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As pedras também constroem coisas — CANCELADO
Apr 19 2021
09 > 25 ABRIL I CISTERNA BELAS-ARTES
A exposição As pedras também constroem coisas tem a sua abertura no dia 9 de abril, às 16h30, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes. A entrada é livre, no entanto devido à situação atual, o limite máximo de pessoas em simultâneo na Cisterna é de 12 pessoas, por esse motivo solicitamos aos visitantes que terão que ir circulando dando lugar a outros.
Ainda no dia 9 de Abril, data da abertura, será apresentada uma publicação que reúne imagens das obras realizadas e testemunhos dos artistas residentes nesta segunda edição, que teve lugar entre 10 a 25 de Setembro de 2020.
A publicação ficará disponível online no dia 10 de Abril de 2021.
Após a primeira edição da GRÃO – RESIDÊNCIA ARTÍSTICA E DE INVESTIGAÇÃO (projeto anual criado em 2019), a Associação Quinta das Relvas, a entidade organizadora, adaptou esta segunda edição aos tempos atípicos em que vivemos através da indicação de um ponto de partida – a expressão linguística “um grão na asa” – isto é, sentir-se ou estar levemente embriagado, fora do estado de normalidade.
Esta residência artística procura abrir espaço para novas possibilidades num ambiente propício a um dinamismo diferente do habitual, numa experiência intensa mas intimista em que os participantes são convidados a mergulhar de um modo consciente tanto a nível psicológico como social, capaz de potenciar a sua permeabilidade face ao contexto natural e cultural oferecido quer pelo espaço da Quinta, quer pela população e cultura locais.
A residência artística Um GRÃO na asa foi marcada por sessões de debate entre os artistas residentes e por visitas de estudo a espaços culturais da Região de Aveiro, culminando esta experiência em dois momentos de exposição. O primeiro momento teve lugar na Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha onde os artistas apresentaram alguns dos trabalhos realizados durante a residência. No segundo momento que agora apresentamos, na Galeria Cisterna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, os artistas apresentam não só as obras expostas anteriormente como novas obras, produzidas nos seus ateliers durante os meses consequentes à residência – demonstrando a continuidade do projeto por eles iniciado e a marca que a residência deixou no corpo de trabalho de cada um.
Dos artistas representados nesta exposição conta-se com a presença de Beatriz Chagas, Clara Leitão, Filipa Fernandes, Rafael Fráguas, Victor Gonçalves e Carolina Drahomiro + Danilo Galvão, aos quais se juntam as responsáveis pelo projeto, Mariana Malheiro e Beatriz Manteigas, também artistas visuais.
Pelo segundo ano consecutivo, reuniram-se as forças para propor a um conjunto de sete artistas o desafio de produzir conteúdo artístico a partir da exploração do contexto oferecido quer pelo espaço da Quinta das Relvas, quer pela cultura local. A metáfora das pedras, criada a partir do nome pelo qual dá esta residência artística – Um Grão na Asa – parece-nos constituir o melhor ponto de partida para descrever o presente momento:
Sabemos que as pedras que carregamos às costas são todas diferentes. Reconhecemos que há quem tenha uma pedra grande, outros três pedras pequenas. Há quem as tenha porosas, outras escorregam e obrigam-nos constantemente ao seu resgate. Podemos assumir que a dificuldade de carregar a nossa pedra é sempre relativa à dimensão da pedra do outro. Estas pedras de que nos lembramos frequentemente são as difíceis, as que por vezes ferem, ou que ferem sempre.
Mas há também outras pedras, as que tendemos a não olhar, por serem mais discretas, aquelas que acabam no fundo das nossas costas e que se desfazem até. Estas são as pedras que aconchegam os calhaus, as que, embora pesando, facilitam a deslocação dos mesmos funcionando como rodas, as que permitem que não fiquemos tão marrecos. Podemos encontrá-las em circunstâncias variadas: supondo que chocamos uns contra os outros, as pedras que mais facilmente saltarão de costas em costas são as pequenas. E quando uma dessas pedrinhas salta, há umas costas que seguirão caminho mais pesadas, mas também mais aptas a carregar os calhaus.
As pedras também constroem coisas!
Beatriz Chagas, Setembro de 2020
poema de contornos — exposição de martins correia
Apr 06 2021
26 NOVEMBRO I CENTRO CULTURAL CASAPIANO, CASA PIA DE LISBOA
Abre ao público no dia 26 de Novembro, pelas 17h00, no Centro Cultural Casapiano, na Casa Pia de Lisboa a exposição “Poema de Contornos” de Martins Correia.
A exposição estará aberta ao público de 2ª a 6ª, entre as 10h00 e as 17h30, mas devido á situação atual, as entradas estarão sujeitas à capacidade da sala.
presença e ficção
Feb 25 2021
16 JANEIRO > 28 FEVEREIRO I GALERIA MUNICIPAL DE PROENÇA-À-Nova
creative (un)makings: disruptions in art/archaeology — lançamento do catálogo
Feb 01 2021
O catálogo da exposição “Creative (un)makings: disruptions in art/archaeology” que decorreu no Museu Internacional de Escultura Contemporânea, em Santo Tirso, entre 6 de Março e 14 de Junho de 2020, já está disponível na loja do MMAP/MIEC, em edição bilingue. O livro conta com os contributos de Álvaro Moreira, Sara Navarro e Doug Bailey e com fotografias inéditas da exposição e da sua montagem.
BaileyD.W., S. Navarro, and Á. Moreira. 2020. Creative (un)makings: Disruptions in Art/Archaeology. Santo Tirso: International Museum of Contemporary Sculpture. ISBN 978-972-8180-75-1.
http://miec.cm-stirso.pt/wp-content/uploads/2020/10/Doug-Bailey-Sara-Navarro.pdf
Também já se encontram disponíveis as atas da conferência internacional “Ineligible: A Disruption of Artefacts and Artistic Practice” .
Bailey, D.W., Navarro, S. and Moreira, Á. (eds) Ineligible: A Disruption of Artefacts and Artistic Practice. Santo Tirso: International Museum of Contemporary Sculpture. ISBN 978-972-8180-74-4.
http://miec.cm-stirso.pt/wp-content/uploads/2020/10/Atas-Conferência-Internacional.pdf
Para além de já se encontrarem disponíveis em open-source no website do MIEC, a tiragem de cada uma das publicações é de 500 exemplares impressos.
Infinite Sculpture. From the Antique Cast to the 3D Scan.
Jan 22 202118 SEP 2020 > 25 JAN 2021 | FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN – MAIN GALERY
This exhibition brings together sculptures by contemporary artists and casts from the collection of the Faculty of Fine Arts of Lisbon, analysing the relevance of the casting technique in current artistic practices and exploring its infinite possibilities.
This exhibition brings together works by 18 contemporary artists and casts from the collection of the Faculty of Fine Arts of Lisbon. It takes a close look at casting, and the role it plays not only in sculpture, but also in many aspects of the everyday world.
Casting has been a way to make copies from other artworks, from life, from nature, from buildings, in the past and in the present. Casting in plaster still happens, but the exhibition has many more modern technologies on show, including 3D printing.
These various methods, and materials, all remind us that sculpture is rarely unique, and more often multiple. Casts are used to preserve special things and catch special moments that are about to change – children growing up, the face of the deceased, an important building – but are also used for everyday forms, such as domestic objects and homes.
