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REDE#03 — exposição “observatório de Design em Portugal – Situação”
Dec 07 2021
Observatório de Design em Portugal – Situação” I GALERIA I 03 > 10 DEZEMBRO
A exposição Observatório de Design em Portugal – Situação inaugurou no dia 3 de Dezembro, às 16h00, na Galeria da FBAUL. A exposição estará patente até 10 de Dezembro de 2021.
O projeto designobs.pt pretende viabilizar o desenvolvimento de um Observatório do Design em Portugal através da investigação em novas formas de questionar, interpretar, visualizar e interagir com informação sobre este ecossistema.
Mas esta iniciativa só terá sentido se se tornar agente na transformação das realidades locais e nacionais que constituem o ecossistema do Design Português, o que implica uma abordagem participativa no desenho dos argumentos, narrativas e representações que possam informar decisões e influenciar políticas públicas.
Os quatro momentos que compõem esta exposição seguem essa lógica: uma projeção que percorre o pensamento e a investigação já realizada; um conjunto de cartazes que interpretam, na perspetiva do design e pelo desenho, os dados recolhidos sobre diferentes dimensões do ecossistema; e duas experiências tecnologicamente mediadas que questionam outras possibilidades de aumentar a realidade com essas informações.
Esta exposição representa (literalmente) um ponto da situação deste projeto, mas, fundamentalmente, constitui-se como um convite ao conhecimento de cada local (situ) do território português enquanto pressuposto de ação em cada Escola de Design, no sentido da promoção da disciplina, da sua disseminação e integração nas empresas e nas comunidades.
horário schedule
2ª a 6ª › 09h–20h
monday till friday › 09 am to 8pm
Considerando a existência de dois objetos com uma componente em realidade aumentada apoiada por 2 tablets, a investigadora Ana Beatriz Marques estará presente no seguinte horário: 10h00/13h00 e 14h00-17h00.
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
A exposição Observatório de Design em Portugal – Situação realiza-se no âmbito da terceira REDE, Reunião de Escolas de Design, irá decorrer no próximo dia 3 de Dezembro, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Pretendemos com esta reunião dar a voz aos professores que ativamente têm contribuído para uma reflexão sobre o ensino do design em Portugal.
Para tal, contamos com a colaboração de sete oradores convidados, que compõem um painel representativo de várias escolas de design de áreas geográficas e subsistemas de ensino diferentes.
Para esta participação solicitamos uma reflexão crítica sobre o ensino de design em Portugal assente em 3 tópicos:
1. Observação — reflexão contextual sobre o ensino do design em Portugal;
2. Análise crítica — reflexão crítica sobre o modelo que seguimos (investigação, parcerias, concursos/carreira docente, etc.), se está próximo ou distante do ideal;
3. Futuro — perspetivas sobre o que deveria mudar (ou privilegiar) no ensino do design, identificando contributos atuantes para uma melhoria efetiva.
Paralela à reunião, será inaugurada a exposição “Observatório de Design em Portugal – Situação”, que apresenta os resultados de dois anos de observação do ecossistema do Design em Portugal. A exposição documenta a atividade do projeto Design.Obs Para um Observatório de Design em Portugal: Modelos, Instrumentos, Representação e Estratégias.
PROGRAMA
10H00 Receção / Café
10h30 Abertura
10h45 Oradores convidados
13h00 Almoço
14h30 Painel de debate
16h00 Visita guiada à exposição
17h00 Encerramento / Café
Almada Negreiros e o Mosteiro da Batalha, quinze pinturas primitivas num retábulo imaginado — prémio apom na área da investigação
Dec 07 2021 
20 DEZEMBRO 2020 > 20 DEZEMBRO 2021 I CAPELA DO FUNDADOR DO MOSTEIRO DA BATALHA
Prémios APOM 2021 | DGPC
A 26ª edição da Cerimónia dos Prémios APOM realizou-se no dia 28 de outubro.
O Prémio Investigação foi atribuido a Mosteiro da Batalha – Simão Palmeirim e Pedro Freitas “Almada Negreiros e o Mosteiro da Batalha – Quinze pinturas primitivas num retábulo imaginado”
Almada Negreiros e o Mosteiro da Batalha, quinze pinturas primitivas num retábulo imaginado é o título da exposição que celebra uma ideia ousada e original do artista português.
As quinze obras que compõem o retábulo que Almada imaginou incluem várias pinturas primitivas (dos séculos XV e XVI), nomeadamente os icónicos Painéis de S. Vicente. Desde a sua descoberta, e ao longo do século XX, estes painéis geraram um interesse público muito intenso. Almada Negreiros (1893-1970) também se dedicou a esta obra, ainda que de um ângulo completamente original: o da geometria.
Começando por um estudo de perspectiva dos painéis, Almada foi complexificando as suas análises geométricas. Com o tempo, foi juntando vez cada vez mais pinturas até definir um retábulo de quinze obras. Após visita à Batalha ficou convicto que o conjunto era destinado à parede Norte da Capela do Fundador do Mosteiro.
Nesta exposição, além da reconstituição em tamanho natural do retábulo que idealizou – uma instalação com mais de dez metros de altura – os trabalhos de Almada expostos na Capela testemunham o seu longo e intenso processo de pesquisa. Desenhos, cadernos de autor, e até maquetes tridimensionais realizadas por Almada, poderão ser vistas, muitas delas pela primeira vez.
A exposição, comissariada por Simão Palmeirim, é visitável a partir de 20/12/2020 na Capela do Fundador do Mosteiro da Batalha e ficará patente até ao final de 2021.
Dia 7 de abril, pelas 18h, no Mosteiro da Batalha no âmbito desta exposição é lançado um livro homónimo dedicado à investigação de Almada Negreiros sobre Pintura Primitiva Portuguesa, esta edição pretende explicar como chegou o modernista à sua proposta de retábulo imaginado, com a publicação de cadernos de estudo, maquetes e desenhos inéditos do autor.
Até 25 de abril, na Sala do Tecto Pintado do MNAA, está patente a exposição complementar Almada Negreiros e os Painéis (15-10-2020 a 25-04-202).
Comissariada por Simão Palmeirim, com a colaboração do investigador Pedro Freitas, a exposição do MNAA propõe uma reflexão sistemática sobre o contexto da produção destes estudos no próprio percurso intelectual de Almada Negreiros, a sua metodologia de trabalho bem como as implicações das suas (re)construções num entendimento global da obra de arte, que cria submetida a um conhecimento geométrico ao qual chamou Cânone.
O catálogo conta com textos destes investigadores, bem como do também investigador e jornalista António Valdemar e dos responsáveis pelo restauro de uma obra inédita, levado a cabo no Instituo José de Figueiredo, para a exposição.
Dia 18 de abril – Dia Internacional dos Monumentos – haverá visitas guiadas à exposição patente na Capela do Fundador, com o curador Simão Palmeirim.
Para mais informações contactar o Serviço Educativo para o número 244 765 497 ou servicoeducativo@mbatalha.dgpc.pt.
capital
Dec 07 2021
04 NOVEMBRO > 17 DEZEMBRO I BIBLIOTECA DA NOVA SCHOOL OF SCIENCE AND TECHNOLOGY
Inaugura no dia 4 de Novembro, às 17h00, na Biblioteca da NOVA School of Science and Technology a exposição coletiva CAPITAL.
A exposição ficará patente até 17 de Dezembro.
horário schedule
2ª a 6ª › 09h–17h
monday to friday› 9am to 5pm
No mesmo dia, 4 de Novembro realiza-se a apresentação e o lançamento do livro com o mesmo título CAPITAL.
O livro CAPITAL está disponível AQUI .
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
O Capital, corresponde a projeto de investigação iniciado em 2016 sob a designação de Dinheiro, com uma primeira exposição no ISEG, Instituto Superior de Economia e Gestão, na qual participaram dez artistas.
Posteriormente foi para Múrcia, Espanha, onde se realizaram cinco exposições com a participação de mais vinte artistas, tendo sido apresentada em diversos espaços expositivos: Universidad Popular de Mazarrón, Museo de Archena, Museo Universidad de Murcia, Universidad Politecnica de Cartagena.
