Exposições
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corpo de pedra — exposição de diana carvalho
Out 28 2025
09 > 30 OUTUBRO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 9 de outubro, às 17h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Corpo de pedra de Diana Carvalho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário; 2ª a sábado – 11h/19h
Prestação permanente; labor; lavor; bolo vitória; corpo de pedra; o fiasco do fumo pelos intervalos do riso; corpo de imagem; a parte pelo todo; modelos de tautologia; chove neve líquida; suspiro saborosos sonhos; cavidades escavadas; remendar por remendar; remendos grátis; estava a fugir e caí *. Não são palavras-chave, são fragmentos e pequenas partes de um todo, é assim que esta exposição se apresenta. Caminhos que vão dar a parte nenhuma, resíduos e excedentes de uma atividade passada, vestígios, pontos de vista alternados, paisagens. E a procura por um corpo que não está presente, mas sabemos que existiu. Existiu? O que sabemos do corpo que ali tombou são apenas as marcas no chão, o único testemunho da sua presença física. Vemos a concavidade marcada pela testa, cotovelos e joelhos. Dizem que o diabo ali caiu, sobre uma fraga, em São Salvador do Mundo.
Em Corpo de pedra, propõe-se uma série de objetos-imagem que partem de observações de espaços do quotidiano, pessoal e coletivo, numa procura pelo que está ausente, o que está em falta naquilo que vemos. Várias versões do que não é visível, do que desapareceu e foi silenciado, são parte de narrativas presentes nas peças, que ensaiam relações entre diferentes pontos de vista, o seu carácter autoral, e as ligações entre imagem e meio.
*lista de possíveis títulos para a exposição.
exposição no âmbito da cerimónia de jubilação do professor joão pais
Out 28 2025
24 > 30 OUTUBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
No dia 24 de outubro, às 11h00, no Auditório Lagoa Henriques, realizou-se a Cerimónia de Jubilação do Professor João Pais, com a sua Última Lição.
No âmbito desta cerimónia foi inaugurada uma exposição na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, que ficará patente até 30 de outubro.
A Cerimónia de Jubilação encontra-se integrada no programa das celebrações do Dia das Belas-Artes, que neste dia comemora o 189.º aniversário da sua fundação.
“coura, naturalmente” finalista do adce student awards
Out 21 2025
O projeto Coura, Naturalmente de Bernard Gerber, Pedro Matos e Mariana Esteves, alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é um dos finalistas da 2ª edição do concurso ADCE Student Awards, na categoria Brand / Communication Design.
Entre as mais de 300 candidaturas, 97 integram a shortlist, representando 35 prestigiadas escolas criativas de 12 países europeus.
Stefanie Huber (Diretora de Arte e Criativa da Suíça) liderou júri composto por 50 profissionais e docentes de 21 países europeus. A representar Portugal estiveram Judite Mota (diretora criativa independente e membro da Direção do CCP), Frederico Duarte (crítico e curador de design, professor da FBAUL) e Mafalda Quintela (diretora criativa da Mafalda&Francisco e membro da Direção do CCP).
Para além do projeto Coura, Naturalmente, integram a lista mais dois projetos de escolas portuguesas: PINHAIS Typeface by erre, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, na categoria Typography, e Impulso’25 by D+E, Escola Superior de Artes e Design, Politécnico de Leiria, na categoria Brand/ Communication Design.
Consulta a lista completa dos finalistas AQUI.
Os vencedores (Ouro, Prata e Bronze) serão anunciados no dia 19 de novembro, em Barcelona, na Gala ADCE Student Awards, que celebra a próxima geração de criativos durante ADCE Creative Week.
dia das belas-artes 2025
Out 15 202524 OUTUBRO 2025 *
No dia 25 de outubro a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a instituição de ensino artístico mais antiga de Portugal, comemora os 189 anos da sua fundação, então designada por Academia de Belas-Artes, da qual é hoje sucessora.
* As comemorações foram antecipadas para dia 24 de outubro, considerando que o dia 25 é um sábado.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
PROGRAMAÇÃO:
(sujeita a alterações)
10h00 — Recepção dos convidados (atuação da TUBA no Largo das Belas-Artes)
10h30 — Auditório Lagoa Henriques
Cerimónia de entrega de Troféus aos Docentes aposentados ou jubilados, com a presença do Presidente da Faculdade de Belas-Artes, Professor Doutor Eduardo Duarte
11h00 — Auditório Lagoa Henriques
“Última Lição” do Professor João Pais
12h00 – Galeria das Belas-Artes
Inauguração da exposição “Última Lição” do Professor João Pais
(Porto de Honra com atuação da TUBA)
14h00 – Biblioteca
Inauguração exposição Belas Artes. Uma História da Biblioteca
15h00 – Auditório Lagoa Henriques
Apresentação e lançamento do Concurso Prémios Manuel Cargaleiro
(Porto de Honra)
Exposições patentes:
Corpo de pedra de Diana Carvalho
09 > 30/10/2025
Cisterna
Horário: 2ª a sábado 11h/19h
Púlpito da Igreja de Santa Cruz de Coimbra, do Acervo de Escultura da FBAUL, na exposição temporária “Servir, a Única Pregação”
Out 09 2025
30 NOVEMBRO 2024 > 15 OUTUBRO 2025 I MUSEU DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA
O modelo didático do Púlpito da Igreja de Santa Cruz de Coimbra, pertencente ao Acervo de Escultura da FBAUL, está patente na exposição temporária Servir, a Única Pregação, que inaugurou no passado dia 30 de Novembro, no Museu do Santuário de Fátima.
Esta exposição estará patente até 15 de Outubro de 2025.
Púlpito da Igreja de Santa Cruz de Coimbra,
de Nicolau de Chanterene
(modelo didático)
Guido Battista Lipi, 1883-1884
Gesso moldado e ferro (estrutura)
Esta obra foi restaurada pela Prof.ª Marta Frade, juntamente com os seus alunos da FBAUL.
entre tecer — exposição de sara boia
Out 09 2025
07 > 14 OUTUBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 7 de outubro, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-artes, a exposição Entre Tecer de Sara Boia
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Entre Tecer, entretecer, que se entrelaça ao tecer.
A tecelagem manual, um dos ofícios mais antigos, consiste essencialmente em criar um plano maleável de fios, entrelaçando-os horizontalmente.
A tapeçaria surge através da utilização desta técnica para a criação de obras de arte que podem ser bidimensionais, ou tridimensionais nos dias de hoje. Esta arte foi, desde cedo, ligada à pintura pela sua representação pictórica, sendo a vertente bidimensional uma das características mais consideráveis. Este valor é quebrado com o contemporâneo, por diversos artistas que, de certo modo, desafiaram as fronteiras entre a tapeçaria e a escultura, bem como tantas outras áreas da arte.
“Much of the potency of textile art has been lost during centuries of efforts to produce woven versions of paintings, often based on cartoons of the great painters of the past” (Albers, 1995)
Entre Tecer é o resultado da investigação artística que teve início no final da Licenciatura em Escultura, e que se estendeu até ao Mestrado na mesma área.
Esta exposição emerge da vontade de compreender a tapeçaria enquanto construção tridimensional. Tem-se como objetivo encontrar princípios inerentes à disciplina da escultura, numa técnica tradicionalmente ligada à bidimensionalidade e à pintura. Por outro lado, existe a necessidade de utilizar este projeto como meio de destaque e valorização de artistas femininas, num mundo onde “Women have been excluded from innovative roles (…), except as ‘imitators’ and interpreters of male styles”. (Wood Conroy D., 1994)
2’43’’ _ galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos
Out 08 202518 SETEMBRO > 11 OUTUBRO 2025 | GALERIA DO PAVILHÃO 31 | HOSPITAL JÚLIO DE MATOS
Inaugura no próximo dia 18 de setembro, às 18h, a coletiva 2’43’’ na galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos.
