Arte
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fora de zona — exposição alunos de pintura da fbaul
Jan 01 2026 
05 DEZEMBRO 2025 > 07 JANEIRO 2026 I GALERIA LIMINARE – SEDE JUNTA FREGUESIA DO LUMIAR
Inaugura no dia 5 de dezembro, às 16h00, na Galeria Liminare, a exposição Fora de Zona. A exposição ficará patente até 7 de janeiro de 2026.
A exposição Fora de Zona assume particular relevância por constituir uma oportunidade de expansão do território artístico e formativo dos estudantes de Belas-Artes. Resultante de um convite de Madalena Pestana, da Junta de Freguesia do Lumiar, este projeto promove o diálogo entre a prática artística emergente e a comunidade, ao deslocar-se para um contexto distinto daquele em que a Faculdade de Belas-Artes habitualmente se inscreve. Nesse sentido, Fora de Zona torna-se não apenas um exercício de visibilidade e disseminação da produção artística dos alunos em formação, mas também um gesto simbólico de descentralização cultural, levando a criação contemporânea a outras partes da cidade e incentivando novas formas de encontro entre arte, território e público.
Organização e Curadoria:
Diana Costa
Ana Matilde Sousa
Alunos:
Amália Bragança
Rosa Almeida
Sofia Condeço
Bianca Conchinha
Diogo Cortesão
Emília Silva
Francisco Cardoso
Francisc0 Leal
Gabriel Correia
Jay Delgado
Mariana Almeida
Mars Gonçalves
Matilde Feitor
Pedro Reis
Tomás Boto
Wendell
pessoas que desenham a liberdade — programa na rtp2
Dez 21 2025
josé veloso de castro: a revelação de um artista
Dez 17 2025
29 SETEMBRO < 31 DEZEMBRO 2025 I MUSEU MILITAR DE LISBOA
De 29 de setembro a 31 de dezembro de 2025, o Museu Militar de Lisboa, com curadoria de Carlos Pedro Reigadas, apresenta José Veloso de Castro: A Revelação de um Artista, a primeira grande exposição dedicada à vida e obra do militar e fotógrafo Major Veloso de Castro (1869-1945).
Com um espólio de enorme relevância histórica, composto por 2.355 positivos fotográficos e sete caixas de negativos em vidro, esta mostra reúne 120 provas inéditas, realizadas a partir de negativos originais (1904-1912), preservados desde 1917 no Arquivo Histórico Militar.
As imagens foram captadas em Angola, durante as comissões militares de Veloso de Castro, e revelam muito mais do que documentação colonial: mostram um olhar artístico singular, sensível ao movimento, à paisagem e ao quotidiano humano no início do século XX.
Nascido em Braga, em 1869, Veloso de Castro serviu o exército português durante 38 anos, primeiro sob a Coroa e, após 1910, ao serviço da República. Entre 1902 e 1919, passou 16 anos em Angola, onde conciliou operações militares com levantamentos topográficos, fazendo da fotografia uma ferramenta científica e criativa.
A sua obra distingue-se pela modernidade e experimentação: registo de velocidade e movimento, exploração de ângulos inusitados, uso de primeiros planos para criar profundidade. Retratou o seu grupo militar em ambiente natural, mas também dirigiu a lente ao “outro lado” da estrutura colonial, documentando habitantes locais, costumes, rituais, práticas de trabalho, saúde e habitação.
O auto-retrato, presença constante, evidência a afirmação da sua personalidade e o desejo de marcar a sua posição enquanto artista.
Ao longo de 26 salas, a curadoria estabelece diálogos entre o espólio fotográfico e as coleções do Museu Militar, revelando coincidências temáticas, simbólicas, materiais e temporais entre as imagens de Veloso de Castro e o património artístico e militar português.
Na Sala de Exposições Temporárias, o público poderá ainda consultar documentos do Arquivo Militar de Lisboa e livros da Biblioteca do Exército que contextualizam o autor e o seu legado fotográfico.
Curadoria e organização
A exposição é comissariada por Carlos Pedro Reigadas, no âmbito do mestrado em Curadoria, Crítica e Teoria da Arte da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, em colaboração com a Direção de História e Cultura Militar, que tutela o Museu Militar de Lisboa, o Arquivo Histórico Militar e a Biblioteca do Exército.
Horários:
Terça a Sexta-feira: 10h00 – 17h00
Sábado e Domingo: 10h00 – 13h00 e 14h00 – 17h00
Segunda-feira: Encerrado
Organização e Apoios:
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Direção de História e Cultura Militar (DHCM)
Exército Português
Patrocínios:
Arte Periférica
CANSON
Contactos:
Carlos Pedro Reigadas
t. 969 031 458
inshadow lisbon screendance festival — exposição de vídeo-dança
Dez 14 2025

03 > 19 DEZEMBRO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
A 17ª edição do InShadow – Lisbon Screendance Festival percorre Lisboa com competições de vídeo-dança, documentário e animação, e inclui também performances, exposições, masterclasses e workshops.
Na FBAUL, o InShadow ocupa a cisterna com uma instalação de vídeo-dança de vários artistas, e a galeria com uma exposição de fotografia e vídeo da artista Andrea Hackl. Com inauguração a 3 de Dezembro, às 18h30, estas exposições podem ser visitadas até dia 19 de Dezembro.
No âmbito do InShadow Lisbon Screendance Festival inaugura no dia 3 de dezembro, às 18h30, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes uma exposição de vídeo-dança. A exposição ficará patente até 19 de dezembro.
Horário: 2ª a 6ª das 10h às 18h
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
6 experiências de vídeo-dança assentes num pensamento renovado sobre o espaço, a luz e o som — a dança como território de expansão artística.
Serão apresentados os filmes:
_Crossing by Francisca Ribeiro
_Metai by Laura Diciunaité
_Haita by Tupac Martir
_The Isle of the Dead by Iwona Pasinska
_Chorale by Sandrick Mathurin
_The Oath by Alla Kovgan
when the wind sang to us and the sea whispered to the moon — exposição de andrea hackl
Dez 14 2025 
03 > 19 DEZEMBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
A 17ª edição do InShadow – Lisbon Screendance Festival percorre Lisboa com competições de vídeo-dança, documentário e animação, e inclui também performances, exposições, masterclasses e workshops.
Na FBAUL, o InShadow ocupa a cisterna com uma instalação de vídeo-dança de vários artistas, e a galeria com uma exposição de fotografia e vídeo da artista Andrea Hackl. Com inauguração a 3 de Dezembro, às 18h30, estas exposições podem ser visitadas até dia 19 de Dezembro.
When the Wind Sang to us and the Sea Whispered to the Moon
Captação de uma dança fluída de dissolução e transformação e celebração da leveza e graciosidade.
Inaugura no dia 3 de dezembro, às 18h30, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição de fotografia e vídeo When the Wind Sang to us and the Sea Whispered to the Moon de Andrea Hackl, no âmbito do Festival InShadow. A exposição ficará patente até 19 de dezembro.
Horário: 2ª a 6ª das 10h às 18h
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
No âmbito da sua exposição para o InShadow, Andrea Hackl apresenta um novo trabalho em vídeo e uma seleção de fotografias de três séries que dialogam entre si – sombra e luz, água e ar – formando a sua própria dança. As séries GRACE, BLACK & MOON LIGHT nasceram de encontros com os fotógrafos Maike Helbig (Grace, Black) e Duarte Netto (Moon Light).
A presença de Andrea Hackl no InShadow é apoiada financeiramente pelo Fonds Podiumskunsten Netherlands.
Andrea Hackl é uma realizadora independente, artista multidisciplinar e coreógrafa sediada em Amesterdão, e trabalha com filme, cinema e performance. O corpo tem uma presença importante no seu trabalho e a sua formação em dança e prática baseada no movimento moldou definitivamente a forma como percebe e trabalha com o mundo à sua volta — e conferiu uma sensibilidade e qualidade especiais ao seu trabalho cinematográfico —, mas valoriza a alquimia de diferentes disciplinas, e a sua prática funde cinema com performance, com o objetivo de criar projetos poéticos e visualmente atraentes que exploram temas como liberdade, empoderamento, conexão humana e a interação entre paisagens internas e externas.