Agora, em 2021, na sala de exposições da Biblioteca da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em Almada, reúnem-se obras de vinte e cinco artistas numa exposição sucessivamente adiada desde fevereiro de 2020 pelos motivos universalmente conhecidos (SARS-CoV-2) com um título que apela a uma conclusão, o Capital.
O Dinheiro foi o objeto de investigação numa altura em que se procurava uma palavra fortemente substantiva que fosse capaz de aglutinar a estrutura social mundial. Encontrou-se assim esta palavra-chave que como tal foi partilhada de imediato entre uma dezena de investigadores / artistas que desenvolveram obra conotada com essa entidade abstrata que modela em nós conceitos primários de riqueza, de pobreza e de valor.
Em 2016, no ISEG, em Lisboa, participaram Antonio García López, Cristóvão Valente Pereira, João Castro Silva, João Jacinto, Jorge dos Reis, Manuel Gantes, Omar Khouri, Rodrigo Baeta, João Paulo Queiroz e Ilídio Salteiro. Em 2018, em Múrcia e Valencia, juntaram-se a este projeto Álvaro Alonso Sánchez, Carmen Grau, Concha Martinez Montalvo, Dora-Iva Rita, Domingos Loureiro, Francisca Núñes Donate, Francisco J. Guillén, Juan José Águeda, José Mayor Iborra, Luiz Izquierdo, Luís Herberto, Mariano Maestro, Olga Rodríguez Pomares, Pedro Alonso Ureña, Torregar, Salvador Conesa, Virtoc, Victoria Santiago Godos. E agora em 2020, em Lisboa, contamos com a participação de Hugo Ferrão e Ricard Huerta.
O objetivo tem sido apenas dar respostas formais e estéticas a uma questão que comanda a humanidade no seu todo. Uma humanidade que encontra no dinheiro o fator da sua ordenação social e na arte o modo de demonstrar e exercer poder. Não se procuram definições, nem invenções alternativas ou novas metodologias de relacionamentos político-sociais. Esta responsabilidade será para economistas e financeiros.
A nós, enquanto utilizadores do dinheiro e produtores de valores artísticos e, consequentemente, culturais, permitem-nos que formulemos pensamento acerca da Vida no seu todo ou acerca de uma particularidade desta, como é o caso do dinheiro, entidade divina e abstrata que comanda a humanidade. Ele simplifica muito as trocas de produtos atribuindo-lhes um valor e incentivando a acumulação. Mas enquanto o dinheiro corresponde a uma quantidade acumulável, o valor corresponde a uma qualidade relativa. E a não-coincidência entre valor decorrente da quantidade e o valor decorrente da qualidade tem acarretado conflitos, guerras e outras assimetrias imensas.
Neste contexto consideramos que a arte não pode ficar restrita a fazer-se em função de si própria, como que acantonada no desígnio oitocentista da “arte pela arte”, e por isso prisioneira de muitos formalismos estéticos possíveis. Consideramos que a arte deve libertar-se de ser um objeto estético de poder e estar e participar na construção do tempo presente, ou seja, estar atenta e em sintonia com o mundo.
Estamos na presença de um novo título, Capital, que não sendo a palavra-chave que despoletou tudo, essa palavra foi dinheiro, será, no entanto, a palavra conclusiva deste projeto, a causa e o modo de funcionamento das relações económicas, onde a arte desempenha frequentemente o papel profano de “moeda de troca” em leilões, hipotecas, testemunhos, dádivas ou oferendas.
As causas primordiais e fundadoras deste projeto correspondem ao facto de se considerar que o trabalho do artista é uma consequência de investigação (estudo, pesquisa, persistência, experimentação) e que o artista é o investigador do mundo que caminha no sentido da descoberta da relação entre a Vida e Natureza.
Todos foram convidados a participar neste projeto com um trabalho de investigação sobre a palavra-chave colocada em debate e a expor a produção artística relativa a esse estudo e pesquisa.
A palavra dinheiro foi apenas uma chave que foi capaz de abrir ou de desencadear pensamento formalizado em obras — realizadas, apresentadas e expostas — que correspondem a respostas concretas às perguntas que ela suscitou. Estamos numa sociedade dominada pelo dinheiro, e associado a ele a riqueza, o poder, o valor, o domínio de uns sobre os outros num momento em que todos temos a consciência de que devemos ter direitos e deveres iguais. Os textos e as obras plásticas resultantes são extremamente elucidativas dos múltiplos modos como cada um vê o seu mundo.
Este novo título, CAPITAL, acaba por ser uma espécie de conclusão deste projeto que envolve no total cerca de vinte artistas a pensarem em sintonia no mesmo tempo, mas em espaços diferentes, sobre essa ideia, sem mais nada a não ser as circunstâncias dos conflitos, das crises, dos paradigmas, dos comportamentos que nos têm envolvido e onde o dinheiro se constitui como protagonista principal.
Ilídio Salteiro
Lisboa, 2021
From bubble to building
Dec 01 2021 
11 NOVEMBRO > 17 DEZEMBRO I PÁTIO DA CISTERNA
O projeto curricular “From bubble to building”, desenvolvido pelos alunos da UC de Projecto IV de Design de Equipamento, pretende fomentar a reflexão sobre a nossa bolha pessoal a partir do mapeamento das perceções sensoriais corpóreas, concretizada numa instalação espacial. Este desafio foi interpretado por 11 grupos de estudantes, correspondendo a 11 conceitos individualizados. As instalações sucedem-se, 2 por semana, durante 6 semanas no pátio da cisterna, na faculdade, entre 11 de Novembro e 17 de Dezembro de 2021.
retrospective video-art de alessandro amaducci
Dec 01 2021
13th till the 17th DEcember > 3pm /7pm I CISTERN FBAUL
Vo’Arte and the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon invite you to the premiere of the video instalation Retrospective Video-Art by Alessandro Amaducci, in the Cistern of the Faculty from the 13th till the 17th December.
As a video artist Alessandro Amaducci try to (re)criate dreams, recalls and emotions without using the words, but the images and the music.
InShadow – Lisbon ScreenDance Festival
Dec 01 2021 
PELE NOSSA PELE I 26 NOVEMBRO > 02 DEZEMBRO I CISTERNA // INSTALAÇÃO DE RITA VILHENA E YAEL KARAVAN
https://www.inshadowfestival.com/pelenossapele (PELE NOSSA PELE)
Instalação patente entre 26 novembro e 02 dezembro
Entrada livre sujeita a confirmação em inshadowfestival@gmail.com
InShadow 2021 // Pela Nossa Pele
https://www.inshadowfestival.com/ma-ma (MA-MA)
Instalação patente nos dias 24 e 25 de novembro das 14h00 às 19h00, com performance às 19h00.
InShadow, o corpo imagina-se na sombra.
InShadow - Lisbon ScreenDance Festival é uma iniciativa inovadora da Vo’Arte e uma referência no território da criação contemporânea transdisciplinar, com destaque para a convergência entre a imagem e o corpo e processos de criação artística fundados na tecnologia.
InShadow explora atmosferas interdisciplinares pela reflexão sobre soluções estéticas e técnicas de representação do corpo no ecrã, no palco e noutros espaços de actuação. Géneros e linguagens cruzam-se em vídeos, espectáculos e performances, instalações e exposições.
A programação integra uma competição de vídeo-dança, de documentário e de animação, performances, uma secção destinada ao público infanto-juvenil, LittleShadow, uma forte componente de formação com workshops e masterclasses destinados aos vários públicos, bem como instalações e exposições que expandem o Festival pela cidade.
InShadow promove a criação contemporânea e imprime novos cruzamentos e olhares na cidade de Lisboa em diálogo com o Mundo. Reflecte sobre a vitalidade de um diálogo aberto pelo encontro da experiência de artistas consagrados com as visões de criadores emergentes.
