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VI BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA 2025 POLO FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA_Diálogo como Causa
Jul 09 202512 JUNHO > 12 JULHO 2025 | GALERIA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
VI BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA 2025
POLO FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Diálogo como Causa
“Um quadro não pode mudar as coisas, ele mostra as coisas, é tudo”
Kerry James Marshall
Em 2025 a VI BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA/ Bienal de Causas vem até à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Com este polo da bienal pretende-se diferentes diálogos: geracionais, de artes, de geografias, de formas de olhar a arte e para o mundo. Em uma época que predomina o monólogo propomos o desafio do diálogo como uma causa contemporânea. A arte resulta da capacidade dos artistas observarem o mundo e neste polo cada artista envolve-nos na sua visão muito particular de olhar o Tempo que partilhamos. De 12 de junho a 12 de julho este polo pode ser visitado na Galeria da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Curadoria: Artur Ramos e Luís Jorge Gonçalves
Artistas participantes:
Agostinho Santos; António José de Carvalho; Balbina Mendes; Bárbara Cabral; Cláudia Matoos; Domingos Loureiro; Felícia; Fernando Quintas; Filomena Silva Campos; Helena Elias; Helena Lehrfeld; Henrique Costa; Isabel Babo; João Catarino; João Paulo Queiroz; Jorge dos Reis; Manuel Gantes; Micaela Andoni; Miguel Serafim Da Silva; Nazaré Álvares; Olavo Costa; Rui Costa; Rui da Graça; Sabrina Carreira
urban creativity — territory
Jul 01 2025
03 > 05 JULHO 2025 I FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Territórios ideológicos, físicos, disciplinares. Território privado e público. Território das artes, território das ciências. Fronteiras como convenções, abstrações, pessoais ou coletivas. Definir fronteiras, ultrapassar fronteiras, diluição de fronteiras. Território político, comunitário, liberal, democrático. Ausência de território, materialismo, niilismo material. Território do graffiti: quando termina o graffiti “histórico” e começa o graffiti “moderno”? Onde estão os limites do território “urbano”? O que pode ser definido como “o território do utilizador”? Arte e Lugar — não estarão no mesmo território da Arte Pública?
Estas entre muitas outras são questões que procuramos ver respondidas através de uma programação sólida de apresentações, tanto presenciais quanto online, com um equilíbrio bem conseguido entre qualidade e quantidade. Além disso, haverá um conjunto de atividades paralelas a decorrer, projecção de filmes e exposições. Com o apoio FBAUL/ CIEBA e YYCS em diálogo com as nossas publicações regulares.
Informações atualizadas sobre o programa e publicações associadas em: https://journals.wisethorough.com/index.php/uc/index/
resistência ou estudos de dinâmica de corpos transientes
Jun 25 2025
31 MAIO > 28 JUNHO 2025 I GALERIA DA BIBLIOTECA E ARQUIVO DO MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
Resistência ou Estudos de Dinâmica de Corpos Transientes
Instalação vídeo, monocanal, estéreo, 17’08’’, 2025
Rogério Taveira
Resistência ou Estudos de Dinâmica de Corpos Transientes constrói-se como vídeo experimental que dá corpo à exposição homónima, concebido a partir de um processo dialógico de escuta e coautoria com as comunidades do Canal Caveira e do Lousal.
Este território, marcado por camadas estratificadas de extração e abandono, encarna uma presença espectral: resíduos materiais da industrialização mineira que persistem como vestígios intensivos, instaurando um campo de resistência ontológica onde o passado recusa ser aniquilado. A paisagem, a memória e o mito entram em tensão produtiva, compondo uma vibração contínua entre o visível e o latente, não como síntese conciliatória, mas como regime de fricção. Neste espaço, as camadas históricas, materiais e afetivas coexistem de forma irresolúvel, operando como agenciamentos dissonantes de resistência, em constante renegociação e ressignificação. As imagens convocadas não funcionam como registos documentais, mas como ativadores de um tempo espectral. Pinturas naturalistas, flores artificiais e fotografias de arquivo do início do século XX operam como fragmentos visuais em suspensão, oscilando entre o desejo de fixação e a instabilidade própria da matéria-tempo. Estruturado em quatro movimentos, o vídeo desenrola-se como um compósito de ritmos e intensidades, explorando possibilidades interrompidas, trajetórias não lineares e corpos transientes.
Estes corpos, singulares, coletivos e territoriais, recusam a linearidade das narrativas hegemónicas e abrem espaço para uma política do sensível que se afirma na fricção e na duração. Propõem uma estética da insistência. Resistir, neste contexto, não implica confronto direto, mas sim a capacidade de habitar os interstícios, persistir na margem, no inacabado, no que escapa à fixação. A revolução não se manifesta como rutura, mas como rotação, movimento contínuo, por vezes impercetível, mas profundamente transformador. Propõe-se, assim, uma prática sensível e política que questiona os modos de ver, ouvir e estar com o outro, num ensaio visual onde o que permanece em ruína também pulsa como potência.
Horário:
2ª a 6ª – 9h30/19h
sáb. – 10h/13h
feixe de temporalidades. tecer, tingir, moldar, gravar, ritmar
Jun 25 2025
06 > 30 JUNHO 2025 I CÂMARA MUNICIPAL DE ARRAIOLOS
Inaugura no dia 6 de junho, às 18h00, na Câmara Municipal de Arraiolos, a exposição internacional com a designação: Feixe de Temporalidades. Tecer, tingir, moldar, gravar, ritmar, no âmbito do evento “O Tapete está na Rua”. A exposição congrega cerca de 40 artistas (docentes e estudantes) de quatro instituições do ensino artístico superior, desdobrando-se num novo ciclo expositivo, em Outubro, no CITA, e transitando depois para Espanha, Polónia e Itália.
A exposição ficará patente até 30 de junho.
Também hoje, será lançado um livro com o mesmo título que integra ensaios de autores especializados na fenomenologia do tempo, designadamente Pedro Alves, Alexandra do Carmo, Emília Ferreira, António de Sousa Dias, Fernando Rosa Dias, e docentes de artes, portugueses e estrangeiros, que refletem sobre a temporalidade inerente aos atos criativos. Também se realizará, no dia 28 de junho, a propósito da temporalidade nas artes e na filosofia, um ciclo de Conferências, no Salão Nobre da Câmara de Arraiolos.
A realização do projeto e a coordenação do livro são do docente da FBAUL José Quaresma.
Excerto da Introdução do livro:
“Este projecto artístico, estético e fenomenológico tem como centro de irradiação a Vila de Arraiolos, transitando, sucessivamente, para Espanha (Granada), Polónia, (Lodz) e Itália (Bologna). A escolha de Arraiolos como lugar principal da sua manifestação, colhe a sua razão de ser na autenticidade, riqueza patrimonial e singularidade desta Vila do Alto Alentejo, por contraste com os grandes centros urbanos e a dromologia que os caracteriza, isto é, a precipitação dos ritmos e tempos de experiência da vida quotidiana. Simultaneamente a esta orientação, pretende-se realizar uma aproximação subtil ao tema “por vir” da Capital Europeia da Cultura em 2027: Évora e a questão do VAGAR.
Por estes motivos, propõe-se uma intensa reflexão artística e fenomenológica sobre a lenta formação da temporalidade para quatro modalidades artísticas e artesanais, mas também mitológicas e alquímicas: tecer, tingir, gravar, moldar.”
unidos venceremos! escultura pública participativa
Jun 25 2025
31 MAIO > 28 JUNHO 2025 I BIBLIOTECA E ARQUIVO MUNÍCIPIO DE GRÂNDOLA
Unidos Venceremos! Arte e Comunidade em Debate é uma iniciativa no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, promovida pelo município de Grândola, que explora a relação entre o passado e o presente do bairro SAAL Unidos Venceremos no Canal Caveira, e como a arte e o espaço público são o meio de mediação para valorizar a cidadania e fortalecer a democracia.
O projeto visa destacar a arte pública como prática socialmente comprometida e como ferramenta para enfrentar questões sociais, urbanas e ambientais que afectam particularmente a aldeia de Canal Caveira.
Através de processos de co-criação, reunindo uma equipa multidisciplinar de investigadores, alunos e artistas, os moradores tornam-se agentes ativos na transformação do seu próprio território, utilizando a arte como meio para expressar as suas preocupações, esperanças e visões para o futuro.