Dois minutos e quarenta e três segundos é o intervalo médio entre a aterragem ou descolagem dos aviões que sobrevoam o Hospital Júlio de Matos, cujo ruído ensurdecedor marca a cadência da vida de quem o habita.
A exposição 2’43” reúne novas obras em fotografia de estudantes do Departamento de Arte Multimédia da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e de artistas residentes no ateliê da P28, associação que mantém uma galeria de arte contemporânea e um espaço de criação para artistas com experiência de doença mental naquele hospital.
Com a participação de
António Bezerra, Beatriz Barizon, Carlota Bento, Carolina Sul da Costa, Clara Pestana, Daniela Marques, Guilherme Albano, Immi Müller, Iris Buljević, Isabela Abate, João Afonso, Kim da Motta, Margarida Cruz, Margarida Portas, Maria Félix, Maria Tavares Trindade, Maria Vidal, Mariana Lucas Lopes, Nair Moreira, Nicolas Büttiker, Rafaela Pereira, Rita Pedro, Rita Robalo, Victória Lobo Vieira.
Curadoria
José Luís Neto com Ana Caria Pereira, Daniel Pinheiro e Rogério Taveira (Equipa FBAUL).
18 de Setembro a 11 de Outubro de 2025
Quarta-feira a Sábado: 14h00 – 19h00. Encerra feriados.
Galeria do Pavilhão 31 | Hospital Júlio de Matos
Av. do Brasil, nº 53 (junto à entrada pela Rua das Murtas)
corpo — memória
Out 08 2025
19 SETEMBRO > 11 OUTUBRO 2025 I PROCUR.ARTE
Inaugura no dia 19 de setembro, às 18h00, na Procur.arte, em Lisboa, a exposição corpo — memória de Beatriz Raquel Jardim, Carolina Maya, Davis Estrela, Diogo Néry Tomás, Julia Sarturi, Luca Zangrandi, madeleno, Pe Lozano e Rodrigo Cardoso. A curadoria da exposição é de Sergio Mah e António Júlio Duarte, em colaboração com os participantes da exposição.
A exposição ficará patente até 11 de outubro, dia em que se realiza a finissage entre as 18h00 e as 21h00.
Horário: 2ª a 6ª – 15h/19h
Esta mostra reúne trabalhos de nove fotógrafos-artistas que cursaram, entre Outubro de 2024 e Julho de 2025, a Pós-Graduação Discursos da Fotografia Contemporânea na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Ao longo de um ano lectivo os alunos frequentaram várias unidades curriculares que globalmente abrangem um horizonte alargado de temas e questões actuais do campo da fotografia, no qual se incluem aspectos históricos, estéticos e conceptuais.
Os trabalhos que aqui se apresentam contemplam vários universos pessoais e estéticos, mas evidenciam também distintas formas de exercer as possibilidades artísticas da fotografia: entre a representação documental e o registo subjectivista e plástico; entre o fotográfico, o escultórico e pictórico; entre a sugestão narrativa e a revisitação da memória. É de notar que as temáticas do corpo, e consequentemente a aferição crítica dos discursos normativos em torno do género, da sexualidade e das identidades culturais, sobressaem em muitos dos trabalhos incluídos nesta exposição. Mas a corporalidade é igualmente significativa no modo como os diferentes fotógrafos exercem a performatividade nos seus processos criativos de captação e montagem.
Sérgio Mah
laudato si
Out 02 2025
03 > 04 OUTUBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 03 de outubro, pelas 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Laudato Si de Mário Linhares e Sara Amado, com apresentação do livro Cântico das Criaturas, Cântico do Irmão Sol, de São Francisco de Assis, de Isidro P. Lamelas e Mário Linhares (coords.), edição da Caleidoscópio.
No sábado, dia 4 de outubro, a exposição estará aberta ao público entre as 11h00 e as 16h00.

Os trabalhos apresentados na exposição são inspirados no Cântico das Criaturas, poema escrito por São Francisco de Assis cerca de 1225. O livro é o resultado de um estudo exaustivo sobre o poema, coordenado por Isidro P. Lamelas (FT-UCP) na componente escrita, e por Mário Linhares (FBAUL) na parte artística. Conta ainda com a colaboração de Sara Amado (FAUL), que realizou uma série de trabalhos em tecido, e de duas partituras originais, criadas propositadamente para este projeto, da autoria de Paula da Costa Ferreira (FPUL) e de Alfredo Teixeira (FT-UCP). A apresentação do livro conta ainda com a presença da Professora Margarida Calado (FBAUL).
Se não é uma das mais belas flores poéticas da literatura cristã, é pelo menos uma das peças mais surpreendentes germinadas no jardim literário cultivado pelos mais destacados místicos de todos os tempos.
(Isidro P. Lamelas)
Se ilustrar é iluminar, ou seja, ajudar o texto a brilhar, então o peso da tarefa tornava-se desmedido. … De que novas imagens precisa este poema hoje?
(Mário Linhares)
Neste caminho, tornou-se claro que, de todas estas ações, deveria seguir o caminho da subtração. Como Francisco, não acrescentar, mas retirar. Desfiar, para ser mais sendo menos.
(Sara Amado)
A poética do louvor, com frequência, está associada ao canto festivo que enaltece as maravilhas do mundo. Por vezes, esse canto é ingénuo, porquenele não se abre ao que no mundo é dor e sofrimento.
(Alfredo Teixeira)
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
lições com cerejas
Set 27 2025 
03 MAIO > 30 SETEMBRO 2025 I TÁGIDE
Inaugurou no dia 3 de maio, no Tágide Art & Food a 3ª Mostra no âmbito do projeto Lições com Cerejas, com obras de Carolina Mendonça e Kai Barabash.
Este projeto iniciado em julho de 2024 é o resultado do acordo de colaboração entre o Tágide Art & Food e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos alunos da FBAUL, em contexto formativo, projeto com a coordenação da Professora Cristina Branco.
As 1ª e 2ª Mostras inauguraram em 2024 e estão disponíveis AQUI.
Na tertúlia imaginária no restaurante Tágide, prosseguem as conversas vadias sobre aprendizagem. Ao mestre Agostinho da Silva juntam-se Maria Montessori, Joseph Beuys e as alunas Carolina Mendonça e Kai Barabash, num encontro onde se revela que, num ensino dinâmico, todos aprendem com todos.
Montessori relembra o papel do educador como observador-aprendiz, que ajusta o ambiente às descobertas da criança. Beuys defende a criação partilhada como meio de transformação, onde mestre e discípulo se influenciam mutuamente. Agostinho sublinha que, ao libertar o aluno, o educador também se liberta, aprendendo com a individualidade de cada ser.
Carolina traz à conversa duas esculturas, Ligações e Sobre Nós, que unem arte e vida num gesto de conexão humana. Kai apresenta pinturas feitas de sombras coloridas, convidando-nos a Abrir os olhos ao quotidiano simples — uma simplicidade que conduz à paz interior, como em Amanheço-Anoiteço.
Nesta troca viva entre mestres e aprendizes, a educação revela-se como caminho coletivo de criação, transformação e liberdade.