Os artistas por trás da lente: Duarte Netto e Maike Katharina Helbig
design & saber-fazer
Dez 14 2025
15 > 19 DEZEMBRO 2025 I CORREDOR DO AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Design & Saber-fazer é o resultado de um exercício teórico-prático que enquadra o programa da unidade curricular Projeto IV da Licenciatura em Design de Equipamento. A exposição apresenta os trabalhos desenvolvido ao longo de um semestre, centrado na valorização de materiais naturais e na reinterpretação de práticas tradicionais.
A partir de uma reflexão aprofundada sobre o saber-fazer, procurou-se evidenciar a relevância dos conhecimentos materiais, técnicos e culturais que sustentam a produção contemporânea dos “makers”. Esta abordagem promove uma visão expandida do design, que transcende a materialidade do objeto e integra os processos, os contextos e os agentes envolvidos. Assim, reconhece-se o papel ativo de cada interveniente e reforça-se a relação entre design, comunidade e território.
Professores: Ana Vasconcelos Thudichum, Carla Paoliello, Miguel Bual e Sofia Águas
Estudantes: Andreia Luzia Pereira Vieira, Beatriz Batista Grácio, Beatriz Pires Tilliet, Carolina Cláudia Rebelo Sales Caldeira, Catarina Batista Silva da Costa, Catarina Beliz Borges Rocha, Catarina Maria Ferreira Constant Lopes Correia, Cláudia Martins Vieira, Constança Savinien Martins Machaz, Diogo Alves Vilhena, Duarte José Ribeiro dos Santos, Filipa Barra Horta, Filipa Vicente Ferreira Fonseca Tavares, Inês Filipa Gonçalves de Brito, Ivo Miguel Correia Vicente, Joana Castelo Branco Martins Miramon, Joana Filipa dos Anjos Almeida Soares, João Maria Duarte Carneiro, Lana de Oliveira Guimarães de Souza, Lara Alves Nunes Araujo, Leonor Santos Silva, Lourenço Ibarra Coelho Cardoso, Mafalda Vidal Fernandes, Maria Beatriz Sentieiro Reis, Maria Constança Vieira Moreira da Silva, Maria Emília Gonçalves Pinheiro, Maria Inês Rosário de Barros, Maria Madalena Magno Dias Corrêa Monteiro, Maria Madalena Marques Pinheiro Pacheco Ferreira, Mariana Farinha Martins, Mariana Louçã Mendes, Matilde Machado Pereira, Mónica Sofia Zi Xiao, Nadiia Alieksieieva, Nicole Treptow, Pedro Dias da Silva, Raquel Laranjeira Cordeiro de Andrade, Sara Sousa Pires de Lacerda Forjaz, Sofia Noronha dos Santos Martins, Sofia Plautz Wiegerinck e Melo, Sofia Van Den Berk Carvalho Coelho, Tiago Branco Paulo, Violetta Andriienko
Mostra que Somos Humanos – Encontro Artístico e Científico
Dez 05 202512 DEZEMBRO 2025 | 15H00 > 21H30 | FBAUL | GRANDE AUDITÓRIO
PROGRAMA
15h00 – Devi – Subina Shrestha (2024)
17h00 – A Fidai Film – Kamal Ajafari (2024)
19h00 – Mr. Nobody Against Putin – David Borenstein e Pavel Talankin (2025)
As sessões serão seguidas de debate com o público.
18h30-19h00 – Será servido um cocktail oferecido pela Embaixada dos Países Baixos em Lisboa, que contará com a presença da Senhora Embaixadora Margriet Leemhuis.
Este evento é realizado como apoio do CIEBA – Centro de Investigação e de Estudos em Belas-Artes
Entrada livre até à lotação da sala.
O evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Ciclo Internacional de Conferências – Investigação artística. A experimentação poiética perante a inteligência artificial.
Dez 05 2025
12 DEZEMBRO 2025 | 9H30 > 12H45 | FBAUL | AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Reunindo um conjunto de artistas e de investigadores em arte e tecnologia entre os quais se destaca a participação de Jay Bolter, o ciclo internacional de conferências designado Investigação artística. A experimentação poiética perante a inteligência artificial, terá lugar no dia 12 de dezembro, no anfiteatro Lagoa Henriques, FBAUL, como se pode observar no Programa em anexo.
Solicita-se aos interessados que preencham uma ficha de inscrição criada para o efeito, pois, embora a assistência às conferências seja gratuita, é necessário um registo prévio assim como a manifestação de interesse no Certificado de Participação.
Partindo da investigação artística como campo de trabalho e reflexão, o ciclo internacional de conferências e o livro a publicar visam o questionamento livre e criativo da inteligência artificial, perscrutando os seus “espantosos” recursos atinentes à transformação das artes, das ciências e das sociedades, mas analisando com igual intensidade os respectivos impactos nas formas ancestrais de produção artística, na intersubjectividade humana, na empatia real (isto é, “cara a cara”, em solo plural e realmente coabitado), na ética digital, na vida laboral, entre muitos outros aspectos do mundo contemporâneo. Os autores também foram convidados a pensar e a apresentar uma caracterização da investigação artística, diferenciando-a da investigação em artes e da criação artística, mesmo que se verifiquem profundas afinidades entre estas três esferas de reflexão e prática expressiva.
A participação no evento é gratuita, mas requer obrigatoriamente inscrição (até dia 12 de Dezembro).
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
terra sol liberdade
Dez 04 2025
13 SETEMBRO > 31 DEZEMBRO 2025 I CENTRO DE ARQUEOLOGIA E ARTES DE BEJA
A exposição Terra Sol Liberdade é uma homenagem ao escultor Jorge Vieira, no ano em que se celebram os 30 anos do Museu com o seu nome, em Beja.
A Câmara Municipal de Beja contou com a colaboração dada pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, nomeadamente com um concurso destinado aos alunos das Unidades Curriculares de Cerâmica de Escultura.
Das propostas apresentadas foram selecionadas, Bárbara Rodrigues e Rita Silva Carreira que participaram na residência artística em Beringel, para a criação de obras em cerâmica, realizada nas oficinas de olaria de António Mestre e no telheiro de José Parreira, e onde participaram os artistas convidados Cláudia Guerreiro, Heitor Figueiredo, Marta Castelo, Noémia Cruz, Suzana Henriqueta, Tiago Mestre e Virgínia Fróis. A exposição conta também com obras do escultor Jorge Vieira escolhidas pelos artistas e pelo Museu.
Realiza-se no dia 29 de novembro, a partir das 14h30, uma CONVERSA/DEBATE sob o tema Entre a Terra o Sol e a Liberdade: Repensar Jorge vieira, os Museus de Artista Único e o Território, com as intervenções de Filipa Oliveira, Sara António Matos e Adelaide Ginga, e moderação de Paulo Monteiro e André Tomé.
outros métodos (ou modos?) de pesquisa em educação e artes
Nov 28 2025
04 DEZEMBRO 2025 > 19H00 I SALA 21, INSTITUTO EDUCAÇÃO /// 05 DEZEMBRO 2025 > 14H00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES FBAUL
Nos dias 4 e 5 de dezembro realizam-se dois seminários de Marilda Oliveira de Oliveira, organizados pela Profª Ana Sousa, Coordenadora do Grupo Arte-Educação, Comunidades e Culturas (CIEBA-FBAUL) e pelo Prof. Leonardo Charréu.
