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uncle c – uma trajetória de vida a registar
Nov 01 2025
11 NOVEMBRO 2025 > 18H30 I GRANDE AUDITÓRIO
Realiza-se no dia 11 de novembro o evento UNCLE C – UMA TRAJETÓRIA DE VIDA A REGISTAR
Conversa: Corsino Furtado e Maíra Zenun.
Moderação: Ana Rita Alves
Esta aula traz para o centro da discussão a ideia do cinema enquanto ferramenta de trabalho coletivo e estratégia de transformação social, através do diálogo entre Corsino Furtado aka UNCLE C, e Maíra Zenun, especialista em cinemas negros, que nos últimos seis meses estabeleceram uma parceria de trabalho e criaram o argumento fílmico intitulado “E QUANDO TUDO ACABAR?”, novo projeto cinematográfico de ambos, que surge a partir do trabalho coletivo desenvolvido pela equipa do projeto FILMASPORA, alocado no I.H.C.
Corsino Furtado é um nome incontornável na documentação do Hip Hop na Europa (Holanda, Portugal, Espanha, França) e em Cabo Verde, tendo construído um arquivo valioso ao dar visibilidade a uma arte sistematicamente marginalizada. Paralelamente, tem se dedicado a filmar o surgimento e o quotidiano de diversas comunidades periféricas da Área Metropolitana de Lisboa, em especial o Bairro de Santa Filomena, onde viveu, registrando momentos de convívio, festas, hortas, brincadeiras de rua e os impactos das demolições ilegais promovidas pela Câmara Municipal da Amadora na história de vida das pessoas. Em colaboração com a realizadora, artista visual e socióloga Maíra Zenun, Corsino tem revisitado este acervo para construir uma cartografia sensível deste espaço urbano – em relação às muitas fronteiras tangíveis e intangíveis que existem -, não com um olhar nostálgico para o passado, mas como uma forma de reinscrever o presente de um território em constante transformação.
Nesta masterclass, que será conduzida pela antropóloga Ana Rita Alves, Corsino Furtado e Maíra Zenun irão partilhar o método que estão criando de organização, curadoria e ativação deste arquivo, somado aos desafios de construir uma narrativa audiovisual [comum], que inclua a população africana, afrodescendente e periférica na identidade cultural de Portugal, a partir do [simples[1]] gesto de arquivar e reativar memórias coletivas.
Metodologia: Corsino Furtado filma como quem anda pela cidade, observando e conversando com tudo o que ele encontra em seus trajetos. Neste caminhar constante, presta atenção em coisas que não estão registradas em nosso imaginário coletivo. Este jeito de filmar é uma maneira de reconhecer o que não está visível. Maíra Zenun, por sua vez, trabalha uma narrativa de montagem cinematográfica disruptiva, que também torna explícito aquilo que é sistematicamente apagado, ao destruir em suas timelines as barreiras temporais e geográficas que determinam o mundo moderno. Nesta aula, o público terá a oportunidade de experimentar a ideia de ambicionar criar novos formatos e estéticas audiovisuais.
[1] É mais complicado excluir a população negra da história de Portugal, apagando o que não convém ao projeto colonial, do que nomear e assumir as violências e os crimes cometidos pela colonização e pelo capitalismo.
Palavras-chave: cinema, periferia, cidades e memória
Notas biográficas
Corsino Furtado, conhecido como Uncle C, é uma referência incontornável no panorama do Hip Hop em Portugal. Em 2007 lançou o DVD “Enciclopédia Hip Hop”, documentário gravado no IADE, que reúne entrevistas e sessões com artistas nacionais e internacionais, distinguindo-se no Festival ViMus com o segundo lugar. Em 2011, lançou o segundo volume desta série, consolidando o seu papel na documentação e divulgação da cultura Hip Hop. Proprietário da loja Black City, na Amadora, alia empreendedorismo à promoção da cultura urbana. Em 2016, participou na produção do vídeo do 43º aniversário da Zulu Nation, em Paris, reforçando o seu impacto internacional. Atualmente, trabalha, em parceria com o produtor Samuel Morais, na produção do Uncleciclopédia Volume 3, entre outros.
Maíra Zenun é multiartista e socióloga, curadora e poeta brasileira em trânsito. Possui: Mestrado em Fotografia Artística (IPCI/2022); Curso Técnico em Audiovisual (Multicompetências/2022); Doutorado em Sociologia do Cinema, com a tese “A CIDADE E O CINEMA NEGRO: o caso FESPACO” (UFG/2019); Mestrado em Sociologia com a dissertação “Os intelectuais na Terra de Vera Cruz: cinema, identidade e modernidade” (UnB/2007); além de algumas formações stricto senso, residências artísticas e cursos livres em multimídia, educação, performance e poesia. Em 2016, participou da criação da Nêga Filmes, coletivo que produz filmes, ensaios fotográficos, performances, livros, ministra cursos e organiza ciclos de cinema. Faz parte do Cineclube da Linha de Sintra. Integra o projeto FILMASPORA/FCT como bolsista. Em sua filmografia, consta a realização de: A CIDADE E O AMOR, “HISTÓRIAS” e “MEMÓRIAS”, para a exposição ÁLBUNS DE FAMÍLIA, o projeto videográfico DIÁRIO DE UM RIO CHAMADO COMBOIO, produzido para o FITEI DIGITAL, entre outros. É autora dos livros ASHANTI ESTÁ EM CASA e ATLÂNTICO, além de ter participado em coletâneas de poesia, possuir ensaios e artigos científicos publicados.
Ana Rita Alves é antropóloga (2008), mestre em Migrações, Inter-Etnicidades e Transnacionalismo e doutora em Direitos Humanos nas Sociedades Contemporâneas (2023). O seu envolvimento com diferentes disciplinas, da antropologia, à teoria crítica da raça, dos estudos urbanos aos estudos sociojurídicos, tem sido fundamental na análise de processos de violência política anti-negra e anti-Roma em Portugal, resultando em inúmeras publicações, entre as quais o livro “Quando Ninguém Podia Ficar: Racismo, Habitação e Território” (Tigre de Papel, 2021).
Ana Rita foi uma das 2020-2021 Black Studies Dissertation Scholar da Universidade da Califórnia Santa Bárbara (EUA), consultora do Conselho da Europa no âmbito do projeto “Inclusive Schools: Making a Difference for Roma Children” (2022) e vários projetos de investigação, entre os quais “AGRRIN – Corpos Geradores: da agressão à insurgência. Contributos para uma pedagogia decolonial” ou “COMBAT – O Combate ao racismo em Portugal: uma análise das políticas públicas e da lei antidiscriminação”. Atualmente é investigadora no projeto (Un)Protect – (Des)Proteção do Estado e Racialização em Portugal: um estudo do impacto do sistema de proteção das crianças e jovens nas mulheres negras e Roma, no Centro de Estudos Sociais e membro da equipa do projeto exploratório “FILMASPORA – Filmes Populares na Diáspora: para uma nova cine-geografia da área metropolitana de Lisboa”.
[1] É mais complicado excluir a população negra da história de Portugal, apagando o que não convém ao projeto colonial, do que nomear e assumir as violências e os crimes cometidos pela colonização e pelo capitalismo.
pedro vaz é o vencedor do prémio flad desenho 2025 – drawing room lisboa
Out 31 2025
23 > 26 OUTUBRO 2025 I SOCIEDADE NACIONAL BELAS ARTES
Pedro Vaz, ex-aluno da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa é o vencedor do Prémio FLAD de Desenho 2025, uma iniciativa da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, em parceria com a Drawing Room Lisboa, cuja 8ª edição se realizou na Sociedade Nacional das Belas Artes em Lisboa entre 23 e 26 de outubro.
O prémio foi atribuído pelo júri composto pelo artista e presidente do júri João Onofre, pelo curador Miguel von Hafe Pérez, e pela diretora da Drawing Room Lisboa Mónica Álvarez Careaga.