Para fomentar este projecto foi criada uma página na rede social Instagram @des-TAKA-
Cristina Branco
Maio 2025
tuuui trrrrrrrrrrrrrrrrrrr, de james webb
Set 27 2025
18 JULHO > 04 OUTUBRO 2025 I MAC-CCB /// RÁDIO-GALERIA ANTECÂMARA
There’s No Place Called Home - MAC-CCB
[Instalação numa árvore junto à entrada do Museu (Praça CCB)]
Learning from Birds – Rádio-Galeria Antecâmara
(exposição da publicação/livro de artista e de materiais audiovisuais)
autor: James Webb (1975, Kimberley, África do Sul)
datas: 18 julho a 4 outubro de 2025
tuuui trrrrrrrrrrrrrrrrrrr, de James Webb (1975, Kimberley, África do Sul) e curadoria de Luísa Santos, opera como dois capítulos da mesma história — There’s No Place Called Home (Belém, Lisboa) (2025), no MAC-CCB e Learning from Birds (2025), na Rádio-Galeria Antecâmara. Em There’s No Place Called Home (Belém, Lisboa), escutamos o canto de um guarda-rios-da-floresta (Halcyon senegalensis), um pássaro nativo das regiões africanas a sul do Saara, transmitido por um altifalante escondido numa árvore no jardim do MAC/CCB. Já Learning from Birds (2025), na Rádio-Galeria Antecâmara, apresenta uma instalação site-specific sonora com uma publicação-objeto, editada em colaboração com o CIEBA-FBAUL no contexto do Institution(ing)s, projeto coordenado pelo CECC – Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.
tuuui trrrrrrrrrrrrrrrrr, de James Webb, é um projeto que inclui a publicação Learning from Birds e a instalação site-specific There’s No Place Called Home (Belém, Lisbon) (2025). Esta publicação é produzida no âmbito do Institution(ing)s e em colaboração com o CIEba.
O Institution(ing)s é um projeto de colaboração de média escala coordenado pelo CECC-Universidade Católica Portuguesa com mais 7 instituições artísticas em 7 países europeus, cofinanciado pela União Europeia. As opiniões e pontos de vista expressos são, no entanto, exclusivamente do(s) autor(es) e não refletem necessariamente os da União Europeia ou da Agência Executiva Europeia para a Educação e a Cultura (EACEA). Nem a União Europeia nem a EACEA podem ser responsabilizadas por eles. As opiniões e pontos de vista aqui publicados refletem os princípios da liberdade académica e não refletem necessariamente as opiniões ou posições do Institution(ing)s e dos seus membros.
coordenação: Pedro Campos Costa e Luísa Santos
diretora artística MAC/CCB: Núria Enguita Curadoria
textos: Luísa Santos
publicação e edição: Íris de Sousa (design gráfico)
impressão: Pedro Pereira (RISOgrafia/FBA)
coordenação editorial: Luísa Santos (CECC), Sónia Rafael (CIEba), Victor M Almeida (CIEba)
noite europeia dos investigadores
Set 25 2025
26 SETEMBRO 2025 > 17H00 I MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA, JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA, JARDIM DO PRÍNCIPE REAL
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa participa na Noite Europeia dos Investigadores com o projeto Redescobrir os segredos da terra.
Redescobrir os segredos da terra pretende sensibilizar o público para questões relacionadas com os minerais presentes na exposição do MUHNAC, “Minerais, Identificar, Classificar”. Com esse objetivo, será realizado um jogo que associa conceitos, texturas e imagens, com a finalidade de promover o desenvolvimento da criatividade, consciencializar para o problema da extração em massa de minerais para a construção de objetos eletrónicos e promover o diálogo entre os participantes.
Este projeto enquadra-se no âmbito da disciplina de Educação em Museus que, no ano letivo de 2024/2025, foi frequentada por alunos/as dos mestrados de Museologia e Museografia e de Educação Artística da Faculdade de Belas-Artes, bem como do mestrado de Ensino da Artes Visuais do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
homeing – interior design hotel and home living, com a participação do departamento de design de equipamento
Set 25 2025 
25 > 27 SETEMBRO 2025 I PAVILHÃO CARLOS LOPES
O Departamento de Design de Equipamento da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa está presente na edição deste ano da Homeing: Interior Design, Hotel and Home Living, com o tema Quiet Luxury.
Sofia Águas, João Rocha e João Costa participam no programa Let’s Talk About, um painel de palestras sobre Investigação em Design.
A participação tem a coordenação da Professora Isabel Dâmaso, Diretora do Departamento de Design de Equipamento da FBAUL.
Expressão da Matéria de Sofia Águas
- 25 a 27 setembro 2025
- Foyer Sul
Na exposição Expressão da Matéria, as jarras da coleção Raw Resonance transformam-se em objetos de presença escultórica e rigor projetual. Cada peça é inteiramente moldada à mão, sem recurso a moldes, permitindo que forma, proporção e materialidade se revelem de forma única. A série explora o diálogo entre luz, espaço e matéria, equilibrando rigor formal e expressividade tátil. O design destas jarras valoriza a pureza das linhas, a clareza das formas e a relação íntima entre objeto e utilizador, refletindo uma abordagem contemporânea à cerâmica como objeto de contemplação e uso.
- Curadoria e Design: Sofia Águas (Investigadora e Docente na FBAUL)
- Apoio Expositivo: João Costa e João Rocha (ProjectLabb da FBAUL)
- Coordenação: Isabel Dâmaso (Diretora do Departamento de Design de Equipamento da FBAUL)
Da matéria à realidade virtual
- 26 setembro 2025 – 10h30/ 11h20
- Foyer Sul
Sofia Águas, João Rocha, João Costa, Isabel Dâmaso
Org. Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Apresentação de perspetivas da investigação em design realizada no Departamento de Design de Equipamento da FBAUL.
lisbon street photo fest
Set 25 2025
27 > 28 SEPTEMBER 2025 I FACULDADE BELAS-ARTES UNIVERSIDADE LISBOA
On 27–28 September 2025, we’ll meet in Lisbon for the first edition of Lisbon Street Photo Fest: a new celebration of street photography, bringing together photographers, enthusiasts, and curious minds from around the world. The 2025 edition will take place at the Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Focused on celebrating street photography, the festival offers exhibitions, talks, photowalks, portfolio reviews, and workshops, fostering creative exchange between photographers from around the world.
FREE WORKSHOP EXCLUSIVE TO STUDENTS FROM FBAUL
Workshop • PT Street Collective
The Fundamentals of Street Photography
Exclusive to students from Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL)
Dates: 27th to 28th of September 2025
Language: English/Portuguese
Max. number of Participants: 14
WORKSHOPS PARTICIPATION SCHOLARSHIPS FOR FBAUL STUDENTS
Registration for the workshops is now open, and there is a registration fee.
However there is one free place available for each workshop for 2nd, 3rd and 4th year undergraduate students from all areas of FBAUL.
As there is only one place per workshop, places will be allocated on a first-come, first-served basis.
Interested students should send an email to comunicacao@belasartes.ulisboa.pt with the following information:
_workshop title
_full name of the student
_student number
_degree programme
_year of enrolment in the 2025/26 academic year
Only registrations from students who send all the requested information will be considered.
Choose between the workshops:
WORKSHOPS
_Nikita Teryoshin
The Radical Reportage
27-28 September
_Gustavo Minas
The Street as a Mirror
27-28 September
_Matt Stuart
Introduction to Street Photography
27-28 September
_José Sarmento Matos
Storytelling in Street Photography
27-28 September
_Diogo Coelho
B&W Film Photography + Darkroom
27-28 September
_Rui Pina
Shooting Strangers
27 September
_Sandra Hernández
The Infraordinary
28 September
_Jonathan Bertin
Color & Abstraction
28 September
Italiani Famosi, Incisioni Laser su Vetro/ Famous Italians, Glass Laser Engravings
Set 19 2025
16 > 21 SETEMBRO 2025 I PALAZZO DA MULA MURANO, MURANO, VENEZIA
Evento organizado por António Matos e Fernando Quintas, em colaboração com Vicarte, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Fab Lab.
Nesta exposição, gostaríamos de mostrar ao público a grande contribuição da Itália para a civilização, apresentando uma coleção dos mais importantes italianos, por meio de retratos de artistas, cientistas e escritores, feitos com pequenas peças de vidro plano, utilizando gravação a laser.
A ideia é mostrar ao público que visita esta exposição que a Itália possui um rico patrimônio literário, artístico e científico.
