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xCoAx 2026 — 14th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
May 31 2026
08 > 10 JULY 2026 I TORINO, ITALY
xCoAx 2026 – 14th International Conference on Computation, Communication, Aesthetics and X
8-10 July 2026 – Torino, Italy
Submit before February 1, 2026.
xCoAx explores the intersections where computational tools and media meet art and culture in the form of multi-disciplinary enquiries on aesthetics, computation, communication and the elusive X factor that connects and affects them all.
xCoAx is a great chance for international audiences to exchange ideas in search of interdisciplinary synergies between artists, media practitioners, computer scientists, and theoreticians at the thresholds between digital arts and culture.
xCoAx 2026 will take place at the Palazzo Madama museum in Torino, Italy, under the auspices of the Department of Philosophy and Education Sciences of the University of Torino.
Call for papers, artworks, performances, School of X applications.
xCoAx 2026 calls for papers, artworks, performances and research works-in-progress by scholars, artists, performers and students working on any of its multi-disciplinary facets.
You are invited to submit theoretical, practical or experimental research work in the form of papers, artworks, or performances, on a range of topics that includes but is not limited to the following:
Computation / Communication / Aesthetics / X / Algorithms / Systems / Models / Artificial Aesthetics / Artificial Intelligence & Creativity / Artistic explorations of digital game technologies / Audiovisuals / Multimodality / Design / Interaction / Generative Art & Design / History / Mechatronics / Physical Computing / Music / Sound Art / Performance / Philosophy of Art & of Computation / Computational Photography and Image Technologies / Technology / Ethics / Epistemology
If you are a Master’s or PhD student you also have the opportunity to apply for the School of X.
All information on how to submit papers, artworks, performances, and applications to the School of X is available at https://xcoax.org
Important dates:
- February 1 (end of day anywhere on Earth): Deadline for submissions.
- March 23: Notifications to authors.
- April 20: Registration deadline for authors.
- April 26: Delivery of final versions of full papers and extended abstracts of artworks and performances for the proceedings.
- May 3: Delivery of final versions of multimedia files for the website.
- July 6 to 7: xCoAx exhibition set-up at Palazzo Madama.
- July 8 to 10: xCoAx conference, exhibition, and performances.
Contacts:
email: info@xcoax.org
instagram: @xcoaxorg
bluesky: xcoax.org
encontros paragone 2026 — diálogos através das artes – o lugar
May 15 2026
O programa de Doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento – APIM (Universidade de Lisboa e Instituto Politécnico de Lisboa) anuncia os 2.º ENCONTROS PARAGONE – DIÁLOGOS ATRAVÉS DAS ARTES, a decorrer em Lisboa entre 25 e 29 de maio de 2026.
Os Encontros Paragone pretendem convocar e estimular diálogos transversais e multidisciplinares em torno do pensamento teórico e da prática artística.
Como conceito aglutinador das diferentes comunicações, propõe-se o conceito de ‘LUGAR’. As considerações filosóficas sobre a ideia de Lugar, as suas implicações político-culturais e as suas manifestações artísticas serão os eixos centrais sobre os quais a mesma poderá ser experimentada, articulada e exposta/exibida, numa extensa lista de possibilidades, relações e tópicos, da qual os que se seguem são sugestão:
Lugar, espaço vivido, simbólico ou existencial
Espaço, lugar, território
Lugar e lugares
Lugar, não lugar, entre-lugar, lugar de passagem
Lugar, afetos, memória, identidade
Memória e território
Lugar-corpo
Lugar-imagem
Lugar de fala
Lugares de resistência
Ecologia do lugar
…
In, out, in-between
Utopia, distopia, heterotopia
Topos, locus, lugar
Genius loci
Lugares da arte, lugares das artes
Lugar e ficção, lugares-imaginários
Lugares invisíveis
Lugares de margem
Performance e lugar
Instalação
Espaço cenográfico
Site specific
Lugar e olhares
Lugar e movimento
Cinesfera
Paisagem sonora
…
Interseccionalidades
Lugares do pensamento
Ontologia do lugar
Poética do lugar
Políticas do lugar
Topologia, topografia, toponímia
Permanência e vestígio
Traço
Pele
…
Datas
25 a 29 de maio
Locais
25, 27 de tarde e 28 – Escola Superior de Teatro e Cinema
26 e 27 de manhã – Escola Superior de Música de Lisboa
29 – Faculdade de Belas-Artes
Coordenação Geral
David Antunes, IPL – ESTC
Marta Mendes, IPL – EST
Comissão científica