Programação Cisterna
24 e 25 de Novembro 14h – 19h Instalação | 19h – 20h Performance
26 de Novembro a 2 de Dezembro Instalação (horário a definir)
6 a 10 de Dezembro Sessão Especial – Douglas Rosenberg (Vídeo-Instalação)
13 a 17 de Dezembro Sessão Especial Vídeo-Dança, Retrospetiva Vídeo Arte Alessandro Amaducci
bárbara jasmins na european glass context 2021
Nov 17 2021
11 SETEMBRO > 21 NOVEMBRO I BORNHOLM KUNSTMUSEUM, DINAMARCA
European Glass Context 2021, um dos concursos mais prestigiados a nível Europeu, patrocinado pela Royal Danish Academy, realiza este ano a 8ª bienal na ilha de Bornholm na Dinamarca, com o objetivo de promover as competências artísticas na tecnologia do vidro de artistas emergentes na União Europeia, no Reino Unido, na Islândia, na Noruega e na Suíça. A exposição que se realiza no Bornholm Kunstmuseum, entre 11 de setembro e 21 de novembro, conta com a participação de 62 artistas de 31 países europeus.
Bárbara Jasmins, mestranda em Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é a representante de Portugal com a obra Oculto-monstro#1, juntamente com o artista Robert Wiley.
A candidatura teve o apoio do Professor Fernando Quintas da Unidade Curricular de Vidro da Faculdade de Belas-Artes.
Bárbara Jasmins contou com o apoio da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e da Direção Regional da Cultura da Região Autónoma dos Açores.
A obra, Oculto-monstro#1, é uma instalação de basalto, areia vulcânica, cimento e vidro negro.
Realizada em 2018 foi a primeira em que a autora assumiu os materiais providos do arquipélago dos Açores. A articulação entre a pedra de basalto, a areia e o vidro sugere uma espécie de reconstrução natural, quase desprovida de intervenção humana. A instalação começa com um caminho de areia, vidros e pedras, que nos guia até uma peça suspensa.
Construção Residual — exposição de Ticiano Rottenstein
Nov 14 2021 
05 > 17 NOVEMBRO I CISTERNA
Inaugura no dia 05 de novembro, às 17h00, na Cisterna, a exposição Construção Residual de Ticiano Rottenstein.
horário schedule
2ª a 6ª › 10h–20h
monday till friday › 10 am to 8pm
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Todos os homens têm uma atração secreta por ruínas.
Esse sentimento se deve a fragilidade de nossa natureza,
a uma conformidade secreta entre esses monumentos
destruídos e a rapidez de nossa existência.
(François-René De Chateaubriand).
A exposição Construção Residual celebra o encerramento dos estudos de Ticiano Rottenstein, no Mestrado em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Essa pesquisa, que durou dois anos, se interessou pelo processo de arruinamento de Lisboa e da Margem Sul. O artista buscou criar um elo poético entre sua arte e o abandono, dialogando com a entropia do patrimônio e ressignificando a sua memória.
Na mostra, o artista apresenta uma série de esculturas e instalações criadas a partir de refugos, coletados em ruínas e locais abandonados. Nesses trabalhos, Rottenstein busca criar uma narrativa atual e simbiótica com a cidade a partir de uma interação dinâmica entre a arte, a matéria e o suporte.
Segundo o artista, as ruínas sempre povoaram o seu imaginário, enxergando-as como vestígio da passagem do tempo e da intervenção da natureza sobre a autoridade dos homens. Esse fascínio e admiração se devem aos sentimentos antagônicos que emanam de sua essência. Os escombros o remetem a épocas e memórias, mas também à destruição e ao abandono. Aludem à resistência e à atemporalidade como também à efemeridade e à entropia. É um embate entre a vida e a morte, entre a melancolia e a esperança. Tais características criam um intrínseco vínculo com o artista, fazendo das ruínas uma grande fonte de inspiração para sua produção artística.
Ticiano Rottenstein
comemorações do dia das belas-artes de lisboa
Oct 25 2021
25 OUTUBRO > 15H00
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), a maior e a mais antiga escola de artes e design portuguesa, celebra, no próximo dia 25 de outubro, o Dia das Belas-Artes.
Neste dia, a partir das 15h00, a Faculdade de Belas-Artes comemora os 185 anos da sua fundação, com a seguinte programação:
15h00 — Receção no pátio da Cisterna com a atuação da TUNA da FBAUL e visita às diferentes exposições nos espaços da Faculdade de Belas-Artes
_“O SOPRO E O ORVALHO” de Anabela Mota — Cisterna
_“VEROUVIROVESTIR: o revestimento performático da poesia experimental de Fernando Aguiar” de Germana Cavalcante — Capela
_“À superfície” mostra de obras resultantes do projeto “Minas do Lousal” com a coordenação da Profª Cristina Branco e do Prof. Sérgio Vicente
_“Réstias de Nós” de HAC
_“CONSERVAÇAO E RESTAURO: resultados da aprendizagem” com a coordenação da Profª Ana Bailão e da Profª Marta Frade — Galeria
_Homenagem a Rocha de Sousa - Biblioteca
16h45 — Conversa “O passado, o presente e o futuro de uma convivência institucional no Convento de S. Francisco” — Grande Auditório
Painel:
Vice-Reitor da Universidade de Lisboa, Professor Doutor Luís Castro
Presidente da FBAUL, Professor Doutor Fernando António Baptista Pereira
Presidente da ANBA, Doutora Natália Correia Guedes faz-se representar pelo Presidente da FBAUL
Diretora do MNAC, Doutora Emília Ferreira
Diretor da PSP, Superintendente Magina da Silva
Presidente FAUL, Professor Doutor Carlos Dias Coelho
17h15 — Apresentação e lançamento do livro “ ‘O Futuro’ é o ‘Presente’ sem ‘Tempo’?” da autoria de Charters de Almeida, com a presença do autor.
Painel:
Vice-Reitor da Universidade de Lisboa, Professor Doutor Luís Castro
Presidente da FBAUL, Professor Doutor Fernando António Baptista Pereira
Presidente do CIEBA, Professor Doutor Ilídio Salteiro
Professor Doutor Eduardo Duarte que fará a apresentação do livro
o sopro e o orvalho
Oct 25 2021
14 > 29 OUTUBRO I CISTERNA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES
Inaugura no dia 14 de Outubro, às 17h30, na Cisterna do Convento de São Francisco (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) a exposição o sopro e o orvalho. Nesta exposição Anabela Mota revisita duas instalações — clepsydra (2021) e transbordar (2020).
horário schedule
3ª e 4ª › 15h–19h
tuesday and wednesday› 3pm to 7pm
outros horários por marcação para o número: 916067780
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Sonhar o orvalho como germe e semente é participar do fundo do ser no devir do mundo.
Gaston Bachelard
Uma substância vaporosa suspende-se na humidade do ar e precipita-se sobre a terra como principal alimento das sementes. O orvalho, diz-nos Bachelard (1948, 259), “corresponde à panspermia da atmosfera”, à forma formante mais subtil da condensação dos vapores. A chuva, interligada com o “fermento de orvalho” (ibidem), prepara os caminhos da fecundação.
O movimento térmico encaminha-se num sentido entrópico, precipita-se na forma de gotas e em contacto com superfícies frias, mas a recolha da água impregna a vida de vida e indicia um acontecimento extraordinário que se traduz em matéria-energia emergente.
Talvez, por isso, a Cisterna se expresse como um repositório de água orvalhada que entre a terra e as pedras se insurge como símbolo da imaginação material. Contudo, como reflectir, hoje em dia, sobre um espaço cujo vínculo simbólico se manifesta como uma presença ausência? A Cisterna vazia remete-nos para o sentido solastálgico da saudade do lugar que habitamos.
Margarida Alves
O percurso de Anabela Mota iniciou-se em 1982 na Escola António Arroio e em 1985 na ESBAL. Dedica-se desde 1997 às artes plásticas, organizando workshops para crianças e adultos. Colabora desde 2005 com a Pediatria do IPO na área das Artes Plásticas, para além de outras iniciativas. Colabora na área dos cuidados paliativos com a AMARA, tendo apresentado uma comunicação ‘A arte no hospital-Os mistérios da Arte da Vida no IPO de Lisboa’ no ‘V Congresso internacional Espaço T’, no Porto. Em 2007 funda ‘A Casa da Quinta’ em Linda-a-Velha, um espaço comunitário artístico. Conclui a Licenciatura e Mestrado em Pintura na FBAUL. Dá aulas de Pintura no Atelier )ABERTO( em Lisboa.
