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Creative (un)makings: disruptions in art/archaeology
Mai 19 2020
O6 MARÇO > 14 JUNHO I Museu Internacional de Escultura Contemporânea de Santo Tirso
From 6th March to 14th June 2020, the Santo Tirso International Museum of Contemporary Sculpture hosts an exhibition/installation named “Creative (un)makings: disruptions in art/archaeology”, with the participation of artists and archeologists from all over the world.
From 2010-2012, archaeologists in San Francisco excavated a city-center site in advance of the construction of a major new bus and subway station. The excavation recovered many thousands of artefacts. While a standard set of analyses and interpretation resulted from the project, art/archaeologist Doug Bailey gained control of a large number of the archaeological remains and designed a project to test the collaborative limits of artists and archaeologists. Working with Lisbon-based sculptor, Sara Navarro, Bailey sent assemblages of the artefacts to artists, archaeologists, and other creators. Accompanying the artefacts was the request for people to make new creative work, to use the artefacts not as historical objects, but as if they were raw materials (like pigment or clay), and to repurpose the materials to make artwork that would stimulate visitor questions and thought about a political or social issue of contemporary society. For people working in San Francisco, that issue might be homelessness or income disparity; for people working elsewhere, different local, regional, or national issues might be more relevant (such as immigration, or refugee status). Ineligible is a selection of the result of the works that were made.
Creative (un)makings: disruptions in art/archaeology presents this new approach to the past in three provocative installations. The first (Releasing the Archive) presents photographs and videos in order to turn upside down the standard values that museums and institutional collections use to preserve historic objects and images. The second installation (Beyond Reconstruction) displays an array of ceramic fragments that resulted from the construction/deconstruction of a figure; in addition it includes documentary photographs of the works, highlights the limits of the archaeological reconstruction, and opens a new creative space beyond. The third installation (Ineligible) takes artefacts from an excavation in San Francisco and uses them as raw materials in order to make new artistic work that stimulates museum viewers’ thoughts about modern political and social issues, such as homelessness and income inequality.
Curator: Doug Bailey e Sara Navarro
Participants: Thomas Andersson, Doug Bailey, Jéssica Burrinha, Simon Callery, João Castro Silva, Shaun Caton, Rui Gomes Coelho, Jim Cogswell, Tiago Costa and Daniel Freire Santos, Ilana Crispi, Patrik Elgström and Jenny Magnusson, Dov Ganchrow, Stefan Gant, Cornelius Holtorf with Martin Kunze, Alfredo González-Ruibal and Álvaro Minguito Palomares, Cheryl E. Leonard, Nicola Lidstone, Marko Marila and Tony Sikström, Alison McNulty, Daniel V. Melim, Colleen Morgan, Sara Navarro, Jana Sophia Nolle, Laurent Olivier, Luisa da Rocha, Filomena Rodrigues, Suvi Tuominen, Ruth M. Van Dyke, Valter Ventura, Vanessa Woods
+ info: http://miec.cm-stirso.pt/portfolio/creativeunmakings/
atravessar — arte, memória e lugar: apresentação e lançamento do catálogo, data a definir
Abr 19 2020
DATA A DEFINIR I PALÁCIO MARQUÊS DE POMBAL, OEIRAS
A data para apresentação e lançamento do catálogo da exposição “atravessar” será definida e informada posteriormente.
Atravessar é uma exposição de arte pública promovida pela Câmara Municipal de Oeiras em parceria com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e que resulta a partir de trabalhos realizados por alunos finalistas da Licenciatura de Escultura em 2017, 2018 e 2019. A mostra que terá lugar na frente ribeirinha, jardim municipal e centro histórico de Oeiras, inaugurada a 23 de novembro 2019, e ficou patente até 22 de fevereiro de 2020.
Partindo do território e de referências como a paisagem, a memória, a identidade cultural, ou o lugar as intervenções escultóricas estabelecem, pelos enquadramentos e morfologias, nexos e problemáticas que contribuem para uma leitura crítica e estratigráfica das narrativas sedimentadas nos lugares.
Intervir artisticamente no espaço público implicou pensar, investigar e questionar os sítios para além dos estereótipos e dos lugares comuns, num processo de resignificação de memórias e sentidos que convocam o olhar contemporâneo e convidam a uma perceção dinâmica por parte do público.
O espaço referencial que promove o atravessar do território além de servir de incentivo à produção artística contemporânea, abre novas perspetivas sobre as referências que constroem as narrativas do tempo, património, memória e identidade dos lugares.
A parceria que CMO e a FBAUL (Área de Escultura) iniciaram em 2004 e que conta um assinável número de prestigiantes eventos, alargou este ano o seu âmbito ao integrar no projeto, atravessar, uma equipa da licenciatura em design de comunicação, que conceberam a sinalética e a comunicação, analógica e digital da exposição.
Portal do município: http://www.cm-oeiras.pt/pt/agenda/Paginas/Exposicao-arte-publica.aspx
Redes do município: https://www.facebook.com/MunicipiodeOeiras/posts/10159288256638696?comment_id=10159303475858696
NewinOeiras: https://newinoeiras.nit.pt/cultura/oeira-vai-ter-uma-exposicao-de-arte-que-atravessa-a-vila/
Roteiro cultura 30 dias: http://www.cm-oeiras.pt/pt/municipio/boletimmunicipal/30dias/222_TRINTA%20DIAS_2019_web.pdf
Oeiras atual: http://www.cm-oeiras.pt/pt/municipio/boletimmunicipal/oeirasatual/254_OEIRAS_ATUAL_2019_WEB.pdf
conversas com arte & ciência …
Mar 18 2020 
12 MARÇO > 18H00 I CAPELA BELAS-ARTES
A IST Press, editora universitários do Instituto Superior Técnico, apresenta Conversas com Arte & Ciência, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Este é um espaço informal de partilha e divulgação de boas práticas de interdisciplinaridade entre as diferentes áreas do conhecimento e a Arte, nas suas diversas vertentes, a partir da obra “Observatório”, de António Faria.
Esta segunda conversa, “à volta” da pintura, contará com Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Graça Morais, pintora, Laboratório de Artes na Montanha, Joana Baião, Doutora em História da Arte, com especialização em Museologia e Património Artístico, Domingos Rego, Professor, área de Desenho, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
O Laboratório de Artes na Montanha – Graça Morais é um projeto de investigação baseado na prática, da iniciativa do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), através do Centro de Investigação de Montanha (CIMO), em parceria com o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (CACGM), através da sua tutela, a Câmara Municipal de Bragança (CMB) e o Instituto de História da Arte da NOVA FCSH, com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). A Pintora Graça Morais apoia a criação e funcionamento do Laboratório, disponibilizando toda a sua obra para ser estudada e documentada.
António Faria (n. em 1966) trabalha na área do desenho desde os anos 90. Concluiu o curso de artes plásticas pelo Ar.Co (curso completo avançado e projeto). Colabora com a IST Press, enquanto designer gráfico, desde 1998, ilustrando as capas dos livros da Coleção Ensino da Ciência e Tecnologia e Apoio ao Ensino. Ganhou o segundo prémio da Bienal de Tóquio Art Olimpia, 2015, Japão, o Prémio seleção Emerging Artista Ward, TAG bxl gallery, 2016, Bruxelas e o Prémio seleção ward LYNX, 2016, Eslovenia. Está representado em coleções privadas e institucionais, nomeadamente, a coleção de Figueiredo Ribeiro e o Living National Treasure Museum, Japão.
cancelada — us — exposição de pedro alegria
Mar 18 2020
05 > 30 MARÇO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 05 de março de 2020, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição Us de Pedro Alegria, com curadoria de Eduardo Duarte. A exposição ficará patente até 30 de março de 2020.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Us
Um ponto de onde partem dois pontos 0 e 0. Desse pontos no mesmo lugar partem medidas com uma disrupção de alguns metros. Enganos? A linha reta é a menor distância entre o princípio e o fim. Mas, há curvas e o itinerário é o mesmo, A deriva pode levar-nos a esquinas díspares. Mesmo trilhando as mesmas ruas. Pode haver diferentes velocidades para duas pessoas juntas. O que nós pensamos não é o mesmo. Mais, há uma medida que se tentou ocultar pintando-a de negro. A chuva, o pó, o sol, os escapes, a borracha das bicicletas, descobriu-a. Se não se procurasse remendar uma medida saberíamos que essa está errada? Qual das duas medidas estará enganada: a que foi apagada, ou a que foi escrita com uma letra diferente? Quem a mandou ocultar como soube que uma estaria errada? Um dos dois conta metros rodava a uma velocidade diferente? Será que o metro universal não estaria exato e quem nos garante que os dois metros usados não estariam diminuídos ou exagerados? E também quem nos diz que as duas medidas não necessitavam de uma terceira? E quem necessitou fazer estas mudanças por uma consciência mais tranquila? Que pavor é esse ao erro e à necessidade de medir tudo, nem que seja por 1 000 m? Como é que um inglês reagiria a esta parafernália de marcações no terreno? 8oo m à distância de poucos metros de outros 800 m em caligrafia diferente? Como fazer um mapa com estas marcações?
Harry Beck. O primeiro mapa do metro de Londres adaptava-se aos contornos geográficos do terreno (iniciou entre 1860 e 1870). Para um uso prático das ligações de quem o usava, era muito pouco legível, na medida que ia também aumentando os ramais e incluíndo as extremidade das linhas de metro, tornava esse mapa grande e difícil de ler com o seu centro concentrado (1890 e 1900). Harry Beck baseando-se nos quadros dos circuitos eléctricos, criou um diagrama (em 1931) onde o que interessava tanto não era a rede de metro adaptada ao terreno e suas respetivas distâncias, mas sim a facilidade para os milhões em perceber as ligações entre redes e uma distância mental que o utente teria da percepção desse novo mapa. Este modelo de Harry Beck expandiu-se no mundo ocidental e hoje ainda somos herdeiros dele.
