Arte
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Conferência “Pulsações dilatadas — Uma extensão da música nas artes plásticas”
Fev 01 2020
12 FEVEREIRO > 18H30 I SALA 3.49
Conferência “Pulsações dilatadas — Uma extensão da música nas artes plásticas“, por Bertrand Chavarría-Aldrete, no dia 12 de Fevereiro às 18h30 no âmbito do Festival DME – Dias de Música Electroacústica, acolhido pelo doutoramento em Belas Artes — Arte Multimédia.
O Festival DME – Dias de Música Electroacústica tem a honra de apresentar uma série de actividades em Fevereiro com o célebre músico e artista plástico espanhol-mexicano Bertrand Chavarría-Aldrete.
Bertrand Chavarría-Aldrete é Professor no Conservatório Claude Debussy e no Conservatório Courbevoie, ambos em Paris. Músico e artista plástico Bertrand é uma referência nas áreas da música contemporânea, cinema e artes plásticas.
Revista Convocarte
Fev 01 2020
Christian Marclay, The Clock, 2010, video, 24 h
13 FEVEREIRO > 18H00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Apresentação por Fernando Rosa Dias, Stefanie Franco e Leonor Veiga
Com comunicação do filósofo Michel Guérin
Apresentação e lançamento da versão digital da revista 8 / 9 sob o tema “Arte e Tempo” (2019)
“Que é, pois, o tempo? Quem poderá explicá-lo clara e brevemente? Quem o poderá apreender, mesmo só com o pensamento, para depois nos traduzir por palavras o seu conceito? E que assunto mais familiar e mais batido nas nossas conversas do que o tempo? Quando dele falamos, compreendemos o que dizemos. Compreendemos também o que nos dizem quando dele nos falam. O que é, por conseguinte, o tempo? Se ninguém me perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei”.
(Santo Agostinho, Confissões, Santo Agostinho, Confissões, Livro XI)
“Qu’est-ce donc que le temps ? Qui pourra l’expliquer clairement et en peu de mots ? Qui pourra, pour en parler convenablement, le saisir même par la pensée ? Cependant quel sujet plus connu, plus familier de nos conversations que le temps ? Nous le comprenons très bien quand nous en parlons ; nous comprenons de même ce que les autres nous en disent.Qu’est-ce donc que le temps ? Si personne ne me le demande, je le sais ; si je cherche à l’expliquer à celui qui m’interroge, je ne le sais plus.”
(St Augustin, Confessions, Livre XI)
Lançamento de trabalhos do próximo número 10 / 11 “Arte e Loucura” (2020)
“A loucura, longe de ser uma anomalia, é a condição normal humana. Não ter consciência dela, e ela não ser grande, é ser homem normal. Não ter consciência dela e ela ser grande, é ser louco. Ter consciência dela e ela ser pequena é ser desiludido. Ter consciência dela e ela ser grande é ser génio”
(Fernando Pessoa)
“La folie, loin d’être une anomalie, est la condition normale de l’homme. L’ignorer sans qu’elle soit grande, c’est être un homme normal. L’ignorer alors qu’elle est grande, c’est être fou. En être conscient alors qu’elle est petite, c’est être déçu. En être conscient et qu’elle soit grande, c’est être un génie.”
(Fernando Pessoa)
Apresentação e lançamento da versão impressa da revista 6 / 7 sob o tema “Ars Ludens – Arte, Jogo e Lúdico” (2018)
“A comunicabilidade universal subjectiva do modo de representação num juízo de gosto (…) não pode ser outra coisa senão o estado de ânimo no jogo livre da faculdade da imaginação e do entendimento (…) . “
Kant, Crítica da Faculdade do Juízo. Analítica do belo. §9
“La propriété subjective qu’a le mode de représentation propre au jugement de goût de pouvoir être universellement partagé (…), ne peut donc être autre chose que l’état de l’esprit dans le libre jeu de l’imagination et de l’entendement (…).”
Kant, Critique de la faculté de juger. Analytique du beau. §9
http://convocarte.belasartes.ulisboa.pt
convocarte@belasartes.ulisboa.pt
As revistas CONVOCARTE editadas estão disponíveis na loja online.
extrai — apresentação do projecto, lousal
Fev 01 2020
15 FEVEREIRO > 16H00 I CENTRO CIÊNCIA VIVA DO LOUSAL
A povoação mineira do Lousal, localizada no concelho de Grândola, tem a sua história ligada à exploração mineira da pirite desde o final do século XIX. O encerramento da mina em 1988, veio alterar toda a sua dinâmica sociocultural e demográfica provocada pelo fim da actividade mineira.
Este é um projecto de programação de residências artísticas com Ângela Ferreira, Carlos Moura, Letícia Larín, Rogério Taveira e Tiago Rocha Costa, que reúnem as artes visuais na sua expressão pública como ferramenta para o trabalho social.
A sessão de apresentação pública do projecto irá realizar-se no próximo sábado, 15 de fevereiro às 16.00 horas, no auditório do Centro Ciência Viva do Lousal.
Programação:
16:00 – 16:30 – Apresentação do projeto
16:30 – 17:30 – Debate aberto
Entrada livre, sujeita à lotação da sala.
PURO INÓSPITO OU A TRANSCENDÊNCIA DOS OBJECTOS CORPÓREOS ARTLAB — TAPEÇARIA CONTEMPORÂNEA
Jan 27 2020
12 DEZEMBRO > 30 JANEIRO 2020 I GALERIA DE EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS DO CASTELO DE PORTALEGRE
Inaugura no dia 12 de dezembro, às 17h00, na Galeria de Exposições Temporárias do Castelo de Portalegre, a exposição PURO INÓSPITO OU A TRANSCENDÊNCIA DOS OBJECTOS CORPÓREOS ARTLAB — TAPEÇARIA CONTEMPORÂNEA.
A exposição que se realiza na Galeria de Exposições Temporárias do Castelo de Portalegre reafirma a ligação estabelecida entre a unidade curricular de Tapeçaria da Licenciatura em Pintura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, o Museu de Tapeçaria de Portalegre Guy Fino e a Câmara Municipal de Portalegre.
Esta exposição intitulada: «Puro Inóspito ou a Transcendência dos Objectos Corpóreos – ArtLab – Tapeçaria Contemporânea», procura introduzir-nos numa «territorialidade imagética» em que a convicção de que as coisas que fazem parte do mundo do pintor são a superfície do mundo visível, este fluxo incessante de transformações é observado, ensaiado de forma a permitir instaurar uma ordem artística (cosmos) que transcende o impacto da fascinação e pavor perante a natureza (Ernesto Grassi).
Os “objectos corpóreos” entendidos como tapeçarias contemporâneas, reconhecidas como «coisas» que podem ser vistas em fragmentos momentâneos de um mundo construído e partilhado por cada autor ao desvendar na materialidade da obra a sua presença imagética (visível) que se torna comunicação multidimensional. Esta mostra-se estrutura-se através de três grupos de «objectos corpóreos» que são identificados pela numeração romana de I, II e III. No “Objectos Corpóreos I”, encontram-se os artistas Alves Dias, Leonor Serpa Branco e Joedy Marins, representando a memória e o legado da Tapeçaria Contemporânea. No «Objectos Corpóreos II», existem os testemunhos artísticos dos professores da disciplina, no caso do Hugo Ferrão, manifesta nas obras a intencionalidade essencial dos materiais e matérias fundadores da Tapeçaria (linhas, tecidos, agulhas) que inventam corpos que aparentam emaranhados de tessituras, já a Susana Pires concebe obras motivadas pelo vestígio do toque revelador da sensualidade e sensorialidade de um corpo intuído. Por último no “Objectos Corpóreos III”, encontramos uma explosão de propostas, com enorme diversidade de criatividade por parte dos alunos selecionados que frequentam a unidade curricular de Tapeçaria: Ana Rita Esteves, Andreia Jesus, Ânia Pais, Aline Welmer, Daniela Landeiro, Joana Leão Alves, Joana Batista, Maria Inês Marcos, Maria Madeira, Maria Nascimento e Margarida Vinhais. A maioria das peças são respostas de enorme qualidade e actualidade, realizadas num contexto que por vezes é muito limitativo, com toda a generosidade que caracteriza a juventude, materializaram mundos em forma de objectos corpóreos poéticos de uma subtileza surpreendente (Andreia Jesus, Ânia Pais, Maria Inês Marcos e Margarida Vinhais) ou funcionalidades que suavizam a existência (Maria Madeira, Ana Rita Esteves e Joana Batista). Neste tempo magnífico em que fui professor de «criaturas mágicas» a quem chamei de alunos pelos seus nomes, fomos capazes de nos olhar nos olhos em busca de humanidade e conhecimento e por breves instantes, sentimos fazermos parte de uma comunidade de seres que desejam mediar a tragédia da vida através de «objectos corpóreos» capazes de despertar mais sentido perante o «puro inóspito» da vivência.