Ana Isabel Soares (Universidade do Algarve, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais)
António de Sousa Dias (Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes)
Armando Nascimento Rosa (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Carlos Caires (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Música de Lisboa)
Carlos Cayetano Vizcaíno Fernández (Universidade da Coruña, Departamento de Letras)
Carlos Marecos (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Música de Lisboa)
Carlos Pimenta (Universidade Lusófona)
David Antunes (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Fátima Chinita (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Fernando Rosa Dias (Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes)
Francesca Clare Rayner (Universidade do Minho, Departamento de Estudos Ingleses e Norte-Americanos)
Iana Ferreira (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Jean Paul Bucchieri (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Jorge do Ó (Universidade de Lisboa, Instituto de Educação)
Jorge Palinhos (Centro de Estudos Arnaldo Araújo/CESAP)
Jorge Salgado Correia (Universidade de Aveiro, Departamento Comunicação e Arte)
José Maria Vieira Mendes (Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras)
Luca Aprea (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Madalena Xavier (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Dança)
Manuela Penafria (Universidade da Beira Interior, Faculdade de Artes e Letras)
Maria José Fazenda (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Dança)
Marta Cordeiro (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Marta Mendes (Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Teatro e Cinema)
Rui Pina Coelho (Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras)
Susana de Sousa Dias (Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes)
Comissão Executiva
Annaluana Tallarita
António de Sousa Dias
David Antunes
Fátima Chinita
Francisco Zaiden
Gabriela Marramaque
Isabel Machado
Janice Landritsky
Mariana Vieira
Marta Domingues
Marta Mendes
Nuno P. Custódio
Rafael Medrado Guimarães
Sofia B. Pires
Talita Caselato
Contacto: paragone.apim@belasartes.ulisboa.pt
play pause l xxv anos de música no pogo teatro
Nov 07 2025
08 NOVEMBRO 2025 > 19H00 I POGO TEATRO
PLAY PAUSE | XXV Anos de Música no Pogo Teatro
Apresentação da edição de Fernando Fadigas, uma edição Variz
CONCERTO | PERFORMANCE AUDIOVISUAL
Actor: Luís Elgris
Vídeo: Sandra Zuzarte
Música: Fernando Fadigas
DJ Set: Pogo Club
Play Pause | XXV Anos de Música no Pogo Teatro, reúne um corpo de trabalho desenvolvido por Fernando Fadigas nos últimos vinte cinco anos com o Pogo Teatro, uma celebração que partilha com o público e com este coletivo que atua nas artes performativas desde 1993.
No conjunto de peças editadas, encontramos músicas e ambientes sonoros de espetáculos multimédia, instalações, vídeos, performances e exposições produzidas desde 1999.
O concerto de apresentação resgata muitas das imagens e sons do arquivo Pogo, agora reeditadas numa obra audiovisual de Sandra Zuzarte.
O ator Luis Elgris fará uma performance a partir da peça Set by Set (2012), apresentada no Super Stereo Demonstration (Teatro Maria Matos), uma adaptação de “Um homem sem qualidades” de Robert Musil.
A fechar o acontecimento, um DJ Set Pogo.
POGO TEATRO
8 de Novembro de 2025 | 19h
Rua Cintura do Porto, Edifício 403, Lisboa
Entrada livre
Apoio: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes
monumento-nu — exposição de letícia larín
Aug 26 2025
02 > 19 SETEMBRO 2025 I CORREDOR LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 02 de setembro, às 17h00, no corredor do Auditório Lagoa Henriques da Faculdade de Belas-Artes a exposição Monumento-Nu de Letícia Larín, com a colaboração de Roberto Chipe, Kunhã Ysapi e Ariel Komé.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado – 11h00 às 19h00
Monumento-Nu é a terceira e última exposição individual resultante do meu doutoramento em Escultura na FBAUL. A primeira, Fuuu… (Sopro) Tááá: Marãny, abordou o termo que me foi oferecido pelo xamã Roberto Chipe –Fuuu… (Sopro) Tah: Marãny–, e a segunda, Cemitério Indígena: Movimentos ao Autoexílio Kaiowá e Guarani, elementos das culturas materiais Kaiowá e Guarani que entendi como os mais afins ao monumento ocidental –kurusu (cruz) tumular, óga pysy e óga guasu (casas de reza, respetivamente, Kaiowá e Guarani) e yvyra marãngatu e tata rendy henda’i (tipos de “altar”, respetivamente, Kaiowá e Guarani). O presente conjunto de trabalhos, por sua vez, pontua o percurso que visou objetivamente projetar o monumento-nu Fuuu… (Sopro) Tah! Marãny: Cemitério Indígena.