A Drawing Room 2025 que decorreu entre 23 e 26 de outubro na Sociedade Nacional de Belas Artes distinguiu-se este ano pelo aumento de prémios, alguns atribuídos a ex-alunos da Faculdade de Belas-Artes, nomeadamente o Prémio Viarco Novo Talento foi entregue a Filipe Romão, o Prémio Aquisição Coleção Ângelo & Damião distinguiu Nicoleta Sandulescu, os Prémios Mouseion – Art Law House distinguiram Ana Romãozinho e Ana Malta.
Estão escolhidos os 5 finalistas do Prémio FLAD de Desenho 2025: Ana Manso, Mariana Gomes, Luísa Jacinto e Pedro Vaz, ex-alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, e Tiago Baptista. O trabalho destes artistas vai estar exposto na Drawing Room Lisboa, que decorre entre os dias 23 e 26 de outubro na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. O vencedor será conhecido no dia 25 de outubro.
A edição de 2025 do Prémio FLAD de Desenho vai distinguir o melhor entre as quase 200 candidaturas recebidas. Este ano, pela primeira vez, foram selecionados cinco finalistas em vez de dez, que vão ter a oportunidade de expor o seu trabalho na Drawing Room Lisboa, que decorre entre os dias 23 e 26 de outubro, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Outra novidade da edição deste ano é que cada artista receberá uma bolsa de produção para a exposição no valor de 2 000€.
O vencedor será conhecido no dia 25 de outubro, na Drawing Room Lisboa – que volta a ser parceira desta iniciativa – e receberá um prémio monetário de 20 mil euros.
Este prémio tem como objetivo apoiar a produção e inovação artística em Portugal, reconhecer o talento artístico em Portugal e apoiar os artistas promissores do nosso país.
A área de produção artística escolhida foi o desenho, pela sua importante representação na Coleção de Arte Contemporânea da FLAD e por constituir uma expressão artística de relação muito íntima com o criador de arte. Nas últimas edições desta iniciativa anual foram premiados o artista Pedro Tropa, a artista Maria Capelo, Carla Filipe e Rosa Baptista.
A Sociedade Nacional de Belas-Artes recebe a 8.ª edição da Drawing Room Lisboa, feira dedicada ao desenho contemporâneo, que decorre entre 23 e 26 de outubro, na SNBA.
Horário:
Qui. e Sex. – 14h00 às 21h00 (Quinta-feira, das 14h às 16h, mediante convite)
Sábado – 11h00 às 21h00
Domingo – 11h00 às 18h00
Reunindo 23 galerias e mais de 65 artistas nacionais e internacionais, a edição de 2025 apresenta nomes consagrados como Pedro Cabrita Reis, José Pedro Croft, Ana Manso, Mariana Gomes e Pedro Vaz, em diálogo com uma nova geração de criadores de vários países.
A feira acolhe também os trabalhos dos finalistas do Prémio FLAD Drawing Room Lisboa 2025, que inclui bolsas de produção e um prémio final de 20 mil euros.
Mais do que uma feira, a Drawing Room Lisboa é um espaço de encontro e reflexão, promovendo o diálogo entre artistas, curadores, colecionadores e público em torno da vitalidade do desenho contemporâneo.
Bilhetes disponíveis em drawingroom.pt
alumnights na faculdade de arquitetura
Out 29 2025
30 OUTUBRO 2025 I FACULDADE DE ARQUITETURA
A Universidade de Lisboa anuncia o arranque da Alumnights, um ciclo de encontros informais entre antigos e atuais estudantes e as suas Escolas. A primeira edição, deste evento aberto a toda a sociedade, realiza-se no dia 30 de outubro, às 17h00, no Pavilhão de Portugal, com a Faculdade de Arquitetura como anfitriã.
Será um fim de tarde de reencontros e partilha, celebrando os caminhos académicos e profissionais dos nossos alumni.
Nesta sessão, teremos:
- Ricardo Bak Gordon — Arquiteto e Professor, fundador do atelier Bak Gordon
- Margarida Marques — Arquiteta e fundadora do atelier Resdochão
- Moderação por Tiago Mota Saraiva — Arquiteto, Professor e alumnus da Faculdade de Arquitetura da ULisboa
Além da conversa com os nossos convidados, haverá ainda workshops gratuitos nas áreas de Arquitetura, Moda, Olaria e Impressão 3D.
Contamos com a vossa presença para celebrarmos a comunidade ULisboa, escutarmos trajetórias inspiradoras e criarmos ligações entre gerações.
corpo de pedra — exposição de diana carvalho
Out 28 2025
09 > 30 OUTUBRO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 9 de outubro, às 17h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Corpo de pedra de Diana Carvalho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário; 2ª a sábado – 11h/19h
Prestação permanente; labor; lavor; bolo vitória; corpo de pedra; o fiasco do fumo pelos intervalos do riso; corpo de imagem; a parte pelo todo; modelos de tautologia; chove neve líquida; suspiro saborosos sonhos; cavidades escavadas; remendar por remendar; remendos grátis; estava a fugir e caí *. Não são palavras-chave, são fragmentos e pequenas partes de um todo, é assim que esta exposição se apresenta. Caminhos que vão dar a parte nenhuma, resíduos e excedentes de uma atividade passada, vestígios, pontos de vista alternados, paisagens. E a procura por um corpo que não está presente, mas sabemos que existiu. Existiu? O que sabemos do corpo que ali tombou são apenas as marcas no chão, o único testemunho da sua presença física. Vemos a concavidade marcada pela testa, cotovelos e joelhos. Dizem que o diabo ali caiu, sobre uma fraga, em São Salvador do Mundo.
Em Corpo de pedra, propõe-se uma série de objetos-imagem que partem de observações de espaços do quotidiano, pessoal e coletivo, numa procura pelo que está ausente, o que está em falta naquilo que vemos. Várias versões do que não é visível, do que desapareceu e foi silenciado, são parte de narrativas presentes nas peças, que ensaiam relações entre diferentes pontos de vista, o seu carácter autoral, e as ligações entre imagem e meio.
*lista de possíveis títulos para a exposição.
alerta de fraude da dges
Out 28 2025
Disseminação de Informação falsa sobre programa de atribuição de bolsas
Spread of false information about scholarship programmes – International Students
A Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) tomou conhecimento de que está a ser disseminada, em diversas plataformas digitais, informação que anuncia a atribuição de supostas bolsas de estudo destinadas a cidadãos de todas as nacionalidades.
A informação que circula em anúncios ou páginas não oficiais, frequentemente intitulada ‘Portugal Government Scholarships 2026’, é falsa e não corresponde a qualquer programa de bolsas de estudo promovido pelo Estado Português.
Recorda-se a todos os interessados que devem consultar apenas os canais oficiais da DGES e das instituições de ensino superior portuguesas para obter informações fidedignas sobre a atribuição de bolsas de estudo.
Em caso de dúvida, verifique sempre a autenticidade das comunicações ou contacte esta Direção-Geral, evitando partilhar ou responder a mensagens de origem desconhecida.
Para obter informações institucionais sobre apoios e bolsas de estudo disponibilizados pelo Estado Português, consulte os nossos serviços através dos canais disponíveis em: www.dges.gov.pt
The Directorate-General for Higher Education (DGES) has become aware that information is being disseminated on various digital platforms announcing the award of alleged scholarships for citizens of all nationalities.
The information which is being circulated in advertisements or on unofficial websites, often entitled ‘Portugal Government Scholarships 2026’, is false and does not correspond to any scholarship programme promoted by the Portuguese State.
All interested candidates are reminded that they should only consult the official channels of the DGES and Portuguese higher education institutions for reliable information on the awarding of scholarships.
If in doubt, always verify the authenticity of communications or contact this Directorate-General, avoiding sharing or responding to messages from unknown sources.
For institutional information on support and scholarships provided by the Portuguese State, please consult our services through the channels available at: www.dges.gov.pt
exposição no âmbito da cerimónia de jubilação do professor joão pais
Out 28 2025
24 > 30 OUTUBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
No dia 24 de outubro, às 11h00, no Auditório Lagoa Henriques, realizou-se a Cerimónia de Jubilação do Professor João Pais, com a sua Última Lição.
No âmbito desta cerimónia foi inaugurada uma exposição na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, que ficará patente até 30 de outubro.
