Exposições
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homeing – interior design hotel and home living, com a participação do departamento de design de equipamento
Set 25 2025 
25 > 27 SETEMBRO 2025 I PAVILHÃO CARLOS LOPES
O Departamento de Design de Equipamento da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa está presente na edição deste ano da Homeing: Interior Design, Hotel and Home Living, com o tema Quiet Luxury.
Sofia Águas, João Rocha e João Costa participam no programa Let’s Talk About, um painel de palestras sobre Investigação em Design.
A participação tem a coordenação da Professora Isabel Dâmaso, Diretora do Departamento de Design de Equipamento da FBAUL.
Expressão da Matéria de Sofia Águas
- 25 a 27 setembro 2025
- Foyer Sul
Na exposição Expressão da Matéria, as jarras da coleção Raw Resonance transformam-se em objetos de presença escultórica e rigor projetual. Cada peça é inteiramente moldada à mão, sem recurso a moldes, permitindo que forma, proporção e materialidade se revelem de forma única. A série explora o diálogo entre luz, espaço e matéria, equilibrando rigor formal e expressividade tátil. O design destas jarras valoriza a pureza das linhas, a clareza das formas e a relação íntima entre objeto e utilizador, refletindo uma abordagem contemporânea à cerâmica como objeto de contemplação e uso.
- Curadoria e Design: Sofia Águas (Investigadora e Docente na FBAUL)
- Apoio Expositivo: João Costa e João Rocha (ProjectLabb da FBAUL)
- Coordenação: Isabel Dâmaso (Diretora do Departamento de Design de Equipamento da FBAUL)
Da matéria à realidade virtual
- 26 setembro 2025 – 10h30/ 11h20
- Foyer Sul
Sofia Águas, João Rocha, João Costa, Isabel Dâmaso
Org. Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Apresentação de perspetivas da investigação em design realizada no Departamento de Design de Equipamento da FBAUL.
lisbon street photo fest
Set 25 2025
27 > 28 SEPTEMBER 2025 I FACULDADE BELAS-ARTES UNIVERSIDADE LISBOA
On 27–28 September 2025, we’ll meet in Lisbon for the first edition of Lisbon Street Photo Fest: a new celebration of street photography, bringing together photographers, enthusiasts, and curious minds from around the world. The 2025 edition will take place at the Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Focused on celebrating street photography, the festival offers exhibitions, talks, photowalks, portfolio reviews, and workshops, fostering creative exchange between photographers from around the world.
FREE WORKSHOP EXCLUSIVE TO STUDENTS FROM FBAUL
Workshop • PT Street Collective
The Fundamentals of Street Photography
Exclusive to students from Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL)
Dates: 27th to 28th of September 2025
Language: English/Portuguese
Max. number of Participants: 14
WORKSHOPS PARTICIPATION SCHOLARSHIPS FOR FBAUL STUDENTS
Registration for the workshops is now open, and there is a registration fee.
However there is one free place available for each workshop for 2nd, 3rd and 4th year undergraduate students from all areas of FBAUL.
As there is only one place per workshop, places will be allocated on a first-come, first-served basis.
Interested students should send an email to comunicacao@belasartes.ulisboa.pt with the following information:
_workshop title
_full name of the student
_student number
_degree programme
_year of enrolment in the 2025/26 academic year
Only registrations from students who send all the requested information will be considered.
Choose between the workshops:
WORKSHOPS
_Nikita Teryoshin
The Radical Reportage
27-28 September
_Gustavo Minas
The Street as a Mirror
27-28 September
_Matt Stuart
Introduction to Street Photography
27-28 September
_José Sarmento Matos
Storytelling in Street Photography
27-28 September
_Diogo Coelho
B&W Film Photography + Darkroom
27-28 September
_Rui Pina
Shooting Strangers
27 September
_Sandra Hernández
The Infraordinary
28 September
_Jonathan Bertin
Color & Abstraction
28 September
Italiani Famosi, Incisioni Laser su Vetro/ Famous Italians, Glass Laser Engravings
Set 19 2025
16 > 21 SETEMBRO 2025 I PALAZZO DA MULA MURANO, MURANO, VENEZIA
Evento organizado por António Matos e Fernando Quintas, em colaboração com Vicarte, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Fab Lab.
Nesta exposição, gostaríamos de mostrar ao público a grande contribuição da Itália para a civilização, apresentando uma coleção dos mais importantes italianos, por meio de retratos de artistas, cientistas e escritores, feitos com pequenas peças de vidro plano, utilizando gravação a laser.
A ideia é mostrar ao público que visita esta exposição que a Itália possui um rico patrimônio literário, artístico e científico.
Em um pôster, o público poderá ver diversos exemplos encontrados em Veneza.
erínias: vingança, rancor e punição — exposição de rafael vascon
Set 18 2025 
10 > 22 SETEMBRO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 10 de setembro, às 15h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição ERÍNIAS: vingança, rancor e punição de Rafael Vascon.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado – 12h00 às 19h00
Entre o caos e o cosmos, toda certeza é abdicada, todo sagrado é profanado. Entre Hades e Atenas, neste território de ruínas e presságios onde tudo o que é sólido se desmancha no ar, despertam as Erínias — sombras guardiãs de uma memória recusada, ferida, corrompida. Seus cânticos ecoam contra o silêncio imposto por séculos de colonialidade, contra a museificação de corpos que nunca puderam repousar em paz. Elas finalmente retornam, não como espetáculo exótico para olhares que as consumiram, mas como espectro que recusa ser domesticado pela história oficial. Sua carne já não é vitrine: é fissura, rasgo e convocação. Cada fragmento exposto não é objeto, mas testemunho — lembrança viva de que o corpo não é destino, mas invenção política erguida sobre a violência da classificação, do olhar e do desejo. Aqui, arquivos se incendeiam, monumentos se desmoronam e as fronteiras entre mito e história se esvaem. Não há neutralidade possível: cada passo é um pacto com os fantasmas que aqui se erguem, cada olhar é atravessado por aqueles que foram obrigados a sustentar o fardo de uma modernidade manchada. Por isso, antes de entrar, atenção: este espaço não oferece conforto – é rito profano e escárnio, é futuro que só pode nascer da recusa em esquecer.
adeus, portugal — exposição de olavo costa
Set 18 2025
04 > 19 SETEMBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 04 de setembro, pelas 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Adeus, Portugal de Olavo Costa.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Adeus, Portugal não é uma despedida, é um até logo a uma memória cada vez mais distante. Um Portugal que podia ter sido, está agora completamente soterrado. E que país era este? O país dos meus avós.
Um país pelo qual milhares de homens e mulheres comunistas, camaradas e amigos lutaram até à morte para nos levantar da noite. Um país em que o meu avô e a minha avó acreditaram com todas as suas forças e vontades, viram a revolução e à sua maneira cumpriram a revolução até ao fim. As suas tarefas revolucionárias consistiam numa variedade de atividades, tais como, reuniões de militantes, inaugurações de centros de trabalho, apresentação de livros, levar os netos a almoçar na COOPPOFA (Cooperativa de Consumo Popular de Faro), ou, por vezes, no Barracosa, um restaurante nos Gorjões, obviamente quando haviam comícios do PCP os nossos lugares estavam lá guardados, para comer arroz de marisco ou jardineira. Ainda dentro das tarefas revolucionárias, as mais importantes eram, irmos comer gelado na casa do Benfica em São Brás de Alportel e depois passear no Jardim Alameda em Faro.
Todas estas ações foram as suas grandes contribuições para este Portugal de que agora com mágoa nos despedimos.
Esta exposição não consiste num ato de oposição, porque oposição todos fazem em part-time, é uma demonstração artística com a qual o espectador está convidado a interagir, e acima de tudo é um ato de resistência. Para não esquecermos o Portugal que queríamos que fosse, um passeio à tarde com os avós.
alice dos reis vencedora do prémio novos artistas fundação edp 2024
Set 01 2025
10 ABRIL > 08 SETEMBRO 2025 I MAAT – MUSEU DE ARTE, ARQUITETURA E TECNOLOGIA
Alice dos Reis, licenciada em Arte Multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, foi a vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2024, com a obra de cinema e tapeçaria “entre vidas”.
