Arte
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ULisboa na Feira do Livro de Lisboa 2026
Jun 08 202627 MAIO > 14 JUNHO 2026 | FEIRA DO LIVRO DE LISBOA
De 27 de maio a 14 de junho, a 96.ª Feira do Livro de Lisboa regressa ao Parque Eduardo VII e a ULisboa volta a marcar presença com o melhor da Imprensa da Universidade de Lisboa (IUL).
Nesta que é já a sétima participação da ULisboa, o pavilhão da IUL reúne uma seleção especial de títulos, incluindo edições do Museu Nacional de História Natural e da Ciência e do Instituto de Investigação Científica Tropical.
Ao longo da Feira, no pavilhão G26, encontrarás apresentações de livros, novidades editoriais e sugestões diárias para descobrir.
memes gerados por ia e cultura visual: remix, sobrevivência das imagens e agência criativa
Jun 01 2026
05 JUNHO 2026 > 14H00 I SALA 4.06
Realiza-se no dia 5 de junho, às 14h00, na sala 4.06, o workshop Memes gerados por IA e cultura visual: remix, sobrevivência das imagens e agência criativa, aberto à comunidade académica, a dinamizar por Felipe Aristimuño, investigador júnior da FBAUL, no âmbito da UC Arte, Educação e Novas Tecnologias
Este workshop propõe refletir sobre os memes gerados por IA a partir da cultura visual, considerando os modos como imagens, narrativas e discursos circulam, reaparecem e são recombinados em ambientes digitais. Partimos da identificação de uma continuidade simbólica entre a cultura do remix e os atuais modelos generativos, observando como práticas de apropriação, repetição e deslocação presentes na música, no hip-hop, no graffiti, no stencil e nos memes digitais encontram novos desdobramentos nas imagens produzidas por IA.
A reflexão será articulada com a leitura de Georges Didi-Huberman sobre a sobrevivência das imagens em Aby Warburg, sobretudo para pensar como determinadas formas visuais regressam em novos contextos, transportando memórias, conflitos, imaginários históricos e modos de representação que não se organizam de forma linear. A partir de exemplos contemporâneos, como influenciadores artificiais que “viajam” por diferentes épocas históricas, personagens políticas geradas por IA e remixes audiovisuais da cultura popular, discutiremos as implicações culturais, educativas e éticas destes conteúdos.
O workshop terá uma primeira parte dedicada à apresentação e debate dos conceitos de cultura visual, remix, imagem sobrevivente, IA generativa e agência criativa. Na segunda parte, os estudantes trabalharão em equipas na construção de mapas de ideias, relacionando exemplos de memes gerados por IA com questões de representação, autoria, memória visual, discurso político, educação histórica e empoderamento mediático. A atividade pretende estimular uma leitura crítica e expressiva das tecnologias generativas, interrogando o que podemos criar com IA, que narrativas são produzidas por estas imagens e como podemos atuar como consumidores e criadores de conteúdos de media.
Referências principais
Chang, H.-C. H., Sahagun, L., Khamis, S., Bowe, B., & Hoffmann Pham, K. (2026). The meme is the message: Generative memesis and AI visuals in the 2024 USA presidential elections. Proceedings of the International AAAI Conference on Web and Social Media, 20(1), 140–158. https://doi.org/10.1609/icwsm.v20i1.42647
Didi-Huberman, G. (2016). The surviving image: Phantoms of time and time of phantoms: Aby Warburg’s history of art (H. Mendelsohn, Trans.). Penn State University Press.
Ferguson, K. (n.d.). Everything is a remix. https://www.everythingisaremix.info/
Ferguson, K. (2025, August 12). AI is remixing everything we’ve ever made. Here’s what that means [Video]. YouTube. https://youtu.be/9pLCIoBZzd4
Lessig, L. (2008). Remix: Making art and commerce thrive in the hybrid economy. Penguin Press.
Mirzoeff, N. (2023). An introduction to visual culture (3rd ed.). Routledge.
Rose, G. (2022). Visual methodologies: An introduction to researching with visual materials (5th ed.). SAGE.
Shifman, L. (2014). Memes in digital culture. MIT Press.
Warburg Institute. (n.d.). Bilderatlas Mnemosyne. School of Advanced Study, University of London. https://warburg.sas.ac.uk/library-collections/warburg-institute-archive/bilderatlas-mnemosyne
Referências para exemplos de media sociais
Almeida Moreira, J. (2026, May 2). Dona Maria. Quem é a senhora que está a irritar Lula da Silva? (Pista… ela não existe). Diário de Notícias. https://www.dn.pt/internacional/dona-maria-quem-a-senhora-que-est-a-irritar-lula-da-silva-pista-ela-no-existe
Chloe VS History. (n.d.). Chloe VS History [Instagram profile]. Instagram. https://www.instagram.com/chloe.vs.history/
Migalhas. (2026, April 26). “Dona Maria”: Partidos acionam TSE contra perfis de personagem de IA. https://www.migalhas.com.br/quentes/454637/dona-maria–partidos-acionam-tse-contra-perfis-de-personagem-de-ia
Rodrigão Viaja. (n.d.). Rodrigão Viaja [Instagram profile]. Instagram. https://www.instagram.com/rodrigao.viaja/
Taylor, J. (2026, May 26). “We can stitch together our past”: The AI-generated time-travellers vlogging from history. The Guardian. https://www.theguardian.com/technology/2026/may/26/we-can-stitch-together-our-past-the-ai-generated-time-travellers-vlogging-from-history
19ª Edição das Galerias Abertas de Belas-Artes (GAB-A)
Jun 01 20265 > 7 JUNHO 2026 | FACULDADE DE BELAS-ARTES
Durante o fim de semana de 5, 6 e 7 de JUNHO de 2026, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vai acolher a 19ª Edição das Galerias Abertas de Belas-Artes (GAB-A).
Horário:
5 de JUNHO: 17h-20h
6 e 7 de JUNHO: 14h-20h
Entrada Livre.
As GAB-A são um evento anual que promove a exposição de projetos artísticos dos alunos da faculdade, bem como dos respectivos ateliês, oficinas e espaços criativos. São, simultaneamente, um fórum de discussão e mostra de jovens artistas, de produtos de investigação artística e de obras em contexto de ensino superior artístico público, integradas no espaço físico onde são pensadas e produzidas. Não é uma exposição numa galeria, museu ou centro cultural. É a abertura dos espaços de trabalho e de investigação artística que a Faculdade de Belas-Artes encerra, num espírito de ateliê aberto pontuado pela presença dos jovens criadores. Esta edição será marcada pelos Diálogos pela Arte, os POP-UP e a Mostra de Trabalhos.
DIÁLOGOS PELA ARTE
Ciclo de conversas com programação todas as sextas-feira até ao fim de semana da Mostra de Trabalhos.
08/05 | às 10h | Auditório Lagoa Henriques
ARTE NAS PERIFERIAS: PRÁTICAS, TERRITÓRIO E COMUNIDADE
15/05 | às 11h | Auditório Lagoa Henriques
PUBLICAR ARTE: DO CONCEITO AO OBJETO
29/05 | às 10h | Grande Auditório
ENTRE O OLHAR E A COLEÇÃO: CURADORIA E COLECIONISMO HOJE
03/06 | às 10h | Grande Auditório
MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA PARA JOVENS ARTISTAS
POP-UP
De 1 a 3 de junho, marcando o início da programação semanal dos GAB-A, será uma feira de objetos de menor escala, não obrigatoriamente representativos da prática artística no contexto de faculdade, mas igualmente apreciados. Durante o dia, poderão ver pelo espaço térreo da faculdade bancas com vendas de stickers, joalharia, cerâmicas utilitárias, pins, merchandising, entre outros.