A Cerimónia de Jubilação encontra-se integrada no programa das celebrações do Dia das Belas-Artes, que neste dia comemora o 189.º aniversário da sua fundação.
novo website do laboratório de design de comunicação
Out 23 2025
Apresenta-se o novo website do laboratório de design de comunicação, para consulta de informação sobre impressão e outros serviços que o lab oferece, nomeadamente risografia.
O laboratório de Design de Comunicação é um espaço de apoio ao desenvolvimento e produção dos projetos dos alunos. A sala oferece um espaço de estudo para os alunos, com mesas de trabalho e computadores (Macs desktop) de utilização livre. O monitor do laboratório tem como função principal resolver questões técnicas em meios digitais ou impressos e apoiar as impressões e digitalizações de trabalhos.
É possível a utilização livre de algumas ferramentas, como máquinas de corte de páginas, bem como alugar equipamento, como projetor, câmaras fotográficas, tripés, entre outros.
quarto piso sala 4.16
horário 2ª a 6ª › 09h-12h | 13h-16h
monitor Pedro Pereira
contacto monitor.dc@belasartes.ulisboa.pt
“coura, naturalmente” finalista do adce student awards
Out 21 2025
O projeto Coura, Naturalmente de Bernard Gerber, Pedro Matos e Mariana Esteves, alunos da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é um dos finalistas da 2ª edição do concurso ADCE Student Awards, na categoria Brand / Communication Design.
Entre as mais de 300 candidaturas, 97 integram a shortlist, representando 35 prestigiadas escolas criativas de 12 países europeus.
Stefanie Huber (Diretora de Arte e Criativa da Suíça) liderou júri composto por 50 profissionais e docentes de 21 países europeus. A representar Portugal estiveram Judite Mota (diretora criativa independente e membro da Direção do CCP), Frederico Duarte (crítico e curador de design, professor da FBAUL) e Mafalda Quintela (diretora criativa da Mafalda&Francisco e membro da Direção do CCP).
Para além do projeto Coura, Naturalmente, integram a lista mais dois projetos de escolas portuguesas: PINHAIS Typeface by erre, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, na categoria Typography, e Impulso’25 by D+E, Escola Superior de Artes e Design, Politécnico de Leiria, na categoria Brand/ Communication Design.
Consulta a lista completa dos finalistas AQUI.
Os vencedores (Ouro, Prata e Bronze) serão anunciados no dia 19 de novembro, em Barcelona, na Gala ADCE Student Awards, que celebra a próxima geração de criativos durante ADCE Creative Week.
Design and Democracy: Communication Design as strategic tool to increase participation in democratic process
Out 20 2025
OCTOBER 21ST 2025 > 2.30 PM I LAGOA HENRIQUES AUDITORIUM
Design and Democracy: Communication Design as strategic tool to increase participation in democratic process
Lecture in english.
Admission is free until the auditorium reaches full capacity.
This lecture explores how design can strengthen democratic values and participation. Drawing from exhibitions that illustrate the meaning of democracy in Latvia’s history and our impresions after a visit to Lisbon’s museum of Resistance and Freedom we will explore how design can tell stories of freedom, civic courage, and responsibility.
The lecture also presents design projects developed by students of the Art Academy of Latvia, focusing on how to encourage young people to take part in elections and how thoughtful design can make the voting process more accessible, understandable, and engaging.
Through real examples we would like to emphasise how political messaging and the tone of election communication can either motivate or discourage participation — highlighting design as a powerful democratic tool that helps people see, feel, and believe in their ability to shape society.
Ilze Dobele is a Latvian journalist, television and radio presenter, and lecturer in communication and public speaking. She is one of Latvia’s most recognized news anchors, with more than twenty-five years of experience in national broadcasting. Alongside her journalism work, she hosts the radio program Why Design?, exploring how design shapes culture and public understanding.
At the Art Academy of Latvia, Ilze teaches communication and presentation skills and has worked with students on the concept for Salone Satellite 2022, highlighting global sustainability in design. She has collaborated with the award-winning design studio H2E on several major exhibitions, including projects dedicated to Latvia’s first president, the centenary of the Cabinet of Ministers. She was curator organizing Japanese designers’ poster exhibition for peace in 2024, commemorating the victims of nuclear warfare.
Ilze combines her background in media, design, and art to promote meaningful dialogue between creative expression and social responsibility.
Ilze holds a Master’s degree in Communication Science from the University of Latvia and has completed further professional training in journalism in Sweden and in television presentation with mentors from University of Tennessee, USA and the Sky News.
Ingūna Elere is a Latvian designer, educator, and co-founder of the design studio H2E, where she serves as Creative Lead. She is also a professor at the Art Academy of Latvia and a co-founder of the SEGD Riga Chapter, contributing to the development of design discourse both locally and internationally.
Ingūna believes that design is a constantly evolving discipline and that everyone is entitled to good design. She emphasizes that the interaction between space and graphics shapes user experiences in meaningful ways. Interdisciplinary collaboration is a core principle in her work at H2E, where projects span from environmental graphics and exhibition design to service and spatial experiences.
Her professional practice is grounded in classical art education and enriched by more than twenty years of experience in the design field. Ingūna has led numerous projects that integrate design thinking with social, cultural, and experiential impact, shaping how users engage with environments over time.
Ingūna holds a degree in Fine Arts from Art Academy of Latvia and has completed further professional development in design theory and practice. Her work combines creativity, research, and strategic thinking to advance design as a tool for meaningful communication and improved experiences.
Ingūna has received multiple national and international awards for her design work, including Red Dot Design Award, SEGD Award, German Design Award, and iF Design Award, highlighting her contributions to environmental, graphic, and experiential design.
Holgers Elers is a Latvian designer, educator, and co-founder of the design studio H2E, where he serves as Creative Lead. He is also a professor at the Art Academy of Latvia. Holgers believes that the environment in which we live, the things and services that we use must be of high quality; they have to be functional and understandable. High-quality environmental, graphic, and service design provides experiences that affect every user in the long term. Design, as an interdisciplinary tool, delivers a certain message in a specific space and time.
Holgers’ professional practice encompasses environmental, graphic, multimedia, exhibition, and experiential design. His works include several notable environmental objects, such as the iconic Riga 800 and the series Philosophy in the City. At the Art Academy of Latvia, Holgers teaches creative and critical thinking.
Holgers holds a Master of Arts and has received several prestigious international awards for completed works, including the Red Dot Design Award, SEGD Award, German Design Award, and iF Design Award. In 2017, he received the Excellence Award in Culture from the Ministry of Culture of the Republic of Latvia
+ xp session com raya van den hooven
Out 20 2025
28 OUTUBRO 2025 > 11H30 I GRANDE AUDITÓRIO
As +XP Sessions são uma iniciativa gratuita que liga estudantes de diferentes áreas à indústria dos videojogos, promovendo diversidade, empregabilidade e partilha de experiências reais. O objetivo é mostrar que o gaming é também um espaço profundamente artístico e criativo, onde a arte visual, o design, a narrativa e a estética têm um papel central na criação de mundos e experiências interativas.
Para os estudantes de Belas-Artes, esta sessão é uma forma de compreender como as competências adquiridas na universidade — da expressão plástica à modelação 3D, ilustração ou animação — podem ser aplicadas num setor em rápido crescimento, que combina tecnologia e sensibilidade artística.
A Sessão incide sobre a experiência real de trabalho e a saída profissional no campo da modelação 3D e realidade virtual. Teremos connosco Raya van den Hooven.
Raya é uma artista 3D holandesa, com sólida formação em imagem 3D e quatro anos de experiência em desenvolvimento de jogos. Utiliza os programas Autodesk Maya, Adobe Photoshop, Unity Engine, TortoiseSVN, Slack, Atlassian Jira e Confluence. Também Adobe Illustrator, Substance Painter e Zbrush.
As suas competências técnicas envolvem modelação, texturização e criação de cenários (modelling, texturing e set dressing), além de scene setup in unity. Também tem experiência em criação de recursos e em projeto de materiais promocionais.
espelhos na nuvem – imagem, som e magia em biarritzzz
Out 20 2025
eu não estou aqui [I am not here], 2025
Videoinstalação em três canais, 5′ cada [Three-channel video-installation, 5’ each]
Duração total [Total duration]: 15’
Coleção do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Em colaboração com antiribeiro
27 OUTUBRO 2025 > 18H30 I GRANDE AUDITÓRIO
Moderador: Dr. Fabián Cevallos Vivar (CIEBA/FBAUL).