Mobilizada pelo ímpeto de apoiar a luta e conhecer as cosmovisões indígenas Kaiowá e Guarani, o principal objetivo da minha tese foi elaborar um monumento a esses povos para Portugal. O foco na região de Dourados deu-se por ela ser, no Brasil, das mais violentas com respeito a pessoas originárias, devido a interesses do agronegócio, à presença de igrejas pentecostais, à proximidade entre a cidade e a Reserva Indígena de Dourados, a preconceitos com os modos tradicionais de ser –teko porã (Bem Viver)– etc. Por outro lado, aí também é intensa a resistência indígena, através de retomadas e das grandes assembleias Kaiowá e Guarani.
O monumento, por sua vez, é dos elementos ocidentais mais explicitamente impregnados pela discursividade do poder a ser imposta à população. O trato com esses esquemas de nítidos conflitos deveu-se à busca por revelar com alto contraste as problemáticas que os permeiam, desencadeadas pela invasão, colonização, exploração e submissão de Abya Yala (América), e que seguem a vigorar por civis nacionais que primam pelo acúmulo egoísta e ignoram o compêndio histórico que instaurou o sistema de atual predomínio, o qual, por sua vez, não logrou extinguir a diversidade de maneiras de se viver. Propus-me ainda, abertamente, ao risco do fracasso, para testar verdadeiramente certos limites.
Nesta mostra está um recorte dessa investigação onde o monumento foi diretamente reflexionado, por projetos e experimentos processuais realizados em Lisboa, e também em Dourados, onde estive por seis meses a desenvolver um trabalhou de campo. Além do tipo de caderno de campo “Caixa Verde”, algumas peças surgiram da colaboração com Roberto Chipe, Kunhã Ysapy e Ariel Kowé. A problemática de criar um monumento junto a culturas que não contemplam esse conceito ocidental, foi trabalhada principalmente pela escuta e abertura mental, e é por essa dinâmica de fratura da mentalidade ocidental que se apresentam, ainda, alguns esquemas reflexivos.
A performance e a intervenção no espaço urbano, tanto num âmbito concreto quanto imaginário, emergiram como estratégias para estabelecer relações sensíveis com monumentos “duros” e impávidos. Foi também bastante trabalhado o estratagema da armadilha. Assim como “conquistadores” penduravam sedutores artefactos em vidro e metal em meio à floresta para atrair indígenas, fase prévia à persuasão que se chamava “namoro”, o presente monumento-nu seguiu as indicações do líder espiritual Kaiowá Chipe e se fez com o formato de uma cruz.
A zona auferida para a instalação do presente monumento foi a de Belém, em Lisboa, e desenvolvi o conceito de “monumento-nu” devido à ideia de que os adornos originários –sejam diademas, pinturas corporais, ou mesmo sementes e enfeites em penas a conformar chocalhos– são escolhidos para que se mostre publicamente quem se é. Com isso, a arte de adornar é a de transparecer quem se é, de comunicar à comunidade sobre si com a maior honestidade e precisão possível. Daí advém a ideia de que, quanto mais se é adornado, mais se é nu.
No presente caso, o aspeto que mais ressalta é a mencionada cruz. Ela é de fato uma presença nitidamente reconhecível pelos Kaiowá e Guarani, mas para ser captado por pessoas brancas, é necessário que essas se dispam, abram-se ao que não conhecem. É certo que essa obra aqui projetada chama a atenção de adeptos do cristianismo, e os leva a reflexionar sobre o seu sentido: essa é a armadilha. Pois na realidade, essa cruz é o chiru kurusu (cruz de chiru), o elemento mais poderoso das cosmovisões Kaiowá e Guarani.
O chiru kurusu ministra fenómenos e instâncias espirituais, e pode inclusive causar o cataclismo. É dele que depende o equilíbrio da Terra, e é por isso que ele não deve estar nervoso, pois se assim ele ficar, o planeta pode desabar. O chiru kurusu fica no centro da casa de reza e representa o principal, isto é, a ou o líder –tanto quanto à espiritualidade, à política etc.–, e é sustentado por dois paus laterais, que representam a comunidade a erguer aquele ou aquela que a guia. Caso esse ou essa principal deixe de mostrar-se verdadeiramente, o grupo ao seu redor deixa de erguê-lo ou erguê-la e segue por outro caminho. Fica assim, por fim, a potente ideia de podermos seguir para outros lados, de nos transformarmos em outras vidas.