Hugo Ferrão
Regente da unidade curricular de Tapeçaria
Licenciatura em Pintura
entre — exposição de tiago santos
Jan 27 2020
15 > 29 JANEIRO 2020 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 15 de janeiro de 2020, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição Entre de Tiago Santos, com curadoria de Isabel Sabino. A exposição ficará patente até 29 de janeiro de 2020.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Entre
Todo o homem, patrão a bordo depois de Deus.
Todo o homem, prisioneiro no fundo do porão.
E navio ao mesmo tempo que marinheiro.
Marguerite Yourcenar[1]
No estúdio do jovem artista Tiago Santos (Oliveira de Azeméis, 1996), ocorre-me esta palavra ‘entre’ quando me vejo perante obras em processo, materiais espalhados no chão e mesas, o cheiro e a luz próprios do ambiente de trabalho de atelier que é sempre familiar e que, ao mesmo tempo, se faz estranho.
Estou aqui ‘entre’ tarefas, no meu próprio tempo, mas sobretudo entre objetos, entre representações, entre vestígios de realidades, entre gestos de procura, entre obras, entre palavras e, novamente, entre tempos (entre gerações e entre décadas e séculos de obras, antes e depois de mim, antes e depois deste jovem artista). Não é, contudo, um estar de passagem. Sinto-me no lugar certo à hora certa. O resto agora não conta.
Aliás, mal acabo de chegar pelo meio da chuva miudinha que cai lá fora, o Tiago acolhe-me e diz: entre. E, no interior, vejo pela janela larga a manhã cinzenta e molhada, cujo clima cromático continua nos papéis, cá dentro.
Entre espaços, infiltra-se portanto o olhar.
Entre janelas e paredes há a luz que passa. Entre umas e outras, parece que a luz se fixa mais demoradamente em certas matérias, sejam elas da realidade ou decantadas nas obras. Mesmo aquela luz branca que, no contraste através de vidros aparentes ou quadros, me cega numa certa penumbra acolhedora, acaba por se render ao seu destino, como por exemplo nos casos em que bate e foge de imediato, reflectida, repelida. Esses são os objetos que brilham na sedução da comunicação e da beleza consumível. Aqui rareiam.
Outros são os das matérias cujas superfícies, humildes como corpos baços, absorvem a luz e guardam-na na escuridão, em réstias desmultiplicadas no interior das células, prontas a iluminarem-se ao toque, de dentro para fora.
Poderíamos pensar que é algo químico, algo que resulta da mistura e respiração dos materiais aqui presentes neste laboratório informalmente obsessivo e parcialmente negro: papel, carvão, grafite, tintas acrílicas, betumes, diluentes, etc. Mas, na verdade, é a natureza dos gestos que altera a pele destas coisas aqui visíveis, acende o que elas escondem e cria essa relação inesperada com a luz, essa reação em potência. Neste lugar (ocorre-nos um outro que não este, como uma distante caverna, galeria subterrânea, porão de navio) a luz não se vislumbra por ser reflectida; é imanente, mas precisa de ser revelada.
É o que aqui se passa, suspeito, no estúdio e em cada obra: superfícies intensa e insistentemente tocadas, manuseadas, pisadas, pelos olhos que têm dedos e pelos dedos que têm penas, lábios, dentes e máquinas caprichosas, são propensas a revelarem a sua força expressiva, a sua verdade. É com a sua erosão no labor que se ilumina o brilho baço e quente do sangue dentro do corpo, do carvão sobre o papel, do alcatrão da estrada escura da viagem. E não se gasta tal negrume de tanto olhar, pelo contrário, de tanto olhar nele fulgem centelhas e, com elas, vemos algo. Entre olhares, acontece um facto: uma obra que se funde com um espaço e que dele faz por sair.
Trata-se, portanto, de um acontecimento, pois é isso uma obra, um labor que produz resultados, um trabalho inclusive como Marx repensou e cujo conceito fábulas de cigarras e formigas servem para debater até hoje. Todavia, também no caso de Tiago Santos a obra não é apenas nem a labuta nem o que ela faz, o objeto desenho ou o objeto pintura. A obra é, sobretudo, o aroma que fica, o sabor/saber que permanece, entre olhares. Por isso é que olhar (contemplar devidamente) é trabalho, dá trabalho, produz experiência e obra.
Entre o papel e a tela, sem referir agora o espaço real, o olhar desdobra-se e hesita. Pode supor-se que, aqui, é o papel que se instaura como arena prioritária, embora haja telas em curso. Dúctil e absorvente, o papel é a superfície que melhor guarda marcas, por imperceptíveis que pareçam, permitindo que formas “raptadas” da vida se tornem “matéria comungada com o papel” (aqui adaptando expressões do próprio artista que, não se furtando ao uso das palavras, respeita a sua rigidez possível). No seu caso, entre pintura, desenho e escrita, por vezes as diferenças perdem importância na necessidade e poder expressivo das passagens, tornando fútil e artificial qualquer separação.
Repetem-se, pois, gestos sobre chão, papel ou tela. Repetem-se letras e nascem palavras, repetem-se palavras e nascem poemas. Também aqui é de uma poética que se trata, de um movimento tão metafórico quanto generativo, pois há um gesto, mais outro e depois outro ainda e produzem marcas. Mas não é a sua simples soma que conta, se bem que essa soma interesse pela necessidade produtiva, isto é, para fazer nascer formas, figuras, espaços de diferentes naturezas sugeridos no plano: resultados mais ou menos estáveis ou efémeros. De novo, o que conta mesmo é o que acontece entre gestos, entre traços, entre manchas, quando acontece. E quando acontece, suspendem-se gestos, traços e manchas, antes de voltar a essa lida. O que acontece é no intervalo. Entre tudo o que se passa, passa-se algo. Entre (tanto).
Daí a imensa importância do tempo, da sua irregular velocidade, ora voraz, ora muito lento, para nos podermos dar verdadeiramente conta do presente. No presente é que acontece o que acontece. “Há que ser paciente”, diz também Tiago.
Entre um antes e um depois, há sempre o atelier, o espaço entre. No estúdio não há relógios adequados, porque é o lugar onde o tempo pulsa com o corpo, simplesmente: os relógios acertam-se com um corpo que faz. “Lugar visceral por natureza”, escreve o artista, referindo-se ao seu carácter orgânico, semi-informe, eventualmente sujo. Arena orgânica, quando invadida (profanada?) por matérias, memórias, imagens fotográficas, nela os gestos pictóricos vão sagrando uma dissecação devoradora, uma digestão lenta que procura transformação e renovação de formas usando também processos de destruição (sobreposição, apagamento, rasura, erosão, uma vez e mais outra e outra), podendo deixar pelo caminho ruínas de passagem. Mais do que lugar, o atelier é extensão do corpo do artista, dos seus gestos, da sua vontade face à resistência do mundo que ali ecoa.
Para a pintora Marlene Dumas, também a imagem referente é uma carga pesada e ela debate-se com a sua história, afirmando num certo momento que a sua arte “is situated between the pornographic tendency to reveal everything and the erotic inclination to hide what it’s all about.”[2]Aceder e facultar acesso ao desejo é o que, no fundo, alimenta o processo do fazer e da sua partilha, obrigando a um ritual combinado de controle e liberdade, como sabem navios e marinheiros: resistir entre ondas para navegar com elas.
Entre si – independentemente de poderem sugerir interiores e paisagens, de haver entre espaços figuras fantasmáticas que não sabemos se chegam ou partem, se o espaço é único ou abre representações dentro de representações, ecrãs ou coisas materiais, se as matérias se degradam ou renascem alquimicamente, ou se o seu ‘filme’ avança em câmara lenta ou vai fastbackward (porque tudo está de passagem) – cada obra é separada das que a antecedem, num processo que evita a serialidade. É que esta implica algum determinismo e, pelo contrário, parece interessar a Tiago Santos privilegiar a manutenção da atenção permanente, da lucidez que instaura uma lógica de ‘quadro’ ou ‘aparição’, se bem que não deixe de haver, contudo, recorrências e afinidades, elos possíveis que, sem fechar narrativas, possibilitam nexos de entendimento entre si.
Entre os limites da construção e da ruína, talvez por esse labor assim se confundam, nos resultados finais, os tempos do passado e do futuro. Talvez por isso também pouco interessem, frequentemente, esses resultados, rapidamente tornados caducos e nunca finais na voragem da procura da comunhão certa de tudo na matéria, como Tiago afirma quando procura pisar a sua própria sombra, ciente dos passos de Kiefer, Pedro Saraiva ou João Jacinto e identicamente implicado na consciência de Yourcenar sobre a erosão do tempo e da sua lenta capacidade de modelação.