Expõe regularmente, também em exercícios de curadoria. Interessa-lhe abordar a importância e consciência do olhar enquanto meio para aceder a múltiplas realidades e a uma certa qualidade do tempo. Questiona a fragilidade e o mistério presentes na realidade das coisas concretas, a diferença entre um certo olhar habituado a ver e o olhar habitado pela consciência — movimento interior que tem o dom de impressionar a realidade.
VEROUVIROVESTIR: o revestimento performativo da poesia experimental de Fernando Aguiar
Oct 24 2021
21 OUTUBRO > 04 NOVEMBRO 2021 I CAPELA DAS BELAS-ARTES
Inaugura no dia 21 de outubro, às 16h00, na Capela da Faculdade de Belas-Artes, a exposição VEROUVIROVESTIR: o revestimento performativo da poesia experimental de Fernando Aguiar de Germana Cavalcante.
horário schedule
25 e 28 outubro › 10h–18h
25th and 28th october › 10 am to 6pm
02 e 04 novembro › 10h–18h
2nd and 4th november › 10am–6pm
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Ao longo de 40 anos o artista, poeta e performer Fernando Aguiar reuniu em seu arquivo milhares de obras, de artistas portugueses e estrangeiros, sobre poesia experimental e/ou relacionadas a este movimento.
Por tratar-se de um acervo multifacetado no que tange à produção de poetas experimentais, a exposição VEROUVIROVESTIR pretende mostrar ao público alguns objetos do AFA referentes ao Núcleo de Performance, nomeadamente materiais e registos de apresentações do próprio Fernando Aguiar no seu período de maior produção performativa, compreendido entre as décadas de 1980 e 90.
Será a oportunidade de (re)conhecer algumas das obras, documentos e registos que deram origem à maior coleção de Poesia Experimental em Portugal.
Germana Cavalcante
DRAWING ROOM LISBOA 2021
Oct 20 2021 
27 > 31 OUTUBRO I Sociedade Nacional de Belas-Artes
Dez alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa participam na 4º edição da feira internacional Drawing Room Lisboa 2021 que decorre de 27 a 31 do corrente mês (https://drawingroom.pt).
Pelo segundo ano consecutivo, alunos finalistas de Desenho da nossa Faculdade estão representados neste evento, ao qual a FBAUL se associa enquanto parceiro, através da participação no projeto “Desenhos na Cidade“: https://drawingroom.pt/desenhos-na-cidade/.
Desenhos na cidade é uma iniciativa paralela ao programa da feira, com a colaboração da CML e com o patrocínio da Fundação EDP, que surgiu do desafio lançado às escolas de referência da cidade (FBAUL e AR.CO) com o intuito de dar visibilidade aos alunos finalistas de desenho através de um modelo de apresentação que traz o desenho a todos os Lisboetas, convidados a percorrer uma rota de descoberta pelo centro de Lisboa, através da mostra de trabalhos reproduzidos em cartazes espalhados em MUPIS pela cidade.
Com curadoria dos Professores Américo Marcelino, Domingos Rego, João Jacinto, Manuel Gantes e Manuel San-Payo, foram seleccionados trabalhos realizados no ano lectivo passado pelos seguintes alunos finalistas da Licenciatura e Mestrado em Desenho:
Afonso Neves
Beatriz Martins
Catarina Cristo
Catarina Moreira
Inês do Canto
Juliana Silva
Leonor Mira
Maria Ribeiro
Nuno Salvada
Olavo Costa
Diálogos a Propósito da Exposição Internacional Ídolos-Olhares Milenares
Oct 12 2021
02 > 30 OUTUBRO 2021 I MUSEU NACIONAL DE ARQUEOLOGIA, SALA DE EXPOSIÇÕES BIDIMENSIONAIS
Inauguração da exposição Diálogos a Propósito da Exposição Internacional Ídolos. Olhares Milenares no dia 2 de Outubro, às 16h00.
Esta mostra dá a conhecer um conjunto de trabalhos artísticos que os alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL), orientados pela Professora Guida Casella, produziram, inspirados nos 270 bens culturais que se apresentam na exposição, comentados por alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), orientados pela Professora Ana Catarina Sousa.
In the Kingdom of Clouds: Artists and the Invention of Sintra
Oct 12 2021
28th MAY > 27TH OCTOBER 2021 I MU.SA MUSEU DAS ARTES DE SINTRA
Curator: Victor dos Reis
Commemorative Exhibition of the 25th Anniversary of Sintra Paisagem Cultural da Humanidade
opening: 27th may 7pm
horário schedule
3ª a 6ª › 10h–18h
tuesday to friday › 10am to 6pm
sábado e domingo › 12h-18h
saturday sunday › 12pm-6pm
masterclass sobre conservas, The New Art Fest | Where Art Meets Technology
Oct 01 2021PALESTRA SOBRE CONSERVAS I RODRIGO GOMES I 06 OUTUBRO > 17H00 I GRANDE AUDITÓRIO
15 JULHO > 06 OUTUBRO 2021 I LISBOA
Com direção artística de António Cerveira Pinto, The New Art Fest é uma produção da Ocupart.
The New Art Fest 20_21 tem o apoio da Direção Geral das Artes e da Câmara Municipal de Lisboa, e as parcerias do Museu Nacional de História Natural e das Ciências da Universidade de Lisboa, das Carpintarias de São Lázaro, da MOP, da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, da Companhia de Seguros Fidelidade, do Escritório de Advogados Sérvulo & Associados, da Associação de Turismo de Lisboa, da rádio SBSR, do Luggage City Center, Acrilfer, FabLab Lisboa e da Fixol
PROGRAMA
“PANDEMIA” - Exposição Coletiva com curadoria de Sofia Marçal
Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC)
Rua da Escola Politécnica, 56-58, 1250-102 Lisboa
Inauguração: 15 julho, das 10h às 17h
Exposição patente até dia 30 de setembro
“WHISPERING MIRRORS” – Exposição individual de Rodrigo Gomes com curadoria David Revés e co-produção das Carpintarias de São Lázaro
Carpintarias de São Lázaro
Rua de São Lázaro, 72, 1150-199 Lisboa
Inauguração: 6 agosto
Exposição patente até dia 26 setembro
Bit Street - Circuito urbano de new media art
Painéis electrónicos da MOP – TOMI-LX
Ruas de Lisboa e estações de Metro
Datas: julho – setembro
HOUSE OF THOUGHTS - Debates, Conferências e Masterclasses Carpintarias de São Lázaro
Online nos canais digitais do Festival.
15 setembro, na plataforma ZOOM (15h Lisboa)
Conferência “NFTs take off ”, com os artistas Kevin McCoy, Pak e Robert Alice e moderação de António Cerveira Pinto.
“Estará a arte à beira de um evento singular?
Há, pelo menos, uma metamorfose cultural em curso que levanta questões às quais é preciso responder. Qual o grau de transformação imposto às convenções artísticas e à arte em geral pelas sociedades digitais?
Será alguma vez possível proteger a autoria digital, nomeadamente recorrendo ao paradigma conhecido por Blockchain? Se houver, por exemplo, uma grande tempestade elétrica, ou uma guerra mundial, quem garante a fiabilidade das redes computacionais? E se os governos assumirem o controle do ciberespaço (como a PCC decidiu fazer na China comunista depois da chegada de Xi Jinping ao poder)? Garantir a autenticidade da arte digital asseguraria, por si só, o valor intrínseco das mesmas, para artistas, colecionadores, mercados de arte e museus?
Poderá, por outro lado, a criptografia ao serviço de bases de dados distribuídas e transparentes (“blockchain) ameaçar a velha ordem capitalista, ou será que, pelo contrário, as bases de dados encriptadas, encadeadas e partilhadas acabarão por ultrapassar mais um estrangulamento da lógica reprodutiva do capitalismo, provocado desta vez por uma crise de recursos e demográfica, bem como pela monetização geral das dívidas públicas e privadas?
