Arte
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festival ars electronica
Set 02 2019
05 > 09 SETEMBRO I LINZ, ÁUSTRIA
A convite da organização do Festival Ars Electronica, a área de Arte Multimédia da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa – FBAUL – participa na exposição Campus do Festival, que tem lugar em Linz, Áustria, de 5 a 9 de Setembro de 2019.
O festival, que em 2018 contou com mais de 100,000 visitantes, desenvolve a sua atividade desde 1979 e reúne anualmente investigadores, artistas e cientistas de todo o mundo.
Na edição em que o Ars Electronica completa 40 anos, a exposição Timelessness envolve os participantes numa viagem através de paisagens sociais, estéticas e temporais, apelando ao espaço, à memória e à temporalidade, enquanto ingredientes principais. A exposição reúne um conjunto de projetos artísticos desenvolvidos por estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento, no âmbito da área de Arte Multimédia da FBAUL.
Com a curadoria de Mónica Mendes e de Ana Teresa Vicente, conta com trabalhos de Adriana Moreno, Ana Teresa Vicente, Andreia Batista / André Fidalgo Silva / Luís Morais / Miguel Ribeiro, Joana Resende, João Batista / Noel Martins / Pedro Gonçalves / Hugo Rocha, Pedro Soares e Régis Costa e com o apoio de Patrícia Gouveia (direcção da área), António de Sousa Dias (Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes – CIEBA) e Pedro Ângelo (direcção técnica).
Esta iniciativa tem o suporte da FBAUL / CIEBA, inclui a colaboração de Maurício Martins / Rita Carvalho / Tiago Rorke (MILL) no apoio técnico e documentação, de João Costa / João Rocha (ProjectLabb) na fabricação de suportes expositivos, as parcerias com o Interactive Technologies Institute (ITI / LARSYS) e o Instituto Superior Técnico (IST), e os apoios ARTiVIS, Mira & Mendes e MILL.
O catálogo encontra-se disponível no site do Festival Ars Electronica 2019 sob o tema “Out of the Box”: https://ars.electronica.art/outofthebox/files/2019/08/festival2019.pdf
Além da exposição, a FBAUL é representada na Talk Campus, onde a professora Mónica Mendes participa como oradora convidada na sessão “Universities and their way to…” (https://ars.electronica.art/outofthebox/en/campus-forum/).
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Programa completo: https://ars.electronica.art/outofthebox/files/2019/08/timetable_en.pdf
Secção da exposição no site do Ars Electronica: https://ars.electronica.art/outofthebox/en/timelessness/
+info: http://aec.belasartes.ulisboa.pt
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a (im)permanência do gesto — o filme de Manuel Botelho
Ago 31 2019
26 SETEMBRO > 18H00 I GRANDE AUDITÓRIO I ENTRADA LIVRE
O filme A (im)permanência do gesto resulta da participação do Autor como conferencista no Congresso internacional Almas de Pedra. Escultura tumular: da Criação à Musealização, realizado em novembro de 2017.
O filme, que se será projetado durante a sessão de encerramento do Colóquio Internacional Intervir na Memória. Restauros modernos em monumentos funerários medievais (sécs. XV-XX), a decorrer no Grande Auditório da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, no dia 26 de setembro de 2019 às 18h00, foi já apresentado publicamente em três ocasiões: no Festival de Cinema Doclisboa (24-10-2018); na abertura do Festival Interuniversitário de Cinema CINENOVA (21-02-2019); e na delegação da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris (27-05-2019).
Convida-se toda a comunidade académica e estudantil a participar no evento
A Comissão Científica e Organizadora do Colóquio
Ficha técnica:
A (im)permanência do gesto / The (Im)permanence of the Gesture, 2018, vídeo, 26’40’’, de Manuel Botelho
Realização, texto, imagens fotográficas: Manuel Botelho
Gravação vídeo: Miguel Nabinho
Som: Miguel Nabinho, Fernando Fadigas
Montagem: Fernando Fadigas
Tradução: David Prescott
Legendagem: Tiago Jordão, Ingreme
Colóquio internacional Intervir na Memória. Restauros de época moderna em monumentos funerários medievais (sécs. XV-XX)
Ago 30 2019
COLÓQUIO INTERNACIONAL — 25 > 26 SETEMBRO I GRANDE AUDITÓRIO
O Instituto de Estudos Medievais e o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, juntamente com o Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, organizam o Colóquio internacional Intervir na Memória. Restauros de época moderna em monumentos funerários medievais (sécs. XV-XX), que decorrerá nos dias 25 e 26 de Setembro de 2019, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (antigo Convento de São Francisco da Cidade), em Lisboa.
No âmbito do Colóquio realiza-se a exposição Contemporary Inteventions in Memory: Dialogues and Silence, com obras de Ana Flor Galvão, Ânia Pais, Bárbara Jasmins, Liliana Ferreira, Manuel Ferreira, Joana Paiva Sequeira, Rúben Lança e Salomé Lopes, com curadoria de Catarina Marques da Silva.
O Colóquio Internacional Intervir na Memória. Restauros de época moderna em monumentos funerários medievais (sécs. XV-XX) realiza-se na sequência do Congresso Internacional Almas de Pedra. Escultura Funerária: da Criação à Musealização, decorrido em Novembro de 2017, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, nomeadamente dando continuidade ao debate internacional e interdisciplinar ali lançado em torno do património tumular medieval.
O Colóquio reunirá, por convite, um conjunto de especialistas, nacionais e internacionais, escolhidos pela qualidade do seu trabalho e por terem desenvolvido investigação relevante na área focada pelo encontro. Concretamente, destaca-se a participação de investigadores e académicos de Portugal, Itália, Espanha, França e Inglaterra.
O Colóquio centrar-se-á nas intervenções a que certos monumentos funerários medievais foram sujeitos ao longo da época moderna e o impacto dessas mesmas acções, tanto na realidade física dos túmulos, quanto no entendimento que deles se foi construindo. Esta análise pode incluir manipulações de natureza diversa, desde os restauros às deslocações/descontextualizações.
As intervenções analisadas no Colóquio inscrever-se-ão numa cronologia alargada (séculos XV a XX) e poderão incluir formas diversas de acção operadas sobre túmulos medievais, por vezes autênticas manipulações, que vieram a interferir nos projectos funerários a estes interligados ou subjacentes, com a realidade física das obras e/ou a leitura e interpretação das mesmas.
Desta forma, estaremos não apenas a (re)descobrir processos concretos de intervenção sobre certas esculturas tumulares medievais, como também a abordar a evolução na própria teoria e prática do restauro, incluindo ainda fenómenos de redescoberta e valorização da Idade Média, na óptica do seu impacto sobre a vida (material e histórica) dos monumentos fúnebres medievos.
Pretende-se, assim, contribuir para a abertura de uma discussão que importa aprofundar no âmbito do estudo do património histórico-artístico medieval e particularmente da arte tumular, poucas vezes encarada nesta perspectiva. Este debate revela-se fundamental, não apenas para uma séria interpretação crítica, tanto histórica como estética, dos monumentos fúnebres, como para a actual preservação, valorização e, em certos casos, musealização destas peças, fonte privilegiada sobre o Passado e instrumento polivalente de construção de memória.
Para além dos painéis de conferencistas convidados, o colóquio abrirá espaço, através de um Call for Posters, a um conjunto seleccionado de investigadores que pretendam apresentar os seus trabalhos de pesquisa em relação com o tema e os objectivos do colóquio, sob a forma de posters (reunidos numa exposição aberta ao público) e de uma breve apresentação oral, no contexto de uma sessão específica.
Mais informações disponíveis em: https://intervirnamemoria.weebly.com
terra de ninguém
Ago 29 201912 JULHO > 13 SETEMBRO I MUSEU MILITAR DE LISBOA
Inaugura no dia 12 de julho, às 16h30, o Museu Militar de Lisboa, a exposição Terra de NInguém de Catarina Mendes, Cecília Rimbaud, Filomena Rodrigues, Jéssica Burrinha e Liliana Alcaria, alunas do Mestrado em Escultura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Coordenação de João Castro Silva.
A exposição ficará patente até 13 de setembro.
Utilizando a guerra, e os universos a ela ligados, como metáfora – tratando de temas tão abrangentes como fragilidade, dissimulação, apego, perda, separação, memória, esquecimento, partilha – as obras expostas revelam-nos as inquietações de cinco mulheres que questionam o lugar do humano no mundo de hoje.
VITÁCEAS
Ago 20 2019
08 > 31 AGOSTO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 8 de agosto, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição Vitáceas de Leonor Fonseca, com curadoria de Victor dos Reis. A exposição ficará patente até 30 de agosto.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Vitáceas é o nome, derivado do latim vitaceae, da família das videiras. As suas bagas há muito que nos alimentam, nos saciam e nos embriagam. A capacidade de alterar a nossa consciência tornou o líquido produzido a partir delas um dos mais primitivos e eficazes instrumentos para, de modo deliberado, nos mascararmos, nos transformarmos, viajarmos e, em última análise, sermos outros.
A série Vitáceas de Leonor Fonseca elege pessoas, processos e instrumentos, direta e indiretamente ligados à produção do vinho, como elementos exacerbadamente visuais. Daqui nascem fotografias que traduzem o excesso inerente a este processo numa narrativa acentuadamente cromática e ficcional, onde a diluição de fronteiras entre géneros, conceitos e convenções – como high e low art, arte erudita e arte popular, criação séria e produção pimba – é parte indissociável do original processo criativo da artista. Sem sobranceria nem altivez, sem desdém.
As obras que Leonor Fonseca aqui mostra são todas elas retratos que, numa profunda empatia com as pessoas e os artefactos envolvidos, transportam para a criação fotográfica este excesso, esta ficção e esta dissolução de fronteiras. Com a mesma inevitabilidade com que as flores das vitáceas podem ser hermafroditas e, na nossa cultura, o vinho se transmuta em sangue e o sangue em vinho.