Alice dos Reis (n. 1995, Lisboa) é artista visual e realizadora. O seu trabalho foi apresentado a solo e em grupo no Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto), Canal Projects (Nova Iorque), Palais de Tokyo (Paris), Galerie d’Italia (Turim) EYE Filmmuseum (Amsterdão), Kunsthalle Lissabon (Lisboa), Galerias Municipais de Lisboa, Galeria Municipal do Porto, entre outros. Os seus filmes foram mostrados em vários festivais de cinema nacionais e internacionais como o Sheffield DocFest, IndieLisboa IFF, DocLisboa IFF e Curtas Vila do Conde IFF. Em 2019 foi a artista vencedora do Prémio Novo Banco Revelação, e em 2018 recebeu o prémio VISIO Young Talent Acquisition Prize. Recentemente, recebeu a Bolsa de Artes Plásticas da Fondacion Botín (2022-2023) e anteriormente, o Mondriaan Fonds Stipend for Young Artists (2020-2021). Com um mestrado em belas artes pelo Sandberg Instituut, Amsterdão, encontra-se a desenvolver um projeto de doutoramento em Creative Media na City University em Hong Kong. É co-fundadora da Pântano Books, uma editora de poesia independente.
Inaugurou no dia 10 de abril, no MAAT Central – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, a exposição Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2024. No mesmo dia, às 18h00, realizou-se uma visita especial com os artistas e os curadores.
A exposição da 15ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP apresenta, no MAAT Central, propostas de Alice dos Reis, Evy Jokhova, Francisco Trêpa, Inês Brites, Maja Escher e Sara Chang Yan.
Alice dos Reis, Francisco Trêpa, Inês Brites e Maja Escher, ex-alunos da Faculdade de Belas-Artes, são quatro dos seis finalistas selecionados para a 15.ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP.
Estes artistas foram selecionados entre cerca de 600 candidaturas avaliadas por um júri constituído por Catarina Rosendo (professora universitária e curadora), Luís Silva (curador e diretor da Kunstalle Lissabon) e Sérgio Mah (diretor-adjunto do MAAT e professor universitário).
No decorrer da exposição, um júri internacional irá nomear o artista vencedor, que a Fundação EDP premiará com um valor de 20 000 euros.
O Prémio Novos Artistas Fundação EDP foi criado em 2000 com o objetivo de apoiar e dar visibilidade à produção de artistas emergentes nas artes plásticas e visuais. É reconhecido como um dos mais relevantes no panorama das artes em Portugal. Nas suas edições anteriores foram distinguidos: Joana Vasconcelos (2000), Leonor Antunes (2001), Vasco Araújo (2002), Carlos Bunga (2003), João Maria Gusmão e Pedro Paiva (2004), João Leonardo (2005), André Romão (2007), Gabriel Abrantes (2009), Priscila Fernandes (2011), Ana Santos (2013), Mariana Silva (2015), Claire de Santa Colomba (2017), Diana Policarpo (2019) e Adriana Proganó (2022).
monumento-nu — exposição de letícia larín
Ago 26 2025
02 > 19 SETEMBRO 2025 I CORREDOR LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 02 de setembro, às 17h00, no corredor do Auditório Lagoa Henriques da Faculdade de Belas-Artes a exposição Monumento-Nu de Letícia Larín, com a colaboração de Roberto Chipe, Kunhã Ysapi e Ariel Komé.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado – 11h00 às 19h00
Monumento-Nu é a terceira e última exposição individual resultante do meu doutoramento em Escultura na FBAUL. A primeira, Fuuu… (Sopro) Tááá: Marãny, abordou o termo que me foi oferecido pelo xamã Roberto Chipe –Fuuu… (Sopro) Tah: Marãny–, e a segunda, Cemitério Indígena: Movimentos ao Autoexílio Kaiowá e Guarani, elementos das culturas materiais Kaiowá e Guarani que entendi como os mais afins ao monumento ocidental –kurusu (cruz) tumular, óga pysy e óga guasu (casas de reza, respetivamente, Kaiowá e Guarani) e yvyra marãngatu e tata rendy henda’i (tipos de “altar”, respetivamente, Kaiowá e Guarani). O presente conjunto de trabalhos, por sua vez, pontua o percurso que visou objetivamente projetar o monumento-nu Fuuu… (Sopro) Tah! Marãny: Cemitério Indígena.
Mobilizada pelo ímpeto de apoiar a luta e conhecer as cosmovisões indígenas Kaiowá e Guarani, o principal objetivo da minha tese foi elaborar um monumento a esses povos para Portugal. O foco na região de Dourados deu-se por ela ser, no Brasil, das mais violentas com respeito a pessoas originárias, devido a interesses do agronegócio, à presença de igrejas pentecostais, à proximidade entre a cidade e a Reserva Indígena de Dourados, a preconceitos com os modos tradicionais de ser –teko porã (Bem Viver)– etc. Por outro lado, aí também é intensa a resistência indígena, através de retomadas e das grandes assembleias Kaiowá e Guarani.
O monumento, por sua vez, é dos elementos ocidentais mais explicitamente impregnados pela discursividade do poder a ser imposta à população. O trato com esses esquemas de nítidos conflitos deveu-se à busca por revelar com alto contraste as problemáticas que os permeiam, desencadeadas pela invasão, colonização, exploração e submissão de Abya Yala (América), e que seguem a vigorar por civis nacionais que primam pelo acúmulo egoísta e ignoram o compêndio histórico que instaurou o sistema de atual predomínio, o qual, por sua vez, não logrou extinguir a diversidade de maneiras de se viver. Propus-me ainda, abertamente, ao risco do fracasso, para testar verdadeiramente certos limites.
Nesta mostra está um recorte dessa investigação onde o monumento foi diretamente reflexionado, por projetos e experimentos processuais realizados em Lisboa, e também em Dourados, onde estive por seis meses a desenvolver um trabalhou de campo. Além do tipo de caderno de campo “Caixa Verde”, algumas peças surgiram da colaboração com Roberto Chipe, Kunhã Ysapy e Ariel Kowé. A problemática de criar um monumento junto a culturas que não contemplam esse conceito ocidental, foi trabalhada principalmente pela escuta e abertura mental, e é por essa dinâmica de fratura da mentalidade ocidental que se apresentam, ainda, alguns esquemas reflexivos.
A performance e a intervenção no espaço urbano, tanto num âmbito concreto quanto imaginário, emergiram como estratégias para estabelecer relações sensíveis com monumentos “duros” e impávidos. Foi também bastante trabalhado o estratagema da armadilha. Assim como “conquistadores” penduravam sedutores artefactos em vidro e metal em meio à floresta para atrair indígenas, fase prévia à persuasão que se chamava “namoro”, o presente monumento-nu seguiu as indicações do líder espiritual Kaiowá Chipe e se fez com o formato de uma cruz.
A zona auferida para a instalação do presente monumento foi a de Belém, em Lisboa, e desenvolvi o conceito de “monumento-nu” devido à ideia de que os adornos originários –sejam diademas, pinturas corporais, ou mesmo sementes e enfeites em penas a conformar chocalhos– são escolhidos para que se mostre publicamente quem se é. Com isso, a arte de adornar é a de transparecer quem se é, de comunicar à comunidade sobre si com a maior honestidade e precisão possível. Daí advém a ideia de que, quanto mais se é adornado, mais se é nu.
No presente caso, o aspeto que mais ressalta é a mencionada cruz. Ela é de fato uma presença nitidamente reconhecível pelos Kaiowá e Guarani, mas para ser captado por pessoas brancas, é necessário que essas se dispam, abram-se ao que não conhecem. É certo que essa obra aqui projetada chama a atenção de adeptos do cristianismo, e os leva a reflexionar sobre o seu sentido: essa é a armadilha. Pois na realidade, essa cruz é o chiru kurusu (cruz de chiru), o elemento mais poderoso das cosmovisões Kaiowá e Guarani.
O chiru kurusu ministra fenómenos e instâncias espirituais, e pode inclusive causar o cataclismo. É dele que depende o equilíbrio da Terra, e é por isso que ele não deve estar nervoso, pois se assim ele ficar, o planeta pode desabar. O chiru kurusu fica no centro da casa de reza e representa o principal, isto é, a ou o líder –tanto quanto à espiritualidade, à política etc.–, e é sustentado por dois paus laterais, que representam a comunidade a erguer aquele ou aquela que a guia. Caso esse ou essa principal deixe de mostrar-se verdadeiramente, o grupo ao seu redor deixa de erguê-lo ou erguê-la e segue por outro caminho. Fica assim, por fim, a potente ideia de podermos seguir para outros lados, de nos transformarmos em outras vidas.
