Arte
posts displayed by category
seeds – means for a sustainable art practice
Sep 01 2023
02 > 03 SETEMBRO 2023 I GRANDE AUDITÓRIO FACULDADE DE BELAS-ARTES
Este Ciclo insere-se no projeto internacional com o mesmo nome, apoiado pelo programa Europa Criativa e liderado pela Associação Quinta das Relvas, e que visa a partilha, investigação e exploração de vias que promovam uma prática artística mais sustentável.
KEY-SPEAKERS: Linda Weintraub (USA), Yasmine Ostendorf-Rodríguez (NL) e Sónia Francisco (PT)
Comissão Científica: Ana Thudichum Vasconcelos, Artur Ramos, Beatriz Manteigas, Henrique Costa, Hugo Passarinho, Susana Oliveira (CIEBA/FBAUL)
Comissão Executiva: Beatriz Manteigas, Hugo Passarinho, Mariana Malheiro, Noemi Ferreira
Participação gratuíta, presencial ou online, mas com inscrição obrigatória em projectseeds.eu
+ info: projectseeds.eu
O projeto reunirá 12 artistas que irão participar em várias atividades, das quais residências artísticas, acções de disseminação, exposições, conferências e workshops.
O projeto culminará numa exposição na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em maio de 2024, onde será igualmente lançada uma Publicação, Tool-kit e documentário vídeo relativos ao projeto.
linhas estranhas — exposição de renata torralba
Sep 01 202307 > 14 SETEMBRO 2023 I CISTERNA FACULDADE BELAS-ARTES
Linhas Estranhas coloca a fronteira como ponto de partida e a perspectiva estrangeira migratória para trazer visualidade às linhas imaginárias territoriais, suscitando as suas influências na materialidade contemporânea.
Em uma exploração entre as médias Escrita, Desenho e Bordado, técnicas mistas e ocupação territorial, o espaço expositivo convida o espectador a cruzar as fronteiras e criar uma reflexão sobre o corpo, o território e a estranheza limítrofe que os conecta.
Linhas Estranhas é uma instalação multimedia de Renata Torralba, com orientação do Professor Doutor Victor dos Reis.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00
Vernissage e ativação da obra – 7 de setembro das 19h às 21h30
Finissage e ativação da obra – 14 de setembro das 19h às 21h30
PERMARÉ. Reexisting at Maré, Rio de Janeiro: moving from stories to histories and recreating identities
Aug 07 2023
© Allan Weber
PERMARÉ. Reexisting at Maré, Rio de Janeiro: moving from stories to histories and recreating identities é o projeto de Fabián Vivar, investigador do CIEBA (Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes) – FBAUL, com o apoio da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia).
PERMARÉ trabalha com memórias, arquivos e somatecas anti-coloniais e consequentemente ressignifica os processos identitários. Ao trazer uma cartografia de corpos-territórios e conhecimentos plurais procura desaprender, desde as artes performativas, a naturalização da dicotomia centro/periferia presente nas cidades e cuja demarcação expressa uma localização racializada do poder.
identity & land — exposição de rita andrade
Aug 01 2023
© Marie Bacelar
08 > 26 AGOSTO 2023 I GALERIA FBAUL
Considerando as Jornadas Mundiais da Juventude e a tolerância de ponto dada pelo governo dias 3 e 4 de agosto, informamos que a INAUGURAÇÃO FOI ADIADA PARA DIA 8 DE AGOSTO.
Inaugura no dia 8 de agosto, às 17h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Identity & Land de Rita Andrade. A exposição ficará patente até 26 de agosto.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a 6ª entre as 10h00 e as 17h00; sábado entre 10h00 e as 15h00.
Em Identity & Land, a pintora e ativista Rita Andrade partilha aquela que foi a sua experiência durante a sua viagem à Palestina em 2019. A artista utiliza a pintura, uma forma pacífica de comunicação, como forma de protesto contra a ocupação ilegal de Israel na Palestina.
“A Arte é uma forma não violenta de me expressar, de espalhar uma mensagem, e de fazer uma intervenção. Eu acredito que a arte pode ter uma importante função na transformação social, e eu espero conseguir fazer isso mesmo”
Rita Andrade, 2023
NIGHTFALL IN GAZA
Diz Paul Veyne que a História é um romance, pode ser “criativa” nas suas versões, mas é um romance realista, avisa. Por exemplo, no caso do conflito, ou guerra de ocupação israelo-árabe, que os sionistas chamam, ou chamaram (nos anos 40), “guerra da independência”, a posição equidistante é a pior e a mais desumana. De facto, desde 1948, ano da declaração de independência de Israel (uma “declaração”, note-se, sem nenhuma relação com qualquer tipo de luta emancipatória), houve e há na Palestina uma ocupação ilegal (Israel e a brutalidade destrutiva que geraria os “colonatos”, sistematicamente condenados pela ONU), uma ocupação baseada numa mentira que diz ter sido edificado um estado que é uma terra sem povo para um povo sem terra. Uma terra sem povo?
Começa aqui o projectado genocídio e o apartheid: com efeito, os árabes israelitas são o que Agamben poderia chamar de “vidas nuas”, pois Israel não é um estado multinacional quando se afirma a pátria judaica. Nestes termos, defender os direitos palestinianos sinaliza dois factos: mostra que denunciar Israel deve servir para distinguir o anti-sionismo (e foi o sionismo que destruiu o Hotel King David em 1946) do anti-semitismo (uma abjecta forma de racismo); por outro lado, defender os palestinianos é defender um povo que habita uma terra há milénios e a perdeu (a Nakba): a terra, as vias de comunicação, as cidades (há novas cidades nos colonatos, mas essas são inacessíveis) e a oliveira que a mulher de lenço branco abraça, numa das telas da exposição, porque sabe que perdeu a sua fonte de subsistência. Rita Andrade, com mestrado pela Goldsmiths em Art and Politics, conheceu esta realidade, viveu-a e sabe o que é o apartheid da Palestina que resiste desde 1948.
Repare-se que dizer “estado judaico” (e não “estado dos cidadãos”, como na Europa desde o Iluminismo) configura um enunciado antidemocrático. Por isso, Edward Said sempre advogou para a Palestina um só estado binacional, algo como a África do Sul multicultural de hoje. Sem colonatos nem bantustões. Um mundo distante, contudo.
Carlos Vidal
sentido improvável by samuel gapp and joão ghira
Aug 01 202325TH > 26TH AUGUST 2023 I CISTERN FACULTY FINE ARTS
Sentido Improvável work by Samuel Gapp and João Ghira which will take place in the form of 3 public performances lasting approximately one hour each.
The body of work will be presented between 25.08 and 26.08 at the Cisterna do Convento de S. Francisco (Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon). The venue has limited capacity, so you can book the most convenient time/performance via the link: https://forms.gle/N8MYJS5U1wNsvVWVA
As part of his master’s degree in composition, Samuel Gapp has been conducting research on perspectives on the creative process in music, focusing on the intermediate area between improvisation and written composition. In this context, he invites João Ghira to think about composition in an unprecedented creation. For 5 months the duo has been involved in a theoretical and physical body of work that encounters the artists’ ways of doing. The work presented defines a path that dialogues with the public, involving it in a game of illusory decision and control. The components of interactivity are essential to the essence of the piece, which is constructed in real-time, with each performance becoming a premiere.