Victor dos Reis
finalistas de pintura faculdade de belas-artes ulisboa 18’19
Ago 20 2019

30 JULHO > 24 AGOSTO I SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS-ARTES
Inaugura no dia 30 de julho às 18h30 a exposição FINALISTAS DE PINTURA FACULDADE BELAS-ARTES ULISBOA 18’19, na Sociedade Nacional de Belas-Artes.
A exposição ficará patente até 24 de agosto.
horário schedule
2ª a 6ª › 12h–19h
sábado › 14h–20h
monday to friday › 12am to 7pm
saturday › 2pm to 8pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, com a prestimosa colaboração da Sociedade Nacional de Belas-Artes, vem dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos seus finalistas, dando continuidade a idênticos eventos anteriores.
A exposição abrange a totalidade dos finalistas tendo sido organizada em duas fases distintas: a apresentação de um conjunto de obras escolhidas pelos alunos -por vezes apenas uma obra; a selecção das obras consideradas mais representativas dos percursos efectuados pelos discentes, sem qualquer tipo de actuação censória.
A reflexão sobre as obras expostas, num momento em que a definição de obra de arte parece depender cada vez mais de um acto de legitimação, radica no património de conhecimentos e experimentações efectuadas no seio das diferentes vanguardas artísticas do séc. XX.
Considera-se a possibilidade de, com o nosso olhar de contemporaneidade, recorrermos a teorias e conceitos de artistas que, a seu modo, nos finais do séc. XIX estiveram presentes no surgimento da arte do séc. XX à qual em grande parte ainda estamos ligados, como é o caso de um texto de 1890, no qual Maurice Denis defendia – sob o dogma da sua própria arte – que uma obra de arte antes de ser uma batalha de cavalos, um nu, ou seja o que for, era uma superfície plana coberta de cores segundo uma determinada ordem.
Em abono da verdade, a arte da pintura sempre utilizara a parede, a madeira ou a tela como suporte. O que Maurice Denis não podia adivinhar era a grande transformação que se viria a operar ao longo de todo o séc. XX, quer a nível de materiais/meios, quer na exploração dos elementos da linguagem pictórica. Porém, num princípio tinha razão: a arte possuía e vem possuindo uma determinada ordem, uma estrutura, uma intencionalidade, muito para além da sua referência privilegiando a cor, a saber: uma composição.
Quando posteriormente, noutro texto de 1898, Maurice Denis defendeu, referindo-se aos pintores/artistas que, a criação de uma obra de arte estava no saber e na vontade do artista, deu-nos a seu modo, a chave que nos permite direcionar o nosso olhar para as obras em presença partindo destes dois princípios sugeridos: o saber e a vontade do artista.
Estes jovens autores expondo-se, expõem um percurso feito de uma diversidade de saberes acumulados orientados a partir do desenvolvimento e apuramento das suas propostas de trabalho.
Sem tentações de adjectivação de valor e, ou, de gosto, esperamos que a consolidação dos percursos destes jovens possa coexistir em os dois princípios fundamentais de Maurice Denis que não será demais enfatizar: o saber e a vontade do artista.
João Pais
PRÉMIO SGPCM — FBAUL
Ago 20 2019 
12 JULHO > 30 AGOSTO I SGPCM
Inaugurou no dia 12 de julho, às 11h00, na Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros, a exposição Prémio SGPCM – FBAUL. A exposição ficará patente até 30 de agosto.
Na cerimónia de inauguração foram entregues os prémios e as menções honrosas:
1º Prémio – Lígia Fernandes
2º Prémio – Simão Martinez Pinto
3º Prémio – Tomás Serrão
Menções honrosas:
Joana Paiva Sequeira
Lorenzo Bordonaro
Tiago Costa
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
O Júri, constituído pelo Secretário Geral da SGPCM, pelo Presidente da FBAUL, pelos diretores das áreas de Arte Multimédia, Desenho, Escultura e PIntura, reuniu no dia 26 de março.
Foram selecionados os seguintes alunos:
1. Alberto Marques
2. Ana Romãozinho
3. Ana Sofia Sá Santos
4. Ânia Pais
5. Bárbara Jasmins
6. Joana Hamrol Pereira
7. Joana Paiva Sequeira
8. João Madureira e Pedro da Silva
9. Julian Sanchez
10. Lígia Fernandes
11. Lorenzo Bordonaro
12. Maria Inês Alves
13. Maria Inês Marcos
14. Pedro Quintáns
15. Simão Martinez Pinto
16. Tiago Costa
17. Tomás Serrão
A Secretaria Geral da Presidência de Conselho de Ministros (SGPCM) e as Belas-Artes Lisboa com o duplo objetivo de estimular e divulgar novos artistas e designers, cujo universo é circunscrito aos alunos da instituição e, ao mesmo tempo, valorizar a sala de reuniões do Conselho de Ministros bem como outros espaços do edifício sede da Presidência do Conselho de Ministros, promovem um concurso anual destinado a promover e a premiar a criação de obras site specific por estudantes matriculados no 1º e no 2º ciclos de estudos ministrados nas Belas-Artes, que acrescentem valor e enriqueçam artística e esteticamente o edifício.
Notas:
a) O concurso é dirigido exclusivamente a alunos da FBAUL, matriculados no 1º e no 2º ciclos de estudos das áreas formativas da instituição;
b) No ano de 2018/2019, o concurso dirigir-se-á particularmente a estudantes das Áreas de Arte Multimédia, Desenho, Escultura e Pintura;
c) De modo a informar e esclarecer os estudantes interessados em participar, decorrerá uma sessão de esclarecimento, no dia 19 de fevereiro de 2019, às 14h30 na SGCPM, na qual estarão presentes membros da SGPCM e docentes da FBAUL;
d) As inscrições decorrem entre 18 de dezembro 2018 e 28 de fevereiro de 2019 através de um formulário Google que deve ser acedido com a conta @campus no gmail aberta;
e) O primeiro, o segundo e o terceiro premiados recebem respetivamente 2.500€, 1.500€ e 1.000€, atribuídos pela SGPCM;
f) Ler com atenção todo o regulamento onde se encontram discriminadas todos os prazos, fases e documentação necessária do concurso.
résvés
Ago 19 2019 
24 JULHO > 30 AGOSTO I CASA DO SAL, CASTRO MARIM
Inaugurou no dia 24 de julho, às 18h00, na Casa do SAL, a exposição RÉSVÉS — Castro Marim/ Odeleite com 12 artistas das Belas-Artes.
Adriana João
Ana Ferreira
Ana Isaías
Christiano Mere
Elisa Azevedo
Fernando Pina
Inês Raposo
Leonor Fonseca
Maria Francisca
Pedro Gonçalves
Pedro Mendonça
Tânia Tomás
horário
todos os dias, entre as 10h00-13h00 e as 14h00-18h00.
Rua São Gonçalo de Lagos
Telefone: 281 510 740 (Câmara Municipal)
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Tekhnê era a palavra grega para Arte. Ligava a arte à técnica de saber fazer, de entender os limites e possibilidades dos materiais, de transformar as coisas segundo regras de conhecimento acumulado.
Criou-se – por necessidades políticas e culturais – uma separação hierárquica entre arte e artesanato: entre quem fazia o quê, com quê, para quê e para quem.
Neste RÉSVÉS voltámos à raiz: 12 artistas que aprendem, tocam, cheiram, fazem, falam, experimentam, entendem e conhecem o trabalho e a prática ancestral de artesãos do concelho de Castro Marim.
Cada um de nós, ao longo de dez dias de residência, foi incorporando ideias nos projectos aqui apresentados, que só são possíveis depois da partilha destes breves contactos: não são obras finalizadas, são parte da experimentação e do processo de quem acabou de se maravilhar.
Amassar, pintar, ripar, fotografar, fiar, colher, rendilhar, empreitar, filmar, coser, imprimir, cardar, desenhar, tecer, atirar, esculpir, expor, ceifar, moldar, montar. Tudo isto faz parte de um mesmo contacto profundo com os materiais: com o que eles são e podem vir a ser para o outro.
Em contacto – sentimos aqui – as delicadas relações entre terra, tempo, esforço e detalhe; os ciclos da matéria-prima, a concentração e repetição necessárias para entrelaçar objectos e pessoas.
Valter Ventura
PRÉMIO CAT 2018—2019
Jul 30 2019
13 JULHO > 02 AGOSTO I CASA DAS ARTES DE TAVIRA
Inaugura no dia 13 de julho, às 22h00, na Casa das Artes de Tavira, a exposição PRÉMIO CAT 2018—2019, resultado de uma seleção de artistas, da 12ª Edição das GAB-A (Galerias Abertas das Belas-Artes), na FBAUL (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) nos dias 18 e 19 do mês de Maio no ano de 2018. Esta seleção foi feita por um painel de júris, composto pelos artistas David Evans, Emília Nadal e Margarida Palma.
GAB-A é um evento anual e tem como objetivo de permitir ao público a possibilidade de assistir, em primeira mão, a alguma produção artística facultada pelas áreas de Arte e Multimédia, Ciências da Arte e do Património, Desenho, Design Comunicação, Design Equipamento, Escultura e Pintura, realizada pelos estudantes nos espaços da FBAUL.
A exposição reúne obras dos artistas premiados nomeadamente : Ana Sofia Sá; Beatriz Mónica; Carlos Cavaleiro; Carolina Lino; Hugo Cubo; Juliana Julieta; Leonor Sousa Fernandes; Margarida Andrade; Maria Francisca de Abreu Afonso; Natacha Queirós; Tiago Santos; Vera Kace; assim como, também obras dos elementos do júri que foram convidados a participar.
A partilha do mesmo espaço expositivo entre os artistas premiados e o painel de jurados tem a sua essência nessa sinergia envolvente, que de certo modo constitui um aspecto de novidade, enriquecedor desta exposição. Uma espécie de partilha, entre quem faz e quem vê, promotora de encontros estéticos inesperados.
natura, naturans
Jul 29 2019
04 > 30 JULHO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 4 de julho, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição Natura, Naturans de Dora Iva Rita, com curadoria de João Paulo Queiroz. A exposição ficará patente até 30 de julho.