O projeto culmina na criação de uma obra de arte pública na aldeia de Canal Caveira, que servirá como símbolo da identidade local, da memória coletiva e da luta histórica da comunidade, ao mesmo tempo que reforça a importância da participação cidadã como meios de transformação social.
re_memorar — encontros entre arte e psicologia
Jun 25 2025
14 > 28 JUNHO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 14 de junho, às 19h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Re_Memorar — Encontros entre Arte e Psicologia, que ficará patente até 28 de junho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Artistas: Ângela Fonseca; Arminda Leite; Carolina Mendonça; Conchita Calvo; Inês Quitério; Tomás Serrão
Alunos de Psicologia: Gabriel Galante; Raquel Santos; Maria Eduarda Dourado; Leonor Marques; Catarina Martins
O projeto insere-se no contexto de uma investigação doutoral na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Málaga, cujo foco principal é a exploração da neuropsicologia da memória como fonte de inspiração na arte contemporânea.
No âmbito desta investigação, realizou-se uma estadia na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, onde se desenvolveu um projeto de curadoria que promove a colaboração entre estudantes de Belas Artes e Psicologia. O projeto iniciou-se com uma apresentação dirigida aos estudantes de Belas Artes, na qual se partilhou a obra artística e se explicou como esta se inspira em conceitos neuropsicológicos relacionados com a memória.
Posteriormente, realizou-se uma palestra semelhante para os estudantes do mestrado em Psicologia. Estas sessões iniciais serviram para introduzir as bases teóricas e artísticas do projeto, bem como para recrutar voluntários interessados em participar. Após a formação de equipas compostas por estudantes de ambas as faculdades, realizaram-se reuniões colaborativas onde se partilharam ideias, perspetivas e conhecimentos.
Este intercâmbio interdisciplinar resultou na criação conjunta de obras que refletem aspetos tanto artísticos como psicológicos relacionados com a memória. As peças produzidas estão programadas para serem expostas em junho do presente ano. Este projeto segue a linha de um trabalho anterior realizado na Universidade de Málaga (UMA), onde também se promoveu uma colaboração interdisciplinar entre estudantes. A experiência prévia permitiu aperfeiçoar a abordagem metodológica e fomentar uma interação enriquecedora entre disciplinas aparentemente distantes, mas profundamente conectadas.
condição humana /// fauna e flora
Jun 25 2025
16 > 29 JUNHO 2025 I PALÁCIO DO ALEGRETE
Fauna e Flora e a Condição Humana são duas exposições que agrupam o trabalho dos alunos finalistas da Licenciatura de Escultura de 2025 da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Condição Humana – folha de sala
A exposição Fauna e Flora inaugura no dia 16 de junho e ficará patente até 22 de junho, a exposição seguinte, Condição Humana, inaugura no dia 23 de junho e fica patente até 29 de junho.
O Palácio do Marquês do Alegrete, também conhecido como Quinta Alegre, é um espaço cultural com excelentes condições para o desenvolvimento de um projecto de escultura integrada — a arte em diálogo com a arquitectura e a sua história. Um lugar com qualidades únicas para esta mostra, não só por o palácio beneficiar de uma implantação privilegiada que oferece ao observador uma abertura à paisagem muito particular na cidade de Lisboa, um lugar onde ainda se reconhecem os jardins, o pomar, a horta e a mata, características de organização de quinta de recreio do século XVIII nos arrabaldes de Lisboa, mas também porque hoje esta quinta é um refúgio para a afirmação da plena cidadania numa área urbana complexa e desqualificada pelo processo de urbanização informal da segunda metade do século XX.
a designer at the end of….
Jun 15 2025
24 JUNHO 2025 > 10H/19H I SALA 4.05
Mostra Design de Comunicação VI – alunos finalistas 2024/25
A expressão “A designer at the end of…” – título desta mostra informal e do projecto desenvolvido pelos alunos na disciplina de Design de Comunicação VI – pode ser entendida como uma revisitação da retórica pós-modernista de declaração do “fim de tudo”. Usada enquanto reconhecimento de profundas mudanças em curso, não necessariamente terminais ou dramáticas, podemos ainda entender o “fim de tudo” enquanto estratégia de comunicação eficaz – porque mediática –, para a validação de um novo “pós-qualquer-coisa”.
Nesta prática que também é uma disciplina e que também é profissão difícil de definir, no último semestre de uma licenciatura, apontámos o dedo ao designer, como alvo colateral aparentemente mais tangível. Afinal, como se posiciona este sujeito perante as forças sociais, culturais, políticas e económicas que moldam e definem aquilo que estuda e pratica? Como se prepara ele para enfrentar estes vários fins? E como se prepara um estudante finalista para ocupar esse lugar?
Tendo por mote um conjunto de palavras que funcionam como variações à conclusão da frase “A Designer at the End of…”, os alunos posicionaram-se perante as problemáticas actuais da cultura da disciplina (equacionando como ambicionam participar nestas e em que moldes), sem se alhear do papel do designer enquanto cidadão de um mundo em crise, repleto de “fins” com vários tempos, geografias e expressões, entre optimismos e pessimismos vários. No fundo, procurou-se projectar em torno de uma ideia de futuro, nomeadamente aquele que já se antevê e reconhece no final de uma licenciatura.
18ª edição gab-a galerias abertas das belas-artes
Jun 06 2025 
6, 7 e 8 de JUNHO 2024 > FBAUL ABERTA AO PÚBLICO
Durante o fim de semana de 6, 7 e 8 de JUNHO de 2025 a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vai acolher a 18ª edição das GAB-A / Galerias Abertas das Belas-Artes.
Entrada livre
Horário:
6 de junho – 18h-20h
7 e 8 de junho – 14h-20h
Este evento é passível de ser fotografado, filmado e posteriormente divulgado publicamente.
As GAB-A são, simultaneamente, um fórum de discussão e mostra de jovens artistas, de produtos de investigação artística e de obras em contexto de ensino superior artístico público, integradas no espaço físico onde são pensadas e produzidas. Não é uma exposição numa galeria, museu ou centro cultural. É a abertura dos espaços de trabalho e de investigação artística que a Faculdade de Belas-Artes encerra, num espírito de ateliê aberto.
As GAB-A são um evento de partilha aberto ao público, cujo sucesso depende da vontade dxs seus/suas participantes e das suas ambições. É um espaço informal, pontuado pela presença de jovens criadores. Um fórum / feira, onde se ensaiam questões pragmáticas como o contacto com o mercado artístico; a constituição de grupos e/ou de projetos ou a definição de estratégias para ações futuras. É um momento que se alicerça na troca de experiências, na aprendizagem e na aplicação de conhecimentos.
Nesta edição, o Pop-up de vendas decorrerá dia 5 de junho. O objetivo é proporcionar às vertentes artísticas em questão um espaço democrático, afeto ao propósito da venda, de maneira a que este não interfira com o bom funcionamento das GAB-A. Quando falamos de local de vendas, falamos de um espaço onde xs alunxs terão a oportunidade de comercializar o seu merchandising como stickers, brincos, cerâmicas utilitárias, etc. Nos dias 6, 7 e 8 de junho, durante a mostra dos trabalhos, xs alunxs terão a oportunidade de apresentar os seus trabalhos e projetos artísticos desenvolvidos ao longo dos semestres, sendo também estes passíveis de serem vendidos.
Nas GAB-A não há seleção de obras nem de participantes por qualquer entidade que não o próprio autor. Dá-se, assim, a possibilidade a cada estudante de testar a sua capacidade de decisão, de autocrítica e de autonomia. Todxs xs alunxs são convidadxs a participar. As GA-BA procuram criar um ambiente de fórum de arte contemporânea, no centro da sua origem (o próprio local de aprendizagem e de investigação), o que propicia a elaboração de questões sobre a arte e o papel que esta desempenha no mundo. Nas GA-BA estabelecem-se pontes entre todos os ciclos de ensino. Ao lado de um licenciando, podemos encontrar um mestrando ou um doutorando.
Estão convidados a participar todxs xs alunxs da Faculdade de Belas-Artes de todos os cursos e de todos os ciclos de estudos.
Os formulários para INSCRIÇÃO nas diferentes vertentes, encontram-se no LINK e na descrição do Instagram das GAB-A (@galeriasabertas2025).
heritales awards – international heritage film festival
Jun 05 2025
05 > 08 JUNHO 2025 I ALMADA
Inaugurou no dia 7 de maio na Biblioteca da Universidade Nova de Lisboa, Campus de Caparica, 2829-516 Caparica a exposição dos troféus realizados por alunas e alunos do Mestrado de Ciência e Arte do Vidro e da Cerâmica VICARTE (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) para atribuir aos vencedores do Festival Heritales – International Heritage Film Festival. A exposição conta com a curadoria da professora Helena Elias (FBAUL-VICARTE), da professora Marta Castelo (FBAUL-VICARTE) e do professor Fernando Quintas (FBAUL-VICARTE).