MOSTRA DE TRABALHOS
No dia 5 de junho, das 17h00 às 20h00, e nos dias 6 e 7 de junho, das 14h00 às 20h00, a faculdade abre portas com uma exposição que se estende pelas salas e corredores de todo o edifício. A mostra de trabalhos inclui trabalhos de alunos de Escultura, Pintura, Desenho, Design, Multimédia e outras práticas contemporâneas, que se expandem pelo espaço. A Mostra inclui ainda um Ciclo de Curtas-Metragens, um Ciclo de Vídeo e Vídeo Performance, e um Ciclo de Performance.
Para saber mais sobre as Galerias Abertas das Belas-Artes, vê o Instagram das GAB-A.
Floating with Cassini _ exposição de José Quaresma _ Academia de Belas Artes de Bolonha
Mai 23 202615 > 31 MAIO 2026 | Ala Collamarini | Academia de Belas Artes de Bolonha
José Quaresma, docente da FBAUL; inaugura dia 15 de maio a exposição de desenho, instalação e pintura Floating with Cassini, na Academia de Belas Artes de Bolonha. No dia 16 de maio, um dia após a inauguração, fica disponível neste site o catálogo digital desta exposição.
A exposição Floating with Cassini reúne desenhos de grande escala, instalação gráfica e pintura, desenvolvendo-se em torno de uma Selenografia (imagem gravada da Lua, séc. XVII), composta por muitos desenhos de observação telescópica do satélite da Terra, num esforço conjunto de contemplação de um corpo celeste por Cassini e pelo gravador Jean Patigny. Esta “saída de órbita” por intermédio de estudos astronómicos, nos quais Cassini não hesitou projectar e desenhar rostos humanos, constituem a motivação central desta exposição. Foi igualmente determinante para o desenvolvimento deste projecto a deambulação pelo pavimento da Basílica de S. Petrónio, no qual se encontra a incisão de um vasto relógio de sol com indicações astronómicas preciosas, iluminando “a vida que corre” com ligações àquilo que transcende a Terra, moldando-a com enigma e espiritualidade.
JOSÉ DIAS SANCHO – CARICATURA E HUMOR. Exposição Museu Bordalo Pinheiro
Mai 22 2026©Museu Bordalo Pinheiro
29 ABRIL > 31 MAIO 2026 | MUSEU BORDALO PINHEIRO
No próximo dia 29 de abril, pelas 18h30, o Museu Bordalo Pinheiro inaugura a exposição JOSÉ DIAS SANCHO – CARICATURA E HUMOR.
A partir de projeto de mestrado de Joana Galrão, defendido na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, no âmbito do Mestrado de Crítica, Curadoria e Teorias de Arte, esta exposição tem a curadoria do Prof. Fernando Rosa Dias.
Esta exposição pretende apresentar as facetas de caricaturista e humorista de José Dias Sancho (1898-1929), figura polifacetada, polémica e dinâmica, mas ainda esquecida da história do Modernismo português. Com protagonismo em várias atividades, foi advogado, poeta, escritor, publicista, autor e dinamizador, tendo criado a primeira empresa cinematográfica do Algarve. A sua morte precoce, sem completar 31 anos, contribuiu para o fim do tempo de ouro do Modernismo Algarvio, diligente durante a Primeira República.
Depois da exposição «Regionalismo e Modernismo» no Museu Municipal de Faro, centrado em diálogos de José Dias Sancho com outras figuras do Modernismo, esta exposição no Museu Bordalo Pinheiro destaca a sua atividade de caricaturista e de humorista, da imagem ao texto, tal como o seu gosto por causas e polémicas, e ainda algum foco nas relações que estabeleceu com os modernistas de Lisboa. A exposição seguirá depois para São Brás de Alportel, como um «Regresso à Terra» Natal.
In https://museubordalopinheiro.pt/expo/jose-dias-sancho/
ponto nemo – exposição de ana franco neto
Mai 20 202618 > 27 MAIO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Ponto Nemo de Ana Franco Neto inaugura dia 18 maio pelas 17h e está patente de 18 a 27 maio, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Joane Brandão de Carvalho
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
O trabalho de Ana Franco Neto transporta-nos para um universo entre o arquivo e a ficção, onde objetos, imagens e fragmentos surgem como vestígios de um sistema desconhecido. Como no Ponto Nemo — o lugar mais remoto do planeta e destino simbólico de satélites desativados, as suas obras habitam uma zona suspensa entre presença e abandono, entre possível memória e futuro. Como fragmentos de uma cosmologia ficcional ou relíquias de um tempo que nunca existiu, estas obras afirmam-se enquanto entidades autónomas, regidas por uma lógica própria e por um sistema simbólico que escapa à leitura absoluta.
Ana Franco Neto (Lisboa, 1998) artista visual que desenvolve a sua prática artística no cruzamento entre pintura, escultura e cerâmica. Licenciada e mestranda em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, tem desenvolvido o seu percurso através da participação em exposições coletivas, bienais e residências artísticas. Incluindo a XVI Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro (2023), PISO 3 na Sociedade Nacional de Belas-Artes (2023) Bienal de Arte de Gaia (2025), a Bienal de Espinho (2025), Amplitude – Exposição Coletiva de Cerâmica, Almada (2025) e a residência O MAU, Taguspark, Oeiras (2025-2026). Em abril de 2026, apresentou a sua primeira exposição individual, Apócrifos, na Fundação Leal Rios.
Investigação artística. A experimentação poiética perante a inteligência artificial – Ciclo Internacional de Conferências
Mai 18 202622 MAIO 2026 | 9H30 > 17H30 | FBAUL | GRANDE AUDITÓRIO
Reunindo um conjunto de artistas e de investigadores em arte e tecnologia, entre os quais se destaca a participação (presencial) de Jay Bolter, o segundo ciclo internacional de conferências designado Investigação artística. A experimentação poiética perante a inteligência artificial, terá lugar no dia 22 de maio, no Grande Auditório, FBAUL.
No início das conferências será lançado o livro de ensaios que fundamenta as diversas contribuições (as de agora e as de dezembro de 2025), edição que tem a coordenação dos docentes José Quaresma e Fernando Rosa Dias, ambos da FBAUL.
Solicita-se aos interessados que preencham uma ficha de inscrição criada para o efeito, pois, embora a assistência às conferências seja gratuita, é necessário um registo prévio assim como a manifestação de interesse no Certificado de Participação.
Partindo da investigação artística como campo de trabalho e reflexão, o ciclo internacional de conferências e o livro a publicar visam o questionamento livre e criativo da inteligência artificial, perscrutando os seus “espantosos” recursos atinentes à transformação das artes, das ciências e das sociedades, mas analisando com igual intensidade os respectivos impactos nas formas ancestrais de produção artística, na intersubjectividade humana, na empatia real (isto é, “cara a cara”, em solo plural e realmente coabitado), na ética digital, na vida laboral, entre muitos outros aspectos do mundo contemporâneo. Os autores também foram convidados a pensar e a apresentar uma caracterização da investigação artística, diferenciando-a da investigação em artes e da criação artística, mesmo que se verifiquem profundas afinidades entre estas três esferas de reflexão e prática expressiva.
Experimenta o Futuro | 21 a 24 de maio – Pavilhão de Portugal
Mai 18 202621 > 24 MAIO | PAVILHÃO DE PORTUGAL
O futuro não se prevê. Vive-se. Experimenta-se. De 21 a 24 de maio, o Pavilhão de Portugal transforma-se num organismo vivo: inquieto, curioso, cheio de perguntas que não pedem permissão para existir.