FINISSAGE – 25 JULHO | 18h00
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Da Natura Naturans à coisa acabada
1. Modos
Vejo os objetos ambíguos, e por isso ‘valentes’ de Dora Iva Rita, e penso como eles se completam no meu olhar, já longe do seu fazer. O olhar pousa, o meu como o teu, e neles pode descobrir estas coisas.
Talvez reler um pouco de Espinosa que, na sua Ética, pode auxiliar a apreender a contradição que segue encerrada nas coisas, todas, e também afinal no campo a que chamamos arte.
A arte forma-se só fora do útero, já longe das mãos do artista. A arte só é depois dos outros, com o tempo, depois dos olhares, das lembranças, das recordações, e concretiza-se talvez de modo mais definitivo já depois de sair das mãos do seu autor, para ganhar a sua identidade e o seu efeito quando se insere na teia relacional, social, simbólica: são afinal os outros, que não os artistas, que transformam a coisa em arte.
Dito de outro modo, a arte parece ser um ‘modo’ social de uma substância potente que pode ser simbólica. Afinal a arte pode ser um indício, uma modalidade, uma ocorrência, da vasta valência, na qual o simbólico é um modo, que se esconde e em que se transforma o mundo.
2. Coisa acabada
Da possibilidade à coisa, da potência à ocorrência, estabelece-se uma tensão fundamental: a coisa dita opõe-se à possibilidade de dizer, à arbitrariedade da escolha, à modalização da substância. A arte cumpre-se fora do atelier, e só existe enquanto relação. Essa relação, interpessoal, simbólica, pressupõe uma possível substituição, ou melhor, uma representação fundamental. Aqui estamos mais próximos da Natureza Naturans, da possibilidade substancial, antes da definição da ocorrência, do encerramento, e da coisa acabada, Naturata.
Mas a quem cabe a convocatória inicial, a chamada? Pergunto, já a caminho, e no meu caminho.
João Paulo Queiroz, maio 2019
LABORATÓRIO
(NATURA NATURANS)
Entende-se a oficina como um laboratório e o processo artístico como uma forma de pensamento e gnose, onde a forma recondensa e funde outros entendimentos da génese dos mundos e onde dissolver e solidificar são operações básicas da cognição. Quando abordamos a alquimia fazemo-lo numa perspetiva filosófica, na tradição dos muitos pensadores que estão, naturalmente, refletidos neste nosso trabalho. A grande maioria dos tratados conhecidos são ilustrados com aquilo que por vezes é designado por emblemas e que facilitam, ou por vezes disfarçam, a compreensão daquilo que é descrito em palavra. Facilitam e confundem. Palavra e imagem têm um registo simbólico, analógico e velado (ELIADE, 2000). Mas, não obstante a irreverência de querer dizer não dizendo ou desdizendo, a alquimia foi adquirindo determinados padrões iconográficos como se fosse construindo uma linguagem própria que encaminha para as práticas celebradas ou concelebradas (ROLA, 1998).
Na tratadística alquímica as substâncias, sejam elementos minerais puros ou compostos, sejam elementos vegetais ou animais, unem-se por analogias qualitativas ou comportamentais e são sempre tomados como entes (JUNG, 2011). Entes que interagem purificando-se, complementando-se, ou mesmo anulando-se. Estas inter-relações são racionais e intuitivas numa profunda construção do sentido e do sentimento (BARUCH, 1990) e da própria essencialidade do se ser completo e vivente.
Mas é a capacitação narrativa do têxtil e a sua ancoragem nos mitos fundadores o que permite plasticidade e uma facilitação introspetiva a esta amálgama perceptiva que se desenvolve como “matéria-prima” do trabalho que agora se mostra.
E se aqui entendemos filosoficamente a alquimia também nos dirigimos do mesmo modo para o têxtil. Trabalhamos o têxtil enquanto conceito básico do mundo, estrutura da matéria do universo e da sua percepção. Sustentabilidade como integração do singular no múltiplo, das mensagens culturais antigas no nosso momento, da criatividade do pensamento como inteligência, do conhecimento e respeito por si próprio como dignificação do Outro, da possibilidade consciente de tecer transcendências (JUNG, 2009).
Têxtil e alquimia misturam-se em cada trabalho com realce ora para um ora para outro mas sempre num registo de sustentabilidade cultural no sentido mais humilde que ela tem, o do trabalho individual em benefício do ente universal.
Atravessamos momentos em que a globalização se indefine quanto ao rumo por onde hão de enveredar linhas de força opostas: uma no sentido de encontrar um equilíbrio sustentável para 99% da população mundial (tomando mão da divisa do movimento Occupy), com uma organização democrática e polifacetada complexa, imaturamente perceptível em frágeis compromissos ratificados nos encontros de líderes mundiais, protocolos, acordos de princípio, quotas/limite, onde ainda existe muita margem para países não-alinhados; outra força, aparentemente bem enraizada nos bastidores da política mundial, arrebanhando os ministeriáveis mais subservientes, gananciosos e servis, corre ameaçadoramente num sentido contrário à Humanidade, robustecendo compulsivamente a plutocracia de 1% da população mundial, através de uma anosognosia sobre a consecução da hegemonia sobre todos os outros, através da sensação de impunidade por direito moral próprio [anosognosia é a ausência de consciência da própria condição, um sintoma de diversas doenças neurológicas, definido como tal em 1914 pelo neurologista Joseph Babinski (1857-1932)]. Entre esta luta de ideias sobre como construir mundos, as enormes assimetrias vão-se mantendo até que haja a tomada de consciência global de que cada ente é parte deste planeta, de que qualquer parte é parte desse todo, havendo que respeitar por igual qualquer das partes para que exista uma sustentabilidade do todo.
Urge encontrar recursos que consigam equacionar estes problemas ideológicos, sociais, ambientais e geopolíticos de forma a tornar manifestas trajetórias tendentes a que se desenvolvam sociedades mais igualitárias, pacificadas e sustentáveis. Mas os mecanismos existentes, que até agora têm assegurado alguma democracia dos sistemas sociopolíticos, estão ameaçados pelo desgaste dos seus princípios, pelo que se torna necessário agir claramente, com conhecimento e em uníssono, com o fim de criar referenciais fortes e verdadeiros que ancorem a consciência dos povos, dentro da confusa e asfixiante teia global onde nos inserimos, e façam convergir o sentido do mundo global para sociedades mais sustentáveis, justas e livres. Para isso teremos de proceder como sempre se procede em épocas de crise de identidade, confusas e com a consequente perda de consciência própria: olhar por dentro, reconhecer padrões ancestrais, refletir sobre outros modos e processos de fazer mundos, reconhecermo-nos no mito e reabsorvê-lo para, então, depois se projetar e criar com bases consequentes e não manipuláveis por vícios plutocráticos. A sustentabilidade é um sistema em rede em que nada está isolado, por isso o nosso entendimento da sustentabilidade se liga ao de textilidade no encontro de um novo caminho ideológico planetário. A semelhança estrutural entre a sustentabilidade e a matéria têxtil e a relação desta com os mitos fundadores, nesta exposição refletidos através da alquimia, levam-nos a sublinhar a importância da arte têxtil neste contexto. Para haver reconversão sustentável das sociedades há a urgência de criar através da arte, pois a arte criada estabelece pontos por onde emergem sinais vitais de um inconsciente coletivo (JUNG, 2011) que atua como referência transferida para a atualidade da obra. O têxtil encontra-se aqui numa posição privilegiada na comunicação dos paradigmas mitológicos essenciais e geradores, possibilitando uma apropriação metodológica quando usado como matéria galvanizadora da obra. O envolvimento estrutural na ética da sustentabilidade (BARUCH, 1990) permitirá a um mundo doente um processo evolutivo coerente com um sentido universal, reconstruindo-se como um verdadeiro todo, identificado pelas diversas partes, cada uma delas tão inadiável e importante quanto as outras. E isto poderá ser percepcionado através da arte têxtil, que, por inerência, transporta em si as sementes da cura. Criar cura e viver a arte liberta, pacifica e consciencializa o verdadeiro lugar geométrico do ser no universo.
BARUCH, Spinoza, Ética. Lisboa, Relógio d’Água, 1990. ISBN 972-708-166-5
ELIADE, Mircea, O Mito da Alquimia. Lisboa, Fim do Século, 2000. ISBN 972-754-155-0
JUNG, Carl Gustav, Psicologia e Alquimia. São Paulo, Vozes, 2011. ISBN 978-853-264-131-1
JUNG, Carl Gustav, Red Book. Liber Novus. Nova Iorque, Ww Norton & Co, 2009. ISBN: 978-039-306-567-1
ROLA, Stanislas Klossowiski de, Le Jeu d’Or – Figures hiéroglyphiques et emblèmes Hermétiques dans la littérature alchimique du XVII siècle. Londres, Thames & Hudson, 1998. ISBN 2-87811-134-6
Dora Iva Rita, 2019
alfarrobeira, exposição de j. rosa g. no âmbito do projecto evocação — arte contemporânea 2016-2019
Jul 29 2019 
23 MAIO > 31 JULHO I MUSEU MILITAR DE LISBOA — SALAS DA GRANDE GUERRA
Informamos que este evento será registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Na sequência do projeto expositivo Evocação – Arte Contemporânea, a decorrer nas Salas da Grande Guerra do Museu Militar de Lisboa desde 9 de março de 2016, vai inaugurar a décima intervenção intitulada Alfarrobeira de J. Rosa G. no dia 23 de maio de 2019, quinta-feira, às 18h30,
Uma trágica batalha que há 570 anos mudou o mundo em confronto com uma guerra que há 100 anos envolveu o mundo.
Alfarrobeira de J. Rosa G.
Nas salas da Grande Guerra do Museu Militar de Lisboa, decorre a décima intervenção integrada no projeto Evocação arte contemporânea (2016-2019), intitulada Alfarrobeira. Com esta intervenção, de J. Rosa G., as salas da Grande Guerra deste museu são confrontadas com uma homenagem ao Infante D. Pedro (1392-1949), um príncipe perdido no campo de uma batalha nas margens da ribeira de Alfarrobeira, próximo de Alverca, no dia 20 de maio de 1449.