As peças artísticas da VI edição do Festival Heritales, 2024-2025, estão dedicadas ao lema o “Papel da paz na comunidades sustentáveis”, que conta com o apoio da Cátedra UNESCO Educação Para a Paz Global Sustentável da Universidade de Lisboa. São da autoria da Vera Andrade, Miranda Winter, Kasia Lendzion e do Igor Minin, jovens artistas do Mestrado de Ciência e Arte do Vidro e da Cerâmica VICARTE (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa).
A mostra inclui ainda várias esculturas dos prémios atribuídos para o festival de 2022, visto a circunstância especial do período de confinamento da SARs-Covid não ter permitido que alguns dos troféus chegassem aos respetivos autores premiados.
O Heritales – VI International Heritage Film Festival realiza-se nos dias 5, 6, 7 e 8 de junho, com a atribuição dos troféus no dia 6 de junho, às 17h00, na Biblioteca da FCT-NOVA.
5 junho: Centro Cultural Fernades Mendes Pinto
6 junho: FCT-Nova Library Monte da Caprica
7 junho: Biblioteca Municipal de Almada
8 junho: Jardim do Castelo de Almada
renature
Jun 04 2025
02 > 06 JUNHO 2025 I SALA 4.20
ReNature é uma exposição dos alunos do Mestrado de Design para a Sustentabilidade da FBAUL, que tem como objetivo sensibilizar e inspirar a inovação utilizando o biomaterial da raiz do cogumelo (micélio). Inclui a demonstração do material, a partilha de ideias e o concurso “Grow Your Design”, convidando todos os alunos a explorar e a enfrentar desafios ecológicos e de design.
모름 Morum – Exposição de artistas coreanas em Portugal
Jun 04 2025
02 > 06 JUNHO 2025 I CISTERNA BELAS ARTES
Inaugura no dia 2 de junho, às 17h00, na Cisterna das Belas-Artes, a exposição 모름 Morum, de artistas coreanos em Portugal.
Artistas: Cho Sejin, Choi Kyeong Hwa, Chung Sun Kyung, Hyun Sujin, Jiôn Kiim, Kim Hana, Bae Gongju e Summer Cho
Organização: Lu.Co – Grupo de Artistas Coreanos em Portugal
Curadoria: João Pedro Amorim
Um grupo de artistas coreanas a viver em Portugal propôs-se a reunir os seus trabalhos numa exposição. A partir dessa condição diaspórica comum – uma mesma origem, e um destino partilhado –, a exposição 모름 / Morum surge como oportunidade para experimentar jogos de aproximação e distanciamento, de procurar ecos e desvios. O que persiste da sua origem? E de que forma o lugar em que vivem afeta a sua expressão artística? Reunindo metodologias, plasticidades e preocupações distintas, esta exposição revela trabalhos que nuns casos operam uma renovação da tradição artesanal coreana e, noutros, exploram plasticidades contemporâneas. Em comum, estas obras promovem o questionamento de noções fixas de identidade e a afirmação do deslocamento geográfico e cultural enquanto movimento produtor de sentido. Mais do que respostas definitivas, esta exposição propõe um diálogo visual no qual a identidade se afirma como um constante devir, como movimento fluído e híbrido.
Apesar de vivermos em sociedades cada vez mais globalizadas – e por isso, homogeneizadas –, é possível ainda encontrar algumas especificidades culturais que funcionam como pontos de resistência. A linha orientadora do diálogo nesta exposição é o conceito de Morum (모름). Ao contrário das línguas europeias contemporâneas, em que termos como “ignorância” (do latim ignorantia) ou “unknowing” têm origem numa negação – in- e gnarus; un- e knowing – o coreano tem termos positivos e autocontidos como morum (모름) e as conjugações do verbo moreuda (모르다) (“não saber”) . Estas palavras afirmam o não-saber como um estado dinâmico de abertura para o desconhecido e para novas possibilidades que germinam no lugar daquilo que não se sabe. O não-saber foi inscrito pelo mito do racionalismo europeu como uma mera contingência provisória – o que não se sabe, não se sabe ainda. Essa revolução filosófica, científica e cultural combate a treva do não-saber. As luzes do esclarecimento irão, mais cedo ou mais tarde, iluminar a escuridão. Se o Iluminismo foi a origem de um pensamento universalizante sobre o mundo em que tudo deveria ser conhecido, na língua coreana resiste a dignidade do não-saber como estado natural, digno e até potencialmente elevado.
O Lu.Co – Grupo de Artistas Coreanos em Portugal – tem como missão criar uma plataforma de apoio, intercâmbio e diálogo entre artistas coreanos residentes em Portugal, promovendo novas perspetivas sobre a cultura coreana, com especial enfoque na arte contemporânea e nas práticas artesanais. Esta primeira exposição reúne obras de Cho Sejin, Choi Kyeong Hwa, Chung Sun Kyung, Hyun Sujin, Jiôn Kiim, Kim Hana, Bae Gongju e Summer Cho. Esta iniciativa conta com o apoio da Embaixada da República da Coreia em Portugal, da Agência de Coreanos no Estrangeiro e da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
6ª bienal de arte gaia homenageia lagoa henriques
Jun 01 2025
05 ABRIL > 12 JULHO 2025 I QUINTA DA FIAÇAO DE LEVER
O Mestre, Escultor, Professor Lagoa Henriques é o artista homenageado este ano na Bienal de Gaia que decorre entre 5 de abril e 12 de julho.
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa participa na Bienal com desenhos e esculturas, obras do espólio do artista, que vão estar em exposição.
A 6.ª edição da Bienal Internacional Arte de Gaia vai decorrer entre 5 de abril e 12 de julho, com 51 exposições (25 coletivas e 26 individuais) e a participação de mais de 250 artistas. Logo na abertura da iniciativa, o médico e investigador português Manuel Sobrinho Simões, atual diretor do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), vai fazer uma intervenção sobre “ciência, cancro e arte”. O encerramento, por sua vez, terá uma exposição coletiva na Reitoria da Universidade do Porto, denominada “Gabinete de Curiosidades/Museu de Causas”. Lagoa Henriques será o artista homenageado nesta edição, com uma exposição com dezenas de desenhos e esculturas.
Destaque ainda para a exposição coletiva “A Comemoração dos 50 anos de Abril de 1974 vai às Escolas”, que vai contar com trabalhos de vários alunos e a exposição coletiva de 40 cartoonistas de vários países no âmbito do Porto Cartoon – World Festival. Haverá também exposição de livros de artistas, com 11 exposições individuais e uma coletiva, designadamente com livros dos escritores Valter Hugo Mãe, Rui da Graça, Nazaré Álvares, Celeste Ferreira e Miguel Carvalho.
A Bienal vai ter várias outras exposições coletivas como “Bandeiras pela Paz”, pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, ou uma com trabalhos de artistas portugueses e espanhóis. Também fazem parte da programação tertúlias, residências artísticas e a exposição coletiva Concurso Internacional, com a atribuição do Grande Prémio da Bienal da Câmara Municipal de Gaia, em que concorreram 162 artistas.
“gentrificación”, una exposión con obras de estudiantes de arte de salamanca, lisboa y oslo
Jun 01 2025 
08 MAIO > 08 JUNHO 2025 I DA2 DOMUS ARTIUM 2002, SALAMANCA
Gentrificación
El depredador en el laboratorio de Arte
Esta exposición muestra los resultados de la investigación artística promovida por el proyecto Erasmus BIP, “Estrategias de proyección internacional en estudiantes de arte”, en el que participan la Facultad de Bellas Artes de la Universidad de Salamanca, la Facultad de Bellas Artes de la Universidad de Lisboa y la Academia Nacional de Bellas Artes de Oslo. El proyecto busca insertar al alumnado del campo de las artes en el desarrollo y la difusión profesional de su propia obra artística, ampliando así su formación. Y lo hace desde un contexto que potencia las relaciones internacionales.