A ULisboa celebra um ano de Pavilhão de Portugal como espaço de ligação à sociedade, onde ciência, cultura, inovação e participação pública se encontram, com o evento Experimenta o Futuro.
Durante quatro dias, este espaço respira ideias, provoca gestos, acende descobertas. E tu és parte do pulso.
O Experimenta o Futuro não é apenas uma semana de programação. É um convite para parar, levantar a cabeça e perceber que o futuro não está longe. Acontece aqui, nas ideias que partilhamos, nas perguntas que fazemos, nas experiências que vivemos juntos.
De 21 a 24 de maio, o Pavilhão de Portugal da Universidade de Lisboa torna-se um espaço onde a ciência se aproxima das pessoas, a cultura se abre à cidade e a inovação ganha corpo. Aqui, cada visitante encontrará algo que o move: uma conversa inesperada, uma descoberta luminosa, um silêncio que faz pensar, uma música que desarma ou uma história que fica.
Aqui, cada faísca pode virar caminho. Cada experiência pode deslocar certezas. Cada pergunta pode reinventar o que parecia óbvio.
O futuro não é um destino. É um movimento. E começa quando alguém decide dar o primeiro passo. Dá-o connosco no Pavilhão de Portugal.
Vem experimentar o que ainda não existe. Vem imaginar o que pode ser. Vem participar na construção de um amanhã.
Podes contar com:
Concertos à Pala
Ciência em 3 minutos
Alumni espalhados pelo mundo, reunidos num só ecrã
As Escolas da ULisboa a moldar o amanhã
Teatro universitário, exposições, oficinas e experiências
Um espaço para abrandar e outro para acelerar
Movimento, comunidade e futuro em construção
A entrada é livre.
O tempo como virtualidade incarnada – ciclo internacional de conferências
Mai 16 202620 MAIO 2026 | 14H30 > 17H | GRÉMIO LITERÁRIO
Ciclo internacional de conferências no Grémio Literário sobre o fluxo da temporalidade.
Dia 20 de maio, às 14.30, inicia-se o Ciclo de conferências sobre “O Tempo como virtualidade Incarnada” na qual participam vários especialistas em Pintura, Música, História de Arte e Curadoria para tratar da produção e da expressão da temporalidade através das formas artísticas. Ao mesmo tempo será apresentada a publicação lançada em Bolonha com a designação “ O tempo como virtualidade incarnada”, edição da FBAUL, coordenação de José Quaresma.
Solicita-se aos interessados que preencham uma ficha de inscrição criada para o efeito, pois, embora a assistência às conferências seja gratuita, é necessário um registo prévio assim como a manifestação de interesse no Certificado de Participação.
uma história da ilustração – aula aberta
Mai 15 202627 MAIO | 10H | SALA 4.06
Realiza-se, no dia 27 maio, às 10h, na sala 4.06, a aula aberta “Uma História da Ilustração“, com Daniela Gonçalves.
A história da Ilustração tem vindo a ser escrita, com base em artefactos frequentemente atribuídos a outras artes, que agora são reconsiderados sob uma nova perspetiva. Esta é uma história da Ilustração, construída ao longo da investigação levada a cabo por Daniela Gonçalves no contexto da sua tese de doutoramento. Uma história contada por uma pluralidade de vozes que, juntas, definem o corpo teórico da área – um corpo em expansão e evolução, que reforça o reconhecimento da Ilustração enquanto arte autónoma. Nesta aula aberta abordaremos questões como a comunicação visual, a função enquanto critério discernente, e a importância do desenho. Serão explorados os espaços – de separação e interseção – entre artes e o desenvolvimento da área, do ilustrador e do estatuto de ambos. Acima de tudo, esta aula visa fomentar pensamento crítico no âmbito da história da Arte, e proporcionar uma perspetiva abrangente sobre a área e a sua concetualização que, embora parta de um referencial ocidental, não se restringe a ele.
BIO | Daniela Gonçalves (1993) é professora-artista, atualmente a concluir a sua tese de doutoramento em Educação Artística na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Neste âmbito desenvolveu uma investigação qualitativa cujo foco recaiu sobre o ensino de Ilustração em Portugal, a sua história e os seus intervenientes. Licenciada em Pintura (FBAUL) e mestre em Design Editorial (ESTT), dá aulas e workshops de Ilustração, técnicas de expressão plástica e encadernação. No seu trabalho artístico explora a relação entre texto/conceito e imagem, através de ilustração com técnicas mistas, ensaios visuais e escrita em prosa e poesia – elementos que integram também o seu processo investigativo.
A designer at the end of the designer – mesa redonda
Mai 15 202629 MAIO 2026 | 18H | ESCADARIA DA CAPELA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES
A designer at the end of the designer — Mesa Redonda c/ Joana Tavares, Mário Moura e Silvio Lorusso
A designer at the end of the designer surge da proposta de completar a frase “a designer at the end of…”, mote à produção académica do 2.º semestre em Design de Comunicação VI na Faculdade de Belas-Artes. Desenvolvido como projeto final de licenciatura, partiu de uma ideia lançada numa das aulas introdutórias: a de que o designer-hifenizado era hoje uma tendência na prática profissional e no modo como nos apresentamos e definimos.
Num momento em que a proliferação de títulos especializados parece garantir identidade e relevância – e em que a inteligência artificial reconfigura o que se entende por competência e autoria –, dizer simplesmente “sou designer” tornou-se um ato quase suspeito. A hifenização do perfil profissional promete precisão, mas pode apenas revelar a ambição de um estatuto. Esta mesa redonda parte de uma provocação: e se o título genérico fosse, afinal, o mais exigente? E se reivindicar “designer”, sem adjetivos, fosse assumir uma responsabilidade que o hífen dilui?
Em torno desta pergunta, reunidos numa mesa redonda, Silvio Lorusso, Mário Moura e Joana Tavares encontram-se para discutir a identidade de uma profissão em crise — ou em expansão, conforme se olhe.
Entrada livre.
Organização:
Inês Campos, Isa Goulart, Mariana Coelho, Marta Bello
e Departamento de Design de Comunicação
atelier aberto de serigrafia – lisbon design week
Mai 15 202629 MAIO 2026 | 11H E 15H | LABORATÓRIO DE SERIGRAFIA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES
Seguindo a tradição das edições anteriores da Lisbon Design Week, dia 29 de maio das 11-12h e das 15-16h pode assistir ao atelier aberto de serigrafia pelo Mestre Paulo Sousa para a produção de uma serie limitada do poster da quarta edição da Lisbon Design Week. Depois dos designers Silvia Matias e Bernardo Berga, este ano é a Joana Areal que assina um tríptico que foi pensado para ser digital e agora é adaptado à serigrafia. Inscreva-se para acompanhar o processo e conhecer a designer.
As inscrições são limitadas a 10 participantes por sessão e devem ser feitas diretamente para o e-mail ana@lisbondesignweek.pt até ao final do dia 28.05.26.
do ponto ao pixel – conferência e oficina
Mai 15 202629 MAIO 2026 | 14H | SALA 4.06
A conferência e a oficina intituladas “Do ponto ao pixel” exploram o potencial da integração das tecnologias digitais na educação das artes visuais, através de uma abordagem híbrida, articulada com os materiais analógicos geralmente utilizados no ensino artístico. Parte-se do princípio de que a tecnologia, quando mobilizada de forma crítica, pode enriquecer as aprendizagens, expandir as potencialidades criativas e promover uma educação artística mais significativa. Esta proposta, especialmente concebida para a UC Arte, Educação e Novas Tecnologias, do Mestrado em Educação Artística, decorre de um estudo, realizado precisamente no âmbito deste mestrado (recentemente concluído, a 14 de maio de 2026), assente numa metodologia de investigação-ação, implementado na educação formal, em contexto de sala de aula, com uma turma do 4.º ano de escolaridade.