Em suma, até que ponto podemos confiar nas Blockchain? Protegerão as autorias e o trabalho criativo em geral, ou serão mais um estímulo à especulação desenfreada e à construção de novas e gigantescas Pirâmides de Ponzi? Será razoável acreditar no advento de uma desejável democracia, simultaneamente transparente, partilhada e segura, bem como no acesso gratuito a bens virtuais protegidos por NFTs? “
António Cerveira Pinto
Estas e muitas outras questões serão debatidas nesta conversa.
dia 25 setembro, nas Carpintarias de São Lázaro (17h)
Conversa “Imagens aquém e além do humano”, com artista Rodrigo Gomes, o curador David Revés e outros oradores convidados.
Uma conversa a partir da exposição “Whispering Mirrors”, movendo-se pelas dobras do especular e do especulativo, das possibilidades da inteligência artificial e das problemáticas em torno do pós-humano.
“Imagens para além do humano” é uma produção das Carpintarias de São Lázaro e insere-se no seu Ciclo de Programação “Para os olhos mas não só”.
Carpintarias de São Lázaro | Rua de São Lázaro, 72, Lisboa | sexta-feira, dia 25 setembro, às 17h
Entrada Livre | Lotação máx.: 60 pax | Para reserva de lugar, por favor contacte: reservas@csl-lisboa.pt
dia 30 setembro na plataforma ZOOM (15h Lisboa)
Conversa “Debaixo da pandemia”, com os artistas Jonas Runa, Kristina Petukhina e Robert B. Lisek, e moderação de António Cerveira Pinto.
Nesta conversa, moderada por António Cerveira Pinto, três artistas participantes na exposição Pandemia, irão partilhar os seus interesses e seus processos criativos, durante o período de confinamento.
dia 6 outubro, Faculdade Nacional de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (17h-19h)
Masterclass “Palestra sobre Conservas” do artista Rodrigo Gomes
“A difusão e a virtualização de imagens influenciam a nossa forma de comunicar, conservar, recordar e definir o que é real ou falso. Por consequência, a realidade consiste num arquivo de imagens falsas, em virtualidade e ficções que ao serem por nós consumidas mudam de sentido. Cada vez mais, o mundo está embebido em imagens que atravessam ecrãs.
Num mundo em que a difusão de imagens é regida pelo seu próprio consumo, a realidade revela-se esquizofrénica. Há que tomar colírio para que as nossas pupilas passem a conhecer uma realidade que através do mínimo erro se revela pré-desenhada.”
Rodrigo Gomes
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa FBAUL | Grande Auditório da FBAUL
Entrada livre | Lotação max 100 pax
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Durante o mês de setembro, graças à parceria do festival com a MOP, ainda poderá encontrar teasers de obras de 4 artistas nos painéis electrónicos da MOP-TOMI-Lx.
O encerramento oficial do festival tem data marcada para o dia 6 outubro, na Faculdade Nacional de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Entre 15 de julho e 6 de outubro, The New Art Fest‘20_21 (quarta edição), volta à cidade de Lisboa retomando a programação de 2020, convidando artistas nacionais e internacionais, e o público, para refletirem sobre o que acontece quando a arte se desmaterializa.
A relação da arte com as catástrofes, com o isolamento forçado, com a inteligência artificial, com a informação/desinformação, e a cripto arte, são as principais temáticas desta edição, que se materializa através de exposições, conferências, performances e workshops.
Cada vez mais artistas encontram na imersão tecnológica uma via, não apenas para a criação de obras de arte originais, mas também para a difusão e partilha da sua arte. De algum modo podemos dizer que o lugar da arte está a mover-se rapidamente. É uma tectónica poderosa e complexa, socialmente ativa, global, a que as velhas estruturas verticais, burocráticas e especulativas da arte oficial a que chamam ‘contemporânea’ dificilmente resistirão.
Abertura oficial: 15 de julho 2021, 10:00 às 17:00 | Inauguração da exposição “Pandemia”
Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC)
Exposição patente até dia 30 de setembro
en suspense — exposição de helena ferreira
Sep 28 2021
25 SETEMBRO > 13 OUTUBRO I MAISON DU PORTUGAL – ANDRÉ GOUVEIA, PARIS
Inaugurou no dia 25 de Setembro, às 19h00, na Maison de Portugal – André Gouveia, em Paris, a exposição En suspense de Helena Ferreira.
A exposição ficará patente até 13 de Outubro.
A propósito de uma residência artística realizada em 2019 na Casa de Portugal – André de Gouveia, o problema da suspensão do tempo no meu processo criativo interpôs-se no meu caminho sob a forma de apneia, isto é, segundo a experiência de um tempo entrecortado, interrompido, de ordem visceral e profundamente arreigado a um estado de sobrevivência e persistência. Trata-se de uma suspensão do tempo onde os avanços e recuos surgem em todas as direcções, onde se sustém a respiração e se procura a todo o instante recuperar o fôlego, numa analogia ao processos e métodos decorrentes da criação artística.
A exposição En suspense reúne duas séries de desenhos, En suspense e Landcuts, que representam esse processo de transição e transformação interior; um mergulho nas profundezas mais recônditas da condição humana e que convoca uma espécie de percepção desacelerada que procura deter-se no movimento subtil e imperceptível da imagem suspensa.
Helena Ferreira
caudal — exposição do colectivo humor líquido
Sep 28 2021
ABERTURA 16 SETEMBRO > 17H00 I PATENTE ATÉ 01 OUTUBRO I CISTERNA
Inaugura no dia 16 de setembro, às 17h00, na Cisterna do Convento de São Francisco (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) a exposição caudal do coletivo humor líquido, com a participação de seis dos seus elementos — a dupla Ana Mata e Catarina Domingues, Anabela Mota, Marta Castelo, Sara Belo e Teresa Projecto — e ainda com a presença de dois convidados: o escritor Paulo Sarmento e a escultora Virgínia Fróis.
horário schedule
2ª a 6ª › 15h–19h
monday to friday › 3pm to 7pm
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Descemos e entramos num espaço que esteve submerso. A atenção desperta para o rumor antigo, e os nossos movimentos adensam-se, trabalham em segredo, em irrupções, em deslizamentos. Procuramos imagens que convoquem um estado instável e fluido, relançando e ampliando o movimento do ser que continuamente se transforma, testemunhando da presença de uma força simultaneamente destruidora e criadora. Do rio que tudo arrasta diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem (Brecht). Propomos um momento para o dar voz e corpo ao caudal.
Esta é uma exposição do colectivo humor líquido, com a participação de seis dos seus elementos — a dupla Ana Mata e Catarina Domingues, Anabela Mota, Marta Castelo, Sara Belo e Teresa Projecto — e ainda com a presença de dois convidados: o escritor Paulo Sarmento e a escultora Virgínia Fróis. A exposição é pensada também ela como um caudal, uma articulação de várias peças dos artistas, abrangendo a escultura, a fotografia, o desenho, o vídeo e a instalação.
Acompanha a exposição, uma publicação de autor, concebida e editada pelos membros do colectivo, com imagens das artistas, e textos de Paulo Sarmento, inspirados pelos textos de Friedrich Hölderlin (na fase em que o poeta assinava sob o nome Scardanelli) e pela presença das águas na sua obra.
A publicação será lançada no dia da abertura, 16 de Setembro, pelas 17 horas.
O humor líquido é um lugar de encontro de gestos criativos. Estes nascem de uma conversa fluente e contínua, pelo que a identidade deste colectivo é a da própria fluência do diálogo: existindo obras de grupo, este altera-se, em diferentes projetos, em diversas dinâmicas – onde não se excluem, nem possibilidades renovadas de colaboração, nem gestos individuais reunidos em afinidades. Este é um lugar de fluência dinâmica, um lugar potenciador da felicidade dos encontros.
O humor líquido é também o meio interior da visão, aquilo que, no olhar, é atravessado. O humor líquido é o meio – ou o médium – de uma passagem. Este é um modo de olhar que pensa a sua própria natureza, bem como a poética da impermanência que ressalta do quotidiano.