Site: https://www.biarritzzz.com
Biografia:
biarritzzz (1994, Fortaleza, vive e trabalha em Salvador, Brasil) é artista transmídia antidisciplinar e investiga linguagens, códigos e mídias. Acredita na magia e na baixa resolução como contra narrativas importantes para viver a atual disputa cosmológica de realidades. Participou de exposições no MAM Rio, Museu do Amanhã, Kunsthall Trondheim, State Of Concept Athens, Delfina Foundation, plataforma Satélite (Pivô Arte e Pesquisa), A.I.R Gallery, Centro Cultural São Paulo, The Wrong Biennale, FILE, The Shed NY, entre outros. Integra os acervos do MASP, Rhizome Artbase (New Museum), KADIST Foundation, Museu Nacional da República e Instituto Moreira Salles. Foi indicada ao Prêmio Pipa em 2023 e novamente em 2024.
Algumas Práticas e Trabalhos:
EU NÃO SOU AFROFUTURISTA (2020)
Álbum sonoro‑visual web‑specific com 10–11 faixas, plugin interativo com GIFs autorais. Contestação irônica ao conceito de “afrofuturismo”, questionando a linearidade do tempo ocidental e propondo uma reconexão com o passado, ancestralidades e outras cosmologias.
Vídeo‑arte experimental (2014)
Primeiro videoclipe híbrido, explorando interfaces do Tumblr e narrativas visuais, abordando temas como especulação imobiliária (Projeto Novo Recife) e questões políticas brasileiras através de memes e posts capturados em movimento
Instalação na 14ª Bienal do Mercosul (2025)
Apresentou uma instalação sonora e visual comissionada — Atravessei O Deserto do Mundo Pra Poder Morar em Ti (21’29”), narrando a migração de instrumentos musicais de fricção da África para a Península Ibérica e suas conexões com a rabeca brasileira. Teve colaboração musical com Maciel Salú, mestre rabequeiro de Pernambuco.
dia das belas-artes 2025
Out 15 202524 OUTUBRO 2025 *
No dia 25 de outubro a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a instituição de ensino artístico mais antiga de Portugal, comemora os 189 anos da sua fundação, então designada por Academia de Belas-Artes, da qual é hoje sucessora.
* As comemorações foram antecipadas para dia 24 de outubro, considerando que o dia 25 é um sábado.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
PROGRAMAÇÃO:
(sujeita a alterações)
10h00 — Recepção dos convidados (atuação da TUBA no Largo das Belas-Artes)
10h30 — Auditório Lagoa Henriques
Cerimónia de entrega de Troféus aos Docentes aposentados ou jubilados, com a presença do Presidente da Faculdade de Belas-Artes, Professor Doutor Eduardo Duarte
11h00 — Auditório Lagoa Henriques
“Última Lição” do Professor João Pais
12h00 – Galeria das Belas-Artes
Inauguração da exposição “Última Lição” do Professor João Pais
(Porto de Honra com atuação da TUBA)
14h00 – Biblioteca
Inauguração exposição Belas Artes. Uma História da Biblioteca
15h00 – Auditório Lagoa Henriques
Apresentação e lançamento do Concurso Prémios Manuel Cargaleiro
(Porto de Honra)
Exposições patentes:
Corpo de pedra de Diana Carvalho
09 > 30/10/2025
Cisterna
Horário: 2ª a sábado 11h/19h
revista convocarte nº 18/19: arte e ética| art and ethics | art et étique – chamada de trabalhos
Out 15 2025
DATA LIMITE ENVIO TEXTO FINAL ATÉ 31 OUTUBRO 2025

Arte e Ética
“(…): age de tal maneira que possas querer que tua máxima
se torne uma lei universal (qualquer que seja a finalidade desejada por ti).”
(Kant, Sobre a discordância entre moral e a política a propósito da paz perpétua, Apêndice I).
“As práticas artísticas são ‘modos de fazer’ que intervêm na distribuição geral
dos modos de fazer e na sua relação com os modos de ser e as formas de visibilidade.”
(Jacques Rancière, Estética e Política, p. 17)
“A arte é para si e não o é; sem o que lhe é heterogéneo perde a sua autonomia.”
(Adorno, Ästhetische Theorie, p. 17)
A relação entre a arte e a ética é, pode dizer-se, tão antiga quanto a própria arte – ou, pelo menos tanto quanto a sua consciência e discussão.
Desde a Grécia Antiga, onde uma arte repleta de actos de violência hediondos, heróis moralmente dúbios e palavras vis, mas igualmente fonte de prazer e deleite incomparáveis, foi considerada por Platão tão perigosa para as mentes e corações daqueles que se entregavam ao jogo da mimesis, que o filósofo infamemente exortou à “expulsão dos poetas” da sua cidade ideal (não sem antes Heráclito ter apelado a que fossem espancados com um pau). E isto porque Platão compreendeu a poderosa influência das artes que, sem proporcionarem conhecimento, ético ou outro qualquer, podiam e deviam ser criticadas moralmente, pois por meio dos seus poderes encantatórios, promoviam a imoralidade, explorando “as fraquezas da nossa natureza”, enganando-nos, e destruindo o elemento racional da nossa alma.
Assim nascia a crítica ética da arte — como censura.
E assim se levantaram questões: como pode a arte ser simultaneamente prazerosa e benéfica, e que benefício poderá ser esse? Existe uma relação entre os valores estéticos e éticos, e se sim, qual? Será legítimo criticar as obras com base nas suas implicações éticas? Pode a arte “imoral” ou eticamente problemática ser eticamente útil, e se sim, como? Existem limites para o que pode ou deve ser apreciado esteticamente ou tratado artisticamente? Até que ponto os artistas devem ser responsabilizados pelas mensagens implícitas ou pelos potenciais efeitos das suas obras? Como pode a violência ser confrontada na arte sem cair na glorificação? — questões que, todas elas, de uma forma ou de outra, dominaram grande parte do debate estético na Grécia Antiga, permanecendo prementes em épocas subsequentes, incluindo a nossa.
Assim, por muito distantes que nos sintamos de Platão e dos seus homólogos, a não ser que levemos a sério a réplica sarcástica de Plutarco ao dilema platónico, e “tapemos os ouvidos dos jovens com uma cera dura e impenetrável, como foram tapados os ouvidos dos itacenses, e os forcemos [...] a fugir da poesia a toda a velocidade” (Padelford, 1902, 51), estas são problemáticas que devemos confrontar.
Vivemos num tempo em que a esfera (outrora) autónoma da arte parece estar a escorregar perigosamente para um terreno moral que soaria familiar aos gregos; um tempo de preferência por narrativas desambiguadas e facilmente digeríveis — longe do que Rancière descreveu como “cortes sempre ambíguos, precários, litigiosos” (2010, 202); um tempo em que assistimos a uma total incapacidade de pensar a arte como outra coisa que não uma espécie de mimesis do poder político, económico e social; mimesis cuja lógica, “ao conferir à obra de arte o poder dos efeitos que é suposto provocar no comportamento dos espectadores” (Rancière, 136), se alinha naturalmente a um regime de consenso que mina tanto o potencial político como ético da arte. O nosso é um tempo em que, como lamenta o crítico do NYTimes Jason Farago, “uma e outra vez, a arte é reduzida a um sintoma ou a uma trivialidade” (Farago, 2024, par. 13).
Mas não é só a arte que enfrenta tais dilemas; é também a ética.
Apesar (ou em virtude) da crescente popularidade da palavra “ética” nas últimas décadas (com a moda de comités de ética, bioética, ética empresarial, e afins, que proliferam enquanto escasseia a sua mais profunda discussão filosófica), a configuração contemporânea da ética parece reduzida a uma moral de exortações fáceis, de consensos, de discursos legalistas e estruturas normativas, mal disfarçada, e vendida como “ética”; uma “ética” de binarismos morais simplistas que, servindo uma função essencialmente normativa (que, seja ela corretiva ou preventiva, é repressiva), assume uma conotação profundamente negativa, com resultados extremamente nefastos. Para além da subestimação grosseira da complexidade da ética, da usurpação do seu lugar, da domesticação da sua radicalidade e da distorção do seu sentido, a configuração actual da ética comporta o seu próprio esvaziamento.