“You can’t TAKE a painting, you MAKE a painting”[3], diz de novo Marlene Dumas, sobre esse fazer laborioso, ao que Tiago acrescenta: “pintar é uma submissão extrema”.
Passo a passo, Robert Walser e Xavier De Maistre precisaram de calcorrear muito chão para perderem de vista o caminho ou as paredes do quarto fechado. Com ambos, recorda-se que toda a criação artística requer um estranho jogo interior que apaga ou integra limites impostos, fazendo deles matéria para horizontes mais amplos e abrindo o discurso a partir da linguagem, a narrativa a partir da figura ou vulto que a forma.
Aqui, no estúdio de Tiago Santos e no que dele, entretanto nos chega a esta outra sala, entre interior e exterior, entre tecto, paredes e chão, neste tempo suspenso entre realidades, é preciso deixar que o olhar caminhe, gesticule, labore, para pisarmos a arena do artista e experimentarmos a sua transformação: como no voo de pássaro dos antigos, conjugamos na mobilidade do olhar diferentes, senão mesmo impossíveis, pontos de vista, ou seja, visões; ou como numa máquina do tempo, na ficção científica, atravessamos datas e horas; ou ainda, como no tapete voador que Xerazade inventou num dos seus contos para iludir a morte, vemo-nos pisar outra história.
E, então, também o artista regressa de novo àquele “(…) espaço de 10m2…uma vez lá, espera ser deixado em paz pela consciência para poder sonhar de uma maneira muito distante e, ao mesmo tempo próxima, de qualquer um de nós.”[4]
Isabel Sabino
28 de novembro de 2019
[1] “Blocos de apontamentos 1942-1948” [1942]. Peregrino e estrangeiro. Lisboa: Livros do Brasil, 1990, p. 147.
[2]DUMAS, Marlene. “Pornographic tendency” [1986]. Em Sweet Nothings. Notes and texts. London: Tate Publishing, 2015, p. 33.
[3] Marlene Dumas. “Miss Interpreted” [1992]. Em Sweet Nothings. Notes and texts. London: Tate Publishing, 2015, p. 64.
[4]Tiago Santos, excerto de um dos seus relatórios para as disciplinas finais de Pintura V e VI, FBAUL, 2018-19. Várias expressões entre aspas usadas no presente texto, quando não identificadas, são também oriundas desses relatórios.
Curso Técnicas e Metodologias de Desenho no séc. xıx – Modelo de Nu
Jan 26 20203 > 11 FEV 2020 | SALA 3.69
Entre 2 de Dezembro de 2019 a 23 de Janeiro de 2020 estão abertas as inscrições para o Curso Técnicas e Metodologias de Desenho no séc. XIX – Modelo de Nu, a realizar na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Coordenador: Artur Ramos
Formador: Nelson Ferreira
Horário
3 a 11 de Fevereiro de 2020 (dias 3, 4, 5, 6, 7, 10 e 11), das 19h00 às 21h45
Sala: 3.69
PROGRAMA (PDF)
INSCRIÇÔES ENCERRADAS
Que Cores Pintaram o Teatro Romano — modelos e ensaios da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa
Jan 10 2020
12 NOVEMBRO > 26 JANEIRO 2020 I MUSEU DE LISBOA, TEATRO ROMANO
Inaugura no dia 12 de novembro , às 18h00, no Museu de Lisboa, Teatro Romano, a exposição “Que Cores Pintaram o Teatro Romano — modelos e ensaios da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa”.
Imaginar hoje como seria o teatro romano há 2.000 anos, aquando da sua construção, é um exercício difícil de realizar. A maqueta em exposição no museu, assim como as plantas de reconstituição que a investigação logrou obter toram esta questão mais fácil de perceber. Falta, no entanto, conhecer os detalhes decorativos e as cores que os vários elementos arquitetónicos teriam. Em colaboração com a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, este foi o trabalho que alguns dos alunos ensaiaram: reconstituir a forma e a cor de alguns dos elementos arquitetónicos que ornamentavam o teatro romano de Felicitas Iulia Olisipo.
a vida é um emaranhado de nós
Jan 02 2020
23 NOVEMBRO > 11 JANEIRO I ZET GALLERY
Inaugura no dia 23 de novembro, às 16h00, na Zet Gallery, em Braga, a exposição “A VIDA É UM EMARANHADO DE NÓS”, com visit a guiada e performativa.
A exposição estará patente até 11 de janeiro de 2020.
Trata-se de uma exposição coletiva com obras selecionadas de artistas que participaram nas GAB-A (Galerias Abertas das Belas-Artes).
Joana Meneses Fernandes (coordenadora do projeto Braga Cultura 2030), Miguel Bandeira Duarte (diretor do Museu Nogueira da Silva), Luís Coquenão (artista visual) e Helena Mendes Pereira (curadora da zet gallery) formam o júri que selecionou, a partir dos participantes na edição de 2019 das Galerias Abertas da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, um grupo de 13 autores.
Alberto Rodrigues Marques, Ana Lúcia Ventura, Ana Sofia Sá, André Costa, Carlos Filipe Cavaleiro, Francisco Lourenço, Hugo Castilho, Lorenzo Bordonaro, Lígia Fernandes, Joana Lapin, Joana Paiva Sequeira, Pablo Quiroga e Segismundo ocupam o espaço expográfico, que é intersetado visual e concetualmente a partir de distintos apelos emocionais, evidenciando o cruzamento disciplinar dos trabalhos.
lll Colóquio Expressão Múltipla: Teoria e Prática do Desenho 2019
Dez 16 2019
18 > 19 DEZEMBRO I GRANDE AUDITÓRIO
Este congresso visa proporcionar uma visão abrangente sobre a investigação na área do Desenho. É dirigido sobretudo aos estudiosos que procuram desenvolver dissertações e teses na área do Desenho ou noutras que possam de alguma forma ampliar as discussões relativas a esta área de conhecimento. Pretende-se a disseminação das diversas experiências, metodologias e resultados.
Coordenação do Colóquio
Artur Ramos – Universidade de Lisboa
Comissão Organizadora/editorial
Américo Marcelino – Universidade de Lisboa
Artur Ramos – Universidade de Lisboa
Beatriz Manteigas – Universidade de Lisboa
Henrique Costa – Universidade de Lisboa
Comissão Científica
Alexandre Guedes - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Américo Marcelino – Universidade de Lisboa
António Costa Valente – Universidade de Aveiro
Armando Jorge Caseirão – Universidade de Lisboa
Artur Ramos – Universidade de Lisboa
Daniel Bilbao Peña – Universidade de Sevilha
Henrique Costa – Universidade de Lisboa
José Maria da Silva Lopes – Universidade do Porto
Luís Herberto – Universidade da Beira Interior
Mário Bismarck – Universidade do Porto
Miguel Ángel Bastante Recuerda – Universidade de Sevilha
Miguel Bandeira Duarte – Universidade do Minho
Rita Carvalho – Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Ricardo Leite – Universidade do Porto
Simón Arrebola-Parras – Universidade de Sevilha
Todos os resumos e artigos serão submetidos a uma revisão Peer Review. Os resumos aprovados serão impressos na ocasião da conferência e os textos completos serão publicados online no Repositório da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Submissão de Comunicações
1ª Fase – Envio de resumos provisórios para o e-mail expressaomultipla@gmail.com.
Até 15 novembro, data limite para o envio do Resumo.
Até 30 novembro, notificação de pré-aceitação ou recusa
Nesta primeira fase cada comunicação é apresentada através de um RESUMO de uma ou duas páginas (máx. 2.000 carateres) que pode incluir uma ou duas ilustrações.
2ª Fase – Envio dos Artigos
Até 19 de janeiro de 2020, envio do artigo para publicação no repositório
Apreciação por ‘double blind review’ ou ‘arbitragem cega.’
Cada artigo recebido pelo secretariado é reenviado, sem referência ao autor, a dois, ou mais, dos membros da Comissão Científica, garantindo-se no processo o anonimato de ambas as partes (double-blind). No procedimento privilegia-se a distância geográfica entre a origem de autores e a dos revisores científicos.
Formato do Artigo
Cada comunicação final tem cinco páginas (máx. 11.000 caracteres sem contar com os espaços referentes ao corpo do texto, sem contar com caracteres do título, resumo, palavras-chave, legendas e bibliografia).
O formato do artigo, com as margens, tipos de letra e regras de citação é o abaixo indicado:
TÍTULO
(título em fonte Times New Roman, tamanho 14, maiúsculas, negrito, centralizado)
Resumo
O resumo deve ter no máximo 10 linhas, fonte Times New Roman, tamanho 11, espaçamento simples, parágrafo justificado.