Como tema generador se aborda el concepto de gentrificación. El término es utilizado por primera vez por Ruth Glass en 1964 para referirse el cambio residencial de la población de clase media a las antiguas áreas de clase baja de Londres (Gonçalves, 2009). Su surgimiento se remonta a la reconstrucción urbana que necesitaron las ciudades de posguerra del mundo capitalista avanzado e incluso podemos encontrar precursores modernos como Charles Baudelaire en su famoso poema, “Los ojos de los pobres”, que envuelve una narrativa proto-gentrificación dentro de un poema de amor y distanciamiento (Smith, 2015). La historia de la gentrificación es breve y esta cargada de contradicciones, desde finales de la década de 1950 y comienzos de la de 1960, de Sydney a Hamburgo, de Toronto a Tokio, activistas, inquilinos y personas corrientes ya sabían exactamente qué era la gentrificación y cómo afectaba a su vida cotidiana; sin embargo, medios de comunicación como el New York Times a mediados de los años 80 estaban ocupados por solicitudes a favor de la gentrificación. Muchos se vieron atraídos por el aparente optimismo de la gentrificación en el sentido de modernización, renovación y limpieza. El lenguaje de la gentrificación resultaba (quizás, resulta) irresistible para determinados sectores de la población. Para los críticos pronto se descubrió como parte fundamental del proceso que conlleva el fenómeno de desarrollo desigual que promueve la globalización financiera. La gentrificación se ha construido como un concepto polémico en el ámbito de los estudios urbanos, pero a pesar de sus consecuencias negativas para la población desplazada, es difícil negar que la gentrificación, también genera recursos y crea demandas por nuevos servicios en una ciudad consolidada. Podemos encontrar casos en los que las ventajas económicas de la gentrificación se han utilizado en beneficio del resto de la ciudad, pero lo cierto es que, a día de hoy, la mayoría de las veces, se detecta la gentrificación como una forma de segregación y exclusión social que destruye la identidad, la diversidad y la memoria de los barrios, viola el derecho a la vivienda y a la ciudad y genera conflictos.
Úrsula Martín Asensio
how’s the surf?
Mai 29 2025
MAY 28 > JUNE 03, 2025 I AUDITORIUM ATRIUM
Exhibition opening is on 28 th of May, 18:00 o’clock. The artist will be present. Markéta Zdeňková (Czech Republic) will give a short concert.
The exhibition how’s the surf in the auditorium atrium of Faculdade de Belas-Artes of Universidade de Lisboa starts within the artist’s body. Angelika Wienerroither paints how she feels while surfing the waves of Costa da Caparica, the waves of the Atlantic Ocean. Like the memories of her body — which are revisited, changing and layered like sediments —sheets of transparent paper are placed on top of each other, showing lines of ink. The blue ink is also used to colour sheets of raw paper, torn at the edges. The ink was diluted, the sheets painted over and over again.
The artists practice relates to autotheory, a term coined by Lauren Fournier in 2022. Autotheory means theorising through her own body, through her existence in this world in relation to existing theory. Her experience, her thoughts, her feelings are relevant – and where she is situated. As what she thinks depends on her position, her art changes when she is close to the sea. Angelika Wienerroither has chosen to paint on the pier, hearing the waves, breathing the salty air. She has to check the weather forecast — as she does for the surf — but she still gets caught in the rain, the wind blowing the paper over, the tide pushing in and flooding the pier. Her work is made by nature, not separated by it.
Angelika Wienerroither uses a gesture of calligraphy to paint her works. Her brushes are mounted on wooden sticks, the paper lies on the floor. She paints standing, developing a language for the feeling on the top of the wave, in perfect balance.
Angelika Wienerroither is a visual artist and writer from Austria. Her art and research oscillate around fluidity: she is drawn in by the not-yet-become, the metamorphosing, the not fixed. Her exhibitions and lectures create an open space for thinking; she gives impulses but doesn’t have the answers. Central in her practice is autotheory and the I: the knowledge of her body, her experience, her thinking and her memories are relevant. She theorises through her being in this world.
Currently, she is researching for her PhD at Kunstuniversität Linz what happens when she regards the world from a ship. She has studied painting and photography at Mozarteum University Salzburg, sociology at Karl-Franzens-University Graz, International Business at FH Joanneum Graz. She has exhibited internationally in galleries, museums and in abandoned buildings, e.g. the Austrian Cultural Forum Zagreb, the Museum of Modern Art Salzburg, Leopold Museum Vienna and an old worker’s house of a mill. Her exhibitions are walk-in utopias, a lived daydream; everything could still change.
equação pessoal – exposição de maria máximo
Mai 27 2025
08 MAIO > O1 JUNHO 2025 I MUSEU NACIONAL HISTÓRIA NATURAL E CIÊNCIA
Inaugura no dia 8 de maio, às 18h00, no Laboratório de Química Analítica do Museu Nacional de História Natural e ciência e exposição Equação Pessoal de Maria Máximo, com curadoria de Sofia Marçal.
Ao trazer a Ciência para o centro da narrativa artística, esta exposição procura desafiar as fronteiras convencionais, convidando o espectador a observar de perto a experimentação e interligação entre o corpo e a matéria.
echoes in motion: traces through performance – exposição de vítor cavalheiro
Mai 22 2025
06 > 27 MAIO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 6 de maio, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Echoes in Motion: Traces through Performance de Vítor Cavalheiro, com curadoria de Sofia Tudela.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Echoes in Motion parte de uma investigação visual sobre o gesto, o rasto e a memória da performance.
Nesta série, intitulada de Oscillation, o artista explora a técnica lenticular — um processo quase esquecido que sobrepõe várias imagens numa só superfície, manipulando a perceção através de pequenas lentes que reagem ao movimento do olhar. A lenticularidade, com as micro-lentes que fragmentam e recompõem a luz, é aqui usada não apenas como ferramenta estética, mas como conceito: multiplicar a imagem, suspender o tempo, fragmentar o instante e torná-lo matéria — objeto.
As fotografias, captadas de forma intencionalmente espontânea e quase anti-técnica, resultam em manchas, sobreposições e abstrações visuais que desafiam a leitura imediata. Esta “imperfeição” formal aproxima-se da verdade crua da experiência ao vivo, onde o caos e o corpo falam mais alto que a nitidez. Mais do que documentar, estas imagens procuram diluir o figurativo até quase o perder, para reencontrar, nas manchas de luz, a memória sensorial do som, da vibração e da multidão.
A série explora as possibilidades de traduzir a energia efémera do palco num objeto visual, único e dinâmico — uma imagem que não se fixa, mas que, tal como o som, oscila e se transforma dependendo do movimento do corpo do espectador. Ao movimentar-se diante das imagens, o espectador ativa a transformação: as cenas ganham profundidade, vibram. Esta metamorfose não é apenas técnica — é emocional. A performance é convocada de novo, como um eco em loop, tornando-se tangível mesmo fora do palco, criando desta forma um paralelismo entre o espectador que observa a obra como o que observa a performance.
Através deste projeto nasce o cruzamento entre processos analógicos e digitais, movido por um fascínio por tecnologias visuais quase obsoletas, que acompanham a sua memória afetiva — O artista resgata a linguagem visual dos anos 90 — nostálgica como os Tazos das nossas infâncias — que reaparece aqui como eco visual e tátil e funde-a com uma paixão ‘antiga’: a música ao vivo. Esse lado nostálgico não é decorativo, mas operativo: fala de uma linguagem visual que já foi popular, física, lúdica — e que agora é recontextualizada para captar o tremor intenso e físico dos concertos, neste caso, da banda MAQUINA. Não se trata apenas de retratar a banda, mas de dar corpo ao movimento, prolongando-o através de uma técnica que, tal como a própria performance, vive da transformação e da presença.
Esta exposição pretende fazer ressoar a energia visceral dos concertos da banda como se cada obra fosse um encore visual. Estas imagens captam a intensidade crua de três concertos da banda, durante o ano de 2024. É a ligação pessoal e artística com a banda — e, sobretudo, a natureza frenética e hipnótica das suas atuações — que torna esta colaboração inevitável.
Echoes in Motion transforma a fotografia numa extensão performativa: cada peça não é apenas uma representação, mas um vestígio ativo, um artefacto em contínua mutação. Um eco em forma de mancha que insiste em continuar a oscilar. Cada imagem é um objeto. Em vez de documentar, estas fotografias encarnam. São presença que reverbera. Movimento que permanece.
Sofia Tudela
Cemitério Indígena: Movimentos ao Autoexílio Kaiowá e Guarani
Mai 22 2025
08 > 27 MAIO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 8 de maio, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes a exposição Cemitério Indígena: Movimentos ao Autoexílio Kaiowá e Guarani de Letícia Larín e obras em colaboração com Kunhã Ysapy, Elle Souza, Cajetano Vera e Nelson Ávila.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Exposição com peças desenvolvidas junto a um aprofundamento nas cosmovisões originárias Kaiowá e Guarani, durante a investigação de doutoramento em escultura da artista. Esses povos vivem num território ancestral, atualmente dominado pelo agronegócio, no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Na condição de estrangeiras em sua própria terra, essas culturas lutam com as próprias vidas para se “autoexilarem” com vistas a existirem segundo o seu próprio modo, o teko porã (Bem Viver).