A prática pedagógica consistiu na realização de quatro exercícios distintos que combinam o recurso a tecnologias e técnicas manuais com ferramentas digitais, promovendo uma aprendizagem ativa e exploratória, sem descurar o pensamento crítico. A análise dos dados (recolhidos entre fevereiro e junho de 2023) revela, não apenas o interesse manifestado pelos alunos, mas também a sua capacidade de articular diferentes linguagens visuais, potenciando o desenvolvimento de competências técnicas, expressivas e reflexivas durante o processo de criação.Os resultados evidenciam o valor das experiências proporcionadas e o potencial transformador de uma abordagem tecnológica híbrida no ensino das artes visuais, que promove o perfil de um aluno do século XXI.
encontros paragone 2026 — diálogos através das artes – o lugar
Mai 15 2026
25 > 29 MAIO 2026
O programa de Doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento – APIM (Universidade de Lisboa e Instituto Politécnico de Lisboa) anuncia os 2.º ENCONTROS PARAGONE – DIÁLOGOS ATRAVÉS DAS ARTES, a decorrer em Lisboa entre 25 e 29 de maio de 2026.
Os Encontros Paragone pretendem convocar e estimular diálogos transversais e multidisciplinares em torno do pensamento teórico e da prática artística.
Como conceito aglutinador das diferentes comunicações, propõe-se o conceito de ‘LUGAR’. As considerações filosóficas sobre a ideia de Lugar, as suas implicações político-culturais e as suas manifestações artísticas serão os eixos centrais sobre os quais a mesma poderá ser experimentada, articulada e exposta/exibida, numa extensa lista de possibilidades, relações e tópicos, da qual os que se seguem são sugestão:
Lugar, espaço vivido, simbólico ou existencial
Espaço, lugar, território
Lugar e lugares
Lugar, não lugar, entre-lugar, lugar de passagem
Lugar, afetos, memória, identidade
Memória e território
Lugar-corpo
Lugar-imagem
Lugar de fala
Lugares de resistência
Ecologia do lugar
…
In, out, in-between
Utopia, distopia, heterotopia
Topos, locus, lugar
Genius loci
Lugares da arte, lugares das artes
Lugar e ficção, lugares-imaginários
Lugares invisíveis
Lugares de margem
Performance e lugar
Instalação
Espaço cenográfico
Site specific
Lugar e olhares
Lugar e movimento
Cinesfera
Paisagem sonora
…
Interseccionalidades
Lugares do pensamento
Ontologia do lugar
Poética do lugar
Políticas do lugar
Topologia, topografia, toponímia
Permanência e vestígio
Traço
Pele
…
Datas
25 a 29 de maio
Locais
25, 27 de tarde e 28 – Escola Superior de Teatro e Cinema
26 e 27 de manhã – Escola Superior de Música de Lisboa
29 – Faculdade de Belas-Artes
Coordenação Geral
David Antunes, IPL – ESTC
Marta Mendes, IPL – EST
Comissão científica
Ana Isabel Soares (Universidade do Algarve, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais)
António de Sousa Dias (Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes)
Armando Nascimento Rosa (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Carlos Caires (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Música de Lisboa)
Carlos Cayetano Vizcaíno Fernández (Universidade da Coruña, Departamento de Letras)
Carlos Marecos (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Música de Lisboa)
Carlos Pimenta (Universidade Lusófona)
David Antunes (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Fátima Chinita (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Fernando Rosa Dias (Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes)
Francesca Clare Rayner (Universidade do Minho, Departamento de Estudos Ingleses e Norte-Americanos)
Iana Ferreira (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Jean Paul Bucchieri (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Jorge do Ó (Universidade de Lisboa, Instituto de Educação)
Jorge Palinhos (Centro de Estudos Arnaldo Araújo/CESAP)
Jorge Salgado Correia (Universidade de Aveiro, Departamento Comunicação e Arte)
José Maria Vieira Mendes (Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras)
Luca Aprea (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Madalena Xavier (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Dança)
Manuela Penafria (Universidade da Beira Interior, Faculdade de Artes e Letras)
Maria José Fazenda (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Dança)
Marta Cordeiro (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Marta Mendes (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Rui Pina Coelho (Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras)
Susana de Sousa Dias (Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes)
Comissão Executiva
Annaluana Tallarita
António de Sousa Dias
David Antunes
Fátima Chinita
Francisco Zaiden
Gabriela Marramaque
Isabel Machado
Janice Landritsky
Mariana Vieira
Marta Domingues
Marta Mendes
Nuno P. Custódio
Rafael Medrado Guimarães
Sofia B. Pires
Talita Caselato
Contacto: paragone.apim@belasartes.ulisboa.pt
Elogio da Loucura ou a Loucura do Pintor_ exposição de Agostinho Santos
Mai 06 20266 > 28 MAIO 2026 | CAPELA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES
No dia 6 de Maio, às 17h00, inaugura na Capela da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a exposição “Elogio da Loucura ou a Loucura do Pintor”, de Agostinho Santos.
Curadoria: Beatriz Meireles e de Luís Jorge Gonçalves.
Nesta data, será também realizado o lançamento do Livro de Artista Elogio da Loucura ou a Loucura do Pintor.
A exposição e a edição do livro resultam de uma colaboração entre a Faculdade de Belas-Artes e Câmara Municipal de Paredes.
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Agostinho Santos expressa, através do conjunto de obras apresentadas, onde inclui um Diário Gráfico, as suas faces da loucura. As suas imagens são também um convite a se refletir sobre como a loucura é quotidiana. Sentimos que a loucura está para além do que a cultura popular associa à insanidade, ou à demência, ou seja, os estados de desequilíbrio químico no cérebro, ao nível neurológico.
Agostinho Santos, como jornalista foi uma pessoa que lutou pela liberdade e como artista, no seu conjunto de desenhos e pinturas exprime a liberdade, o seu poder crítico e o seu olhar sobre o tempo em que vivemos. Encontramos a deusa loucura, Erasmus de Roterdão, porque esta foge à essência do racional. Nesta busca, as imagens da loucura levam-nos a questionar o mundo atual. Somos loucos a olhar para um personagem desequilibrado, que governa uma grande potência, apoiado em narrativas da desinformação, com uma ideologia de domínio de recursos, para uma oligarquia restrita, veiculado e ampliada através de uma cadeia humana e tecnológica, com discursos justificando o que não é racional, mas jogando com as emoções. A irracionalidade está a tomar conta de nós e esta série, de desenhos e do Diário Gráfico de Agostinho Santos conduz-nos a essa reflexão e provocam emoções em nós. Para que mundo caminhamos, com a deusa Loucura?
ivens perspectives — exposição de amália bragança
Mai 05 202610 ABRIL > 17 MAIO 2026 I IVENS LIVING REAL ESTATE
Inaugura no dia 10 de abril, no espaço IVENS Living Real Estate, Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa, a exposição de Amália Bragança, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos seus artistas, em contexto formativo.