Como é que a comodificação da arte se cruza com a comodificação da ética, e quais as implicações para ambas? Pode a arte servir de espaço para a reimaginação da ética? Como podemos devolver tanto a ética e como a arte à sua diferença, à sua singularidade e, portanto, à sua radicalidade? Como podemos repensar a sua relação problemática?
Nesta edição temática da revista Convocarte, convidamos contribuições que confrontem estes desafios, explorando este campo multifacetado que é também uma relação historicamente variável — entre a arte e a ética — uma relação que não apenas levanta diversas questões, mas em que cada questão admite respostas plausíveis contraditórias. Ao lançarmos Arte e Ética, sabemos que estamos a lançar mais confrontos com um dilema do que a mera abordagem de um tema — e que, por seu lado, se pode colocar em diferentes planos do artístico: na obra, na produção, no artista, na recepção, na sua teorização, no exercício crítico, no juízo de valor, no seu processo de legitimação, entre outras, além das relações com áreas sensíveis a implicações éticas, como a politica, o mercado, a ecologia, a pedagogia, e afins. Acolhemos abordagens históricas, teóricas, especulativas e práticas; as contribuições podem abordar os padrões recorrentes nas interconexões entre arte e ética, a capacidade da arte de desafiar, reformular ou produzir novos valores éticos, as tarefas e modalidades da crítica da arte, ou a ética da recepção. Estudos de caso, discussões sobre estilo e a forma nas obras de arte são altamente incentivados, assim como propostas para formular ou reimaginar uma ética da arte contemporânea.
Se a ética é hoje tão necessária como difícil na sua formulação, resvalando entre o poder ser e o dever ser, entre a liberdade e a obrigação coerciva, a sua conjugação com a arte, também ela já há muito tempo em crise de definções e de critérios, só torna mais delicado (e, por isso, também desafiante) o tema desta convocação.
Podemos assim avançar com alguns tópicos de abordagens, com a ressalva que estão longe de circunscrever as possibilidades de abordar o tema:
- O papel da arte na sociedade e as suas implicações éticas: de Platão à modernidade
- A ética e a política da forma: revisitar as abordagens formalistas e autonomistas
- Confronto entre a ética e a moral no campo das artes
- A crítica ética contemporânea da arte: os novos moralismos
- Liberdade artística e censura ou os limites da autonomia da arte
- A ética da interpretação, a responsabilidade do público e a tarefa da crítica de arte
- Valor estético vs. valor ético: reflexões meta-estéticas e meta-éticas
- A representação da violência e a ética do documentário
- A ética da preservação da arte
- Os dilemas éticos da cultura da Internet, dos novos media e da IA
- A ética da educação artística
- Os direitos de autor e de copyright em confronto com gestos artísticos de aproximação ao plágio, como apropriação, paródia, citação, etc.
- A bioarte e a bioética e as suas intersecções
- Ética no financiamento das artes
- Fundamentos teóricos para uma ética da arte contemporânea
Coordenação Geral: Fernando Rosa Dias
Coordenação do dossier temático «Arte e Ética»: Leonor Reis
Coordenação Executiva: Bruna Lobo, Jamila Pontes, Daniela Reimão
Leonor Reis
Leonor Reis (Funchal, 1992) é doutorada em Filosofia Ética e Política, pela Università degli studi di Roma – “La Sapienza” (2024) com uma tese intitulada “Art in spite of itself. The ambiguity of art in the work of Emmanuel Levinas,” para a qual recebeu de investigação da FCT. É licenciada em Som e Imagem, especialidade vídeo, pela Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (2013) onde concluiu ainda, em 2014, uma Pós-graduação em Fotografia. Posteriormente obteve o grau de Mestre em Crítica, Curadoria e Teorias da Arte pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2018), com uma tese intitulada “A experiência estética como abertura religada.” Actualmente é investigadora no CIEBA, tendo como principais áreas de investigação: o pensamento de Levinas, a fenomenologia, a ética da representação, e as intersecções entre arte e filosofia e ética e estética.
8th edition of the International Meeting on Retouching of Cultural Heritage (RECH8 – 2025)
Out 13 2025
15 > 17 OCTOBER 2025 I FUNDAÇÃO CASA RUI BARBOSA, RIO DE JANEIRO, BRASIL
The RECHGroup, in collaboration with the Heritage Lab at the Faculty of Fine Arts, is pleased to announce that the 8th edition of the International Meeting on Retouching of Cultural Heritage (RECH8 – 2025) will take place in Brazil from October 15 to 17, 2025.
After the first three editions of the International Meeting on Retouching of Cultural Heritage in Porto (Portugal), the 4th edition in Split (Croatia), the 5th edition in Urbino (Italy), the 6th in Valencia (Spain), and the 7th edition in Lisbon (FBAUL), Portugal, we’re pleased to announce that the 8th edition will be a collaboration between the RECHGroup and the Casa de Rui Barbosa Foundation in Rio de Janeiro, Brazil.
The Call for Abstracts and Demos for RECH8 2025 is open!
Abstract submission and notification will proceed in three phases:
- Abstracts submitted by November 10, 2024:
Notification of acceptance by November 15, 2024 - Abstracts submitted by January 31, 2025:
Notification of acceptance by February 8, 2025 - Abstracts submitted by April 12, 2025:
Notification of acceptance by April 19, 2025
This phased approach allows participants to plan their travel and secure flight tickets well in advance once they receive notification of acceptance.
For more information, please visit the website.
We look forward to your submissions and participation in RECH8 2025.
RECH8 2025
protocolo entre a fundação manuel cargaleiro e a faculdade de belas-artes
Out 12 2025
O Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, festejou o seu 20º aniversário com a apresentação dos Prémios Manuel Cargaleiro. Os Prémios Manuel Cargaleiro são uma iniciativa conjunto entre a Fundação Manuel Cargaleiro, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, a Câmara de Castelo Branco e a Caixa Crédito Agrícola Beira Baixa Sul.
O Professor Eduardo Duarte, Presidente da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, informou que haverá três categorias distintas nos Prémios Manuel Cargaleiro, sendo elas Prémio Revelação Jovem Artista para atribuição de bolsas de estudos a alunos; Prémio Cargaleiro, desafiando artistas já consagrados a reinterpretar a obras de Cargaleiro; e Prémio Investigação, que desafia quem estuda a arte.
A data do concurso e o respetivo regulamento serão divulgados posteriormente.
Púlpito da Igreja de Santa Cruz de Coimbra, do Acervo de Escultura da FBAUL, na exposição temporária “Servir, a Única Pregação”
Out 09 2025
30 NOVEMBRO 2024 > 15 OUTUBRO 2025 I MUSEU DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA
O modelo didático do Púlpito da Igreja de Santa Cruz de Coimbra, pertencente ao Acervo de Escultura da FBAUL, está patente na exposição temporária Servir, a Única Pregação, que inaugurou no passado dia 30 de Novembro, no Museu do Santuário de Fátima.
Esta exposição estará patente até 15 de Outubro de 2025.
Púlpito da Igreja de Santa Cruz de Coimbra,
de Nicolau de Chanterene
(modelo didático)
Guido Battista Lipi, 1883-1884
Gesso moldado e ferro (estrutura)
Esta obra foi restaurada pela Prof.ª Marta Frade, juntamente com os seus alunos da FBAUL.
entre tecer — exposição de sara boia
Out 09 2025
07 > 14 OUTUBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 7 de outubro, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-artes, a exposição Entre Tecer de Sara Boia
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Entre Tecer, entretecer, que se entrelaça ao tecer.
A tecelagem manual, um dos ofícios mais antigos, consiste essencialmente em criar um plano maleável de fios, entrelaçando-os horizontalmente.