O conjunto de trabalhos apresentado, por vezes buscou relacionar-se criticamente com elementos dessas culturas materiais, como o kurusu tumular, o pau de chiru e o tipo de altar yvyra marãngatu. Por outras, expressa a vivência de Letícia Larín em seu trabalho de campo, na Reserva Indígena de Dourados, havendo algumas obras produzidas junto a Kunhã Ysapy, Elle Souza, Cajetano Vera e Nelson Ávila.
Estão ainda experimentos em vidro com milho, o alimento mais sagrado a esses e essas indígenas, e com terra, o principal motivo das difíceis condições de vida impostas a esses corpos-territórios. Com isso, embora a atmosfera da mostra seja tingida por um tom árido, ela insiste em transparecer a leveza, o brilho e encanto que permeia essas visões de mundo, integradas espiritualmente à natureza.
buraco da minhoca – exposição coletiva
Mai 10 2025
10 MAIO > 14 JUNHO 2025 I GALERIA DO SOL, PORTO
Inaugura no dia 10 de maio, às 16h00, na Galeria do Sol, no Porto, a exposição Buraco da Minhoca.
Buraco de Minhoca é uma proposta coletiva de João Marçal e Francisco Queirós para a Galeria do Sol, que reúne um conjunto de artistas da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa: Francisco Corrêa, Francisco Novais, João Fonseca, João Marçal, João Salvador, Henrique Porta-Nova, Mariana Rocha, Paulo Malafaya, Raquel Garcês, Rita Silva Carreira, Rita Bárrios Ferreira, Rosa Eck e Sara Chitas Gouveia.
Buraco de Minhoca é o nome dado por John Wheeler à teoria que evoca a existência de uma série de ligações espácio-temporais entre regiões longínquas no universo. Poderíamos dizer que a presente exposição é o lugar onde alguns objetos se recalibram, numa contínua contração e expansão. A impermanência é a sua condição natural, o olho é um buraco de minhoca.
Young design Generation Open Call 2025 Lisbon Design Week + Mude
Mai 09 202528 MAIO > 27 JULHO 2025 I MUDE
A Lisbon Design Week, em colaboração com o MUDE – Museu do Design, convida jovens criativos a apresentarem o seu trabalho para a segunda edição da exposição que pretende ser uma mostra da criatividade de autores portugueses ou radicados em Portugal.
Esta Open Call integra o conjunto de eventos da Lisbon Design Week 2025. O júri selecionará 20 peças para integrar uma Coleção Cápsula que será apresentada no MUDE entre 28 de maio e 27 de julho 2025.
A exposição
As 20 peças selecionadas integrarão a Coleção Cápsula que será exposta no MUDE – Museu do Design na Rua Augusta 24, 1100-053 Lisboa, a inaugurar dia 28 de maio de 2025.
A exposição terá produção conjunta da Lisbon Design Week e do MUDE, integrando-se nos programas culturais de ambas as instituições. Aberta a um público diverso e muito alargado, fará parte dos principais eventos da última semana de maio: a Lisbon Design Week 2025, a Arco Lisboa, a Semana da Criatividade (CCP) e as Galerias Abertas da FBAUL, que juntam em lisboa estudantes, criativos e profissionais da indústria, colecionadores, imprensa especializada nacional e estrangeira e figuras-chave dos setores da arte, artesanato, design e arquitetura.
Os autores das peças selecionadas serão convidados a participar em diversos eventos organizados pela Lisbon Design Week, incluindo exposições, visitas a ateliês, lojas e galerias, eventos de networking, palestras e destaque em artigos e materiais de comunicação. Este conjunto de oportunidades tem como objetivo reconhecer a criatividade e a excelência, proporcionando aos participantes uma plataforma para crescimento profissional dentro da comunidade criativa.
Objetivo da exposição
Promover o diálogo entre o património do design, a história e a contemporaneidade, através de novas interpolações às peças que integram a Exposição de Longa Duração do MUDE.
Dar visibilidade à criatividade emergente e partilhar com um público alargado o olhar das gerações que iniciam, agora, o seu percurso profissional.
Categoria - Contraponto
A Exposição de Longa Duração do MUDE, oferece, a quem a percorre, uma leitura do design em Portugal num contexto de reflexão sobre si mesmo e sobre o que o rodeia. As peças e os seus processos são mostrados em núcleos de afinidades, que se vão justapondo época a época para revelar a intricada dinâmica das diferentes referências culturais dos sécs. XX e XXI que contribuem para debater “Para que servem as coisas?”.
Abrir esta exposição à contribuição de jovens, é um convite para juntar a voz das mais recentes gerações a este debate que o Museu quis iniciar. São aceites submissões de peças que corporizam conceitos
transversais a esta temática e que tragam novas formas de desenhar, comunicar, percecionar e utilizar design. Os participantes são incentivados a mostrar como o seu trabalho contribui para ultrapassar os desafios do design na atualidade. As peças a submeter podem ser equipamentos, componentes, objetos ou suportes de comunicação (itens one-off, produtos ou protótipos HI-FI) em tamanho real.
Elegibilidade
Todos os jovens criativos ou estudantes do sector artístico e criativo de nacionalidade portuguesa ou residentes em Portugal, individualmente ou em equipe. Os participantes devem ter menos de 35 anos no momento da submissão (até 24 de abril de 2025).
Regras de submissão
- A participação é gratuita
- Cada participante ou equipa pode submeter apenas uma peça
- O prazo limite para submissão é 24 de abril de 2025
- A peça deve resultar de um processo de design e ser bi ou tridimensional
- A peça pode ser inédita ou já ter sido editada, exposta ou comercializada
- A peça deve ser apresentada por meio de fotografias, desenhos e uma descrição detalhada das suas características específicas, incluindo dimensões e materiais.
Deve ser acompanhada por um breve texto que explique de que forma a peça estabelece um diálogo com a Exposição de Longa Duração do MUDE, seja através da sua relação temática, conceptual ou material com uma ou mais peças, contribuindo para a reflexão e a interação com o discurso expositivo existente. - Serão selecionadas 20 peças para exposição temporária no MUDE
- Caso a peça seja selecionada, o autor compromete-se a entregar um exemplar ou protótipo em alta fidelidade (HI-FI), acompanhado de fotografias em alta resolução (HR), descrição e uma breve biografia, para ser exposto no MUDE – Museu do Design
- A peça ficará em exposição até 27 de julho, sendo posteriormente combinada a data para levantamento no mesmo local
- O formulário e Informação detalhada sobre o processo se submissão está disponível no site da Lisbon Design Week/Open Calls
- A submissão pode ser feita em língua portuguesa ou inglesa
- As submissões e eventuais pedidos de informação devem ser enviados para opencalls@lisbondesignweek.pt ; com cópia para justine@lisbondesignweek.pt
- Todos os participantes receberão um certificado de participação.
FICHA DE INSCRIÇÃO
CONTACTOS
opencalls@lisbondesignweek.pt
www.lisbondesignweek.pt
www.instagram.com/lisbondesignweek
www.mude.pt
desafio a arte do café
Mai 09 2025
CANDIDATURAS ATÉ 25 ABRIL 2025
Desafio A Arte do Café, desafio organizado pela Belissimo Cafés em parceria com a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e da Faculdade de Belas-Artes do Porto.
Este desafio é exclusivo para os alunos finalistas no ano letivo de 2024-2025 de Pintura, Cerâmica (Pintura e Escultura) e Design de Comunicação.
Candidaturas abertas até 25 de abril de 2025.
As obras vencedoras estarão expostas no Lounge Belissimo, na Feira de Arte ARCO Lisboa, que se realiza entre 29 de maio e 1 de junho de 2025.
Realizou-se uma SESSÃO DE APRESENTAÇÃO, com representantes da Delta Cafés, na próxima quarta-feira, dia 26 de março, às 11h30, no Grande Auditório.
Júri da FBAUL: Helena Elias, José Quaresma, Pedro Fortuna e Sofia Leal Rodrigues.