Sendo um príncipe culto e amado por todos, profundo conhecedor do seu tempo, a sua morte alterou o rumo da história porque sem esta batalha e com D. Pedro, tudo teria sido diferente.
E a Grande Guerra que se evoca aqui, sendo uma guerra mundialmente assumida por todos, com muitos soldados desconhecidos de ambas as partes, é igualmente uma ocorrência que alterou o rumo da história. Sem ela tudo seria diferente.
Esta relação entre estes dois momentos, pode ser descoberta na sensibilidade própria do investigador-artista que relaciona o irrelacionável, que diz o indizível, que questiona incessantemente as origens das coisas e dos factos, sempre com uma atitude construtiva de perspetivar outros futuros.
Verificamos que as coincidências entre estes dois factos são o tempo e os lugares percorridos por todos aqueles que buscam soluções para o mundo, tanto de forma consciente como de forma natural. Lugares como Arras, Bruges, Gante, Bruxelas, Lovaina, Nuremberga são por onde passaram o infante D. Pedro em 1425-26, seguramente o primeiro português a viajar pela Europa, numa longa viagem que o leva a conhecer cinco países ao longo de dois anos, num périplo que enquadra a sua grandeza intelectual, cultural e humanista.
São também estes lugares, onde, entre 1916 e 1918, milhares de soldados deram as sua vidas por causa das raízes de uns e de outros. Soldados desconhecidos, não por não se saber a sua identificação, mas porque não lhes foi dado o tempo necessário para nos disserem o que eram e qual seria a sua missão no mundo. Soldados desconhecidos evocados neste evento sob o pretexto do infante D. Pedro, um príncipe português do século XV, humanista, a quem não foi dado o tempo e o espaço para exercer o seu saber. Se o fosse tudo seria diferente.
O que J. Rosa G. nos propõe é o questionamento do destino perante a vida e a morte, perante a “pedra-príncipe” e o “pranto”, perante a sensibilidade estética própria de um artista ao escrever um livro-obra como lugar de registos do pensamento vivo e universal, em sintonia com o seu tempo. Uma evocação dos desconhecidos de uma guerra grande e mundial e de uma batalha nas margens de uma ribeira salientada pela relevância da sensibilidade histórica e estética de J. Rosa G. Temos deste modo três tempos, 1449, 1918 e 2019 em sintonia, por intermédio da estética de uma obra que inevitavelmente nos supera a todos.
Uma obra que resulta de investigação histórica, de pensamento estético, de intuição envolvida na procura da essência da arte. Um livro sobre Pedro e Pranto, sobre a força do ser e a emoção, sobre a questão da falta e da ausência, sobre o destino. Pedro e Pranto é um pensamento sobre como o mundo poderia ser diferente se uma batalha, se uma guerra não tivessem existido, se não houvesse necessidade de prantos, se os homens se tivessem entendido pela palavra ou pela arte, e não se servissem apenas destas como instrumentos de poder.
Ilidio Salteiro, 2019
J. Rosa G.
Nasceu em 1961 em Vale de Açor, concelho de Ponte de Sor.
Desde 1995 efetuou mais de 120 livros de autor, únicos ou de tiragem reduzida e realizou as seguintes mostras:
Exposições Individuais:
2004 – “dos livros que não se lêem”, Biblioteca Nacional, Lisboa,
2007 – “O Livro de Pan II e Outros Livros”, Museu da Água em Lisboa.
2013-15. “Milagre – Elogio aos Painéis de Nuno Gonçalves”, Capela do Fundador do Mosteiro do Mosteiro da Santa Maria da Vitória, Batalha.
Exposições colectivas:
1999 – Artistas Com Timor, Armazém 7, Lisboa.
2006 – Caligrafias, Casa Fernando Pessoa, Lisboa.
2012 – Arquivo Secreto, Arquivo Fotográfico de Lisboa, com o livro inédito: 744-252.
Off The S{h}elf: The Self and Subjectivity in the Artist’s Book, Londres, 2012, com o livro: A Look Against Narcissus.
2012 – 3ª Feira do Livro de Fotografia, Fábrica do Braço de Prata, Lisboa.
Mais informações:
Este projeto tem os apoios do Museu Militar de Lisboa, da Faculdade de Belas-Artes da Universidade, do Centro de Investigação e Estudo em Belas Artes e das Galerias Abertas da Belas-Artes.
Museu Militar de Lisboa, Largo Museu da Artilharia. 10h / 17h (encerra 2ª feira). T: 21 884 2300.Transportes: Santa Apolónia (Carris, Metro, CP).
Diretor do Museu Militar de Lisboa: coronel Luís Paulo de Albuquerque.
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa: professor Ilídio Salteiro.
https://evocacao14-18.blogspot.pt/p/hugo-ferrao.html
http://issuu.com/i.salt/docs/cat__logo_1?e=13899296/33822672
Corpos Desconhecidos – Exposição individual de Artur Ramos
Eranos — Bang! Bang! A consciência de si - Exposição individual de Hugo Ferrão
Gravidade – Exposição individual de José Teixeira
Campo Santo – Exposição individual de Manuel Gantes
Entre o Céu e a terra – Exposição individual de João Paulo Queiroz
Guerra e Espelhos – Exposição individual de António Trindade
Link para memória do esquecimento global – Exposição individual de Rocha de Sousa
A menina (não) fica em casa – Exposição individual de Isabel Sabino
OSSOS - Exposição individual de João Castro Silva
Curadoria: Coronel Luís Paulo de Albuquerque e Professor Ilídio Salteiro
Apoios: Museu Militar de Lisboa; Comissão para a Evocação da Grande Guerra; Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa; Centro de Investigação e Estudo em Belas-Artes; Galerias Abertas das Belas-Artes.
LUDOFOLIA – Exposição
Jul 11 20199 > 28 JULHO I CENTRO CULTURAL DA MALAPOSTA
Inaugurou no dia 9 de julho, no Centro Cultural da Malaposta, a exposição Ludofolia, com trabalhos de alunos de Pintura da Faculdade de Belas-Artes e curadoria de Ilídio Salteiro e Maitena Etchebarne. A exposição ficará patente até 28 de julho.
BEATRIZ CHAGAS, RAFAEL FRÁGUAS, LUÍS PERERÊ, JOANA APARÍCIO TEJO, JOSÉ SOTOMAYOR e MADALENA CARAMELO
Organização: Malaposta, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Centro de Investigação e Estudo em Belas-Artes
Centro Cultural da Malaposta
Rua de Angola – 2620-492 Olival Basto (estação de metro do Sr. Roubado, linha amarela)
9 a 28 JUL , 3ª feira a sábado, das 14h00 às 18h00 (em dias de espetáculo a exposição estará aberta até cerca das 22h00)
ENTRADA LIVRE
Exposição de seis jovens artistas cujas obras dialogam em desafio com o espaço polivalente do Centro Cultural Malaposta. O contexto expositivo encerra um conjunto de formas, cores, histórias e conceitos num formato tão crítico quanto lúdico que determina o ponto de convergência da prática e obra dos artistas. Assim, articulam-se fórmulas e joga-se com o inconveniente num momento de abertura ao olhar, à experiência e à interação.
Pause – exposição de Kwan Tse
Jul 03 201919 JUNHO > 12 JULHO I CAPELA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES
No dia 19 de Junho, às 19h00, inaugura na Capela da Faculdade de Belas-Artes a exposição “Pause” de Kwan Tse, aluna do Mestrado em Arte e Ciência do Vidro e da Cerâmica, da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, através da Unidade de Investigação VICARTE – Vidro e Cerâmica para as Artes.
horário schedule
2ª a sáb › 11h–19h
monday to saturday › 11am to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Whatever triggers the emotional feeling, will always be dissipated… Sadness, disappointment and even resentment, will gradually fade away. We would then return to our “normal life”, following the rhythm and rules created by our society, leaving only memories, a diminute kernel of what once was, behind.
Artist statement
- Art enables us to find ourselves and lose ourselves at the same time -
My work aims to animate the interconnection of the environment and beings. I craft and reform objects into a contraption in order to generate an extraordinary dialogue. Through the intrinsic properties of glass, by modelling, moulding, tweaking and cajoling, expanding and oppressing, I create objects to experience the struggle and the tension between my inner self and the outer world.
o dia é meu amante < chama | ficção
Jul 01 2019
5 e 6 JULHO > 18H – 21H I CISTERNA BELAS-ARTES
A CHAMA | FICÇÃO < Ana Mata e Catarina Domingues < apresenta a vídeo-instalação O dia é meu amante. Nesta, a Cisterna recebe, em diversas projecções, a fluência das imagens, das palavras e do som, com um solo de Ricardo Ribeiro.
Simultaneamente dá-se o lançamento de O dia é meu amante, livro em risografia.
Acerca do amor enquanto vida secreta, separada, o projecto de edição livre CHAMA | FICÇÃO gera-se na consciência da realidade da fantasia, questionando os seus limites. Inaugura um lugar de ousadia e alegria, onde a sedução do olhar se liberta, um lugar onde se chama desejando ser visto e vivo através do outro.
Numa prática diária de endereçamento – pela evocação da palavra, da voz e da imagem, lançada num registo amoroso de chamada – a demanda é apelante:
diz-me a palavra que toca, prolongamento do corpo.
URBAN CREATIVITY
Jul 01 2019
04 > 06 JULHO I GRANDE AUDITÓRIO I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
No momento que mais uma vez se questiona o valor da capacidade de mudança do individuo, para alem das suas acções diretas relacionadas com o aquecimento global, e se procuram formas de criar maior impacto, pacificamente consciencializando para a necessidade de mudança.
Estamos na linha da frente da promoção da Investigação de signos visuais como o graffiti, street art, e experiência do utilizador em contexto urbano. Actividades centradas nas necessidades quotidianas, que vão para alem do excepcional, festival ou eventual.