Exposição patente de 28 de agosto a 19 de setembro
Prova de Doutoramento: 10 de setembro às 14h30 na sala 2.07
Júri: Sandra Tapadas [presidente], Nuno Faria [1º arguente], Manuela Ribeiro Sanches [2º arguente], Marta Soares, Helena Elias, Ângela Ferreira, Carlos Vidal [orientador].
première — 30ème édition
Ago 25 2025

10 JULHO > 31 AGOSTO 2025 I CENTRO DE CULTURA E DE CONGRESSOS DO ESTORIL
Inaugura no dia 10 de julho, às 18h00, no Centro de Cultura e de Congressos do Estoril, a exposição PREMIÈRE, na sua 31ª edição.
Esta mesma exposição PREMIÈRE, na sua 30ème Édition, esteve patente no Centre D’Art de Meymac, em França, de 20 de 0utubro de 2024 até 12 de janeiro de 2025.
Première é um programa prospectivo, iniciado e desenvolvido, desde há 30 anos, pela Abadia de Saint André – Centro de Arte Contemporânea de Meymac, selecciona e convida diplomados/as de escolas de arte francesas parceiras do projeto, aos quais e às quais é proposta uma exposição – no Centro de Arte Contemporânea de Meymac ou numa instituição parceira – acompanhada de um texto crítico sobre o trabalho de cada artista e de um CATÁLOGO.
O Centre d’Art tem vindo a desenvolver ligações com o meio artístico português desde 2018, reforçadas em 2022 durante a Temporada França-Portugal com a a participação de escolas de arte portuguesas na Première. Este sucesso levou à renovação do programa em 2024.
Esta nova edição franco-portuguesa teve a curadoria de Caroline Bissière e Jean-Paul Blanchet do Centre d’art de Meymac e Luísa Soares de Oliveira, historiadora de arte.
As escolas participantes são :
Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha
Politécnico de Leiria
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
École européenne supérieure de l’image de Angoulême-Poitiers
École nationale supérieure d’art de Bourges
École supérieure d’art de Clermont Métropole
École nationale supérieure d’art et de design de Limoges
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa está representada pelos estudantes Cygny Malvar do Departamento de Desenho, Francisco Figueiredo Lopes do Departamento de Escultura, Manuel Ferreira do Departamento de Pintura e Ricardo Leandro do Departamento de Arte Multimédia.
Centro de Cultura e de Congressos do Estoril inaugura primeira exposição
Centro de Congressos do Estoril ganha novo nome e torna-se num espaço cultural
o diabo, a bruxa e deus todo poderoso — exposição de lola ramos
Ago 25 2025
07 > 28 AGOSTO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 07 de agosto, às 17h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição O Diabo, a Bruxa e Deus Todo Poderoso de Lola Ramos. A exposição ficará patente até 28 de agosto.
Horário: 3ª a 6ª entre as 14h00 e as 17h00.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A exposição O Diabo, A Bruxa e Deus Todo Poderoso propõe uma imersão na história da bruxaria em Portugal, um período marcado pela perseguição e invisibilização de homens e mulheres dissidentes. Através das obras da artista Lola Ramos, procura-se lançar luz sobre aquelas que foram acusadas do crime de bruxaria, prestando-lhes homenagem e propondo uma releitura da feitiçaria — não como um mito simplificado, mas como uma forma de conexão com um legado complexo e multifacetado.
As obras exibidas não buscam apenas representar o passado, mas reimaginar a bruxaria como um portal para a compreensão da história invisibilizada das mulheres. A Cisterna, com a sua atmosfera carregada de memória, torna-se o palco ideal para este reencontro com o passado, convidando o público a um diálogo com as sombras da história.
salgueiro maia e o comboio sem reservas – entre castelo de vide, coruche e santarém
Ago 24 2025
01 JULHO > 01 SETEMBRO 2025 I IGREJA SÃO JOÃO BAPTISTA, CASTELO DE VIDE
Inaugura no dia 1 de julho, às 10h00, na Igreja de São João Baptista, em Castelo de Vide, a exposição de pintura e desenho Salgueiro Maia e o comboio sem reservas.
Na inauguração, José Quaresma, coordenador do projeto expositivo, apresentará um livro sobre os temas abordados nos trabalhos ali instalados.
Este evento é passível de ser fotografado/filmado, sendo essas imagens divulgadas nas redes social da FBAUL.
Inaugurou no dia 28 de maio, às 18h30, no Núcleo Museológico de São João de Alporão em Santarém, a exposição Salgueiro Maia e o comboio sem reservas – entre Castelo de Vide, Coruche e Santarém. Na inauguração, José Quaresma, coordenador do projeto expositivo, lançará um livro sobre os temas abordados nos trabalhos ali instalados. A exposição ficou patente até 22 de junho.
A exposição articula um núcleo pessoal de obras em torno da força que Salgueiro Maia continua, felizmente, a emanar no presente, e cerca de cinquenta trabalhos de crianças do 3º e 4º anos do Centro Escolar Salgueiro Maia, em Santarém, também alusivos ao nosso Capitão de Abril, na esperança de que possam vir a ser os “semeadores” da esperança numa sociedade mais livre, mais justa e também com mais capacidade para suspender o caos e a desinformação.
Desenvolvida em três dos lugares onde Maia cresceu e viveu, nomeadamente Castelo de Vide, S. Torcato (Coruche) e Santarém, a experiência no S. João de Alporão será posteriormente realizada em Castelo de Vide (em julho), com cinquenta crianças desta terra, e em Coruche (em Outubro), com cinquenta jovens do Ensino Secundário deste concelho.
Para mais informação relativa ao projecto, deixo estas linhas da Introdução do livro a lançar a 28 de maio:
“Ao intervir na nossa realidade, em 1974, com os seus “camaradas de armas”, conjugando as suas acções com “a maré povo” (Ary dos Santos) em sobressalto, Salgueiro Maia, com a determinação e o sentido de futuro que o caracterizavam, antecipou e projectou, no seu tempo, o contexto dos nossos próprios dias. Realizou-o, como é sabido, com uma energia incessante, uma profunda noção de esperança e uma aguda consciência de plasticidade social.
[...]
É, pois, pela actual e futura defesa da Liberdade herdada de Abril que se propõe este projecto artístico e pedagógico, contributo individual e colectivo para continuar a defendê-la de forma obstinada e criativa, numa estreita relação com a Casa da Cidadania em Castelo de Vide, tendo também em consideração a salvaguarda popular e institucional dos valores simbolizados por Salgueiro Maia nos municípios de Santarém e de Coruche. Para a respectiva materialização realizam-se três exposições em Santarém, Castelo de Vide e em Coruche (com extensão a São Torcato numa estreita ligação com a Escola-Museu Salgueiro Maia desta terra). Estas exposições consistem na apresentação de pinturas e desenhos sobre Salgueiro Maia da minha autoria, harmoniosamente conjugadas com painéis de desenhos realizados por cerca de seis turmas de vinte e cinco alunos cada, em escolas dos três lugares mencionados, cuja coordenação será da curadora Lúcia Saldanha, responsável pela Galeria PeP (Portugal entre Patrimónios), do Museu Nacional de Arte Contemporânea. Paralelamente às exposições e à edição em catálogo dos trabalhos das cento e cinquenta crianças e jovens, publicam-se também diversos textos alusivos aos temas aqui mencionados, assim como testemunhos da atmosfera experienciada pelas inúmeras crianças aquando da realização dos seus trabalhos.”
José Quaresma
repor, reiniciar, repetir. projetos do 1.º ano do mestrado em design de comunicação, 2024-25
Ago 23 2025
Repor, Reiniciar, Repetir apresenta projetos do 1.º ano do Mestrado em Design de Comunicação (Belas-Artes, ULisboa) que exploram as implicações estéticas e éticas dos meios computacionais e da internet na comunicação contemporânea.