Casts have long had an important documentary and especially medical function, and here the anatomy studio lies in between medicine and art as a space of learning.
Alongside the historic casts we show works by David Bestué, Christine Borland, Marie José Burki, Steven Claydon, Michael Dean, Aleksandra Domanović, Asta Gröting, Simon Fujiwara, Oliver Laric, Jumana Manna, Jean-Luc Moulène, Charlotte Moth, Rogério Taveira, Francisco Tropa, Xavier Veilhan, Marion Verboom, Daphne Wright and Heimo Zobernig.
These artists have been chosen because they are fascinated by casting, and what it allows them to do. The exhibition is multi-layered, with no fixed narrative. Instead viewers will find endless links between old and new, centreing above all on the concepts of reproduction, variation, seriality, scale and commemoration.
Before travelling to Lisbon, this exhibition is on display at the Beaux-Arts de Paris until 16 February 2020, bringing together the contemporary works with the French historic plasters, in a setting that is redolent of the role of the plaster cast and its place in artistic learning.
This project is an opportunity to make available to the public collections from art schools that have aroused growing interest among researchers and contemporary artists, but have until now been almost entirely hidden from the public gaze.
Head curator: Penelope Curtis
Curatorial team: Penelope Curtis, Rita Fabiana, Thierry Leviez, Armelle Pradalier
Exhibition organised and co-produced by the Calouste Gulbenkian Foundation and the Beaux-Arts de Paris, in collaboration with the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon.
ADDITIONAL ACTIVITIES
‘The artists’ points of view’
Round table
With Penelope Curtis e Francisco Tropa, Belén Uriel and Rogério Taveira
Conversation in Portuguese without simultaneous interpretation
17 SEP |15h00– 16:30
In this conversation, curator Penelope Curtis will examine how artists respond to the exhibition Esculturas Infinitas. Do gesso ao digital (Infinite Sculpture: From the antique cast to the 3D scan) and to what extent the questions it prompts are similar or different.
The artists Francisco Tropa and Rogério Taveira have work on display in the exhibition and also saw the installation when it was shown at the Beaux-Arts in Paris. Belén Uriel, in turn, is an artist who will bring an outsider’s viewpoint to the debate: although she does not take part in the exhibition, she uses the casting technique profusely in her work. This conversation will focus on the artists and what this exhibition represents to them.
With Penelope Curtis and Francisco Tropa, Belén Uriel and Rogério Taveira
Conversation in Portuguese without simultaneous interpretation
clouds of interactions
Dec 28 2020
26 NOVEMBRO > 18 DEZEMBRO I CISTERNA
A exposição coletiva “Clouds of Interaction” com obras de Emma Hasse, Joana Garcia e Costa, Lola Sementsova, Maria Bezuglaya, Nadia Frolova e Rozze Domingues abre no dia 26 de novembro e ficará patente até 18 de dezembro.
Considerando a situação atual as visitas terão que ser feitas mediante marcação/reserva para o telemóvel: +351 910 731 360 e apenas se realizam de 2ª a 6ª (exceção de feriados e dias 30 de novembro e 1 de dezembro).
Cloud of Interactions
We can see the cloud, but if we try to reach out and interact with it directly, then it becomes transparent and ephemeral.
In a sense, art is like a cloud, which is visible, but we cannot see the process of interaction with it, and we cannot always explain its influence.
But if we assume that the power of great experiences and sensual discoveries happen in the air, if we stop looking for direct meaning, direct benefit, explicit aesthetics in art, then a person has the opportunity for new experiences and new sensitivity.
zeeba — lola sementsova exhibition
Dec 28 202026TH NOVEMBER > 18TH DECEMBER
Opening: 26th november, 5.30 pm
Due to the current situation the number of simultaneous visitors will be 5.
Students and teachers from FBAUL don’t need to make a reservation.
General public must make a reservation to the following contact:
sementsover@gmail.com
Instagram @godsandpots
Telephone: +351 910 989 931
horário schedule
2ª a 6ª › 12h–18h
monday to friday › 12am to 6pm
‘ZEEBA’ is an artistic manifestation of a complex retrieval of obscured roots, exploration of controversial identity of mixed bloods and cultures and an attempt to embrace a disintegrative experience of trauma. Besides the personal context this art installation refers to general cross-cultural and interreligious relation of the most powerful and competing yet the closest belief systems such as Islam and Christianity. Placed into the former chapel of St. Francis Monastery this installation regains a deep and sacred atmosphere of a personal sanctuary through the boundless means of art.
um grão na asa
Dec 27 2020
25 SETEMBRO > 31 DEZEMBRO I BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ALBERGARIA-A-VELHA
Inaugurou no dia 25 de setembro, na Biblioteca de Albergaria-a-Velha a Exposição de Resultados Práticos da GRÃO – Residência Artística e de Investigação, que se realizou entre 10 e 25 de setembro de 2019 na sede da entidade organizadora, a Associação Quinta das Relvas (Branca, Albergaria-a-Velha).
Beatriz Chagas, Clara Leitão, Filipa Fernandes, Rafael Fráguas, Victor Gonçalves e Carolina Drahomiro + Danilo Galvão, bem como Beatriz Manteigas e Mariana Malheiro (coordenadoras do projeto) são os artistas representados, selecionados para fazerem parte desta edição da GRÃO.
Horário: 2ª a 6ª: 10h/19h
Biblioteca Albergaria-a-Velha
Praça D. Teresa, n°7 3850-137 Albergaria-a-Velha
Tel: (+351) 234529755
“natura” premiada na 7º Edição da Bienal Iberoamericana de Design
Nov 23 2020
Portugal premiado na 7º Edição da Bienal Iberoamericana de Design.
A salamandra Natura, desenhada pela INNGAGE e produzida pela Fogo Montanha, volta a surpreender e é a grande vencedora da Bienal Iberoamericana de Design de 2020 na categoria de Design Industrial | Produto.
A Bienal Iberoamericana de Design (BID20) é organizada pela Fundacão de Design de Madrid (DIMAD) e conta já com 7 edições.
Uma iniciativa que premeia o melhor do design da America Latina, Portugal e Espanha, nas suas várias áreas de actuação.
A Natura, produto 100% português, foi o vencedor entre 140 trabalhos finalistas dos 420 que estavam selecionados a concurso. Irá estar em exposição e a representar Portugal na mostra da 7ª edição da Bienal Iberoamericana de Design, de 23 a 27 de Novembro de 2020, no Centro de Design de Matadero de Madrid.
Mas não é a primeira vez que a Natura recebe um galardão de design. Em 2017 foi premiada com um Red Dot Award e em 2018 foi nomeada para o German Design Award.
André Gouveia, ex-aluno e professor na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, director-geral da INNGAGE, explica que o sucesso da Natura “surpreende mas é expectável porque temos muito boa indústria em Portugal e cada vez mais marcas bem preparadas para o palco mundial do desenvolvimento de produtos e inovação de produto”. Sublinha ainda que “é preciso um respeito muito grande entre quem desenha e entre quem produz e comercializa, para que as ideias se concretizem em produtos e o sucesso se alcance. Temos uma relação de 7 anos com a Fogo Montanha e já desenvolvemos vários produtos juntos, tendo sido a
Natura o projecto mais desafiante mas também mais gratificante”.
estórias para dormir tiram-nos o sono
Nov 10 2020
20 > 27 NOVEMBRO I SALA 2.30
A exposição estórias para dormir tiram-nos o sono de João Campolargo Teixeira estará patente na sala 2.30.