Abstract
O abstract deve ser em inglês, fonte Times New Roman, tamanho 11, espaçamento simples, parágrafo justificado.
Subtítulos (negrito)
Fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5. Parágrafo justificado à esquerda. As referências para citações diretas (Autor, ano, pág.) e indiretas (Autor, ano), gráficos e imagens, devem obedecer ao padrão APA.
Referências Bibliográficas
As referências bibliográficas devem seguir o Modelo APA. Fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples. Inserir um espaço simples entre as referências.
EXPOSIÇÃO a ilustração na ulisboa
Dez 16 2019
28 NOVEMBRO > 20 DEZEMBRO | GALERIA BELAS-ARTES
2ª a 6ª feira, 11h00-19h00 / sábado, 14h00-17h00
No âmbito do 2.º Encontro A Universidade de Lisboa e o Património, apresenta-se uma exposição que pretende unir as coleções de várias unidades orgânicas desta instituição de Ensino Superior.
Aqui encontramos a Ilustração na sua plenitude, como modelo ou exercício de aprendizagem, ultrapassando a visão tradicional do seu conceito bidimensional, que ganha uma nova tridimensionalidade com um caráter absolutamente pedagógico.
Esta pequena recolha que agora apresentamos demonstra a potencialidade da ligação entre as coleções que constituem o Património da ULisboa, refletindo a necessidade da adoção de uma estratégia para o património que ligue as várias unidades orgânicas em torno de um eixo comum para a defesa da sua herança partilhada.
Este cruzamento inesperado pretende fomentar novas pontes de ligação entre as diferentes escolas e os seus museus, como o objetivo de incentivar novos projetos transversais e transdisciplinares entre os seus investigadores.
Curadoria:
Alice Nogueira Alves
Ana Mafalda Cardeira
Filipa Soares
Maria Teresa Sabido
Virgínia Glória Nascimento
LAGOA HENRIQUES (1923 – 2009)
Da coleção à ilustração
UMA EVOCAÇÃO DO ATELIER DE LAGOA HENRIQUES
O estudo do processo criativo de um artista do século XX tem forçosamente de partir do reconhecimento das suas fontes artísticas e do seu universo de referências na Natureza e nas Culturas do Mundo por onde viajou. Ao apresentarmos uma seleção de fotos do atelier, realizadas algumas delas em vida do artista ou pouco depois do seu falecimento, antes da desmontagem e transferência do espólio, pretendemos dar conta dessas múltiplas «lembranças» materializadas nos objetos colecionados.
Assim, às conchas (náutilus e búzios) e aos barros etnográficos, juntam-se as máscaras (africanas e japonesas), as lucernas, os leques (chineses e japoneses), instrumentos musicais eruditos e populares, um tinteiro ou a estatuária antiga em madeira (europeia e asiática). Nesta destacam-se dois Cristos, um da Ressureição, seiscentista, e um fragmento de um Crucificado que Lagoa Henriques considerava ser da mão de Miguel Ângelo, com base numa análise estilística e na referência documental a um Cristo desse autor existente numa capela de um antigo Convento lisboeta.
Curadoria:
Maria Teresa Sabido
Virgínia Glória Nascimento
Alice Nogueira Alves
Com a colaboração de
Fernando António Baptista Pereira
Maria João Gamito
27 > 30 NOVEMBRO 2019 | Faculdade de Belas-Artes
27 nov | Sessão de Abertura | Anfiteatro Manuel Valadares | Museu de História Natural e da Ciência (entrada pelo átrio principal do Museu)
28 – 30 nov | Apresentação das comunicações, pósteres e workshops | Grande Auditório | FBAUL
Apresentação
Na sequência da edição de 2018, realiza-se entre os dias 27 e 30 de novembro de 2019 a segunda edição do Encontro – A Universidade de Lisboa e o Património, organizado pela Faculdade de Belas-Artes, em conjunto com a Reitoria e com a colaboração das Escolas da ULisboa.
Neste encontro é pretendida uma abordagem global ao notável património cultural e natural da ULisboa, nas suas múltiplas vertentes – científica, artística, histórica e arquitetónica – reunindo património do saber e da ciência, representado pelos seus edifícios, museus, bibliotecas, arquivos, laboratórios, jardins e coleções, que são identificados como fontes de memória, compreensão, identidade, diálogo, coesão e criatividade.
A importância de iniciativas desta natureza fundamenta-se nas diretrizes internacionais, segundo as quais cabe às instituições a responsabilidade da preservação dos seus elementos patrimoniais e da sua divulgação. Este papel deve ser acentuado no contexto de uma instituição de ensino superior, considerada como a detentora de todos os testemunhos materiais e imateriais da evolução do ensino nacional e europeu nos últimos séculos.
O debate entre as várias escolas da ULisboa visa a promoção do cruzamento dos diversos domínios do conhecimento e do saber, desenvolvidos nas suas Faculdades, Institutos e Centros de Investigação, que trabalham as mais variadas áreas, desde as Artes e Humanidades, às Ciências e Tecnologias. Tem também como objetivo estimular a criação de novas sinergias resultantes de uma visão transdisciplinar no seio da ULisboa
Este encontro pretende ainda reforçar a educação da comunidade académica para a importância do seu património único, e fomentar a contribuição de todos para o estudo e estabelecimento de estratégias de salvaguarda, preservação, valorização e divulgação deste importante recurso para a construção de uma identidade comum.
Linhas temáticas
- Ilustração literária, científica, arqueológica, artística e paisagística
- Estudo, Dinamização e Divulgação do Património e das Coleções da ULisboa
- Estratégias na ULisboa para a Valorização, Preservação, Conservação e Restauro do Património
O primeiro dia é dedicado ao Património Cultural da Universidade de Lisboa e o segundo ao Património Cultural na Universidade de Lisboa, onde se destacam projetos sobre património cultural realizados pelas escolas da Universidade.
PROGRAMA (PDF)
LIVRO DE RESUMOS (PDF)
Comissão Executiva e Organizadora
Alice Nogueira Alves (FBA)
Ana Bailão (FBA)
Ana Mafalda Cardeira (FBA)
Cristina Tavares (FBA)
Eduardo Brito-Henriques (IGOT)
Eduardo Duarte (FBA)
Fernando António Baptista Pereira (FBA)
Filipa Soares (IST)
João Pais (FBA)
João Paulo Martins (FA)
Jorge dos Reis (FBA)
Luís Jorge Gonçalves (FBA)
Maria Isabel Dias (IST-CTN)
Maria Teresa Sabido (FBA)
Mariana Diniz (FL)
Marta Frade (FBA)
Marta Manso (FBA)
Marta Lourenço (MUHNAC)
Palmira Siva (IST)
Pedro Arsénio (ISA)
Odete Palaré (FBA)
Virgínia Glória Nascimento (FBA)
Keynote Speakers
Artur Ramos (FBA)
Fernando António Baptista Pereira (FBA)
Maria Isabel Dias (IST-CTN)
Marta Lourenço (MUHNAC)
Comissão Científica
António Vaz Carneiro (FM)
Artur Ramos (FBA)
Carlos Fabião (FL)
Eduardo Brito-Henriques (IGOT)
Fernando António Baptista Pereira (FBA)
Henrique Leitão (FC)
Isabel Dias (IST-CTN)
João Paulo Martins (FA)
Luísa Arruda (FBA)
Maria João Mogarro (IE)
Maria João Neto (FL)
Marta Lourenço (MUNHAC)
Susana Henriques (FM)
Vítor Serrão (FL-ANBA)
Comissão de Honra
Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa | Presidente da República
Professor Doutor António Cruz Serra | Reitor da Universidade de Lisboa
Professor Doutor José Manuel Pinto-Paixão |Vice-Reitor da Universidade de Lisboa
Professor Doutor António Feijó | Pró-Reitor da Universidade de Lisboa
Dra. Catarina Vaz Pinto | Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa
Professor Doutor Carlos da Costa Salema | Presidente da Academia das Ciências
Doutora Emília Ferreira| Diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea
Almirante Francisco Vidal Abreu | Presidente da Academia de Marinha
Professor Doutor Guilherme d’Oliveira Martins | Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian
Professor Catedrático Luís Aires Barros | Presidente da Sociedade de Geografia
Professora Doutora Manuela de Matos Fernandes | Presidente da Academia Portuguesa da História
Professora Doutora Maria Calado |Presidente do Centro Nacional de Cultura
Doutora Natália Correia Guedes | Presidente da Academia Nacional de Belas-Artes
BoCA — Os Espacialistas
Dez 09 2019
BoCA 2019 / Gonçalo M. Tavares & Os Espacialistas, “Os Animais e o Dinheiro”, Teatro da Trindade © Bruno Simão
13 DEZEMBRO > 18H00 I SALA 4.15
A BoCA – Biennial of Contemporary Arts, bienal de arte contemporânea, realiza-se nas cidades de Lisboa e Porto, com expansão das suas atividades a outras cidades portuguesas e estrangeiras. A segunda edição da BoCA decorreu entre 15 de março e 30 de abril de 2019, simultaneamente, nas cidades de Lisboa, Porto e Braga.