Os projetos destacam a necessidade de repor valores, reiniciar processos e repetir discussões sobre os impactos culturais dos meios computacionais e das redes sociais. Evidenciam a reconfiguração algorítmica da imagem e o modo como promove formas voluntárias e involuntárias de invisibilidade. Exploram criativamente a confluência e transições entre meios impressos e digitais, ao mesmo tempo que examinam as potencialidades e vulnerabilidades dos meios digitais na produção e preservação do conhecimento. Revelam a volatilidade do conhecimento sob o impacto da desinformação e manipulação online, evocando os modos de comunicação, ação e inação que as redes sociais promovem. Estes projetos abordam a prática e o pensamento do design na era pós-digital e pós-internet, refletindo sobre a forma como as tecnologias computacionais moldam a nossa perceção e experiência da realidade.
https://2025.fbaul-dcnm.pt/RRR
Organização
Mestrado em Design de Comunicação, Belas-Artes, Lisboa
Coordenação
Projeto II: Luísa Ribas e Frederico Duarte
Laboratório II: Pedro Ângelo
Design e desenvolvimento do website
Afonso Horta
Gaëlle Drix
Inês Gartner Velasco
Leonor Rego Costa
Edição e revisão
Ana Rita Nascimento
Camila Mignon
Diana Pinto
Francisco Menezes
Comunicação
Ema Francisco
Madalena Carvalho
Vitor Cavalheiro
Gestão de projeto
Mariana Martins
coleção lições de arte e design da fbaul na exposição fedrigoni top award
Ago 23 2025
A coleção Lições de Arte e Design, editada pelo CIEBA-FBAUL, com coordenação do Professor Sérgio Vicente e design de Tomás Gouveia, ex-aluno da FBAUL, foi selecionada para integrar a exposição dos vencedores e finalistas do prémio Fedrigoni Top Award. A exposição teve lugar no Pavillon Gabriel, em Paris, no dia 5 de junho de 2025.
O Fedrigoni Top Award é um prestigiado prémio internacional que distingue projetos de design gráfico, editorial e packaging que se destacam pelo uso criativo e de elevada qualidade dos papéis Fedrigoni.
Entre centenas de candidaturas submetidas por designers e estúdios de todo o mundo, apenas os 100 melhores projetos, escolhidos por um júri internacional, foram selecionados para esta exposição.
design futures na expo 2025 osaka
Ago 23 2025
Ilustração por CESÁH, 2024
A exposição “DESIGN FUTURES – Diálogo de Gerações” , estará patente no dia 10 de agosto na sala Ocean Made do Pavilhão de Portugal na Expo 2025 Osaka.
Esta exposição que inaugurou pela primeira vez na Galeria da Faculdade de Belas-Artes em 25 de outubro de 2024, reúne projetos desenvolvidos pelo estúdio lisboeta SUSDESIGN – Design for Sustainability Studio & Research, integrando também a visão do novo laboratório Future Worlds Lab do CIEBA. Com base em seis eixos temáticos — desde os desafios climáticos à inovação social, passando pela regeneração, saúde, tecnologias digitais e novos modos de atuação — Design Futures é um manifesto que convida à reflexão e à ação, através do design.
Saiba mais aqui e em www.susdesign.pt
FACEBOOK:
https://www.facebook.com/reel/1594710704836492
INSTAGRAM;
https://www.instagram.com/reel/DNNggmEtxzZ/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=M2luMTBseGg0eWZu
Inaugura no dia 25 de outubro na Galeria Belas-Artes a exposição “DESIGN FUTURES – Diálogo de Gerações” com curadoria da professora designer Ana Mestre e com a participação de designers e investigadores de diferentes gerações. a exposição ficará patente até 25 de novembro.
_ Preview Institucional e Visita Guiada: 25 de Outubro com início às 10h
_ Cocktail de Inauguração: 25 de Outubro com início às 15h até às 18h
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
DESIGN FUTURES é um projeto apoiado pela Direção Geral das Artes do Ministério da Cultura.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
O projeto DESIGN FUTURES centra-se na criação artística e de conteúdos na área do design de produto, conceptualmente em torno de questões centrais ao discurso do design contemporâneo, tais como a sustentabilidade ambiental e as alterações climáticas, os novos materiais para a economia circular, e os avanços das tecnologias digitais no design.
A exposição pretende refletir sobre algumas das temáticas centrais do Design para a Sustentabilidade e Economia Circular, apresentando conceitos, pesquisas e projetos práticos, através de uma narrativa literária, visual e tridimensional e contando com contributos de designers e investigadores, que exemplificarão os temas apresentados.
Pretende-se mostrar ao público a importância do Design como facilitador de soluções transdisciplinares, não apenas o resultado físico do design (convencionalmente traduzido em peças e objetos), mas o seu processo mais amplo e o seu contributo para o paradigma emergente do Desenvolvimento Sustentável.
Curadoria:
Ana Mestre, nasceu em Lisboa (1978), é doutorada em “Sustainable Design Innovation” pela Universidade de Delft na Holanda. É professora auxiliar em Design de Equipamento na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e professora convidada na Loughborough University London. Tendo trabalhado na área do Ecodesign, Design para a Sustentabilidade e Economia Circular nos últimos 20 anos. Fundadora da SUSDESIGN – estúdio de design para a sustentabilidade, no âmbito do qual criou a CORQUE DESIGN. Possui um portfólio de mais de 50 exposições de design, em vários destinos internacionais. Em 2015, foi nomeada como finalista ao Prémio Português de Design. Em 2016, o comitê científico da fundação “La Triennale di Milano” nomeou e destacou o seu trabalho e exposição CORQUE#016, no âmbito da “XXI Trienal di Milano – Design After Design”. Entre 2020 e 2021 foi consultora especialista na área do Design para a Sustentabilidade e Economia Circular da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021.
que emoção! – exposição finalistas pintura 2023-2024
Ago 18 2025
29 JULHO > 23 AGOSTO 2025 I SALÃO DA SOCIEDADE NACIONAL BELAS-ARTES
Inaugura no dia 29 de julho, às 18h30, no Salão da Sociedade Nacional de Belas Artes, a exposição QUE EMOÇÃO! – Finalistas Pintura 2023-2024. A exposição ficará patente até 23 de agosto.
Será, no mesmo dia, lançado o catálogo da exposição.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário
2ª a 6ª: 12h/19h
sábado: 14h/19h
Que EMOÇÃO?
Sabemos o que é uma EMOÇÃO. Diversas ciências deram contributos nesse esclarecimento. De um modo sucinto, a EMOÇÃO é uma resposta complexa do organismo a um estímulo. Sabemos também que as emoções são cruciais para a nossa sobrevivência. Segundo Paul Ekman, existe um conjunto de emoções primárias que desempenham um papel primordial, sejam elas: a tristeza, o medo, a alegria, a repulsa, a raiva ou a surpresa. Todas elas são determinantes nas decisões que tomamos e que podem ter impacto na manutenção, ou não, do nosso bem-estar.
Parece-me pertinente adicionar o seguinte: o que pode uma EMOÇÃO proporcionar? Sem dúvida, uma das possibilidades mais desafiadoras é o seu potencial transformador. Nesse sentido, a arte, enquanto processo que potencia emoções, tem o poder de construir; tem o poder de regenerar sujeitos e de, sujeito a sujeito, melhorar pequenas comunidades. Talvez por isso a arte seja tão hostilmente tratada, até mesmo amputada, por certos regimes. A arte é uma liberdade transformadora, para quem a faz, para quem a vê e para quem a apoia.
Uma exposição de finalistas é mais do que uma EMOÇÃO: é um fim e um começo, é uma alegria e um susto, é satisfação com o passado e expectativa com o futuro – mas não será o futuro sempre expectante? … Que EMOÇÃO, esta é uma EMOÇÃO sentida com o corpo todo, é a EMOÇÃO de concluir a obra, a EMOÇÃO que a obra produz, a EMOÇÃO de a partilhar, a inquietação e o desassossego de ter terminado um ciclo de ensino.
Regressemos à exposição, à partilha, à razão de ser ou de produzir. Neste contexto, temos a EMOÇÃO do artista e a EMOÇÃO do público, ambas com o corpo todo, ambas com os tempos todos… mas peço-vos… esqueçam o instante. O humano não domina o instante. Apreciem, desfrutem, experienciem, contemplem. Os modos podem ser diversos, mas a EMOÇÃO, se se permitirem, pode ser grande. Consequentemente, a experiência, a EMOÇÃO mais transformadora, poderá ser, não a de procurar o que faríamos, mas a de encontrar o outro no que está diante de nós. A EMOÇÃO do eu está ontologicamente garantida e a arte pode ativar a EMOÇÃO com e pelo outro, encontrando-o no reconhecimento de procedimentos, de cores, de formas, de assuntos, relacionando-se corpo a corpo – o nosso corpo e o da obra. Neste diálogo, podemos pedir à obra que complete a EMOÇÃO que nos falta. Por um curto tempo que seja, permitam-se perderem-se com a obra e encontrar um território comum. Um território que, certamente, contribuirá para a descoberta de uma EMOÇÃO que será a razão de ser.