Em um pôster, o público poderá ver diversos exemplos encontrados em Veneza.
erínias: vingança, rancor e punição — exposição de rafael vascon
Set 18 2025 
10 > 22 SETEMBRO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 10 de setembro, às 15h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição ERÍNIAS: vingança, rancor e punição de Rafael Vascon.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado – 12h00 às 19h00
Entre o caos e o cosmos, toda certeza é abdicada, todo sagrado é profanado. Entre Hades e Atenas, neste território de ruínas e presságios onde tudo o que é sólido se desmancha no ar, despertam as Erínias — sombras guardiãs de uma memória recusada, ferida, corrompida. Seus cânticos ecoam contra o silêncio imposto por séculos de colonialidade, contra a museificação de corpos que nunca puderam repousar em paz. Elas finalmente retornam, não como espetáculo exótico para olhares que as consumiram, mas como espectro que recusa ser domesticado pela história oficial. Sua carne já não é vitrine: é fissura, rasgo e convocação. Cada fragmento exposto não é objeto, mas testemunho — lembrança viva de que o corpo não é destino, mas invenção política erguida sobre a violência da classificação, do olhar e do desejo. Aqui, arquivos se incendeiam, monumentos se desmoronam e as fronteiras entre mito e história se esvaem. Não há neutralidade possível: cada passo é um pacto com os fantasmas que aqui se erguem, cada olhar é atravessado por aqueles que foram obrigados a sustentar o fardo de uma modernidade manchada. Por isso, antes de entrar, atenção: este espaço não oferece conforto – é rito profano e escárnio, é futuro que só pode nascer da recusa em esquecer.
adeus, portugal — exposição de olavo costa
Set 18 2025
04 > 19 SETEMBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 04 de setembro, pelas 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Adeus, Portugal de Olavo Costa.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Adeus, Portugal não é uma despedida, é um até logo a uma memória cada vez mais distante. Um Portugal que podia ter sido, está agora completamente soterrado. E que país era este? O país dos meus avós.
Um país pelo qual milhares de homens e mulheres comunistas, camaradas e amigos lutaram até à morte para nos levantar da noite. Um país em que o meu avô e a minha avó acreditaram com todas as suas forças e vontades, viram a revolução e à sua maneira cumpriram a revolução até ao fim. As suas tarefas revolucionárias consistiam numa variedade de atividades, tais como, reuniões de militantes, inaugurações de centros de trabalho, apresentação de livros, levar os netos a almoçar na COOPPOFA (Cooperativa de Consumo Popular de Faro), ou, por vezes, no Barracosa, um restaurante nos Gorjões, obviamente quando haviam comícios do PCP os nossos lugares estavam lá guardados, para comer arroz de marisco ou jardineira. Ainda dentro das tarefas revolucionárias, as mais importantes eram, irmos comer gelado na casa do Benfica em São Brás de Alportel e depois passear no Jardim Alameda em Faro.
Todas estas ações foram as suas grandes contribuições para este Portugal de que agora com mágoa nos despedimos.
Esta exposição não consiste num ato de oposição, porque oposição todos fazem em part-time, é uma demonstração artística com a qual o espectador está convidado a interagir, e acima de tudo é um ato de resistência. Para não esquecermos o Portugal que queríamos que fosse, um passeio à tarde com os avós.
alice dos reis vencedora do prémio novos artistas fundação edp 2024
Set 01 2025
10 ABRIL > 08 SETEMBRO 2025 I MAAT – MUSEU DE ARTE, ARQUITETURA E TECNOLOGIA
Alice dos Reis, licenciada em Arte Multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, foi a vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2024, com a obra de cinema e tapeçaria “entre vidas”.
Alice dos Reis (n. 1995, Lisboa) é artista visual e realizadora. O seu trabalho foi apresentado a solo e em grupo no Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto), Canal Projects (Nova Iorque), Palais de Tokyo (Paris), Galerie d’Italia (Turim) EYE Filmmuseum (Amsterdão), Kunsthalle Lissabon (Lisboa), Galerias Municipais de Lisboa, Galeria Municipal do Porto, entre outros. Os seus filmes foram mostrados em vários festivais de cinema nacionais e internacionais como o Sheffield DocFest, IndieLisboa IFF, DocLisboa IFF e Curtas Vila do Conde IFF. Em 2019 foi a artista vencedora do Prémio Novo Banco Revelação, e em 2018 recebeu o prémio VISIO Young Talent Acquisition Prize. Recentemente, recebeu a Bolsa de Artes Plásticas da Fondacion Botín (2022-2023) e anteriormente, o Mondriaan Fonds Stipend for Young Artists (2020-2021). Com um mestrado em belas artes pelo Sandberg Instituut, Amsterdão, encontra-se a desenvolver um projeto de doutoramento em Creative Media na City University em Hong Kong. É co-fundadora da Pântano Books, uma editora de poesia independente.
Inaugurou no dia 10 de abril, no MAAT Central – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, a exposição Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2024. No mesmo dia, às 18h00, realizou-se uma visita especial com os artistas e os curadores.
A exposição da 15ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP apresenta, no MAAT Central, propostas de Alice dos Reis, Evy Jokhova, Francisco Trêpa, Inês Brites, Maja Escher e Sara Chang Yan.
Alice dos Reis, Francisco Trêpa, Inês Brites e Maja Escher, ex-alunos da Faculdade de Belas-Artes, são quatro dos seis finalistas selecionados para a 15.ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP.
Estes artistas foram selecionados entre cerca de 600 candidaturas avaliadas por um júri constituído por Catarina Rosendo (professora universitária e curadora), Luís Silva (curador e diretor da Kunstalle Lissabon) e Sérgio Mah (diretor-adjunto do MAAT e professor universitário).
No decorrer da exposição, um júri internacional irá nomear o artista vencedor, que a Fundação EDP premiará com um valor de 20 000 euros.
O Prémio Novos Artistas Fundação EDP foi criado em 2000 com o objetivo de apoiar e dar visibilidade à produção de artistas emergentes nas artes plásticas e visuais. É reconhecido como um dos mais relevantes no panorama das artes em Portugal. Nas suas edições anteriores foram distinguidos: Joana Vasconcelos (2000), Leonor Antunes (2001), Vasco Araújo (2002), Carlos Bunga (2003), João Maria Gusmão e Pedro Paiva (2004), João Leonardo (2005), André Romão (2007), Gabriel Abrantes (2009), Priscila Fernandes (2011), Ana Santos (2013), Mariana Silva (2015), Claire de Santa Colomba (2017), Diana Policarpo (2019) e Adriana Proganó (2022).
monumento-nu — exposição de letícia larín
Ago 26 2025
02 > 19 SETEMBRO 2025 I CORREDOR LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 02 de setembro, às 17h00, no corredor do Auditório Lagoa Henriques da Faculdade de Belas-Artes a exposição Monumento-Nu de Letícia Larín, com a colaboração de Roberto Chipe, Kunhã Ysapi e Ariel Komé.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado – 11h00 às 19h00
Monumento-Nu é a terceira e última exposição individual resultante do meu doutoramento em Escultura na FBAUL. A primeira, Fuuu… (Sopro) Tááá: Marãny, abordou o termo que me foi oferecido pelo xamã Roberto Chipe –Fuuu… (Sopro) Tah: Marãny–, e a segunda, Cemitério Indígena: Movimentos ao Autoexílio Kaiowá e Guarani, elementos das culturas materiais Kaiowá e Guarani que entendi como os mais afins ao monumento ocidental –kurusu (cruz) tumular, óga pysy e óga guasu (casas de reza, respetivamente, Kaiowá e Guarani) e yvyra marãngatu e tata rendy henda’i (tipos de “altar”, respetivamente, Kaiowá e Guarani). O presente conjunto de trabalhos, por sua vez, pontua o percurso que visou objetivamente projetar o monumento-nu Fuuu… (Sopro) Tah! Marãny: Cemitério Indígena.
Mobilizada pelo ímpeto de apoiar a luta e conhecer as cosmovisões indígenas Kaiowá e Guarani, o principal objetivo da minha tese foi elaborar um monumento a esses povos para Portugal. O foco na região de Dourados deu-se por ela ser, no Brasil, das mais violentas com respeito a pessoas originárias, devido a interesses do agronegócio, à presença de igrejas pentecostais, à proximidade entre a cidade e a Reserva Indígena de Dourados, a preconceitos com os modos tradicionais de ser –teko porã (Bem Viver)– etc. Por outro lado, aí também é intensa a resistência indígena, através de retomadas e das grandes assembleias Kaiowá e Guarani.