Assim se expressam, enquanto coletivo e em diferentes formas criativas, Anabela Mota, Ana Mata, Catarina Domingues, Marta Castelo, Nádia Duvall, Sara Belo e Teresa Projecto.
The photographic archives of the 1930s — library exhibition
Sep 19 2021
18/03 > 04/10/2021 | FBAUL LIBRARY
(un)doing… 1st year projects, Master in Communication Design, 2020/21
Sep 09 2021(un)doing… presents projects from the 1st year of the master’s degree in Communication Design (Belas-Artes, ULisboa) that address and seek to deconstruct the effects of computational technologies and the internet in contemporary culture.
The projects reflect the post-digital and post-internet era, characterized by the ubiquity of computational infrastructures and the blurring of boundaries between online and offline modes of existence. They comment on the sovereignty of data under the model of surveillance capitalism and question how artificial intelligence systems incorporate or reinforce cultural prejudices or assumptions on social exclusion. They also highlight the volatility of knowledge under the impact of the internet, according to paradigms of uncertainty, disinformation, and manipulation.
Following post-production and remediation processes, the projects gathered on this collective website address current ways of communicating, preserving, and disseminating cultural production. They creatively explore the confluence of media to reflect on the ways in which digital technologies shape our perception and experience of reality.
Organization & Coordination
Master in Communicator Design, Belas-Artes, ULisboa
Projeto II: Luísa Ribas / Laboratório II: Pedro Ângelo
Website, design and communication
Students of 1st year of the Master’s degree in Communication Design, 2020-2021: Artur Porto, Beatriz Silva; Caroline Rohn; Cláudia Castela; Diogo Castelão Sousa; Filipa Resende; Joana Pereira; João Alexandre; Maria Callapez; Maria Inês Ribeiro; Matilde Dias; Matilde Reis; Vanessa Lança; Vasco Vieira Cunha
painting graduates 2018.19 & 2019.20
Aug 06 2021
27 JULHO > 21 AGOSTO 2021 I SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS ARTES
A exposição Finalistas Pintura que reúne obras dos finalistas em Pintura de 2019 e de 2020 abrirá ao público no dia 27 de julho, às 16h00, na Sociedade Nacional de Belas Artes A exposição ficará patente até 21 de Agosto de 2021.
horário schedule
2ª a 6ª › 12h–19h
monday to friday › 12am to 7pm
sábado › 14h–19h
saturday › 2pm to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Exposição Finalistas de Pintura 2018-18 e 2019-20
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, com a inestimável parceria com a Sociedade Nacional de Belas-Artes, convida à fruição dos trabalhos concebidos pelos seus alunos finalistas do curso de licenciatura de Pintura.
Abarcamos, nesta difusão, os trabalhos elaborados pelos finalistas 2018-19 e 2019-20. Nesse ínterim, nos deparamos com mudanças significativas, inimagináveis, com novos paradigmas de proporções globais, que forjaram, entre outros, costumes, modos de viver e de produzir.
As obras expostas refletem várias historicidades, saberes e fazeres destes jovens artistas. Essa diversidade, repleta de qualidade e de variedade, propicia múltiplos olhares. A exposição assume um caráter não-linear, o que propicia a criação novas redes de relações e estimula a participação do público.
As linguagens utilizadas pelos jovens artistas, para além de diversas, dialogam entre si, com os autores e com o público. Não me refiro ao diálogo inteligível, produzido por meio de explicação verbal do fazer artístico, pois limitar a exposição e as obras a uma explicação verbal, para compreensão e entendimento, é uma sentença de morte para a fruição estética.
Segundo Cocchiarale, “O problema é que as pessoas usam um verbo: entender. [...] Eu nunca ouvi dizer: eu não consegui sentir essa obra. Como as pessoas têm medo de sentir, elas entendem [...]”1 . Isto posto, proponho que o público, ao percorrer a exposição, experiencie e usufrua cada obra, permita-se sentir e criar sua própria narrativa.
Parabenizo os envolvidos nesse projeto (FBAUL e SNBA) pelo compromisso, pela dedicação, pela qualidade dos serviços prestados e pelo incentivo aos jovens expositores.
Aos jovens artistas, congratulações e muito sucesso em suas trajetórias!
Elaine Karla de Almeida
(1) Cocchiarale, Fernando. Quem tem medo da arte contemporânea? Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2006.
alunos da fbaul na ermida — prémio de pintura 2ª edição
Aug 01 2021
24 JULHO > 04 SETEMBRO 2021 I ERMIDA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Inaugura no dia 24 de Julho; às 14h00, na Ermida de Nossa Senhora da Conceição, a exposição Prémio de Pintura – Alunos da FBAUL – 2ª edição. A exposição ficará patente até 4 de Setembro.
Informamos que este evento é passível de ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
A 2ª edição do Prémio de Pintura – Alunos da FBAUL na Travessa da Ermida resulta de um entendimento protocolado entre a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e o Projeto Travessa da Ermida onde este pretende promover e acolher uma exposição coletiva dedicada à Pintura, da autoria dos alunos da FBAUL. Por isso anualmente, através de um concurso aberto a todos os artistas / alunos da faculdade, são incentivados, através de regulamento, a apresentarem propostas artísticas de Pintura para efeitos de uma seleção de obras.
Sem implicar juízo qualitativo de outras formas de expressão e representação visual, e de criação de imagem, nomeadamente aquelas que envolvem processos tecnológicos, esta iniciativa está condicionado à Pintura, sendo esta encarada conforme se enuncia no regulamento: “…A Pintura é considerada simultaneamente como campo de conhecimento e investigação teóricos da expressão artística e como técnica de expressão artística. Por um lado, realçam-se as ideias e os debates que, historicamente, estruturam o campo da Teoria da Arte. Por outro lado, destaca-se a articulação destas ideias com a produção artística e as transformações técnicas da Pintura que delas resultam…”.
Nesta edição estiveram presentes vinte e oito jovens artistas, provenientes de diversos cursos, com variadíssimas propostas de alta qualidade, as quais dificultaram imenso a seleção. Por isto, em vez dos três premiados previstos no regulamento, foram premiados seis artistas com uma exposição de grupo no singularíssimo espaço do Projeto Travessa da Ermida.
A globalidade dos trabalhos em concurso de vinte e oito artistas, evidenciando sempre um pensamento intrínseco à realização artística, cultural e social do seu tempo, possui também uma qualidade plástica com a indispensável capacidade de engajamento do espectador com a obra. Mas de todo este conjunto, apenas seis artistas foram selecionados.
Estes seis artistas são o Matheus Novaes, que argumenta o seu trabalho numa ligação muito íntima com a natureza, a Ana Moraes, que mostra um conjunto de papéis pintados, desenhados, colados e anotados como representações dos lugares que comandam a vida, a Rita Máximo que trabalha as coisas da matéria e da natureza em jogos texturais de equilíbrios e de pesos, a Lúcia Fernandes, que constrói um universo poético filosófico e expressionistas onde Deus está em coma, a Myrian Baidoum, que nos envolve nos problemas sociais e humanos do nosso tempo e o Olavo Costa que, pelo modo discreto do desenho, sabe evocar as questões dos erotismos.
Trata-se de um excelente conjunto de trabalhos, numa exposição na Travessa da Ermida, em Belém / Lisboa, que inaugura no dia 24 de julho e está patente ao público até 4 de setembro de 2021.
Lisboa 13 de julho de 2021
Ilídio Salteiro
xCoAx 2021: 9th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
Jul 01 2021

xCoAx 2021
Computation, Communication, Aesthetics & X
12–16 July 2021, (Graz) online
Program now online at https://2021.xcoax.org/#program
Opening and content unveiling: Monday, 12th July, 6:00 PM CEST
Keynote speakers: Yuk Hui and Špela Petrič
xCoAx is an international conference that explores the frontiers of digital art with a multidisciplinary investigation on aesthetics, computing, communication and the elusive X factor that connects them all. After visiting Milan, Madrid, Lisbon, Bergamo, Glasgow, Porto and Cyberspace, in 2021 xCoAx goes hybrid in Graz, Austria under the auspices of IEM, the Institute of Electronic Music and Acoustics at the University of Music and Performing Arts Graz, and online.
xCoAx 2021 is a totally open event where everyone can attend and join the discussion!