Pinus. Esta pequena exposição paralela de peças em madeira de pinho, reflete a minha formação em escultura. Embora a minha produção seja mais em fotografia. São peças formais, mas que partem do princípio de como escrever um poema em madeira. Nas peças Norte-Oeste procurou-se materializar contrafortes como se fossem caixas circulares. As peças são colocadas, uma a Norte e outra a Oeste. Na peça fuso esta tem a forma da extremidade dos fusos de fiar. No relógio solar como receptor de energia, vemos “o sol é a fonte de luz, de calor e da vida. Os seus raios representam as influências celestes – ou espirituais – recebidas pela Terra ( Chevalier, Jean e Gheerbrant, Alain). Já no Livro de Job (27, 18) encontramos sobre a aranha: “Constrói a sua casa como a aranha/ como a choupana levantada pela guarda/Deita-se rica, mas será pela última vez/ ao abrir os olhos já deixou de existir.” Porém, um círculo é um círculo e uma reta, uma reta.
Pedro Alegria, fevereiro 2020
Fotografias, Esculturas e Texturas
A obra artística de Pedro Alegria, além da Poesia publicada, tem sido materializada na Escultura e na Fotografia.
Licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e Mestre em Curadoria, desde cedo explorou o universo da Fotografia, que, no seu percurso, tem a dimensão talvez do Desenho. A Escultura – uma das filhas vasarianas do Desenho, com as suas irmãs Arquitetura e Pintura -, na obra de Pedro Alegria, está em permanente diálogo com a Fotografia. Já agora, seria interessante saber, a este propósito, qual a mãe que Vasari escolheria para esta última.
Na presente exposição, intitulada Us, estamos, uma vez mais, diante do diálogo de duas expressões artísticas aparentemente antagónicas, devido às suas dimensões, uma bidimensional e a outra tridimensional, numa espécie de (eterna) revisitação do Paragone inventado por Leonardo. Uma oposição falsa, portanto, visto que um dos denominadores comuns das esculturas e das fotografias é precisamente a textura e a exploração do seu universo poético.
Textura, do latim textura, significa tecido. A palavra é sintomaticamente próxima de têxtil (do latim textile) e de texto (do latim textu) que significava entrelaçamento, tecido e contextura. Nesta exploração etimológica e também poética de palavras, Rafael Bluteau, no seu célebre Vocabulario Portuguez e Latino (1712-1721/1727-1728), escreve que textura é tecido e que “Diz se metaforicamente das obras da natureza, que constão de vários fios unidos, & parecem tecidas.” No Diccionario da Lingua Portugueza, do mesmo Rafael Bluteau, acrescentado e reformado por António de Morais Silva (1789), afirma-se que textura, além de tecido, é “A união íntima das partes de hum corpo, que formão hum como tecido.”
Na exposição, as peças em madeira de pinho são naturalmente também texturas e tecidos, pelas suas próprias formas, padrões e veios (veias) do material lenhoso. As fotos, essas, revelam os pavimentos de uma ciclovia, com diversos materiais, camadas, cicatrizes, números e letras pintados de branco (memórias) e ainda aplicações de tinta preta. No fim, as esculturas e as fotografias formam inúmeras e inesperadas texturas, cuja poética formal parece remeter para antigos e preciosos tecidos.
Eduardo Duarte, fevereiro de 2020
CANCELADO — EVOCAÇÃO DE MARTINS CORREIA (1910-1999)
Mar 18 2020
EVENTO CANCELADO – 26 MARÇO > 16H30 I CENTRO CULTURAL CASAPIANO — CASA PIA DE LISBOA
COMUNICAÇÕES:
Dra. Maria Cristina Ricardo Inês Fangueiro (Presidente do Conselho Diretivo da Casa Pia de Lisboa)
Prof. Doutor Fernando António Baptista Pereira (Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa)
Prof. Doutor Eduardo Marçal Grilo
Escultor Charters de Almeida
Escultor José Aurélio
Escultor João Duarte
Às 18.00 horas inauguração da exposição Poema de Contornos
Centro Cultura Casapiano – Casa Pia de Lisboa – Rua dos Jerónimos 7 A, 1400-210 Lisboa
janotas e flâneurs suspensos num smartphone — chiado, carmo e artes na esfera pública
Mar 11 2020
04 > 30 MARÇO I MUSEU ARQUEOLÓGICO DO CARMO
10 MARÇO I Łódź, Polónia
Inaugurou no dia 04 de março de 2020, no Museu Arqueológico do Carmo, a exposição janotas e flâneurs suspensos num smartphone — chiado, carmo e artes na esfera pública, no âmbito da 12ª edição do projecto Chiado / Carmo 2020, com a coordenação de José Quaresma. A exposição estará patente até 30 de março.
Ainda no âmbito do projecto Chiado / Carmo 2020 haverá uma mostra na Boutique Gardenia, de 4 a 11 de março, das 14h00 às 17h00.
No dia 10 de março inaugura a segunda exposição do projecto Janotas e flâneurs suspensos num smartphone. Chiado, Carmo e Artes na Esfera Pública, na qual participam estudantes e docentes da Strzemiński Academy of Art Łódź, da Academia di Belli Arti di Firenze e da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Esta segunda exposição (a primeira inaugurou no Museu Arqueológico do Carmo no dia 4 de março) tem a Curadoria local da Prof.ª Alicja Habisiak-Matczak, em comunicação e sintonia com o Programa de trabalho que apresentei aos diversos participantes no Chiado / Carmo deste ano. Tem ainda a particularidade de estar integrada nas celebrações dos 75 anos da Fundação daquela Escola Superior de Belas Artes.
Ao mesmo tempo serão lançados o Livro e o Catálogo, com a participação de ensaístas e de artistas portugueses, polacos e italianos.
Com a participação de 28 artistas (estudantes e docentes) de três instituições europeias de Ensino Artístico Superior, a saber, a Faculdade de Belas-Artes (Lisboa), a Strzemiński Academy of Art Łódź (Lodz) e a Academia di Belli Arti di Firenze (Florença), a exposição no Museu Arqueológico do Carmo, é a primeira das três exposições internacionais programadas para o Chiado / Carmo 2020. As outras duas exposições inauguram em Lodz, no dia 10 de março, e na Casa de Portugal, em Paris, no dia 16 de maio, integrada na Noite Europeia dos Museus.
Paralelamente às exposições será editado um livro de ensaios e um catálogo das exposições em torno dos temas lançados para esta 12ª edição do projecto Chiado / Carmo. Será também realizado um Ciclo internacional de Conferências no Grémio Literário, a 11 de março, cuja informação ficará disponível brevemente.
Jornadas Internacionais de Investigação em Escultura
Mar 10 2020
OPEN CALL ATÉ 22 MARÇO 2020
O Grupo de Investigação em Escultura do CIEBA (Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes), Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, convida investigadores e artistas a responderem à chamada de trabalhos para as Jornadas Internacionais de Investigação em Escultura, que se vão realizar nos dias 4, 5 e 6 de junho, 2020, no Museu da Fábrica de Loiças de Sacavém e na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Portugal.
Estas jornadas procuram debater e explorar os modos como a Escultura se constitui ontologicamente no presente, as diferentes heranças históricas e a construção do imaginário escultórico. Convidamos a comunidade científica e artística para uma análise crítica e transdisciplinar sobre as repercussões que as múltiplas constituições do que é a Escultura têm não só nas artes, mas também fora do âmbito artístico.
Obra da Coleção de Gravura das Belas-Artes na exposição “Vieira Lusitano. A partir de 3 Desenhos” no Museu de lisboa
Mar 10 202022 OUT 2019 > 23 FEV 2020 | MUSEU DE LISBOA– PALÁCIO PIMENTA
Inauguração: 22 outubro 2019, 18h30
A Faculdade de Belas-Artes participa nesta exposição com a cedência de uma obra da sua Coleção de Gravura, intitulada “Retrato de Vieira Lusitano”, da autoria do gravador João José dos Santos, segundo o quadro de Joaquim Manuel da Rocha.
+ informação sobre a gravura
Museu Virtual da FBAUL
Francisco de Matos Vieira (1699-1783), conhecido como Vieira Lusitano, partiu para Roma em 1712, sob a proteção de Rodrigo de Meneses e Almeida (1676-1733), 1.º marquês de Abrantes. Estudou com os pintores Benedetto Lutti (1666-1724) e Francesco Trevisani (1656-1746) e foi o primeiro português a ser galardoado com um prémio da academia romana de S. Lucas. Regressado a Lisboa em 1721, entrou ao serviço do rei D. João V, tendo sido nomeado pintor régio em 1733 e «desenhador e abridor» da Academia Real de História no ano seguinte. Em 1744, obteve o hábito de Cavaleiro da Ordem de Santiago. Em 1774, após a morte de sua mulher, Inês de Lima, o pintor recolheu-se ao convento do Beato António, em Xabregas, onde escreveu a sua autobiografia: O insigne pintor e leal esposo. Foi ainda nomeado honorificamente primeiro diretor da Academia do Nu, criada em 1780 por Cyrillo Volkmar Machado (1748-1823), mas veio a falecer três anos depois, amargurado e retirado do ofício de pintor.
Lisboa foi tema e destino de grande parte da sua obra. Muitas realizações perderam-se com o Terramoto de 1755, como o inacabado ciclo para a sacristia da igreja patriarcal, ou o teto da igreja dos Mártires. Entre a obra que ainda subsiste, realçam-se as telas para a capela de Santo António na igreja de São Roque, São Francisco despojado dos hábitos seculares, que se preserva na igreja do Menino Deus, e Santo Agostinho calcando aos pés a heresia, obra destinada ao convento da Graça e hoje no Museu Nacional de Arte Antiga.
A aquisição de dois desenhos de Francisco Vieira Lusitano pelo Museu de Lisboa dá o mote a esta exposição. Nela se assinalam os 260 anos do atentado a D. José e se apresenta investigação recente e inédita sobre parte do acervo do Museu.