Devido á situação atual poderá sr visitada de 2ª a 6ª entre as 19h00 e as 21h00, e o público externo à faculdade de Belas-Artes deverá proceder à marcação/reserva para o e-mail reservasestorias@gmail.com.
A exposição ‘estórias para dormir tiram-nos o sono‘ de João Campolargo Teixeira apresenta cinco trabalhos realizados ao longo do mestrado em Arte e Multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
‘estórias para dormir tiram-nos o sono‘ estabelece um diálogo entre desenho, escultura e som. Os trabalhos assumem-se como marcadores de tempo e a exposição conforma-se como paisagem sonora para exploração de imagens-som.
Design: contra-estúdio
Ana Romãozinho vencedora do Prémio Novo Talento Desenho
Nov 02 2020
Ana Romãozinho, licenciada e mestranda em pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é a vencedora do Prémio Novo Talento Desenho, atribuído pela Viarco e pela Drawing Room – Lisboa, a Feira de Arte Internacional dedicada ao Desenho Contemporâneo que teve a sua 3ª edição na Sociedade Nacional de Belas-Artes, entre 14 e 18 de outubro de 2020.
(pt) O desenho da letra, a magia da gravura. Observar, absorver e registar.
Oct 27 2020
16 > 30 OUTUBRO I CISTERNA BELAS-ARTES
Acontece no mês de outubro de 2020 a Exposição do Trabalho de Projeto de Fernando Anghinoni, aluno do Mestrado em Práticas Tipográficas e Editoriais Contemporâneas. A exposição contempla intervenções de elementos tipográficos com gravuras aplicadas sobre papel e tecido.
As técnicas utilizadas são variadas, como: linóleo, gravura de topo, gravura em metal e frottage.
Posteriormente foram incluídas intervenções tipográficas no estilo formal (caracteres móveis) e informal (caligrafia desenhada à mão).
As obras apresentadas foram produzidas durante as disciplinas e oficinas da FBAUL, alguns destes trabalhos também foram produzidos em espaços públicos, passeios pedonais, praças, calçadas e parques da cidade de Lisboa.
Local: Cisterna da Faculdade de Belas Artes
Data: 19 a 30 de outubro
Horário: 2ª, 4ª, 6ª das 16h às 19h (visitas em outras datas e horários contactar 910248757)
As sombras do ‘nuno’, os bustos azuis e as fragrâncias do açafrão
Oct 26 2020
01 > 30 OUTUBRO I MUSEU ARQUEOLÓGICO DO CARMO
Inaugura a 1 de outubro, no Museu Arqueológico do Carmo, a exposição individual de José Quaresma com o título: As sombras do ‘nuno’, os bustos azuis e as fragrâncias do açafrão que pode ser visitada entre 1 e 30 de outubro, tanto física como virtualmente.
Dois dias antes da inauguração será disponibilizado na plataforma da FBAUL um catálogo digital com imagens de todas as obras expostas. Cinco dias após a inauguração “física” será disponibilizado, também nesta plataforma, o registo videográfico para a visita virtual.
Esta exposição consiste na criação de diversas evocações — algumas indiciais e tendencialmente abstractas, outras parcialmente figurativas — resultantes do entrelaçamento entre a expressão da pintura (bidimensional e tridimensional) e determinadas peças arqueológicas do Museu Arqueológico do Carmo (MAC), intactas ou fragmentadas, tais como bustos, túmulos, colunas, outras. Inclui ainda duas obras que aludem a um tempo mais remoto e característico da eclosão do próprio acto de pintar, como a reconfiguração plástica de objectos naturais (conchas spondylus) com pigmentos usados há cerca de 60.000 anos pelo homem de Neandertal, segundo investigações conduzidas por João Zilhão e outros especialistas dos vestígios da simbolização humana.
Sendo assim, a intenção consistiu no desenvolvimento de um diálogo vivo e interpelante entre a pintura, a instalação pictural, o poder evocativo de certos “objectos” que o MAC conserva, e a relação imemorial entre o “pintar de hoje” e o “pintar mais remoto” que já se investigou no espaço europeu até ao presente, seja a “escada” pintada de La Pasiega, a “mão” stencilizada de Maltravieso, ou as misteriosas “conchas” da Cueva de los Aviones, Cartagena.
Mais concretamente a exposição compõe-se de treze pinturas e de três instalações de pintura no espaço interior do Museu Arqueológico do Carmo, e da inserção de uma pintura tridimensional numa das naves laterais da igreja, a parte descoberta do MAC. A produção destas obras orientou-se segundo três sugestões nucleares. (1) Potencial matérico, ou seja, a exploração da materialidade intrínseca à própria elaboração de uma pintura, em confronto e assimilação das matérias (algumas já transformadas devido ao processo de erosão) usadas nos elementos arqueológicos que caracterizam a atmosfera específica do MAC. (2) Potencial pictural com origens dispersas pela nossa vida mais remota, nomeadamente do homem de Neandertal, fruto da exploração de diversas grutas na Península Ibérica por especialistas em Arqueologia e Paleo-antropologia, elaborando a estratigrafia e remexendo em sedimentos, aspirando a tocar a “rocha mãe”. (3) Potencial afectivo, desta vez entre os humanos e os animais em ambiente arqueológico e cultural, pois, nada mais tocante, disruptivo, mas ao mesmo tempo natural, do que imaginar um “Mago” como o de Miguel Torga, entrever um “Nuno” ou dar com uma “Carlota” miando e “arqueando o lombo” sob a pureza espacial das ogivas do MAC.
Lisboa, 15 de setembro, 2020
José Quaresma
(pt) drawing room — desenhos na cidade
Oct 10 2020
14 > 18 OUTUBRO
Vinte e um alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa participam na 3ª edição da feira Drawing Room Lisboa que decorre de 14 a 18 do corrente mês (https://drawingroom.pt).
A participação surgiu do desafio “Desenhos na cidade” — uma iniciativa paralela ao programa da feira e com a colaboração da CML, com o patrocínio da Fundação PLMJ — lançado às escolas de referência da cidade (FBAUL e AR.CO) com o intuito de dar visibilidade aos alunos finalistas de desenho através de um modelo de apresentação de trabalhos que contornasse os actuais constrangimentos resultantes do contexto de pandemia para as mostras presenciais; a solução proposta foi a da apresentação de trabalhos reproduzidos em cartazes por 30 posições de MUPIS espalhados pela cidade de Lisboa. A Faculdade está representada em 25 destas posições, mostrando o trabalho de 21 dos seus alunos:
Beatriz Infante
Carolina M. Correia
Catarina Cristo
Filipe Patrocínio
Francisca Jardim
Hugo Cubo
Inês Castelhano
Joana Borges
Joaquim Dias
Luís Gardner
Manuel Santos
Margarida Caetano Dias
Mariana Sia
Marta Condez
Oksana Zahryva
Paulo Carmo
Pedro Tinôco
Rita Paisana
Sofia Livesay
Susana Duarte
Weberson Santiago
Foram seleccionados exemplos representativos de trabalhos realizados no ano lectivo passado por alunos das unidades curriculares terminais do domínio do desenho: Desenho: Projeto I e II, Desenho de Modelo IV (Projeto) (ambas da licenciatura de Desenho) e Projeto Artístico (do mestrado em Desenho), com curadoria dos Professores Américo Marcelino, Domingos Rego, João Jacinto, Manuel Gantes e Manuel San-Payo.