_4 de dezembro, às 19h00, no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Cidade Universitária, Sala 21, seminário Leitura e Escrita Académica com Imagens
_5 de dezembro, às 14h00, no Auditório Lagoa Henriques, na Faculdade de Belas-Artes, seminário Outros Métodos (ou Modos?) de Pesquisa em Educação e Artes
Marilda Oliveira de Oliveira é professora titular do Departamento de Metodologia do Ensino do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Brasil. É doutora em História da Arte e mestra em Antropologia Social, ambos pela Universidad de Barcelona, Espanha. É bacharel e licenciada em Artes Visuais pela UFSM, onde coordena o Grupo de Estudos e Pesquisas em Arte, Educação e Filosofias da Diferença (GEPAEFD). É editora-chefe da Revista Digital do LAV (RDLAV) e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação, atuando na linha de pesquisa Educação e Artes (LP4), onde orienta dissertações e teses. É autora dos livros Outros Métodos (ou Modos?) de Pesquisa em Educação e Artes, Identidade e interculturalidade: história e arte guarani (2004), A formação do professor e o ensino das Artes Visuais (2005) e Arte, educação e cultura (2007), todos em 2a edição, publicados pela Editora da UFSM.
alumnights with faculdade de belas-artes
Nov 24 2025
27 NOVEMBRO 2025 > 17H00 I PAVILHÃO DE PORTUGAL
A Universidade de Lisboa promove, no dia 27 de novembro, a partir das 17h00, mais uma edição do Alumnights, um ciclo de encontros informais que aproxima antigos e atuais estudantes e abre as portas da Academia à sociedade.
A segunda edição decorre no Pavilhão de Portugal e tem como anfitriã a Faculdade de Belas-Artes da ULisboa.
O programa integra um conjunto de atividades culturais, conversas e momentos de partilha
O Alumnights é um espaço de reencontro, criação e diálogo entre gerações, celebrando o percurso artístico e académico da comunidade ULisboa. A entrada é livre.
Programa
17h00: Exposições
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Exposição coletiva com obras de alunos e alumni da FBAUL.
Artistas: Ana Franco Neto, Catarina Neves, Emília Silva, Íris Silva, Maria João Neves, Mariana Poeta, Pedro Reis, Rita Salgado, Tomás Rodrigues, Helena Rosa, Lúcia Pinho e Mariana Vinagre.
Cisterna: Uma revista de dentro para fora
Mostra das edições anteriores e da nova edição da revista Cisterna, projeto da Associação de Estudantes da Faculdade de Belas-Artes.
18h00: Conversa com Alumni
Um diálogo aberto sobre a passagem pela instituição e os percursos profissionais dos convidados.
Convidados: Francisco Trêpa, Manuel Botelho e Sílvia Matias
Moderação: Maria Silveira.
19h00: Conversa sobre a Revista Cisterna
1.ª parte: conversa com Ricardo Gonçalves e Diogo Nery Tomás, criadores e editores da Cisterna.
Moderação: Vasco Marrocano.
2.ª parte: apresentação da 6.ª edição da Cisterna, sob o tema “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” com os alumni Inês Pestana, Tomás Simões e Vasco Marrocano.
20h00: Música ao vivo
Apresentação a solo do saxofonista Pedro Alves Sousa
21h00: Encerramento
Cocktail de convívio com atuação do Coletivo Lenha (Vampiro X Dj 420@ôa)
Convidados
Francisco Trêpa é um artista português sediado em Lisboa. Estudou cerâmica na Escola Artística António Arroio, e é licenciado em Escultura e mestre Arte Multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Desde 2015, expõe a nível nacional e internacional em várias galerias e instituições. O seu trabalho integra a Coleção António Cachola (MACE), a Coleção da Fundação PLMJ e várias coleções particulares, em Portugal e no estrangeiro. Em 2025, foi finalista do Prémio Fundação EDP Novos Artistas e apresentou a exposição-processo Baile dos Bugalhos no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. É o vencedor do Grande Prémio do Sovereign Portuguese Art Prize 2024.
Manuel Botelho nasceu em Lisboa em 1950. É artista plástico e professor associado jubilado da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Vive e trabalha em S. Pedro do Estoril. Licenciatura em Arquitetura, ESBAL (1976). Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian na Byam Shaw School of Art e na Slade School of Fine Art, Londres (1983-85 e 1985-87). Doutoramento em Belas Artes / Pintura, Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, 2006. Participou em múltiplas mostras coletivas. Entre as suas exposições individuais podem destacar-se as seguintes: Fundação Calouste Gulbenkian (1986; 1994); Museu Nacional de Arte Antiga (2000; 2019-20); Centro de Arte Moderna Gulbenkian (2005); Museu de Arte Contemporânea de Elvas (2008); Fundação EDP (2008); Centro Cultural de Lagos (2005; 2009); Fundação PLMJ (2012); Pavilhão Preto, Museu da Cidade, C. M. Lisboa (2014); Galeria do Parque, V. N. Barquinha (2014-15); Convento dos Capuchos, C. Caparica (2019-2020); e ainda nas galerias Módulo (Lisboa e Porto), Flowers East (Londres), Miguel Nabinho (Lisboa), Fernando Santos (Porto), João Esteves de Oliveira (Lisboa), etc. Está representado em coleções públicas e privadas, podendo destacar-se as seguintes: CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado; Caixa Geral de Depósitos; Fundação Calouste Gulbenkian; Fundação EDP; Fundação PLMJ; Museu Nacional de Arte Contemporânea (Museu do Chiado), Lisboa.
Sílvia Matias, Designer e Directora de Arte portuguesa. Certificada pelo Type Directors Club de Nova Iorque em 2024 e 2022, e nomeada designer do ano em 2023 pelo CCP. Depois de colaborar com diversos estúdios na Europa, como o FABRICA Research Center, FOLCH, VHILS Studio e PENTAGRAM, fundou o NON—OFF Studio, em Lisboa. Já participou como oradora em conferências em Milão, Barcelona, Galiza, Hong Kong e Taiwan. A sua instalação mais recente esteve este ano em exposição no MUDE | Museu do Design e da Moda. Professora convidada na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Co-fundadora do programa WOMEN MAKERS, em Milão.
Diogo Néry Tomás, Lisboa, 1997. Licenciou-se em Design de Comunicação na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2018), é pós-graduado em Digital Experience Design (2019) e em Discursos da Fotografia Contemporânea (2025) pela mesma faculdade. Frequentou entre 2020 e 2022 o curso em cinema documental, pelo KINODOC. Desde 2019 que trabalha como designer e desenvolve uma prática artística na área da fotografia.
Pedro Alves Sousa, nascido em 1986 em Lisboa, licenciou-se em Escultura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa entre 2005 e 2009. Hoje em dia apresenta o seu trabalho maioritariamente como saxofonista, ramificando-se também em outras áreas como a composição e produção, fotografia, instalações e performance. Fundou e co-fundou bandas como: Má Estrela, EITR, Casa Futuro, Peter Gabriel Duo, Pão. Participa também em várias bandas como Caveira, Volúpias das Cinzas, Serpente. Colaborou com nomes como Evan Parker, RP Boo, Phil Niblock, Sei Miguel, Rafael Toral, Mão Morta, Alexander Von Schlippenbach, Thurston Moore, Johan Berthling, Peter Evans, Marching Church, Black Bombaim. Foi vencedor em 2013 da Bolsa Ernesto de Sousa, com a curadoria de Phil Niblock, e participou no Experimental Intermedia Festival em Nova Iorque, com a performance/instalação: Performance for plural larynx: A song for True. No fim de 2022 lança a editora de discos Futuro Familiar.
Coletivo Lenha é um espaço de colaboração entre artistas, que se identifica como uma label promotora de artistas emergentes e uma plataforma para eventos e experimentação visual. Criado em 2018, este grupo sediado na cidade de Lisboa, tem-se mantido ativo dinamizando festas, sessões de rádio, feiras, lançamentos e workshops, ao longo de todo o território nacional. O Coletivo tem vindo a apresentar-se em vários espaços sob o formato de DJ set, em grupo ou individualmente, onde exploram vários registos eletrónicos, desde house e techno até às batidas mais quebradas como o jungle, break e dub.
Nota: Este é um evento oficial da ULisboa no qual podem ser efetuados registos fotográficos e videográficos para efeitos de comunicação institucional da ULisboa nos seus vários meios.
susana de sousa dias convidada de honra do idfa 2025
Nov 19 2025
13 > 23 NOVEMBRO 2025 I AMESTERDÃO
Susana de Sousa Dias, Professora da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é a Convidada de Honra do IDFA 2025, Festival Internacional de Documentário de Amesterdão, que decorre de 13 a 23 de Novembro. O IDFA é considerado o maior e um dos mais conceituados festivais de cinema documental a nível internacional.