The exhibition features a broad group of artists and thinkers from different origins, with whom we have the pleasure and privilege to work:
Eva Aguilar (cello)
Pedro Massarrão (cello)
Afonso Gaspar (flute)
Mariana Dionísio (voice)
Tiago Mourato (clarinet)
Honza Michálek (saxophone)
Miguel Cardoso (tuba)
Inês Zinho (performer)
Filming and editing: Marco Sardinha, Hugo Nunes, Kenny Gad
Samuel Gapp, born in Germany, has developed musical, interdisciplinary and educational works, linked to improvisation and written composition. Active as a pianist and composer on the contemporary scene, he has collaborated with multiple artists and institutions in artistic and educational initiatives. His work has been awarded in Portugal in recent years.
João Ghira, born in Portugal, has developed work in the visual arts, his practice is nourished by different areas of interest and research such as psychology, philosophy and literature. Object making has not been serial or strict to a single form of communication over the years. His work demonstrates a semiosis between painting and sculpture, exploring the boundaries of the two-dimensional entity of surfaces.
piso 3 — finalistas pintura 2021 – 2022
Aug 01 2023
31 JULHO > 26 AGOSTO 2023 I SALÃO NOBRE SOCIEDADE NACIONAL BELAS-ARTES
Inaugura no dia 31 de julho, às 18h30, no Salão Nobre da Sociedade nacional de Belas Artes, a exposição PISO 3 – Finalistas Pintura 2021-2022. A exposição ficará patente até 26 de agosto.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário
2ª a 6ª. 12h/19h
sábado: 14h/19h
EXPOSIÇÃO DE FINALISTAS – PINTURA (Ano lectivo 2021 / 2022)
Estas exposições de finalistas (circunstância que dá à maioria dos seus protagonistas uma híbrida condição de aluno-autor, já trabalhando entre a escola e o universo exterior) têm, como se depreende, uma realidade paradoxal: uma dimensão tradicional e outra inovadora, surpreendente. A dimensão tradicional deve-se à periodicidade anual com que se realizam, a dimensão inovadora deve-se ao que aqui é potencialmente inesperado, pois numa turma de várias dezenas de alunos-autores (e considerando a panóplia de técnicas empregues, muitas vezes revelando domínio formal assaz evidente de técnicas e aplicações digitais, entre processos “tradicionais”) a surpresa e maturação de modelos é algo evidente e compensador. De ver, sentir e pensar. Torna-se obrigatório seguir o fio destas exposições, acompanhar autores e a maturação de seus processos, ou a ruptura que os inesperados futuros revelam.
Esta díspar colectiva (resultado, como disse, de singularidades autorais diversas) corresponde a uma selecção, participada pelos alunos-artistas, dos (seus) trabalhos realizados em ambiente de grupo e dialogado na turma finalista do ano lectivo passado (2021/2022). Quer dizer, através desta exposição voltamos à sala de aula, FBAUL e seus alunos de Pintura V e Pintura VI, deparamos com artistas a descobrir ou redescobrir, retomamos um colectivo que terminou as suas actividades no verão de 2022.
A questão do colectivo é fundamental: não vivendo nem trabalhando no isolamento do atelier, o artista-autor finalista (ainda estudante, portanto) descobre a sua singularidade no colectivo da turma e em diálogos constantes com colegas, amigos e docentes. A natureza experimental e livre destes trabalhos relaciona-se mais com as regras da disciplina (ou Unidade Curricular), onde existe ainda a figura da “classificação” numérica, esta experimentação liga-se tanto ou mais a essas particularidades, dizia, quanto ao mercado, sendo certo ou sabido que aqui já encontramos autores integrados nas regras ou lugares do mercado da arte.
O critério de selecção da colectiva é, parece-nos, o mais acertado: todos os finalistas participam, sem excepção (repito sem excepção), até porque todos desfrutaram de livre convívio e discussões de trabalho contínuo; trabalho empenhado e interessado no qual as interrupções lectivas não se fizeram sentir (os dois semestres das actividades lectivas passam num contínuo permanentemente fluido): ora porque a necessidade de trabalhar/criar é incessante, ora porque uma obra está sempre “incompleta”.
Trata-se aqui, nestes balanços anuais, da verificação de que “ensinar” arte é cooperar (no caso de finalistas, acima de tudo, cooperação entre professores e alunos), é trabalhar no seio de uma tradição que se transmite (um “contexto” que se transmite, não uma receita para “fazer bem” ou “de modo perfeito”), sabendo que há algo de incondicional (Derrida) nessa transmissibilidade. Próprio da universidade e do ensino artístico em concreto. Ou do ensino artístico, muito em particular.
De certo modo, a escola de arte(s) representa melhor do que outros casos a figura da “universidade”, tal como no-la expõe Derrida: a universidade é “sem condição” porque aqui tudo se pode dizer (mesmo pôr em causa “arte” ou “universidade”), logo a universidade tem aí a sua força e fraqueza, pois nessa incondicionalidade avança, mas também nessa autocrítica pode ser absorvida por “forças” alheias ao saber. E, como diria De Duve, a arte é um saber que se transmite e vai passando de geração para geração, construindo uma “tradição”, uma tradição moderna e actual.
Incondicionalidade, crítica e tradição, portanto, aqui se encontram. Mas, como nos mostra Jacques Rancière, outro factor aqui se junta: em Le Maître Ignorant, diz-nos o próprio título, o “mestre” nunca está acima do “discípulo”, há uma crítica da lógica da explicação (não há “receitas certas” em arte) e ambos se encontram em diálogo com o seu não-saber e diálogo surpreendente: o docente não pode prever aquilo com que se vai deparar – pode falar em ruptura ou continuidade, mas a surpresa predomina (quase às cegas, diz ainda Rancière).
Também Ortega y Gasset, no seu conhecido Misión de la Universidad, nos fala em “transmissão”, sendo esta a base do trabalho que, na incondicionalidade de Derrida, pode ser posta em causa, obviamente.
A chamada curadoria destas exposições é “aberta” e “democrática”: de cada aluno, aqui já proposto pelos “patrocinadores” desta exposição como artista (aliás ao finalista se lhe diz sempre ser já artista que, como tal, tem de pensar quando realiza trabalho avaliativo: avaliação final? Sim, que ele a imagine como sendo uma exposição individual), de cada aluno-autor se escolhe (com o próprio) um conjunto de trabalhos que melhor o represente, em troca de opiniões docente/discente. Sempre assim foi e continuará a ser.
Supõe-se que essa interacção seja a ferramenta de trabalho privilegiada, pois, como se dizia há umas décadas no mítico Black Mountain College, primeiro está o aluno, suas ideias, práticas e idiossincrasias, depois está o currículo da disciplina, concretamente o seu programa que, a este nível, não existe, pura e simplesmente. É o aluno que, no início do ano, o propõe – o seu programa, entenda-se.
Se quiséssemos usar outra figura conhecida do pensamento, diríamos, voltando a Rancière, que o mestre é uma espécie de “mestre ignorante” no início, pois tem que encontrar-se, nesses primeiros dias de trabalho, com e no território do aluno. Com uma linguagem intraduzível, sem interpretação clara. E aí o “mestre” volta: volta nesta exposição. “Mestre” e público, juntos ao criador e inventor desta matéria, que se renova de dia para dia ou, para me aproximar do tempo desta exposição, de ano para ano.