A EMOÇÃO tem a capacidade de compreender o passado, mas também tem o poder de transformar o que há de vir. Esta exposição é um balanço, não apenas para quem a vem ver, mas, sobretudo, para quem a produz – aquele que, ao recuar de costas para ganhar velocidade e aumentar a amplitude do salto que pretende fazer, conseguirá chegar mais longe. É assim que estes jovens artistas chegam a esta emblemática sala de exposição da cidade de Lisboa. As suas obras são heterogéneas como a celebração o exige, as dimensões, as técnicas, os formatos, as cores e os suportes, contêm as vontades de cada um destes artistas, incluem todas as suas EMOÇÕES, que se manifestam de diferentes modos, mas que têm um denominador comum: uma intensidade e uma energia máxima.
Não posso falar apenas de Pintura para me referir a esta exposição dos alunos da Licenciatura de Pintura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Aqui, a pintura é um território que se constrói adicionando diferentes perspetivas, segundo um entendimento inclusivo. Criar é muito difícil e os limites devem ser os de cada sujeito singular, uma vez que a liberdade criativa tem de estar garantida. Se a pintura nos escapa no suporte, encontramo-la na cor; se nos escapa na matéria, é segurada pelo pensamento; se divaga do plano, reconhecemo-la na forma.
Estes alunos começaram esta licenciatura, maioritariamente em setembro de 2020, tendo iniciado o seu ciclo de estudos num dos mais singulares momentos da nossa história recente porque, no início do seu percurso académico, ficaram em casa. O ensino à distância dominou uma parte significativa dos seus estudos e, nesse período, a partilha de EMOÇÕES foi afetada e a aprendizagem em grupo, perturbada. Mas, em resposta a essa circunstância, o reencontro com a dimensão física – do toque, da matéria, do sorriso e do abraço – transformou-se em obra e matéria criativa, participando destes percursos de ensino-aprendizagem. Estes são sempre singulares, à semelhança do que acontece com a produção em arte, que afirma o carácter autoral e diferente de cada autor. Com ele se expõe e se dá a ver a EMOÇÃO que afeta cada um na sua procura e no seu desassossego pessoal, revelando o que Darwin associava a uma fragilidade social e cultural. Aqui, reescreve-se permanentemente o sentido da EMOÇÃO, na medida em que ela é sempre experienciada e partilhada na máxima intensidade e autenticidade.
Quando ao título da exposição (Que emoção!) adicionamos o título deste texto (Que emoção?), fica estabelecida uma citação direta a uma conferência que George Didi-Huberman pronunciou a 13 de abril de 2013, no teatro Montreuil, nos arredores de Paris. Neste sentido, a diferença na pontuação que distingue as duas frases amplia a experiência emocional. Se, por um lado, o ponto de exclamação se materializa numa entoação de excitação, entusiasmo ou surpresa, podendo constituir uma EMOÇÃO intensa e positiva, a frase na interrogação, por outro lado, formaliza uma questão, procurando identificar, quer o tipo de emoção ali presente, quer alguma dúvida e curiosidade que ela possa suscitar. Em suma, o uso destes dois sinais de pontuação cria um conflituante território de posicionamento, que convida a uma ampliação experiencial – que EMOÇÃO.
Nuno Sousa Vieira junho de 2025
min min lights, part l — exposição de maria leonardo cabrita
Ago 10 2025
07 > 27 AGOSTO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 7 de agosto, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Min Min Lights de Maria Leonardo Cabrita.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a 6ª – 11h00 às 17h00; sábado – 11h00 às 16h00
Min Min Lights é um fenómeno luminoso noturno observável no deserto australiano, na região de Outback.
Estas aparições têm sido descritas como uma ou várias esferas de luz que surgem em movimento perto da linha do horizonte. Os relatos mais antigos entre os colonos remontam a 1918 quando um local declarou à polícia ter sido perseguido por uma luz sinistra durante uma viagem nocturna a cavalo. Nas diversas culturas dos aborígenes da região, contudo, o fenómeno faz parte de uma narrativa mais antiga, pertencente ao Tempo dos Sonhos, onde a realidade, os mitos e o espírito se entrelaçam.
Em 2002, o neurocientista John D. Pettigrew propôs uma explicação científica, classificando as Min Min Lights como miragens atmosféricas resultantes de refracções térmicas. Apesar desta elucidação, no entanto, o fenómeno continua a suscitar múltiplas interpretações revelando uma resistência colectiva à sua resolução.
Em 2024, Maria Leonardo Cabrita parte até às origens geográficas do fenómeno. Esta exposição apresenta os fragmentos desse percurso: A documentação do território australiano, arquivos e testemunhos de quem as viu, ouviu ou sentiu; objetos inspirados por encontros com o inexplicável; reflexões visuais e sonoras que dão corpo ao invisível. Tal como os observadores, a sua pesquisa acabou por levantar mais questões do que respostas. Min Min Lights parte I, reúne assim uma primeira busca a estas indagações. É uma exposição que convida a habitar o enigmático, assumindo-se no limiar do documentário e da ficção, da ciência e da imaginação.
entre ruído e movimento
Jul 29 2025
10 JULHO > 02 AGOSTO 2025 I ZARATAN ARTE CONTEMPORÂNEA
ari sendim, ISABEL MEDEIROS, VASCO LIMA, ANA ALMEIDA, DANIELA GRANCHAS, FÁBIO DUARTE, MARTIM FERNANDES, RITA SANTOS, TERESA MORGADO
PERFORMANCES/CONCERTOS | 10 Julho, 17h00
VISITA GUIADA | 10 de Julho, 16h30
HORÁRIO: 4ª a domingo – 16h00 / 20h00
Organizada numa parceria entre a Zaratan – Arte Contemporânea, a Pós-Graduação Arte Sonora: Processos Experimentais e a Associação Goela, Entre Ruído e Movimento apresenta os projectos desenvolvidos no âmbito da 8ª edição da Pós-Graduação da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
A exposição aborda a arte sonora a partir de uma variedade de ângulos disciplinares e concretizações formais reunindo um conjunto heterogéneo de composições sonoras, instalações interactivas, peças audiovisuais e outras experimentações multimediais que reflectem a volta do som enquanto médium criativo.
Complementa a exposição uma série de 5 performances sonoras de copo d’água, Mersez, Rita, Calor Extremo e Martim Fernandes, a decorrer no dia 10 de Julho a partir das 17h00.
Sempre no dia da inauguração, haverá uma visita guiada (às 16h30) conduzida pelos próprios alunos e professores da Pós-Graduação, que conta com a presença de um intérprete em Língua Gestual Portuguesa.
“Para alguns, ruído é um som desagradável, um sinal imprevisto, para outros, interferência no sistema, desvio e resistência. Entre o ruído das massas e o movimento da terra nascem os ventos que mudam o instante das luzes. Entre o Ruído e o Movimento pode estar a mais bela decisão da história, a sinapse mais correta e justa que acerta o momento, a energia que distorce a linha reta. A mão fechada que gira em torno do nada, não é chamada à razão, é somente o quadrado da semântica gratuita dos dias.
Mas aqui levantam-se as cores do mundo, o ruído cromático dos movimentos emancipados e de todos os manifestos por fazer. As palavras são poucas neste agito, necessitamos do rio que corre ao contrário, de rotações lentas que incomodam os apressados. O movimento que nos une, esconde o ruído ténue da pedra, o gesto suave que modela a corda. Na leveza das horas que entretanto esquecemos, encontramos a sua natureza. A obscura imagem da memória, o leve silvo das canas e lençóis que branqueiam o ar. As peças deste sistema cheiram à luz que nos ilumina.”
F.F.
ORGANIZAÇÃO/CURADORIA | Daniel Antunes Pinheiro, Diogo Melo, Fernando Fadigas
CARTAZ | Afonso Matos
LINKS | @arte.sonora.experimentais @fbaul @associacaogoela @zaratan.arte.contemporanea
APOIO | República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes
entre linhas
Jul 20 2025
15 > 25 JULHO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 15 de julho, às 18h30, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Entre Linhas.
