O tempo como virtualidade incarnada | Academia de Belas-Artes de Bolonha

12 > 31 MAIO 2026 | ACADEMIA DE BELAS ARTES DE BOLONHA
Após a 1ª inauguração em Paris (casa de Portugal) em fevereiro, inaugura na próxima semana em Bolonha a exposição internacional O tempo como virtualidade incarnada, com quarenta artistas (docentes e discentes) da FBAUL, da Faculdade de Belas Artes de Granada, da Academia de Belas Artes de Bolonha e da Academia de Belas Artes de Lodz (Polónia). A exposição será complementada com um Ciclo de Conferências na Aula Magna da Academia de Bolonha sobre os temas tratados no livro e na exposição.
Cada país representado tem um curador local e a organização geral do evento, incluindo a publicação, tem a coordenação do docente da FBAUL José Quaresma.
“De regresso à Vila de Arraiolos como centro de irradiação do projecto Feixe de Temporalidades (2025-2030), cuja edição do primeiro livro e exposição de obras de arte se realizou em 2025, nas cidades de Granada, Bologna e Lodz, dá-se agora continuidade, no CIMR (Vimieiro), à exploração de determinadas noções sobre a experiência do tempo, nomeadamente a relação entre o presente do labor artístico, a expectação que nele se projecta, e o caudal de memória que nele transcorre, noções que se articulam com o tempo fenomenológico em Husserl, sobretudo no que concerne aos “vividos inactuais passados” e aos “vividos inactuais futuros” que confluem no momento da realização de uma obra de arte.
Para Husserl os “movimentos da consciência” que se dão numa determinada experiência não se regulam unicamente pela “actualidade” dos dados desta e recortam-se sempre na extensão dada pela “possibilidade” de “vividos inactuais”, isto é, num horizonte de indeterminação onde se inscrevem todas as possibilidades de um fenómeno, ainda que não experimentadas num determinado momento do fluxo temporal. Sendo assim, a vivência actual aparece à consciência em articulação e contraste com as vivências inactuais futuras e passadas que pertencem às estruturas da intencionalidade a partir das quais se pode supor a realização de uma pintura, de um tapete de Arraiolos, ou outro objecto criativo”.