A BoCA propõe um conceito colaborativo inédito entre instituições culturais com uma programação transversal entre campos artísticos; a sua programação contempla o desafio a artistas portugueses e estrangeiros para criarem objectos artísticos em novos contextos do seu corpo de trabalho e em novos espaços.
Além do evento principal, a BoCA tem actividades paralelas e uma programação continuada. Por um lado, a circulação nacional e internacional de obras e ciclos de programação que expandem a BoCA a outras cidades, por outro lado, o projecto educativo com actividades como: a BoCA Summer School (que acontece todos os anos e que convida vários artistas portugueses e estrangeiros a dirigirem workshops) e a BoCA de… (um ciclo de masterclasses de artistas que participaram na BoCA para falarem do seu trabalho e do projecto específico que criaram em escolas e universidades).
Direção artística e programação: John Romão
OS ESPACIALISTAS
Nova criação / Performance / BoCA 2019
Os Espacialistas é um projeto laboratorial de investigação teórica e prática das ligações entre Arte e Arquitetura com início de atividade em 2008. Substituem o lápis pela máquina fotográfica, enquanto dispositivo de desenho, de pensamento, de perceção e de diagnóstico do espaço natural e construído, cujas ações são reguladas pelo Diário do Espacialista e auxiliadas pelo “Kit Espacialista Por/tátil” que transportam consigo. Entre os trabalhos realizados destacam-se: projetos de arquitetura, exposições de fotografia, vídeos, instalações, espaços cénicos, performances, colaborações literárias, ilustrações fotográficas, oficinas, seminários e publicações.
Apresentados em locais tão diversos como o Museu da Electricidade (2008), Galeria Lagar de Azeite (2008), Galeria de Arte Contemporânea Paulo Amaro (2008), Ordem dos Arquitetos – OASRS (2008), Feira de Arte Internacional de Lisboa (2008), Laboratório de Atividades Criativas (2009), Centro Cultural das Caldas da Rainha (2009), Centro Cultural de Belém (2009/2011), Coreto do Jardim da Estrela (2009), Jardim da Torre de Belém (2009), Universidade Lusíada de Lisboa (2009), Centro Nacional de Cultura (2009), Auditório dos Oceanos (2010), Teatro da Trindade (2010), Universidade de Belas-Artes do Porto (2010), Teatro do Campo Alegre (2010), São Luiz Teatro Municipal (2010/2011), Red Bull House Of Art (2011), Circuito Aberto de Arte Pública de Paredes (2012), Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto – FAUP (2013), 17ª Bienal de Cerveira (2013), livro “Atlas do Corpo e da Imaginação” de Gonçalo M. Tavares, Fundação Calouste Gulbenkian (2014/2015), Fábrica da Moagem de Tomar (2014), “Post Architectural Voices” (Espaço Mira, Porto, 2015). Projecto em Exposição: “Os Espacialistas no Palácio” (Março/Abril 2016), “LAR – Laboratório de Arte e Arquitectura” na Universidade Lusíada de Lisboa (2016/—-) e Loja do Espacialista no Centro Cultural de Belém ( 2017/ —-).
um monumento para o lousal — sessão pública de inauguração
Dez 02 2019 
07 DEZEMBRO > 15H00 I LOUSAL
Durante o ano de 2018, com o suporte do Município de Grândola, desenvolveu-se na aldeia mineira do Lousal um projeto comunitário de arte pública em homenagem ao movimento operário mineiro. O processo participativo resultou na conceção de uma intervenção escultórica para ser implantada na povoação.
O objetivo deste projeto foi pensar, testar e concretizar um modelo de criação artística partilhado entre a comunidade do Lousal e uma equipa de mediação liderada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, à qual se associaram outros centros de investigação científica (CIEBA/ FBAUL, CEACT/UAL, VICARTE/FBAUL, IHA – NOVA FCSH, DINAMIA’CET-IUL, CICS-NOVA). Um modelo de trabalho que permitiu o envolvimento de todos na discussão de propostas em torno de uma imagem de futuro para o Lousal, potenciando a tomada de decisões coletivas, a apropriação e o usufruto pleno do espaço público. A apresentação pública da obra será no dia 7 de dezembro de 2019, pelas 15 horas.
momentum no âmbito do inshadow 2019 — Lisbon Screendance Festival
Dez 01 2019
22 NOVEMBRO > 18 DEZEMBRO I CISTERNA BELAS-ARTES
MOMENTUM
EXHIBITIONS / INSTALLATIONS
ENTRADA LIVRE // FREE ENTRANCE
21 NOV – 18 DEZ
Segunda, Quarta, Sexta | 15h às 19h
CISTERNA FBAUL
O mundo afigura-se na sombra, entre o visível e o subjectivo, no interior. Aproximar trabalhos de artistas que antes não comunicavam é um exercício intuitivo, revelador de um processo de leitura múltipla, que impulsiona narrativas.
Colocar trabalhos artísticos em diálogo é por si só um desafio exigente, responsável, que permite a correlação directa entre as imagens e as respectivas texturas, escalas, perspetivas. Conseguimos experienciar através da percepção do corpo.
De 21 Novembro a 18 Dezembro, o Festival InShadow regressa à Faculdade de Belas- Artes da Universidade de Lisboa, estreia-se na Cisterna, com o cruzamento entre tecnologia, imagem/som e movimento onde se abre uma janela caleidoscópica em formato de vídeo-instalação para a celebração do centenário da obra coreográfica de Merce Cunningham, com o apoio da Merce Cunningham Trust e da REDIV - Red Iberoamericana de Videodanza. Um loop-vídeo com mais de 7 horas de material cinematográfico raro, algures entre o experimental, o documental e o performático.
Numa mesma relação de vídeo-instalação: Border de Sofia Ferreira Marques, visa questionar os mecanismos políticos e sociais do corpo, criando uma imagem-objecto que reflecte sobre a interferência não-linear de escala e visão. Rafael Raposo Pires apresenta Espaço | Marca numa reflexão do acto de ocupação de terrenos e a sua subsequente marcação que visa explorar a relação entre estruturas verticais inseridas no espaço horizontal. O fotógrafo João Pedro Rodrigues apresenta a exposição In*Outside, uma análise fotográfica do movimento dentro e fora de fronteiras do espectáculo de dança “3,50×2,70″da CiM – Companhia de Dança.
No dia de inauguração são ainda apresentadas a instalação-interactiva VR - Dance in Virtual Reality do colectivo BlackBox Lab que visa desafiar os espectadores a experimentar uma forma imersiva de perspectivas alternativas de um processo de criação de dança, e Inter Faces, uma performance com uma aplicação em realidade aumentada com geoposicionamento, de Régis Costa de Oliveira.
O Festival InShadow revela o melhor da criação artística transdisciplinar que traduz a força da combinação entre corpo, dança e movimento, nas áreas do vídeo-dança, documentário, performance, exposições e instalações, um lugar de encontros imprevisíveis entre o cinema e a dança.
O tema da sombra estende-se por Lisboa na celebração da 11ª edição, conta com mais de 150 artistas, 37 eventos, 3 performances em estreia absoluta, 63 filmes, 11 instalações e exposições, workshops e conversas em vários espaços: Cinemateca Portuguesa, Cinemateca Júnior, Teatro do Bairro, Museu da Marioneta, Espaço Santa Catarina, Espaço Cultural das Mercês, Appleton Square, Ler Devagar, Galeria Otoco, Fnac do Chiado, ETIC e diversas outras parcerias.
O corpo inquieta-se, e volta a imaginar-se na sombra.