Texto © Museu de Lisboa
guizos rattles
Mar 09 2020
16 JANEIRO > 29 MARÇO I MUSEU DE OLARIA, BARCELOS
GUIZOS é uma obra composta por diferentes objectos cerâmicos para mexer… Desenvolveu-se a partir da observação de objectos sonoros de precursão: o guizo/cascavel como objecto central, a referência. O sino é usado em todas as culturas, é um sinal, uma consciência, uma presença. No alargamento do conceito observamos os berloques, a sinalização de uma presença e o jogo, rocas e pulseiras, as dimensões simbólicas e protectoras, os objectos corporais na dança e no transe e as diferentes manifestações presentes nas celebrações religiosas e em cortejos. Falámos então de convocar e afastar o medo, de sermos em comunidade. Esta obra inscreve-se num modelo colaborativo e foi produzida por um colectivo constituído por alunos da Unidade Curricular Laboratório de Cerâmica da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) que frequentaram o 2º semestre do ano lectivo 2018/19 em diferentes níveis de aprendizagem da cerâmica. A este grupo juntei dois convidados, um ex-aluno e uma investigadora em final de pós-doutoramento da Universidade de São João del rei no Brasil. Interessava-me criar um grupo heterogéneo. A cada participante foi dada informação sobre o tema, algumas referências e a possibilidade de criar um conjunto de elementos com identidade num campo muito aberto de possibilidades. As ideias desenvolveram-se na partilha e encontraram-se no processo, ampliando o conceito da obra Guizos. No processo criativo e na pesquisa, o movimento, o corpo e o som estiveram presentes, desde os primeiros gestos do amassar da matéria. No silencia de dar forma, cada um imaginou os resultados sonoros. Os objectos foram feitos para serem manipulados, para haver uma relação sensível com o corpo do outro. As obras foram realizadas em duas oficinas de cerâmica, a da FBAUL e a da associação de Arte e Comunicação Oficinas do Convento – OCT. Na FBAUL usamos matérias cerâmicas recicladas e nas Oficinas da Cerâmica e da Terra a porcelana e o grés de sal. Experimentamos vários processos técnicos de cerâmica: o raku, a faiança, o grés e a porcelana. A instalação no espaço público destes objectos criou a necessidade de uma relação de partilha com os comerciantes da rua, assim solicitamos-lhes a mediação, tornarem-se actores na Bienal. O espectador escuta, mexe nos objectos cerâmicos, acciona o som, experimenta o leve, o pesado, o rugoso, o liso, o brilhante. Uns objectos estão suspensos, outros pousados, e todos pedindo para ser tocados. Nesta proximidade, propomos uma outra relação com a obra de arte. Acreditamos que a experiência háptica melhora o conhecimento da cerâmica, dá alegria e isso é a forma de celebrar a vida.
Virgínia Fróis
Portugal em Flagrante – Operação 3. Obras da Coleção das belas-artes da ulisboa em exposição na Fundação Calouste Gulbenkian
Mar 09 2020OPERAÇÃO 3 I MUSEU CALOUSTE GULBENKIAN
com(posto)
Fev 16 2020
06 > 26 FEVEREIRO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 6 de fevereiro, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição coletiva com(posto), comissariada por Marta de Menezes. A exposição ficará patente até 26 de fevereiro.
Adam Zaretzky, Alex Warmouth, Ânia Pais, Crystal Kershaw, Dalila Honorato, Diana Aires, Eira Tapio, Ellen Wetmore, Gato Aleatório, Hege Tapio, Henry Wang, Jeff Warmouth, Marne Lucas, Mark Lipton, Marta de Menezes, Molly Ashley, Narae Jin, Rita Wang, Tiago Costa
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
O composto é matéria orgânica que foi decomposta em um processo chamado compostagem. É um processo de reciclagem de vários materiais orgânicos, também considerados resíduos e produz um condicionador de solo (composto).
A exposição deste ano na Galeria da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa tem um título duplo, pois a palavra composto tem uma complexidade de significados relevantes para a coesão desta mostra como um todo, mas também como um conjunto de obras de arte que têm significado profundo por si mesmas. Com(posto) implica um processo de transformação, e este ano a Cultivamos Cultura reflectiu muito sobre processos de transformação. A inevitabilidade das mudanças é uma constante que temos ao longo de nossas vidas, sobretudo no presente que vivemos agora. Composto e com-posto, composição, Com(posto) é uma exposição sobre ciclos, sobre transformação e sobre uma transformação em algo mais, algo que incentiva o crescimento de novos começos, de melhores começos. À medida que tomamos consciência da necessidade de mudar em nosso mundo, o nosso planeta, as nossas vidas, torna-se necessário e fundamental lembrar-nos que a vida é um processo dinâmico sem fim. Que a vida é um processo consistente de transformação e adaptação, que talvez devamos pensar nela como um processo de compostagem, cíclico. A arte, mais do que qualquer outra actividade humana, pode mostrar e ser um reflexo desse ciclo como vida e, portanto, a melhor maneira de nos lembrarmos que o processo de ser algo diferente, algo mais, algo mais ou algo menos, começa por compor e decompor o que precisamos para um potencial futuro. A exposição deste ano é composta por uma pequena série de obras de diferentes artistas que repensam o que nos podemos tornar.
os 500 desenhos de silva porto da coleção snba
Fev 16 2020
29 JANEIRO > 07 MARÇO I SOCIEDADE NACIONAL DE BELAS ARTES
Inaugura no dia 29 de janeiro, às 18h30, a exposição 500 DESENHOS DE SILVA PORTO DA COLEÇÃO SNBA. A exposição ficará patente até 07 de março.
Horário
2ª a 6ª: 10h/19h; sáb.: 14h/19h
No Campo Grande, com Silva Porto
João Paulo Queiroz
- Presidente da Direção SNBA
Há 160 anos, em 1860, a Academia de Belas-Artes de Lisboa procurava um enquadramento para as suas exposições trienais, onde expunham, mediante obrigação estatutária, os seus professores e os seus alunos, obrigatoriamente e sem falta. Estas exposições eram as únicas e atraíam o interesse e participação de não académicos, de amadores e ilustres, sem um lugar para a sua exposição.
É fundada, em 1860, pelos académicos de Lisboa e alguns aristocratas, e com o patrocínio real, a Sociedade Promotora de Belas Artes, a antecessora direta da atual Sociedade Nacional de Belas Artes. Os seus sócios, os académicos, os alunos, e os amadores sofisticados, dividiam-se, como ainda hoje, em “sócios titulares” – os amadores categorizados – e em “sócios efetivos” – os artistas profissionais, possuidores de diploma em Belas Artes.
As exposições da Promotora são também trienais, como as da Academia, pelos seus estatutos. Quando Silva Porto regressa de Paris e participa na exposição de 1880, e cedo se apercebe que o seu ritmo de trabalho não era compatível com a lentidão implícita nas Exposições ao ritmo de três anos, talhadas a pensar nas grandes obras de composição histórica aparatosa e de lenta e esforçada elaboração.
Silva Porto trouxera novidades. Abrira a porta do atelier para, junto do gado e do povo, se sentar ao sol e, duramente, pintar ali mesmo os seus quadros. Era uma pintura portadora da frescura verde do rio, do azul metálico do céu dos dias quentes, do sol a pique que se reflete nas agulhas ondeantes das searas em sequeiro. Entorno da sua casa de campo, no Lumiar, estabelece um perímetro de operações, como o fizera em França, ao longo do Rio Oise em Auvers, ou na Floresta de Barbizon.
O trabalho, muito, é exposto nas exposições paralelas, em salas emprestadas, com um grupo restrito dos seus alunos e amigos. Chamam-lhes o Grupo do Leão, nome da cervejaria, aos Restauradores. As exposições são anuais, espécie de primeiros “Salões de Outono” e reservadas à “arte moderna”.
Ao mesmo tempo, a Sociedade Promotora esgotava as suas energias, pelo seu programa clássico, e pela monumental fundação do Museu das Janelas Verdes e a organização das suas exposições, levadas a cabo pelos seus académicos. Perdia-se o fôlego das exposições, mesmo trienais. Mas Silva Porto empreende a sequência, em paralelo, de oito exposições anuais sendo acompanhadas de muito êxito. Ele e os seus companheiros e admiradores, colecionadores e amadores, em combinação com Ramalho Ortigão, e contando com o apoio da casa real, preparam uma nova associação, dinâmica e reformada, que será o Grémio artístico.
Quando Silva Porto morreu, precocemente, aos 42 anos, em Lisboa, em 1893, deixa um complexo legado, tanto artístico, como institucional e patrimonial. É o Grémio Artístico que, no leilão do espólio do artista, em 1894, irá adquirir as suas gavetas de desenhos, a miscelânea de folhas de papel que lá se encontravam.
Objetos muito diversos, desde os pequeninos apontamentos de uma criança de 10 anos passando pelos trabalhos esforçadas de um estudante de escola industrial, projetos de arquitetura e estudos de Belas-Artes, provas de pensionista, desenhos de exame e de prova de acesso às academias de Paris, e muitos outros trabalhos que acompanharam a sua curta vida.
Será o Grémio Artístico que, já em 1901, se fundirá com a Sociedade Promotora, exangue, mas prestigiada, numa assembleia geral simultânea, originando assim a Sociedade Nacional de Belas Artes.
Este conjunto de desenhos é ao mesmo tempo monumental e banal, pois no acervo convivem os mais ambiciosos projetos com os mais insignificantes esbocetos e anotações ínfimas. Neles se esconde uma vida inteira, e uma leitura do mundo, um pensamento e muitos testemunhos.
O conjunto dos 500 desenhos, significativo e diversificado, protegeu-o, talvez. O tempo foi passando sem que se dispersasse, mantendo-se em diversas pastas e cadernos, conservados nas arrecadações da SNBA durante mais de 100 anos, a maior parte inéditos. Talvez a grandeza do espólio assustasse, e talvez não tenha sido mau de todo, afinal.
E os tempos mudaram: o trabalho de Sara Beirão, que no seu Mestrado de Ciências da Arte e do Património tomou como objeto de estudo o espólio da Sociedade Nacional de Belas-Artes, tomou como objeto o completo inventário deste conjunto. Um trabalho diligente, minucioso, atualizado e correto, com uma metodologia científica adequada, supervisionado pelas professoras Cristina Tavares e Elsa Garrett Pinho, as mais autorizadas especialistas.
Faltava agora a divulgação integral deste acervo. Em 2019 pudemos estabelecer a ligação oportuna entre a crescente consciência ambiental – e esse foi um ano grande para todos – e a temática desta pintura que nos faz regressar à Natureza. Pudemos assim fazer a proposta de associar esta exposição às iniciativas que a Câmara Municipal de Lisboa programou em 2020, por ocasião da atribuição pela Comissão Europeia a Lisboa do título de “Capital Verde.”