Coordenação: Investigadora Ana Matilde Sousa
Amália Bragança (n. 2005) reside e trabalha em Lisboa, frequentando atualmente o 3.º ano da licenciatura em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. O seu corpo de trabalho, de natureza multidisciplinar, explora as potencialidades da imagem estática e em movimento, procurando construir narrativas a partir do confronto entre realidades distintas. Desenvolve a sua prática através de diversos suportes e técnicas, como o desenho, a pintura, a fotografia e o vídeo, navegando entre o bidimensional e o tridimensional. Participou em diversas exposições coletivas, entre as quais se destacam The Conception of Youth (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 2026), O Último Tranca a Porta (Lugar Específico, Lisboa, 2025), Casa da Ladra – Residência Artística SAFRA (Lisboa, 2025), Vogados (Rua Camilo Castelo Branco, Lisboa, 2025) e GABA – Galerias Abertas (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, 18.ª edição, 2025; 17.ª edição, 2024; 16.ª edição, 2023).
Entrelaçar – Investigações em Património // 7 e 8 de maio
Mai 01 20267 e 8 de MAIO 2026 > AUDITÓRIO DA CASA DOS BICOS – FUNDAÇÃO JOSÉ SARAMAGO
Nos dias 7 e 8 de maio de 2026 realizar-se-á a 3ª edição do Encontro Entrelaçar – Investigações em Património Cultural, uma colaboração entre a Faculdade de Belas-Artes e a Casa dos Bicos – Fundação José Saramago.
Este evento visa promover o estreitamento das relações entre antigos, atuais e futuros alunos dos mestrados em Conservação de Arte Moderna e Contemporânea e em Museologia e Museografia da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, criando um espaço de partilha e reflexão sobre as práticas e os desafios atuais nas respetivas áreas de investigação. Além disso, o evento permitirá a apresentação de projetos desenvolvidos por antigos e atuais alunos, assim como a partilha de novas propostas, fomentando o diálogo e a colaboração entre todos os envolvidos.
O evento terá lugar de forma exclusivamente presencial, no Auditório Casa dos Bicos – Fundação José Saramago
As comunicações são de 10 minutos, seguidas de perguntas após concluída as apresentações do painel.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Contactos
Comissão organizadora
Ana Bailão
Ana Carolina Carvalho
Eduardo Rovisco
Filipa Lopes
Henrique Costa
Margarida Boavida
Micaela Mazel
Rita Monteiro
Comissão técnica
Carolina Ganchas
Mafalda Ferreira
José Guerra
Comissão científica
Eduardo Duarte
Elsa Pinho
Frederico Henriques
José Carlos Pereira
Marta Manso
Teresa Lousa
Inscrição
O evento é gratuito, contudo é necessária inscrição que deverá ser realizada através do seguinte formulário.
+INFO [website / instagram]
Website: https://sites.google.com/view/entrelacarevento/home
Instagram: @entrelacar.evento
estudos para uma cábula – exposição de joão palmeira
Mai 01 202623 ABRIL > 13 MAIO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Estudos para uma cábula de João Palmeira, está patente de 23 de abril a 13 maio, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Curadoria: Nuno Sousa Vieira
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A cábula não é apenas um objeto, nem um simples repositório de informações, mas sim um dispositivo de transformação, que não se limita a guardar o que o tempo deposita, atuando sobre ele, uma vez que vai revelando camadas de sentido que só se tornam visíveis através da experiência de quem a manipula, de quem o dobra, de quem o guarda ou de quem o usa. Neste contexto, a pergunta que a cábula suscita permanece: como apreender e compreender o que o tempo nos deixa? A informação que contém pode ser a mesma, mas a resposta nunca é única. Cada gesto, cada olhadela, cada espirro e cada dobra, reescrevem o seu significado, como se a cábula fosse um espelho que, em vez de refletir, multiplica as possibilidades do que já existe. Neste sentido, considerando que a informação que ela contém parece imutável, mas as respostas se multiplicam e se desdobram, cada leitura é um novo gesto e cada interpretação é uma nova camada de sentido. A cábula é, assim, um manual de operações abertas: não prescreve, sugere; não comprime, amplia; segundo o qual, a cada resposta precede sempre uma nova pergunta.
[excerto de «A Cábula do Nariz para o Bolso», de Nuno Sousa Vieira]
folded over itself – exposição de Lola Sementsova
Abr 12 20269 > 17 ABRIL 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 9 de abril, às 18h, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Folded Over Itself de Lola Sementsova.
Curadoria: Alexia Alexandropoulopu
Coordenação: Marta Castelo
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Folded Over Itself
A exposição desenrola-se através de uma sequência de obras que oscilam entre o íntimo e o arquitectónico, o corporal e o estrutural.
Começa com uma mesa. Sobre ela, um vaso de cerâmica branca abre-se ao longo de um corte que parece demasiado deliberado para ser acidental e demasiado exposto para ser puramente decorativo. A ferida é revestida por pequenas pedras brilhantes que captam a luz e a retêm. Ao lado, um pedaço de carne, vermelho e igualmente incrustado, repousa junto de uma faca e de um garfo. A cena parece familiar, quase doméstica, mas algo está fora do lugar. Aquilo que é apresentado como se pudesse ser consumido resiste a essa possibilidade.
Há uma certa atração nisto. O cenário é teatral, até sedutor, mas conduz gradualmente a algo mais desconfortável. Esta tensão evoca o que Georges Bataille descreveu como a proximidade entre o desejo e a perturbação, em que aquilo que nos atrai é também aquilo que nos inquieta.
Mais adiante no espaço, surge uma gaiola vermelha. É grande, próxima da escala do corpo humano, e sente-se em relação ao próprio corpo. A sua estrutura é rígida, repetitiva, quase fria, mas foi envolvida, suavizada, trabalhada à mão. O fio vermelho altera tudo. Confere densidade à estrutura, como se transportasse algo no seu interior, mesmo quando parece vazia. A cor é insistente. Traz associações ao sangue, à vida interior, mas também ao aviso, a algo que talvez não devesse ser tocado.
Há aqui algo de excessivo, algo que não se fixa num único significado. Parece simultaneamente protetor e restritivo. Como sugere Julia Kristeva, são estes os momentos em que as fronteiras começam a esbater-se, em que o interior e o exterior deixam de estar claramente separados.
Noutra sala, um vídeo mostra uma mão a verter areia para dentro de uma gaiola. O gesto repete-se. A areia escapa, acumula-se, desaparece e recomeça. Nada se acumula. Nada se resolve. Com o tempo, a ação torna-se quase hipnótica, não porque mude, mas porque não muda. Permanece na mesma tentativa, repetida vezes sem conta, de reter algo que não pode ser retido.
Ao longo da exposição, os materiais assumem uma presença forte: lã, cerâmica, areia, vidro. São familiares, enraizados, mas utilizados de formas que deslocam o seu significado. O doméstico encontra algo mais visceral. A proteção começa a assemelhar-se à contenção.
Não há aqui uma conclusão clara. As obras permanecem num estado intermédio. Mantêm as coisas juntas, mas não completamente. Deixam algo em aberto, não totalmente exposto, mas também não inteiramente contido.
Open Day Mestrados Belas-Artes | Abril 2026
Abr 12 202622 > 23 ABRIL 2026 | ONLINE
Este ano, a Faculdade de Belas-Artes organiza, pela primeira vez, um Open Day dedicado aos nossos mestrados, especialmente pensado para quem deseja conhecer melhor a oferta formativa e o ambiente criativo que nos define.
Nesta sessão online, terá a oportunidade de explorar os nossos cursos de mestrado, compreender abordagens pedagógicas e artísticas.
O Open Day decorrerá em formato remoto, nos dias 22 e 23 de abril, permitindo a participação de todos, independentemente da localização, e oferecendo um espaço aberto para esclarecer dúvidas, ouvir experiências e descobrir o percurso que poderá transformar o futuro académico e artístico.