Exposição patente de 28 de agosto a 19 de setembro
Prova de Doutoramento: 10 de setembro às 14h30 na sala 2.07
Júri: Sandra Tapadas [presidente], Nuno Faria [1º arguente], Manuela Ribeiro Sanches [2º arguente], Marta Soares, Helena Elias, Ângela Ferreira, Carlos Vidal [orientador].
entre ruído e movimento
Jul 29 2025
Entre Ruído e Movimento
ari sendim, ISABEL MEDEIROS, VASCO LIMA, ANA ALMEIDA, DANIELA GRANCHAS, FÁBIO DUARTE, MARTIM FERNANDES, RITA SANTOS, TERESA MORGADO
ON VIEW | July 10 – August 2, 2025 [Wed-Sun, 4:00 PM–8:00 PM] PERFORMANCES/CONCERTS | July 10, at 5:00 PM
GUIDED TOUR | July 10, at 4:30 PM
Organized in partnership between Zaratan – Arte Contemporânea, the Post-Graduate Program in Sound Art: Experimental Processes, and Associação Goela Association, Entre Ruído e Movimento (“Between Noise and Movement”) presents the projects developed within the scope of the 8th edition of the Post-Graduate Program at the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon.
The exhibition approaches sound art from a variety of disciplinary angles and formal expressions, bringing together a heterogeneous set of sound compositions, interactive installations, audiovisual pieces, and other multimedia experimentations that reflect on sound as a creative medium.
Complementing the exhibition is a series of 5 sound performances by copo d’água, Mersez, Rita, Calor Extremo, and Martim Fernandes, taking place on July 10 from 5:00 PM.
Also on the opening day, there will be a guided tour (at 4:30 PM) led by the students and professors of the Post-Graduate Program themselves, which will include a Portuguese Sign Language interpreter.
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“For some, noise is an unpleasant sound, an unforeseen signal; for others, it is interference in the system, deviation, and resistance. Between the noise of the masses and the movement of the earth, the winds are born that change the instant of the lights. Between Noise and Movement may lie the most beautiful decision in history, the most correct and just synapse that seizes the moment, the energy that distorts the straight line. The closed hand that spins around nothingness is not called to reason; it is merely the square of the gratuitous semantics of the days.
But here, the colors of the world arise, the chromatic noise of emancipated movements and of all the manifestos yet to be made. Words are few in this commotion; we need the river that flows backward, the slow rotations that disturb the hurried. The movement that unites us hides the faint noise of the stone, the gentle gesture that shapes the rope. In the lightness of the hours that we have since forgotten, we find its nature. The obscure image of memory, the light whistle of the reeds and sheets that whiten the air. The pieces of this system smell of the light that illuminates us.”
F.F.
ORGANIZATION/CURATION | Daniel Antunes Pinheiro, Diogo Melo, Fernando Fadigas
POSTER | Afonso Matos
a mais antiga livraria do mundo desapareceu no terramoto de 1755 em lisboa
May 15 2025

16 MAIO 2025 > 14H30 I ÁTRIO GRANDE AUDTÓRIO
A mais antiga livraria do mundo desapareceu no terramoto de 1755 em Lisboa é um dos 45 projetos apoiados em 2024/2025 pelo programa “Arte pela Democracia”, uma iniciativa da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril em parceria com a Direção-Geral das Artes.
O Programa “Arte pela Democracia” promove projetos artísticos que se enquadrem nas Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril e que contribuam para a reflexão sobre a relevância deste acontecimento na construção da democracia.
É dirigido a projetos artísticos nas áreas das artes visuais (arquitetura, artes plásticas, design, fotografia e novos media); artes performativas (circo, dança, música, ópera e teatro); artes de rua; e cruzamento disciplinar.
A proposta reside na construção de um dispositivo escultórico e interativo para a exploração de um chat literário em tempo real, recolha de relatos e memórias sugeridas pela ficção do desaparecimento de uma livraria no terramoto de 1755. Esta metáfora aborda a questão da tolerância na linguagem, procurando conciliar a radicalidade na imaginação com os limites políticos da democracia. O resultado final será a edição de um livro, que irá associar a trama da livraria e o seu reaparecimento em 2025, e uma performance de apresentação do respectivo livro.
[…] O que se apresenta é uma performance que pensa a ficção enquanto pergunta. Para isso, evocamos as nossas ideias de “ficção bloqueada” e “difamação consentida”.
Já que o grupo das livrarias Bertrand tem como mote ser a mais antiga livraria do mundo, pensamos em interagir com a mesma livraria, no sentido de organizarmos uma falsa polémica entre este projeto de livro e a apresentação de uma falsa livraria que desapareceu em 1755 e que agora ressurge. Esta reaparição remete para o retorno da censura na literatura.