Propomos dois temas: linhas de desejo (percursos criados pela necessidade), e a experiência do utilizador (UX) em espaço urbano. A 6ª edição anual consecutiva da conferência e actividades paralelas Urban Creativity terá lugar a 4, 5 e 6 de Julho de 2019 na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Iremos reunir como habitual um conjunto de especialistas (entre outros, investigadores, profissionais, produtores e projetistas) associados às nossas publicações abertas (tanto para leitura como para submissão) que representam o que de melhor globalmente se desenvolve relativamente a estas matérias.
Serão vários os espaços de actividade a ocupar actividades de apresentação e dialogo, mas também exercícios práticos e workshops, na Faculdade de Belas Artes, na Estação do Rossio, entre vários outros locais a aguardar confirmação.
Encontra-se aberta a possibilidade de envio de propostas de comunicação e publicação.
Faça aqui o seu registo: https://www.urbancreativity.org/registration.html
Mais informações em Urbancreativity.org
Vlll Congresso Internacional Matéria-Prima: práticas das Artes Visuais no ensino básico e secundário
Jun 25 2019
01 > 03 JULHO I SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS-ARTES
O “VIII Congresso Internacional Matéria-Prima: práticas das Artes Visuais no ensino básico e secundário” irá decorrer em Portugal, na Sociedade Nacional de Belas-Artes (SNBA) de 1 a 3 de julho de 2019. Lança-se o desafio, aos professores e investigadores em ensino das artes visuais, de partilhar, no congresso “Matéria-Prima,” novas perspetivas operacionais de desenvolvimento curricular com focagem nos seus resultados concretos.
Propõe-se como tema geral: ensino das artes, perspetivas e exemplos do terreno.
Pretende-se criar um espaço de partilha de experiências no terreno, com resultados de trabalhos desenvolvidos em unidades de trabalho e respetivas reflexões sobre o sucesso, avaliação, adequação. Trata-se de cruzar olhares entre os profissionais experimentados, os investigadores em práticas pedagógicas e em desenvolvimento curricular e os alunos do mestrado em Ensino das Artes Visuais (UL) que ensaiam apoios nas experiências educativas.
guizos
Jun 25 2019
25 > 29 JUNHO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 25 de junho, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição Guizos. A exposição ficará patentes até 29 de junho.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Guizos[1], é o resultado de uma oficina dirigida a todos os alunos, realizada na FBA em dois fins-de-semana nos dias 01 e 15 de Junho, tem como objectivo o desenvolvimento da ideia inicial e ampliar os conceitos da obra. A apropriação e a partilha criará novas relações e diferentes sons.
A OFICINA de GUIZOS decorre das 10h00 às 18h00
INSCRIÇÕES até dia 25 de maio para virginiafrois@gmail.com
A instalação propõe uma interacção com os objectos suspensos, intercepta o espectador.
Daremos a ver o trabalho final dos alunos desenvolvido em aula.
Apresentam-se no espaço da Galeria e jardim e na Cisterna.
[1] Guizos é uma obra nova de Virgínia Fróis pensada em resposta ao convite da Câmara Municipal de Aveiro, para integrar o espaço publico integrada no programa da Bienal Internacional de Cerâmica de Aveiro em Novembro de 2019
PROGRAMAÇÃO/CRONOGRAMA
[1] Guizos é uma obra nova de Virgínia Fróis pensada em resposta ao convite da Câmara Municipal de Aveiro, para integrar o espaço publico integrada no programa da Bienal Internacional de Cerâmica de Aveiro em Novembro de 2019
TRIDECASÓNICO
Jun 24 2019
06 > 30 JUNHO I ZARÁTAN
Com: Pedro Tavares, Guilherme Curado, Filipa Pinto Machado, Eleutério Rafael Vasconcelos, Raquel Serra, João Palmeira, Alexandre Alagôa, Joana Pimentel, André Silvestre, Pedro Rocha, Carlota Andrade, Dilar Pereira
INAUGURAÇÃO E CONCERTOS | 6 de Junho às 19h00
PATENTE | De 7 a 30 de Junho
HORÁRIOS | De Quinta a Domingo, das 16h00 às 20h00
Organizada numa parceria entre a Zaratan – Arte Contemporânea, a Pós-Graduação Arte Sonora FBAUL, as Belas-Artes ULisboa e a Associação Goela, a exposição “TRIDECASÓNICO” dos finalistas deste curso, pretende abordar o som a partir de uma variedade de ângulos disciplinares e concretizações formais, e será acompanhada por um programa paralelo de experimentações sonoras, concertos e outros acontecimentos ao vivo.
Por ocasião da inauguração haverá concertos de Alagôa, Peterr e █▒▒█, a partir das 19h00.
“Matriz de barro vertical directo ao céu,
palavras alinhadas vindas de um discurso interior:
episódios de trauma, sangue e violência.
Aquele que sobe a montanha para auscultar o suspiro do ar,
içar a corda, lançar um trajecto e amplificá-lo.
Risco, rabisco, percussão tacteada de olhos fechados no suporte.
Na pele do tambor, há toque imagem, há som retina.
A máquina como metrónomo do prazer.
Erradicar a linguagem pé ante pé,
ouvem-se histórias de outrora, enquadradas numa taberna perdida,
repostas assim, tal qual o local previsto e marcado à hora certa.
Linguagem gestual, tradução livre de frequências baixas para melhor sentir o quão perto estamos.
Água, gota, gelo, mar, suave movimento para um breve exercício de afogamento.
Qual a coisa mais bonita que já te disseram?
Knock knock, knock knock, porta semiaberta em direcção ao silêncio,
memórias de infância num barco à deriva no mar.
A ansiedade no decurso da vida,
espreita o exterior em forma de revisitação,
um, três, dez, som.“
eu e o outro // livro de artista
Jun 11 2019
12 > 21 JUNHO I CISTERNA E GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 12 de junho, às 18h00, na Cisterna das Belas-Artes, a exposição Eu e o Outro resultado do Exercício I dos alunos de Escultura II. A coordenação e a montagem da exposição serão acompanhadas pelos professores Virgínia Fróis e Sérgio Vicente. Livro de Artista inaugura no mesmo dia, na Galeria das Belas-Artes.
As exposições ficarão patentes até 21 de junho.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Eu e o outro, é o Exercício I/Escultura II, com o objectivo de explorar um espaço interior tomamos a Cisterna do Convento como um centro, e por momentos experimentamos as relações entre os corpos que a habitaram. O retrato como um conhecimento do outro e de si, jogando com a luz natural da cisterna e a sombra, tentando (in)possibilidade de se ver.
O enunciado: fazer o retrato de um colega e um auto-retrato, usando a câmara do telemóvel.
Neste processo tivemos como referência Jorge Molder e Medrado Rosso e com a apresentação do recente trabalho de Leonor Fonseca a quem pedimos o acompanhamento dos alunos e um visionamento e escolha das fotografias, um olhar externo.
O Exercício II/Escultura II, os alunos trabalham a pares e fazem moldes da sua cabeça. O recentrar, o encapsular, o experimentar ver do avesso com a pele.
Na Cisterna depois gravamos experimentamos o corpo no espaço e apresentamos a instalação.
Livros de artista, é um Exercício final focado na escolha dos alunos de lugares eleitos resultante do mapeamento do seu percurso de casa à escola. Na Galeria sobre as mesas
festival soma
Jun 04 2019

01 > 08 JUNHO I FBAUL
SOMA é um festival que visa proporcionar um encontro na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
O evento surge de uma vontade em repensar a Faculdade enquanto um espaço expositivo, tendo como principal objectivo estimular o encontro de diversas práticas artísticas. Assumido enquanto organização independente, sem quaisquer fins lucrativos, o SOMA consiste numa mostra de exposições de artistas de dentro e fora da faculdade. Conta ainda com eventos pontuais desde concertos, performances ao vivo, conversas, sessões de cinema e escuta sonora, a acontecer de 1 a 8 de Junho.
O Festival SOMA termina com a Sunset Party no sábado dia 8 de junho.
femeeting 2019
Jun 01 2019
30 MAIO > 05 JUNHO /// 04 JUNHO I GRANDE AUDITÓRIO FBAUL
Na sequência da primeira conferência FEMeeting 2018 – Mulheres na Arte, Ciência e Tecnologia, que decorreu entre os dias 15 e 19 de Junho, em Portugal, nas localidades de Lisboa, Évora e São Luís – Odemira, os organizadores têm o prazer de anunciar a FEMeeting 2019. A segunda FEMeeting - Mulheres na Arte, Ciência e Tecnologia, também se realizará em Portugal e as suas actividades, agendadas de 30 de Maio a 5 de Junho de 2019, estender-se-ão às localidades de Vila Nova de Milfontes, Lisboa e Porto.
O objetivo da FEMeeting é reunir mulheres de todo o mundo para compartilhar e divulgar os seus projectos de investigação em arte, ciência e tecnologia. Como resultado, muitas participantes expressaram interesse em prosseguir estes encontros com a FEMeeting 2019, a fim de fortalecer a rede, contribuir para o desenvolvimento de metodologias de pesquisa em arte e ciência e incentivar estratégias de cooperação, aumentando o compartilhamento de conhecimento e aproximando as comunidades. Na arte, ciência e tecnologia as mulheres são hoje uma presença visível em festivais e conferências internacionais, seja desenvolvendo actividades como professoras, curadoras, artistas, cientistas ou tendo um papel multiactivo. O equilíbrio entre os géneros nestas áreas é um fenómeno inegável e, consequentemente, este é um momento interessante para reflectir sobre o status quo da ciência e da arte contemporâneas.
A FEMeeting 2019 continua a enfatizar que todas as contribuições para a conferência de indivíduos que se identificam como mulheres, independentemente do seu sexo, são bem-vindas. Definir o conceito de mulher pode considerar-se por vezes um desafio, dada a desanalogia em termos da multiplicidade de papéis e de imagens culturais que estimula. A FEMeeting é um espaço para a coabitação da individualidade e da singularidade. Os organizadores da conferência pretendem oferecer também a oportunidade para a recolha e apresentação de obras de arte e experiências de investigação no ambiente intocado do sudoeste de Portugal, e seguidamente dois dias de eventos abertos ao público em Lisboa e no Porto.
