encontros plásticos, mundos mutantes

07 > 14 MARÇO 2025 I CORREDOR LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 7 de março, às 16h00, no corredor do Auditório Lagoa Henriques a exposição coletiva Encontros Plásticos, Mundos Mutantes, com curadoria de Helena Elias, Ana Mena e Margarida Alves. A exposição ficará patente até 14 de março.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Na interseção entre matéria e imaginação, as formas plásticas geram territórios onde a criação não se fixa, mas se desdobra em constante transformação. Cada gesto, cada traço ou volume lançado no espaço é um convite à metamorfose, um instante de fusão entre o visível e o que ainda não se revelou.
Esta exposição reúne trabalhos desenvolvidos pelos alunos no semestre passado no contexto das disciplinas de Plásticos II e IV (Departamento de Escultura), e destaca a diversidade de abordagens, muitas das quais desafiam os próprios limites de definição material – entre o plástico, a terra, a pedra e outras possibilidades híbridas.
Do ponto de vista técnico, os alunos trabalharam processos como a acoplação tridimensional/assemblagem, termo-moldagem com pistola de ar quente, conceção de moldes e enchimento com termoendurecíveis, bioplásticos, e ousaram também expandir as possibilidades tecnológicas, incorporando tramas/tessituras, malhas e tricot manual, objetos híbridos (entre o digital e o analógico), formas de modelação a partir do gesto do corpo (da pressão das mãos), introdução de luz no interior dos objetos, ou ainda, confluência com outras matérias do mundo. Deste modo, questionaram também a presença incontornável dos plásticos enquanto elemento que se infiltra em todos os territórios, do ambiente, ao corpo, da paisagem às células, até ao interior das próprias placentas.
Neste sentido, a exposição reflete também uma grande diversidade conceptual, abordando temas como o Antropoceno, a Identidade, o Feminismo, a Poética e Imaginação Material, a Memória, a Nostalgia e as Realidades Híbridas (entre o digital e o formal). Os trabalhos apresentados são pontos de colisão e de expansão, onde materiais e conceitos se entrelaçam, gerando novas paisagens visuais e sensoriais, tornando-se qualquer coisa, como um ser num estado impermanente.
Enquanto docentes, tivemos o privilégio de acompanhar e aprender com cada experiência, com os processos pessoais de descoberta e transformação, pois, no processo criativo individual, mais importante do que os resultados, é a integração dos erros, das iterações, das (re)configurações materiais e conceptuais. Não menos importante são as (re)configurações de partilha e a entreajuda entre alunos e docentes, que as circunstâncias dos semestres ajudaram a consolidar.
Nestes mundos mutantes, o tempo também se dobra em territórios híbridos, onde o orgânico e o sintético se misturam, o corpo e a máquina dialogam, o passado e o futuro colidem e se reformulam. Os encontros plásticos desafiam a fixidez e celebram a impermanência.
Exposição Coletiva
Beatriz Lopes, Berenice Simões, Bernardo Cantigas, Carolina Santos, Íris Caseiro, Joana Cunha, João Pires, Lola Marty, Luzie Deter, Mafalda Oliveira, Maria Inês Soares, Madalena Martinez, Mariana Poeta, Noé Poncet, Sofia Cupido, Sónia Singh, Vasco Marrocano