Em ambos os dias o formato de participação será exclusivamente online, com o seguinte programa:
17h00 – Sessão de Boas-Vindas*
17h20 – Sessões Específicas de Mestrados
*Na Sessão de Boas-Vindas serão facultados os links para os diferentes mestrados, de modo a que os interessados possam escolher aquele em que querem participar.
Divisão dos cursos pelos dois dias:
OPEN DAY MESTRADOS – 22 DE ABRIL
ARTE MULTIMÉDIA – Prof.ª Mónica Mendes
DESENHO – António Trindade em colaboração com o Prof. Henrique Costa
DESIGN DE COMUNICAÇÃO – Prof.ªSofia Gonçalves
EDUCAÇÃO ARTÍSTICA – Prof.José Carlos Pereira
ESCULTURA – Prof.ª Ângela Ferreira em colaboração com o Prof. José Revez)
PRÁTICAS TIPOGRÁFICAS E EDITORIAIS CONTEMPORÂNEAS – Prof.Jorge dos Reis
OPEN DAY MESTRADOS – 23 DE ABRIL
CONSERVAÇÃO DE ARTE MODERNA E CONTEMPORÂNEA - Prof.ª Ana Bailão
CRÍTICA E CURADORIA DA ARTE – Prof.Fernando Rosa Dias
DESIGN DE EQUIPAMENTO – Prof.Cristóvão Pereira
DESIGN PARA A SUSTENTABILIDADE – Prof.ªAna Thudichum Vasconcelos
MUSEOLOGIA E MUSEOGRAFIA – Prof. Eduardo Duarte
PINTURA – Prof. Tomás Maia
Palestra — Molecular Typography Laboratory com Kobi Franco
Abr 10 202620 ABRIL 2026 | 17h00 | AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Molecular Typography Laboratory é um projeto de investigação especulativo que explora a tipografia experimental e examina a interseção entre função e estética, bem como entre conteúdo e forma. Este estudo assume que as letras latinas e hebraicas possuem uma estrutura molecular e procura compreender de que forma esta hipótese pode ser aplicada a diferentes alfabetos e línguas. Trata-se de um projeto interdisciplinar que estabelece pontes entre o design, a ciência e a linguagem.
Kobi Franco é designer, investigador, curador e diretor do Mestrado em Design no Shenkar College, em Telavive. Dirige um estúdio de referência especializado em design para a cultura e as artes. O seu trabalho tem sido amplamente apresentado em Israel e a nível internacional, tendo recebido diversos prémios, como o Typographic Excellence do Type Directors Club, Nova Iorque; o Excellence Work do Tokyo Type Directors Club; o Prémio do Ministério da Cultura e do Desporto de Israel; os International Design Awards (IDA), EUA; e os DNA Paris Design Awards.
Entrada livre, sujeita à lotação da sala.
Organização: Departamento de Design de Comunicação.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
workshop Farmácia do século xviii na ponta dos dedos
Abr 10 202613 ABRIL 2026 | Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Heritage Lab [Sala 3.63]
Apresentação
E se pudéssemos visitar uma farmácia do século XVIII… sem usar a visão?
Este workshop convida o público a explorar o património de forma sensorial, através do toque e da descoberta ativa.
A partir de uma maquete especialmente concebida, os participantes são desafiados a conhecer os materiais, formas e detalhes de uma antiga farmácia, em exposição no Museu da Farmácia de Lisboa, numa experiência que privilegia outros sentidos e promove uma nova forma de relação com o património.
Mais do que uma visita, esta é uma experiência imersiva que questiona como vemos, e sentimos os espaços culturais, abrindo caminho a práticas mais acessíveis e inclusivas para todos.
Data: 13 de abril de 2026
Horários:
1ª sessão: 10h00 – 12h00
2ª sessão: 14h00 – 16h00
Modalidade: presencial, com a combinação de demonstrações e componente prática.
Vagas: 7 participantes por sessão
Público-alvo: Atividade aberta a todos os públicos.
Inscrição: O evento é gratuito, mas a inscrição é obrigatória e deverá ser feita até 10 de abril de 2026, às 17:00H.
E-mail de contacto/inscrição: heritagelab@office365.ulisboa.pt
Arte Contemporânea em Diálogo #6
Abr 10 202623 ABRIL 2026 | SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS-ARTES | 18H30
A arte contemporânea é um território complexo e diversificado, inclusivamente, do ponto de vista da sua própria definição conceptual e temporal. Sobretudo desde a década de 90, e do processo de globalização a ela associado, que se foi verificando uma mudança de paradigma ao nível da produção e da recepção da arte, nomeadamente, com a proliferação dos meios de comunicação e da forte pressão das indústrias culturais, assim como com a crescente subjectivação e individualização do gosto. Nas últimas décadas, foi-se implantando uma nova ordem de relações entre a arte, as instituições, a obra e o público.
Para esta sessão do ciclo de diálogos sobre a arte contemporânea Isabel Nogueira convida Sérgio Fazenda Rodrigues, para discutir o tema “Qual o lugar da curadoria na complexidade artística e institucional da arte contemporânea?”
courier de mário caeiro /// a casa – all my colors de pedro rosa
Mar 21 2026
19 MARÇO > 09 ABRIL 2026 I CAPELA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 19 de março, às 18h30, na Capela da Faculdade de Belas-Artes, a exposição A Casa – All my Colors de Pedro Rosa. Trata-se de uma exposição de fotografias esquecidas dos tempos partilhados nas Belas Artes. Designers formados nos anos 80 na ESBAL, Caeiro, hoje curador, e Rosa, hoje designer, manifestam neste reencontro o seu interesse pela memória dos afetos. The kids are allright.
A exposição ficará patente até 9 de abril.
Horário: 2º a sábado – 11h/19h
Ainda na Capela, no mesmo dia à mesma hora, será apresentado o livro Courier de Mário Caeiro. Trata-se de um livro de poesia em modo fanzine arty e exposição em recato registo de escrita lumínica celebram memórias pessoais dos anos 80. Mário Caeiro publica esquecíveis poemas de juventude. Courier de seu título, em edição de autor.
A publicação de poesias de juventude por Mário Caeiro [n. 1966], juntamente com uma exposição de fotografia com imagens da mesma época feitas por Pedro Rosa [n. 1967], lançam (aceitam) um desafio. Como celebrar — e tornar oportuna — a memória dos afetos? Num registo íntimo, Caeiro e Rosa, ambos designers de formação, que passaram pela ESBAL em meados dos anos 80, mostram esquecidos poemas arquivados, folhas dactilografadas e impressões fotográficas até aqui guardadas em rolos.
A conversa é instigada por Fernando Rosa Dias, investigador, docente na FBAUL e diretor da revista CONVOCARTE.
Na antevisão do inenarrável livro de poesia, Caeiro aproveita a ocasião para apresentar Collage, seleção de colagens recentes. E Pedro Rosa reúne seleção de fotografias do seu arquivo na exposição A CASA – ALL MY COLOURS. Aos visitantes é disponibilizada banda sonora via Spotify.
O livro ficará disponível exclusivamente na LIVRARIA LINHA DE SOMBRA na Cinemateca Portuguesa em Lisboa.
além da superfície — exposição de isabel castelo branco
Mar 13 2026 
13 > 20 MARÇO 2026 I CORREDOR DO AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 13 de março, no corredor do auditório Lagoa Henriques, a exposição Além da Superfície de Isabel Castelo Branco. A exposição ficará patente até 20 de março.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Na lonjura do oceano onde o horizonte é a linha que funde mar e céu, a água do mar revela-se como um caminho etéreo, fluindo de forma natural e espontânea. Como as ondas que dançam ao sabor do vento, é neste movimento constante que construo o meu pensamento, moldando-o como esculturas de sal.