O monumento, por sua vez, é dos elementos ocidentais mais explicitamente impregnados pela discursividade do poder a ser imposta à população. O trato com esses esquemas de nítidos conflitos deveu-se à busca por revelar com alto contraste as problemáticas que os permeiam, desencadeadas pela invasão, colonização, exploração e submissão de Abya Yala (América), e que seguem a vigorar por civis nacionais que primam pelo acúmulo egoísta e ignoram o compêndio histórico que instaurou o sistema de atual predomínio, o qual, por sua vez, não logrou extinguir a diversidade de maneiras de se viver. Propus-me ainda, abertamente, ao risco do fracasso, para testar verdadeiramente certos limites.
Nesta mostra está um recorte dessa investigação onde o monumento foi diretamente reflexionado, por projetos e experimentos processuais realizados em Lisboa, e também em Dourados, onde estive por seis meses a desenvolver um trabalhou de campo. Além do tipo de caderno de campo “Caixa Verde”, algumas peças surgiram da colaboração com Roberto Chipe, Kunhã Ysapy e Ariel Kowé. A problemática de criar um monumento junto a culturas que não contemplam esse conceito ocidental, foi trabalhada principalmente pela escuta e abertura mental, e é por essa dinâmica de fratura da mentalidade ocidental que se apresentam, ainda, alguns esquemas reflexivos.
A performance e a intervenção no espaço urbano, tanto num âmbito concreto quanto imaginário, emergiram como estratégias para estabelecer relações sensíveis com monumentos “duros” e impávidos. Foi também bastante trabalhado o estratagema da armadilha. Assim como “conquistadores” penduravam sedutores artefactos em vidro e metal em meio à floresta para atrair indígenas, fase prévia à persuasão que se chamava “namoro”, o presente monumento-nu seguiu as indicações do líder espiritual Kaiowá Chipe e se fez com o formato de uma cruz.
A zona auferida para a instalação do presente monumento foi a de Belém, em Lisboa, e desenvolvi o conceito de “monumento-nu” devido à ideia de que os adornos originários –sejam diademas, pinturas corporais, ou mesmo sementes e enfeites em penas a conformar chocalhos– são escolhidos para que se mostre publicamente quem se é. Com isso, a arte de adornar é a de transparecer quem se é, de comunicar à comunidade sobre si com a maior honestidade e precisão possível. Daí advém a ideia de que, quanto mais se é adornado, mais se é nu.
No presente caso, o aspeto que mais ressalta é a mencionada cruz. Ela é de fato uma presença nitidamente reconhecível pelos Kaiowá e Guarani, mas para ser captado por pessoas brancas, é necessário que essas se dispam, abram-se ao que não conhecem. É certo que essa obra aqui projetada chama a atenção de adeptos do cristianismo, e os leva a reflexionar sobre o seu sentido: essa é a armadilha. Pois na realidade, essa cruz é o chiru kurusu (cruz de chiru), o elemento mais poderoso das cosmovisões Kaiowá e Guarani.
O chiru kurusu ministra fenómenos e instâncias espirituais, e pode inclusive causar o cataclismo. É dele que depende o equilíbrio da Terra, e é por isso que ele não deve estar nervoso, pois se assim ele ficar, o planeta pode desabar. O chiru kurusu fica no centro da casa de reza e representa o principal, isto é, a ou o líder –tanto quanto à espiritualidade, à política etc.–, e é sustentado por dois paus laterais, que representam a comunidade a erguer aquele ou aquela que a guia. Caso esse ou essa principal deixe de mostrar-se verdadeiramente, o grupo ao seu redor deixa de erguê-lo ou erguê-la e segue por outro caminho. Fica assim, por fim, a potente ideia de podermos seguir para outros lados, de nos transformarmos em outras vidas.
Exposição patente de 28 de agosto a 19 de setembro
Prova de Doutoramento: 10 de setembro às 14h30 na sala 2.07
Júri: Sandra Tapadas [presidente], Nuno Faria [1º arguente], Manuela Ribeiro Sanches [2º arguente], Marta Soares, Helena Elias, Ângela Ferreira, Carlos Vidal [orientador].
première — 30ème édition
Ago 25 2025

10 JULHO > 31 AGOSTO 2025 I CENTRO DE CULTURA E DE CONGRESSOS DO ESTORIL
Inaugura no dia 10 de julho, às 18h00, no Centro de Cultura e de Congressos do Estoril, a exposição PREMIÈRE, na sua 31ª edição.
Esta mesma exposição PREMIÈRE, na sua 30ème Édition, esteve patente no Centre D’Art de Meymac, em França, de 20 de 0utubro de 2024 até 12 de janeiro de 2025.
Première é um programa prospectivo, iniciado e desenvolvido, desde há 30 anos, pela Abadia de Saint André – Centro de Arte Contemporânea de Meymac, selecciona e convida diplomados/as de escolas de arte francesas parceiras do projeto, aos quais e às quais é proposta uma exposição – no Centro de Arte Contemporânea de Meymac ou numa instituição parceira – acompanhada de um texto crítico sobre o trabalho de cada artista e de um CATÁLOGO.
O Centre d’Art tem vindo a desenvolver ligações com o meio artístico português desde 2018, reforçadas em 2022 durante a Temporada França-Portugal com a a participação de escolas de arte portuguesas na Première. Este sucesso levou à renovação do programa em 2024.
Esta nova edição franco-portuguesa teve a curadoria de Caroline Bissière e Jean-Paul Blanchet do Centre d’art de Meymac e Luísa Soares de Oliveira, historiadora de arte.
As escolas participantes são :
Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha
Politécnico de Leiria
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
École européenne supérieure de l’image de Angoulême-Poitiers
École nationale supérieure d’art de Bourges
École supérieure d’art de Clermont Métropole
École nationale supérieure d’art et de design de Limoges
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa está representada pelos estudantes Cygny Malvar do Departamento de Desenho, Francisco Figueiredo Lopes do Departamento de Escultura, Manuel Ferreira do Departamento de Pintura e Ricardo Leandro do Departamento de Arte Multimédia.
Centro de Cultura e de Congressos do Estoril inaugura primeira exposição
Centro de Congressos do Estoril ganha novo nome e torna-se num espaço cultural
o diabo, a bruxa e deus todo poderoso — exposição de lola ramos
Ago 25 2025
07 > 28 AGOSTO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 07 de agosto, às 17h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição O Diabo, a Bruxa e Deus Todo Poderoso de Lola Ramos. A exposição ficará patente até 28 de agosto.
Horário: 3ª a 6ª entre as 14h00 e as 17h00.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A exposição O Diabo, A Bruxa e Deus Todo Poderoso propõe uma imersão na história da bruxaria em Portugal, um período marcado pela perseguição e invisibilização de homens e mulheres dissidentes. Através das obras da artista Lola Ramos, procura-se lançar luz sobre aquelas que foram acusadas do crime de bruxaria, prestando-lhes homenagem e propondo uma releitura da feitiçaria — não como um mito simplificado, mas como uma forma de conexão com um legado complexo e multifacetado.
As obras exibidas não buscam apenas representar o passado, mas reimaginar a bruxaria como um portal para a compreensão da história invisibilizada das mulheres. A Cisterna, com a sua atmosfera carregada de memória, torna-se o palco ideal para este reencontro com o passado, convidando o público a um diálogo com as sombras da história.
salgueiro maia e o comboio sem reservas – entre castelo de vide, coruche e santarém
Ago 24 2025
01 JULHO > 01 SETEMBRO 2025 I IGREJA SÃO JOÃO BAPTISTA, CASTELO DE VIDE
Inaugura no dia 1 de julho, às 10h00, na Igreja de São João Baptista, em Castelo de Vide, a exposição de pintura e desenho Salgueiro Maia e o comboio sem reservas.
