fragmentos híbridos++

05 > 12 NOVEMBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 5 de novembro, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Fragmentos Híbridos++. A exposição ficará patente até 12 de novembro.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a 6ª 13h/18h
A exposição Fragmentos Híbridos++ incrementa e dá continuidade à exposição anterior Fragmentos Híbridos, que emergiu no âmbito de práticas de materialidades híbridas e de processos artísticos desenvolvidos no âmbito do CAPHE – Communities and Artistic Participation in Hybrid Environment – e que se foram extrapolando para cenários adjacentes. Continua-se a explorar a potencialidade especulativa do fragmento como conceito operativo nas artes e como recurso para a formação em investigação artística no ensino superior. Partindo da ideia de que uma porção de algo pode renascer e recriar qualquer outra “coisa”, a mostra propõe situações experimentais que articulam diferentes corpos materiais no continuum da realidade-virtualidade. Este processo visa promover o diálogo entre sujeitos e materiais, que também podem ser sujeitos. As experiências resultantes abrem caminho para novas abordagens na educação artística, especialmente no que respeita à investigação artística e à sua transferência de conhecimento.
Inspirando-se na noção de tessera da crítica literária (Bloom, 1973), e no conceito de constelação enquanto processo criativo dinâmico (Elias, 2019) que resgata a complexidade, significado e autonomia do fragmento (Perienes 2010), Fragmentos Híbridos expande o conceito de “fragmento nómada” proposto por Elias, Mendes, Ângelo e Lucas (2024). Através de uma selecção de imagens e objectos de diversos artistas, a exposição apresenta fragmentos que ora se manifestam como documentos, ora se reconfiguram como imagens sobreviventes (Didi-Huberman), surgindo em novas materialidades e ambientes digitais que mantêm a latência das suas aparições anteriores. Nestas composições, os trabalhos apresentados plasmam diferentes temporalidades e estágios matéricos, colapsando planos visuais que evocam tanto a matéria vibrante de Bennet, como o conhecimento situado de Haraway e o sujeito nómada de Braidotti.
Numa progressão de texturas, espaços e materializações híbridas, a exposição é um convite à imersão através de experiências multissensoriais, das tecnologias da escultura, do desenho, da fotografia aos fragmentos de múltiplas proveniências, aos conteúdos em Realidade Aumentada, Realidade Virtual e impressão digital 3D.
Em particular, a exposição dá a conhecer o trabalho de investigação e de educação artística desenvolvido por professores e estudantes da FBAUL em colaboração com outros membros e estudantes do projecto CAPHE no âmbito das actividades propostas, incluindo conteúdos documentais realizados durante as mobilidades efectuadas.