A exposição Entre Linhas reúne os projectos dos finalistas do curso de Pós-Graduação em Ilustração e Narrativa Visual* do Departamento de Desenho da FBAUL.
Fechando a 3a edição deste curso, dá-se assim a conhecer a diversidade do trabalho desenvolvido por este grupo de estudantes mas também as experiências motivadas pelas propostas das docentes responsáveis Alice Geirinhas, Joana Mosi, Susana Oliveira e Manuel San-Payo, e dos professores convidados António Jorge Gonçalves, Constança Saraiva e Lígia Fernandes e Mariana Carrolo.
A exposição estará aberta na Galeria da FBAUL de 15 a 25 de Julho de 2025, e conta com a participação de:
Amanda Góss
António Domingues
Carolina Ganhão
Catarina Santos
Catarina Serafim
Inês Matias
Íris Oliveira de Sousa
Lucia Saavedra Cacho
Maria Felício
Maria Pratas
Mariana Almeida
Nicole Cerveira
Nuno Almeida Martins
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente. Autoria da imagem da exposição de Catarina Serafim.
* A Pós-Graduação em Ilustração e Narrativa Visual é um curso oferecido no âmbito do programa “Impulso Adulto” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
reborn mosaic — exposição de isabel bentes
Jul 13 2025
09 > 17 JULHO 2025 I CORREDOR LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 9 de julho, às 18h00, no corredor Lagoa Henriques, a exposição REBORN MOSAIC de Isabel Bentes. A exposição ficará patente até 17 de julho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A exposição REBORN MOSAIC, celebra a riqueza visual e sensorial da arte através de materiais como a cerâmica e o vidro. As peças revelam formas e texturas entrelaçadas, numa fusão de sustentabilidade, estética e inclusão, explorando a arte milenar do mosaico enquanto expressão atual, coletiva e transformadora.
Isabel Bentes (Lisboa, 1975), vive e trabalha no Montijo. Formada em Arquitetura em 1999, redescobriu a cerâmica vinte anos depois, em Maastricht, nos Países Baixos. De regresso a Portugal, em 2022, iniciou o mestrado em arte e ciência do vidro e da cerâmica, na unidade de investigação – VICARTE, aprofundando o seu percurso artístico e técnico.
As obras reunidas nesta exposição refletem formas distintas, moldadas pela ação humana em simbiose com a natureza. A arte emerge assim como um gesto aberto, acessível e integrador. Destaca-se a instalação ALVO, resultado de uma colaboração entre duas comunidades e diferentes gerações. Criada com materiais reciclados, esta obra coletiva expressa de forma exemplar o potencial da arte inclusiva, feita por todos e para todos.
VI BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA 2025 POLO FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA_Diálogo como Causa
Jul 09 202512 JUNHO > 12 JULHO 2025 | GALERIA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
VI BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA 2025
POLO FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Diálogo como Causa
“Um quadro não pode mudar as coisas, ele mostra as coisas, é tudo”
Kerry James Marshall
Em 2025 a VI BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA/ Bienal de Causas vem até à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Com este polo da bienal pretende-se diferentes diálogos: geracionais, de artes, de geografias, de formas de olhar a arte e para o mundo. Em uma época que predomina o monólogo propomos o desafio do diálogo como uma causa contemporânea. A arte resulta da capacidade dos artistas observarem o mundo e neste polo cada artista envolve-nos na sua visão muito particular de olhar o Tempo que partilhamos. De 12 de junho a 12 de julho este polo pode ser visitado na Galeria da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Curadoria: Artur Ramos e Luís Jorge Gonçalves
Artistas participantes:
Agostinho Santos; António José de Carvalho; Balbina Mendes; Bárbara Cabral; Cláudia Matoos; Domingos Loureiro; Felícia; Fernando Quintas; Filomena Silva Campos; Helena Elias; Helena Lehrfeld; Henrique Costa; Isabel Babo; João Catarino; João Paulo Queiroz; Jorge dos Reis; Manuel Gantes; Micaela Andoni; Miguel Serafim Da Silva; Nazaré Álvares; Olavo Costa; Rui Costa; Rui da Graça; Sabrina Carreira
urban creativity — territory
Jul 01 2025
03 > 05 JULHO 2025 I FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Territórios ideológicos, físicos, disciplinares. Território privado e público. Território das artes, território das ciências. Fronteiras como convenções, abstrações, pessoais ou coletivas. Definir fronteiras, ultrapassar fronteiras, diluição de fronteiras. Território político, comunitário, liberal, democrático. Ausência de território, materialismo, niilismo material. Território do graffiti: quando termina o graffiti “histórico” e começa o graffiti “moderno”? Onde estão os limites do território “urbano”? O que pode ser definido como “o território do utilizador”? Arte e Lugar — não estarão no mesmo território da Arte Pública?
Estas entre muitas outras são questões que procuramos ver respondidas através de uma programação sólida de apresentações, tanto presenciais quanto online, com um equilíbrio bem conseguido entre qualidade e quantidade. Além disso, haverá um conjunto de atividades paralelas a decorrer, projecção de filmes e exposições. Com o apoio FBAUL/ CIEBA e YYCS em diálogo com as nossas publicações regulares.
Informações atualizadas sobre o programa e publicações associadas em: https://journals.wisethorough.com/index.php/uc/index/
resistência ou estudos de dinâmica de corpos transientes
Jun 25 2025
31 MAIO > 28 JUNHO 2025 I GALERIA DA BIBLIOTECA E ARQUIVO DO MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
Resistência ou Estudos de Dinâmica de Corpos Transientes
Instalação vídeo, monocanal, estéreo, 17’08’’, 2025
Rogério Taveira
Resistência ou Estudos de Dinâmica de Corpos Transientes constrói-se como vídeo experimental que dá corpo à exposição homónima, concebido a partir de um processo dialógico de escuta e coautoria com as comunidades do Canal Caveira e do Lousal.
Este território, marcado por camadas estratificadas de extração e abandono, encarna uma presença espectral: resíduos materiais da industrialização mineira que persistem como vestígios intensivos, instaurando um campo de resistência ontológica onde o passado recusa ser aniquilado. A paisagem, a memória e o mito entram em tensão produtiva, compondo uma vibração contínua entre o visível e o latente, não como síntese conciliatória, mas como regime de fricção. Neste espaço, as camadas históricas, materiais e afetivas coexistem de forma irresolúvel, operando como agenciamentos dissonantes de resistência, em constante renegociação e ressignificação. As imagens convocadas não funcionam como registos documentais, mas como ativadores de um tempo espectral. Pinturas naturalistas, flores artificiais e fotografias de arquivo do início do século XX operam como fragmentos visuais em suspensão, oscilando entre o desejo de fixação e a instabilidade própria da matéria-tempo. Estruturado em quatro movimentos, o vídeo desenrola-se como um compósito de ritmos e intensidades, explorando possibilidades interrompidas, trajetórias não lineares e corpos transientes.
Estes corpos, singulares, coletivos e territoriais, recusam a linearidade das narrativas hegemónicas e abrem espaço para uma política do sensível que se afirma na fricção e na duração. Propõem uma estética da insistência. Resistir, neste contexto, não implica confronto direto, mas sim a capacidade de habitar os interstícios, persistir na margem, no inacabado, no que escapa à fixação. A revolução não se manifesta como rutura, mas como rotação, movimento contínuo, por vezes impercetível, mas profundamente transformador. Propõe-se, assim, uma prática sensível e política que questiona os modos de ver, ouvir e estar com o outro, num ensaio visual onde o que permanece em ruína também pulsa como potência.
Horário:
2ª a 6ª – 9h30/19h
sáb. – 10h/13h
feixe de temporalidades. tecer, tingir, moldar, gravar, ritmar
Jun 25 2025
06 > 30 JUNHO 2025 I CÂMARA MUNICIPAL DE ARRAIOLOS
Inaugura no dia 6 de junho, às 18h00, na Câmara Municipal de Arraiolos, a exposição internacional com a designação: Feixe de Temporalidades. Tecer, tingir, moldar, gravar, ritmar, no âmbito do evento “O Tapete está na Rua”. A exposição congrega cerca de 40 artistas (docentes e estudantes) de quatro instituições do ensino artístico superior, desdobrando-se num novo ciclo expositivo, em Outubro, no CITA, e transitando depois para Espanha, Polónia e Itália.