Opening event:
The opening of xCoAx 2021 will take place on Zoom on July 12th at 6PM CEST. The Organising Committee will be extremely happy to welcome you there to meet, greet, network, and exchange impressions and opinions. This will also be the moment when all content is made available online.
Papers have been organised as follows:
There are 6 different sessions, where papers with stimulating connections and overlaps were put together. The authors were invited to record a 15-minute presentation of their work. There will be Q&A panels with the audience at times and in Zoom sessions as indicated in the Program (available soon). You can access all the material: abstracts, papers in PDF format and video presentations by accessing xCoAx’s website at 2021.xcoax.org and clicking on “Paper Sessions” in the navigation menu (available July 12). You can join the discussion on Twitter by replying to the tweet at the end of each session page.
Artworks have been organised as follows:
The xCoAx 2021 website features a page for each artwork that was selected for the exhibition, where the artists present their work with visual documentation, an abstract, a prerecorded artist talk and other media assets. All of the artwork presentations will be streamed on YouTube, and there will be two roundtables in Zoom with the artists and audience. You can access each artwork’s page by accessing xCoAx’s website at 2021.xcoax.org and clicking on “Exhibition” in the navigation menu (available July 12). You can join the discussion on Twitter by replying to the tweet at the end of each artwork’s page.
Performances have been organised as follows:
The xCoAx 2021 website includes a page for each selected performance, where the performers illustrate their work with a video, an abstract, a prerecorded artist talk and other media assets. There will be roundtables in Zoom with performers and audience. You can access each work’s page by accessing xCoAx’s website at 2021.xcoax.org and clicking on “Performances” in the navigation menu (available July 12). You can join the discussion on Twitter by replying to the tweet at the end of each performance’s page.
The Doctoral Symposium has been organised as follows:
Doctoral students whose research proposals were accepted were invited to a discussion and feedback session with our chairs Angela Ferraiolo and Marko Ciciliani. The symposium has usually taken place in a more secluded part of xCoAx, and we kept with this tradition by not recording the online session to allow for a more relaxed environment where to exchange opinions and give advice. However, the xCoAx 2021 website features a page with all the research proposals discussed during the symposium, which you can access by going to xCoAx’s website at 2021.xcoax.org and clicking on “Doctoral Symposium” in the navigation menu (available July 12).
See you at http://2021.xcoax.org
Instagram @xcoaxorg
Facebook @xcoax.org
Twitter @xcoaxorg
Hashtag #xcoax2021
For further information on the conference and press materials, please contact the xCoAx team at info@xcoax.org
Organizing committee:
André Rangel, David Pirrò, Hanns Holger Rutz, Jason Reizner, Luís Pinto Nunes, Luísa Ribas, Mario Verdicchio, Miguel Carvalhais.
Authors, papers:
Alberto Novello, Alex Heilmair, Alex McLean, Alexia Achilleos, Ana Matilde Sousa, André Santos, André Silva, Andrew Sidsworth, Bjarni Gunnarsson, Corneel Cannaerts, Daniel Bisig, Dejan Grba, Elizabeth Wilson, Fabrizio Augusto Poltronieri, Gaspar Cohen, Hanns Holger Rutz, Iannis Zannos, João Correia, João Pedro Ribeiro, Jorge Forero, Julia Uhr, Kit Kuksenok, Ludwig Zeller, Luísa Ribas, Marc Bohlen, Marilia Lyra Bergamo, Marinos Koutsomichalis, Marisa Satsia, Martin Rumori, Michiel Helbig, Miguel Carvalhais, Nayarí Castillo, Nicola Privato, Pedro Cardoso, Pedro Ferreira, Pedro Martins, Pedro Silva, Penousal Machado, Robin Renwick, Shawn Lawson, Stefano Kalonaris, Tiago Martins.
Authors, exhibition:
Aaron Oldenburg, Alberto de Campo, Alex Bundy, Alexander Kremser, Alisa Kobzar, Alyssa Aska, Ben Benhorin, Daniele Pozzi, Dávid Maruscsák, David Schmudde, Fabian Weiss, Hannah Wolfe, Hannes Hoelzl, Hanns Holger Rutz, Jim Reeve-Baker, Jules Rawlinson, Kai-Luen Liang, Kyle Booten, Margarethe Maierhofer-Lischka, Mariana Seiça, Máté Bredán, Mátyás Boldizsár, Nayarí Castillo, Nima Bahrehmand, Pedro Martins, Rihards Vitols, Robert Lisek, S4NTP, Şölen Kıratlı, Stephen Roddy, Tasos Asonitis, Tiago Martins, Tivon Rice, Zoe Li.
Authors, performances:
Daniel Bisig, Ephraim Wegner, Harald Kimmig, Karl F. Gerber, Mariana Seiça, Nuno Lourenço, Pedro Martins, Ryan Olivier, Sérgio M. Rebelo, Seth D. Thorn, Viola He, Yuzhu Chai.
xCoAx is organized by:
IEM, Institute of Electronic Music and Acoustics, University of Music and Performing Arts Graz, Bauhaus University Weimar, Faculty of Fine Arts University of Lisbon, Faculty of Fine Arts University of Porto, University of Bergamo, CIEBA, CITAR, i2ADS, INESC TEC.
em suspenso
Jun 10 2021
22 MAIO > 26 JUNHO I GALERIA MUNICIPAL VIEIRA DA SILVA
Inaugura no dia 22 de Maio, na Galeria Municipal Vieira da Silva, em Loures, a exposição EM SUSPENSO com obras de alunos de Escultura II, da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Participantes: Ana Gaião, Bárbara Fernandes, Beatriz Ramos, Carolina Dias, Catarina Farinha, Diogo Mestre, Diogo Ferreira, Duarte Perry, Eva Fisahn, Inês Escumalha, Inês Martins, João Félix, Margarida Pratas, Maria Pato, Nuno Galego e Ricardo Imperial
Coordenação e Organização: Marta Castelo e Sérgio Vicente
…em suspenso…
A vida humana persiste. Confinados no interior da casa, adaptados forçadamente a uma nova realidade pautada pelo abrandamento brusco do movimento expansivo da vida, vivemos como que em suspenso. Não significa que sejam tempos calmos, antes pelo contrário, a ansiedade paira um pouco sobre todos, ao mesmo tempo que novas rotinas, por vezes tensas, se instalam no espaço limitado e restrito da casa, apartado da convivencialidade com os outros. Todos os domínios da vida são abalados e o ensino não é excepção.
Recorrendo a plataformas digitais, disciplinas como a de Escultura, necessariamente fundadas na experiência do corpo, da matéria e do espaço são obrigadas a reinventar-se e ajustar-se às recentes circunstâncias. Por isso, elaborado em torno dessas dimensões essenciais, o programa de Escultura II lançou a proposta de Construção do Espaço: a partir de uma leitura do lugar de confinamento, nomeadamente da casa e em particular o quarto ou a sala, estabelecer relações com corpo, as suas medidas ou movimentos; proporcionar uma reconceptualização e reorganização dos objectos enquanto matérias criadoras de discursos abertos ao pensamento; e estabelecer novos enquadramentos e possíveis ligações com o exterior.
A presente exposição de trabalhos de alunos de Escultura II, da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, referentes ao segundo semestre do primeiro ano do período lectivo de 2019-2020, um testemunho destes exercícios de resistência, imaginação e criatividade que, agora, convocam e estimulam a experiência do espectador.
o símbolo de uma pandemia — exposição temporária na FBAUL
Jun 10 2021
Foto por MOHAMMED ABED / AFP
Uma mãe palestiniana entretém os seus filhos com máscaras improvisadas feitas de couve enquanto cozinha em Beit Lahia, na faixa norte de Gaza, a 16 de Abril de 2020, no meio da pandemia do coronavírus COVID-19.
O prazo de entrega de propostas terminou.
Estendemos a possibilidade de participação a TODOS os alunos inscritos no ano letivo 2020/2021, em todos os ciclos da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa.
