalações, mostrando como é a vida universitária.
Poderás conhecer e interagir, de forma dinâmica, nos laboratórios, salas de aulas, centros de investigação, entre outros espaços.
Vais almoçar na cantina e conviver com os veteranos, conhecendo o verdadeiro espírito académico!
VERÃO ULISBOA #MERGULHANOTEUFUTURO
UMA EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL!
Open studios do Mestrado de Pintura
Jun 18 202627 > 28 JUNE | 14H > 19H30 | MUHNAC
Dia 27 e 28 de junho, o Mestrado de Pintura da FBAUL abre as portas dos seus estúdios na entrada do Jardim Botânico de Lisboa, ao lado do Museu Nacional de História Natural e Ciência!
No início do ano, os ateliers do Mestrado de Pintura mudaram, ainda que temporariamente, para um lugar de rara suspensão temporal, ao lado do Jardim Botânico de Lisboa.
Num espaço amplo, a afinidade entre os alunos ganhou outra dimensão. A cumplicidade desenhou-se entre colegas no meio desta mudança, ampliando neste espaço indivisível laços de entreajuda e amizade. Pelas janelas entra uma luz que atravessa as folhas das árvores; pelas sombras que elas criam, encontramos outro ritmo. Encontramo-nos uns aos outros. O gesto torna-se mais atento, as cores respiram com a paisagem, e cada processo, cada obra, parece guardar um pouco do murmúrio das árvores. Neste ambiente privilegiado, rodeado de natureza, o atelier deixa de ser apenas um espaço de trabalho, torna-se um refúgio, um lugar de observação. Aqui, produzir é também escutar o jardim.
Nos dias 27 e 28 de junho, venham conviver neste bonito espaço, cheio de vida e com tanto para oferecer.
O evento decorre das 14h às 19h30.
Projecto torrinha 2026: Laboratório de Escultura Integrada na Quinta da Torrinha
Jun 18 202627 JUNHO | QUINTA DA TORRINHA
Este projeto configura-se como um laboratório que reúne um grupo de alunos finalistas da Licenciatura de Escultura e os membros da Associação da AUGI da Torrinha — proprietários de habitações em processo de legalização na área urbana de génese ilegal (AUGI) da Quinta da Torrinha, um aglomerado urbano localizado na coroa norte de Lisboa — com o propósito de desenvolver e instalar esculturas em algumas habitações e zonas públicas do bairro.
Para que o projeto ganhasse corpo, foi determinante o envolvimento voluntário e comprometido dos habitantes. Foi um processo feito de visitas, conversas e recolha de histórias de vida que transformou o laboratório num espaço singular de partilha e leitura crítica de uma realidade social e territorial com raízes nos finais dos anos 50 e 60 do século passado. Formado ao longo de décadas por habitações unifamiliares de autoconstrução, o bairro preserva ainda hoje famílias da primeira geração de ocupantes, descendentes que herdaram esse vínculo ao lugar e novos moradores chegados pelos percursos migratórios mais recentes.
A exposição na Quinta Alegre é a síntese desse processo: dos diferentes modos de trabalho no bairro, das relações construídas entre moradores e artistas, das maquetes, registos gráficos e de imagens e de como esses encontros deram origem a um percurso de escultura pela Quinta da Torrinha, apresentado ao público na tarde de 27 de junho.
Artistas
Ana Beatriz Almeida
Ana Carvalho
Rebeca Harrison
António Arrobas
Beatriz Lopes
Carreiro Oliveira
Clara Pedroso
Cláudia Varela
Guilherme Custódio
Joana Motta
Judite Mota
Leal Pereira
Madalena Martinez
Maria Inês Soares
Miguel Coimbra
Miguel Jerónimo
Naia Branco
Nina Kuharič
Peter Tokoš
Rafael Dos Santos
Salgado de Brito
Arte Contemporânea em Diálogo #7
Jun 15 2026
18 JUNHO 2026 > 18H30 I SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS ARTES
Realiza-se no dia 18 de junho, às 18h30, na Sociedade Nacional de Belas Artes, mais uma conversa no âmbito do ciclo Arte Contemporânea em Diálogo.
Para esta sessão do ciclo de diálogos sobre a arte contemporânea Isabel Nogueira convida João Leite, para discutir o tema “O que é a inteligência artificial e como chegámos aqui?”
A arte contemporânea é um território complexo e diversificado, inclusivamente, do ponto de vista da sua própria definição conceptual e temporal. Sobretudo desde a década de 90, e do processo de globalização a ela associado, que se foi verificando uma mudança de paradigma ao nível da produção e da recepção da arte, nomeadamente, com a proliferação dos meios de comunicação e da forte pressão das indústrias culturais, assim como com a crescente subjectivação e individualização do gosto. Nas últimas décadas, foi-se implantando uma nova ordem de relações entre a arte, as instituições, a obra e o público.