A exposição ficará patente até 30 de junho.
Também hoje, será lançado um livro com o mesmo título que integra ensaios de autores especializados na fenomenologia do tempo, designadamente Pedro Alves, Alexandra do Carmo, Emília Ferreira, António de Sousa Dias, Fernando Rosa Dias, e docentes de artes, portugueses e estrangeiros, que refletem sobre a temporalidade inerente aos atos criativos. Também se realizará, no dia 28 de junho, a propósito da temporalidade nas artes e na filosofia, um ciclo de Conferências, no Salão Nobre da Câmara de Arraiolos.
A realização do projeto e a coordenação do livro são do docente da FBAUL José Quaresma.
Excerto da Introdução do livro:
“Este projecto artístico, estético e fenomenológico tem como centro de irradiação a Vila de Arraiolos, transitando, sucessivamente, para Espanha (Granada), Polónia, (Lodz) e Itália (Bologna). A escolha de Arraiolos como lugar principal da sua manifestação, colhe a sua razão de ser na autenticidade, riqueza patrimonial e singularidade desta Vila do Alto Alentejo, por contraste com os grandes centros urbanos e a dromologia que os caracteriza, isto é, a precipitação dos ritmos e tempos de experiência da vida quotidiana. Simultaneamente a esta orientação, pretende-se realizar uma aproximação subtil ao tema “por vir” da Capital Europeia da Cultura em 2027: Évora e a questão do VAGAR.
Por estes motivos, propõe-se uma intensa reflexão artística e fenomenológica sobre a lenta formação da temporalidade para quatro modalidades artísticas e artesanais, mas também mitológicas e alquímicas: tecer, tingir, gravar, moldar.”
unidos venceremos! escultura pública participativa
Jun 25 2025
31 MAIO > 28 JUNHO 2025 I BIBLIOTECA E ARQUIVO MUNÍCIPIO DE GRÂNDOLA
Unidos Venceremos! Arte e Comunidade em Debate é uma iniciativa no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, promovida pelo município de Grândola, que explora a relação entre o passado e o presente do bairro SAAL Unidos Venceremos no Canal Caveira, e como a arte e o espaço público são o meio de mediação para valorizar a cidadania e fortalecer a democracia.
O projeto visa destacar a arte pública como prática socialmente comprometida e como ferramenta para enfrentar questões sociais, urbanas e ambientais que afectam particularmente a aldeia de Canal Caveira.
Através de processos de co-criação, reunindo uma equipa multidisciplinar de investigadores, alunos e artistas, os moradores tornam-se agentes ativos na transformação do seu próprio território, utilizando a arte como meio para expressar as suas preocupações, esperanças e visões para o futuro.
O projeto culmina na criação de uma obra de arte pública na aldeia de Canal Caveira, que servirá como símbolo da identidade local, da memória coletiva e da luta histórica da comunidade, ao mesmo tempo que reforça a importância da participação cidadã como meios de transformação social.
re_memorar — encontros entre arte e psicologia
Jun 25 2025
14 > 28 JUNHO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 14 de junho, às 19h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Re_Memorar — Encontros entre Arte e Psicologia, que ficará patente até 28 de junho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Artistas: Ângela Fonseca; Arminda Leite; Carolina Mendonça; Conchita Calvo; Inês Quitério; Tomás Serrão
Alunos de Psicologia: Gabriel Galante; Raquel Santos; Maria Eduarda Dourado; Leonor Marques; Catarina Martins
O projeto insere-se no contexto de uma investigação doutoral na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Málaga, cujo foco principal é a exploração da neuropsicologia da memória como fonte de inspiração na arte contemporânea.
No âmbito desta investigação, realizou-se uma estadia na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, onde se desenvolveu um projeto de curadoria que promove a colaboração entre estudantes de Belas Artes e Psicologia. O projeto iniciou-se com uma apresentação dirigida aos estudantes de Belas Artes, na qual se partilhou a obra artística e se explicou como esta se inspira em conceitos neuropsicológicos relacionados com a memória.
Posteriormente, realizou-se uma palestra semelhante para os estudantes do mestrado em Psicologia. Estas sessões iniciais serviram para introduzir as bases teóricas e artísticas do projeto, bem como para recrutar voluntários interessados em participar. Após a formação de equipas compostas por estudantes de ambas as faculdades, realizaram-se reuniões colaborativas onde se partilharam ideias, perspetivas e conhecimentos.
Este intercâmbio interdisciplinar resultou na criação conjunta de obras que refletem aspetos tanto artísticos como psicológicos relacionados com a memória. As peças produzidas estão programadas para serem expostas em junho do presente ano. Este projeto segue a linha de um trabalho anterior realizado na Universidade de Málaga (UMA), onde também se promoveu uma colaboração interdisciplinar entre estudantes. A experiência prévia permitiu aperfeiçoar a abordagem metodológica e fomentar uma interação enriquecedora entre disciplinas aparentemente distantes, mas profundamente conectadas.
condição humana /// fauna e flora
Jun 25 2025
16 > 29 JUNHO 2025 I PALÁCIO DO ALEGRETE
Fauna e Flora e a Condição Humana são duas exposições que agrupam o trabalho dos alunos finalistas da Licenciatura de Escultura de 2025 da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Condição Humana – folha de sala
A exposição Fauna e Flora inaugura no dia 16 de junho e ficará patente até 22 de junho, a exposição seguinte, Condição Humana, inaugura no dia 23 de junho e fica patente até 29 de junho.
O Palácio do Marquês do Alegrete, também conhecido como Quinta Alegre, é um espaço cultural com excelentes condições para o desenvolvimento de um projecto de escultura integrada — a arte em diálogo com a arquitectura e a sua história. Um lugar com qualidades únicas para esta mostra, não só por o palácio beneficiar de uma implantação privilegiada que oferece ao observador uma abertura à paisagem muito particular na cidade de Lisboa, um lugar onde ainda se reconhecem os jardins, o pomar, a horta e a mata, características de organização de quinta de recreio do século XVIII nos arrabaldes de Lisboa, mas também porque hoje esta quinta é um refúgio para a afirmação da plena cidadania numa área urbana complexa e desqualificada pelo processo de urbanização informal da segunda metade do século XX.
a designer at the end of….
Jun 15 2025
24 JUNHO 2025 > 10H/19H I SALA 4.05
Mostra Design de Comunicação VI – alunos finalistas 2024/25
A expressão “A designer at the end of…” – título desta mostra informal e do projecto desenvolvido pelos alunos na disciplina de Design de Comunicação VI – pode ser entendida como uma revisitação da retórica pós-modernista de declaração do “fim de tudo”. Usada enquanto reconhecimento de profundas mudanças em curso, não necessariamente terminais ou dramáticas, podemos ainda entender o “fim de tudo” enquanto estratégia de comunicação eficaz – porque mediática –, para a validação de um novo “pós-qualquer-coisa”.
Nesta prática que também é uma disciplina e que também é profissão difícil de definir, no último semestre de uma licenciatura, apontámos o dedo ao designer, como alvo colateral aparentemente mais tangível. Afinal, como se posiciona este sujeito perante as forças sociais, culturais, políticas e económicas que moldam e definem aquilo que estuda e pratica? Como se prepara ele para enfrentar estes vários fins? E como se prepara um estudante finalista para ocupar esse lugar?
Tendo por mote um conjunto de palavras que funcionam como variações à conclusão da frase “A Designer at the End of…”, os alunos posicionaram-se perante as problemáticas actuais da cultura da disciplina (equacionando como ambicionam participar nestas e em que moldes), sem se alhear do papel do designer enquanto cidadão de um mundo em crise, repleto de “fins” com vários tempos, geografias e expressões, entre optimismos e pessimismos vários. No fundo, procurou-se projectar em torno de uma ideia de futuro, nomeadamente aquele que já se antevê e reconhece no final de uma licenciatura.
18ª edição gab-a galerias abertas das belas-artes
Jun 06 2025 
6, 7 e 8 de JUNHO 2024 > FBAUL ABERTA AO PÚBLICO
Durante o fim de semana de 6, 7 e 8 de JUNHO de 2025 a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vai acolher a 18ª edição das GAB-A / Galerias Abertas das Belas-Artes.