A conferência FEMeeting decorrerá entre 30 de Maio e 5 de Junho de 2019 incluíndo actividades em três locais diferentes em Portugal.
No dia 4 de Junho, terão lugar quatro palestras sobre Investigação Artística ao nível internacional, por palestrantes convidadas. Este primeiro dia será organizado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
No dia seguinte, 5 de Junho, será realizada uma visita ao instituto de pesquisa I3S, no Porto, onde também terão lugar três apresentações convidadas sobre arte e ciência (deslocações e actividades fora de Vila Nova de Milfontes não estão incluídas no custo de inscrição da conferência). O núcleo da FEMeeting, decorrerá entre os dias 30 de Maio e 3 de Junho, em Vila Nova de Milfontes, no Hotel HS. Estes dias serão dedicados às sessões da conferência incluindo todas as palestrantes e às várias actividades sociais que terão como objectivo incentivar a comunicação entre estas. Apenas os eventos em Lisboa e no Porto estão abertos ao público.
PROGRAMA LISBOA E PORTO BREVEMENTE
OPEN DAY FBAUL 2019
Mai 17 2019
20 MAIO > 10H/18H I ENTRADA LIVRE
Dia 20 de maio realiza-se OPEN DAY FBAUL 2019, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa entre as 10h00 e as 18h00.
Convidam-se os alunos de escolas secundárias e todos os interessados em frequentar as nossas licenciaturas, mestrados e doutoramentos.
Entre os acontecimentos desse dia constam:
Visitas aos ateliers e laboratórios. O evento GAB-A prolonga-se até ao dia 20.
Sessão de apresentação dos cursos de mestrado e doutoramento no Grande Auditório às 14 horas.
Este dia pretende propiciar um contacto de futuros alunos com docentes, instalações, unidades curriculares e ciclo de estudos, sem prejudicar o normal funcionamento das aulas.
o corpo da fisionomia
Mai 17 201909 > 29 MAIO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 9 de maio, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição O Corpo da Fisionomia de Artur Ramos. A exposição ficará patente até 29 de maio.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Muitas vezes fazemos um desenho e ficamos satisfeitos com o resultado, mais tarde desapontamo-nos ao olhar para o mesmo desenho, ele parece não resistir à ausência do seu modelo. Nos meus trabalhos procuro que o desenho resista à passagem do tempo e ao desaparecimento do seu próprio referente.
Esta seleção de trabalhos testemunha um percurso de anos em torno do retrato e da figura humana, tema a que me dedico exaustivamente quer como docente quer na minha investigação e prática artística. Mostram diferentes aproximações ao nível do detalhe fisionómico, da estética e dos processos de registo envolvidos. Mas aquilo mais importante que os une é o facto de terem sido executados sempre a partir da presença do modelo. Como tal, este tirar do natural impõe um limite de tempo. Ao fim desse tempo e a partir do próprio desenho, descobre-se quase que intuitivamente a ordem e a lógica que une as diversas partes do rosto e dão verdadeiramente sentido à fisionomia. Essa coerência que se pensa ter vislumbrado, mas que parece fugir constantemente, é a motivação para começar um novo desenho. Esta lógica que se encontra exemplarmente na concordância dos traços do rosto estende-se também a todo o corpo. Ou seja, para além dos cânones, podemos acreditar que existe para cada corpo uma concordância onde a cada orelha só pode corresponder um dedo ou uma linha do joelho. É esta especial relação que tento alcançar frente ao modelo. Assim, cada retrato é uma aposta num sentido fisionómico que nunca está confirmada e cada figura é uma confirmação de como a perfeição e o cânone é algo muito longínquo.
Lisboa, 9 de Maio 2019
Artur Ramos
Do Retratar enquanto problema
Se o desenho tem na sua génese um exercício de pensamento, a coincidência entre ver e pensar alcança no acto de retratar o seu mais alto expoente. Observação: concentrar-se no natural, e abstracção: sondar o essencial de uma presença, mobilizam a circularidade bidireccional que ora aproxima ora distancia o sujeito (retratista) em relação ao seu objecto. Este, por sua vez, não é um modelo a reproduzir, mas um outro sujeito a desvendar. O retratista enfrenta o problema da realidade e da idealidade: ver no presente o possível, na actualidade uma memória.
A autenticidade do retratado não poderia resultar da objectividade neutra – a adequação a esquemas descritivos da anatomia, ou a tipos genéricos da fisionomia humana –, muito menos, do subjectivismo dos estilos pessoais ou de ensaios de uma imaginação abandonada ao seu livre curso. A intuição da natureza característica de um ser humano e a sua apresentação em imagem dá-se num processo temporal contínuo que vai traduzindo e fixando em traços seus os traços identitários que compõem uma individualidade. O retratista enfrenta o problema da mobilidade e da permanência: ver na sucessividade a simultaneidade.
Muito discutida tem sido a questão da individualidade e, por maioria de razão, a questão da identidade pessoal, e qualquer definição peca por limitativa. Simplificando, dir-se-á que uma pessoa é a unidade indivisa entre subjectividade e corpo: um Eu corporizado. No caso do retrato, a personalidade mostra-se tanto mais rica quanto mais dela transparecer uma figura viva, um rosto que é o rosto de um corpo determinado e no qual se espelham sinais da vida interior. O retratista enfrenta o problema da revelação de estratos profundos em forma acabadas: transitar da multiplicidade à unidade, e desta àquela.
A investigação teórica e artística de Artur Ramos prossegue um intenso trabalho de resolução destes, que são, em última análise, problemas fundamentais da existência humana. Nos desenhos agora expostos, a expressão da individualidade estende-se da caracterização minuciosa das feições de um rosto à totalidade de um corpo peculiar, esbatendo a hierarquia entre cabeça e corpo e adensando o mistério de uma vida que é tanto vida quanto morte.
Adriana Veríssimo Serrão
Artur Ramos, nasceu em Aveiro em 1966. Licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 1992. Mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 2001. Doutor em Desenho pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 2007. É docente de Desenho na FBAUL desde 1995. É autor de várias publicações sobre retrato das quais se destaca o livro publicado em 2010, Retrato: o Desenho da Presença.
Participou em inúmeras exposições das quais se destacam as exposições individuais: Da Beleza Da Sombra À Luz Do Olhar, desenhos e pinturas, na Galeria SOCTIP em Lisboa em 1992, Desenhos, na Galeria da Sociedade Cooperativa de Gravadores Portuguesa Gravura, em Lisboa, 1995, O Olhar da Paisagem, Desenho e Pintura, na Galeria de Colares em Colares, em 2004 e Corpos Desconhecidos, no Museu Militar de Lisboa em 2018.
O seu estudo académico e a sua produção artística questionam os limites da correção sem a perda da semelhança na representação da figura humana e em particular no retrato. Como pode um retrato ou uma figura ser mais convincente que o próprio modelo. Como pode uma representação mostrar tudo aquilo que a pessoa é mas que dificilmente dá a ver, é a principal questão que os seus textos, desenhos ou pinturas procuram formular.
IT TAKES SEVERAL MINUTES FOR THE EYES TO ADJUST TO THE DARK Design e ficção—uma hipótese
Mai 17 2019
13 > 20 MAIO I FBAUL
Mostra de Finalistas de Design de Comunicação (take 1)
13 a 20 de Maio, vários espaços das belas-artes
It takes several minutes for the eyes to adjust to the dark apresenta um conjunto de ficções desenvolvidas pelos alunos finalistas de Design de Comunicação, que partem de um processo subjectivo de adaptação de um filme. A partir da ficção, os espaços ou ambientes imersivos que agora se expõemtestam a hipótese de se estabelecer uma relação (inusitada) entre cinema e design, para além das inevitáveis zonas de influência ou de fascínio, ou dos contratos recorrentes e utilitários de colaboração entre as duas disciplinas (cartaz, genérico, etc.). Por outras palavras, questionámos como pode a ficção, a partir da zona de influência directa do cinema, servir o projecto. Por outras palavras, como pode a ficção servir ao design.
O primeiro momento da mostra de alunos finalistas de design de comunicação inclui ainda um ciclo de cinema composto por alguns dos filmes que serviram de mote à actividade projectual.
PROGRAMA
13 de Maio
Sheltered
(a fiction based on Safe de Todd Haynes)
Sala de convívio AEFBAUL, 10h-13h
Encenado
(a partir de Portrait of Jason de Shirley Clarke)
Sala 4.05, 10h-13h
Searching for Norma Desmond
(a fiction based on Sunset Boulevard de Billy Wilder)
Sala 4.14, 14h-16h
Puro e duro: e se a nossa pequenez fosse a única ficção?
(uma ficção a partir de Belarmino de Fernando Lopes)
Átrio 4.15, 14h-16h
14 de Maio
As Mil e Uma Noites, Vol. 1 O Inquieto (Miguel Gomes, 2015)
Capela, 18h
15 de Maio
Por minha culpa
(uma ficção a partir de Redemption de Miguel Gomes)
Sala 3.67, 10h-13h
If_then. Do you know what your actions will do for us all?
(uma ficção baseada em O Laço Branco, de Michael Haneke)
Sala 4.22, 10h-13h
Tecto: muralha urbana
(uma ficção a partir de La Haine de Mathieu Kassovitz)
Sala 4.14, 10h-13h
Religiosae opus apes
If women were the dominant gender, what would have changed today.
(uma ficção baseada em La Religieuse de Jacques Rivette)
Capela, 14-17h
A fight is never just a fight
(uma ficção a partir de São Jorge de Marco Martins)
Átrio 4.15, 14h-17h
Estado d’Alma
(uma ficção a partir de JFK de Oliver Stone)
Sala 4.19, 14h-17h
F for Fake (Orson Wells, 1963)
Capela, 18h
16 de Maio
La Mujer sin Cabeza (Lucrecia Martel, 2008)
Capela, 18h
17 de Maio
Safe (Todd Haynes, 1995)
Capela, 18h
18 e 19 de Maio (GAB-A)
As foretold
(a fiction based on Barry Lindon by Stanley Kubrick)
Galeria AEFBAUL
Towards the Omega Point
(a departure from The Headless woman by Lucrecia Martel)
Grande Auditório
Daze
On and beyond the unconscious, our thoughts, our inner selfes, are dazed by revelations
(a fiction based on Clockwork Orange by Stanley Kubrick)
Sala 3.49
Hypnopompic State
What if there were no barriers between dream and reality?