Os trabalhos podem ser vistos AQUI:
então…gravei.
Oct 05 2020
28 SETEMBRO > 09 OUTUBRO 2020 I CISTERNA FBAUL
então…gravei. – exposição Individual de gonssalo
O projeto “então … gravei.”, iniciado em 2016, parte da intenção de registar o seu próprio nascimento através da fixação ou memorização dos vários momentos da sua criação. Assim, durante 37 dias, foram gravados com um iPhone acontecimentos, pensamentos, afirmações, experiências em contextos e ambientes diversos embora todas integrantes do quotidiano do artista. Por via desta metodologia, esses momentos e as gravações sonoras correspondentes, passam a ser o centro do trabalho artístico. Num processo criativo em loop, são revisitadas todas as vezes em que é produzido um objeto novo dentro do projeto global intitulado “então…gravei.”
Este projeto pretende questionar o papel do meio, o conceito de transmédia e, nesse sentido, o próprio conceito de objeto artístico e o processo criativo que lhe subjaz. Partindo da concepção que tudo é projeto, ou seja, que tudo na vida influi para a sua criação, o artista apropria-se de todos os elementos do seu quotidiano por considerar que estes são indispensáveis para compor o processo de criação.
Assente na incomunicabilidade, no inteligível e nas suas ténues fronteiras com o ininteligível e, em última instância, na impossibilidade de aceder ao conteúdo, este projeto é igualmente sobre a linguagem ao fundamentar-se numa exploração prática das suas características. Neste momento existem 74 objetos, pensados ou concebidos, embora não necessariamente concretizados. Cada um deles pode existir isoladamente e/ou viver das ligações que estabelece com todos os outros que formam este corpo rizomático que é o projeto. No entanto, os 74 são um só: o objeto “então … gravei.”.
Ficha Técnica:
Curadoria: Maria João Gamito
Apoio à curadoria: João Reis, Marta Antunes
Produção: Gonçalo Silva
Apoio ao desenvolvimento e produção: Ana Manana
Apoio técnico: Joana Lourenço
Design divulgação: Diogo Tomás
Divulgação: Mariana Calado
Registo Visual: Filipa Machado
Biografia:
Cascais, viveu na Madeira antes de vir para Lisboa estudar nas Belas-Artes. Licenciou-se em Arte Multimédia em 2018 e actualmente encontra-se no 2º ano do Mestrado em Arte Multimédia na mesma faculdade. Já expôs em Portugal, Alemanha, onde realizou Erasmus, e Holanda. Tem vindo a desenvolver o projeto então … gravei. desde 2016 e mais recentemente a exposição IMAGO. Em setembro de 2019 participou no seminário Doc’s Kingdom com bolsa Gulbenkian. Como artista performativo explora a natureza da linguagem, o meio artístico e o processo de criação.
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contextile 2020 — bienal de arte têxtil contemporânea
Sep 21 2020
05 SETEMBRO > 25 DE OUTUBRO I IDEGUI, INSTITUTO DE DESIGN DE GUIMARÃES
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa foi uma das escolas convidadas a participar na exposição “Emergências”: Educação e Criação Têxtil, no âmbito da Contextile 2020.
A Contextile, na continuidade das edições anteriores, convidou escolas artísticas com disciplinas de técnicas têxteis, desafiando os alunos (e as escolas) para a criação e produção de trabalhos de arte têxtil, patentes na IEGUI, Instituto de Design de Guimarães, entre 5 de setembro e 25 de outubro.
Para além da FBAUL foram convidadas a participar a Escola Artística Soares dos Reis, Escola Artística António Arroio, FBAUP e EAUM-LAV.
+INFO
controverso — exposição online de finalistas de pintura 2020
Sep 11 2020
01 > 14 SETEMBRO I EXPOSIÇÃO ONLINE
Controverso conta com um conjunto de trabalhos recentes de alguns finalistas de Pintura da FBAUL, de 2020. São apresentados trabalhos produzidos, na sua maioria, nos últimos meses que vão pela primeira vez sair das suas casas e ser mostrados a público. Estes correspondem a um conjunto heterogéneo e diversificado, abrangendo projetos de pintura, ilustração, escultura, instalação, fotografia, vídeo e performance.
Ana Ferreira / Ana Flor / Ana Teixeira / Ânia Pais / Barbara Faden / Barbara Jasmins / Carolina Prata / Clara Correia / Duarte Burnay / Edna Serrão / Francisco Gonçalves/ Francisco Painço Santos / Inês Brito / Joana Oliveira / José Leite/ Leonor Sousa / Liliana Ferreira / Madalena Hipólito / Margarida Pinheiro/ Oksana Zahryva / Rita Andrade / Rita Leitão / Rita Pequeno / Salomé Lopes / Sandra Jorge / Sofia Fernandes / Vera Moreira / Vera Soares
Para mais informações, acompanhem o evento no Facebook e sigam-nos no Instagram.
Instagram: @con_troverso
alunos da fbaul na ermida — prémio de pintura
Aug 24 2020
27 AGOSTO > 05 SETEMBRO I TRAVESSA DA ERMIDA, BELÉM
Na próxima quinta-feira, dia 27 de agosto, vai passar na RTP, no programa Portugal em Directo, uma reportagem sobre esta exposição com a presença do Presidente da FBAUL, Professor Doutor Fernando António Baptista Pereira.
Bárbara Faden, João Motta Guedes e Madalena Hipólito são os três finalistas da primeira edição do prémio de pintura Alunos da FBAUL na Ermida, resultante do protocolo estabelecido entre o Projecto Travessa da Ermida e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) no primeiro semestre deste ano. Os artistas vão integrar a exposição do Prémio que inaugura no próximo dia 27 de agosto no Projecto Travessa da Ermida, em Belém.
Selecionados por Ilídio Salteiro, da FBAUL, e por Ricardo Escarduça, do Projecto Travessa da Ermida, os finalistas – escolhidos entre mais de 20 candidatos – vão apresentar obras inéditas de pintura que abordam várias dimensões desta técnica artística, nomeadamente a paisagem, a figuração humana e a poesia.
A artista Bárbara Faden irá expor um núcleo de três pinturas numa espécie de ensaio de paisagens, onde o posicionamento do espetador é evidenciado face a um palimpsesto que se perpetua no tempo e no espaço, recorrendo a uma paleta cromática de tons quentes. Já Madalena Hipólito investiga a questão do “modelo”, enquanto arquétipo e paradigma em rutura e em reconstrução permanente, apresentando uma instalação composta por quatro dos elementos que caracterizam o espaço laboratorial do atelier do artista –o plinto, o ecrã, o projetor e o estirador – repensando a relação entre ser artista e fazer arte. O artista João Motta Guedes mostrará um rolo desenrolado onde vemos texturas, cores diluídas, grafismos e caracteres que denunciam a existência de uma mensagem inaudita, como se de um objeto arqueológico de um outro tempo de um outro lugar com um conteúdo subjacente, mas não evidente, se tratasse.