A tapeçaria surge através da utilização desta técnica para a criação de obras de arte que podem ser bidimensionais, ou tridimensionais nos dias de hoje. Esta arte foi, desde cedo, ligada à pintura pela sua representação pictórica, sendo a vertente bidimensional uma das características mais consideráveis. Este valor é quebrado com o contemporâneo, por diversos artistas que, de certo modo, desafiaram as fronteiras entre a tapeçaria e a escultura, bem como tantas outras áreas da arte.
“Much of the potency of textile art has been lost during centuries of efforts to produce woven versions of paintings, often based on cartoons of the great painters of the past” (Albers, 1995)
Entre Tecer é o resultado da investigação artística que teve início no final da Licenciatura em Escultura, e que se estendeu até ao Mestrado na mesma área.
Esta exposição emerge da vontade de compreender a tapeçaria enquanto construção tridimensional. Tem-se como objetivo encontrar princípios inerentes à disciplina da escultura, numa técnica tradicionalmente ligada à bidimensionalidade e à pintura. Por outro lado, existe a necessidade de utilizar este projeto como meio de destaque e valorização de artistas femininas, num mundo onde “Women have been excluded from innovative roles (…), except as ‘imitators’ and interpreters of male styles”. (Wood Conroy D., 1994)
percursos singulares
Out 08 2025
15 OUTUBRO 2025 I PAVILHÃO DE PORTUGAL
A Universidade de Lisboa dá mais um passo rumo à inclusão.
No próximo dia 15 de outubro, no Pavilhão de Portugal, será apresentado o programa educativo PerCursos Singulares, que abre as portas do ensino superior a jovens com dificuldades intelectuais e psicossociais.
Com uma abordagem personalizada, sem requisitos prévios e sem conferência de grau académico, os participantes terão acesso a unidades curriculares isoladas nas áreas das Ciências, Artes, Humanidades e Engenharia, com acompanhamento individualizado e foco no desenvolvimento pessoal, académico e profissional.
Contamos com o apoio de: Jerónimo Martins, SEMEAR e Valor T.
Junte-se a nós!
Doutoramento em Saúde Planetária da Universidade de Lisboa
Out 08 2025
17 OUTUBRO 2025 I PAVILHÃO DE PORTUGAL
O inovador programa de Doutoramento em Saúde Planetária da Universidade de Lisboa tem início no dia 17 de outubro no Pavilhão de Portugal.
A sessão de abertura é pública e conta com a palestra “Advancing the Health of People and the Planet”, em formato híbrido, de Renzo Guinto, Professor Associado da National University of Singapore e um dos pioneiros mundiais do novo campo da saúde planetária, que trabalha diversos aspetos da interligação entre clima e saúde.
A palestra apresentará estratégias em educação, políticas públicas e práticas que capacitem comunidades e sistemas de saúde a responder aos desafios planetários, sublinhando o papel da investigação, da colaboração e da liderança na construção de um futuro sustentável e saudável para todos.
Destinatários: público em geral mediante inscrição.
2’43’’ _ galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos
Out 08 202518 SETEMBRO > 11 OUTUBRO 2025 | GALERIA DO PAVILHÃO 31 | HOSPITAL JÚLIO DE MATOS
Inaugura no próximo dia 18 de setembro, às 18h, a coletiva 2’43’’ na galeria do Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos.
Dois minutos e quarenta e três segundos é o intervalo médio entre a aterragem ou descolagem dos aviões que sobrevoam o Hospital Júlio de Matos, cujo ruído ensurdecedor marca a cadência da vida de quem o habita.
A exposição 2’43” reúne novas obras em fotografia de estudantes do Departamento de Arte Multimédia da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL) e de artistas residentes no ateliê da P28, associação que mantém uma galeria de arte contemporânea e um espaço de criação para artistas com experiência de doença mental naquele hospital.
Com a participação de
António Bezerra, Beatriz Barizon, Carlota Bento, Carolina Sul da Costa, Clara Pestana, Daniela Marques, Guilherme Albano, Immi Müller, Iris Buljević, Isabela Abate, João Afonso, Kim da Motta, Margarida Cruz, Margarida Portas, Maria Félix, Maria Tavares Trindade, Maria Vidal, Mariana Lucas Lopes, Nair Moreira, Nicolas Büttiker, Rafaela Pereira, Rita Pedro, Rita Robalo, Victória Lobo Vieira.
Curadoria
José Luís Neto com Ana Caria Pereira, Daniel Pinheiro e Rogério Taveira (Equipa FBAUL).
18 de Setembro a 11 de Outubro de 2025
Quarta-feira a Sábado: 14h00 – 19h00. Encerra feriados.
Galeria do Pavilhão 31 | Hospital Júlio de Matos
Av. do Brasil, nº 53 (junto à entrada pela Rua das Murtas)
corpo — memória
Out 08 2025
19 SETEMBRO > 11 OUTUBRO 2025 I PROCUR.ARTE
Inaugura no dia 19 de setembro, às 18h00, na Procur.arte, em Lisboa, a exposição corpo — memória de Beatriz Raquel Jardim, Carolina Maya, Davis Estrela, Diogo Néry Tomás, Julia Sarturi, Luca Zangrandi, madeleno, Pe Lozano e Rodrigo Cardoso. A curadoria da exposição é de Sergio Mah e António Júlio Duarte, em colaboração com os participantes da exposição.
A exposição ficará patente até 11 de outubro, dia em que se realiza a finissage entre as 18h00 e as 21h00.
Horário: 2ª a 6ª – 15h/19h
Esta mostra reúne trabalhos de nove fotógrafos-artistas que cursaram, entre Outubro de 2024 e Julho de 2025, a Pós-Graduação Discursos da Fotografia Contemporânea na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Ao longo de um ano lectivo os alunos frequentaram várias unidades curriculares que globalmente abrangem um horizonte alargado de temas e questões actuais do campo da fotografia, no qual se incluem aspectos históricos, estéticos e conceptuais.
Os trabalhos que aqui se apresentam contemplam vários universos pessoais e estéticos, mas evidenciam também distintas formas de exercer as possibilidades artísticas da fotografia: entre a representação documental e o registo subjectivista e plástico; entre o fotográfico, o escultórico e pictórico; entre a sugestão narrativa e a revisitação da memória. É de notar que as temáticas do corpo, e consequentemente a aferição crítica dos discursos normativos em torno do género, da sexualidade e das identidades culturais, sobressaem em muitos dos trabalhos incluídos nesta exposição. Mas a corporalidade é igualmente significativa no modo como os diferentes fotógrafos exercem a performatividade nos seus processos criativos de captação e montagem.
Sérgio Mah
a arquitetura no ensino das artes visuais
Out 06 2025
10 OUTUBRO 2025 > 10H00 I SALA 4.14
Realiza-se no dia 10 de outubro, a partir das 10h00, na Sala 4.14, a conferência A arquitetura no ensino das artes visuais, pelo arquiteto Duarte Paiva.
Esta conferência é exclusiva para a comunidade académica da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
A arquitetura influencia profundamente a cultura visual, seja pela observação de uma paisagem, pela organização e harmonia de um conjunto edificado ou pela relação da luz com os planos e volumes, e muitas vezes é tema nas diferentes artes plásticas.
Como podemos, no ensino das artes visuais no 3.º ciclo e ensino secundário, incorporar e articular os fundamentos da arquitetura de modo a promover uma observação mais consciente e construir um diálogo fecundo entre artes visuais, arquitetura e a vida no quotidiano?
sessão de abertura do Curso de Doutoramento em Belas-Artes 2025/2026
Out 06 2025
09 OUTUBRO 2025 > 17H00 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
Realiza-se no dia 9 de outubro, pelas 17h00, no Auditório Lagoa Henriques, a sessão de abertura do Curso de Doutoramento em Belas-Artes 2025/2026, com a presença dos Coordenadores do 3º ciclo das respetivas especialidades, Professora Patrícia Gouveia de Arte Multimédia, Professor Fernando Rosa Dias de Ciências da Arte e do Património, Professor José Teixeira de Escultura, Professora Diana Costa de Pintura, Professor António Trindade de Desenho, Professor Pedro Almeida de Design de Comunicação e Professor Pedro Silva Dias de Design de Equipamento.
pós-graduações — novas candidaturas
Out 05 2025
Está a decorrer uma nova fase de candidaturas para ingresso nos cursos de formação pós-graduada de aperfeiçoamento e de especialização (pós-graduações).