Nas últimas edições esta distinção foi atribuída aos artistas e cineastas Hito Steyerl, Johan Grimonprez, Laura Poitras e Wang Bing e, em anos anteriores, a cineastas como Agnès Varda e Werner Herzog.
O IDFA apresenta vários filmes de Susana de Sousa Dias, Guest of Honor, aclamada cineasta, curadora e académica. Conhecida pela sua abordagem singular às imagens de arquivo e à forma cinematográfica, a sua obra questiona a ditadura, os legados coloniais e o frágil terreno da memória.
território cieba: symposia — symposium # 001, colonialidade
Nov 15 2025
22 NOVEMBRO 2025 > 10H00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Território CIEBA: SYMPOSIA é uma plataforma de ENCONTROS ACADÉMICOS periódicos com pequenas palestras sobre um tema proposto, havendo, em cada uma, um texto a ser abordado e debatido.
É também um espaço para a comunicação entre investigadores da linha temática do CIEBA, MEMÓRIA TEORIAS E IMAGINÁRIO. Mobiliza-se a partilha, o debate e a disseminação, e ao mesmo tempo alargar e promover uma rede de colaborações.
No mesmo dia realiza-se a apresentação e o lançamento da REVISTA ARTE E CULTURA VISUAL #5.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
PROGRAMA
10h00
Abertura,
Presidente CIEBA, Ana Vasconcelos
Coordenador da Linha de Investigação, João Paulo Queiroz
(Linha temática do CIEBA, Memória Teorias e Imaginário)
10h15
I Parte: LANÇAMENTO da REVISTA ARTE e CULTURA VISUAL #5
Apresentação da revista
Por Isabel Nogueira
10h40
II Parte: COMUNICAÇÕES
Caminhos para o desenvolvimento do pensamento crítico no contexto académico
Por Alice Nogueira Alves
Artes visuais perante a persistência de uma colonialidade do pensamento
Por Teresa Matos Pereira
Alienação e colonialidade: os contributos de Aníbal Quijano
Por João Paulo Queiroz
12h00
III Parte: ENCONTRO
A Linha Temática do Cieba, Memória, Teorias e Imaginário
Informações Gerais, pelo coordenador
12h15
Palavras finais
o estado da água
Nov 13 2025
14 NOVEMBRO 2025 > 18H00 I ESCADARIA DA CAPELA
Realiza-se no dia 14 de novembro, às 18h00, na escadaria da Capela da Faculdade de Belas-Artes o lançamento do catálogo O Estado da Água, um projeto de Eunice Artur, Iana Ferreira, Inês Teles, Joana Patrão, Jorge Leal e Thierry Ferreira.
No lançamento estarão presentes o Professor Doutor Américo Marcelino, Inês Ferreira-Norman, assim como os artistas e os autores dos textos.
alice geirinhas: sexus sequior
Nov 11 2025
23 OUTUBRO > 16 NOVEMBRO 2025 I GALERIA MUNICIPAL ARTUR BUAL / CASA APRÍGIO GOMES
Inaugura no dia 23 de outubro, às 18h00, na Galeria Municipal Artur Bual/Casa Aprígio Gomes, a exposição Alice Geirinhas: Sexus Sequior, comissariada por João Silvério, inserida na 36ª edição do Amadora BD – Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.
“A exposição Sexus Sequior dá continuidade à pesquisa de Alice Geirinhas, e à sua posição feminista activista, sobre a condição humana e as diversas formulações históricas que secundarizam a mulher, como escreve de Arthur Schopenhauer no Ensaio acerca das mulheres, em que a mulher é colocada no lugar secundário, sem capacidade de compreensão do in abstracto. A dissecação e desconstrução dessa ideia de Sexus Sequior, o segundo sexo, compõe uma parte substancial do corpo de trabalho da artista, nas suas várias vertentes: desenho, pintura, ilustração e diferentes técnicas, como a grattage ou, a pintura. Tendo a série como processo de trabalho constante a artista desenvolve diversas composições, por vezes gráficas, mas de intensa plasticidade pictórica, em que a vinheta, atribuída à banda desenha, se cruza com trabalhos em fase de processo de ateliê, de experimentação e de interrogação do espectador, num arco temporal de mais de vinte anos de trabalho.”
Ver este texto em: https://amadorabd.com/exposicoes/alice-gerinhas-sexus-sequior/.
fragmentos híbridos++
Nov 09 2025
05 > 12 NOVEMBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 5 de novembro, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Fragmentos Híbridos++. A exposição ficará patente até 12 de novembro.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a 6ª 13h/18h
A exposição Fragmentos Híbridos++ incrementa e dá continuidade à exposição anterior Fragmentos Híbridos, que emergiu no âmbito de práticas de materialidades híbridas e de processos artísticos desenvolvidos no âmbito do CAPHE – Communities and Artistic Participation in Hybrid Environment – e que se foram extrapolando para cenários adjacentes. Continua-se a explorar a potencialidade especulativa do fragmento como conceito operativo nas artes e como recurso para a formação em investigação artística no ensino superior. Partindo da ideia de que uma porção de algo pode renascer e recriar qualquer outra “coisa”, a mostra propõe situações experimentais que articulam diferentes corpos materiais no continuum da realidade-virtualidade. Este processo visa promover o diálogo entre sujeitos e materiais, que também podem ser sujeitos. As experiências resultantes abrem caminho para novas abordagens na educação artística, especialmente no que respeita à investigação artística e à sua transferência de conhecimento.
Inspirando-se na noção de tessera da crítica literária (Bloom, 1973), e no conceito de constelação enquanto processo criativo dinâmico (Elias, 2019) que resgata a complexidade, significado e autonomia do fragmento (Perienes 2010), Fragmentos Híbridos expande o conceito de “fragmento nómada” proposto por Elias, Mendes, Ângelo e Lucas (2024). Através de uma selecção de imagens e objectos de diversos artistas, a exposição apresenta fragmentos que ora se manifestam como documentos, ora se reconfiguram como imagens sobreviventes (Didi-Huberman), surgindo em novas materialidades e ambientes digitais que mantêm a latência das suas aparições anteriores. Nestas composições, os trabalhos apresentados plasmam diferentes temporalidades e estágios matéricos, colapsando planos visuais que evocam tanto a matéria vibrante de Bennet, como o conhecimento situado de Haraway e o sujeito nómada de Braidotti.
Numa progressão de texturas, espaços e materializações híbridas, a exposição é um convite à imersão através de experiências multissensoriais, das tecnologias da escultura, do desenho, da fotografia aos fragmentos de múltiplas proveniências, aos conteúdos em Realidade Aumentada, Realidade Virtual e impressão digital 3D.
Em particular, a exposição dá a conhecer o trabalho de investigação e de educação artística desenvolvido por professores e estudantes da FBAUL em colaboração com outros membros e estudantes do projecto CAPHE no âmbito das actividades propostas, incluindo conteúdos documentais realizados durante as mobilidades efectuadas.
Matérias Emergentes – avaliação do relatório final: excelente
Nov 08 2025PROJETO MATÉRIAS EMERGENTES COM AVALIAÇÃO EXCELENTE
Referência do Projeto: 2022.06772.PTDC
No dia 6 de junho de 2025 o projeto MATÉRIAS EMERGENTES recebeu a avaliação do relatório final: EXCELENTE
From the application and report EMERGENT appears to be a high quality and rigorously executed research project. The team undertook all the tasks planned, which was vital given how each task built on the previous one. Notably they managed to not only survey existing AR PhDs in Portugal (estimated in the research plan at 130) and developed a database of 118 AR projects (a small deviation, although the reason for this was not given). The initial report was delivered 2 months in advance, and the 6-part taxonomy of AR research in Portugal appears useful, and applicable in other contexts. The researchers have clearly developed their knowledge and understanding of AR research in Portuguese HEI. The Think Tank took place, including with a broad specialist public audience, presenting possible pathways to impact. There was also international dissemination, at the Accademia di Belle Arti in Roma, as planned in the application. The pop-up exhibition travelled to 3 venues in Lisbon, Évora and Porto. The exhibition appears to have been a more complex and costly undertaking than initially conceived, which is often the case, particularly when other institutions are involved – however the team appear to have ultimately executed this successfully. The team delivered on the promised outputs of 2 journal articles, a report and workshop and PhD proposal. In other areas the team exceeded initial plans, with 3 international conference papers rather than 1, an additional international seminar organised. There was a very minor overall project over-expenditure, of €1056 euros. This amount is marginal, particularly given the in-project deviation of an additional of €12k for the exhibition transportation, tallying with the complications around the exhibition – it appears that the project team managed to redirect funds from other parts of the project, with no damage done to the project overall.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
The Emerging project, is opening at FBAUP the exhibition
Emerging matters: a proposal for a collection of art of the higher education artistic research in Portugal (2011-2022).