Foi o pretexto imaginado, proposto, valorizado e compreendido. Uma oportunidade de editar este volume, de restaurar, desenhos mais precários, de emoldurar a totalidade dos desenhos do acervo, sem excepção, e de mostrá-los também ao público.
A ideia, ambiciosa – 500 desenhos! – foi recebida com entusiasmo pelo vereador José Sá Fernandes e pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, que nos apoiaram.
Inesperadamente atual, a obra de Silva Porto esconde um pensamento profundo, e é uma oportunidade que surpreende na sua criatividade renovada: a natureza hoje mudou de lugar no imaginário, chama-se sustentabilidade, chama-se ambiente, chama-se verde: mas é ainda a mesma, aquela que Silva Porto tanto procurou e incansavelmente representou.
Olhamos de novo os trabalhos de Silva Porto, antes do plástico e do óxido de enxofre, da camada escura do que estamos a deixar nos estratos do antropoceno, e percebemos novos sentidos, chamadas, perguntas e desafios que ultrapassam em muito o gosto da época, e o domínio da pintura e do desenho, coisas afinal pequenas.
Desenvolve-se agora a obra de Silva Porto numa ética integral do ser humano. Este é um sinal da grandeza da obra: quando transcende a sua significância expressiva e se alarga até um humanismo novo, hoje, continuando a sua criação.
Lisboa, 15 de janeiro de 2020
Meia década de resistência tipográfica e editorial (oficinal, projetual, autoral)
Fev 16 2020
07 > 28 FEVEREIRO I AR.CO
Exposição de projectos dos alunos do mestrado em Práticas Tipográficas e Editorais Contemporâneas (FBAUL + FAUL + Ar.Co)
Os primeiros cinco anos lectivos: 2014-2019
Exposição em três núcleos.
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Primeira parte
“Oficinal”
Inauguração, quinta-feira, 6 de Fevereiro às 18h. Ar.Co, Xabregas.
Exposição patente de 7 a 28 de Fevereiro 2020.
Horário: 2ª a 6ª das 10h às 21h.
Local: Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual
Antigo Mercado de Xabregas, Rua Gualdim Pais, 1900-255 Lisboa
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Segunda parte
“Projectual”
Março 2020 (quatro semanas de duração)
Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa
Núcleo debruçado em torno da caligrafia e desenho de letra
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Terceira parte
“Autoral”
Maio/Junho 2020 (quatro semanas de duração)
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Núcleo debruçado em torno do book design e do livro de artista
esculturas infinitas
Fev 15 2020
03 DEZEMBRO > 16 FEVEREIRO I ÉCOLE NATIONALE SUPÉRIEURE DES BEAUX-ARTS DE PARIS ///
24 ABRIL > 07 SETEMBRO I MUSEU GULBENKIAN
A exposição Esculturas Infinitas é uma coprodução do Museu Calouste Gulbenkian e da École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris (ENSBAP), onde será apresentada em primeiro lugar entre 3 de dezembro de 2019 e 16 de fevereiro de 2020. Em Lisboa, a exposição ocorre entre 24 de abril e 7 de setembro de 2020.
Se em Paris o ponto de partida são os gessos da ENSBAP e do Louvre, no Museu Gulbenkian expõe-se uma seleção proveniente da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, pretendendo-se, por um lado, celebrar as coleções históricas de réplicas em gesso de esculturas conservadas em escolas de arte e, por outro, questionar a relevância da técnica do molde/modelagem nas práticas artísticas contemporâneas.
A exposição apresenta, lado a lado, estes acervos históricos e um conjunto de obras de 16 artistas contemporâneos, nacionais e internacionais: David Bestué, Christine Borland, Steven Claydon, Michael Dean, Asta Gröting, Simon Fujiwara, Oliver Laric, Juamana Manna, Jean-Luc Moulène, Charlotte Moth, Francisco Tropa, Xavier Veilhan, Marion Verboom, Daphne Wright, Heimo Zobernig e Aleksandra Domanović. Desenvolve-se assim, em diálogo e confronto, um olhar atual sobre a função pedagógica e a contribuição destas coleções de gessos europeias para a cultura visual e para os conceitos de reprodução, variação, serialidade, escala e matéria, entre outros.
Esta exposição constitui uma oportunidade para dar a conhecer ao público coleções históricas que têm vindo a despertar um interesse crescente por parte dos museus, dos investigadores e universidades e dos artistas contemporâneos.
Comissária: Penelope Curtis
Equipa curatorial: Armelle Pradalier, Penelope Curtis, Rita Fabiana, Thierry Leviez
Exposição organizada e coproduzida pela Fundação Calouste Gulbenkian e a École nationale supérieure des Beaux-Arts de Paris, com a colaboração da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Invariante uma suspensão
Fev 10 2020
08, 13, 15 E 20 FEVEREIRO I CISTERNA BELAS-ARTES
Instalação sonora Invariante uma suspensão de Paulo Morais
HORÁRIOS:
Dias da apresentação
08 fevereiro,,18h10
13 fevereiro, 19h40
15 fevereiro, 18h10
20 fevereiro, 19h40
Entrada livre até ao número limite de 20 visitantes por apresentação .
Não é permitida a entrada depois dos horários estabelecidos.
O trabalho de Paulo Morais materializa-se na criação de Instalações/ Performances que resultam da constante pesquisa sobre a atenção — descobrir, filtrar, e evidenciar — em processos de confrontação ou associação de ideias e objectos.
O “conceito aberto” e a “forma pela forma” são pontos de partida essenciais para “ver/reconhecer o que já lá está”. A apropriação de território, espaço e tempo, estabelece ligações entre matéria/ objectos que, em movimento, geram sonoridades.
O imaginário, de referencial industrial e natural, conecta-se à química, física, função e vida dos objetos. Instalações que evidenciam a percepção de tempo e movimento, que se prolongam, adiando um fim, aludindo à experiência perpetua.
No processo criativo, vento, luz, fogo, água e magnetismo são impulsionadores de movimento que se traduz em peso, resistência, atrito, tensão, queda ou inércia, dando origem a acontecimentos sonoros sobre a reciprocidade “causa-efeito”. O resultado são propostas abertas de paisagens visuais e sonoras que trabalham com a atenção, evocando o acaso aparente, o momento e a ilusão.
A Home Made by Drawing: Amazonia_Lorenzo Bordonaro
Fev 05 202024 JAN > 17 FEV 2020 | CAPELA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES DA ULISBOA
Inauguração Jan 23, 18h00
curadoria: Ângela Ferreira
A Home Made by Drawing é um projeto de pesquisa artística e antropológica que explora a prática humana do habitar, as noções de casa e refúgio, e os significados da mobilidade e da identidade humana. O projeto foca a dialética entre os conceitos de casa e horizonte, aberturas e fecho, finito e infinito, que gera um movimento existencial constante, ambíguo e insolúvel entre contração e expansão. Criado pelo artista e antropólogo Lorenzo Bordonaro, A Home Made by Drawing explora modalidades não-estáticas e fluidas do habitar, que evoquem uma relação alternativa entre os seres humanos e o seu ambiente, sugerindo noções de identidade e pertença não rígidas e líquidas. Em A Home Made by Drawing, Bordonaro cria estruturas simbólicas nômadas através de arquiteturas efêmeras, frágeis e não permanentes, que manifestam esta oscilação entre a necessidade de se abrigar e o desejo de ir além, entre ser si mesmo e se tornar outro, entre a casa e o desejo de viajar.
Nesta instalação específica, Amazonia, parte do mais amplo projeto A Home Made by Drawing, Bordonaro reelabora imagens fotográficas e sugestões arquitetônicas da sua viagem marcante realizada à floresta amazónica em 2014.
Biografia do artista em www.bordonaro.eu
instagram: https://www.instagram.com/lorenzobordonaro/
facebook: https://www.facebook.com/lorenzobordonaroart
grão
Fev 05 2020
01 > 16 FEVEREIRO 2020 I GALERIA DA ANTIGA CAPITANIA DE AVEIRO
A presente exposição apresenta pela primeira vez os resultados da GRÃO – Residência Artística e de Investigação, que teve a sua primeira edição entre 14 de outubro e 3 de novembro de 2019 na sede da entidade organizadora, a Associação Quinta das Relvas (Branca, Albergaria-a-Velha).
Carolina Serrano, Francisco Lourenço, Hugo Lami, Joana Patrão, João Melo, Juliana Matsumura, Tiago Rocha Costa e Tiago Santos, bem como Beatriz Manteigas e Mariana Malheiro (coordenadoras do projeto) são os artistas representados, selecionados para fazerem parte desta primeira edição da GRÃO pelos artistas que apadrinharam o projeto sob a forma de visitas de acompanhamento aos participantes: Isabel e Rodrigo Cabral, Rodrigo Oliveira, Rui Sanches, Sara Bichão e Vasco Costa.
Esta residência, que se pretende anual, contou com o apoio das Faculdades de Belas-Artes das Universidades de Lisboa e Porto.
Entidade Organizadora: CMA
horário
2ª a 6ª › 10h–12h30 / 13h30–18h
Entrada livre
+INFO: Museu da Cidade | Rua João Mendonça, nº. 9/11 3800 – 200 Aveiro.
Tel: (+351) 234 406 485
Email: museucidade@cm-aveiro.pt
PURO INÓSPITO OU A TRANSCENDÊNCIA DOS OBJECTOS CORPÓREOS ARTLAB — TAPEÇARIA CONTEMPORÂNEA
Jan 27 2020
12 DEZEMBRO > 30 JANEIRO 2020 I GALERIA DE EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS DO CASTELO DE PORTALEGRE
Inaugura no dia 12 de dezembro, às 17h00, na Galeria de Exposições Temporárias do Castelo de Portalegre, a exposição PURO INÓSPITO OU A TRANSCENDÊNCIA DOS OBJECTOS CORPÓREOS ARTLAB — TAPEÇARIA CONTEMPORÂNEA.