Carlos Vidal
Os finalistas de Pintura – e uma evocação de José Dias Coelho
Em 2023, na ocasião da exposição ágil e emancipada dos finalistas do curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes na Sociedade Nacional de Belas Artes, pode ser ocasião de recordar uma personalidade de rasgo interventivo que temos em comum entre as duas instituições.
Refiro o escultor José Dias Coelho (1923-1961), no ano do seu centenário.
Do seu curso de arquitetura, iniciado em 1942, irá em 1945 recomeçar de novo, desta feita o curso de Escultura. Acompanham-no neste trajeto de procura de uma exigente vocação artística os seus companheiros Rolando Sá Nogueira (1921-2002) e Jorge Vieira (1922-1998). Também João Abel Manta (1928-) e Francisco Castro Rodrigues (1920-2015) acompanham o grupo.
O momento, o ano de 1945, é de charneira. No fim da segunda guerra, Salazar convoca eleições, e a sociedade civil tenta organizar-se constituindo o novo partido, o MUD (Movimento de Unidade Democrática), e também o MUD Juvenil.
Aqui estes e muitos outros jovens das Belas Artes mobilizam-se apaixonadamente: afiliam-se na SNBA como novos associados. Após eleições e com a consequente renovação dos corpos gerentes, levam a cabo um novo programa estético através da proposta de novas exposições no Salão: as Exposições Gerais de Artes Plásticas (EGAP).
Assim é a primeira EGAP, em 1946. Ao contrário de até então, no Salão, não há agora júri, não há inauguração pelo chefe de Estado, e não há prémios. Abre-se a exposição no dia 1º de maio, uma data de celebração proibida, e abre-se também em horário à noite, para permitir a visita aos trabalhadores. Homenageia-se Abel Salazar, recentemente falecido e também perseguido pelo regime.
Na segunda EGAP, em 1947, a PIDE enerva-se com as pinturas neo-realistas, com os cartazes de artes gráficas a apelar ao recenseamento eleitoral e à alfabetização: a PIDE visita esta exposição e leva 11 pinturas para a sua sede na Rua António Maria Cardoso.
O resultado inesperado é o sucesso dessa exposição, que faz as notícias em todos os jornais.
Poucos anos mais tarde, em 1952, durante a eleição de um Júri de premiação do Salão Primavera da SNBA, José Dias Coelho é provocado por Eduardo Malta – que é um ‘ultra’ do regime. Diz Malta: “este homem votou quatro vezes.” Esclarecido o equívoco, e instado por carta da Direção a pedir desculpa a Dias Coelho, Eduardo Malta recusa, sendo assim expulso de associado.
Em consequência, o Estado Novo encerra a SNBA durante meses, com selos de chumbo nas portas e janelas. Não se sabe então se o encerramento será definitivo.
Só será a SNBA reaberta no final do ano, depois de muita demora e dificuldade, e após se readmitir Eduardo Malta, e de se alterar os Estatutos por imposição do Ministério da Educação. Nesse ano não abriu a 6ª EGAP, devido ao encerramento.
José Dias Coelho será também perseguido pelo diretor da Escola de Belas Artes, Luís Alexandre da Cunha, apelidado de “Cunha Bruto.” O abaixo assinado que Dias Coelho promoveu em 1952 provoca mais de 80 processos disciplinares a alunos e fará com que Dias Coelho seja expulso da Escola, sem aceder ao diploma de fim de curso, sendo também expulso do ensino público.
Dias Coelho, assim sem diploma, irá trabalhar como desenhador no atelier dos arquitetos Alberto Pessoa, Hernâni Gandra e João Abel Manta, até passar definitivamente à clandestinidade, em 1955. Passa a ser funcionário do Partido Comunista, encarregue de trabalhos de falsificação dos documentos indispensáveis aos clandestinos.
José Dias Coelho, já casado, com dois filhos, vai mudando de casa, e fugindo pelas ruas aos agentes da PIDE que o tentam localizar. A de 19 dezembro de 1961, numa rua de Alcântara (hoje rua com o seu nome) é perseguido por dois agentes. Baleado pelas costas, tomba, para depois ser abatido, já no chão, com um segundo tiro.
Hoje importará manter a memória e conhecer a obra de um notável escultor, desenhador e gravador, que soube posicionar-se civicamente para que todos, agora noutros tempos, possamos viver e criar com a independência e a emancipação indispensáveis.
Cumpre também a cada um, ontem como hoje, honrar os que nos precederam, tanto na Faculdade de Belas Artes, como na SNBA. Os finalistas de Pintura, hoje, como ontem, na crista da sucessão geracional, deixam agora novos testemunhos para o futuro.
João Paulo Queiroz
Presidente da Direção da SNBA
podcasts belas-artes ulisboa
Jul 30 2023Paisagens da Liberdade. Da Ucrânia a Lisboa.
Jul 19 2023
13 > 28 JULHO 2023 I GALERIA FBAUL
Inaugura no dia 13 de julho, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Paisagens da Liberdade. Da Ucrânia a Lisboa., com obras de Bohdan Brynskyi e António Trindade. A exposição ficará patente até 28 de julho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00.
A ideia da presente exposição Paisagens da Liberdade. Da Ucrânia a Lisboa, surgiu pela amizade de longa data dos autores, artistas plásticos e professores universitários, um deles já aposentado, com o Slavick, Yaroslav Shevchyshyn, de há muito radicado em Portugal, e também e sobretudo pelo atual contexto da guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Com o objetivo de angariar fundos de ajuda ao povo ucraniano e de dar a conhecer a obra artística de um dos grandes artistas ucranianos da atualidade, Bohdan Brynskyi, realiza-se a presente exposição nesta magnífica galeria de Lisboa. A pintura e o trabalho deste artista ucraniano são bastante versáteis, que percorre a figuração e a abstração. Para a presente mostra seleccionámos uma série de trabalhos centrados na paisagem ucraniana, de forte recorte simbólico, mostrando regiões rurais da Ucrânia longe das cidades. Bohdan captou muito bem a natureza destes enquadramentos por ele selecionados e se os temas por ele escolhidos e apresentados aqui possam hoje parecer um pouco tradicionais, a sua representação é, pelo contrário, bastante plástica, expressiva e atual, onde nos cenários apresentados há momentos de forte abstração do referente da paisagem e da natureza. As paisagens de Bohdan Brynskyi não se limitam a captar a realidade visual que surge ao olhar do espetador. Pelo contrário, a partir dessa realidade visual de enquadramentos que o autor seleciona, surgem paisagens de grande força e robustez plástica, numa pintura bastante matérica, realizada com fortes empastamentos de tinta e onde os toques de luminosidade, da luz, da cor e dos contrastes claro escuro são muito bem tratados e muito expressivos. Olhando para estes trabalhos de Bohdan Brynskyi, surge a memória da corrente impressionista e expressionista da história da arte ocidental, das fortes pinceladas de um Van Gogh, por exemplo, mas também surge a memória do tratamento pictórico tão evidenciado pelos expressionistas, mesmo os não figurativos. A luz, a cor, a matéria e a força destes trabalhos, com toques subtis de pincel com cor e luz levam-nos também a Sorolla, e até mesmo a Lucien Freud, embora os referentes aqui sejam outros, ou seja, a magnífica paisagem rural ucraniana que mostra essa abertura telúrica onde a natureza parece ser superior ao próprio homem que a habita.