Para esclarecimento de eventuais dúvidas, os participantes podem contactar a Bellissimo Cafés, através do endereço de e-mail mktg.bellissimocafes@gruponabeiro.com
submissão de candidaturas — CFP: “Hybrid Landscapes: Experiencing Things, Mapping Practices, Re-construing Ecologies of Entangled Environments”, 74 (1/2025)
Mai 09 2025

SUBMISSÃO DE CANDIDATURAS ATÉ 31 DEZEMBRO 2024
Editors: Helena Elias (University of Lisbon), Jakub Petri (Jagiellonian University in Krakow), Natalia Anna Michna (Jagiellonian University in Krakow)
No âmbito do projecto CAPHE -Marie Curie RISE Actions, no qual os centros associados Vicarte e CIEBA da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, são parceiros, convidamos a comunidade académica, profissionais das artes e da cultura e demais pessoas interessadas a submeter propostas para este número especial da revista de estética polaca da Jagiellonian Universty (Krakow), open access e indexada ao scopus.
A data final para a submissão é 31 de Dezembro de 2024.
Apenas serão aceites submissões completas através da página: https://submissions.pjaesthetics.uj.edu.pl/index.php/PJA

pigmentos e corantes com história
Mai 07 2025
11 ABRIL > 10 MAIO 2025 I BILIOTECA FACULDADE BELAS-ARTES UNIVERSIDADE LISBOA
Inaugura no dia 10 de abril às 17h30, na Biblioteca da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a exposição Pigmentos e Corantes com História. A exposição ficará patente até 10 de maio.
Esta exposição integra a programação do DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS.
Desde a pré-história, o ser humano possui um impulso inato de deixar a sua marca através da criação de obras de arte. Esse desejo impulsionou a procura constante por pigmentos mais eficientes e duradouros para a criação de tintas. Esta exposição percorre a história de alguns pigmentos e corantes fundamentais, desde os pigmentos terrosos utilizados pelo homem primitivo na decoração das paredes das cavernas até aos materiais colorantes sintéticos desenvolvidos em épocas mais recentes.
Apesar dos avanços tecnológicos, a paleta do artista continua a ser uma fusão entre os pigmentos usados na pré-história, os materiais naturais da Idade Média e os compostos sintéticos orgânicos modernos. Esta exposição apresenta a história de alguns desses materiais, desde os pigmentos naturais da pré-história até aos compostos sintéticos modernos, destacando em cinco vitrinas temas como aglutinantes, toxicidade, degradação e técnicas de conservação e restauro.
Curadoria: Ana Bailão, Ana Carolina Ferreira, Diana Ferreira e Margarida Boavida
Coordenação Científica: Ana Bailão
Com o apoio de Maria João Albergaria, Pedro Gaurim Fernandes, Sara Henriques
Aurelindo Jaime Ceia, o design, o ensino e as palavras inquietas
Mai 04 2025 
24 ABRIL 2025 > 14h30 | AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES + CORREDOR DO AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
“É preciso que os designers não tenham medo de o ser”. Com esta ênfase, com estas palavras de exortação, Aurelindo Jaime Ceia alinhava as ideias finais do seu texto “Design quê? Design crítico! (1997) com um apelo à atitude crítica que assiste ao modo de produção em design e que se traduz numa cultura política de um trabalho pontuado por um pensamento humanista, por valores estéticos e princípios de cidadania que influenciam todos os artefactos do quotidiano e que operam, necessariamente, na consciência do individual e do social.
Nas suas palavras encontramos sempre um necessário e permanente confronto crítico sobre a realidade, um certo modo de dizer, pontuado por um discurso assertivo, depurado, sem pretensões. Com uma dedicação plena à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Aurelindo Jaime Ceia procurou ser um exemplo para os seus alunos, com uma partilha de conhecimento qualificada e apaixonada, feita de inquietações e de referências culturais adequadas às problemáticas contemporâneas, numa manifesta orientação pedagógica que suscitasse um compromisso de responsabilidade social para o entendimento e a prática do design.
Por outro lado, o seu trabalho gráfico devolve-nos um certo modo de ver, ou dito de outro modo, alguma poética: nas formas simbólicas e nas metáforas visuais que se ajustam ao processo e à experiência formal, nas tipografias a desafiar os limites do plano ou nas manchas expressivas de tinta transformadas em sinais de gestos inquietos, numa iconografia feita de cores, de recortes, de palavras soltas, de desenhos e, pode-se dizer, de alguma alegria.
Aurelindo Jaime Ceia, o design, o ensino e as palavras inquietas é um evento de homenagem à memória do professor e designer de comunicação Aurelindo Jaime Ceia (1944-2024). O programa desenvolve-se em dois momentos de discussão (Conferência + Mesa-redonda) e de apresentação da sua obra gráfica (Mostra), que se configuram como testemunhos da dimensão crítica, do processo e da influência do seu trabalho como designer e como docente da FBAUL, num percurso de cerca de 40 anos.
Organização:
António Nicolas, Pedro Almeida e Sónia Rafael (c/ Rosário Tavares Ceia e Pedro Rebocho)
Departamento de Design de Comunicação
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
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Liberdade, Liberdade, Liberdade
Conferência por Guilherme Sousa
Moderação: Frederico Duarte e Sónia Rafael
FBAUL, Aud. Lagoa Henriques, 14h30
Partindo do livro “O design por dentro das palavras” (2020, Caleidoscópio), uma retrospetiva crítica do percurso profissional de Aurelindo Jaime Ceia, esta conferência propõe-se a interrogar a posição do design num momento de enormes convulsões sociais, políticas e culturais. No trabalho e pensamento de Ceia encontramos ação e reflexão sobre alguns dos maiores desafios que se colocam perante os designers e as suas instituições, a começar pela Escola.
+
Guilherme Sousa (n.1994 — Vila Real, PT)
Designer, escritor e investigador cultural. Vive e trabalha em Lisboa, onde estudou Design de Comunicação e Antropologia. Os seus textos foram publicados no jornal Público, na revista Fazer ou na webzine IP4, que fundou e editou com Sofia Rocha e Silva entre 2013 e 2015. Desde 2015, partilha a sua prática de design com Laura Araújo (Contra-Estúdio). É co-autor, com Aurelindo Jaime Ceia, do livro “O design por dentro das palavras” (2020, Caleidoscópio) e de uma tese de mestrado sobre design e Internet (FCSH NOVA, 2022).
Conversa com ex-alunos / Mesa-redonda
Participação de David Santos, Fernando Estevens, Pedro Matos e Pedro Rebocho
Moderação: António Nicolas e Pedro Almeida
FBAUL, Aud. Lagoa Henriques, 16h30
Diálogo com alguns designers/ex-alunos da FBAUL, que na influência directa ou indirecta da prática docente de Aurelindo Jaime Ceia, com ele trabalharam e colaboraram em alguns projetos de design de comunicação. A discussão revisita essas experiências colaborativas, revelando os compromissos e os cruzamentos entre a actividade profissional e os processos dos diferentes autores.
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David Santos (n. 1996 — Lausanne, Suíça)
Licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Mestre em Ensino das Artes Visuais pela Universidade Lusófona de Lisboa, onde desenvolveu a investigação intitulada ‘O Contributo da Metodologia Projetual na Ligação dos Jovens à Comunidade Local’. Como designer, desenvolveu projetos de comunicação para diversas autarquias, equipamentos culturais, instituições públicas e privadas. Atualmente, concilia o exercício do design com a prática pedagógica no ensino secundário.
Fernando Estevens (n. 1960 — Lisboa, PT)
Licenciou-se em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2013); Diplomou-se em Design Gráfico na ETIC (1995); Desenhador Projectista no IATA (1984).
Colaborou com Paulo Guilherme D’Eça Leal em vários projectos artísticos como a ampliação do painel de azulejos “Bartolomeu de Gusmão” para o aeroporto de Lisboa, “O Dilúvio de Quéops” e o filme “Iratan e Iracema” (1984-1987); João Charters de Almeida no projecto de marca “Realmarc” (1989). Fundou o Atelier FE”DESIGN’ERS (2000-2010). Com Aurelindo Jaime Ceia colaborou no catálogo da exposição do designer Jorge Alves (2012).
Pedro Matos (n. 1971 — Lisboa, PT)
Formou-se em Design de Comunicação na FBAUL, com mestrado em Comunicação e Cultura, pelo ISCTE, e Doutoramento em Design, pela FAUL. É docente do Politécnico de Portalegre e investigador integrado do Techn&Art, Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes, tendo como principais áreas de atuação a Sustentabilidade, o Design Editorial, a História do Design e das Artes Gráficas.
Pedro Rebocho (n. 1996 — Torres Vedras, PT)
Designer gráfico, licenciado em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2021) e pós-graduado em Digital Experience Design. Entre 2021 e 2024, coordenou projetos de design e comunicação na Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, onde desenvolveu identidades gráficas, materiais editoriais e estratégias visuais para programas expositivos e iniciativas culturais. O seu trabalho parte de uma abordagem crítica e metódica, integrando pensamento projetual, direção de grafismo e gestão de projeto.