O Prémio de pintura “Alunos da FBAUL na Ermida” visa o encorajamento e promoção do desenvolvimento profissional dos estudantes da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa cujo percurso se encontra em fase de formação académica na área da criação artística, facultando uma experiência em contexto profissional, e fomentando a apresentação, divulgação e valorização do seu trabalho de produção artística.
O prémio é anual e está aberto a todos os alunos do 1º e 2º ciclos dos cursos ministrados na FBAUL. Além da exposição o Prémio inclui ainda a edição de uma publicação e um valor pecuniário fixo exclusivamente convertível em materiais para produção artística.
A premiação destes artistas e a oportunidade que o Projecto Travessa da Ermida oferece de apresentar publicamente a obra dos artistas selecionados pretende contribuir para a descoberta de novos talentos e para alavancar carreiras no contexto da pintura contemporânea em Portugal e fora de portas.
Sobre a FACULDADE DE BELAS ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
A Faculdade de Belas Artes de Lisboa é uma instituição de ensino, investigação, e disseminação de práticas e conhecimentos artísticos, científicos e tecnológicos, a qual, dispondo da liberdade de definição e execução de programas de investigação, ensino, formação e desenvolvimento, apostando num ensino que cruza o carácter de desenvolvimento prático de projectos com uma intensa formação teórica nas áreas da história de arte e do design, da estética e dos estudos culturais, ministra formação de nível superior, ao nível da graduação e da pós graduação, organizando cursos conferentes dos graus de licenciado, mestre e doutor em áreas diversas de ensino e, especificamente no âmbito deste protocolo, na de Pintura, incluindo a colaboração e parceria consorciada com outras instituições públicas ou privadas na implementação de atividades que concretizem tais atribuições.
Sobre o PROJECTO TRAVESSA DA ERMIDA
O Projecto Travessa da Ermida é um projecto de referência de natureza experimental orientado sem fim lucativo pela valorização do património histórico e pela dinamização do tecido artístico e cultural contemporâneos. Desde 2008 com âncora geográfica no seu espaço próprio em Lisboa porém também estendido ao território nacional, o histórico da sua actividade compreende um conjunto variado de iniciativas de criação e programação artística e de fomentação e disseminação do pensamento de dimensão ensaística, Com curadoria própria e/ou envolvimento em parcerias com outras estruturas de criação e programação artística, e a disseminação daquelas junto do público especializado e não-especializado, contando para o efeito com a presença dos mais proeminentes artistas e autores nacionais e, em igualdade de oportunidade, os artistas cujo percurso se encontre em fases evolutivas ou embrionárias do seu processo de consolidação.
xCoAx 2020: 8th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
Jul 06 2020
xCoAx 2020: 8th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
Opening: Wednesday, 8th July, 6:00 PM CEST
xCoAx is an international conference that promotes the discussion and discovery of synergies at the frontiers of digital art, in the form of a multidisciplinary questioning on aesthetics, computing, communication and the elusive X factor that connects them all. After previous editions in Milan, Madrid, Lisbon, Bergamo, Glasgow and Porto, the 2020 edition was meant to take place in Graz, with a conference and performances at MUMUTH – House of Music and Music Theatre, and an exhibition at the Forum Stadtpark, all under the auspices of IEM – Institute of Electronic Music and Acoustics, at the University of Music and Performing Arts Graz.
Instead, the global CoViD-19 emergency imposed a rapid rethinking of the nature and structure of xCoAx, which is now online, still comprised of papers, artworks and performances. For the first time, xCoAx is a totally open event where everyone can attend and join the discussion!
Opening event:
The opening of xCoAx 2020 will take place on Zoom (Meeting ID: 858 6972 5053 Password: 978675) on July 8th at 6 PM CEST. The Organising Committee will be extremely happy to welcome you there to meet, greet, network, and exchange impressions and opinions.
Papers have been organised as follows:
There are 6 different sessions, where papers with stimulating connections and overlaps were put together.
The authors were invited to record a 15-minute presentation of their work and to hold a Q&A panel within their session, which was moderated by a member of the Organising Committee.
You can access all the material: abstracts, papers in PDF format, video presentations and the Q&A by accessing xCoAx’s website at 2020.xcoax.org and clicking on “Paper Sessions” in the navigation menu.
You can join the discussion on Twitter by replying to the tweet at the end of each session page.
Artworks have been organised as follows:
The xCoAx 2020 website features a page for each artwork that was selected for the exhibition, where the artists present their work with visual documentation, an abstract, a prerecorded artist talk and other media assets.
You can access each artwork’s page by accessing xCoAx’s website at 2020.xcoax.organd clicking on “Artworks” in the navigation menu.
You can join the discussion on Twitter by replying to the tweet at the end of each artwork’s page.
Performances and Ligeti Hall performances have been organised as follows:
The xCoAx 2020 website includes a page for each performance that was selected for the performance evenings, where the artists illustrate their work with a video, an abstract, a prerecorded artist talk and other media assets.
You can access each work’s page by accessing xCoAx’s website at 2020.xcoax.org and clicking on “Performances” in the navigation menu.
You can join the discussion on Twitter by replying to the tweet at the end of each performance’s page.
The Doctoral Symposium has been organised as follows:
Doctoral students whose research proposals were accepted were invited to a discussion and feedback session with our chairs Marko Ciciliani and Philip Galanter. The symposium has usually taken place in a more secluded part of xCoAx, and we kept with this tradition by not recording the online session to allow for a more relaxed environment where to exchange opinions and give advice. However, the xCoAx 2020 website features a page with all the research proposals discussed during the symposium, which you can access by going to xCoAx’s website at 2020.xcoax.organd clicking on “Doctoral Symposium” in the navigation menu.
See you at 2020.xcoax.org !!
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Hashtag #xcoax2020
For further information on the conference and press materials, please contact the xCoAx team at info@xcoax.org
Organizing committee: André Rangel (Portugal), David Pirrò (Austria), Daniele Pozzi (Austria), Hanns Holger Rutz (Austria), Jason Reizner (Germany), Luís Pinto Nunes (Portugal), Luísa Ribas (Portugal), Mario Verdicchio (Italy), Miguel Carvalhais (Portugal)
Authors, papers: Alberto Novello, Alessandro Ludovico, Antonio Pošćić, Birgit Bachler, Caterina Moruzzi, Corneel Cannaerts, Daniel Bisig, Daniel Lopes, Dejan Grba, Domenico Napolitano, Ephraim Wegner, Erik Hoff Zepka, Frederic Fol Leymarie, Gordan Kreković, Guilherme Wood, Hugo Gonçalo Oliveira, João Correia, João Miguel Cunha, Kit Kuksenok, Louisa Nyman, Luísa Ribas, Magdalena Kovarik, Marian Dörk, Matteo Amadio, Michael Vogrin, Mick Grierson, Pedro Ferreira, Pedro Martins, Penousal Machado, Philip Galanter, Provides Ng, Rewa Wright, Rodrigo Hernández-Ramírez, Sage Jenson, Simon Howden, Terence Broad, Thomas Schmickl, Yanai Toister.
Authors, exhibition: Alan Dunning, Amy Alexander, André Rangel, Andrés Villa Torres, Catarina Sampaio, Christian Faubel, Christian Herren, Dragica Kahlina, Eli Joteva, Ian Heisters, Luísa Ribas, Marco Heleno, Marta Flisykowska, Matthew Mosher, Miguel Carvalhais, Nimrod Astarhan, Nuno Correia, Pedro Ângelo, Pedro Ferreira, Provides Ng, Susie Fu, Tivon Rice, Tonio Mundry, Ya Nzi, Yanai Toister.