Dependendo do calendário de candidaturas definido podem ser oportunamente aceites candidaturas de estudantes que se encontrem em fase de conclusão de licenciatura num estabelecimento de ensino superior português.
As informações detalhadas sobre as condições e requisitos de candidatura, encontram-se disponíveis na página eletrónica de cada curso.
Pode consultar toda a informação sobre a nova fase de candidaturas AQUI.
nothing from nothing
Out 02 2025
03 OUTUBRO 2025 > 19H00 I GRANDE AUDITÓRIO //// OCTOBER, 3 > 7 PM
Estreia do filme, 116 minutos, 2025. Entrada gratuita.
Film Premiere,116 minutes, 2025. Free Admission.
Com a intenção de explorar o valor estético do nada, a sua capacidade e poder milagrosos de se criar a partir de si mesmo e de inspirar a criatividade autónoma nos outros, Nothing From Nothing (2025, 116 minutos) revela como o potencial milagroso de autocriação do nada, a que me refiro como a Décima Musa de Shakespeare ou Vontade do Nada, transforma a perda em descoberta, a morte em vida e o nada em muitos.
“Can you make no use of nothing, nuncle?” (King Lear 1.4)
With the intention to explore the aesthetic value of nothing, its miraculous ability and power to create itself out of itself and to inspire autonomous creativity in others, Nothing From Nothing (2025, 116 minutes) reveals how nothing’s miraculous self-creating potential, what I refer to as Shakespeare’s Tenth Muse or Will to Nothing, turns loss to find, death to life, and none to many.
Juntamente com o Bobo da Corte de Lear, o público deste filme é convidado a perguntar: «qual é o valor de uso do nada?» Segundo os cientistas, o universo surgiu do nada. Será herético pensar que o nada veio do nada? Será que o nada, do qual se diz que todas as coisas evoluíram, pode ter emanado de si mesmo? Neste filme, a vontade autoral de Lear para o nada não só dá origem à peça e à sua multiplicidade de partes, como também destaca o objetivo final da poesia — a expansão infinita.
Alongside Lear’s Fool, the audience of this film is invited to ask: ‘what is the use value of nothing?’ According to scientists, the universe emerged from nothing. Is it heretical to think that nothing came from nothing? Could the nothing out of which all things are said to evolve, have emanated from itself? In this film, Lear’s authorial will to nothing not only gives birth to the play and its multiplicity of parts, but also highlights the ultimate aim of poetry — infinite expansion.
A maior parte da ação em Nothing From Nothing foi filmada numa cisterna medieval em Lisboa, sob a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, onde sombras ameaçadoras, silêncios profundos e ecos comoventes criam uma atmosfera de mistério e intriga. A nossa adaptação inclui uma personagem que representa a sósia de Cordélia, interlúdios inesperados, um alfabeto inventado baseado nas personagens da peça e momentos-chave da ação, juntamente com breves excertos das peças e sonetos de Shakespeare, Don Sebastian, King of Portugal (1689), de John Dryden, Mensagem (1934), de Fernando Pessoa, e Orpheu Literary Quarterly Volumes 1 & 2 (1915/2022).
The majority of action in Nothing From Nothing was filmed in a medieval cistern in Lisbon, beneath the University of Lisbon’s Faculty of Fine Arts, where looming shadows, profound silences and heart wrenching echoes create an atmosphere of mystery and intrigue. Our adaptation includes a character understood to represent Cordelia’s Double, unexpected interludes, an invented alphabet based on the characters of the play and key moments in the action, along with brief extracts from Shakespeare’s plays and sonnets, John Dryden´s Don Sebastian, King of Portugal (1689), Fernando Pessoa´s Mensagem (1934), and Orpheu Literary Quarterly Volumes 1 & 2 (1915/2022).
Ao longo do processo de filmagem e edição deste projeto, o meu objetivo foi não só destacar o potencial milagroso de autocriação do nada, mas também a sua ligação à mão do artista como sujeito e ao valor estético da negritude, da invisibilidade, da ausência e do silêncio.
Throughout the process of filming and editing this project, my goal has been not only to highlight nothing’s miraculous self-creating potential, but its connection to the hand of the artist as subject, and how the aesthetic value of nothing is intimately related to the aesthetic value of blackness, invisibility, absence and silence.
Iniciei este projeto em julho de 2023 com o apoio heroico de atores e músicos talentosos e entusiastas, incluindo estudantes, professores de inglês aposentados, voluntários e atores profissionais de teatro.
I initiated this project in July 2023 with the heroic support of talented, enthusiastic actors and musicians (including students, retired English teachers, volunteers and professional theatre players).
Ao refletir sobre a cegueira deliberada e a loucura do Rei Lear e de Dom Sebastião, a vontade de se entregar por completo — por nada, por toda a eternidade —, o significado radical do motivo do duplo nada é revelado em toda a sua plenitude. A subtil analogia entre os dois reis tem como objetivo destacar a imortalidade da autoria em função do seu público leitor. Mais importante ainda, retrata um rei que se esconde deliberadamente, ou seja, que sobrevive milagrosamente para sempre devido à sua ocultação deliberada.
Dwelling on the willful blindness and madness of King Lear and Don Sebastian, the will to give all of oneself away — for nothing, for all eternity, the radical significance of the double nothing motif is brought into full view. The subtle analogy between the two kings is meant to highlight the immortality of authorship on account of its readership. Most importantly, it portrays a King who goes into hiding willfully, that is, who miraculously survives forever on account of his willful hiddenness.
Discursos de abertura e Inauguração / Opening Remarks and Inauguration (Grand Auditorium / Grand Auditorium): Professor Doutor Fernando António Baptista Pereira
David Swartz é um artista Canadiano que realizou o seu Mestrado em Pintura, sob a nossa orientação, na Faculdade de Belas Artes, há uns anos atrás, desenvolvendo uma pesquisa sobre o Silêncio e o Nada enquanto fundamentos de uma abordagem ao fascinante tema da mão do Artista.
Nos últimos anos, realizou o seu Doutoramento em torno de alguns aspetos da obra de Shakespeare, prolongando essa investigação original num modo dramatizado, quase trágico, como acontece em muitas das peças que o escritor inglês escreveu, explorando as oposições entre ascensão e descida, presença e ausência, queda e redenção, erotismo masculino e feminino, e desembocando numa coincidência ou interfusão de opostos.
Neste seu filme, explorando a tragédia ‘King Lear’ de Shakespeare, sobre a terrível solidão do poder que conduz ao corte com a realidade que só a saudável loucura pode curar, David Swartz aprofunda a interpelante problemática do NADA, que, como uma nódoa, alastra pelos interstícios da condição humana quando esta se vê desertificada pela experiência salvífica do Amor em favor da adulação e da conveniência.
Fernando António Baptista Pereira
laudato si
Out 02 2025
03 > 04 OUTUBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 03 de outubro, pelas 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Laudato Si de Mário Linhares e Sara Amado, com apresentação do livro Cântico das Criaturas, Cântico do Irmão Sol, de São Francisco de Assis, de Isidro P. Lamelas e Mário Linhares (coords.), edição da Caleidoscópio.
No sábado, dia 4 de outubro, a exposição estará aberta ao público entre as 11h00 e as 16h00.

Os trabalhos apresentados na exposição são inspirados no Cântico das Criaturas, poema escrito por São Francisco de Assis cerca de 1225. O livro é o resultado de um estudo exaustivo sobre o poema, coordenado por Isidro P. Lamelas (FT-UCP) na componente escrita, e por Mário Linhares (FBAUL) na parte artística. Conta ainda com a colaboração de Sara Amado (FAUL), que realizou uma série de trabalhos em tecido, e de duas partituras originais, criadas propositadamente para este projeto, da autoria de Paula da Costa Ferreira (FPUL) e de Alfredo Teixeira (FT-UCP). A apresentação do livro conta ainda com a presença da Professora Margarida Calado (FBAUL).
Se não é uma das mais belas flores poéticas da literatura cristã, é pelo menos uma das peças mais surpreendentes germinadas no jardim literário cultivado pelos mais destacados místicos de todos os tempos.