Pedro Sena Nunes e Ana Rita Barata
Centenário Merce Cunningham
Trust Foundation e REDIV
FILMES
Border
Sofia Marques Ferreira
VÍDEO-INSTALAÇÃO
IN*OUTSIDE
João Pedro Rodrigues
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA
Espaço | Marca
Rafael Raposo Pires
VÍDEO-INSTALAÇÃO
VR – Dance in Virtual Reality
BlackBox Lab
INSTALAÇÃO INTERACTIVA
Inter Faces
Régis Costa de Oliveira
PERFORMANCE
Alunos FBAUL: Rafael Raposo Pires e Régis Costa de Oliveira
8 > 14 DE NOVEMBRO – MOSTRA DE OBRAS DE ALUNOS DA FBA NA REITORIA DA ULISBOA
Nov 14 20198 > 14 DE NOVEMBRO | ÁTRIO DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
No âmbito da 1ª Mostra Cultural, organizada pela Reitoria da Universidade de Lisboa, e durante uma semana, no Átrio da Reitoria da Universidade de Lisboa estarão expostas obras de alunos das Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
+info
https://mostracultural.ulisboa.pt/evento-mostra-de-arte.php
Forma
Todos nós realizamos imagens mentais, mas a possibilidade as formalizar, de as tornar reais, de as dialogar e comunicar no lugar de encontro entre o pensamento e a matéria está apenas ao alcance de alguns. A esses chamamos-lhes Escultores. Escultura é a capacidade de passar para a matéria aquilo que todos podem pensar, imaginar ou sonhar, mas só alguns materializar. Em Escultura a ideia determina-se a partir do momento em que se resolve, ou encarna na matéria com toda a carga de limitações que esta comporta. Em Escultura a ideia consuma-se quando esta se define como forma.
A forma pode ser entendida como estrutura ou como disposição das partes. Através dela observamos os elementos em relação a conceitos como simetria, ordem e proporção, aspectos racionais e objectiváveis que podem ser expressos em termos aritméticos. São formas que resultam do desenvolvimento de cânones, a expressão matemática de um conceito de figura humana.
A forma também pode ser tão somente aparência, a realidade que envolve o conteúdo. A forma torna-se então sentido, significado e elemento expressivo. Estas são as formas de expressão puramente formal, em que a fruição se pode obrigar a ser quase táctil.
É através da mão do Escultor que a forma encontra a sua materialidade; forma e matéria, sujeito e objecto, exterior e interior elaborando-se mutuamente. E se à forma é necessário um suporte em que se cumpra, não podemos considerar a matéria como um agente mas como uma mediação.
Mediação é também aquela que é empreendida pelo observador. A forma para se completar, depois de feita, tem de ser mostrada. Só assim é que se ela se conclui. E em cada exposição, em cada mostra, aquilo que se vê não é mais do que os encontros entre o pensamento e a matéria que estão apenas ao alcance de alguns. Neste caso Escultores.
João Castro Silva
Professor Auxiliar Escultor
Alien Magazine: identidade, design e política
Nov 01 2019
20 NOVEMBRO > 14H00 I SALA 4.15
Alien Magazine: identidade, design e política
Lisa Moura
20 de Novembro, sala 415, 14h
Desde a sua origem, a palavra “alien” adquiriu múltiplos significados, desde a terminologia legal, que se serve da palavra para descrever as pessoas que estão fora dos seus territórios nativos, sendo sinónimo de conceitos como estrangeiro ou imigrante, às criaturas às vezes fofas, às vezes monstruosas retratadas pela ficção científica.
A revista Alien explora, distorce e expande os limites da compreensão do que é um alien. Numa série de ensaios visuais/escritos, entrevistas ou relatórios de investigação, convida os cidadãos, independentemente da sua forma, tamanho, cor, profissão, partido político, credo, crença, nação, planeta a repensar as normas e os rótulos sociais.
Numa sociedade por vezes alienante, a Alien Magazine oferece-se como um porto seguro para aqueles que sentem que não o têm.
Podes — 1º Festival de Podcasts
Nov 01 2019
09 NOVEMBRO I CHIADO
Podes é o primeiro festival de podcasts em Portugal e vai acontecer a 9 de Novembro de 2019 em diversos locais no Chiado, em Lisboa, sendo um deles a Faculdade de Belas-Artes, no sábado dia 9 de novembro nos seguintes espaços:
Auditório Lagoa Henriques – 10h00/ 18h00h
Grande Auditório – 18h00/-20h30
Salas 3.63, 4.05, 4.06, 4.08 e 4.09
Nesse dia vamos celebrar os podcasts e os podcasters em Portugal, com workshops, painéis, episódios de podcasts ao vivo e uma entrega de prémios.
Este site é o melhor sítio para ficar actualizado, escolher o teu programa para o festival e saber como tudo funciona. Visita regularmente para novidades e surpresas!
http://www.facebook.com/podcastsportugal
Lançamento do Nº 20 da Revista ARTETEORIA_21 Nov
Nov 01 201921 NOV | CINEMATECA
No próximo dia 21 de novembro, pelas 18h30, realiza-se o lançamento do nº 20 da Revista ARTETEORIA, que decorrerá na Cinemateca Portuguesa, na Rua Barata Salgueiro, nº 39, em Lisboa.
1º SEMINÁRIO DAS IDENTIDADES E HISTÓRIAS – 12 DE NOVEMBRO
Nov 01 201912 DE NOVEMBRO | GRANDE AUDITÓRIO
No próximo dia 12 de Novembro de 2019, realizar-se-á o 1º SEMINÁRIO IDENTIDADES E HISTÓRIAS, cujo tema contempla as artes e histórias que formam e influenciam a constituição da identidade dos países: Portugal, Brasil e Marrocos.
As inscrições são gratuitas e realizadas no próprio dia, conforme programação de divulgação e no final serão emitidos certificados de participação com a carga horária de 7h.
Programação:
10:00: Inscrições e abertura do evento
10:30: Azulejo como fusão de culturas
Palestrante: Luís Jorge Rodrigues Gonçalves
11:30: Azulejo alicatado: tradição marroquina que chegou a Portugal
Palestrantes: Hassane Ait Faraji e Adriana Oliveira
12:30: almoço
14:00: Forte do Iguatemi: uma fortificação colonial em Mato Grosso do Sul -Brasil
Palestrante: Maria Margareth Escobar R. Lima
15:00: A arte da Renda de Bilros do nordeste brasileiro: sustentabilidade social e cultural
Palestrante: Francisco Naguilo Modesto
16:00: debate
17:00: encerramento e entrega de certificados
Realização: CIEBA | FBAUL | UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)
as imagens e a autonomia dos seus conflitos
Nov 01 2019
05 NOVEMBRO > 14H00 I GRANDE AUDITÓRIO
Os colóquios e a publicação do livro de ensaios com a designação As imagens e a autonomia dos seus conflitos são um “regresso” ao debate sobre a origem das imagens, a sua natureza ambivalente, a multiplicidade das suas funções, as suas novas tipologias, a vertigem da respectiva disseminação, mas também a exigência de se efectuar uma reflexão alargada sobre algo em que se está ininterruptamente imerso: fluxismo e imagem.
No colóquio de Paris (Cité Universitaire), a 25 de setembro, e no colóquio de Lisboa (FBAUL), a 5 de novembro, registar-se-á a participação de um conjunto de autores com competências específicas no domínio da imagem (nomeadamente da FBAUL, da Univ. Panthéon-Sorbonne, Univ. Paris 8, da Univ. de Lille, Univ. Granada, e outros lugares de indagação sobre a origem e o sentido das imagens), motivos pelos quais vos convido a inscrever e participar neste projecto.
Durante o Colóquio a realizar na FBAUL será apresentado o livro de ensaios com o título e os autores indicados no Cartaz/ Programa aqui anexado. Segue também uma ficha de inscrição.
INSCRIÇÕES
Apesar de gratuita a inscrição é obrigatória.
Para o efeito solicita-se o preenchimento da FICHA DE INSCRIÇÃO e o envio da mesma para investigar.artes@gmail.com
Ara Pacis: a arte entre o sagrado e o profano — conferência por manuel gantes
Nov 01 2019
19 NOVEMBRO > 17H00 I ACCADEMIA DI BELLE ARTI DI ROMA
Conferência por Manuel Gantes
A arte mantém-se numa permanente tensão entre o sagrado e o profano.
Propõe-se uma reflexão sobre o lugar da arte no mundo na perspectiva de um pintor e da sua experiência.
Segundo alguns autores a arte começou por ser uma forma de magia, ter-se-á convertido numa forma de religião e, finalmente em mercado?
A arte é o sagrado melancólico do mundo e a sua irrisão também é vaidade de vaidades.
Ara Pacis: o sagrado transformado em profano? Depende das perspectivas de poder ou de entendimento da arte como um todo? Encontram-se, em cavernas da Patagónia, mãos pintadas idênticas, no processo de criação (stencil), às de Altamira: A inteligência da arte. O artista enquanto pré-historiador?
O que interessa de facto é a relação entre o espectador e o pintado, há uma fundamental experiência do tempo: lembra-te que és mortal, sem arte não há vida real, tudo são ilusões. Por isso a arte interessa como uma forma de reflexão sobre o nada que resta e o nada que resta é a arte.
A ideia de morte da pintura só pode ter valor programático, não é inocente nem factual no sentido de necessária. Tal como, independentemente de ser antidoutrinária, a crítica do poder é civilizadamente ignorada e o culto do espúrio exaltado.