(a fiction based on The Sacrifice de Andrei Tarkovsky)
Sala 4.05
Pode ser vento/eco/silêncio/sombra
(uma ficção a partir de Através das oliveiras de Abbas Kiarostami)
Sala 4.09
A memória e a gente: um manual revisto da história portuguesa possível (segundo as lições de José Hermano Saraiva)
(uma ficção a partir de Reminiscences of a journey to Lithuania, por Jonas Mekas)
Sala 4.12
O imprudente
(uma ficção a partir de As Mil e uma noites, vol. 2 O desolado, de Miguel Gomes)
Sala 4.15
Lilith 99942—O Onírico e o Fim do Mundo
(uma ficção a partir de Dancer in the Dark de Lars von Trier)
Sala 4.25
20 de Maio
Sans Toi ni Loi (Agnès Varda, 1985)
Capela, 18h
todos somos água
Mai 17 2019
16 > 23 MAIO I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 16 de maio, às 18h00, na Cisterna das Belas-Artes, a exposição Todos somos Água de Mikha-ez, com coordenação de João Castro Silva e curadoria de Francisca Gigante e Gabriela Giménez. A exposição ficará patente até 23 de maio.
horário schedule
2ª a 6ª › 10h–12h e 14h-18h
dias 18 e 19 de maio > 14h-19h
Para marcar visitas fora deste horário por favor contatar: mikhaez@usal.es
monday to friday › 10-12am and 2-7pm
18th and 19th may > 2-7pm
To plan a visit on another schedule please contact: mikhaez@usal.es
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Tejo
Para quem é de Lisboa o rio Tejo é nosso, não nos interessa de onde veio nem para onde vai.
Para os lisboetas o Tejo é mais do que um rio, é, como Garrett o descreve, um pequeno mar fechado[1] que condensa aquilo que o Mediterrâneo representa para a cultura clássica.
O rio Tejo de Lisboa não tem um curso, não é linear – como a perspectiva judaico-cristã do tempo – não tem uma trajectória circunscrita por uma linha histórica determinada, uma série evolutiva de fatos históricos inéditos. Não é uma sucessão contínua de eventos irrepetíveis e irreversíveis nem uma recta ininterrupta de registos históricos singulares onde todos os eventos possuem sentido, na medida em que ocorrem em vista de uma finalidade última.
Para os lisboetas, tal como o seu Rio, a natureza segue um trajecto circular, símbolo da perfeição. O Tejo de Lisboa não tem um começo nem um fim, nem nascente nem foz, é cíclico – como a abordagem que os gregos primitivos e os camponeses[2] fazem do tempo. É uma permanente sequência de ciclos repetitivos sem começo nem fim, um eterno retorno, um círculo inexorável.
Mais do que um rio, o Tejo de Lisboa é um mar, que se chama da Palha, e toda a vasta região à sua volta, um “mar entre terras”[3]. Um centro vital, uma unidade funcional geradora de coerência económica, política, social e cultural.
Mas “a visão escatológica do cristianismo promoveu o sentido de mudança progressivo”[4] e para o homem moderno, seguindo também o pensamento de Newton, o tempo tem direcção, a mudança é progressiva, a linha recta é o percurso natural de toda a matéria em movimento. Há um início e há um fim. A água do “nosso Rio” chega a Lisboa envenenada pelos vazamentos, a montante, de esgotos domésticos e industriais e de material radioactivo. Elevados níveis de fósforo e de azoto e baixo teor de oxigénio que não permitem vida.[5] Os 1.007 quilómetros de curso do Tejo são usados como despejo.
A partir do ano de 1981 é feito o primeiro transvase do rio Tejo para o rio Segura, na província de Múrcia, a maior obra de engenharia hidráulica da Península Ibérica. “O projecto foi criticado desde o primeiro dia pelos defensores do rio de várias províncias da região autonómica Castela – la Mancha. A resposta do Estado espanhol foi sempre a da valorização económica de um bem que dizia existir a mais no Tejo e a menos no levante espanhol.”[6]
Neste momento cresce o número de movimentos de defesa do rio. Tenta-se convencer o Estado espanhol a reduzir o caudal do transvase. Nas regiões afectadas de Castela – la Mancha não se pede apenas a redução do caudal mas o seu fim, especialistas garantem que, “a bacia do rio Segura tem recursos próprios suficientes para responder a todas as suas necessidades de água actuais e futuras desde que ambientalmente sustentáveis.”[7]
Diz-nos John Berger que “A história moderna tem início – em momentos diferentes e em diferentes lugares – quando o princípio do progresso tornou-se o móvel e o objectivo da história.”[8] Baseadas numa visão judaico-cristã do tempo, as culturas do progresso, imaginam uma expansão, são orientadas para o futuro porque este é a esperança de qualquer coisa melhor e maior. Para a cultura grega clássica arcaica, camponesa, tudo está condenado a girar eternamente na roda da história, o futuro é uma sequência de actos. “Cada ato passa uma linha pelo olho da agulha e a linha é a tradição. Não se imagina nenhum aumento global.”[9]
Se os dois modos de conceber o tempo poderão ser irreconciliáveis, já que “Os dois movimentos são duas maneiras diferentes de percorrer um círculo. (…) Aqueles que possuem uma visão linear do tempo não conseguem aceitar a ideia do tempo cíclico: ela cria uma vertigem moral, já que toda sua moralidade se baseia na causa e efeito.”[10], o que Mikha-ez nos propõe é tentar harmonizar a visão moderna de tempo – consumista, selvagem, destruidora – com a dimensão cíclica de eterno retorno – natural, equilibrada, sustentável – pela condição intrínseca da água, de sermos água.
João Castro Silva
Lisboa, 14.03.19
[1] “a imensa majestade do Tejo em sua maior extensão e poder, que ali mais parece um pequeno mar mediterrâneo” in GARRET, Almeida, Viagens na Minha Terra, ed. Europa América, s/d, p. 46
[2] “o camponês possui basicamente uma visão cíclica do tempo. (…) Aqueles que possuem uma visão cíclica do tempo conseguem aceitar com facilidade a convenção do tempo histórico, que são simplesmente os vestígios da roda a girar.” in BERGER, John, Terra Nua, (trad Roberto Grey) ed. Rocco, Rio de Janeiro, 2001, p. 15
[3] MATOS, José Sarmento de, As Chegadas, ed. Temas e Debates, 2008, p. 35
[4] TUAN, Yi-Fu, Topofilia, um estudo da percepção atitudes e valores do meio ambiente, ed. Eduel, Londrina, 2012, p. 207
[5] https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/como-espanha-envenena-a-agua-do-rio-tejo
[6] https://www.publico.pt/2017/11/19/sociedade/noticia/o-que-e-o-tejosegura-1793081
[7]ibidem
[8] BERGER, John, Terra Nua, (trad Roberto Grey) ed. Rocco, Rio de Janeiro, 2001, p. 18
[9]Ibidem
[10] BERGER, John, Terra Nua, (trad Roberto Grey) ed. Rocco, Rio de Janeiro, 2001, p. 15
1007 km mede o Rio Tejo, o rio mais longo da Península Ibérica, desde que nasce em Fuente García (Teruel, Espanha) até que derrama as suas águas no Oceano Atlântico, passando antes pelo Mar da Palha (Lisboa, Portugal).
Um dia todos fomos peixes, propôs o artista carioca Ernesto Neto na sua exposição da Blue Foundation em Barcelona[1]. Todos somos água é uma reflexão sobre essa substância que temos em comum, essa que no começo da vida é cerca do 70% do nosso corpo, uma percentagem muito semelhante à que ocupa na superfície terrestre. Afinal, como Jean-Luc Nancy disse em Corpus, o nosso corpo é “un peso específico de agua y de hueso”[2].
A instalação, concebida para a Cisterna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é estruturada através de uma linha imaginária composta por três colunas de som. Uma “linha” que reproduz simbolicamente a rota da água do Rio Tejo, o Mar da Palha e o Oceano Atlântico. Três colunas de som, localizadas em ambas extremidades e no ponto médio da cisterna, que reproduzem em loop os sons dessas três águas de naturezas tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo. Uma “linha” que é também uma guia para o trajeto empreendido pelo usuário neste espaço escuro que cheira a humidade, que é preenchido com uma espécie de bruma onde um vídeo é projetado e atravessa esta neblina. Uma metáfora do curso da vida, que começa nas águas do ventre materno e, como um rio que flui de uma fonte, atravessa os obstáculos alargando-se no final do seu caminho, repleto de experiências.
Mikha-ez
[1] NETO, Ernesto, «Um dia todos fomos peixes», Blue Foundation, acesso dia 19 de junho de 2018, www.blueprojectfoundation.org/es/exposiciones/item/um-dia-todos-fomos-peixes.
[2] NANCY, Jean-Luc, Corpus (Madrid: Arena Libros, 2010), 11.
festival partes 2019
Mai 16 2019

15 > 31 MAIO
Exposições
Pintura
inauguração 15 maio > 18h00
Auditório Escola Superior de Tecnologia da Saúde
15 > 31 de maio
Desenho
inauguração 16 maio > 18h00
Átrio do Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva
16 > 31 maio
Fotografia
inauguração 17 maio > 18h00
Espaço cultural AGEAS Seguros
17 > 31 maio
Data limite de inscrições – 10 de abril
Cerimónia de abertura – 17 de abril
O Festival das Artes do Parque das Nações é um projeto da Junta de Freguesia em parceria com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa que pretende dar a conhecer o trabalho de artistas locais.