A exposição que se realiza na Galeria de Exposições Temporárias do Castelo de Portalegre reafirma a ligação estabelecida entre a unidade curricular de Tapeçaria da Licenciatura em Pintura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, o Museu de Tapeçaria de Portalegre Guy Fino e a Câmara Municipal de Portalegre.
Esta exposição intitulada: «Puro Inóspito ou a Transcendência dos Objectos Corpóreos – ArtLab – Tapeçaria Contemporânea», procura introduzir-nos numa «territorialidade imagética» em que a convicção de que as coisas que fazem parte do mundo do pintor são a superfície do mundo visível, este fluxo incessante de transformações é observado, ensaiado de forma a permitir instaurar uma ordem artística (cosmos) que transcende o impacto da fascinação e pavor perante a natureza (Ernesto Grassi).
Os “objectos corpóreos” entendidos como tapeçarias contemporâneas, reconhecidas como «coisas» que podem ser vistas em fragmentos momentâneos de um mundo construído e partilhado por cada autor ao desvendar na materialidade da obra a sua presença imagética (visível) que se torna comunicação multidimensional. Esta mostra-se estrutura-se através de três grupos de «objectos corpóreos» que são identificados pela numeração romana de I, II e III. No “Objectos Corpóreos I”, encontram-se os artistas Alves Dias, Leonor Serpa Branco e Joedy Marins, representando a memória e o legado da Tapeçaria Contemporânea. No «Objectos Corpóreos II», existem os testemunhos artísticos dos professores da disciplina, no caso do Hugo Ferrão, manifesta nas obras a intencionalidade essencial dos materiais e matérias fundadores da Tapeçaria (linhas, tecidos, agulhas) que inventam corpos que aparentam emaranhados de tessituras, já a Susana Pires concebe obras motivadas pelo vestígio do toque revelador da sensualidade e sensorialidade de um corpo intuído. Por último no “Objectos Corpóreos III”, encontramos uma explosão de propostas, com enorme diversidade de criatividade por parte dos alunos selecionados que frequentam a unidade curricular de Tapeçaria: Ana Rita Esteves, Andreia Jesus, Ânia Pais, Aline Welmer, Daniela Landeiro, Joana Leão Alves, Joana Batista, Maria Inês Marcos, Maria Madeira, Maria Nascimento e Margarida Vinhais. A maioria das peças são respostas de enorme qualidade e actualidade, realizadas num contexto que por vezes é muito limitativo, com toda a generosidade que caracteriza a juventude, materializaram mundos em forma de objectos corpóreos poéticos de uma subtileza surpreendente (Andreia Jesus, Ânia Pais, Maria Inês Marcos e Margarida Vinhais) ou funcionalidades que suavizam a existência (Maria Madeira, Ana Rita Esteves e Joana Batista). Neste tempo magnífico em que fui professor de «criaturas mágicas» a quem chamei de alunos pelos seus nomes, fomos capazes de nos olhar nos olhos em busca de humanidade e conhecimento e por breves instantes, sentimos fazermos parte de uma comunidade de seres que desejam mediar a tragédia da vida através de «objectos corpóreos» capazes de despertar mais sentido perante o «puro inóspito» da vivência.
Hugo Ferrão
Regente da unidade curricular de Tapeçaria
Licenciatura em Pintura
entre — exposição de tiago santos
Jan 27 2020
15 > 29 JANEIRO 2020 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 15 de janeiro de 2020, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição Entre de Tiago Santos, com curadoria de Isabel Sabino. A exposição ficará patente até 29 de janeiro de 2020.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Entre
Todo o homem, patrão a bordo depois de Deus.
Todo o homem, prisioneiro no fundo do porão.
E navio ao mesmo tempo que marinheiro.
Marguerite Yourcenar[1]
No estúdio do jovem artista Tiago Santos (Oliveira de Azeméis, 1996), ocorre-me esta palavra ‘entre’ quando me vejo perante obras em processo, materiais espalhados no chão e mesas, o cheiro e a luz próprios do ambiente de trabalho de atelier que é sempre familiar e que, ao mesmo tempo, se faz estranho.
Estou aqui ‘entre’ tarefas, no meu próprio tempo, mas sobretudo entre objetos, entre representações, entre vestígios de realidades, entre gestos de procura, entre obras, entre palavras e, novamente, entre tempos (entre gerações e entre décadas e séculos de obras, antes e depois de mim, antes e depois deste jovem artista). Não é, contudo, um estar de passagem. Sinto-me no lugar certo à hora certa. O resto agora não conta.
Aliás, mal acabo de chegar pelo meio da chuva miudinha que cai lá fora, o Tiago acolhe-me e diz: entre. E, no interior, vejo pela janela larga a manhã cinzenta e molhada, cujo clima cromático continua nos papéis, cá dentro.
Entre espaços, infiltra-se portanto o olhar.
Entre janelas e paredes há a luz que passa. Entre umas e outras, parece que a luz se fixa mais demoradamente em certas matérias, sejam elas da realidade ou decantadas nas obras. Mesmo aquela luz branca que, no contraste através de vidros aparentes ou quadros, me cega numa certa penumbra acolhedora, acaba por se render ao seu destino, como por exemplo nos casos em que bate e foge de imediato, reflectida, repelida. Esses são os objetos que brilham na sedução da comunicação e da beleza consumível. Aqui rareiam.
Outros são os das matérias cujas superfícies, humildes como corpos baços, absorvem a luz e guardam-na na escuridão, em réstias desmultiplicadas no interior das células, prontas a iluminarem-se ao toque, de dentro para fora.
Poderíamos pensar que é algo químico, algo que resulta da mistura e respiração dos materiais aqui presentes neste laboratório informalmente obsessivo e parcialmente negro: papel, carvão, grafite, tintas acrílicas, betumes, diluentes, etc. Mas, na verdade, é a natureza dos gestos que altera a pele destas coisas aqui visíveis, acende o que elas escondem e cria essa relação inesperada com a luz, essa reação em potência. Neste lugar (ocorre-nos um outro que não este, como uma distante caverna, galeria subterrânea, porão de navio) a luz não se vislumbra por ser reflectida; é imanente, mas precisa de ser revelada.
É o que aqui se passa, suspeito, no estúdio e em cada obra: superfícies intensa e insistentemente tocadas, manuseadas, pisadas, pelos olhos que têm dedos e pelos dedos que têm penas, lábios, dentes e máquinas caprichosas, são propensas a revelarem a sua força expressiva, a sua verdade. É com a sua erosão no labor que se ilumina o brilho baço e quente do sangue dentro do corpo, do carvão sobre o papel, do alcatrão da estrada escura da viagem. E não se gasta tal negrume de tanto olhar, pelo contrário, de tanto olhar nele fulgem centelhas e, com elas, vemos algo. Entre olhares, acontece um facto: uma obra que se funde com um espaço e que dele faz por sair.
Trata-se, portanto, de um acontecimento, pois é isso uma obra, um labor que produz resultados, um trabalho inclusive como Marx repensou e cujo conceito fábulas de cigarras e formigas servem para debater até hoje. Todavia, também no caso de Tiago Santos a obra não é apenas nem a labuta nem o que ela faz, o objeto desenho ou o objeto pintura. A obra é, sobretudo, o aroma que fica, o sabor/saber que permanece, entre olhares. Por isso é que olhar (contemplar devidamente) é trabalho, dá trabalho, produz experiência e obra.
Entre o papel e a tela, sem referir agora o espaço real, o olhar desdobra-se e hesita. Pode supor-se que, aqui, é o papel que se instaura como arena prioritária, embora haja telas em curso. Dúctil e absorvente, o papel é a superfície que melhor guarda marcas, por imperceptíveis que pareçam, permitindo que formas “raptadas” da vida se tornem “matéria comungada com o papel” (aqui adaptando expressões do próprio artista que, não se furtando ao uso das palavras, respeita a sua rigidez possível). No seu caso, entre pintura, desenho e escrita, por vezes as diferenças perdem importância na necessidade e poder expressivo das passagens, tornando fútil e artificial qualquer separação.
Repetem-se, pois, gestos sobre chão, papel ou tela. Repetem-se letras e nascem palavras, repetem-se palavras e nascem poemas. Também aqui é de uma poética que se trata, de um movimento tão metafórico quanto generativo, pois há um gesto, mais outro e depois outro ainda e produzem marcas. Mas não é a sua simples soma que conta, se bem que essa soma interesse pela necessidade produtiva, isto é, para fazer nascer formas, figuras, espaços de diferentes naturezas sugeridos no plano: resultados mais ou menos estáveis ou efémeros. De novo, o que conta mesmo é o que acontece entre gestos, entre traços, entre manchas, quando acontece. E quando acontece, suspendem-se gestos, traços e manchas, antes de voltar a essa lida. O que acontece é no intervalo. Entre tudo o que se passa, passa-se algo. Entre (tanto).
Daí a imensa importância do tempo, da sua irregular velocidade, ora voraz, ora muito lento, para nos podermos dar verdadeiramente conta do presente. No presente é que acontece o que acontece. “Há que ser paciente”, diz também Tiago.
Entre um antes e um depois, há sempre o atelier, o espaço entre. No estúdio não há relógios adequados, porque é o lugar onde o tempo pulsa com o corpo, simplesmente: os relógios acertam-se com um corpo que faz. “Lugar visceral por natureza”, escreve o artista, referindo-se ao seu carácter orgânico, semi-informe, eventualmente sujo. Arena orgânica, quando invadida (profanada?) por matérias, memórias, imagens fotográficas, nela os gestos pictóricos vão sagrando uma dissecação devoradora, uma digestão lenta que procura transformação e renovação de formas usando também processos de destruição (sobreposição, apagamento, rasura, erosão, uma vez e mais outra e outra), podendo deixar pelo caminho ruínas de passagem. Mais do que lugar, o atelier é extensão do corpo do artista, dos seus gestos, da sua vontade face à resistência do mundo que ali ecoa.
Para a pintora Marlene Dumas, também a imagem referente é uma carga pesada e ela debate-se com a sua história, afirmando num certo momento que a sua arte “is situated between the pornographic tendency to reveal everything and the erotic inclination to hide what it’s all about.”[2]Aceder e facultar acesso ao desejo é o que, no fundo, alimenta o processo do fazer e da sua partilha, obrigando a um ritual combinado de controle e liberdade, como sabem navios e marinheiros: resistir entre ondas para navegar com elas.