This is the last openning of the pop-up exhibition of the exploratory project EMERGING funded by FCT, after two previous shows hosted by the Faculty of Fine Arts of the Universy of Lisbon and the School of the Arts of The University of Evora, respectively in October and November of 2024. Now it is time to present in the Faculty of Fine Arts of te University of Oporto the epsitemic proposals of trainning and advanced art based research done in the Portuguese Universities since 2011.
Epistemic objects are, in addition to the central body of work or the final materialisations, emerging iterations of the research carried out, such as drawings, artist’s books, models, videos, artefacts, written manifestos, artistic methodologies, graphic diaries or other elements. By selecting epistemic objects from the repositories of PhDs in the Arts from Portuguese universities, EMERGING hopes to emphasise the potential for knowledge transfer not only between the arts, but also between the arts and other areas of knowledge.
EMERGING is an exploratory research project funded by FCT (DOI:10.54499/2022.06772.PTDC), which draws on the experience of artists, researchers and university professors in strategic positions at various institutions and research centres in higher education in the arts in Portugal. The project is coordenated by Helena Elias FBAUL-VICARTE and has the colaboration research members of CIEBA, iD2ADS, ID+, DIGIMEDIA, and CHIA.
EMERGING é um projeto que aborda a produção artística no âmbito da investigação artística académica. Pretende, por um lado, mapear o que tem sido a formação e desenvolvimento da investigação artística realizada no seio do Ensino Superior Artístico em Portugal, e por outro oferecer as bases de uma coleção de arte académica emergida da produção de investigação artística no mesmo âmbito, como são as teses de doutoramento teórico-práticas ou trabalhos artísticos enquadrados em trabalho pós-doutoral.
Esta exposição resulta da proposta de mapeamento concebido a partir do que a equipa do EMERGING definiu como o que especulativamente poderiam ser objetos epistémicos, emanados da análise multimodal das teses de doutoramento e relatórios de investigação pós-doutoral.
Os objetos epistémicos são, para além do corpo de trabalho central ou das materializações finais, iterações emergentes da investigação realizada, tais como desenhos, livros de artista, maquetas, vídeos, artefactos, manifestos escritos, metodologias artísticas,
diários gráficos ou outros elementos. Com a seleção de objetos epistémicos provenientes de repositórios de Doutoramentos em Artes das Universidades Portuguesas, o EMERGING espera enfatizar o potencial de transferência de conhecimento não só entre as artes,
mas também entre as artes e outras áreas do conhecimento.
EMERGING é um projeto de investigação exploratório financiado pela FCT (DOI:10.54499/2022.06772.PTDC), que se desenvolve a partir da experiência de artistas, investigadores e professores universitários colocados em posições estratégicas em várias instituições e centros de investigação do ensino superior artístico em Portugal.
No âmbito do projeto MATÉRIAS EMERGENTES decorrem duas iniciativas sujeitas a inscrição:
Visita à casa de Ana Pérez-Quiroga no âmbito da sua tese de doutoramento Objectos do quotidiano e seus determinantes
Dia 25 de outubro
Inscrição- máximo 5 alunos (por ordem de inscrição)
Oficina de escrita performática
24 de outubro > 14h30
Prof. Mariana Vale Gomes
Departamento de Artes da UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil
Inscrição – máximo 10 alunos (por ordem de inscrição)
play pause l xxv anos de música no pogo teatro
Nov 07 2025
08 NOVEMBRO 2025 > 19H00 I POGO TEATRO
PLAY PAUSE | XXV Anos de Música no Pogo Teatro
Apresentação da edição de Fernando Fadigas, uma edição Variz
CONCERTO | PERFORMANCE AUDIOVISUAL
Actor: Luís Elgris
Vídeo: Sandra Zuzarte
Música: Fernando Fadigas
DJ Set: Pogo Club
Play Pause | XXV Anos de Música no Pogo Teatro, reúne um corpo de trabalho desenvolvido por Fernando Fadigas nos últimos vinte cinco anos com o Pogo Teatro, uma celebração que partilha com o público e com este coletivo que atua nas artes performativas desde 1993.
No conjunto de peças editadas, encontramos músicas e ambientes sonoros de espetáculos multimédia, instalações, vídeos, performances e exposições produzidas desde 1999.
O concerto de apresentação resgata muitas das imagens e sons do arquivo Pogo, agora reeditadas numa obra audiovisual de Sandra Zuzarte.
O ator Luis Elgris fará uma performance a partir da peça Set by Set (2012), apresentada no Super Stereo Demonstration (Teatro Maria Matos), uma adaptação de “Um homem sem qualidades” de Robert Musil.
A fechar o acontecimento, um DJ Set Pogo.
POGO TEATRO
8 de Novembro de 2025 | 19h
Rua Cintura do Porto, Edifício 403, Lisboa
Entrada livre
Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes
transcultural storytelling, xr art & music installations from education to artistic practice
Nov 01 2025
07 NOVEMBRO 2025 > 18H00 I ESCOLA SUPERIOR DE MÚSICA
O programa de mobilidade Caphe em Lisboa é dedicado à educação em realidade alargada, propondo novas formas de integração entre tecnologias imersivas e práticas artísticas contemporâneas. Neste contexto, o Transcultural Storytelling, XR Art & Music Installations from education to artistic practice contará com quatro instalações com curadoria de artistas, professores, estudantes e investigadores de Portugal, Itália, Polónia e Quénia, como resultado de um processo cocriativo.
A partir da narrativa de lendas locais ou textos poéticos, sejam medievais, contemporâneos ou enraizados em tradições orais que se desdobrarão em expressões imersivas por meio de meios mediados por XR e IA. Este modelo colaborativo em formato híbrido, dará forma a uma jornada única e inovadora em diferentes linguagens artísticas, permitindo que o público se envolva com narrativas em múltiplas camadas de experiência artística multissensorial: textual, áudio, vídeo, AR, VR, corpo, esculturas aprimoradas por meio de artistas ao vivo, interação com o público. Workshops e sessões de treinamento serviram como preparação para o resultado performativo final.
Direção Artística: Carla Zanin, Helena Elias, Ana Mena, Margarida Alves
Direção Musical: Carlos Marecos, Federico Bardazzi
Investigadores
Antonio Sousa Dias FBAUL, Gabriela Marramaque ESML,
José Resende ESML, Monika Krakowska UJ,
Magdalena Zych UJ, John Mugubi KU,
Clinton Kihima Kanyangi KU, Peninah Wanjiru Kamau KU,
Beneah Shapaya KU, David Tozzi ON, Guido Paolo Longo ON,
Usi Abdallah Boi ON, Carlos Caires ESML, Jaime Reis ESML
NOTA: para melhor aproveitamento do evento, recomenda-se baixar antecipadamente o aplicativo ArtiVive para os conteúdos de Realidade Aumentada e criar uma conta no spatial.io para os conteúdos de Realidade Virtual
launch umbigo #94 – fantasy / sci-fi x fbaul
Nov 01 2025
11 NOVEMBRO 2025 > 18H00 I ESCADARIA DA CAPELA BELAS-ARTES
Lançamento da revista Umbigo #94 no dia 11 de novembro, às 18h00, na escadaria da Capela da Faculdade de Belas-Artes. A Umbigo #94 destaca a colaboração com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, nomeadamente os alunos de Meios Transversais de Pintura e o docente Nuno Sousa Vieira.
