identidade e ruína – exposição de artur ramos
06 OUTUBRO > 17 OUTUBRO 2026 | GALERIA BELAS-ARTES
A exposição Identidade e Ruína, de Artur Ramos, inaugura dia 06 outubro pelas 17h30 e está patente de 06 a 17 de outubro, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes.
Horário: 2ª a sábado – 11h00/19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Artur Ramos, nasceu em Aveiro. Licenciou-se em pintura, na FBAUL, em 1992. Em 2001 obteve o grau de Mestre em Estética e Filosofia da Arte na FLUL. Em 2007 doutorou-se em Desenho pela UL. É professor de desenho na FBAUL há 31 anos.
O seu trabalho artístico sempre esteve intimamente ligado ao desenho de figura, as suas exposições ficam marcadas pela presença do corpo desenhado na sua individualidade. Assim, o estudo em torno do desenho da figura humana, nomeadamente da cabeça humana e do retrato acompanhou praticamente toda a sua formação académica. Desse estudo emergiu uma investigação que se desenvolveu e culminou na dissertação de mestrado, O Auto-retrato ou a Reversibilidade do Rosto, na tese de doutoramento, Retrato: o Desenho da Presença e em vários artigos posteriores.
A incontornável ligação entre o retrato e a alma ou o retrato e a morte não deixam de ser um assunto cada vez mais presente na sua investigação à qual a essência da ruína se junta para dar uma unidade vital à consciência da nossa vida.
Apresenta um conjunto de trabalhos em que cada um envolve simultaneamente o desenho e a pintura. Retirados do natural e in situ, foram nascendo em diferentes momentos e espaços envolvendo vários elementos como corpos humanos, cabeças, paisagens e ruínas.
Este projeto pretende uma continuidade existencial em que a herança de memórias ilumina, de algum modo, a força da contemplação.
A ruína, as memórias da presença do outro, do corpo e do rosto, acentuam a profundidade da resistência face ao tempo, à destruição da natureza e ao esquecimento de tudo e de nós próprios.
Um registo gráfico essencial “corrigido” pela emoção da cor que em camadas e transparências mergulha as nossas representações numa recordação futura.