Entre si – independentemente de poderem sugerir interiores e paisagens, de haver entre espaços figuras fantasmáticas que não sabemos se chegam ou partem, se o espaço é único ou abre representações dentro de representações, ecrãs ou coisas materiais, se as matérias se degradam ou renascem alquimicamente, ou se o seu ‘filme’ avança em câmara lenta ou vai fastbackward (porque tudo está de passagem) – cada obra é separada das que a antecedem, num processo que evita a serialidade. É que esta implica algum determinismo e, pelo contrário, parece interessar a Tiago Santos privilegiar a manutenção da atenção permanente, da lucidez que instaura uma lógica de ‘quadro’ ou ‘aparição’, se bem que não deixe de haver, contudo, recorrências e afinidades, elos possíveis que, sem fechar narrativas, possibilitam nexos de entendimento entre si.
Entre os limites da construção e da ruína, talvez por esse labor assim se confundam, nos resultados finais, os tempos do passado e do futuro. Talvez por isso também pouco interessem, frequentemente, esses resultados, rapidamente tornados caducos e nunca finais na voragem da procura da comunhão certa de tudo na matéria, como Tiago afirma quando procura pisar a sua própria sombra, ciente dos passos de Kiefer, Pedro Saraiva ou João Jacinto e identicamente implicado na consciência de Yourcenar sobre a erosão do tempo e da sua lenta capacidade de modelação.
“You can’t TAKE a painting, you MAKE a painting”[3], diz de novo Marlene Dumas, sobre esse fazer laborioso, ao que Tiago acrescenta: “pintar é uma submissão extrema”.
Passo a passo, Robert Walser e Xavier De Maistre precisaram de calcorrear muito chão para perderem de vista o caminho ou as paredes do quarto fechado. Com ambos, recorda-se que toda a criação artística requer um estranho jogo interior que apaga ou integra limites impostos, fazendo deles matéria para horizontes mais amplos e abrindo o discurso a partir da linguagem, a narrativa a partir da figura ou vulto que a forma.
Aqui, no estúdio de Tiago Santos e no que dele, entretanto nos chega a esta outra sala, entre interior e exterior, entre tecto, paredes e chão, neste tempo suspenso entre realidades, é preciso deixar que o olhar caminhe, gesticule, labore, para pisarmos a arena do artista e experimentarmos a sua transformação: como no voo de pássaro dos antigos, conjugamos na mobilidade do olhar diferentes, senão mesmo impossíveis, pontos de vista, ou seja, visões; ou como numa máquina do tempo, na ficção científica, atravessamos datas e horas; ou ainda, como no tapete voador que Xerazade inventou num dos seus contos para iludir a morte, vemo-nos pisar outra história.
E, então, também o artista regressa de novo àquele “(…) espaço de 10m2…uma vez lá, espera ser deixado em paz pela consciência para poder sonhar de uma maneira muito distante e, ao mesmo tempo próxima, de qualquer um de nós.”[4]
Isabel Sabino
28 de novembro de 2019
[1] “Blocos de apontamentos 1942-1948” [1942]. Peregrino e estrangeiro. Lisboa: Livros do Brasil, 1990, p. 147.
[2]DUMAS, Marlene. “Pornographic tendency” [1986]. Em Sweet Nothings. Notes and texts. London: Tate Publishing, 2015, p. 33.
[3] Marlene Dumas. “Miss Interpreted” [1992]. Em Sweet Nothings. Notes and texts. London: Tate Publishing, 2015, p. 64.
[4]Tiago Santos, excerto de um dos seus relatórios para as disciplinas finais de Pintura V e VI, FBAUL, 2018-19. Várias expressões entre aspas usadas no presente texto, quando não identificadas, são também oriundas desses relatórios.
Que Cores Pintaram o Teatro Romano — modelos e ensaios da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa
Jan 10 2020
12 NOVEMBRO > 26 JANEIRO 2020 I MUSEU DE LISBOA, TEATRO ROMANO
Inaugura no dia 12 de novembro , às 18h00, no Museu de Lisboa, Teatro Romano, a exposição “Que Cores Pintaram o Teatro Romano — modelos e ensaios da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa”.
Imaginar hoje como seria o teatro romano há 2.000 anos, aquando da sua construção, é um exercício difícil de realizar. A maqueta em exposição no museu, assim como as plantas de reconstituição que a investigação logrou obter toram esta questão mais fácil de perceber. Falta, no entanto, conhecer os detalhes decorativos e as cores que os vários elementos arquitetónicos teriam. Em colaboração com a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, este foi o trabalho que alguns dos alunos ensaiaram: reconstituir a forma e a cor de alguns dos elementos arquitetónicos que ornamentavam o teatro romano de Felicitas Iulia Olisipo.
a vida é um emaranhado de nós
Jan 02 2020
23 NOVEMBRO > 11 JANEIRO I ZET GALLERY
Inaugura no dia 23 de novembro, às 16h00, na Zet Gallery, em Braga, a exposição “A VIDA É UM EMARANHADO DE NÓS”, com visit a guiada e performativa.
A exposição estará patente até 11 de janeiro de 2020.
Trata-se de uma exposição coletiva com obras selecionadas de artistas que participaram nas GAB-A (Galerias Abertas das Belas-Artes).
Joana Meneses Fernandes (coordenadora do projeto Braga Cultura 2030), Miguel Bandeira Duarte (diretor do Museu Nogueira da Silva), Luís Coquenão (artista visual) e Helena Mendes Pereira (curadora da zet gallery) formam o júri que selecionou, a partir dos participantes na edição de 2019 das Galerias Abertas da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, um grupo de 13 autores.
Alberto Rodrigues Marques, Ana Lúcia Ventura, Ana Sofia Sá, André Costa, Carlos Filipe Cavaleiro, Francisco Lourenço, Hugo Castilho, Lorenzo Bordonaro, Lígia Fernandes, Joana Lapin, Joana Paiva Sequeira, Pablo Quiroga e Segismundo ocupam o espaço expográfico, que é intersetado visual e concetualmente a partir de distintos apelos emocionais, evidenciando o cruzamento disciplinar dos trabalhos.
EXPOSIÇÃO a ilustração na ulisboa
Dez 16 2019
28 NOVEMBRO > 20 DEZEMBRO | GALERIA BELAS-ARTES
2ª a 6ª feira, 11h00-19h00 / sábado, 14h00-17h00
No âmbito do 2.º Encontro A Universidade de Lisboa e o Património, apresenta-se uma exposição que pretende unir as coleções de várias unidades orgânicas desta instituição de Ensino Superior.
Aqui encontramos a Ilustração na sua plenitude, como modelo ou exercício de aprendizagem, ultrapassando a visão tradicional do seu conceito bidimensional, que ganha uma nova tridimensionalidade com um caráter absolutamente pedagógico.
Esta pequena recolha que agora apresentamos demonstra a potencialidade da ligação entre as coleções que constituem o Património da ULisboa, refletindo a necessidade da adoção de uma estratégia para o património que ligue as várias unidades orgânicas em torno de um eixo comum para a defesa da sua herança partilhada.
Este cruzamento inesperado pretende fomentar novas pontes de ligação entre as diferentes escolas e os seus museus, como o objetivo de incentivar novos projetos transversais e transdisciplinares entre os seus investigadores.
Curadoria:
Alice Nogueira Alves
Ana Mafalda Cardeira
Filipa Soares
Maria Teresa Sabido
Virgínia Glória Nascimento
LAGOA HENRIQUES (1923 – 2009)
Da coleção à ilustração
UMA EVOCAÇÃO DO ATELIER DE LAGOA HENRIQUES
O estudo do processo criativo de um artista do século XX tem forçosamente de partir do reconhecimento das suas fontes artísticas e do seu universo de referências na Natureza e nas Culturas do Mundo por onde viajou. Ao apresentarmos uma seleção de fotos do atelier, realizadas algumas delas em vida do artista ou pouco depois do seu falecimento, antes da desmontagem e transferência do espólio, pretendemos dar conta dessas múltiplas «lembranças» materializadas nos objetos colecionados.
Assim, às conchas (náutilus e búzios) e aos barros etnográficos, juntam-se as máscaras (africanas e japonesas), as lucernas, os leques (chineses e japoneses), instrumentos musicais eruditos e populares, um tinteiro ou a estatuária antiga em madeira (europeia e asiática). Nesta destacam-se dois Cristos, um da Ressureição, seiscentista, e um fragmento de um Crucificado que Lagoa Henriques considerava ser da mão de Miguel Ângelo, com base numa análise estilística e na referência documental a um Cristo desse autor existente numa capela de um antigo Convento lisboeta.
Curadoria:
Maria Teresa Sabido
Virgínia Glória Nascimento
Alice Nogueira Alves
Com a colaboração de
Fernando António Baptista Pereira
Maria João Gamito
27 > 30 NOVEMBRO 2019 | Faculdade de Belas-Artes
27 nov | Sessão de Abertura | Anfiteatro Manuel Valadares | Museu de História Natural e da Ciência (entrada pelo átrio principal do Museu)
28 – 30 nov | Apresentação das comunicações, pósteres e workshops | Grande Auditório | FBAUL
Apresentação
Na sequência da edição de 2018, realiza-se entre os dias 27 e 30 de novembro de 2019 a segunda edição do Encontro – A Universidade de Lisboa e o Património, organizado pela Faculdade de Belas-Artes, em conjunto com a Reitoria e com a colaboração das Escolas da ULisboa.
Neste encontro é pretendida uma abordagem global ao notável património cultural e natural da ULisboa, nas suas múltiplas vertentes – científica, artística, histórica e arquitetónica – reunindo património do saber e da ciência, representado pelos seus edifícios, museus, bibliotecas, arquivos, laboratórios, jardins e coleções, que são identificados como fontes de memória, compreensão, identidade, diálogo, coesão e criatividade.
A importância de iniciativas desta natureza fundamenta-se nas diretrizes internacionais, segundo as quais cabe às instituições a responsabilidade da preservação dos seus elementos patrimoniais e da sua divulgação. Este papel deve ser acentuado no contexto de uma instituição de ensino superior, considerada como a detentora de todos os testemunhos materiais e imateriais da evolução do ensino nacional e europeu nos últimos séculos.