Na inauguração, José Quaresma, coordenador do projeto expositivo, apresentará um livro sobre os temas abordados nos trabalhos ali instalados.
Este evento é passível de ser fotografado/filmado, sendo essas imagens divulgadas nas redes social da FBAUL.
Inaugurou no dia 28 de maio, às 18h30, no Núcleo Museológico de São João de Alporão em Santarém, a exposição Salgueiro Maia e o comboio sem reservas – entre Castelo de Vide, Coruche e Santarém. Na inauguração, José Quaresma, coordenador do projeto expositivo, lançará um livro sobre os temas abordados nos trabalhos ali instalados. A exposição ficou patente até 22 de junho.
A exposição articula um núcleo pessoal de obras em torno da força que Salgueiro Maia continua, felizmente, a emanar no presente, e cerca de cinquenta trabalhos de crianças do 3º e 4º anos do Centro Escolar Salgueiro Maia, em Santarém, também alusivos ao nosso Capitão de Abril, na esperança de que possam vir a ser os “semeadores” da esperança numa sociedade mais livre, mais justa e também com mais capacidade para suspender o caos e a desinformação.
Desenvolvida em três dos lugares onde Maia cresceu e viveu, nomeadamente Castelo de Vide, S. Torcato (Coruche) e Santarém, a experiência no S. João de Alporão será posteriormente realizada em Castelo de Vide (em julho), com cinquenta crianças desta terra, e em Coruche (em Outubro), com cinquenta jovens do Ensino Secundário deste concelho.
Para mais informação relativa ao projecto, deixo estas linhas da Introdução do livro a lançar a 28 de maio:
“Ao intervir na nossa realidade, em 1974, com os seus “camaradas de armas”, conjugando as suas acções com “a maré povo” (Ary dos Santos) em sobressalto, Salgueiro Maia, com a determinação e o sentido de futuro que o caracterizavam, antecipou e projectou, no seu tempo, o contexto dos nossos próprios dias. Realizou-o, como é sabido, com uma energia incessante, uma profunda noção de esperança e uma aguda consciência de plasticidade social.
[...]
É, pois, pela actual e futura defesa da Liberdade herdada de Abril que se propõe este projecto artístico e pedagógico, contributo individual e colectivo para continuar a defendê-la de forma obstinada e criativa, numa estreita relação com a Casa da Cidadania em Castelo de Vide, tendo também em consideração a salvaguarda popular e institucional dos valores simbolizados por Salgueiro Maia nos municípios de Santarém e de Coruche. Para a respectiva materialização realizam-se três exposições em Santarém, Castelo de Vide e em Coruche (com extensão a São Torcato numa estreita ligação com a Escola-Museu Salgueiro Maia desta terra). Estas exposições consistem na apresentação de pinturas e desenhos sobre Salgueiro Maia da minha autoria, harmoniosamente conjugadas com painéis de desenhos realizados por cerca de seis turmas de vinte e cinco alunos cada, em escolas dos três lugares mencionados, cuja coordenação será da curadora Lúcia Saldanha, responsável pela Galeria PeP (Portugal entre Patrimónios), do Museu Nacional de Arte Contemporânea. Paralelamente às exposições e à edição em catálogo dos trabalhos das cento e cinquenta crianças e jovens, publicam-se também diversos textos alusivos aos temas aqui mencionados, assim como testemunhos da atmosfera experienciada pelas inúmeras crianças aquando da realização dos seus trabalhos.”
José Quaresma
repor, reiniciar, repetir. projetos do 1.º ano do mestrado em design de comunicação, 2024-25
Ago 23 2025
Repor, Reiniciar, Repetir apresenta projetos do 1.º ano do Mestrado em Design de Comunicação (Belas-Artes, ULisboa) que exploram as implicações estéticas e éticas dos meios computacionais e da internet na comunicação contemporânea.
Os projetos destacam a necessidade de repor valores, reiniciar processos e repetir discussões sobre os impactos culturais dos meios computacionais e das redes sociais. Evidenciam a reconfiguração algorítmica da imagem e o modo como promove formas voluntárias e involuntárias de invisibilidade. Exploram criativamente a confluência e transições entre meios impressos e digitais, ao mesmo tempo que examinam as potencialidades e vulnerabilidades dos meios digitais na produção e preservação do conhecimento. Revelam a volatilidade do conhecimento sob o impacto da desinformação e manipulação online, evocando os modos de comunicação, ação e inação que as redes sociais promovem. Estes projetos abordam a prática e o pensamento do design na era pós-digital e pós-internet, refletindo sobre a forma como as tecnologias computacionais moldam a nossa perceção e experiência da realidade.
https://2025.fbaul-dcnm.pt/RRR
Organização
Mestrado em Design de Comunicação, Belas-Artes, Lisboa
Coordenação
Projeto II: Luísa Ribas e Frederico Duarte
Laboratório II: Pedro Ângelo
Design e desenvolvimento do website
Afonso Horta
Gaëlle Drix
Inês Gartner Velasco
Leonor Rego Costa
Edição e revisão
Ana Rita Nascimento
Camila Mignon
Diana Pinto
Francisco Menezes
Comunicação
Ema Francisco
Madalena Carvalho
Vitor Cavalheiro
Gestão de projeto
Mariana Martins
coleção lições de arte e design da fbaul na exposição fedrigoni top award
Ago 23 2025
A coleção Lições de Arte e Design, editada pelo CIEBA-FBAUL, com coordenação do Professor Sérgio Vicente e design de Tomás Gouveia, ex-aluno da FBAUL, foi selecionada para integrar a exposição dos vencedores e finalistas do prémio Fedrigoni Top Award. A exposição teve lugar no Pavillon Gabriel, em Paris, no dia 5 de junho de 2025.
O Fedrigoni Top Award é um prestigiado prémio internacional que distingue projetos de design gráfico, editorial e packaging que se destacam pelo uso criativo e de elevada qualidade dos papéis Fedrigoni.
Entre centenas de candidaturas submetidas por designers e estúdios de todo o mundo, apenas os 100 melhores projetos, escolhidos por um júri internacional, foram selecionados para esta exposição.
design futures na expo 2025 osaka
Ago 23 2025
Ilustração por CESÁH, 2024
A exposição “DESIGN FUTURES – Diálogo de Gerações” , estará patente no dia 10 de agosto na sala Ocean Made do Pavilhão de Portugal na Expo 2025 Osaka.
Esta exposição que inaugurou pela primeira vez na Galeria da Faculdade de Belas-Artes em 25 de outubro de 2024, reúne projetos desenvolvidos pelo estúdio lisboeta SUSDESIGN – Design for Sustainability Studio & Research, integrando também a visão do novo laboratório Future Worlds Lab do CIEBA. Com base em seis eixos temáticos — desde os desafios climáticos à inovação social, passando pela regeneração, saúde, tecnologias digitais e novos modos de atuação — Design Futures é um manifesto que convida à reflexão e à ação, através do design.
Saiba mais aqui e em www.susdesign.pt
FACEBOOK:
https://www.facebook.com/reel/1594710704836492
INSTAGRAM;
https://www.instagram.com/reel/DNNggmEtxzZ/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=M2luMTBseGg0eWZu
Inaugura no dia 25 de outubro na Galeria Belas-Artes a exposição “DESIGN FUTURES – Diálogo de Gerações” com curadoria da professora designer Ana Mestre e com a participação de designers e investigadores de diferentes gerações. a exposição ficará patente até 25 de novembro.
_ Preview Institucional e Visita Guiada: 25 de Outubro com início às 10h
_ Cocktail de Inauguração: 25 de Outubro com início às 15h até às 18h
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
DESIGN FUTURES é um projeto apoiado pela Direção Geral das Artes do Ministério da Cultura.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
O projeto DESIGN FUTURES centra-se na criação artística e de conteúdos na área do design de produto, conceptualmente em torno de questões centrais ao discurso do design contemporâneo, tais como a sustentabilidade ambiental e as alterações climáticas, os novos materiais para a economia circular, e os avanços das tecnologias digitais no design.