Authors, performances: Arne Eigenfeldt, Christos Michalakos, Dani Iosafat, Dave Murray-Rust, Isak Han, Jaume Darbra Fa, Joaquín Jiménez-Sauma, Jules Rawlinson, Jung In Jung, Nicholas Moroz, Owen Green, Paul Blackham, Yuri Wilmering.
Authors, Ligeti Hall performances: Alberto de Campo, Daniel Mayer, Jia Liu, Nicola Giannini, Ron Kuivila, Ștefan Damian.
xCoAx is organized by:
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IEM, Institute of Electronic Music and Acoustics
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University of Music and Performing Arts Graz
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Bauhaus University, Weimar
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Faculty of Fine Arts, University of Lisbon
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Faculty of Fine Arts, University of Porto
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University of Bergamo
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CIEBA
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CITAR
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i2ADS
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INESC TEC
the new art fest pandemia open call
Jun 25 2020
Submission: May 22 thru July 6, 2020
The New Art Fest is an international new media art festival based in Lisbon.
Due to COVID19, this year’s edition will run almost entirely online.
Maker Art is an exhibition and a workshop, where ‘new media art’ projects are presented as if in a beta stage, probably in search of a business angel to make them true. Maker Art 2020 will be 100% online, addressing Pandemia as an inspirational leitmotiv.
The new coronavirus has brought us to a sudden and extreme dependence on virtual worlds. Social distance induced by our growing reliance on the technosphere is not entirely new, but the new half-living creature (2019-nCoV) housed us in a kind of a planetary concentration camp. Will this global event induce metamorphosis of the human space. If so, what about future art?
MAKER ART is not only an exhibition of freshly squeezed new-media artworks, but also the right spot for cross-fertilization processes.
From all the accepted applications a limited number of artists will be selected for the exhibition. Artworks in exhibition will automatically apply to the Black Raven Award.
MAKER ART online exhibition goes from July 29 thru September 16, 2020.
MAKER ART, as part of The New Art Fest 2020, will be widely publicized namely on TV networks and social media.
This CALL is open to any artist, or creative platform around the world.
It is understood by works of ‘new media art’ artworks or projects making use of computing processes, digital technologies, and/or advanced cognitive strategies. Some keywords that fulfills the definition: AI, AR, digital media, drones, electronics, gaming, generative art, informational, digital interfaces, interactive, locative media, multimedia, social networks, post-internet, robotics, sensors, science-art, synthetic biology, virtual worlds.
Submission: May 22 thru July 6, 2020
Language: English
Location: World Wide Web
Exhibition dates: July 29 thru September 16, 2020_
Award ceremony: 16 September 2020
Prize: Black Raven Award
Type: Open
+INFO: https://www.belasartes.ulisboa.pt/the-new-art-fest-pandemia-open-call/
CANCELADO — As coisas fundadas no silêncio
Jun 04 202010JUNHO > 30 AGOSTO 2020 I VÁRIOS LOCAIS DE LISBOA
As coisas fundadas no silêncio é um programa vasto que se iniciou no dia 3 de março incluindo conferências na Culturgest, uma oficina de Filosofia com Crianças (streaming), visitas a uma câmara anecóica (Instituto Superior Técnico), duas performances (Igreja de St. George e Galeria Monumental), um ciclo de cinema (streaming) um workshop (streaming), um concerto (Museu da Música) e a exposição Como silenciar uma poeta, de Susana Mendes Silva (Sala Sonae do Museu Nacional de Arte Contemporânea).
No âmbito da exposição Como silenciar uma poeta, de Susana Mendes Silva, no Museu Nacional de Arte Contemporânea, a artista apresenta ainda duas performances, Tradução #1 e Tradução #2 e a leitura performativa da conferência De mim, que a poeta e novelista Judith Teixeira publicou em 1926.
A performance Tradução #1 realiza-se na Faculdade de Belas-Artes, em junho em data a definir.
A performance Tradução #2 realiza-se nos Estúdios Victor Córdon, no dia 3 de julho.
A leitura performativa realiza-se no Museu Nacional de Arte Contemporânea, no dia 21 de junho, às 17:00.
A participação nas performances é gratuita, mas de inscrição obrigatória através do e-mail atelier@efabula.pt.
Apoio à criação: OPART – Estúdios Victor Córdon
Exposição
Como silenciar uma poeta
Susana Mendes Silva
Museu Nacional de Arte Contemporânea
10 de junho a 30 de agosto
O livro Decadência da poeta Judith Teixeira foi apreendido e queimado em 1923, no Convento de São Francisco, nas antigas instalações do Governo Civil de Lisboa, com entrada pela Rua Capelo, hoje parte integrante do Museu Nacional de Arte Contemporânea. Como refere Vítor Silva Tavares, após 1927 Judith desaparece temporariamente de Portugal e dá-se um “emudecimento definitivo de uma voz tão incisivamente lançada à agitação”. Mas a potência destrutiva que silencia as e os artistas é muitas vezes revertida pela prática de se manter como presença fantasmática ao longo das décadas.
Susana Mendes Silva (Lisboa, 1972) é artista plástica e performer. O seu trabalho integra uma componente de investigação e de prática arquivística, que se traduz em obras cujas referências históricas e políticas se materializam em exposições, ações e performances através dos mais diversos meios de produção. O seu universo contempla e reconfigura contextos sociais diversos sem perder de vista a singularidade do indivíduo. A sua intimidade psicológica ou a sua voz são inúmeras vezes veículos de difusão e receção de mensagens poéticas e políticas que convocam e reativam a memória dos participantes e espectadores. Susana estudou Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e frequentou o programa de doutoramento em Artes Visuais (Studio Based Research) no Goldsmiths College, Londres, tendo sido bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. É Doutorada em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, com a tese baseada na sua prática performativa – A performance enquanto encontro íntimo. É professora auxiliar na Universidade de Évora no curso de Arquitetura.
Creative (un)makings: disruptions in art/archaeology
May 19 2020
O6TH MARCH > 14TH JUNE I Santo Tirso International Museum of Contemporary Sculpture
From 6th March to 14th June 2020, the Santo Tirso International Museum of Contemporary Sculpture hosts an exhibition/installation named “Creative (un)makings: disruptions in art/archaeology”, with the participation of artists and archeologists from all over the world.
From 2010-2012, archaeologists in San Francisco excavated a city-center site in advance of the construction of a major new bus and subway station. The excavation recovered many thousands of artefacts. While a standard set of analyses and interpretation resulted from the project, art/archaeologist Doug Bailey gained control of a large number of the archaeological remains and designed a project to test the collaborative limits of artists and archaeologists. Working with Lisbon-based sculptor, Sara Navarro, Bailey sent assemblages of the artefacts to artists, archaeologists, and other creators. Accompanying the artefacts was the request for people to make new creative work, to use the artefacts not as historical objects, but as if they were raw materials (like pigment or clay), and to repurpose the materials to make artwork that would stimulate visitor questions and thought about a political or social issue of contemporary society. For people working in San Francisco, that issue might be homelessness or income disparity; for people working elsewhere, different local, regional, or national issues might be more relevant (such as immigration, or refugee status). Ineligible is a selection of the result of the works that were made.