O debate entre as várias escolas da ULisboa visa a promoção do cruzamento dos diversos domínios do conhecimento e do saber, desenvolvidos nas suas Faculdades, Institutos e Centros de Investigação, que trabalham as mais variadas áreas, desde as Artes e Humanidades, às Ciências e Tecnologias. Tem também como objetivo estimular a criação de novas sinergias resultantes de uma visão transdisciplinar no seio da ULisboa
Este encontro pretende ainda reforçar a educação da comunidade académica para a importância do seu património único, e fomentar a contribuição de todos para o estudo e estabelecimento de estratégias de salvaguarda, preservação, valorização e divulgação deste importante recurso para a construção de uma identidade comum.
Linhas temáticas
- Ilustração literária, científica, arqueológica, artística e paisagística
- Estudo, Dinamização e Divulgação do Património e das Coleções da ULisboa
- Estratégias na ULisboa para a Valorização, Preservação, Conservação e Restauro do Património
O primeiro dia é dedicado ao Património Cultural da Universidade de Lisboa e o segundo ao Património Cultural na Universidade de Lisboa, onde se destacam projetos sobre património cultural realizados pelas escolas da Universidade.
PROGRAMA (PDF)
LIVRO DE RESUMOS (PDF)
Comissão Executiva e Organizadora
Alice Nogueira Alves (FBA)
Ana Bailão (FBA)
Ana Mafalda Cardeira (FBA)
Cristina Tavares (FBA)
Eduardo Brito-Henriques (IGOT)
Eduardo Duarte (FBA)
Fernando António Baptista Pereira (FBA)
Filipa Soares (IST)
João Pais (FBA)
João Paulo Martins (FA)
Jorge dos Reis (FBA)
Luís Jorge Gonçalves (FBA)
Maria Isabel Dias (IST-CTN)
Maria Teresa Sabido (FBA)
Mariana Diniz (FL)
Marta Frade (FBA)
Marta Manso (FBA)
Marta Lourenço (MUHNAC)
Palmira Siva (IST)
Pedro Arsénio (ISA)
Odete Palaré (FBA)
Virgínia Glória Nascimento (FBA)
Keynote Speakers
Artur Ramos (FBA)
Fernando António Baptista Pereira (FBA)
Maria Isabel Dias (IST-CTN)
Marta Lourenço (MUHNAC)
Comissão Científica
António Vaz Carneiro (FM)
Artur Ramos (FBA)
Carlos Fabião (FL)
Eduardo Brito-Henriques (IGOT)
Fernando António Baptista Pereira (FBA)
Henrique Leitão (FC)
Isabel Dias (IST-CTN)
João Paulo Martins (FA)
Luísa Arruda (FBA)
Maria João Mogarro (IE)
Maria João Neto (FL)
Marta Lourenço (MUNHAC)
Susana Henriques (FM)
Vítor Serrão (FL-ANBA)
Comissão de Honra
Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa | Presidente da República
Professor Doutor António Cruz Serra | Reitor da Universidade de Lisboa
Professor Doutor José Manuel Pinto-Paixão |Vice-Reitor da Universidade de Lisboa
Professor Doutor António Feijó | Pró-Reitor da Universidade de Lisboa
Dra. Catarina Vaz Pinto | Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa
Professor Doutor Carlos da Costa Salema | Presidente da Academia das Ciências
Doutora Emília Ferreira| Diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea
Almirante Francisco Vidal Abreu | Presidente da Academia de Marinha
Professor Doutor Guilherme d’Oliveira Martins | Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian
Professor Catedrático Luís Aires Barros | Presidente da Sociedade de Geografia
Professora Doutora Manuela de Matos Fernandes | Presidente da Academia Portuguesa da História
Professora Doutora Maria Calado |Presidente do Centro Nacional de Cultura
Doutora Natália Correia Guedes | Presidente da Academia Nacional de Belas-Artes
momentum no âmbito do inshadow 2019 — Lisbon Screendance Festival
Dez 01 2019
22 NOVEMBRO > 18 DEZEMBRO I CISTERNA BELAS-ARTES
MOMENTUM
EXHIBITIONS / INSTALLATIONS
ENTRADA LIVRE // FREE ENTRANCE
21 NOV – 18 DEZ
Segunda, Quarta, Sexta | 15h às 19h
CISTERNA FBAUL
O mundo afigura-se na sombra, entre o visível e o subjectivo, no interior. Aproximar trabalhos de artistas que antes não comunicavam é um exercício intuitivo, revelador de um processo de leitura múltipla, que impulsiona narrativas.
Colocar trabalhos artísticos em diálogo é por si só um desafio exigente, responsável, que permite a correlação directa entre as imagens e as respectivas texturas, escalas, perspetivas. Conseguimos experienciar através da percepção do corpo.
De 21 Novembro a 18 Dezembro, o Festival InShadow regressa à Faculdade de Belas- Artes da Universidade de Lisboa, estreia-se na Cisterna, com o cruzamento entre tecnologia, imagem/som e movimento onde se abre uma janela caleidoscópica em formato de vídeo-instalação para a celebração do centenário da obra coreográfica de Merce Cunningham, com o apoio da Merce Cunningham Trust e da REDIV - Red Iberoamericana de Videodanza. Um loop-vídeo com mais de 7 horas de material cinematográfico raro, algures entre o experimental, o documental e o performático.
Numa mesma relação de vídeo-instalação: Border de Sofia Ferreira Marques, visa questionar os mecanismos políticos e sociais do corpo, criando uma imagem-objecto que reflecte sobre a interferência não-linear de escala e visão. Rafael Raposo Pires apresenta Espaço | Marca numa reflexão do acto de ocupação de terrenos e a sua subsequente marcação que visa explorar a relação entre estruturas verticais inseridas no espaço horizontal. O fotógrafo João Pedro Rodrigues apresenta a exposição In*Outside, uma análise fotográfica do movimento dentro e fora de fronteiras do espectáculo de dança “3,50×2,70″da CiM – Companhia de Dança.
No dia de inauguração são ainda apresentadas a instalação-interactiva VR - Dance in Virtual Reality do colectivo BlackBox Lab que visa desafiar os espectadores a experimentar uma forma imersiva de perspectivas alternativas de um processo de criação de dança, e Inter Faces, uma performance com uma aplicação em realidade aumentada com geoposicionamento, de Régis Costa de Oliveira.
O Festival InShadow revela o melhor da criação artística transdisciplinar que traduz a força da combinação entre corpo, dança e movimento, nas áreas do vídeo-dança, documentário, performance, exposições e instalações, um lugar de encontros imprevisíveis entre o cinema e a dança.
O tema da sombra estende-se por Lisboa na celebração da 11ª edição, conta com mais de 150 artistas, 37 eventos, 3 performances em estreia absoluta, 63 filmes, 11 instalações e exposições, workshops e conversas em vários espaços: Cinemateca Portuguesa, Cinemateca Júnior, Teatro do Bairro, Museu da Marioneta, Espaço Santa Catarina, Espaço Cultural das Mercês, Appleton Square, Ler Devagar, Galeria Otoco, Fnac do Chiado, ETIC e diversas outras parcerias.
O corpo inquieta-se, e volta a imaginar-se na sombra.
Pedro Sena Nunes e Ana Rita Barata
Centenário Merce Cunningham
Trust Foundation e REDIV
FILMES
Border
Sofia Marques Ferreira
VÍDEO-INSTALAÇÃO
IN*OUTSIDE
João Pedro Rodrigues
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA
Espaço | Marca
Rafael Raposo Pires
VÍDEO-INSTALAÇÃO
VR – Dance in Virtual Reality
BlackBox Lab
INSTALAÇÃO INTERACTIVA
Inter Faces
Régis Costa de Oliveira
PERFORMANCE
Alunos FBAUL: Rafael Raposo Pires e Régis Costa de Oliveira
14ª bienal internacional cerâmica artística aveiro 2019
Nov 28 2019
02 > 30 NOV I AVEIRO /// 16 NOV I SEMINÁRIO INTERNACIONAL OS PROCESSOS PARTICIPATIVOS E A CERÂMICA I AUDITÓRIO DO MUSEU SANTA JOANA, AVEIRO
O objetivo é estimular a cerâmica artística contemporânea, com incentivos à experimentação e à busca de novas tendências.
O evento conta com diversas exposições, conferências, workshops e visitas guiadas.
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa participa n a XIV Bienal Internacional Ceâmica Artística Aveiro 2019 com o projeto GUIZOS.
Guizos é uma obra composta por diferentes objetos pendulares sonoros. Será uma obra realizada num modelo colaborativo e será produzida por um coletivo constituído por alunos da Unidade Curricular Laboratório de Cerâmica da FBAUL e alguns convidados do campo da criação cerâmica ou da criação sonora. A cada participante é dada a possibilidade de criar um conjunto de elementos com identidade, desenvolvidos a partir da partilha de ideias no grupo, nesta relação de uns com os outros, ampliaremos os conceitos da obra Guizos. Esperam-se desenvolvimentos formais relativos ao espaço e ao corpo, criando uma relação sensível.
A instalação no espaço assume-se como uma partilha que pretende criar relações com o espaço e com o corpo do espetador, os objetos criados produzirão diferentes sonoridades, podem ser suspensos integrando pontos-chave de um percurso ou performativos usados no corpo em ações a delinear.
Pretendemos intercetar o espetador no espaço da cidade, propondo-lhe um circuito e o jogo com os objetos cerâmicos sonoros, suspensos ou sobre os corpos de atores.
No dia 16 de novembro realiza-se o Seminário Internacional “Os Processos Participativos e a CERÂMICA”, no auditório do Museu Santa Joana, em Aveiro.
A Cerâmica tem dado corpo a obras de Arte Pública e Participação – práticas artísticas que incluem os cidadãos nos processos artísticos com diferentes abordagens.