Palavras-chave: Arte, desenho, sagrado, profano, tempo.
Manuel Gantes, Lisboa, 2019
Catálogo CONTEMPORARY INTERVENTIONS IN MEMORY: DIALOGUES AND SILENCE
Out 30 2019
25 SETEMBRO > 04 OUTUBRO I SALA 2.30
Inaugurou no dia 25 de setembro, às 18h00, na sala 2.30, a exposição Contemporary Interventions in Memory: Dialogues and Silence. A exposição ficou patente até 4 de outubro.
Composta por trabalhos em diferentes linguagens artísticas, a exposição Contemporary Interventions in Memory: Dialogues and Silence abre ao público no dia 25 de Setembro na Faculdade de Belas- Artes da Universidade de Lisboa.
Com curadoria de Catarina Marques da Silva e Tatiana Engelbrecht, a mostra acontece no âmbito do colóquio internacional Intervir na Memória. Restauros de época moderna em monumentos funerários medievais (séc. XV-XX), organizado pelo Instituto de Estudos Medievais e o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, juntamente com o Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, que se realiza entre 25 e 26 de Setembro.
Contemporary Interventions in Memory: Dialogues and Silence é resultado de um Call for Works lançado aos alunos da Faculdade de Belas-Artes (pintura, escultura, arte multimédia e fotografia) pela Comissão Científica e Organizadora do colóquio, decorrendo de uma proposta até hoje inédita, que pretende estabelecer uma ponte ideal entre o Ensino e a Investigação, entre especialistas e artistas em formação, entre a Academia e a Arte. A exposição reúne instalações, pinturas e fotografias de Ana Galvão, Ânia Pais, Bárbara Jasmins, Joana Sequeira, Liliana Ferreira, Manuel Ferreira, Ruben Lança e Salomé Lopes que dialogam entre si e propõem uma abordagem contemporânea para o tema do colóquio, buscando estimular a reflexão sobre a arte tumular de época medieval e seu legado enquanto património artístico.
“O objetivo da exposição é prolongar o debate em torno da relevância do património tumular medieval e do impacto das intervenções a que este vem sendo submetido ao longo do tempo”, explica Catarina Marques da Silva. “São obras provocativas, que instigam à reflexão sobre temas como finitude, eternidade, memória, abstração e materialidade.
What Will Be? Strategies, practices and performances in social arts
Out 18 2019
21 > 22 OUTUBRO I GRANDE AUDITÓRIO I ENTRADA LIVRE
Esta conferência internacional irá explorar criticamente as encruzilhadas da arte social e seu potencial para interagir e produzir mudanças políticas e sociais, mantendo um ponto de vista integrado das artes e da academia. É organizado conjuntamente pela ICNOVA / NOVA – FCSH; IHA / NOVA-FCSH; CIEBA / FBAUL; VICARTE – FBAUL (Portugal); AiRS e Skövde Art Museum (Suécia).
Oradores convidados/Special Keynote speakers
Anna Viola Hallberg and Thomas Oldrell; Dr. Anne Douglas, emeritus professor Grays School of Arts, Robert Gordon University, Aberdeen; Sofia Wiberg and Um Monumento para o Lousal research team.
Conversa com Alexandra Lucas Coelho
Out 01 2019
21 OUTUBRO > 15H00 I ESCADAS DA CAPELA FBAUL
No âmbito do programa ‘SURVIVE A YEAR – AND A DECADE…’ — A memória do mundo: a crise da realidade vs. a crise do jornalismo
(DCV/Licenciatura Design de Comunicação 2019/20)
Alexandra Lucas Coelho é jornalista e escritora. Publicou três romances, cinco livros de não-ficção e tem no prelo uma série. Como repórter, primeiro na RDP, depois no “Público”, cobriu várias zonas de conflito, da ex-URSS à América Latina e ao Médio Oriente. Foi correspondente em Jerusalém e no Rio de Janeiro. Recebeu vários prémios de jornalismo e o Grande Prémio de Romance e Novela da APE.
# 18. art — da admirável ordem das coisas: da arte, emoção e tecnologia
Out 01 2019
17 > 19 OUTUBRO I GRANDE AUDITÓRIO E AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES BELAS-ARTES
Partindo de duas obras – “Admirável Mundo Novo” (1931), Aldous Huxley; “A Estranha Ordem das Coisas: A Vida, os Sentimentos e as Culturas Humanas”, António Damásio (2017) – desejámos que o #18.ART sirva como plataforma de discussão que pretende coalescer os mundos da arte, saúde, ciência e tecnologia.
em cc. — suspensão e gravidade /// finissage 16 outubro
Out 01 2019
FINISSAGE 16 OUTUBRO > 17H00 I 19 SETEMBRO > 17 OUTUBRO I CISTERNA BELAS-ARTES
Realiza-se no dia 16 de outubro, pelas 17h00 a finissage da exposição “Em Cc. – suspensão e gravidade” , com apresentação pública dos trabalhos pelos seus autores.
A entrada é livre.
A Cisterna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa acolhe a exposição de trabalhos desenvolvidos pelos alunos finalistas da pós-graduação em “Discursos da Fotografia Contemporânea” intitulada “Em Cc. – suspensão e gravidade” com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues.
Esta mostra apresenta os resultados do trabalho autoral desenvolvido pelos alunos desta pós-graduação num espaço em que, para vosso conhecimento, as paredes só têm um lado, a gravidade se faz sentir e o tempo se suspende por instantes.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–18h
sáb › 15h–19h
monday to friday › 11am to 6pm
saturday › 3pm to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Esta exposição está integrada no Bairro das Artes.
Todos os inícios incorporam o seu próprio fim. A insignificante semente de um carvalho possui já toda a informação genética das condições para o seu desenvolvimento, mutações e morte. Ciclos, de maior ou menor dimensão, constroem um contínuo na espuma dos dias. Os começos e os finais sucedem-se de forma orgânica indiscerníveis na camuflagem das metamorfoses não apreensíveis à visão fragmentária. Mais alguns ciclos terminam com a presente exposição: o do ano letivo 2018/19, o término de algumas colaborações, abordagens, ilusões e desilusões. Em todas elas se funde, numa indistinta massa, o sentido de fecho e de (re)início.
A oliveira não morre por ser transplantada para outro local, apenas reinicia o seu estado orgânico com nutrientes e ventos distintos. Espero que todos aqueles que alteram agora o seu estado possam colher sol e ventos favoráveis nos seus novos terrenos profissionais, quer sejam artísticos ou de outra ordem. No fundo, todos os novos anos são novos. Tudo se passa de modo distinto quer se deva a factores internos ou externos, às dinâmicas de grupo ou apenas ao simples fluir dos dias. Os trabalhos resultantes, tenham maior ou menor importância no percurso de todos os envolvidos, são como partículas em suspenso de um longo caminho. Uma espécie de poeira que se mantém persistentemente no ar após termos pisado a terra. Mais do que a pegada, desinteressante impressão direta, a poeira tem o perturbador efeito de se manter no ar, metamorfosear-se, ligar-se ao vento e deslocar-se para longe. Aí, poderá iniciar um novo ciclo.
Rogério Taveira
(Coordenador da Pós-Graduação em Discursos da Fotografia Contemporânea)
Encontro de Investigação em Arte e Design – EnIAD
Set 30 2019
01 > 03 OUTUBRO I GRANDE AUDITÓRIO
Encontro de Investigação em Arte e Design – EnIAD
– Mestrados e doutoramentos
Lisboa, FBAUL, 1, 2 e 3 de outubro de 2019
O Encontro de Investigação em Arte e Design – EnIAD centra-se na apresentação do percurso e dos processos que conduzem a investigação nos campos da Arte e do Design, e nos seus resultados. O encontro pretende assumir-se como plataforma de divulgação de investigação original pós-graduada e de partilha dos desafios, conhecimentos e experiências que envolvem a realização de um Trabalho de Projeto, de uma Dissertação ou de uma Tese. O EnIAD tem, igualmente, o intento de fomentar a discussão e a reflexão interdisciplinares em torno das especificidades e tendências da investigação académica nos campos da Arte e do Design.
O Encontro de Investigação em Arte e Design – EnIAD convida estudantes e investigadores dos campos da Arte e do Design a apresentarem os seus projetos de investigação, concluídos ou em curso, no âmbito da frequência de cursos de mestrado ou de doutoramento.