A exposição pretende refletir sobre algumas das temáticas centrais do Design para a Sustentabilidade e Economia Circular, apresentando conceitos, pesquisas e projetos práticos, através de uma narrativa literária, visual e tridimensional e contando com contributos de designers e investigadores, que exemplificarão os temas apresentados.
Pretende-se mostrar ao público a importância do Design como facilitador de soluções transdisciplinares, não apenas o resultado físico do design (convencionalmente traduzido em peças e objetos), mas o seu processo mais amplo e o seu contributo para o paradigma emergente do Desenvolvimento Sustentável.
Curadoria:
Ana Mestre, nasceu em Lisboa (1978), é doutorada em “Sustainable Design Innovation” pela Universidade de Delft na Holanda. É professora auxiliar em Design de Equipamento na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e professora convidada na Loughborough University London. Tendo trabalhado na área do Ecodesign, Design para a Sustentabilidade e Economia Circular nos últimos 20 anos. Fundadora da SUSDESIGN – estúdio de design para a sustentabilidade, no âmbito do qual criou a CORQUE DESIGN. Possui um portfólio de mais de 50 exposições de design, em vários destinos internacionais. Em 2015, foi nomeada como finalista ao Prémio Português de Design. Em 2016, o comitê científico da fundação “La Triennale di Milano” nomeou e destacou o seu trabalho e exposição CORQUE#016, no âmbito da “XXI Trienal di Milano – Design After Design”. Entre 2020 e 2021 foi consultora especialista na área do Design para a Sustentabilidade e Economia Circular da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia 2021.
que emoção! – exposição finalistas pintura 2023-2024
Ago 18 2025
29 JULHO > 23 AGOSTO 2025 I SALÃO DA SOCIEDADE NACIONAL BELAS-ARTES
Inaugura no dia 29 de julho, às 18h30, no Salão da Sociedade Nacional de Belas Artes, a exposição QUE EMOÇÃO! – Finalistas Pintura 2023-2024. A exposição ficará patente até 23 de agosto.
Será, no mesmo dia, lançado o catálogo da exposição.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário
2ª a 6ª: 12h/19h
sábado: 14h/19h
Que EMOÇÃO?
Sabemos o que é uma EMOÇÃO. Diversas ciências deram contributos nesse esclarecimento. De um modo sucinto, a EMOÇÃO é uma resposta complexa do organismo a um estímulo. Sabemos também que as emoções são cruciais para a nossa sobrevivência. Segundo Paul Ekman, existe um conjunto de emoções primárias que desempenham um papel primordial, sejam elas: a tristeza, o medo, a alegria, a repulsa, a raiva ou a surpresa. Todas elas são determinantes nas decisões que tomamos e que podem ter impacto na manutenção, ou não, do nosso bem-estar.
Parece-me pertinente adicionar o seguinte: o que pode uma EMOÇÃO proporcionar? Sem dúvida, uma das possibilidades mais desafiadoras é o seu potencial transformador. Nesse sentido, a arte, enquanto processo que potencia emoções, tem o poder de construir; tem o poder de regenerar sujeitos e de, sujeito a sujeito, melhorar pequenas comunidades. Talvez por isso a arte seja tão hostilmente tratada, até mesmo amputada, por certos regimes. A arte é uma liberdade transformadora, para quem a faz, para quem a vê e para quem a apoia.
Uma exposição de finalistas é mais do que uma EMOÇÃO: é um fim e um começo, é uma alegria e um susto, é satisfação com o passado e expectativa com o futuro – mas não será o futuro sempre expectante? … Que EMOÇÃO, esta é uma EMOÇÃO sentida com o corpo todo, é a EMOÇÃO de concluir a obra, a EMOÇÃO que a obra produz, a EMOÇÃO de a partilhar, a inquietação e o desassossego de ter terminado um ciclo de ensino.
Regressemos à exposição, à partilha, à razão de ser ou de produzir. Neste contexto, temos a EMOÇÃO do artista e a EMOÇÃO do público, ambas com o corpo todo, ambas com os tempos todos… mas peço-vos… esqueçam o instante. O humano não domina o instante. Apreciem, desfrutem, experienciem, contemplem. Os modos podem ser diversos, mas a EMOÇÃO, se se permitirem, pode ser grande. Consequentemente, a experiência, a EMOÇÃO mais transformadora, poderá ser, não a de procurar o que faríamos, mas a de encontrar o outro no que está diante de nós. A EMOÇÃO do eu está ontologicamente garantida e a arte pode ativar a EMOÇÃO com e pelo outro, encontrando-o no reconhecimento de procedimentos, de cores, de formas, de assuntos, relacionando-se corpo a corpo – o nosso corpo e o da obra. Neste diálogo, podemos pedir à obra que complete a EMOÇÃO que nos falta. Por um curto tempo que seja, permitam-se perderem-se com a obra e encontrar um território comum. Um território que, certamente, contribuirá para a descoberta de uma EMOÇÃO que será a razão de ser.
A EMOÇÃO tem a capacidade de compreender o passado, mas também tem o poder de transformar o que há de vir. Esta exposição é um balanço, não apenas para quem a vem ver, mas, sobretudo, para quem a produz – aquele que, ao recuar de costas para ganhar velocidade e aumentar a amplitude do salto que pretende fazer, conseguirá chegar mais longe. É assim que estes jovens artistas chegam a esta emblemática sala de exposição da cidade de Lisboa. As suas obras são heterogéneas como a celebração o exige, as dimensões, as técnicas, os formatos, as cores e os suportes, contêm as vontades de cada um destes artistas, incluem todas as suas EMOÇÕES, que se manifestam de diferentes modos, mas que têm um denominador comum: uma intensidade e uma energia máxima.
Não posso falar apenas de Pintura para me referir a esta exposição dos alunos da Licenciatura de Pintura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Aqui, a pintura é um território que se constrói adicionando diferentes perspetivas, segundo um entendimento inclusivo. Criar é muito difícil e os limites devem ser os de cada sujeito singular, uma vez que a liberdade criativa tem de estar garantida. Se a pintura nos escapa no suporte, encontramo-la na cor; se nos escapa na matéria, é segurada pelo pensamento; se divaga do plano, reconhecemo-la na forma.
Estes alunos começaram esta licenciatura, maioritariamente em setembro de 2020, tendo iniciado o seu ciclo de estudos num dos mais singulares momentos da nossa história recente porque, no início do seu percurso académico, ficaram em casa. O ensino à distância dominou uma parte significativa dos seus estudos e, nesse período, a partilha de EMOÇÕES foi afetada e a aprendizagem em grupo, perturbada. Mas, em resposta a essa circunstância, o reencontro com a dimensão física – do toque, da matéria, do sorriso e do abraço – transformou-se em obra e matéria criativa, participando destes percursos de ensino-aprendizagem. Estes são sempre singulares, à semelhança do que acontece com a produção em arte, que afirma o carácter autoral e diferente de cada autor. Com ele se expõe e se dá a ver a EMOÇÃO que afeta cada um na sua procura e no seu desassossego pessoal, revelando o que Darwin associava a uma fragilidade social e cultural. Aqui, reescreve-se permanentemente o sentido da EMOÇÃO, na medida em que ela é sempre experienciada e partilhada na máxima intensidade e autenticidade.