Por seu lado, António Trindade, também representado na exposição, intervém com uma obra simbólica com o título “O Copo”/” The Glass”, que mostra uma forte carga simbólica que é enfatizada também pelas cores da bandeira da Ucrânia visíveis na pintura: do amarelo da indumentária de uma figura, ao azul profundo das águas que a cercam e a sustêm. Visualizamos uma figura feminina celebrando em liberdade, ou em plena liberdade, boiando sobre águas seguras de uma piscina, como se a guerra já tivesse terminado, numa pose de sustento de um copo, pose essa quase ou de facto impossível.
Em síntese, estas paisagens e cenários propostos, são signos que funcionam como janelas e sinais de liberdade, que no fundo é o que desejamos ao povo ucraniano, o de conseguir libertar-se da tutela e da agressão dos seus homólogos vizinhos.
António Trindade, Lisboa, 21 de Junho de 2023.
Sobre Bohdan Brynskyi
Nasceu a 16 de outubro de 1960 na aldeia de Dolyna, região de Ivano-Frankivsk. Em 1988 formou-se na Faculdade de Artes do Instituto Pedagógico de Ivano-Frankivsk. Desde 1989 que expõe e participa em plenários na Ucrânia e no estrangeiro. Em 1993 recebeu o diploma da bienal internacional “Impreza”. Ganhou também o prémio Shevchenko Opanas Zalyvakha.
As obras de Bogdan Brynskyi estão guardadas no Museu de Artes de Ivano-Frankivsk, no Museu Nacional de Lviv, no Museu Nacional Taras Shevchenko, em Kyiv, assim como em coleções privadas dentro e fora da Ucrânia, como no Canadá e nos EUA. Neste momento vive e trabalha em Ivano-Frankivsk.
A sua pintura é versátil em termos temáticos e em termos de humor, variando da paisagem lírica a motivos urbanos e abstratos. O artista é membro do grupo NaSim, que faz parte da irmandade de Ivano-Frankivsk.
Foi Professor Associado numa Faculdade da Ucrânia e está de momento reformado do ensino.
Sobre António Trindade
Nasceu a 23 de abril de 1967. É Professor Auxiliar com Agregação na Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes. Paralelamente exerce também a atividade de Artista Plástico. Atua na área de Geometria, pertencente ao Departamento de Desenho, tendo como focos de interesse as Geometrias da Representação e Belas Artes. Doutoramento em 2008 com a tese “Um Olhar sobre a Perspectiva Linear em Portugal nas pinturas de cavalete, tectos e abóbadas:1470-1816″. Mestrado em 2002 com a tese “A Arquitectura Maneirista em Portugal. Da Capela-Panteão de Santa Maria de Belém ao Real Mosteiro de São Vicente de Fora”. Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em 2000, na área da Geometria Descritiva, com o título “Luz e Sombras nas Superfícies Regradas Planificáveis, Cónica e Cilíndrica, e nas Superfícies não Regradas, Superfície Esférica. Em 2015 publicou o livro “A Pintura integrada em Tectos e Abóbadas e a Perspectiva Linear”, apresentado pelo Professor Catedrático Doutor Vitor Murtinho, do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, na Academia Nacional de Belas Artes de Lisboa, com posfácio da Professora Associada Doutora Cristina de Azevedo Tavares, com com edição do CIEBA e da FBAUL e distribuição da Príncipia Editora. Publicou também até ao presente 2 Livros, 3 capítulos de livro e 21 artigos científicos, tendo outros artigos no prelo, incidindo todos em temas centrados na Geometria, na Perspectiva Linear e sua relação com as Artes Plásticas e Visuais. Escreveu 14 textos das suas 20 exposições individuais até agora realizadas, publicados em catálogos editados pela Galeria Arte Periférica, sediada em Lisboa, pela Galeria Sete, sediada em Coimbra, e em sites de Galerias e Museus. Realizou 20 Exposições Individuais, representado pela GALERIA ARTE PERIFÉRICA em Lisboa, antigamente também pela GALERIA SALA MAIOR no Porto e mais recentemente é também representado pela GALERIA SETE em Coimbra. Participou em outras 55 Exposições Colectivas, onde se destacam as presenças nas feiras de Arte Contemporânea, como na FAC-LISBOA, três vezes na ARCO-MADRID, 1995, 1996 e 2004, e em 2017 na ART-MADRID, representado em todas pela GALERIA ARTE PERIFÉRICA. Tem obras em colecções como a Telecel-Lisboa, Frubaça-Alcobaça, em Portugal e no estrangeiro, como na Fundação Luciano Benetton e na Quinta das Lágrimas em Coimbra. Realizou trabalhos artísticos para as empresas da Telecel, Frubaça e para o novo Centro Pedagógico de Faro, Complexo Campos da Penha. É citado e referido em trabalhos académicos como referência bibliográfica e é referido em publicações artísticas, algumas já extintas, como nas Revistas Magazine Artes, Arte e Leilões, L+Arte, Arte y Parte, bem como em catálogos das referidas feiras de Arte Contemporânea, com textos de escritores e críticos como Valter Hugo Mãe, Sandra Vieira JÜrgens ou da curadora Filipa Oliveira.
Águas argênteas, vértices de piteira / Diálogo contemporâneo com Dordio
Jul 19 2023
14 > 28 JULHO 2023 I JARDIM DE ESCULTURAS, MNAC
Inauguro no dia 14 de julho, no Jardim de Esculturas – MNAC, a exposição individual, Águas argênteas, vértices de piteira / Diálogo contemporâneo com Dordio, de José Quaresma.
A exposição ficará patente até 28 de julho.
A exposição consiste em sete instalações picturais nos sete “nichos” da espessa parede do jardim, engolfando-se na sequência rítmica que caracteriza as perfurações cónicas desta parte do edifício.
As obras foram produzidas em função de um diálogo contemporâneo com Dordio Gomes, vislumbrando-se também a apropriação de algumas manchas e torvelinhos associáveis a Franz Marc. Para ser mais preciso, esta exposição realiza um diálogo com duas obras de Dordio existentes no MNAC, Éguas na Manada e Rio Douro, mas também com outras duas, as Casas de Malakoff (no MNSR) e o Grande Autorretrato (Col. Part.). Estas quatro pinturas são agora perspectivadas segundo novas transgressões plásticas e semânticas, tendo dado origem às sete produções acima indicadas, pintadas sobre madeiras diversas, vidros acrílicos e serapilheira.
José Quaresma
à superfície 2023
Jul 18 2023
08 > 28 JULHO 2023 I BIBLIOTECA E ARQUIVO, MUNICÍPIO DE GRÂNDOLA
A exposição À Superfície, 2023, constitui-se a partir da reunião de um conjunto de trabalhos realizados em ambiente académico, centrados numa temática comum: a aldeia mineira do Lousal. A experiência imersiva num lugar desconhecido, constitui-se como um factor de produtividade, de especulação e criação. Os alunos a partir da experiência do lugar, desenvolveram a partir das suas inquietações e das suas poéticas, um conjunto de trabalhos que, no seu conjunto são uma interpretação viva, e entusiasmante sobre uma realidade que desconheciam.