Está aberta a “Chamada de Trabalhos” para a submissão de sinopses até ao dia 31 de maio.
educação pela arte e património — noite europeia dos investigadores 2019
Set 22 2019
27 SETEMBRO > 18H00 I MUSEU NACIONAL de HISTÓRIA NATURAL E da CIÊNCIA, CLAUSTRO, PISO 0
O projeto Educação pela Arte e Património de Olga Sotto é um projeto pioneiro na área dos monumentos que consiste no desenvolvimento do Ensino Artístico através de Ateliers de Pintura, Dramaturgia e Encontros com História, dirigido a crianças dos 4 aos 12 anos que desenvolvem o objetivo de aliar a Educação pela Arte à descoberta do nosso Património e da nossa História, este projeto funciona em colaboração com o Gabinete de Apoio Técnico e Cientifico dos monumentos, tem por objetivo educar e estimular a criatividade, através da observação e vivência do património.
Esta é uma das atividades que fazem parte da programação da Noite Europeia dos Investigadores, no dia 27 de setembro, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência.
yeti — youth education through illustration
Set 22 2019
03 > 06 OUTUBRO I QUINTA DAS RELVAS, BRANCA, ALBERGARIA-A-VELHA
O YETI — Youth Education Through Illustration é um encontro internacional de ilustração para jovens cuja programação inclui conferências, workshops, exposições, night talks, música ao vivo e muito mais, onde palco e público se fundem num ambiente intimista, mas de fervilhante inspiração reforçado pela moldura natural ímpar da Quinta das Relvas (Branca, Albergaria-a-Velha)!
Junta-te a nós nesta aventura e reserva já o teu bilhete em yeti.up.pt! Apressa-te, os bilhetes vão esgotar rapidamente!
(Organização composta por vários alunos e ex-alunos da FBAUL. Os alunos da FBAUL e FBAUP usufruem de um desconto de 30%).
feci quod potui — medalha, moeda & objetos
Set 03 2019
12 > 27 SETEMBRO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 12 de setembro, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição Feci quod potui — Medalha, moeda & objetos de José S. Teixeira, com curadoria de Andreia Pereira Ferreira. A exposição ficará patente até 27 de setembro.
Exposição integrada na 11ª edição do Bairro das Artes.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
No início da década de 1990, uma imagem negativizada e de aparente malbarato da medalha, essa camada artística “menor” dita e redita pelavulgata, desaconselhava José Teixeira a uma abordagem mais ambiciosa. Instigado pelo Professor Helder Batista a integrar as aulas de Medalhística da FBAUL e o grupo Anverso/Reverso, toma a si a tarefa de contornar as dificuldades ínsitas ao desafio e opera a transformação necessária para uma resposta emocional à tentação. Arrancado ao seu meio e aos seus hábitos, é precipitado numa prova para a qual nada o predispusera e adentra-se no universo liliputiano das coisas pequeninas, que cabem na mão, que podem ser tomadas, sopesadas, e apreendidas num só golpe de vista, um universo povoado de formas potenciadas por um novo esforço conceptual, e apimentado q.b. por animadas controvérsias e presunções. A medalha acabaria por se tornar o lugar adequado, o lugar estratégico privilegiado, para a elaboração de um conhecimento sistemático, intrinsecamente transdisciplinar, que doravante se irá converter em profissão de fé. Nesta estrada para Damasco, o escultor será animado por uma consciência cada vez mais sólida e apurada sobre “o que é” e “o que não é” específico da medalha.
O batimento dialético que agita o conjunto de obras que compõem a exposição “José Teixeira – Feci quod potui: medalha, moeda & objetos”reveste-se das arestas estimulantes de um primeiro encontro e atesta a capacidade do escultor em hipostasiar incomensuráveis ordens de realidade, operadas na charneira que articula as duas e as três dimensões. Representa também uma aclaração decisiva da filiação da medalha no universo ubíquo da escultura, correlata à constituição de uma categoria socialmente distinta de escultores cada vez menos inclinados a levar em conta as regras firmadas pelo legado dos seus predecessores, e cada vez mais propensos a libertar a sua obra de toda e qualquer dependência, seja de censuras críticas ou de programas estéticos, seja de controlos académicos ou de encomenda, seja, no limite, de rotulações estanques e delimitações disciplinares restritivas, já que, por princípio, a medalha, à imagem de tantas manifestações artísticas periféricas, se insere por direito no contexto macroscópico da arte contemporânea – o seu tão desejado espaço Schengen.
Chamada a coligir notas capazes de traçar a cartografia desta exposição, aptas a exprimir os matizes do pensamento do autor, ou a indagar a possibilidade de existência de uma identidade de base subjacente às múltiplas e mutáveis expressões deste “povo fictício” – o modelo originário, o a priori das morfologias visíveis –, cedo esbarrei no embaraço de resvalar para as areias movediças de especulações supérfluas, parciais ou mesmo estéreis, trazendo à liça argumentações ásperas, cegueiras terminológicas e fervores ideológicos, birras e diatribes (entre outras idiossincrasias temperamentais),ou pior, considerações servis e condescendentes.
Prescindindo de uma desejável anamnese clínica, a tarefa foi literalmente sustentada por impressões e esfoliações, hipóteses mais imaginadas do que fundamentadas, sem qualquer valor normativo. Sintomas, no curso habitual das coisas, sem pretensão de desemaranhar o fundo alucinatório que a obra ímpar de José Teixeira condensa.
A perversidade de agrupar tamanha disparidade de propostas plásticas sem considerar os seus pormenores múltiplos ou as suas especificidades concretas, passaria por generalizar um aspeto isolado e fazê-lo passar por uma visão de conjunto, o que se traduziria, inevitavelmente, numa perda de amplitude analítica. Qualquer obra é autossuficiente e dispensa dissecações. Dissecar uma obra é fechá-la, despromovê-la ao estatuto de coisa, confinar a sua desejável “abertura”.
Mas eis-me, a contrapelo, munida do pente-dos-bichos, proposta a escrutinar o insondável inventário dos movimentos da alma alheia, buscando uma forma de cartografar a subjetividade e circunscrever o “terreno de combate” do escultor, as diferentes tonalidades do seu pensamento, numa qualquer arrumação sistemática ou tranquilização hierárquica que não violente o seu contexto.
Ataxonomia que anima as obras expostas foi determinada, em parte, por um certo princípio de procedência, que se justifica por considerarmos evocar uma sistematização do pensamento e do comportamento do escultor – a sua cadeia de custódia –, mas exalta também a sua capacidade de flutuar entre opostos, tornando-os operacionalmente compatíveis. Deste modo, a organização da exposição foi balizada pela diferenciação ou aproximação progressivas entre medalhas, moedas e objetos, cotejo necessário para joeirar as singularidades das hipóteses de trabalho, apostando numa distribuição por núcleos onde se perfilam qualidades formais, materiais, conceptuais e funcionais idênticas, eixos temáticos que consolidam, em uníssono, aquelas que são as linhas de investigação substanciais do escultor.
Uma consideração interna inclinar-me-ia a arriscaraquele que considero ser o traço diferencial da obra de José Teixeira e que reside numa reaproximação da medalha ao seu sintagma identitário. Não lhe apaga o potencial subversivo, mas retira-a do “reino universal da anomia”.
O fazer da medalha obedece a regras e reflete constrangimentos, supõe ações, tensões, resistências, mas o plano de trabalho de José Teixeira, preciso e enquadrado – resiste ao plop esquizofrénico da encomenda infundada –, dotado de uma envergadura de enorme subtileza semiótica, é também habitado por pontuais extravagâncias, as quais, por meio de ressaltos e ricochetes, infletem toda a conformação nativa da medalha numa inquietude moderna de vocação plural.
Lúcido, obstinado, autossuficiente e icástico, não persegue o “cliché da novidade” ou a “presunção de modernidade”, não receia a natureza binária do anverso e do reverso, não se verga à lógica da precipitação; compraz-se na sofisticação – numa quase obsessão pelo rigor –, cultiva o dom de “pensar poeticamente”, e anima‑o uma curiosidade especulativa que desemboca na livre perseguição do saber “inútil”. Não depõe armas, combate até à exaustão lógica todas as possibilidades, organiza-as em abcissas e ordenadas, em zonas intersticiais de exploração, em intervalos heurísticos; exalta o espírito militante da investigação científica, o pensamento crítico, o horizonte cívico; de mais a mais, a regra e a lei não excluem o díspar, e também o irónico, o anedótico, o insólito e o absurdo se instalam, um coeficiente de aleatório e de instável que conduz à tal “inquietante estranheza” proliferante em denotações e paradigmas.
José Teixeira encarna a qualidade de estar sempre prestes a ser seduzido pelos objetos, a capacidade de acolher o que é estranho e de assimilar a sua contingência e obscuridade, conferindo‑lhes valor de necessidade e legalidade.
Quando a um pensamento já por si disposto a distrair-se se apresenta uma bifurcação atrativa, um ramal, uma linha de desvio, “Eis um feliz encontro!”
Andreia Pereira