Esta última edição de 2025 é dedicada à fantasia e à ficção científica (Sci-Fi), dois temas que poderiam ser ainda incluídos no espectro mais alargado do realismo especulativo. Não se trata, portanto, de um escapismo; trata-se simplesmente de um distanciamento que nos permite olhar para a realidade e o quotidiano de forma crítica e radical.
pedro vaz é o vencedor do prémio flad desenho 2025 – drawing room lisboa
Out 31 2025
23 > 26 OUTUBRO 2025 I SOCIEDADE NACIONAL BELAS ARTES
Pedro Vaz, ex-aluno da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa é o vencedor do Prémio FLAD de Desenho 2025, uma iniciativa da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, em parceria com a Drawing Room Lisboa, cuja 8ª edição se realizou na Sociedade Nacional das Belas Artes em Lisboa entre 23 e 26 de outubro.
O prémio foi atribuído pelo júri composto pelo artista e presidente do júri João Onofre, pelo curador Miguel von Hafe Pérez, e pela diretora da Drawing Room Lisboa Mónica Álvarez Careaga.
A Drawing Room 2025 que decorreu entre 23 e 26 de outubro na Sociedade Nacional de Belas Artes distinguiu-se este ano pelo aumento de prémios, alguns atribuídos a ex-alunos da Faculdade de Belas-Artes, nomeadamente o Prémio Viarco Novo Talento foi entregue a Filipe Romão, o Prémio Aquisição Coleção Ângelo & Damião distinguiu Nicoleta Sandulescu, os Prémios Mouseion – Art Law House distinguiram Ana Romãozinho e Ana Malta.
Estão escolhidos os 5 finalistas do Prémio FLAD de Desenho 2025: Ana Manso, Mariana Gomes, Luísa Jacinto e Pedro Vaz, ex-alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, e Tiago Baptista. O trabalho destes artistas vai estar exposto na Drawing Room Lisboa, que decorre entre os dias 23 e 26 de outubro na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. O vencedor será conhecido no dia 25 de outubro.
A edição de 2025 do Prémio FLAD de Desenho vai distinguir o melhor entre as quase 200 candidaturas recebidas. Este ano, pela primeira vez, foram selecionados cinco finalistas em vez de dez, que vão ter a oportunidade de expor o seu trabalho na Drawing Room Lisboa, que decorre entre os dias 23 e 26 de outubro, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Outra novidade da edição deste ano é que cada artista receberá uma bolsa de produção para a exposição no valor de 2 000€.
O vencedor será conhecido no dia 25 de outubro, na Drawing Room Lisboa – que volta a ser parceira desta iniciativa – e receberá um prémio monetário de 20 mil euros.
Este prémio tem como objetivo apoiar a produção e inovação artística em Portugal, reconhecer o talento artístico em Portugal e apoiar os artistas promissores do nosso país.
A área de produção artística escolhida foi o desenho, pela sua importante representação na Coleção de Arte Contemporânea da FLAD e por constituir uma expressão artística de relação muito íntima com o criador de arte. Nas últimas edições desta iniciativa anual foram premiados o artista Pedro Tropa, a artista Maria Capelo, Carla Filipe e Rosa Baptista.
A Sociedade Nacional de Belas-Artes recebe a 8.ª edição da Drawing Room Lisboa, feira dedicada ao desenho contemporâneo, que decorre entre 23 e 26 de outubro, na SNBA.
Horário:
Qui. e Sex. – 14h00 às 21h00 (Quinta-feira, das 14h às 16h, mediante convite)
Sábado – 11h00 às 21h00
Domingo – 11h00 às 18h00
Reunindo 23 galerias e mais de 65 artistas nacionais e internacionais, a edição de 2025 apresenta nomes consagrados como Pedro Cabrita Reis, José Pedro Croft, Ana Manso, Mariana Gomes e Pedro Vaz, em diálogo com uma nova geração de criadores de vários países.
A feira acolhe também os trabalhos dos finalistas do Prémio FLAD Drawing Room Lisboa 2025, que inclui bolsas de produção e um prémio final de 20 mil euros.
Mais do que uma feira, a Drawing Room Lisboa é um espaço de encontro e reflexão, promovendo o diálogo entre artistas, curadores, colecionadores e público em torno da vitalidade do desenho contemporâneo.
Bilhetes disponíveis em drawingroom.pt
corpo de pedra — exposição de diana carvalho
Out 28 2025
09 > 30 OUTUBRO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 9 de outubro, às 17h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Corpo de pedra de Diana Carvalho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário; 2ª a sábado – 11h/19h
Prestação permanente; labor; lavor; bolo vitória; corpo de pedra; o fiasco do fumo pelos intervalos do riso; corpo de imagem; a parte pelo todo; modelos de tautologia; chove neve líquida; suspiro saborosos sonhos; cavidades escavadas; remendar por remendar; remendos grátis; estava a fugir e caí *. Não são palavras-chave, são fragmentos e pequenas partes de um todo, é assim que esta exposição se apresenta. Caminhos que vão dar a parte nenhuma, resíduos e excedentes de uma atividade passada, vestígios, pontos de vista alternados, paisagens. E a procura por um corpo que não está presente, mas sabemos que existiu. Existiu? O que sabemos do corpo que ali tombou são apenas as marcas no chão, o único testemunho da sua presença física. Vemos a concavidade marcada pela testa, cotovelos e joelhos. Dizem que o diabo ali caiu, sobre uma fraga, em São Salvador do Mundo.
Em Corpo de pedra, propõe-se uma série de objetos-imagem que partem de observações de espaços do quotidiano, pessoal e coletivo, numa procura pelo que está ausente, o que está em falta naquilo que vemos. Várias versões do que não é visível, do que desapareceu e foi silenciado, são parte de narrativas presentes nas peças, que ensaiam relações entre diferentes pontos de vista, o seu carácter autoral, e as ligações entre imagem e meio.
*lista de possíveis títulos para a exposição.
exposição no âmbito da cerimónia de jubilação do professor joão pais
Out 28 2025
24 > 30 OUTUBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
No dia 24 de outubro, às 11h00, no Auditório Lagoa Henriques, realizou-se a Cerimónia de Jubilação do Professor João Pais, com a sua Última Lição.
No âmbito desta cerimónia foi inaugurada uma exposição na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, que ficará patente até 30 de outubro.
A Cerimónia de Jubilação encontra-se integrada no programa das celebrações do Dia das Belas-Artes, que neste dia comemora o 189.º aniversário da sua fundação.
espelhos na nuvem – imagem, som e magia em biarritzzz
Out 20 2025
eu não estou aqui [I am not here], 2025
Videoinstalação em três canais, 5′ cada [Three-channel video-installation, 5’ each]
Duração total [Total duration]: 15’
Coleção do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Em colaboração com antiribeiro
27 OUTUBRO 2025 > 18H30 I GRANDE AUDITÓRIO
Moderador: Dr. Fabián Cevallos Vivar (CIEBA/FBAUL).
Site: https://www.biarritzzz.com
Biografia:
biarritzzz (1994, Fortaleza, vive e trabalha em Salvador, Brasil) é artista transmídia antidisciplinar e investiga linguagens, códigos e mídias. Acredita na magia e na baixa resolução como contra narrativas importantes para viver a atual disputa cosmológica de realidades. Participou de exposições no MAM Rio, Museu do Amanhã, Kunsthall Trondheim, State Of Concept Athens, Delfina Foundation, plataforma Satélite (Pivô Arte e Pesquisa), A.I.R Gallery, Centro Cultural São Paulo, The Wrong Biennale, FILE, The Shed NY, entre outros. Integra os acervos do MASP, Rhizome Artbase (New Museum), KADIST Foundation, Museu Nacional da República e Instituto Moreira Salles. Foi indicada ao Prêmio Pipa em 2023 e novamente em 2024.
Algumas Práticas e Trabalhos:
EU NÃO SOU AFROFUTURISTA (2020)
Álbum sonoro‑visual web‑specific com 10–11 faixas, plugin interativo com GIFs autorais. Contestação irônica ao conceito de “afrofuturismo”, questionando a linearidade do tempo ocidental e propondo uma reconexão com o passado, ancestralidades e outras cosmologias.