A aldeia mineira do Lousal, no concelho de Grândola, tem o seu passado ligado a extracção da pirite para a indústria química durante o século XX. Com o fecho da mina no final do século passado, o Lousal foi-se transformando num lugar onde a memória do passado e uma descrença no futuro são a imagem urbana do presente. A aldeia que foi construída ao longo do século XX, como um aparato industrial à imagem dos planos urbanísticos e das políticas assistencialistas implementados no Estado Novo, e foi sendo ocupada por famílias mineiras migrantes, que em sucessivas gerações se fixaram e trabalharam na aldeia.
O trabalho dos alunos partiu do reconhecimento desta história e desta realidade, reflectem a natureza geológica, o trabalho na mina e as relações sociais no território. Numa leitura geral das obras, observa-se como a exploração do forte carácter poético das matérias geológicas das escombreiras da mina —a memória visual do passado congelado na paisagem — se transformam numa “denúncia” da imobilidade da vida dos habitantes e antigos mineiros do Lousal.
Estas obras devem ser lidas como um processo investigativo de artista, pois encontramos nos trabalhos, mais do que uma preocupação sobre o domínio exímio da expressividade dos materiais que dão forma às obras, um olhar sobre os modos como a arte pode ser uma ferramenta de análise, leitura e representação de uma realidade e de uma experiência física e emocional com o território.
a bela acordada
Jul 10 2023
25 MAIO > 14 JULHO 2023 I BIBLIOTECA ARQUITECTO COSMELLI SANT’ANNA
Inaugura no dia 25 de maio, às 17h00, na Biblioteca Arquitecto Cosmelli Sant’Anna, a exposição A Bela Acordada com trabalhos de alunos de Ilustração I e Desenho Editorial a partir da prosa poética de Adília Lopes “A Bela Acordada”. A exposição ficará patente até 14 de julho.
projeto seeds open call
Jul 10 2023
OPEN CALL ATÉ 16 JUNHO 2023
A Associação Quinta das Relvas (PT), as Oficinas do Convento (PT), a Rural Contemporánea (ES) e a CHORUS (GR) têm o prazer de divulgar uma Open Call para a participação no seu projeto SEEDS – means for a sustainable art practice, dedicado à articulação entre as Artes e a Sustentabilidade.
O projeto reunirá 12 artistas que irão participar em várias atividades, das quais residências artísticas, acções de disseminação, exposições, conferências e workshops.
O projeto culminará numa exposição na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em maio de 2024, onde será igualmente lançada uma Publicação, Tool-kit e documentário vídeo relativos ao projeto.
+ info e candidaturas: www.projectseeds.eu
manuel jardim fase preparatória
Jul 09 2023 
14 JUNHO > 15 JULHO 2023 I COLÉGIO DE SANTO ANTÓNIO DA PEDREIRA, COIMBRA
A Casa-Museu Elysio de Moura organiza em colaboração com o CIEBA – Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa um duplo evento comemorativo: um colóquio dedicado ao percurso académico do pintor português Manuel Jardim [1884-1923] entre a Escola de Belas-Artes de Lisboa e a Académie Julian de Paris e uma exposição centrada nos desenhos-exame inéditos da sua autoria pertencentes à coleção de Elysio de Azevedo e Moura e Celestina Salgado Zenha.
Colóquio Manuel Jardim. Fase preparatória. Percursos entre a Escola de Belas-Artes de Lisboa e a Académie Julian de Paris - 14 de junho, às 10h00, no colégio de Santo António da Pedreira, em Coimbra.
Exposição Manuel Jardim. Fase preparatória. Os desenhos-exame da Escola de Belas-Artes de Lisboa na coleção de Elysio de Azevedo e Moura e Celestina Salgado Zenha inauguração 14 junho, 17h45. A exposição ficará patente até 15 de julho de 2023.
O colóquio e a exposição têm a coordenação e curadoria científicas de Milton Pedro Dias Pacheco, diretor da Casa-Museu Elysio de Moura e investigador integrado do CHAM, e de Luísa d’Orey Capucho Arruda, docente aposentada da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e investigadora do CIEBA – Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes da mesma faculdade.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Milton Pedro Dias Pacheco (CHAM)
ORGANIZAÇÃO
Casa-Museu Elysio de Moura
CIEBA – Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
PARCERIA
CHAM / NOVA FCSH
unfinished works – exposição de mariana sousa e dahyoung choi
Jul 03 2023
04 > 08 JULHO 2023 I GALERIA
Inaugura no dia 4 de junho; ás 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Unfinished Works, exposição colaborativa entre Mariana Sousa, estudante da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, e Dahyoung Choi, artista em residência no Hangar, em Lisboa.
Está exposição estará em exibição até o dia 8 de julho, com horário de visita de terça-feira a sábado, das 11h às 19h.
Unfinished works é uma exposição de arte colaborativa que visa resgatar e valorizar trabalhos que, de outra forma, seriam descartados.
O foco está em obras incompletas, explorando os critérios pelos quais os artistas definem uma peça como concluída e examinando a relação entre obras acabadas e inacabadas através de instalações.
Ao longo de gerações em escolas de arte, muitos foram os materiais que vieram a ser abandonados, por não se adequarem aos processos de criação das obras. As artistas que colaboram neste projeto, optaram por denominá-los de obras “inacabadas” e “indesejadas”, em vez de “abandonadas”, pois, acreditam que esses materiais não estão simplesmente a ser deixados de lado, mas sim a aguardar uma transformação por outro artista, em novas obras de arte.
Com base nos objetos recolhidos na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, as artistas re-introduziram os mesmos em novas formas, trabalhando assim a relação entre obras acabadas e inacabadas.
O projeto inclui visitas a vários ateliers na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, como os de vidro, escultura e cerâmica, para recolher as obras inacabadas que seriam descartadas.
Este processo pretendeu ligar-se intimamente à narrativa dos materiais, espaços e artistas. Ouvindo testemunhos de artistas, assim como as razões pelas quais certos materiais foram deixados inacabados, sendo esta uma base importante para o trabalho.
Além disso, Unfinished works, também em documentário, demonstra o processo de criação, tal como a jornada de recolha das obras inacabadas na escola.
urban creativity
Jul 03 202306 > 08 july 2023 i CIUL/ CML / FBAUL AUDITORIUM / CIM/ CML
We have decided to celebrate the 10th edition of the Urbancreativity.org conference suggesting “numbers” as generic theme for 2023.
Our research sharing and dissemination work blend many amateur, professional and academic perspectives on: Graffiti/ street art/ public art – represented in our journals SAUC Street Art and Urban Creativity and CAP Public Art Journal. Will be a specific conference group of panels dedicated to: Urban user research/ user experience reflecting UXUC User Experience and Urban Creativity journal. Some relations will also occur with drawing /architecture studies populating the AIS Architecture Image Studies and BBDS Black Book Drawing and Sketching (online) journals.
On the guest speakers list are included (among many others):
Stephanie Marsh, UX Research Operations Lead da Springer Nature, UK;
Tristan Manco, author, lecturer and creative director, UK;
Joerg Huber, photographer, Germany;
Ulrich Blanché, University of Heidelberg, Germany;
Jacob Kimvall, Konstfack University of Arts, Stockholm, Sweden;
Susan A. Phillips, Pitzer College, Robert Redford Conservancy for Southern California Sustainability, USA;
Ilaria Hoppe, Katholische Privat-Universität Linz, Austria;
Susan Hansen, Nuart Journal co-editor, Middlesex University, UK;
Isabel Carrasco Castro, Marist College, Spain;
Martyn Reed, Nuart director, Nuart Journal editor, Norway;
Javier Abarca, independent researcher, Spain;
6 to 8 of July 2023
6 morning on Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL/ CML)
6 afternoon, and all day 7 on Grande Auditório da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL)
8 all day on Centro de Inovação da Mouraria (CIM/ CML)
Program and conference registration on: Urbancreativity.org
the nomadic fra(g)me(nt) — workshop from CAPHE project
Jul 01 2023
14TH JULY 2023 > 2 PM I PRESIDENCY HALL
This workshop is exclusevely to FBAUL students.