Este Seminário procura dar a conhecer e discutir estas práticas, conhecer os enquadramentos e os processos participativos, partindo da prática e das metodologias desenvolvidas pelos artistas e com isso contribuir para informar o campo da teoria. Pretende igualmente promover o debate, entrelaçar reflexões e práticas, levantar questões inerentes à formação e prática dos artistas nos domínios da educação e da cidadania.
Em Portugal existe um corpo de trabalho desenvolvido por investigadores da FBAUL inseridos nos Centros de Investigação CIEBA e Vicarte, onde estas práticas e as suas bases teóricas são questionadas e experimentadas.
O Seminário procura trazer outros artistas e obras realizadas noutros países para a discussão e abre-se a um público mais vasto fora da academia.
Virgínia Fróis
8 > 14 DE NOVEMBRO – MOSTRA DE OBRAS DE ALUNOS DA FBA NA REITORIA DA ULISBOA
Nov 14 20198 > 14 DE NOVEMBRO | ÁTRIO DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
No âmbito da 1ª Mostra Cultural, organizada pela Reitoria da Universidade de Lisboa, e durante uma semana, no Átrio da Reitoria da Universidade de Lisboa estarão expostas obras de alunos das Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
+info
https://mostracultural.ulisboa.pt/evento-mostra-de-arte.php
Forma
Todos nós realizamos imagens mentais, mas a possibilidade as formalizar, de as tornar reais, de as dialogar e comunicar no lugar de encontro entre o pensamento e a matéria está apenas ao alcance de alguns. A esses chamamos-lhes Escultores. Escultura é a capacidade de passar para a matéria aquilo que todos podem pensar, imaginar ou sonhar, mas só alguns materializar. Em Escultura a ideia determina-se a partir do momento em que se resolve, ou encarna na matéria com toda a carga de limitações que esta comporta. Em Escultura a ideia consuma-se quando esta se define como forma.
A forma pode ser entendida como estrutura ou como disposição das partes. Através dela observamos os elementos em relação a conceitos como simetria, ordem e proporção, aspectos racionais e objectiváveis que podem ser expressos em termos aritméticos. São formas que resultam do desenvolvimento de cânones, a expressão matemática de um conceito de figura humana.
A forma também pode ser tão somente aparência, a realidade que envolve o conteúdo. A forma torna-se então sentido, significado e elemento expressivo. Estas são as formas de expressão puramente formal, em que a fruição se pode obrigar a ser quase táctil.
É através da mão do Escultor que a forma encontra a sua materialidade; forma e matéria, sujeito e objecto, exterior e interior elaborando-se mutuamente. E se à forma é necessário um suporte em que se cumpra, não podemos considerar a matéria como um agente mas como uma mediação.
Mediação é também aquela que é empreendida pelo observador. A forma para se completar, depois de feita, tem de ser mostrada. Só assim é que se ela se conclui. E em cada exposição, em cada mostra, aquilo que se vê não é mais do que os encontros entre o pensamento e a matéria que estão apenas ao alcance de alguns. Neste caso Escultores.
João Castro Silva
Professor Auxiliar Escultor
Catálogo CONTEMPORARY INTERVENTIONS IN MEMORY: DIALOGUES AND SILENCE
Out 30 2019
25 SETEMBRO > 04 OUTUBRO I SALA 2.30
Inaugurou no dia 25 de setembro, às 18h00, na sala 2.30, a exposição Contemporary Interventions in Memory: Dialogues and Silence. A exposição ficou patente até 4 de outubro.
Composta por trabalhos em diferentes linguagens artísticas, a exposição Contemporary Interventions in Memory: Dialogues and Silence abre ao público no dia 25 de Setembro na Faculdade de Belas- Artes da Universidade de Lisboa.
Com curadoria de Catarina Marques da Silva e Tatiana Engelbrecht, a mostra acontece no âmbito do colóquio internacional Intervir na Memória. Restauros de época moderna em monumentos funerários medievais (séc. XV-XX), organizado pelo Instituto de Estudos Medievais e o Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, juntamente com o Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, que se realiza entre 25 e 26 de Setembro.
Contemporary Interventions in Memory: Dialogues and Silence é resultado de um Call for Works lançado aos alunos da Faculdade de Belas-Artes (pintura, escultura, arte multimédia e fotografia) pela Comissão Científica e Organizadora do colóquio, decorrendo de uma proposta até hoje inédita, que pretende estabelecer uma ponte ideal entre o Ensino e a Investigação, entre especialistas e artistas em formação, entre a Academia e a Arte. A exposição reúne instalações, pinturas e fotografias de Ana Galvão, Ânia Pais, Bárbara Jasmins, Joana Sequeira, Liliana Ferreira, Manuel Ferreira, Ruben Lança e Salomé Lopes que dialogam entre si e propõem uma abordagem contemporânea para o tema do colóquio, buscando estimular a reflexão sobre a arte tumular de época medieval e seu legado enquanto património artístico.
“O objetivo da exposição é prolongar o debate em torno da relevância do património tumular medieval e do impacto das intervenções a que este vem sendo submetido ao longo do tempo”, explica Catarina Marques da Silva. “São obras provocativas, que instigam à reflexão sobre temas como finitude, eternidade, memória, abstração e materialidade.
It Takes Several Minutes For The Eyes To Adjust To The Dark
Out 01 2019
02 > 18 OUTUBRO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 2 de outubro, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição It Takes several Minutes For The Eyes To Adjust To The Dark., Exposição de Finalistas Design de Comunicação 2018/2019 FBAUL. A exposição ficará patente até 18 de outubro.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
AIGA Eye On Desgin (19.09.2019)
4. It Takes Several Minutes For The Eyes To Adjust To The Dark, graduate exhibition of the Faculty of Fine-Arts of Lisbon
Conta-se que o escritor Vladimir Nabokov disse uma vez que a palavra “realidade”, sem aspas, não tinha qualquer sentido. “A realidade é o ponto de coincidência de ficções diferentes. E se eliminarmos essas ficções fenomenologicamente, como camadas de uma cebola, restaria aquilo que resta na cebola: nada”, escreve Vilém Flusser em clara concordância.
Numa era pós-digital, realidade e ficção diluem-se. Esta indefinição não tem apenas finalidades criativas, artísticas ou lúdicas, mas é muitas vezes instrumentalizada por estruturas mais oficiais ou mais informais de poder, desconstruindo valores como a democracia, a identidade individual e colectiva, a ética, entre outros fundamentos da nossa sociedade.
Antes da sua actual e “desejável” crise de identidade, o design sempre trabalhou com e para o real. Os objectos produzidos pertencem, circulam e (re)constroem a realidade. A efemeridade da maior parte dos artefactos de design de comunicação também contribui para esta ideia de uma disciplina que “serve” o presente. Em suma, o choque inevitável com a realidade define o estatuto social do design. Se design e realidade é um (falso) truísmo, design e ficção será talvez uma hipótese improvável. Perante práticas históricas ou legitimadas — como a literatura e o cinema — o design reclama agora o seu lugar na ficção.
No culminar de um ciclo de estudos em design de comunicação, abordaram-se os dilemas, as contradições e os temas “na ordem do dia” da contemporaneidade. Os projectos ora comentaram, criticaram e ensaiaram a realidade, ora a transformaram em ficção. Aproximámo-nos do cinema, da literatura, dos mitos, mas também dos factos e de uma realidade que teima em sucessivamente apresentar-se, surpreender-nos e desconstruir-se perante o nosso olhar.
ittakesseveralminutes.belasartes.ulisboa.pt
instagram: @ittakesseveralminutes
em cc. — suspensão e gravidade /// finissage 16 outubro
Out 01 2019
FINISSAGE 16 OUTUBRO > 17H00 I 19 SETEMBRO > 17 OUTUBRO I CISTERNA BELAS-ARTES
Realiza-se no dia 16 de outubro, pelas 17h00 a finissage da exposição “Em Cc. – suspensão e gravidade” , com apresentação pública dos trabalhos pelos seus autores.
A entrada é livre.
A Cisterna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa acolhe a exposição de trabalhos desenvolvidos pelos alunos finalistas da pós-graduação em “Discursos da Fotografia Contemporânea” intitulada “Em Cc. – suspensão e gravidade” com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues.
Esta mostra apresenta os resultados do trabalho autoral desenvolvido pelos alunos desta pós-graduação num espaço em que, para vosso conhecimento, as paredes só têm um lado, a gravidade se faz sentir e o tempo se suspende por instantes.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–18h
sáb › 15h–19h
monday to friday › 11am to 6pm
saturday › 3pm to 7pm
Informamos que este evento poderá ser registado e posteriormente divulgado nos meios de comunicação da instituição através de fotografia e vídeo.
Esta exposição está integrada no Bairro das Artes.
Todos os inícios incorporam o seu próprio fim. A insignificante semente de um carvalho possui já toda a informação genética das condições para o seu desenvolvimento, mutações e morte. Ciclos, de maior ou menor dimensão, constroem um contínuo na espuma dos dias. Os começos e os finais sucedem-se de forma orgânica indiscerníveis na camuflagem das metamorfoses não apreensíveis à visão fragmentária. Mais alguns ciclos terminam com a presente exposição: o do ano letivo 2018/19, o término de algumas colaborações, abordagens, ilusões e desilusões. Em todas elas se funde, numa indistinta massa, o sentido de fecho e de (re)início.
A oliveira não morre por ser transplantada para outro local, apenas reinicia o seu estado orgânico com nutrientes e ventos distintos. Espero que todos aqueles que alteram agora o seu estado possam colher sol e ventos favoráveis nos seus novos terrenos profissionais, quer sejam artísticos ou de outra ordem. No fundo, todos os novos anos são novos. Tudo se passa de modo distinto quer se deva a factores internos ou externos, às dinâmicas de grupo ou apenas ao simples fluir dos dias. Os trabalhos resultantes, tenham maior ou menor importância no percurso de todos os envolvidos, são como partículas em suspenso de um longo caminho. Uma espécie de poeira que se mantém persistentemente no ar após termos pisado a terra. Mais do que a pegada, desinteressante impressão direta, a poeira tem o perturbador efeito de se manter no ar, metamorfosear-se, ligar-se ao vento e deslocar-se para longe. Aí, poderá iniciar um novo ciclo.
Rogério Taveira
(Coordenador da Pós-Graduação em Discursos da Fotografia Contemporânea)