Desenvolve-se em dois momentos, um de aprendizagem e outro de exposições. O PaRTES 2019 conta ainda com a parceria do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva, Grupo AGEAS Portugal, Escola Superior de Tecnologias da Saúde (ESTeSL) e Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Este ano há novidades. As áreas de intervenção artística privilegiam os trabalhos de desenho, pintura e fotografia. Cada residência artística é liderada por um mentor convidado, que irá orientar um grupo de artistas amadores no desenvolvimento dos projetos.
No final da residência as obras farão parte de uma exposição coletiva, aberta ao público. À semelhança de anos anteriores, cada mentor irá dinamizar um workshop gratuito, aberto à comunidade, com a duração de 1 dia. Este ano os workshops têm como áreas de intervenção as técnicas de Pergamano, Pintura e Desenho Urbano. Prepare o talento, as tintas e os pincéis para mais uma jornada que junta o trabalho artístico e uma dinâmica de grupo que faz do PaRTES um dos programas mais participados do Parque das Nações.
Pode participar de duas formas:
Residência artística + exposição – Durante cerca de um mês, os artistas de uma determinada categoria trabalham sob orientação de um artista mentor para o desenvolvimento de uma obra conjunta ou de trabalho individual a expor durante o período de mostra coletiva. Cada grupo e respetivo mentor são responsáveis por planear, assegurar a curadoria, montagem e desmontagem de cada exposição, em articulação com o espaço onde esta decorrer. As exposições, uma por cada categoria, contarão com trabalhos realizados pelos artistas participantes e pelo menos uma peça colaborativa desenvolvida durante a residência artística. Para se inscrever nas residências preencha o formulário.
Workshop – Durante um dia são realizados workshops, abertos à comunidade, proporcionando aos participantes uma experiência ou primeira abordagem à criação artística nas artes visuais. Esta aprendizagem é dinamizada por artistas convidados e artistas de edições anteriores. Os três workshops (pergamano, pintura e desenho urbano) realizam-se em simultâneo, no dia 27 de abril, das 14h00 às 19h00, nas instalações do IPDJ. Para se inscrever nos workshops preencha o formulário.
O PaRTES abre oficialmente as portas com uma sessão inaugural no dia 17 de abril, que coincide com o início das residências artísticas. É importante a presença de todos os participantes. Este é o dia das apresentações dos parceiros, dos mentores e dos grupos e a opotunidade para saber mais sobre as etapas, técnicas, métodos e temáticas a utilizar, tanto nas residências artísticas e exposições como nos workshops.
Pintura – segunda a sexta-feira, entre as 09h00 às 20h00, no IPDJ;
Fotografia – terças e quintas-feira, das 17h às 20h e sábados à tarde, das 14h00 às 19h00, na AGEAS;
Desenho – segundas-feira entre as 10h00 às 18h00 e sábados entre as 14h00 e as 18h00, no Pav. Conhecimento.
No final de cada residência, cada participante deve propor ao seu mentor quais os trabalhos a expor. A selecção final de trabalhos, bem como a curadoria da exposição fica a cargo do mentor, de acordo com a seguinte programação de inauguração das exposições:
Pintura – 15 de maio, na ESTESEL
Fotografia – 16 de maio, na AGEAS
Desenho – 17 de maio, no Pavilhão do Conhecimento, Ciência Viva
No dia 27 de abril, realizam-se os workshops, das 14h00 às 19h00.
Stefano Serafin: arte em estado de guerra – exposição
Mai 15 20197 MARÇO > 12 MAIO | Galeria Avenida da Índia
Conversa com
Marta Frade, Conservadora de Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Paula Pinto, Curadora da exposição.
Sábado, 11 de Maio, 16h00
Galeria Av. da Índia
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa participará nesta exposição organizada pela EGEAC e com a curadoria de Paula Pinto, com a obra Leoncino piangente [Leão choroso], pertencente à sua Coleção de Escultura.
Esta obra, não datada e de formador desconhecido, é uma cópia/redução em gesso do leão que integra o Monumento a Clemente XIII da autoria de Antonio Canova (Basílica de S. Pedro, Vaticano).
A exposição inaugura no dia 7 de Março, às 18h00.
Galeria Avenida da Índia
Av. da Índia, nº 170, Lisboa (Belém)
3ª a domingo | 10h00 – 13h00 e 14h00-18h00
As fotografias de Stefano Serafin (Possagno, Veneto, 1862-1944) que retratam a destruição das esculturas de Antonio Canova (Possagno, 1757-1822) durante a Primeira Guerra Mundial têm um forte impacto tanto na história fotográfica da reprodução de obras de arte como na história dos próprios objectos. Estas fotografias representam o limite da destruição a que as obras de arte estão sujeitas. Elas já não representam as esculturas de António Canova.
A reconstrução das obras por Stefano Serafin, o conservador da Gipsoteca desde 1891, obrigou à assunção destes objetos não como artefactos únicos, mas antes enquanto objetos sujeitos a transformações. Invocando as várias fases do processo criativo de Canova que originaram os diversas artefactos em gesso existentes na Gipsoteca de Possagno (Veneto), Serafin reconstruiu a maior parte dos gessos a partir das correspondentes esculturas em mármore. Ao fazer moldes das obras em mármore para recuperar os gessos, o conservador reverteu a hierarquia de alguns destes objetos, uma vez que transformou aqueles que eram considerados modelos originais, em cópias. Mas estas inversões chamaram atenção para a complexidade dos processos reprodutivos desenvolvidos por Antonio Canova, na elaboração de originais.
As suas fotografias captaram a “aura” dos gessos do escultor neoclássico. Embora a ideia de facsimile seja primordial para a tecnologia reprodutiva em gesso, o restauro provou identificar melhor os processos transformativos pelos quais as obras de arte passaram. Os restauros de Serafin ajudaram a recuperar o domínio da tradição da escultura, perdido no acesso às obras de arte através de reproduções fotográficas. Desconsiderada como reprodução “não-interpretativa”, a fotografia de obras de arte, tal como os calcos de gesso de obras tridimensionais foram ironicamente apropriados pela História da Arte e pelos museus de cópias por se tratarem de objetos ocultos ou transparentes; foi a suposta inexistência de condição visual e até material que permitiu aos objetos reprodutivos serem utilizados como “genuínos”.
No entanto, no presente caso, mais do que destruídos, estes gessos tornaram-se autónomos. As fotografias de Serafin não são autorais e seguramente não procuram esteticizar a brutalidade da guerra; em vez disso, revelaram a capacidade do meio fotográfico se inventar. A fotografia, também ela reprodutiva, evidencia a capacidade de se distanciar do objeto de arte em si mesmo, para o documentar tal como ele se encontra num determinado espaço e ao longo do tempo. Se a fotografia era considerada um meio de preservação da destruição das obras de arte desde a sua origem, as fotografias de Serafin são como o retrato de Dorian Gray, que envelhece enquanto os gessos mantêm a sua aparência através de sucessivos restauros. Como consequência do seu valor documental, o museu condenou estas fotografias à invisibilidade. Alguns dos negativos de vidro de Stefano Serafin sobreviveram à Segunda Guerra Mundial e ao desinteresse institucional pela reprodução fotográfica. Hoje, eles próprios no seu limite de sobrevivência, são os últimos registos materiais dos gessos originais de António Canova e o seu valor imagético torna visíveis os processos da história que a obra de arte esconde.
Paula Pinto
Curadora
TYPEJAM 2019
Mai 01 2019
30 > 31 MAIO I FBAUL
A Typejam 2019 — BOMBA(ZINE): God Save The Typejam tem início na noite do dia 30 de maio, pelas 20H, e termina às 8H da manhã do dia seguinte (31 de maio). Esta edição da tradicional noite perpetuada pelo curso de Design de Comunicação quebra com formatos anteriores, não deixando de ser, como sempre, um momento de experimentação gráfica, produção intensa e diversão para os alunos do 1º ano da licenciatura. Este ano, a Typejam celebra o legado deixado pelo punk — o espírito da reação, da revolução, do D.I.Y. — que deve informar uma perspetiva crítica do que é a prática de design de comunicação, através da reflexão sobre questões pertinentes do passado, do presente e do futuro.
A Typejam 2019 tem uma coordenação conjunta de seis alunos finalistas do 3º ano de Design de Comunicação e dos professores Victor M Almeida, Cândida Ruivo, António Nicolas e Sofia Gonçalves.
Apesar do evento se destinar a alunos do 1º ano de Design de Comunicação, há recetividade à inclusão de grupos de alunos da Faculdade de Belas-Artes, mediante inscrição através de bombazinetypejam@gmail.com. As inscrições terminam no dia 28 de maio.
Sigam-nos em facebook.com/typejam2019/
candidaturas 2019/20 — alunos nacionais e internacionais
Mai 01 2019
CANDIDATURAS ATÉ 17 MAIO DE 2019
Para a candidatura a ingresso nos seus cursos de formação pós-graduada (Pós-Graduações, Mestrados e Doutoramento em Belas-Artes), a Faculdade de Belas-Artes disponibiliza duas fases de candidatura, sendo que a disponibilização de vagas (em cada um dos dois contingentes abaixo indicados) na 2ª fase, depende da existência de vagas sobrantes na fase anterior.
São disponibilizados dois contingentes de candidatura, com vagas específicas:
- Vagas para admissão de estudantes nacionais e equiparados (cidadãos de um Estado membro da União Europeia);
- Vagas para admissão de estudantes internacionais.
persistência da obra ll — arte e religião
Mai 01 2019
10 MAIO I UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA // 11 MAIO I FACULDADE DE BELAS-ARTES UNIVERSIDADE LISBOA
Organização: Tomás Maia e Paulo Pires do Vale
(CIEBA e CITER)
Este encontro, em torno da relação geral entre arte e religião, sucede a um primeiro encontro já posto sob o signo da «persistência da obra», mas então tendo como mote o par «arte e política». Na verdade, os dois encontros procuram desenhar aquilo a que se poderia chamar a encruzilhada moderna da arte, separando as três vias implicadas: arte, religião e política. Se pensarmos no que tem sido o destino catastrófico moderno do Ocidente (no qual várias fusões das três vias têm sido praticadas), a tarefa parece imensa. Mas talvez seja a única maneira de a obra, enfim, se libertar.