A fragment is a thing that can be anything for creative arts and humanities. In Nairobi, a portion of soil turns to be a clay body and then a collective creative making, a piece of ceramics, a wishing or useful object, or a mixed reality space. Departing from a 360º image and clay workshop held in Nairobi at Kenyatta University, CAPHE proposes an experimental workshop centered on multiple instances of material creative making within hybrid environments. We will depart from these physical and digital evidences (printed images of Nairobi clay pieces, the fired clay pieces, image projections of clay pieces on the table and wall, the 360 image projection, portions of raw clay, etc) while considering them as instances of hybrid materiality (printed images of Nairobi clay pieces, the fired clay pieces, image projections of clay pieces on the table and wall, portions of raw clay, etc) and taking them as fragments to create together again something else.
CAPHE Project - Communities and Artistic Participation in Hybrid Environments- 01086391 Marie Curie Actions Horizon – 2021-SE
Keywords: Artistic research training, intermedia artistic creation and participation in hybrid environments
Coordination: Helena Elias and Monica Mendes, researchers of the CAPHE Portuguese team
CAPHE Project - Communities and Artistic Participation in Hybrid Environments- 01086391 Marie Curie Actions Horizon – 2021-SE
THIS PROJECT HAS RECEIVED FUNDING FROM THE HORIZON EUROPE PROGRAM UNDER GRANT AGREEMENT NO. 101086391

da terra brotam muitas coisas
Jun 27 2023
22 > 29 JUNHO 2023 I GALERIA FBAUL
Inaugura no dia 22 de junho, pelas 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição da terra brotam muitas coisas de Leah Saraiva . A exposição ficará patente até 29 de junho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00.
da terra brotam muitas coisas é uma exposição que nasce da investigação do mestrado em pintura na exploração da ideia de encontro com o mundo que nos rodeia, em especial com a Natureza. Habitando-a com um olhar atento, cuidadoso, permeável e um coração predisposto, podemos aceder ao mundo de forma íntima, permitindo que ele nos molde de fora para dentro. Se uma árvore era um ser do mundo exterior, agora é ser em mim, que me habita.
Encontramo-nos num lugar comum. A nossa matéria enlaça-se. Pertenço ao mundo e o mundo pertence-me.
o valor da arte – finissage da exposição mudar de avença
Jun 20 2023
29 JUNHO 2023 > 16H00 I CAFÉ CIÊNCIA CSG I ROOFTOP DO ISEG
O valor da arte é o título do próximo Café-Ciência CSG, que acontece no dia 29 de junho, pelas 16h no Rooftop do ISEG.
O evento associa-se à finissage da exposição Mudar de Avença, também patente nos Claustros do Convento das Inglesinhas até ao dia 29 de junho e, sob o mote O valor da arte, promove uma edição do Café-Ciência que reunirá as investigadoras Jessica Falconi (CEsA/CSG) e Sandra Faustino (SOCIUS/CSG), o investigador Manuel Laranja (ADVANCE/CSG), o curador e investigador José Carlos Pereira (CIEBA/FBAUL) e os artistas Pedro Cabrita Reis e Filipe Romão, para uma reflexão sobre o lugar da obra de arte e os seus valores – estéticos, antropológicos, hermenêuticos, económicos, entre outros – na sociedade contemporânea.
A moderação do debate ficará a cargo do jornalista e diretor da Antena, João Almeida.
A sessão, de entrada livre, contará ainda com a presença do Presidente do ISEG, Professor João Duque, e o Vice-Presidente, Professor José Veríssimo.
A exposição Mudar de Avença, que teve o apoio do CIEBA – Centro de Investigação e Estudos de Belas Artes e do CSG – Investigação em Ciências Sociais e Gestão do ISEG, é um projeto da Comissão Cultural do ISEG e da FBAUL desenvolvido no âmbito do 111º aniversário do ISEG, com curadoria de José Carlos Pereira (CIEBA/ FBAUL) e obras dos artistas Pedro Saraiva, Pedro Cabrita Reis, Francisco Queirós, João Onofre e Filipe Romão.
Inaugurou no dia 11 de maio, às 18h30, nos Claustros do Convento das Inglesinhas, ISEG, a exposição Mudar de Avença.
No âmbito do 111 aniversário do ISEG, a Comissão Cultural do ISEG e a FBAUL promovem a Exposição “Mudar de Avença”, coordenada por José Carlos Pereira, e integra os seguintes artistas: Pedro Saraiva, Pedro Cabrita Reis, Francisco Queirós, João Onofre e Filipe Romão.
A experiência que as obras proporcionará a quem a visitar constitui-se simultâneo pretexto para um conjunto de conversas acerca do lugar da obra de arte na sociedade contemporânea. Os valores da obra de arte (estéticos, antropológicos, hermenêuticos, económicos, entre outros) serão o mote para sublinhar o papel da arte na configuração dinâmica da identidade individual e coletiva, a partir da ideia de que o que se vê na experiência estética, e através da experiência estética, contribui para uma mundividência mais aberta, plural e inclusiva. A exposição terá o apoio do CIEBA (Centro de Investigação e Estudos de Belas Artes) e do CSG (Investigação em Ciências Sociais e Gestão) do ISEG. Acompanhada por um catálogo com as obras, a exposição estará patente entre o dia 11 maio e 29 de junho.
Horário:
2ª a 6ª – 8h/22h
sáb. -9h/13h
the submerged intangible
Jun 18 2023
07 > 26 JUNHO 2023 I CISTERNA FBAUL
Inaugura no dia 7 de junho, às 18h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição The Submerged Intagible.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A exposição ficará patente até 26 de junho.
Visitas apenas por marcação de 7 a 26 de Junho de 2023 através do e-mail r.taveira@belasartes.ulisboa.pt.
Exposição artística dos resultados da experimentação do Projecto de Investigação ULPAES. Plano de Investigação da Universidade de Málaga, com curadoria dos Professores Jesús Marín-Clavijo e Silvia López-Rodríguez.
“A implementação efectiva de indicadores intangíveis da paisagem urbana, proposta por este projecto de investigação, implica um diálogo interdisciplinar que constitui um contributo tanto para os estudos urbanos analíticos como para o conhecimento baseado nos modos e metodologias da experimentação artística.”
Investigadores e artistas participantes:
Ana Sedeño; Carlos Jesús Rosa; Diego López; Francisco José Chamizo; Inmaculada Villagrán; Jesús Marín; Jesus Palomino; José Iranzo; Mar Cabezas; María Ángeles Díaz; MP & MP; Nuria Nebot; Silvia López; Sophie Legros; Stefano Regosini; Rogério Taveira
2ª fase de candidaturas para a Pós-Graduação em Ilustração Científica
Jun 18 2023
CANDIDATURAS ABERTAS ATÉ 14 DE JUNHO DE 2023
Está aberta até 14 de Junho a 2.ª fase de candidaturas para a Pós-Graduação em Ilustração Científica.