Mostra do trabalho gráfico de Aurelindo Jaime Ceia
24 abril — 7 maio
Curadoria e projeto expositivo: Pedro Rebocho e António Nicolas
Inauguração: 24 abril
FBAUL, Corredor do Auditório Lagoa Henriques, piso 1, 18h.
—
Horário: 2º a sábado – 11h00-19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Visceral bodies — exposição de jessica pinto
Abr 14 2025
07 > 17 ABRIL 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 7 de abril, às 17h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes a exposição Visceral bodies de Jessica Pinto. A exposição ficará patente até 17 de abril.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário
2º a sábado – 11h00 – 19h00
Visceral bodies — “relating to deep inward feelings rather than to the intellect”: uma resposta crua, instintiva e emocional
Nesta exposição, os corpos emergem de materiais diversos, como cerâmica impressa em 3D, porcelana, cera de abelha, vidro e corda, revelando tanto a materialidade do corpo quanto suas emoções em camadas.
Uma experiência que vai além da visão—destinada a ser sentida.
Por Jessica Pinto, estudante de Mestrado em Arte e Ciência do Vidro e da Cerâmica na Vicarte, FCT NOVA, que finaliza seu mestrado com a exposição individual Visceral Bodies.
enquanto isso // meanwhile
Abr 10 2025
16 ABRIL 2025 I SALA 1.15 C CERÂMICA DE PINTURA FBAUL
Por ocasião do lançamento do catálogo da exposição ENQUANTO ISSO//MEANWHILE, artistas e curadores que participam na exposição prepararam num programa de actividades e workshops que acontece no dia 16 de Abril:
1) 10h-13h – Workshop – DESENHAR A COR | Atividade de mediação da exposição com MARTA CASTELO *
2) 14h30 – 16h30 – Workshop – CORPOS EM MOVIMENTO: DESENHO E PERFORMANCE NO MUSEU com MARIANA MAIA ROCHA **
3) 16h30 – Visita à exposição com as curadoras – Galeria Millennium Bcp, MNAC
4) 17h30 – Lançamento do catálogo da exposição (com a presença das curadoras, artistas, parceiros e mecenas) – Galeria Millennium Bcp, MNAC
1) DESENHAR A COR | Atividade de mediação da exposição Enquanto Isso | Meanwhile no MNAC *
Considerando o conceito curatorial da exposição Enquanto Isso | Meanwhile, que assenta na apologia “da contemplação, da pausa e da desaceleração no processo criativo”, Desenhar a Cor surge como uma proposta de mediação demorada, com momentos de pausa e entrecruzados com tarefas mais ou menos intensas. A atividade consiste na preparação de diversas tintas de colorações diferentes, feitas a partir de barros naturais, para posterior uso em desenhos sobre papel. Selecionados barros coloridos dentro da paleta de Marta Castelo, passaremos à pulverização dos mesmos em pequenos pedaços, seguindo-se a colocação desse material dentro de água. Teremos de aguardar que o barro derregue, uma pausa que dará para descansar e conversar. Passaremos por peneiros de diferentes malhas e experimentaremos dois aglutinantes que darão adesão às tintas.
Estas, uma vez feitas, estão prontas para Desenhar a Cor. Se o tempo escassear e/ou não houver disposição para desenhar, cada participante pode trazer recipientes vazios e levar algumas tintas para as usar mais tarde.
Materiais
1. Três tipos de barros naturais
2. Três lonas
3. Três rolos de massa
4. Três a seis maços ou macetas
5. Seis baldes de borracha
6. Seis peneiros, três de uma malha mais larga, e outros três de malha mais fina
7. Seis ripas de madeira
8. Três Salazares
9. Uma varinha mágica
10. Três jarros de plástico
11. Esponjas, panos e toalhas para limpeza
12. Cola CMC
13. Cola branca
14. Recipientes para as tintas
15. Pincéis variados
16. Papéis
Local | Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa | Sala 1.15 C Cerâmica de Pintura
N.º máximo de participantes | 12 pessoas
__
2) CORPOS EM MOVIMENTO: DESENHO E PERFORMANCE NO MUSEU **
Nível de escolaridade: Todas as idades (atividade intergeracional)
Conceção: Mariana Maia Rocha
Nesta oficina inspirada pela exposição ENQUANTO ISSO//MEANWHILE, os participantes serão desafiados a explorar o processo criativo por meio do desenho performático, do movimento e da interação com as obras expostas. O foco estará no tempo como um processo contínuo, onde o gesto, o erro e a experimentação serão partes fundamentais da criação. Através do desenho, do movimento e da interação com o corpo, os participantes irão reinterpretar as obras da exposição, experimentando e vivenciando o processo artístico de forma coletiva e performática.
Objetivos gerais:
- Explorar o desenho como prática performática, utilizando o corpo como ferramenta de expressão.
- Refletir sobre o tempo, a transformação e o processo criativo a partir das obras da exposição.
- Estimular a colaboração e a interação entre os participantes, criando uma experiência coletiva de criação.
- Focar no erro, na hesitação e na descoberta como partes essenciais do processo artístico.
PROCEDIMENTOS E METODOLOGIAS
MOMENTO 1 – CORPOS EM AÇÃO: O DESENHO COMO GESTO E MOVIMENTO
Referência: A performance e o corpo como extensão da arte, inspirados por artistas como Bruce Nauman, Yoko Ono, e Artur Loureiro.
Descrição:
Neste primeiro momento, os participantes serão convidados a explorar o corpo como um meio de expressão para o desenho. Usando diferentes partes do corpo (mãos, cotovelos, pés), eles irão criar desenhos uns dos outros de maneira performática. O objetivo não é a perfeição, mas a exploração do movimento, da improvisação e da interação com os outros.
Em seguida, os participantes farão um desenho cego: cada um irá escolher uma obra da exposição ENQUANTO ISSO//MEANWHILE e, com os olhos fixos na obra, fará um desenho sem olhar para o papel. A intenção aqui é capturar a sensação e a impressão da obra, explorando o gesto e a perceção.
- Objetivo: Explorar o desenho como uma prática performativa e espontânea, usando o corpo para criar uma conexão com os outros e com o espaço.
MOMENTO 2 – DESENHO E PERFORMANCE: A INTERPRETAÇÃO DAS OBRAS
Referência: A estética do incompleto e do erro, inspirada nas obras de Pablo Picasso, Isabel Cordovil, João Louro, Fernando Lemos, e Jorge Pinheiro.
Descrição:
Neste exercício, os participantes irão escolher uma obra da exposição ENQUANTO ISSO//MEANWHILE e replicar a pose ou gesto de uma personagem representada na obra. O objetivo é não apenas reproduzir o movimento, mas também refletir sobre o significado da pose e como ela pode ser expressa fisicamente.
Após a reprodução do gesto, os participantes usarão marcadores de cores para adicionar elementos gráficos ao seu desenho, como formas ou padrões, refletindo a interação entre o corpo, o movimento e o espaço da obra.
Objetivo: Explorar a interpretação das obras da exposição por meio do gesto e do movimento, além de integrar a expressão corporal ao desenho
Materiais e recursos a utilizar
Tesoura – 1 por participante
Marcadores cor (para detalhar os desenhos no terceiro momento) Cada participante deverá levar os seus
Lápis de grafite (para desenho performativo) 1 por participante
Papel de grande formato (para os desenhos coletivos) Cada família deverá dispor de cerca de 1mx1.5m de papel (será recomendável utilizar-se papel em rolo)
Fita-cola de papel – 1 ou 2 por grupo
Diário Gráfico ou folhas soltas A4 – 1 por participante
Conclusão:
Esta oficina oferece uma imersão criativa no universo da exposição ENQUANTO ISSO//MEANWHILE, permitindo que os participantes interajam com as obras de uma forma dinâmica e performática. Através de três momentos distintos, será enfatizada a exploração do corpo como ferramenta criativa, a reflexão sobre o processo artístico e a importância da colaboração e do gesto no desenho. Ao longo de toda a oficina, os participantes serão convidados a explorar, criar e descobrir, colocando o processo de criação no centro da experiência.
Local | Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) – R Serpa Pinto, 4-Lisboa
Registo de presença para as actividades 1) e 2)
geral.mnac@museusemonumentos.pt
ENQUANTO ISSO//MEANWHILE resulta da parceria com o Mestrado em Estudos Curatoriais do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra e da UmbigoLAB e da Fundação Millennium bcp
Mecenas: Fundação Millennium bcp
matéria vibrante: estudos para natureza-viva — exposição de catarina reis
Abr 10 2025
15 > 29 ABRIL 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 15 de abril, às 17h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Matéria Vibrante: Estudos para Natureza-Viva de Catarina Reis
Curadoria de Mónica Mendes.