Creative (un)makings: disruptions in art/archaeology presents this new approach to the past in three provocative installations. The first (Releasing the Archive) presents photographs and videos in order to turn upside down the standard values that museums and institutional collections use to preserve historic objects and images. The second installation (Beyond Reconstruction) displays an array of ceramic fragments that resulted from the construction/deconstruction of a figure; in addition it includes documentary photographs of the works, highlights the limits of the archaeological reconstruction, and opens a new creative space beyond. The third installation (Ineligible) takes artefacts from an excavation in San Francisco and uses them as raw materials in order to make new artistic work that stimulates museum viewers’ thoughts about modern political and social issues, such as homelessness and income inequality.
Curator: Doug Bailey e Sara Navarro
Participants: Thomas Andersson, Doug Bailey, Jéssica Burrinha, Simon Callery, João Castro Silva, Shaun Caton, Rui Gomes Coelho, Jim Cogswell, Tiago Costa and Daniel Freire Santos, Ilana Crispi, Patrik Elgström and Jenny Magnusson, Dov Ganchrow, Stefan Gant, Cornelius Holtorf with Martin Kunze, Alfredo González-Ruibal and Álvaro Minguito Palomares, Cheryl E. Leonard, Nicola Lidstone, Marko Marila and Tony Sikström, Alison McNulty, Daniel V. Melim, Colleen Morgan, Sara Navarro, Jana Sophia Nolle, Laurent Olivier, Luisa da Rocha, Filomena Rodrigues, Suvi Tuominen, Ruth M. Van Dyke, Valter Ventura, Vanessa Woods
+ info: http://miec.cm-stirso.pt/portfolio/creativeunmakings/
atravessar — arte, memória e lugar: apresentação e lançamento do catálogo
Apr 19 2020
14 MARÇO > 16H30 I PALÁCIO MARQUÊS DE POMBAL, OEIRAS
realiza-se no dia 14 de março, às 16h30, no palácio marquês de Pombal, em Oeiras, a apresentação e o lançamento do catálogo da exposição “atravessar”.
Atravessar é uma exposição de arte pública promovida pela Câmara Municipal de Oeiras em parceria com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e que resulta a partir de trabalhos realizados por alunos finalistas da Licenciatura de Escultura em 2017, 2018 e 2019. A mostra que terá lugar na frente ribeirinha, jardim municipal e centro histórico de Oeiras, inaugurada a 23 de novembro 2019, e ficou patente até 22 de fevereiro de 2020.
Partindo do território e de referências como a paisagem, a memória, a identidade cultural, ou o lugar as intervenções escultóricas estabelecem, pelos enquadramentos e morfologias, nexos e problemáticas que contribuem para uma leitura crítica e estratigráfica das narrativas sedimentadas nos lugares.
Intervir artisticamente no espaço público implicou pensar, investigar e questionar os sítios para além dos estereótipos e dos lugares comuns, num processo de resignificação de memórias e sentidos que convocam o olhar contemporâneo e convidam a uma perceção dinâmica por parte do público.
O espaço referencial que promove o atravessar do território além de servir de incentivo à produção artística contemporânea, abre novas perspetivas sobre as referências que constroem as narrativas do tempo, património, memória e identidade dos lugares.
A parceria que CMO e a FBAUL (Área de Escultura) iniciaram em 2004 e que conta um assinável número de prestigiantes eventos, alargou este ano o seu âmbito ao integrar no projeto, atravessar, uma equipa da licenciatura em design de comunicação, que conceberam a sinalética e a comunicação, analógica e digital da exposição.
Portal do município: http://www.cm-oeiras.pt/pt/agenda/Paginas/Exposicao-arte-publica.aspx
Redes do município: https://www.facebook.com/MunicipiodeOeiras/posts/10159288256638696?comment_id=10159303475858696
NewinOeiras: https://newinoeiras.nit.pt/cultura/oeira-vai-ter-uma-exposicao-de-arte-que-atravessa-a-vila/
Roteiro cultura 30 dias: http://www.cm-oeiras.pt/pt/municipio/boletimmunicipal/30dias/222_TRINTA%20DIAS_2019_web.pdf
Oeiras atual: http://www.cm-oeiras.pt/pt/municipio/boletimmunicipal/oeirasatual/254_OEIRAS_ATUAL_2019_WEB.pdf
cancelled — 14ª edição gab-a / galerias abertas das belas-artes
Apr 05 2020Sorry, this content is only available in Portuguese.
conversas com arte & ciência …
Mar 18 2020 
12 MARÇO > 18H00 I CAPELA BELAS-ARTES
A IST Press, editora universitários do Instituto Superior Técnico, apresenta Conversas com Arte & Ciência, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Este é um espaço informal de partilha e divulgação de boas práticas de interdisciplinaridade entre as diferentes áreas do conhecimento e a Arte, nas suas diversas vertentes, a partir da obra “Observatório”, de António Faria.
Esta segunda conversa, “à volta” da pintura, contará com Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Graça Morais, pintora, Laboratório de Artes na Montanha, Joana Baião, Doutora em História da Arte, com especialização em Museologia e Património Artístico, Domingos Rego, Professor, área de Desenho, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
O Laboratório de Artes na Montanha – Graça Morais é um projeto de investigação baseado na prática, da iniciativa do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), através do Centro de Investigação de Montanha (CIMO), em parceria com o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (CACGM), através da sua tutela, a Câmara Municipal de Bragança (CMB) e o Instituto de História da Arte da NOVA FCSH, com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). A Pintora Graça Morais apoia a criação e funcionamento do Laboratório, disponibilizando toda a sua obra para ser estudada e documentada.
António Faria (n. em 1966) trabalha na área do desenho desde os anos 90. Concluiu o curso de artes plásticas pelo Ar.Co (curso completo avançado e projeto). Colabora com a IST Press, enquanto designer gráfico, desde 1998, ilustrando as capas dos livros da Coleção Ensino da Ciência e Tecnologia e Apoio ao Ensino. Ganhou o segundo prémio da Bienal de Tóquio Art Olimpia, 2015, Japão, o Prémio seleção Emerging Artista Ward, TAG bxl gallery, 2016, Bruxelas e o Prémio seleção ward LYNX, 2016, Eslovenia. Está representado em coleções privadas e institucionais, nomeadamente, a coleção de Figueiredo Ribeiro e o Living National Treasure Museum, Japão.
cancelled — us — exposição de pedro alegria
Mar 18 2020
05 > 30 MARÇO I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 05 de março de 2020, às 18h00, na Galeria das Belas-Artes, a exposição Us de Pedro Alegria, com curadoria de Eduardo Duarte. A exposição ficará patente até 30 de março de 2020.
horário schedule
2ª a 6ª › 11h–19h
monday to friday › 11am to 7pm
Us
Um ponto de onde partem dois pontos 0 e 0. Desse pontos no mesmo lugar partem medidas com uma disrupção de alguns metros. Enganos? A linha reta é a menor distância entre o princípio e o fim. Mas, há curvas e o itinerário é o mesmo, A deriva pode levar-nos a esquinas díspares. Mesmo trilhando as mesmas ruas. Pode haver diferentes velocidades para duas pessoas juntas. O que nós pensamos não é o mesmo. Mais, há uma medida que se tentou ocultar pintando-a de negro. A chuva, o pó, o sol, os escapes, a borracha das bicicletas, descobriu-a. Se não se procurasse remendar uma medida saberíamos que essa está errada? Qual das duas medidas estará enganada: a que foi apagada, ou a que foi escrita com uma letra diferente? Quem a mandou ocultar como soube que uma estaria errada? Um dos dois conta metros rodava a uma velocidade diferente? Será que o metro universal não estaria exato e quem nos garante que os dois metros usados não estariam diminuídos ou exagerados? E também quem nos diz que as duas medidas não necessitavam de uma terceira? E quem necessitou fazer estas mudanças por uma consciência mais tranquila? Que pavor é esse ao erro e à necessidade de medir tudo, nem que seja por 1 000 m? Como é que um inglês reagiria a esta parafernália de marcações no terreno? 8oo m à distância de poucos metros de outros 800 m em caligrafia diferente? Como fazer um mapa com estas marcações?