Esta formação em Ilustração Científica conta com um corpo docente de profissionais reconhecidos da área específica de comunicação visual de ciência, bem como uma rede de contactos de importância para a aproximação a possíveis mercados de trabalho. Destina-se a estudantes e/ou profissionais com formação em belas-artes, em ciências, em tecnologias e outras, com a vontade de aperfeiçoar os seus conhecimentos na área transdisciplinar que é a Ilustração Científica.
On collective Memory and Transcultural Visual Discourse – conferência de till ansgar baumhauer
Jun 10 2023
20 JUNHO 2023 > 17H30 I AUDITÓRIO LAGOA HENRIQUES
No âmbito do projeto EMERGING , convidou-se o professor, artista e investigador Till Ansgar Baumhauer de Dresden, Coordenador do projeto europeu EU4arts, a apresentar no dia 20 de junho, no Auditório Lagoa Henriques, uma conferência, On collective Memory and Transcultural Visual Discourse.

Till Ansgar Baumhauer PhD is a fine artist, curator, and author living in Dresden (Germany). After fine arts studies in Berlin (UdK) and Dresden (HfBK), he has been teaching in- and outside the academic field for almost 20 years. Since 2020, he has been employed at HfBK Dresden; since 2021, he has been working there as project leader and speaker of the Horizon2020-funded project “EU4ART_differences” with a focus on artistic research which involves the art academies of Budapest, Dresden, Rome and Riga. Baumhauer holds a PhD in fine arts from Bauhaus University of Weimar and received a postdoc scholarship there as well. He has internationally taught and given lectures at fine arts academies and universities in Vietnam, Pakistan, Austria, Romania, Israel, Croatia and Germany.
sessão evocativa do centenário de josé dias coelho
Jun 10 2023

18 JUNHO 2023 > 11H00 I GRANDE AUDITÓRIO FBAUL
Realiza-se no domingo, dia 18 de junho, às 11h00, no Grande Auditório da Faculdade de Belas-Artes, a Sessão Evocativa do Centenário de José Dias Coelho, artista plástico e militante comunista assassinado pela PIDE em 1961. A sessão contará com as intervenções do Professor Doutor Eduardo Duarte, Historiador de Arte e Professor da FBAUL, e de Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP.
Haverá um momento musical e de poesia.
Confirmação de presença até 16 de junho para apoiosectores@pcp.pt ou +351 913 323 816.
Centenário de José Dias Coelho: artista e militante.
Evocamos nesta data, em que se assinalam os cem anos do seu nascimento, uma vida de firme e corajoso combatente pela liberdade, pela democracia, pelo direito à livre criação artística e cultural.
José Dias Coelho frequentou a Escola de Belas Artes de Lisboa, onde cursou arquitectura e depois escultura.
A sua actividade desdobrou-se entre o trabalho artístico e a intervenção política e social.
No trabalho artístico e na sua carreira de escultor começa a ser reconhecido pelas obras que executa, nas quais se destacam as cabeças de Alves Redol, Fernando Namora e Sá Nogueira. Partilha um atelier com Júlio Pomar e outros artistas. Ilustra contos de José Cardoso Pires. Desenha e esculpe. Trabalha para encomendas e para expor, mas também executa ilustrações, como as do livro de Alexandre Cabral, “O Sol Nascerá um Dia”.
Tem, simultaneamente, uma activa participação em todas as lutas estudantis, políticas e culturais dos anos quarenta e cinquenta. Em Outubro de 1955 mergulha na luta clandestina contra o regime que oprimia o seu povo, como funcionário do Partido Comunista Português. Esta decisão revela a nobreza e a firmeza das suas convicções, quando aceita trocar a perspectiva de uma vida artística promissora e a consideração de uma vida cheia de relações sociais pela modesta, mas essencial, tarefa de pôr de pé uma oficina de falsificação de documentos destinados à defesa dos seus camaradas clandestinos.
José Dias Coelho tombou para sempre às balas assassinas desse regime brutal, em 19 de Dezembro de 1961, num combate desigual pela libertação do seu povo. Morreu o artista e o militante, mas não a luta que ele honrou.
workshop – explorando a pintura Au Soir de Artur Alves Cardoso
Jun 08 20231ª sessão > 24 ABRIL 2023 I SALA 3.63 | 2ª Sessão > 22 MAIO 2023 I SALA 3.63 | 3ª Sessão (crianças) > 17 JUNHO 2023
Todas as sessões disponíveis são dedicadas apenas a pessoas cegas e amblíopes, sendo que o dia 17 de junho será apenas para crianças cegas e amblíopes.
Este workshop será disponibilizado em 3 datas, sendo que a 3ª sessão é destinada apenas a crianças.
Assim, os interessados deverão inscrever-se enviando email para o endereço abaixo, indicando qual a sessão em que pretendem participar.
Formadora: Ana Sofia Neves [Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa]
Docente responsável: Ana Bailão
Horário: 10h-13h00
Local: Sala 3.63
Público-Alvo: cegos e amblíopes
Vagas: 5 por sessão
Preço: Gratuito
Inscrição: OBRIGATÓRIA para o email t.sabido@belasartes.ulisboa.pt
Sessão de dia 24 - VAGAS TODAS PREENCHIDAS
Sessão de dia 22 de maio - VAGAS TODAS PREENCHIDAS
Sessão de dia 17 de junho - VAGAS TODAS PREENCHIDAS
Solicita-se a todos os inscritos que, em caso de desistência, nos informem para o mesmo e-mail, para dar lugar a outra pessoa.
Mais informações sobre o conteúdo do workshop: acessibilidade.evento@gmail.com
cancerland: the limit of the possible — umasensio exhibition
Jun 08 20236TH > 16TH JUNE 2023 I FBAUL GALLERY
CANCERLAND: THE LIMIT OF THE POSSIBLE
The artist Umasensio feels interested in delving into vulnerability, both mentally and corporally, which at certain points coexists with the great strength from the moment she became a mother in 2016. Articulate the trauma of physical contact with emotional contact is something very complex, subject to the fragility of what cannot be sustained. These are the limits that she has tried to represent in his productions since then, trying not to forget all the diversity of roles and affections.
CANCERLAND: THE LIMIT OF THE POSSIBLE explores a common ground for everyone who is or has been sick or loves someone, a parent, child, spouse, or friend who has or has had cancer. All human bodies are the same but there are no two same bodies. Some people survive and others die. Everyone knows this and living close to that truth changes the daily life.
The word trauma means dream, also illusion and utopia in German. Úrsula Martín Asensio makes us walk a tightrope, placing ourselves close enough to what we love to eradicate the loneliness of suffering, while at the same time being far enough to behelpful. In her proposal to manage empathy, is interesting to study other aspects of trauma.
All this under the pandemic and war context that where are facing now that spurs a paradigm shift in which the world is entering an era of great insecurity.
première — dans le cadre de la saison france – portugal 2022
Jun 07 2023
15TH APRIL > 18TH JUNE 2023 I CENTRO DE ARTE OLIVA
The exhibition Première will open on the 15th april at Centro de Arte Oliva, in S. João da Madeira, Portugal.