Vídeo‑arte experimental (2014)
Primeiro videoclipe híbrido, explorando interfaces do Tumblr e narrativas visuais, abordando temas como especulação imobiliária (Projeto Novo Recife) e questões políticas brasileiras através de memes e posts capturados em movimento
Instalação na 14ª Bienal do Mercosul (2025)
Apresentou uma instalação sonora e visual comissionada — Atravessei O Deserto do Mundo Pra Poder Morar em Ti (21’29”), narrando a migração de instrumentos musicais de fricção da África para a Península Ibérica e suas conexões com a rabeca brasileira. Teve colaboração musical com Maciel Salú, mestre rabequeiro de Pernambuco.
revista convocarte nº 18/19: arte e ética| art and ethics | art et étique – chamada de trabalhos
Out 15 2025
DATA LIMITE ENVIO TEXTO FINAL ATÉ 31 OUTUBRO 2025

Arte e Ética
“(…): age de tal maneira que possas querer que tua máxima
se torne uma lei universal (qualquer que seja a finalidade desejada por ti).”
(Kant, Sobre a discordância entre moral e a política a propósito da paz perpétua, Apêndice I).
“As práticas artísticas são ‘modos de fazer’ que intervêm na distribuição geral
dos modos de fazer e na sua relação com os modos de ser e as formas de visibilidade.”
(Jacques Rancière, Estética e Política, p. 17)
“A arte é para si e não o é; sem o que lhe é heterogéneo perde a sua autonomia.”
(Adorno, Ästhetische Theorie, p. 17)
A relação entre a arte e a ética é, pode dizer-se, tão antiga quanto a própria arte – ou, pelo menos tanto quanto a sua consciência e discussão.
Desde a Grécia Antiga, onde uma arte repleta de actos de violência hediondos, heróis moralmente dúbios e palavras vis, mas igualmente fonte de prazer e deleite incomparáveis, foi considerada por Platão tão perigosa para as mentes e corações daqueles que se entregavam ao jogo da mimesis, que o filósofo infamemente exortou à “expulsão dos poetas” da sua cidade ideal (não sem antes Heráclito ter apelado a que fossem espancados com um pau). E isto porque Platão compreendeu a poderosa influência das artes que, sem proporcionarem conhecimento, ético ou outro qualquer, podiam e deviam ser criticadas moralmente, pois por meio dos seus poderes encantatórios, promoviam a imoralidade, explorando “as fraquezas da nossa natureza”, enganando-nos, e destruindo o elemento racional da nossa alma.
Assim nascia a crítica ética da arte — como censura.
E assim se levantaram questões: como pode a arte ser simultaneamente prazerosa e benéfica, e que benefício poderá ser esse? Existe uma relação entre os valores estéticos e éticos, e se sim, qual? Será legítimo criticar as obras com base nas suas implicações éticas? Pode a arte “imoral” ou eticamente problemática ser eticamente útil, e se sim, como? Existem limites para o que pode ou deve ser apreciado esteticamente ou tratado artisticamente? Até que ponto os artistas devem ser responsabilizados pelas mensagens implícitas ou pelos potenciais efeitos das suas obras? Como pode a violência ser confrontada na arte sem cair na glorificação? — questões que, todas elas, de uma forma ou de outra, dominaram grande parte do debate estético na Grécia Antiga, permanecendo prementes em épocas subsequentes, incluindo a nossa.
Assim, por muito distantes que nos sintamos de Platão e dos seus homólogos, a não ser que levemos a sério a réplica sarcástica de Plutarco ao dilema platónico, e “tapemos os ouvidos dos jovens com uma cera dura e impenetrável, como foram tapados os ouvidos dos itacenses, e os forcemos [...] a fugir da poesia a toda a velocidade” (Padelford, 1902, 51), estas são problemáticas que devemos confrontar.
Vivemos num tempo em que a esfera (outrora) autónoma da arte parece estar a escorregar perigosamente para um terreno moral que soaria familiar aos gregos; um tempo de preferência por narrativas desambiguadas e facilmente digeríveis — longe do que Rancière descreveu como “cortes sempre ambíguos, precários, litigiosos” (2010, 202); um tempo em que assistimos a uma total incapacidade de pensar a arte como outra coisa que não uma espécie de mimesis do poder político, económico e social; mimesis cuja lógica, “ao conferir à obra de arte o poder dos efeitos que é suposto provocar no comportamento dos espectadores” (Rancière, 136), se alinha naturalmente a um regime de consenso que mina tanto o potencial político como ético da arte. O nosso é um tempo em que, como lamenta o crítico do NYTimes Jason Farago, “uma e outra vez, a arte é reduzida a um sintoma ou a uma trivialidade” (Farago, 2024, par. 13).
Mas não é só a arte que enfrenta tais dilemas; é também a ética.
Apesar (ou em virtude) da crescente popularidade da palavra “ética” nas últimas décadas (com a moda de comités de ética, bioética, ética empresarial, e afins, que proliferam enquanto escasseia a sua mais profunda discussão filosófica), a configuração contemporânea da ética parece reduzida a uma moral de exortações fáceis, de consensos, de discursos legalistas e estruturas normativas, mal disfarçada, e vendida como “ética”; uma “ética” de binarismos morais simplistas que, servindo uma função essencialmente normativa (que, seja ela corretiva ou preventiva, é repressiva), assume uma conotação profundamente negativa, com resultados extremamente nefastos. Para além da subestimação grosseira da complexidade da ética, da usurpação do seu lugar, da domesticação da sua radicalidade e da distorção do seu sentido, a configuração actual da ética comporta o seu próprio esvaziamento.
Como é que a comodificação da arte se cruza com a comodificação da ética, e quais as implicações para ambas? Pode a arte servir de espaço para a reimaginação da ética? Como podemos devolver tanto a ética e como a arte à sua diferença, à sua singularidade e, portanto, à sua radicalidade? Como podemos repensar a sua relação problemática?
Nesta edição temática da revista Convocarte, convidamos contribuições que confrontem estes desafios, explorando este campo multifacetado que é também uma relação historicamente variável — entre a arte e a ética — uma relação que não apenas levanta diversas questões, mas em que cada questão admite respostas plausíveis contraditórias. Ao lançarmos Arte e Ética, sabemos que estamos a lançar mais confrontos com um dilema do que a mera abordagem de um tema — e que, por seu lado, se pode colocar em diferentes planos do artístico: na obra, na produção, no artista, na recepção, na sua teorização, no exercício crítico, no juízo de valor, no seu processo de legitimação, entre outras, além das relações com áreas sensíveis a implicações éticas, como a politica, o mercado, a ecologia, a pedagogia, e afins. Acolhemos abordagens históricas, teóricas, especulativas e práticas; as contribuições podem abordar os padrões recorrentes nas interconexões entre arte e ética, a capacidade da arte de desafiar, reformular ou produzir novos valores éticos, as tarefas e modalidades da crítica da arte, ou a ética da recepção. Estudos de caso, discussões sobre estilo e a forma nas obras de arte são altamente incentivados, assim como propostas para formular ou reimaginar uma ética da arte contemporânea.
Se a ética é hoje tão necessária como difícil na sua formulação, resvalando entre o poder ser e o dever ser, entre a liberdade e a obrigação coerciva, a sua conjugação com a arte, também ela já há muito tempo em crise de definções e de critérios, só torna mais delicado (e, por isso, também desafiante) o tema desta convocação.
Podemos assim avançar com alguns tópicos de abordagens, com a ressalva que estão longe de circunscrever as possibilidades de abordar o tema:
- O papel da arte na sociedade e as suas implicações éticas: de Platão à modernidade
- A ética e a política da forma: revisitar as abordagens formalistas e autonomistas
- Confronto entre a ética e a moral no campo das artes
- A crítica ética contemporânea da arte: os novos moralismos
- Liberdade artística e censura ou os limites da autonomia da arte
- A ética da interpretação, a responsabilidade do público e a tarefa da crítica de arte
- Valor estético vs. valor ético: reflexões meta-estéticas e meta-éticas
- A representação da violência e a ética do documentário
- A ética da preservação da arte
- Os dilemas éticos da cultura da Internet, dos novos media e da IA
- A ética da educação artística
- Os direitos de autor e de copyright em confronto com gestos artísticos de aproximação ao plágio, como apropriação, paródia, citação, etc.