(Isidro P. Lamelas)
Se ilustrar é iluminar, ou seja, ajudar o texto a brilhar, então o peso da tarefa tornava-se desmedido. … De que novas imagens precisa este poema hoje?
(Mário Linhares)
Neste caminho, tornou-se claro que, de todas estas ações, deveria seguir o caminho da subtração. Como Francisco, não acrescentar, mas retirar. Desfiar, para ser mais sendo menos.
(Sara Amado)
A poética do louvor, com frequência, está associada ao canto festivo que enaltece as maravilhas do mundo. Por vezes, esse canto é ingénuo, porquenele não se abre ao que no mundo é dor e sofrimento.
(Alfredo Teixeira)
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
lições com cerejas
Set 27 2025 
03 MAIO > 30 SETEMBRO 2025 I TÁGIDE
Inaugurou no dia 3 de maio, no Tágide Art & Food a 3ª Mostra no âmbito do projeto Lições com Cerejas, com obras de Carolina Mendonça e Kai Barabash.
Este projeto iniciado em julho de 2024 é o resultado do acordo de colaboração entre o Tágide Art & Food e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos alunos da FBAUL, em contexto formativo, projeto com a coordenação da Professora Cristina Branco.
As 1ª e 2ª Mostras inauguraram em 2024 e estão disponíveis AQUI.
Na tertúlia imaginária no restaurante Tágide, prosseguem as conversas vadias sobre aprendizagem. Ao mestre Agostinho da Silva juntam-se Maria Montessori, Joseph Beuys e as alunas Carolina Mendonça e Kai Barabash, num encontro onde se revela que, num ensino dinâmico, todos aprendem com todos.
Montessori relembra o papel do educador como observador-aprendiz, que ajusta o ambiente às descobertas da criança. Beuys defende a criação partilhada como meio de transformação, onde mestre e discípulo se influenciam mutuamente. Agostinho sublinha que, ao libertar o aluno, o educador também se liberta, aprendendo com a individualidade de cada ser.
Carolina traz à conversa duas esculturas, Ligações e Sobre Nós, que unem arte e vida num gesto de conexão humana. Kai apresenta pinturas feitas de sombras coloridas, convidando-nos a Abrir os olhos ao quotidiano simples — uma simplicidade que conduz à paz interior, como em Amanheço-Anoiteço.
Nesta troca viva entre mestres e aprendizes, a educação revela-se como caminho coletivo de criação, transformação e liberdade.
Para fomentar este projecto foi criada uma página na rede social Instagram @des-TAKA-
Cristina Branco
Maio 2025
tuuui trrrrrrrrrrrrrrrrrrr, de james webb
Set 27 2025
18 JULHO > 04 OUTUBRO 2025 I MAC-CCB /// RÁDIO-GALERIA ANTECÂMARA
There’s No Place Called Home - MAC-CCB
[Instalação numa árvore junto à entrada do Museu (Praça CCB)]
Learning from Birds – Rádio-Galeria Antecâmara
(exposição da publicação/livro de artista e de materiais audiovisuais)
autor: James Webb (1975, Kimberley, África do Sul)
datas: 18 julho a 4 outubro de 2025
tuuui trrrrrrrrrrrrrrrrrrr, de James Webb (1975, Kimberley, África do Sul) e curadoria de Luísa Santos, opera como dois capítulos da mesma história — There’s No Place Called Home (Belém, Lisboa) (2025), no MAC-CCB e Learning from Birds (2025), na Rádio-Galeria Antecâmara. Em There’s No Place Called Home (Belém, Lisboa), escutamos o canto de um guarda-rios-da-floresta (Halcyon senegalensis), um pássaro nativo das regiões africanas a sul do Saara, transmitido por um altifalante escondido numa árvore no jardim do MAC/CCB. Já Learning from Birds (2025), na Rádio-Galeria Antecâmara, apresenta uma instalação site-specific sonora com uma publicação-objeto, editada em colaboração com o CIEBA-FBAUL no contexto do Institution(ing)s, projeto coordenado pelo CECC – Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.
tuuui trrrrrrrrrrrrrrrrr, de James Webb, é um projeto que inclui a publicação Learning from Birds e a instalação site-specific There’s No Place Called Home (Belém, Lisbon) (2025). Esta publicação é produzida no âmbito do Institution(ing)s e em colaboração com o CIEba.
O Institution(ing)s é um projeto de colaboração de média escala coordenado pelo CECC-Universidade Católica Portuguesa com mais 7 instituições artísticas em 7 países europeus, cofinanciado pela União Europeia. As opiniões e pontos de vista expressos são, no entanto, exclusivamente do(s) autor(es) e não refletem necessariamente os da União Europeia ou da Agência Executiva Europeia para a Educação e a Cultura (EACEA). Nem a União Europeia nem a EACEA podem ser responsabilizadas por eles. As opiniões e pontos de vista aqui publicados refletem os princípios da liberdade académica e não refletem necessariamente as opiniões ou posições do Institution(ing)s e dos seus membros.
coordenação: Pedro Campos Costa e Luísa Santos
diretora artística MAC/CCB: Núria Enguita Curadoria
textos: Luísa Santos
publicação e edição: Íris de Sousa (design gráfico)
impressão: Pedro Pereira (RISOgrafia/FBA)
coordenação editorial: Luísa Santos (CECC), Sónia Rafael (CIEba), Victor M Almeida (CIEba)
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Set 25 2025
29 SETEMBRO 2025 > 15H30 I GRANDE AUDITÓRIO
A Designer at the end of…
Apresentação website + publicação – alunos finalistas design de comunicação 2024/25
A expressão A designer at the end of… – título do projecto desenvolvido pelos alunos na disciplina de Design de Comunicação VI, 2024/25 – pode ser entendida como uma revisitação da retórica pós-modernista de declaração do “fim de tudo”. Usada enquanto reconhecimento de profundas mudanças em curso, não necessariamente terminais ou dramáticas, podemos ainda entender o “fim de tudo” enquanto estratégia de comunicação eficaz – porque mediática.
Nesta prática que também é uma disciplina e que também é profissão difícil de definir, no último semestre de uma licenciatura, apontámos o dedo ao designer, como alvo colateral aparentemente mais tangível. Afinal, como se posiciona este sujeito perante as forças sociais, culturais, políticas e económicas que moldam e definem aquilo que estuda e pratica? Como se prepara ele para enfrentar estes vários fins? E como se prepara um estudante finalista para ocupar esse lugar?
Tendo por mote um conjunto de palavras que funcionam como variações à conclusão da frase A Designer at the End of…, os alunos posicionaram-se perante as problemáticas actuais da cultura da disciplina (equacionando como ambicionam participar nestas e em que moldes), sem se alhear do papel do designer enquanto cidadão de um mundo em crise, repleto de “fins” com vários tempos, geografias e expressões, entre optimismos e pessimismos vários. No fundo, procurou-se projectar em torno de uma ideia de futuro, nomeadamente aquele que já se antevê e reconhece no final de uma licenciatura.
Uma publicação e um website apresenta e compila todo o trabalho desenvolvido. Estes dois artefactos serão apresentados pelos alunos responsáveis pela sua concepção e pelo seu desenvolvimento. A sessão é aberta ao público.
noite europeia dos investigadores
Set 25 2025
26 SETEMBRO 2025 > 17H00 I MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA, JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA, JARDIM DO PRÍNCIPE REAL
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa participa na Noite Europeia dos Investigadores com o projeto Redescobrir os segredos da terra.
Redescobrir os segredos da terra pretende sensibilizar o público para questões relacionadas com os minerais presentes na exposição do MUHNAC, “Minerais, Identificar, Classificar”. Com esse objetivo, será realizado um jogo que associa conceitos, texturas e imagens, com a finalidade de promover o desenvolvimento da criatividade, consciencializar para o problema da extração em massa de minerais para a construção de objetos eletrónicos e promover o diálogo entre os participantes.
Este projeto enquadra-se no âmbito da disciplina de Educação em Museus que, no ano letivo de 2024/2025, foi frequentada por alunos/as dos mestrados de Museologia e Museografia e de Educação Artística da Faculdade de Belas-Artes, bem como do mestrado de Ensino da Artes Visuais do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.