O mar, esse eterno guardião dos segredos da natureza é um reflexo dos opostos que habitam dentro de nós. Na sua calmaria serena, encontramos paz e tranquilidade, apenas para sermos desafiados pela fúria tempestuosa que ruge nas suas profundezas, lembrando-nos da transitoriedade e da imprevisibilidade da vida.
Nesse jogo de contrários, onde o sereno encontra o furioso, as contradições e as ambiguidades florescem como flores selvagens numa costa rochosa. Cores fortes e intensas dançam no horizonte, criando um espetáculo visual de contrastes e conflitos.
No entanto, é nesse caos aparente que encontramos uma busca pela harmonia, uma tentativa de reconciliar os opostos e encontrar o equilíbrio.
A cor é para mim uma linguagem vital. É nela que encontro a emoção, o ritmo. A teoria de Johannes Itten ressoou profundamente com esta minha preocupação, em que a verdadeira harmonia nasce do contraste entre as cores, do jogo de forças, da tensão dinâmica entre as cores, entre o quente e o frio, o claro e o escuro. É na oposição que se revela a expressividade mais profunda da cor.
E assim, enquanto os nossos olhos se perdem na vastidão azul do mar, somos convidados a olhar para além do visível, a mergulhar nas profundezas do próprio invisível.
É um convite à contemplação da alma, uma jornada interior onde encontramos a verdadeira essência da existência.
Este movimento, que fez surgir a pintura, ressoa nela.
Isabel Castelo Branco
desenho anatómico – um olhar para além da morfologia
Mar 12 2026
05 > 19 MARÇO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
Exposição
Desenho anatómico – um olhar para além da morfologia.
A anatomia ocupa, desde há séculos, um lugar central na formação artística. Muito antes da institucionalização das academias, artistas procuraram compreender o corpo humano a sua estrutura mais profunda, não apenas como compreensão morfológica, mas como sistema articulado de ossos, músculos e tendões que sustentam a forma e o movimento. O estudo anatómico tornou-se, assim, uma ferramenta de conhecimento e um exercício de rigor, permitindo representar o corpo com consciência estrutural científica, procurando a naturalidade e a fluidez da arte.
Nas academias de arte, o desenho anatómico e a anatomia artística consolidaram-se como pilares fundamentais da aprendizagem. A sua linhagem pedagógica é longa e atravessa diferentes momentos históricos, sobrevivendo a reformas estéticas, a ruturas conceptuais e às sucessivas transformações do ensino artístico.
Com a modernidade e a rutura com o modelo académico, o corpo deixou de ocupar a centralidade absoluta que detinha, e disciplinas como o Desenho Anatómico foram, por vezes, consideradas obsoletas. No entanto, a sua relevância nunca desapareceu. Pelo contrário: a compreensão estrutural do corpo revelou-se essencial para novas linguagens visuais.
Áreas contemporâneas como a animação, a ilustração científica, o concept art e as narrativas visuais reafirmaram a anatomia como um dos fundamentos estruturais da prática artística. Num tempo em que o movimento, a expressão corporal e a construção de personagens assumem um papel determinante, o conhecimento anatómico não é apenas herança histórica, é ferramenta ativa de criação.
É neste movimento cíclico que a anatomia regressa com renovada vitalidade.
A presente exposição reúne trabalhos dos estudantes das unidades curriculares de Desenho Anatómico I e II, revelando abordagens distintas e complementares. Algumas obras assumem uma linguagem mais académica, centrada na observação rigorosa e na construção estrutural; outras exploram caminhos mais livres e disruptivos, integrando a anatomia como matéria plástica e território de experimentação.
Em ambas as abordagens, permanece uma constante: a consciência do corpo como campo de conhecimento, como estrutura inteligível e como espaço de liberdade criativa.
Esta exposição não é apenas um conjunto de exercícios académicos. É testemunho da continuidade de uma tradição e, simultaneamente, da sua transformação. Entre a herança e a reinvenção, o ensino do desenho anatómico afirma-se como espaço de pensamento, de disciplina e de imaginação.
No contexto das Jornadas de Anatomia Artística, estes trabalhos evidenciam que a anatomia não pertence ao passado, mas sim ao presente da criação e ao futuro das artes visuais.
Professor de Desenho Anatómico, Anatomia Artística e Anatomia Comparada – FBAUL,
Frederico Elias
Lista de alunos que terão os trabalhos expostos:
- André Meco, Desenho;
- Alina Gaspar, Desenho
- António Neves, Arte Multimédia
- Bárbara Cabral, Pintura
- Bruna Bento, Desenho
- Catarina Lago, Arte Multimédia
- Débora Centeio, Desenho
- Inês Mesquita, Design de Comunicação
- Leonor Mendes, Pintura
- Mariana Esteves, Design de Comunicação
- Nuno Baptista, Arte Multimédia
- Selma Pina, Design de Comunicação
- Rita Afonso, Design Comunicação
- Rosa Barros, Pintura
- Vera de Gusmão, Arte Multimédia
- Xavier Ramos, Pintura
Assistência Curatorial:
Professor Frederico Elias (coordenação)
- Jay Barros
- Júlia Domingos
- Julieta Österdahl
- Leonor Ferreira
- Madalena Silva
- Maria Valadares
- Rosa Barros
- Sara Sales
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Estes eventos são passíveis de ser fotografados e filmados e posteriormente divulgados publicamente.
JORNADAS DE ANATOMIA ARTÍSTICA
6 MARÇO 2026 | 9H45 – 17H00 | AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES FBAUL
Entrada livre, limitada à lotação da sala.
Programa
Manhã (9h45 às 12h30):
9h45 – Abertura das jornadas com o Professor Doutor Eduardo Duarte, presidente da FBAUL;
10h00 – A Anatomia e a Arte, a influência da Renascença – Andreas Vesalius:
- Introdução e mediação – Professor Doutor Óscar Dias, Ex-Professor Catedrático de ORL da FMUL e Especialista de Medicina do MUHNAC;
- Arte no Hospital – Professora Doutora Maria da Graça Oliveira, Assistente Hospitalar Graduada de Pediatria Médica, Subespecialista em Neonatologia e Docente da FMUL;
- Arte e ciência – Professor Doutor Victor Oliveira, Docente de Neurologia da FMUL, Diretor do Museu Egas Moniz e colaborador do Núcleo do Património da FMUL;
- Perguntas e debate, 20 minutos;
- Intervalo 15 minutos;
- A Fabrica Humana de Vesalius: breve apresentação da obra - Doutora Susana Henriques, Coordenadora da Biblioteca e Património da FMUL
- Vesalius e o seu papel na História da Anatomia – Professora Doutora Lia Neto, Diretora do Instituto de Anatomia da FMUL e docente na FMUL;
- Calcar & Vesalius, A Colaboração que Redefiniu a história da Anatomia e da Arte – Professor Doutor Frederico Elias, docente de desenho e anatomia na FBAUL e investigador do CIEBA;
- Perguntas e debate, 20 minutos.