Harry Beck. O primeiro mapa do metro de Londres adaptava-se aos contornos geográficos do terreno (iniciou entre 1860 e 1870). Para um uso prático das ligações de quem o usava, era muito pouco legível, na medida que ia também aumentando os ramais e incluíndo as extremidade das linhas de metro, tornava esse mapa grande e difícil de ler com o seu centro concentrado (1890 e 1900). Harry Beck baseando-se nos quadros dos circuitos eléctricos, criou um diagrama (em 1931) onde o que interessava tanto não era a rede de metro adaptada ao terreno e suas respetivas distâncias, mas sim a facilidade para os milhões em perceber as ligações entre redes e uma distância mental que o utente teria da percepção desse novo mapa. Este modelo de Harry Beck expandiu-se no mundo ocidental e hoje ainda somos herdeiros dele.
Pinus. Esta pequena exposição paralela de peças em madeira de pinho, reflete a minha formação em escultura. Embora a minha produção seja mais em fotografia. São peças formais, mas que partem do princípio de como escrever um poema em madeira. Nas peças Norte-Oeste procurou-se materializar contrafortes como se fossem caixas circulares. As peças são colocadas, uma a Norte e outra a Oeste. Na peça fuso esta tem a forma da extremidade dos fusos de fiar. No relógio solar como receptor de energia, vemos “o sol é a fonte de luz, de calor e da vida. Os seus raios representam as influências celestes – ou espirituais – recebidas pela Terra ( Chevalier, Jean e Gheerbrant, Alain). Já no Livro de Job (27, 18) encontramos sobre a aranha: “Constrói a sua casa como a aranha/ como a choupana levantada pela guarda/Deita-se rica, mas será pela última vez/ ao abrir os olhos já deixou de existir.” Porém, um círculo é um círculo e uma reta, uma reta.
Pedro Alegria, fevereiro 2020
Fotografias, Esculturas e Texturas
A obra artística de Pedro Alegria, além da Poesia publicada, tem sido materializada na Escultura e na Fotografia.
Licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e Mestre em Curadoria, desde cedo explorou o universo da Fotografia, que, no seu percurso, tem a dimensão talvez do Desenho. A Escultura – uma das filhas vasarianas do Desenho, com as suas irmãs Arquitetura e Pintura -, na obra de Pedro Alegria, está em permanente diálogo com a Fotografia. Já agora, seria interessante saber, a este propósito, qual a mãe que Vasari escolheria para esta última.
Na presente exposição, intitulada Us, estamos, uma vez mais, diante do diálogo de duas expressões artísticas aparentemente antagónicas, devido às suas dimensões, uma bidimensional e a outra tridimensional, numa espécie de (eterna) revisitação do Paragone inventado por Leonardo. Uma oposição falsa, portanto, visto que um dos denominadores comuns das esculturas e das fotografias é precisamente a textura e a exploração do seu universo poético.
Textura, do latim textura, significa tecido. A palavra é sintomaticamente próxima de têxtil (do latim textile) e de texto (do latim textu) que significava entrelaçamento, tecido e contextura. Nesta exploração etimológica e também poética de palavras, Rafael Bluteau, no seu célebre Vocabulario Portuguez e Latino (1712-1721/1727-1728), escreve que textura é tecido e que “Diz se metaforicamente das obras da natureza, que constão de vários fios unidos, & parecem tecidas.” No Diccionario da Lingua Portugueza, do mesmo Rafael Bluteau, acrescentado e reformado por António de Morais Silva (1789), afirma-se que textura, além de tecido, é “A união íntima das partes de hum corpo, que formão hum como tecido.”
Na exposição, as peças em madeira de pinho são naturalmente também texturas e tecidos, pelas suas próprias formas, padrões e veios (veias) do material lenhoso. As fotos, essas, revelam os pavimentos de uma ciclovia, com diversos materiais, camadas, cicatrizes, números e letras pintados de branco (memórias) e ainda aplicações de tinta preta. No fim, as esculturas e as fotografias formam inúmeras e inesperadas texturas, cuja poética formal parece remeter para antigos e preciosos tecidos.
Eduardo Duarte, fevereiro de 2020
CANCELADO — EVOCAÇÃO DE MARTINS CORREIA (1910-1999)
Mar 18 2020
EVENTO CANCELADO – 26 MARÇO > 16H30 I CENTRO CULTURAL CASAPIANO — CASA PIA DE LISBOA
COMUNICAÇÕES:
Dra. Maria Cristina Ricardo Inês Fangueiro (Presidente do Conselho Diretivo da Casa Pia de Lisboa)
Prof. Doutor Fernando António Baptista Pereira (Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa)
Prof. Doutor Eduardo Marçal Grilo
Escultor Charters de Almeida
Escultor José Aurélio
Escultor João Duarte
Às 18.00 horas inauguração da exposição Poema de Contornos
Centro Cultura Casapiano – Casa Pia de Lisboa – Rua dos Jerónimos 7 A, 1400-210 Lisboa
janotas e flâneurs suspensos num smartphone — chiado, carmo e artes na esfera pública
Mar 11 2020
04 > 30 MARÇO I MUSEU ARQUEOLÓGICO DO CARMO
Inaugura no dia 04 de março de 2020, às 17h30, no Museu Arqueológico do Carmo, a exposição janotas e flâneurs suspensos num smartphone — chiado, carmo e artes na esfera pública, no âmbito da 12ª edição do projecto Chiado / Carmo 2020, com a coordenação de José Quaresma. A exposição estará patente até 30 de março.
Ainda no âmbito do projecto Chiado / Carmo 2020 haverá uma mostra na Boutique Gardenia, de 4 a 11 de março, das 14h00 às 17h00.
Com a participação de 28 artistas (estudantes e docentes) de três instituições europeias de Ensino Artístico Superior, a saber, a Faculdade de Belas-Artes (Lisboa), a Strzemiński Academy of Art Łódź (Lodz) e a Academia di Belli Arti di Firenze (Florença), a exposição no Museu Arqueológico do Carmo, é a primeira das três exposições internacionais programadas para o Chiado / Carmo 2020. As outras duas exposições inauguram em Lodz, no dia 10 de março, e na Casa de Portugal, em Paris, no dia 16 de maio, integrada na Noite Europeia dos Museus.
Paralelamente às exposições será editado um livro de ensaios e um catálogo das exposições em torno dos temas lançados para esta 12ª edição do projecto Chiado / Carmo. Será também realizado um Ciclo internacional de Conferências no Grémio Literário, a 11 de março, cuja informação ficará disponível brevemente.