Entrada livre
Horário:
6 de junho – 18h-20h
7 e 8 de junho – 14h-20h
Este evento é passível de ser fotografado, filmado e posteriormente divulgado publicamente.
As GAB-A são, simultaneamente, um fórum de discussão e mostra de jovens artistas, de produtos de investigação artística e de obras em contexto de ensino superior artístico público, integradas no espaço físico onde são pensadas e produzidas. Não é uma exposição numa galeria, museu ou centro cultural. É a abertura dos espaços de trabalho e de investigação artística que a Faculdade de Belas-Artes encerra, num espírito de ateliê aberto.
As GAB-A são um evento de partilha aberto ao público, cujo sucesso depende da vontade dxs seus/suas participantes e das suas ambições. É um espaço informal, pontuado pela presença de jovens criadores. Um fórum / feira, onde se ensaiam questões pragmáticas como o contacto com o mercado artístico; a constituição de grupos e/ou de projetos ou a definição de estratégias para ações futuras. É um momento que se alicerça na troca de experiências, na aprendizagem e na aplicação de conhecimentos.
Nesta edição, o Pop-up de vendas decorrerá dia 5 de junho. O objetivo é proporcionar às vertentes artísticas em questão um espaço democrático, afeto ao propósito da venda, de maneira a que este não interfira com o bom funcionamento das GAB-A. Quando falamos de local de vendas, falamos de um espaço onde xs alunxs terão a oportunidade de comercializar o seu merchandising como stickers, brincos, cerâmicas utilitárias, etc. Nos dias 6, 7 e 8 de junho, durante a mostra dos trabalhos, xs alunxs terão a oportunidade de apresentar os seus trabalhos e projetos artísticos desenvolvidos ao longo dos semestres, sendo também estes passíveis de serem vendidos.
Nas GAB-A não há seleção de obras nem de participantes por qualquer entidade que não o próprio autor. Dá-se, assim, a possibilidade a cada estudante de testar a sua capacidade de decisão, de autocrítica e de autonomia. Todxs xs alunxs são convidadxs a participar. As GA-BA procuram criar um ambiente de fórum de arte contemporânea, no centro da sua origem (o próprio local de aprendizagem e de investigação), o que propicia a elaboração de questões sobre a arte e o papel que esta desempenha no mundo. Nas GA-BA estabelecem-se pontes entre todos os ciclos de ensino. Ao lado de um licenciando, podemos encontrar um mestrando ou um doutorando.
Estão convidados a participar todxs xs alunxs da Faculdade de Belas-Artes de todos os cursos e de todos os ciclos de estudos.
Os formulários para INSCRIÇÃO nas diferentes vertentes, encontram-se no LINK e na descrição do Instagram das GAB-A (@galeriasabertas2025).
heritales awards – international heritage film festival
Jun 05 2025
05 > 08 JUNHO 2025 I ALMADA
Inaugurou no dia 7 de maio na Biblioteca da Universidade Nova de Lisboa, Campus de Caparica, 2829-516 Caparica a exposição dos troféus realizados por alunas e alunos do Mestrado de Ciência e Arte do Vidro e da Cerâmica VICARTE (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) para atribuir aos vencedores do Festival Heritales – International Heritage Film Festival. A exposição conta com a curadoria da professora Helena Elias (FBAUL-VICARTE), da professora Marta Castelo (FBAUL-VICARTE) e do professor Fernando Quintas (FBAUL-VICARTE).
As peças artísticas da VI edição do Festival Heritales, 2024-2025, estão dedicadas ao lema o “Papel da paz na comunidades sustentáveis”, que conta com o apoio da Cátedra UNESCO Educação Para a Paz Global Sustentável da Universidade de Lisboa. São da autoria da Vera Andrade, Miranda Winter, Kasia Lendzion e do Igor Minin, jovens artistas do Mestrado de Ciência e Arte do Vidro e da Cerâmica VICARTE (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa).
A mostra inclui ainda várias esculturas dos prémios atribuídos para o festival de 2022, visto a circunstância especial do período de confinamento da SARs-Covid não ter permitido que alguns dos troféus chegassem aos respetivos autores premiados.
O Heritales – VI International Heritage Film Festival realiza-se nos dias 5, 6, 7 e 8 de junho, com a atribuição dos troféus no dia 6 de junho, às 17h00, na Biblioteca da FCT-NOVA.
5 junho: Centro Cultural Fernades Mendes Pinto
6 junho: FCT-Nova Library Monte da Caprica
7 junho: Biblioteca Municipal de Almada
8 junho: Jardim do Castelo de Almada
renature
Jun 04 2025
02 > 06 JUNHO 2025 I SALA 4.20
ReNature é uma exposição dos alunos do Mestrado de Design para a Sustentabilidade da FBAUL, que tem como objetivo sensibilizar e inspirar a inovação utilizando o biomaterial da raiz do cogumelo (micélio). Inclui a demonstração do material, a partilha de ideias e o concurso “Grow Your Design”, convidando todos os alunos a explorar e a enfrentar desafios ecológicos e de design.
모름 Morum – Exposição de artistas coreanas em Portugal
Jun 04 2025
02 > 06 JUNHO 2025 I CISTERNA BELAS ARTES
Inaugura no dia 2 de junho, às 17h00, na Cisterna das Belas-Artes, a exposição 모름 Morum, de artistas coreanos em Portugal.
Artistas: Cho Sejin, Choi Kyeong Hwa, Chung Sun Kyung, Hyun Sujin, Jiôn Kiim, Kim Hana, Bae Gongju e Summer Cho
Organização: Lu.Co – Grupo de Artistas Coreanos em Portugal
Curadoria: João Pedro Amorim
Um grupo de artistas coreanas a viver em Portugal propôs-se a reunir os seus trabalhos numa exposição. A partir dessa condição diaspórica comum – uma mesma origem, e um destino partilhado –, a exposição 모름 / Morum surge como oportunidade para experimentar jogos de aproximação e distanciamento, de procurar ecos e desvios. O que persiste da sua origem? E de que forma o lugar em que vivem afeta a sua expressão artística? Reunindo metodologias, plasticidades e preocupações distintas, esta exposição revela trabalhos que nuns casos operam uma renovação da tradição artesanal coreana e, noutros, exploram plasticidades contemporâneas. Em comum, estas obras promovem o questionamento de noções fixas de identidade e a afirmação do deslocamento geográfico e cultural enquanto movimento produtor de sentido. Mais do que respostas definitivas, esta exposição propõe um diálogo visual no qual a identidade se afirma como um constante devir, como movimento fluído e híbrido.
Apesar de vivermos em sociedades cada vez mais globalizadas – e por isso, homogeneizadas –, é possível ainda encontrar algumas especificidades culturais que funcionam como pontos de resistência. A linha orientadora do diálogo nesta exposição é o conceito de Morum (모름). Ao contrário das línguas europeias contemporâneas, em que termos como “ignorância” (do latim ignorantia) ou “unknowing” têm origem numa negação – in- e gnarus; un- e knowing – o coreano tem termos positivos e autocontidos como morum (모름) e as conjugações do verbo moreuda (모르다) (“não saber”) . Estas palavras afirmam o não-saber como um estado dinâmico de abertura para o desconhecido e para novas possibilidades que germinam no lugar daquilo que não se sabe. O não-saber foi inscrito pelo mito do racionalismo europeu como uma mera contingência provisória – o que não se sabe, não se sabe ainda. Essa revolução filosófica, científica e cultural combate a treva do não-saber. As luzes do esclarecimento irão, mais cedo ou mais tarde, iluminar a escuridão. Se o Iluminismo foi a origem de um pensamento universalizante sobre o mundo em que tudo deveria ser conhecido, na língua coreana resiste a dignidade do não-saber como estado natural, digno e até potencialmente elevado.
O Lu.Co – Grupo de Artistas Coreanos em Portugal – tem como missão criar uma plataforma de apoio, intercâmbio e diálogo entre artistas coreanos residentes em Portugal, promovendo novas perspetivas sobre a cultura coreana, com especial enfoque na arte contemporânea e nas práticas artesanais. Esta primeira exposição reúne obras de Cho Sejin, Choi Kyeong Hwa, Chung Sun Kyung, Hyun Sujin, Jiôn Kiim, Kim Hana, Bae Gongju e Summer Cho. Esta iniciativa conta com o apoio da Embaixada da República da Coreia em Portugal, da Agência de Coreanos no Estrangeiro e da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.