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Finissage 29 de abril às 18h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Matéria Vibrante: Estudos para Natureza-Viva é resultado da investigação artística de Catarina Reis, que tem co-laborado activamente através da análise atenta das matérias e das suas ressonâncias. Na sua investigação em Belas-Artes – Arte Multimédia, cada obra nasce de um compromisso com a especificidade do seu contexto – físico, conceptual e sensorial. Neste enquadramento da Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a artista investigadora concebe uma instalação que convida a interagir e a sentir, reconfigurada numa outra que convida à observação, no cruzamento entre arte, tecnologia e ecologia.
A exposição constitui assim uma oportunidade sui generis de contacto com uma prática artística de co-criação entre humanos e não-humanos, onde a matéria adquire agência e as noções de representação e autoria são criativamente questionadas. Convidando-nos a abandonar o olhar apressado e a abrir espaço para o encanto, a exposição propõe-se como um campo de forças vibrante e relacional, onde ver é também ouvir, e onde o acto de contemplar se transforma numa forma expandida de conhecimento e de ligação simbiótica.
Mónica Mendes
Há algo que vibra nas coisas que vemos como inertes – não apenas naquilo que já viveu, mas também no que nunca teve vida e, ainda assim, pulsa, oscila e ressoa. Matéria Vibrante: Estudos para Natureza-Viva apresenta um processo de investigação artística que explora a agência da matéria, questionando a noção biológica de vitalidade e propondo especular sobre uma imagem que se afasta do visual para se tornar um campo de forças co-criado.
A obra revisita a tradição pictórica da natureza-morta, especulando sobre um dispositivo tecnológico capaz de revelar ecologias ocultas pela aparência dos objectos, inspirando-se na ideia de “matéria vibrante” (vibrant matter) formulada por Jane Bennett. Na instalação apresentada, uma composição de objectos – como frutas, flores, utensílios, ou elementos ornamentais – está conectada a um dispositivo interactivo que capta e processa a “vibração” da matéria em sinais eléctricos. A matéria torna-se co-criadora da sua própria expressão, destabilizando noções convencionais de autoria e representação.
Catarina Reis é arquitecta, artista transmedia e investigadora doutoranda, baseada em Portugal. A sua prática atravessa os territórios da arte, ecologia e tecnologia, explorando relações entre espécies e materialidades através de meios híbridos e instalações site-specific. Em colaboração com plantas e outras entidades não-humanas, investiga a agência da matéria e modos especulativos de co-criação do mundo. Entre os seus projectos mais recentes contam-se instalações imersivas, composições interactivas e experiências com biofeedback e tecnologias sensoriais.
Catarina Reis, 2025
rangefinder, imagens entrecruzadas — exposição de josé quaresma e tiago batista
Abr 02 2025
06 MARÇO > 06 ABRIL 2025 I MNAC
Inaugura no dia 6 de março, às 17h30, no Museu Nacional de Arte Contemporânea a exposição Rangefinder, Imagens Entrecruzadas de José Quaresma e Tiago Batista. A exposição ficará patente até 6 de abril.
José Quaresma e Tiago Batista interligam as suas linguagens e domínios plásticos partindo de dois mecanismos de produção de imagens entrecruzadas: o Estereoscópio de Carlos Relvas e o Rangefinder. Ambos os dispositivos formam duas imagens confluentes, embora com graus diferentes de reciprocidade e sobreposição. O primeiro está aqui associado à conceção das peças e o segundo, à semelhança de um dispositivo de focagem, à convergência das temáticas expositivas. Desenho digital e analógico, pintura, instalação e vídeo testam uma interação contínua do poder comunicativo do discurso de ambos os artistas.
A obra introdutória da exposição, que reconfigura num formato contemporâneo o autorretrato, como afogado, de um dos inventores da fotografia, Hippolyte Bayard (que tudo indica ter sido o primeiro fotógrafo a posar frente à sua própria câmara e a tirar uma selfie), inicia um corpo de peças que, de uma forma articulada, combinam o desenho com luz e imagens que se cruzam reciprocamente.
Lúcia Saldanha
organização . organization Museu Nacional de Arte Contemporânea
parceria [PeP] . partnership [PeP] MNAC / Quarteirão das Artes curadoria .
curatorship Lúcia Saldanha
artistas . artists José Quaresma / Tiago Batista
apoio à montagem . installation support Alberto Gomes / Amadeu Farinha / António Aguiar / Paulo Lourenço
design gráfico . graphic design Isabel Lopes de Castro
comunicação . communication Isabel Nunes / Mónica Fonseca / Teresa Sabido
serviço educativo education Hilda Frias
fragmentos híbridos
Abr 01 2025
03 > 10 ABRIL 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 3 de abril, às 17h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Fragmentos Híbridos.
Curadoria de Helena Elias e Mónica Mendes.
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A exposição Fragmentos Híbridos emerge no âmbito das materialidades híbridas e de processos artísticos baseados na prática. Explora-se assim a potencialidade especulativa do fragmento como conceito operativo nas artes e como recurso para a formação em investigação artística no ensino superior.
Partindo da ideia de que uma porção de algo pode renascer e recriar qualquer outra “coisa”, a mostra propõe situações experimentais que articulam diferentes corpos materiais no continuum da realidade-virtualidade. Este processo visa promover o diálogo entre sujeitos e materiais, que também podem ser sujeitos.
As experiências resultantes abrem caminho para novas abordagens na educação artística, especialmente no que respeita à investigação artística e à sua transferência de conhecimento.
Inspirando-se na noção de tessera da crítica literária (Bloom, 1973), e no conceito de constelação enquanto processo criativo dinâmico (Elias, 2019) que resgata a complexidade, significado e autonomia do fragmento (Perienes 2010), Fragmentos Híbridos expande o conceito de “fragmento nómada” proposto por Elias, Mendes, Ângelo e Lucas (2024).
Através de uma selecção de imagens e objectos de diversos artistas, a exposição apresenta fragmentos que ora se manifestam como documentos, ora se reconfiguram como imagens sobreviventes (Didi-Huberman ), surgindo em novas materialidades e ambientes digitais que mantêm a latência das suas aparições anteriores.
Nestas composições, os artistas Catarina Reis, João Pedro Costa, Jorge Forero, Lui Avallos, Marta Lucas, Pedro Ângelo, e os colectivos ARTiVIS e ÉBANO, plasmam diferentes temporalidades e estágios matéricos, colapsando planos visuais que evocam tanto a matéria vibrante de Bennet, como o conhecimento situado de Haraway e o sujeito nómada de Braidotti.
Artistas
Carlos Henriques
Catarina Reis
João Pedro Costa
Jorge Forero
Lui Avallos
Marta Lucas
Pedro Ângelo
ARTiVIS
Ébano collective
imagens de ciência ll
Abr 01 2025
01 > 11 ABRIL 2025 I CORREDOR DO AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 1 de abril, às 17h30, no corredor Lagoa Henriques, a exposição Imagens de Ciência II.
Concluindo a 2ª edição do Curso Pós-Graduado de Aperfeiçoamento em Ilustração Científica partilha-se uma seleção dos trabalhos desenvolvidos durante o 1º semestre de 2024-2025, no qual se exploraram as diversas vertentes da comunicação visual de ciência, desde a publicação científica até à divulgação para o público em geral.
Durante o curso promoveu-se o contacto com métodos e técnicas de Ilustração Científica, através do desenvolvimento de projetos pessoais em articulação com instituições de património científico natural e cultural, sob coordenação das Professoras Guida Casella e Lúcia Antunes, e com os docentes convidados Pedro Salgado, Dilar Pereira, Sara Simões, André Texugo, Marco Nunes Correia, Diogo Guerra, Cláudia Baeta, e Delfim Ruas.
Alunos participantes: Alycia Carvalho, Ana Bule, Ana Lima, Carolina Ganhão, Diogo Agulheiro, Inês Matias, Joana Gonçalves, João Dourado Santos, Leonor Martins, Luís Bem-Haja, Luís Pinto, Mariana Leite, Martim Quinta, Matilde Ramos e Rita Sequeira.
Agradecimentos: A todos os docentes e artistas que partilharam o seu trabalho nas Masterclasses temáticas, e a todos os colegas que receberam estes alunos e alunas nas suas unidades curriculares, como optativas do curso de pós-graduação.
Horário: 2º a sábado – 11h00 – 19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.