Ficha Técnica
Título: “A mais antiga livraria do mundo desapareceu no terramoto de 1755 em Lisboa”
Categoria: Primeira etapa pública do processo de criação de uma performance e de um livro – Intervenção performativa, para a construção de texto participado
Data: 16/05/2025
Local: Átrio do Grande Auditório – Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
Hora: 14h30
Duração: +- 1h45
Intervenientes: Margarida Chambel e Nuno Oliveira (performance e direção artística); Gabriel Marmelo (vídeo); Roberto Gregores (figurinos); Luísa Morante (comunicação); Stratos Ntontsis (Fotografia)
Apoios
Projeto apoiado pela edição de 2024-25 do programa “Arte pela Democracia”, uma iniciativa da Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril em parceria com a Direção-Geral das Artes; pela Câmara Municipal de Lisboa; Polo Cultural das Gaivotas; Galeria Ana Lama; Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
a arca do vento
Feb 21 2025
22 FEVEREIRO 2025 > 19H00 I CISTERNA BELAS-ARTES
Galeria Ana Lama apresenta_ciclo FEA (Fake Extreme Art)
Título: A Arca do Vento
Performance: Eunice Artur
Realizadora: Aya Koretzky
Não sei se entro ou se saio; começo por descer, degrau a degrau. Primeiro, a forma apresenta-se, faz-se soar; sinto que o vento continua forte aqui dentro, dentro, dentro, dentro… Podes entrar comigo, introduz Eunice Artur (Portugal, 1981) sobre a “A Arca do Vento”, a próxima ação do ciclo Fake Extreme Art (FEA), da Galeria Ana Lama.
Entre nós, no dia 22 de fevereiro na Cisterna da FBAUL às 19h, a artista visual, sonora e performer, afirmará a sua pesquisa autoral, que envolve a instalação de elementos escultóricos e a criação de um ambiente multissensorial. Recorrendo ao desenho, ao som e à forma, e através da composição a partir de recursos naturais, criará um espaço a ser habitado paulatinamente, propondo desta forma uma experiência percetiva intimista. A performance, com a duração total de uma hora, desdobrar-se-á para um público volante para permitir que cada pessoa experiencie fragmentos da obra completa.
A filmagem da performance assume um papel de destaque e estará a cargo da realizadora Aya Koretzky (Japão, 1983).
No FEA, as artes visuais, incluindo a performance, são apresentadas no efémero e em formato de making of, além de ser investigada a possibilidade da sua reprodução através do vídeo e da criação literária.
Minibio da Realizadora Aya Koretzky
Aya Koretzky é uma artista e realizadora nascida em Tóquio, Japão. Formou-se em Pintura pela Universidade de Lisboa (2006) e concluiu um Mestrado em Cinema na Sorbonne Nouvelle, Paris 3 (2013), com bolsa da Fundação Gulbenkian.
O seu trabalho, centrado no cinema de ensaio e na memória, inclui Yama no Anata (2011), um documentário sobre a sua viagem de Tóquio a Coimbra, distinguido com o Prémio Novo Talento no DocLisboa. Em A Volta ao Mundo quando tinhas 30 anos (2018), inspirado no diário de viagem do seu pai, explora a relação entre imagem, memória e identidade. O filme recebeu o Prémio de Melhor Longa-Metragem Portuguesa no Porto/Post/Doc.
O seu trabalho mais recente, Time Takes a Cigarette, foi exibido no Festival Porto/Post/Doc e estreou internacionalmente no Festival de Documentário de Thessaloniki, tendo sido também apresentado como vídeo-instalação no Espaço MIRA.
Atualmente, vive e trabalha em Lisboa.
Entrada Livre M/16
Reservas: @galeriaanalama@ gmail.com
Ficha Técnica:
PERFORMANCE: Eunice Artur
CURADORIA: Nuno Oliveira e Margarida Chambel
REALIZAÇÃO VÍDEO: Aya Koretzky
APOIO TÉCNICO: Isabel Simões
APOIO VÍDEO E COMUNICAÇÃO: Gabriel Marmelo
APOIO COMUNICAÇÃO: Luísa Morante, Teresa Melo
REVISÃO DE TEXTO: Joaquim E. Oliveira
TRADUÇÃO: Maia Horta
APOIOS: República Portuguesa – Cultura DGARTES; Câmara Municipal de Lisboa; Polo
Cultural das Gaivotas; FBAUL