Tarde (14h00 às 17h00)
- Introdução Professor Doutor Artur Ramos, docente de desenho na FBAUL e investigador do CIEBA;
- Gipsoteca Digital – Professor Doutor José Revez, docente de escultura na FBAUL e investigador do CIEBA;
- Académias: Conservação e Valorização da Coleção de Pintura da FBAUL – Doutora Liliana Cardeira, Investigadora do CIEBA e Pós-Doutorada em Ciências da Arte e do Património pela FBAUL;
- A Anatomia Artística dos séculos XIX e XX no ensino lisboeta – As coleções de Desenho Anatómico da Universidade de Lisboa – Mariana de Figueiredo Sousa, Investigadora do CIEBA e Doutoranda em Belas-Artes, FBAUL;
- Perguntas e debate, 20 minutos;
- Intervalo 15 minutos;
- Tecnologias emergentes ou/e abordagens mais tradicionais? decisões informadas no ensino da Anatomia como ciência de base para outros campos médicos – Professora Doutora Graça Alexandre-Pires, Docente da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa e Investigadora do CIISA/AL4Animals, coordenadora do sector de Anatomia;
- Dissecação anatómica de figuras fantásticas, da convergência da natureza e da arte, Fortunio Liceti por Giovanni Battista Bissoni – Professor Doutor Armando Jorge Caseirão, Docente Agregado da FAUL e Investigador do CIEBA;
- Estatuária olmeca e o culto do jaguar, representação e significados de anomalias morfológicas – Teresa Monteiro, Estudante da Licenciatura em Ciências da Arte e do Património (FBAUL);
- The Body as Medium: Artistic Anatomy, Identity, and Social Transformation –Maria Ventura – Coordenadora do Departamento de Artes do King’s College School, Cascais;
- Perguntas e debate, 20 minutos;
- Conclusão.
ivens perspectives — exposição de tomás boto
Mar 12 2026 
23 FEVEREIRO > 09 ABRIL 2026 I IVENS LIVING REAL ESTATE
Inaugura no dia 23 de fevereiro, no espaço IVENS Living Real Estate, Rua Ivens 2, 1200- 227 Lisboa, a exposição de Tomás Boto, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos alunos da FBAUL, em contexto formativo, projeto com a coordenação da Investigadora Ana Matilde Sousa.
Tomás Boto (n. 2005, Portimão) vive em Lisboa e estuda atualmente Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. O seu trabalho desenvolve-se a partir de uma linguagem artística exploratória e sem filtros, que lhe permite construir e desconstruir continuamente o próprio processo plástico. Parte de contextos do quotidiano e de referências visuais que lhe despertam interesse, trabalhando o desenho e a escrita através de um humor muito próprio, procurando, nas suas composições, mais a pergunta do que a resposta. Realizou duas exposições individuais no Algarve, Folha Sem Linhas (Ferragudo, 2024) e Marafade Sejas (Ferragudo, 2025), e participou em diversas exposições coletivas, como GABA – Galerias Abertas (FBAUL, 16.ª–18.ª ed., 2023–2025), Pensar Pá Fora (Lisboa, 2025), Arquipélago (Lisboa, 2025) e Fora de Zona (Lisboa, 2025). É ainda cofundador e artista residente do coletivo W.A.S.P. (Where Art Seeks Prospect), que atua em várias áreas artísticas com o objetivo de organizar encontros e exposições, dando palco a artistas emergentes.

A exposição de Emília Silva decorreu entre 7 de janeiro e 22 de fevereiro de 2026 na IVENS Living Real Estate, no âmbito do acordo de colaboração entre a IVENS e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos alunos da FBAUL, em contexto formativo, projeto com a coordenação da Investigadora Ana Matilde Sousa.
Emília Silva (Coimbra, 2005) reside e trabalha em Lisboa, onde frequenta atualmente o curso de Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Concluiu o curso profissional de Produção Artística – Cerâmica na Escola Artística António Arroio. A sua prática explora a interseção entre pintura e desenho, enraizada num amor pelas narrativas visuais e pelas artes gráficas. A procura de abrigo em situações de desconforto constitui um tema recorrente no seu trabalho, materializado através de metáforas visuais e da criação de paisagens irreais. Participou em diversas exposições coletivas, entre as quais Fora de Zona (Galeria Liminare, Lisboa, 2025), HAMMER TIME (Zaratan, Lisboa, 2025), Vogados (Rua Camilo Castelo Branco, Lisboa, 2025), O último tranca a porta (Lugar Específico, Lisboa, 2025) e Casa da Ladra – Residência Artística (Safra, Lisboa, 2025).
Palestra “Da terra ao fundo do mar: os desafios da conservação do património arqueológico”
Mar 11 202625 de MARÇO > 10H30 I GRANDE AUDITÓRIO
Palestra “Da terra ao fundo do mar: os desafios da conservação do património arqueológico” com o conservador-restaurador Cláudio Monteiro.
Esta palestra, promovida pelo Heritage Lab, abordará os principais desafios e metodologias na conservação de bens arqueológicos provenientes de contextos terrestres e subaquáticos.
Entrada livre, sujeita à lotação da sala.
Este evento sé passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
pensar o monumento a partir de jorge vieira
Mar 11 2026
24 JANEIRO > 22 MARÇO 2026 I GALERIA DO CASTELO DE BEJA
Inaugura no dia 24 janeiro às 16h00, a exposição Pensar o Monumento a partir de Jorge Vieira, na Galeria do Castelo de Beja.
Galeria do Castelo de Beja
Castelo – Casa do Governador
Largo Dr. Lima Faleiro, 7800-266 Beja
turismo@cm-beja.pt | 284 311913
Horário – 2ª a domingo: 9h30-12h / 14h-18h
Pensar o Monumento a partir de Jorge Vieira é uma exposição que surge num contexto de crise de representação colectiva no espaço público e contrariando a diluição de valores, recuperamos o Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido como símbolo de resistência política e artística. (…)
A exposição apresenta maquetas à escala de 1:25, realizadas por sete alunos do Mestrado de Escultura da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde Jorge Vieira também lecionou, e com elas estudos, desenhos, imagens que contribuem para o entendimento do processo de trabalho de um escultor. Tratam-se de potenciais monumentos pensados para os dias de hoje, sem lugar específico, mas com a latência de transformação e de integração possível em qualquer cidade, vila e região do globo terrestre, em locais em que a sociedade se permite reflectir e abraçar a vulnerabilidade que nos constitui e fazer florescer, definitivamente, uma sociedade mais humana.
Sérgio Vicente e Marta Castelo
o pão como desenho
Mar 11 2026
16 OUTUBRO 2025 I MUSEU DO PÃO, SEIA
Dia 16 de outubro, pelas 16.00 horas, inaugura a exposição O pão como desenho, no Museu do Pão, em Seia. Integrando 20 artistas e docentes ligados a instituições do ensino artístico superior (onze nacionais e nove estrangeiros), o desafio lançado aos artistas participantes consistiu na realização do “pão da sua vida” sob a forma de desenho com dimensões muito generosas (entre os 100×70 cm e os 170×150 cm), no qual pudessem expressar, de modo contemporâneo, imagens do pão ou de momentos do ciclo do pão. O projecto e a curadoria são do docente José Quaresma e a organização do Museu do Pão.
Os vinte artistas e docentes participantes, entre os quais se encontram dez da FBAUL, são os seguintes:
Agim Sako, Alice Bomberini, Alicia Habisiak-Matczak, António Pedro, António Quadros, Bethânia Barbosa, Diana Costa, Domingos Rego, Elia Sponton, Evgeniya Hristova, Juan Carlos Ramos, João Sobreira, José Quaresma, Lima de Carvalho, Margarida Prieto, Marta Soares, Paulo Lourenço, Pedro Fortuna, Rui Serra, Stefano Pasquini, Tomasz Matczak.
Horário: 4ª a domingo – 10h/18h