Está confirmada a participação de Mohammed Abed, fotojornalista, com algumas das suas fotografias.
https://www.worldpressphoto.org/person/detail/2038/mohammed-abed
“É um território indistinto, em que o corpo biológico e o político se fundem e em que acontece a apropriação política da vida quotidiana de cada um. Mecanismo que pode, e tem sido exercido, tanto em regimes ditatoriais como em democracias”.
Barata, V., 2020. Três artistas apresentam obras sobre pandemia e direitos no Museu do Chiado. Público – Ípsilon, [online] Available at:
Sentes-te inseguro e questionas a forma como a tua liberdade tem sido restringida? Queres fazer planos para o teu futuro mas vês-te obrigado a viver um dia de cada vez?
Tiveste que reajustar as tuas vivências e as tuas relações à situação atual provocada pela Covid-19?
Ainda te sentes uma personagem de ficção quando caminhas na rua e te deparas com gente de máscara?
Convidamos-te a apresentar a tua resposta artística à pandemia que vivemos. Que símbolo imaginas que possa retratar a tua situação, a tua vivência dos últimos meses? Não há limites para a tua criatividade nem restrições de técnicas ou materiais. Queremos ser surpreendidos e deixar memórias nos visitantes. Queremos que, de uma situação negativa, nasça produção artística marcante.
Esta exposição irá realizar-se no âmbito de um trabalho de projeto de mestrado em Museografia e Museologia de uma colega vossa que apela à vossa participação e vos convida a aproveitarem a oportunidade de estarem presentes numa exposição na nossa Faculdade.
DESTINATÁRIOS
A call é dirigido a TODOS os alunos de todas as áreas formativas da instituição, e de todos os ciclos, inscritos no ano letivo 2020/2021.
LOCALIZAÇÃO DAS OBRAS
As obras selecionadas serão expostas na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes.
CARACTERÍSTICAS DAS OBRAS
As obras devem ter as seguintes características e/ou especificidades:
a) serem originais e criadas para o espaço específico da Cisterna;
b) terem as dimensões apropriadas para o local a que se destinam;
c) serem realizadas por qualquer técnica artística, manual ou assistida por tecnologia;
d) terem em conta um sistema próprio de instalação e exposição, considerando que é proibido intervir no espaço da cisterna, nomeadamente paredes, chão e teto (furos, colagens, etc);
e) terem em conta a melhor forma de transporte e montagem, considerando as características da Cisterna e os respetivos acessos.
PROCEDIMENTOS
a) Preenchimento completo da ficha de inscrição através de formulário Google a disponibilizar pela FBAUL e entrega das propostas em formato digital para o e-mail comunicacao@belasartes.ulisboa.pt;
b) Seleção das propostas a integrar a exposição por um júri composto por docentes da FBAUL.
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Depois de realizada a inscrição através do formulário Google até 07 de abril, a candidatura deve ser formalizada até ao dia 26 de abril de 2021 e enviada para o e-mail comunicacao@belasares.ulisboa.pt e deve conter os seguintes elementos:
a) Memória descritiva que resuma a abordagem criativa a seguir e explicite a solução proposta;
b) Imagem com o aspecto geral da peça;
c) Identificação rigorosa das dimensões gerais da peça;
d) Descrição das características dos materiais e tecnologias a empregar;
e) Descrição da colocação e/ou montagem da peça;
CALENDARIZAÇÃO
Até 7 de abril de 2021 – Inscrição
Até 26 de Abril – Entrega das propostas
Reunião de júri e Anúncio dos selecionados – data a anunciar
A exposição decorrerá em Junho de 2021
1 de junho – Início da montagem da exposição e entrega das obras na cisterna
28, 29 e 30 de junho – Desmontagem da exposição, ficando cada participante responsável pela remoção da(s) sua(s) obras(s)
Todos os concorrentes selecionados para integrar a exposição terão direito a um certificado de participação.
Os processos participativos e a cerâmica // CÍRCULOS – Entre mãos ll – BICAA 2021
Jun 07 2021
18 JUNHO > 17H00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Apresentação do livro : Os processos participativos e a cerâmica
18 junho, 17h00, auditório Lagoar Henriques (presencial sujeito a lotação condicionada)
Plataforma ZOOM - o link para aceder será divulgado posteriormente.
Exposição das maquetas CIRCULOS – Entre mãos II – BICAA 2021
18 a 25 de Junho – Corredor do auditório Lagoa Henriques
A Cerâmica dá corpo a obras de Arte presentes no espaço público. A sessão apresenta resultados da Cooperação entre a FBA.UL / Vicarte e o Município de Aveiro / BICAA. Dois momentos em relação, num continuo frutuoso para as novas gerações.
Primeiro momento:
O livro Os processos participativos e a cerâmica reúne os artigos resultantes de um seminário realizado no âmbito da Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro em 2020.
Desenvolve três áreas temáticas: Espaço Público e Participação / Contextos Teóricos e Ativismo; Interações / Arte e a cidadania; Construções / Arte e os locais de produção. Oradores convidados: Cristina Cruzeiro, Elaine Santos, Françoise Schein, Mário Campos, Helena Elias,Maja Echer, Bie Michels, Sérgio Vicente e Zandra Coelho.
Apresenta diferentes obras e um campo criativo com múltiplas possibilidades, casos de estudo cujos resultados podem ser discutidos e ampliados pelos leitores. Acreditamos que a partilha é uma base fundamental para o desenvolvimento e que a arte pode ser um empoderamento dos cidadãos na afirmação da sua cultura. Deste modo, esperamos poder abrir espaço para novas obras e reflexões em edições futuras e unir Municípios, Sociedade Civil e Universidade, abrir novas oportunidades baseadas na experiência, na partilha e na formação contínua.
Segundo momento:
A presente exposição Círculos (Entre Mãos II) reúne e dá a ver as propostas de alunos (mestrado e doutoramento) e professores de Cerâmica da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, realizadas no âmbito do projecto Círculos (Entre Mãos II), prevista para 30 de Outubro de 2021, na Praça da República em Aveiro.
Considerando a calçada da praça, cujo desenho apresenta círculos com diferentes diâmetros, os catorze projetos foram desenvolvidos estabelecendo uma relação com esse desenho, enquanto dado urbano prévio, e repercutido no uso de plintos de forma cilíndrica.
As esculturas são de tema livre, reflectindo uma grande diversidade de formas, de técnicas e dimensões, sobretudo, fazendo testemunho das potencialidades criativas da cerâmica. Esta área artística tem vindo a ganhar cada vez mais visibilidade no interior do mundo das artes e despertado o correspondente interesse no âmbito académico. A exposição que propomos pretende ser um espelho dessa multiplicidade de perspectivas, dando a conhecer diferentes gerações de criadores – alunos e professores / investigadores – envolvendo a criação individual e a proximidade entre pares com diferentes graduações.
Este projecto sucede a um anterior, intitulado Entre Mãos, que reuniu alunos de licenciatura e ex-alunos das unidades curriculares de Cerâmica e pretendeu mostrar a variedade de linguagens que a cerâmica possibilita. A mostra actual pretende elevar o patamar das propostas, apresentando os resultados dos 2ª e 3ª ciclos em Belas Artes.
PROGRAMA
17H00
_Abertura, boas vindas e contexto
Professor Doutor Fernando António Baptista Pereira
(Presidente da FBAUL)
_Apresentação do livro “Os processos participativos e a cerâmica”
Professora Doutora Virginia Fróis e Professor Doutor Pedro Fortuna
_Apresentação da Bienal Internacional de Cerâmica Artística, Aveiro 21
_Apresentação do projecto Círculos (entre mãos II), BICAA 2021/ FBAUL
Professor Doutora Marta Castelo
_Visita à exposição
Propostas de Helena Elias, Isabelle Catucci, Joana Garcia e Costa, João Gama, João Rolaça, Lola Sementsova, Maria Bezuglays, Marika Brandt, Marta Castelo, Marta Monachesi, Nádia Frolova, Pedro Fortuna, Sérgio Vicente, Sara Inácio
a invenção da amnésia
May 03 2021