- A bioarte e a bioética e as suas intersecções
- Ética no financiamento das artes
- Fundamentos teóricos para uma ética da arte contemporânea
Coordenação Geral: Fernando Rosa Dias
Coordenação do dossier temático «Arte e Ética»: Leonor Reis
Coordenação Executiva: Bruna Lobo, Jamila Pontes, Daniela Reimão
Leonor Reis
Leonor Reis (Funchal, 1992) é doutorada em Filosofia Ética e Política, pela Università degli studi di Roma – “La Sapienza” (2024) com uma tese intitulada “Art in spite of itself. The ambiguity of art in the work of Emmanuel Levinas,” para a qual recebeu de investigação da FCT. É licenciada em Som e Imagem, especialidade vídeo, pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (2013) onde concluiu ainda, em 2014, uma Pós-graduação em Fotografia. Posteriormente obteve o grau de Mestre em Crítica, Curadoria e Teorias da Arte pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2018), com uma tese intitulada “A experiência estética como abertura religada.” Actualmente é investigadora no CIEBA, tendo como principais áreas de investigação: o pensamento de Levinas, a fenomenologia, a ética da representação, e as intersecções entre arte e filosofia e ética e estética.
protocolo entre a fundação manuel cargaleiro e a faculdade de belas-artes
Out 12 2025
O Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, festejou o seu 20º aniversário com a apresentação dos Prémios Manuel Cargaleiro. Os Prémios Manuel Cargaleiro são uma iniciativa conjunto entre a Fundação Manuel Cargaleiro, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a Câmara de Castelo Branco e a Caixa Crédito Agrícola Beira Baixa Sul.
O Professor Eduardo Duarte, Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, informou que haverá três categorias distintas nos Prémios Manuel Cargaleiro, sendo elas Prémio Revelação Jovem Artista para atribuição de bolsas de estudos a alunos; Prémio Cargaleiro, desafiando artistas já consagrados a reinterpretar a obras de Cargaleiro; e Prémio Investigação, que desafia quem estuda a arte.
A data do concurso e o respetivo regulamento serão divulgados posteriormente.
Púlpito da Igreja de Santa Cruz de Coimbra, do Acervo de Escultura da FBAUL, na exposição temporária “Servir, a Única Pregação”
Out 09 2025
30 NOVEMBRO 2024 > 15 OUTUBRO 2025 I MUSEU DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA
O modelo didático do Púlpito da Igreja de Santa Cruz de Coimbra, pertencente ao Acervo de Escultura da FBAUL, está patente na exposição temporária Servir, a Única Pregação, que inaugurou no passado dia 30 de Novembro, no Museu do Santuário de Fátima.
Esta exposição estará patente até 15 de Outubro de 2025.
Púlpito da Igreja de Santa Cruz de Coimbra,
de Nicolau de Chanterene
(modelo didático)
Guido Battista Lipi, 1883-1884
Gesso moldado e ferro (estrutura)
Esta obra foi restaurada pela Prof.ª Marta Frade, juntamente com os seus alunos da FBAUL.
entre tecer — exposição de sara boia
Out 09 2025
07 > 14 OUTUBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 7 de outubro, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-artes, a exposição Entre Tecer de Sara Boia
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Entre Tecer, entretecer, que se entrelaça ao tecer.
A tecelagem manual, um dos ofícios mais antigos, consiste essencialmente em criar um plano maleável de fios, entrelaçando-os horizontalmente.
A tapeçaria surge através da utilização desta técnica para a criação de obras de arte que podem ser bidimensionais, ou tridimensionais nos dias de hoje. Esta arte foi, desde cedo, ligada à pintura pela sua representação pictórica, sendo a vertente bidimensional uma das características mais consideráveis. Este valor é quebrado com o contemporâneo, por diversos artistas que, de certo modo, desafiaram as fronteiras entre a tapeçaria e a escultura, bem como tantas outras áreas da arte.
“Much of the potency of textile art has been lost during centuries of efforts to produce woven versions of paintings, often based on cartoons of the great painters of the past” (Albers, 1995)
Entre Tecer é o resultado da investigação artística que teve início no final da Licenciatura em Escultura, e que se estendeu até ao Mestrado na mesma área.
Esta exposição emerge da vontade de compreender a tapeçaria enquanto construção tridimensional. Tem-se como objetivo encontrar princípios inerentes à disciplina da escultura, numa técnica tradicionalmente ligada à bidimensionalidade e à pintura. Por outro lado, existe a necessidade de utilizar este projeto como meio de destaque e valorização de artistas femininas, num mundo onde “Women have been excluded from innovative roles (…), except as ‘imitators’ and interpreters of male styles”. (Wood Conroy D., 1994)
2’43’’ _ galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos
Out 08 202518 SETEMBRO > 11 OUTUBRO 2025 | GALERIA DO PAVILHÃO 31 | HOSPITAL JÚLIO DE MATOS
Inaugura no próximo dia 18 de setembro, às 18h, a coletiva 2’43’’ na galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos.
Dois minutos e quarenta e três segundos é o intervalo médio entre a aterragem ou descolagem dos aviões que sobrevoam o Hospital Júlio de Matos, cujo ruído ensurdecedor marca a cadência da vida de quem o habita.
A exposição 2’43” reúne novas obras em fotografia de estudantes do Departamento de Arte Multimédia da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e de artistas residentes no ateliê da P28, associação que mantém uma galeria de arte contemporânea e um espaço de criação para artistas com experiência de doença mental naquele hospital.
Com a participação de
António Bezerra, Beatriz Barizon, Carlota Bento, Carolina Sul da Costa, Clara Pestana, Daniela Marques, Guilherme Albano, Immi Müller, Iris Buljević, Isabela Abate, João Afonso, Kim da Motta, Margarida Cruz, Margarida Portas, Maria Félix, Maria Tavares Trindade, Maria Vidal, Mariana Lucas Lopes, Nair Moreira, Nicolas Büttiker, Rafaela Pereira, Rita Pedro, Rita Robalo, Victória Lobo Vieira.
Curadoria
José Luís Neto com Ana Caria Pereira, Daniel Pinheiro e Rogério Taveira (Equipa FBAUL).
18 de Setembro a 11 de Outubro de 2025
Quarta-feira a Sábado: 14h00 – 19h00. Encerra feriados.
Galeria do Pavilhão 31 | Hospital Júlio de Matos
Av. do Brasil, nº 53 (junto à entrada pela Rua das Murtas)
corpo — memória
Out 08 2025
19 SETEMBRO > 11 OUTUBRO 2025 I PROCUR.ARTE
Inaugura no dia 19 de setembro, às 18h00, na Procur.arte, em Lisboa, a exposição corpo — memória de Beatriz Raquel Jardim, Carolina Maya, Davis Estrela, Diogo Néry Tomás, Julia Sarturi, Luca Zangrandi, madeleno, Pe Lozano e Rodrigo Cardoso. A curadoria da exposição é de Sergio Mah e António Júlio Duarte, em colaboração com os participantes da exposição.
A exposição ficará patente até 11 de outubro, dia em que se realiza a finissage entre as 18h00 e as 21h00.
Horário: 2ª a 6ª – 15h/19h
Esta mostra reúne trabalhos de nove fotógrafos-artistas que cursaram, entre Outubro de 2024 e Julho de 2025, a Pós-Graduação Discursos da Fotografia Contemporânea na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Ao longo de um ano lectivo os alunos frequentaram várias unidades curriculares que globalmente abrangem um horizonte alargado de temas e questões actuais do campo da fotografia, no qual se incluem aspectos históricos, estéticos e conceptuais.
Os trabalhos que aqui se apresentam contemplam vários universos pessoais e estéticos, mas evidenciam também distintas formas de exercer as possibilidades artísticas da fotografia: entre a representação documental e o registo subjectivista e plástico; entre o fotográfico, o escultórico e pictórico; entre a sugestão narrativa e a revisitação da memória. É de notar que as temáticas do corpo, e consequentemente a aferição crítica dos discursos normativos em torno do género, da sexualidade e das identidades culturais, sobressaem em muitos dos trabalhos incluídos nesta exposição. Mas a corporalidade é igualmente significativa no modo como os diferentes fotógrafos exercem a performatividade nos seus processos criativos de captação e montagem.
Sérgio Mah