Quando ao título da exposição (Que emoção!) adicionamos o título deste texto (Que emoção?), fica estabelecida uma citação direta a uma conferência que George Didi-Huberman pronunciou a 13 de abril de 2013, no teatro Montreuil, nos arredores de Paris. Neste sentido, a diferença na pontuação que distingue as duas frases amplia a experiência emocional. Se, por um lado, o ponto de exclamação se materializa numa entoação de excitação, entusiasmo ou surpresa, podendo constituir uma EMOÇÃO intensa e positiva, a frase na interrogação, por outro lado, formaliza uma questão, procurando identificar, quer o tipo de emoção ali presente, quer alguma dúvida e curiosidade que ela possa suscitar. Em suma, o uso destes dois sinais de pontuação cria um conflituante território de posicionamento, que convida a uma ampliação experiencial – que EMOÇÃO.
Nuno Sousa Vieira junho de 2025
min min lights, part l — exposição de maria leonardo cabrita
Ago 10 2025
07 > 27 AGOSTO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 7 de agosto, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Min Min Lights de Maria Leonardo Cabrita.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a 6ª – 11h00 às 17h00; sábado – 11h00 às 16h00
Min Min Lights é um fenómeno luminoso noturno observável no deserto australiano, na região de Outback.
Estas aparições têm sido descritas como uma ou várias esferas de luz que surgem em movimento perto da linha do horizonte. Os relatos mais antigos entre os colonos remontam a 1918 quando um local declarou à polícia ter sido perseguido por uma luz sinistra durante uma viagem nocturna a cavalo. Nas diversas culturas dos aborígenes da região, contudo, o fenómeno faz parte de uma narrativa mais antiga, pertencente ao Tempo dos Sonhos, onde a realidade, os mitos e o espírito se entrelaçam.
Em 2002, o neurocientista John D. Pettigrew propôs uma explicação científica, classificando as Min Min Lights como miragens atmosféricas resultantes de refracções térmicas. Apesar desta elucidação, no entanto, o fenómeno continua a suscitar múltiplas interpretações revelando uma resistência colectiva à sua resolução.
Em 2024, Maria Leonardo Cabrita parte até às origens geográficas do fenómeno. Esta exposição apresenta os fragmentos desse percurso: A documentação do território australiano, arquivos e testemunhos de quem as viu, ouviu ou sentiu; objetos inspirados por encontros com o inexplicável; reflexões visuais e sonoras que dão corpo ao invisível. Tal como os observadores, a sua pesquisa acabou por levantar mais questões do que respostas. Min Min Lights parte I, reúne assim uma primeira busca a estas indagações. É uma exposição que convida a habitar o enigmático, assumindo-se no limiar do documentário e da ficção, da ciência e da imaginação.
entre ruído e movimento
Jul 29 2025
10 JULHO > 02 AGOSTO 2025 I ZARATAN ARTE CONTEMPORÂNEA
ari sendim, ISABEL MEDEIROS, VASCO LIMA, ANA ALMEIDA, DANIELA GRANCHAS, FÁBIO DUARTE, MARTIM FERNANDES, RITA SANTOS, TERESA MORGADO
PERFORMANCES/CONCERTOS | 10 Julho, 17h00
VISITA GUIADA | 10 de Julho, 16h30
HORÁRIO: 4ª a domingo – 16h00 / 20h00
Organizada numa parceria entre a Zaratan – Arte Contemporânea, a Pós-Graduação Arte Sonora: Processos Experimentais e a Associação Goela, Entre Ruído e Movimento apresenta os projectos desenvolvidos no âmbito da 8ª edição da Pós-Graduação da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
A exposição aborda a arte sonora a partir de uma variedade de ângulos disciplinares e concretizações formais reunindo um conjunto heterogéneo de composições sonoras, instalações interactivas, peças audiovisuais e outras experimentações multimediais que reflectem a volta do som enquanto médium criativo.
Complementa a exposição uma série de 5 performances sonoras de copo d’água, Mersez, Rita, Calor Extremo e Martim Fernandes, a decorrer no dia 10 de Julho a partir das 17h00.
Sempre no dia da inauguração, haverá uma visita guiada (às 16h30) conduzida pelos próprios alunos e professores da Pós-Graduação, que conta com a presença de um intérprete em Língua Gestual Portuguesa.
“Para alguns, ruído é um som desagradável, um sinal imprevisto, para outros, interferência no sistema, desvio e resistência. Entre o ruído das massas e o movimento da terra nascem os ventos que mudam o instante das luzes. Entre o Ruído e o Movimento pode estar a mais bela decisão da história, a sinapse mais correta e justa que acerta o momento, a energia que distorce a linha reta. A mão fechada que gira em torno do nada, não é chamada à razão, é somente o quadrado da semântica gratuita dos dias.
Mas aqui levantam-se as cores do mundo, o ruído cromático dos movimentos emancipados e de todos os manifestos por fazer. As palavras são poucas neste agito, necessitamos do rio que corre ao contrário, de rotações lentas que incomodam os apressados. O movimento que nos une, esconde o ruído ténue da pedra, o gesto suave que modela a corda. Na leveza das horas que entretanto esquecemos, encontramos a sua natureza. A obscura imagem da memória, o leve silvo das canas e lençóis que branqueiam o ar. As peças deste sistema cheiram à luz que nos ilumina.”
F.F.
ORGANIZAÇÃO/CURADORIA | Daniel Antunes Pinheiro, Diogo Melo, Fernando Fadigas
CARTAZ | Afonso Matos
LINKS | @arte.sonora.experimentais @fbaul @associacaogoela @zaratan.arte.contemporanea
APOIO | República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes
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Jul 20 2025
15 > 25 JULHO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 15 de julho, às 18h30, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Entre Linhas.
A exposição Entre Linhas reúne os projectos dos finalistas do curso de Pós-Graduação em Ilustração e Narrativa Visual* do Departamento de Desenho da FBAUL.
Fechando a 3a edição deste curso, dá-se assim a conhecer a diversidade do trabalho desenvolvido por este grupo de estudantes mas também as experiências motivadas pelas propostas das docentes responsáveis Alice Geirinhas, Joana Mosi, Susana Oliveira e Manuel San-Payo, e dos professores convidados António Jorge Gonçalves, Constança Saraiva e Lígia Fernandes e Mariana Carrolo.
A exposição estará aberta na Galeria da FBAUL de 15 a 25 de Julho de 2025, e conta com a participação de:
Amanda Góss
António Domingues
Carolina Ganhão
Catarina Santos
Catarina Serafim
Inês Matias
Íris Oliveira de Sousa
Lucia Saavedra Cacho
Maria Felício
Maria Pratas
Mariana Almeida
Nicole Cerveira
Nuno Almeida Martins
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente. Autoria da imagem da exposição de Catarina Serafim.
* A Pós-Graduação em Ilustração e Narrativa Visual é um curso oferecido no âmbito do programa “Impulso Adulto” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
reborn mosaic — exposição de isabel bentes
Jul 13 2025
09 > 17 JULHO 2025 I CORREDOR LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 9 de julho, às 18h00, no corredor Lagoa Henriques, a exposição REBORN MOSAIC de Isabel Bentes. A exposição ficará patente até 17 de julho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A exposição REBORN MOSAIC, celebra a riqueza visual e sensorial da arte através de materiais como a cerâmica e o vidro. As peças revelam formas e texturas entrelaçadas, numa fusão de sustentabilidade, estética e inclusão, explorando a arte milenar do mosaico enquanto expressão atual, coletiva e transformadora.
Isabel Bentes (Lisboa, 1975), vive e trabalha no Montijo. Formada em Arquitetura em 1999, redescobriu a cerâmica vinte anos depois, em Maastricht, nos Países Baixos. De regresso a Portugal, em 2022, iniciou o mestrado em arte e ciência do vidro e da cerâmica, na unidade de investigação – VICARTE, aprofundando o seu percurso artístico e técnico.
As obras reunidas nesta exposição refletem formas distintas, moldadas pela ação humana em simbiose com a natureza. A arte emerge assim como um gesto aberto, acessível e integrador. Destaca-se a instalação ALVO, resultado de uma colaboração entre duas comunidades e diferentes gerações. Criada com materiais reciclados, esta obra coletiva expressa de forma exemplar o potencial da arte inclusiva, feita por todos e para todos.