Première presents works by twenty-one finalist artists from graduate and master courses from eight higher schools of artistic education in Portugal and France, namely the “Faculdade de Belas Artes” in Porto and Lisbon, the “Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha”, the “Escola Superior Artística do Porto”, the superior artistic schools of Poitiers, Bourges, Clermont-Ferrand and Limoges.
Première is an original curatorial project by Centre d’Art Contemporain in Meymac (France) which has carried out 28 editions so far. This one, happened within the “Temporada Cruzada Portugal-França” in 2022 and its scope was extended to Portuguese schools, artists and the Centro de Arte Oliva. This international edition is co-curated by Caroline Bissière & Jean-Paul Blanchet and Andreia Magalhães. It was presented, at first, from October 30th, 2022 to January 15th, 2023 in France, and in a second moment, from April 15th to June 18th, 2023, at the Centro de Arte Oliva.
30 OUTUBRO 2022 > 15 JANEIRO 2023 I CENTRE D’ART DE MEYMAC
Vernissage le samedi 29 octobre à 18h
Performance d’Anna Gianferrari à 19h30
Exposition du 30 octobre 2021 au 15 janvier 2023
du mardi au dimanche, y compris les jours fériés, 14h-18h
Le Centre d’art de Meymac a développé des liens avec la scène artistique portugaise depuis l’exposition “Variations portugaises” organisée en 2018, suivie en 2019 par la commande à Gabriel Garcia d’un Calendrier de l’Avent monumental et d’un soutien à la première exposition à l’artiste portugais Nuno Lopes Silva.
Il propose, à l’occasion de la Saison-France-Portugal 2022, de mettre en œuvre une édition spéciale de “Première”, en partenariat avec huit écoles d’art réparties entre la France et le Portugal:
_Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto – www.fba.up.pt
_Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa – www.belasartes.ulisboa.pt
_Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, Politécnico de Leiria – www.esad.ipleiria.pt
_Escola Superior Artística do Porto, Porto – www.esap.pt
_École européenne supérieure de l’image de Poitiers et Angoulême – www.eesi.eu
_École nationale supérieure d’art de Bourges – www.ensa-bourges.fr
_École Supérieure d’Art de Clermont Métropole – www.esacm.fr
_École nationale supérieure d’art de Limoges – www.ensa-limoges.fr
Le co-commissariat de cette édition internationale (sélection des artistes et conception de l’exposition) est porté par Caroline Bissière & Jean-Paul Blanchet pour le Centre d’art contemporain de Meymac et Andreia Magalhães, pour le Centro de Arte Oliva. lls sélectionnent les jeunes artistes en allant à leur rencontre juste après leurs diplômes dans chacun des établissements et conçoivent l’exposition à partir d’une sélection d’une vingtaine d’artistes. Ceux-ci sont retenus pour la qualité de leurs œuvres tout en prenant en compte le principe que tous les établissements d’origine seront représentés dans la sélection finale, au moins par un artiste.
L’exposition constituée est présentée successivement en France au Centre d’art à Meymac du 30 octobre 2022 au 15 janvier 2023 puis au Portugal au Centro de Arte Oliva à São João da Madeira de 6 avril au 18 juin 2023.
Les artistes retenus:
Cette 28e édition regroupe 21 artistes français et portugais :
David Astasie, Jeanne Andrieu, Beatriz Coelho (FBAUL), Léa Devenelle, Sara Flor, Erika Fournel, Anna Gianferrari, Pedro Gonçalves Ribeiro (FBAUL), Miguel Ângelo Marques, Gaëlle Massot, Inês Mendes, Emma Merlet, Armineh Negahdari, Ânia Pais (FBAUL), Maria Palma, Flavia Regaldo (FBAUL), Pierre Richard, Mário Santos, Inês da Silva Vieira, André Vaz, Justine Villermet.
no começo da estrada
Jun 07 2023
24 MARÇO > 18 JUNHO 2023 I MUSEU DA TAPEÇARIA DE PORTALEGRE – GUY FINO, GALERIA DE EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS
Inaugura no dia 24 de março, às 16h00, na Galeria de Exposições temporárias do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino, a exposição coletiva No começo da estrada . A exposição ficará patente até 18 de junho de 2023.
No Começo da estrada sintetiza o trabalho desenvolvido entre 2021 e 2022 pelos alunos da unidade curricular de Tapeçaria da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. A mostra visa, mais uma vez, selar e celebrar a ligação estabelecida entre Museu de Tapeçaria de Portalegre Guy Fino, a Câmara Municipal de Portalegre e esta instituição de ensino.
O título da exposição remete para o poema de uma só frase de Mário Cesariny “Ama como a estrada começa”. Um ponto de partida sem imposição de uma meta, a vitalidade e sonhos, a construção de um caminho numa alusão ao início de trabalho, já sólido, destes jovens artistas.
Os trabalhos espelham múltiplas abordagens dentro do têxtil: tear vertical; esmirna; punch needle; bordado, costura, escultura, pintura, colagem e performance.
Na FBAUL, a UC de Tapeçaria pauta metodologias e estratégias que facilitam a atividade projetual nas vertentes estética e técnica, com a permanente preocupação de encontrar, na aprendizagem de competências, as motivações e determinantes da cultura artística dos nossos dias. Pretende-se que os estudantes participem de forma comprometida em projetos, experimentando e explorando, ou seja, desde o seu planeamento, preparação de materiais e conteúdos, que conduzam à criação de novas possibilidades expressivas, integráveis nas suas soluções plásticas, renovando assim abordagens dentro do têxtil contemporâneo.
Do entrelaçamento entre as práticas manufacturadas da tecelagem e as belas-artes firma-se a cumplicidade necessária entre a técnica, a cultura material e imaterial e um recentrar da linguagem têxtil através das motivações e inquietações dos jovens alunos. Ana Correia, Beatriz Jardim, Beatriz Sousa, Estrella Calixto, Catarina Farinha, Claúdia Correia, Clarisse Silva, Iara Amorim, Inês de Medeiros, Joana Brázio, Madalena Rodrigues, Mariana da Avó Ferreira, Nádia Calado, Odete Ramalho, Rita Peças, Sofia Santos e Tatiana Cristina assinam as obras presentes nesta exposição. Na primeira pessoa, dão voz através dos fios ao pensamento do presente.
A concretização de projectos expositivos é parte integrante da estratégia pedagógica da Unidade Curricular de Tapeçaria da FBAUL. Estratégia esta, implementada e desenvolvida pelo Professor Hugo Ferrão, professor da FBAUL por mais de 40 anos. Esta mostra é também um gesto de agradecimento, aventurada continuidade do seu legado.
convergências, vínculos, intersecções — exposição de nicoleta sandulescu
May 31 2023 
15 MAIO > 07 JUNHO 2023 I MAISON DU PORTUGAL ANDRÉ GOUVEIA, PARIS
As modificações plásticas e semânticas a que Nicoleta conduz algumas obras icónicas de Dordio Gomes, nomeadamente as Casas de Malakoff e o Autorretrato com Natureza Morta, são a expressão consistente e feliz do encontro de duas gerações de pintores muito distintas, com 100 anos a separá-las (as Casas de Malakoff foram pintadas em 1923).
Todavia, o “abismo” que separa as duas épocas constitui o intervalo no qual Nicoleta imerge para reinventar o seu espaço pictural, mas também enfatizar o espaço desdobrado pelo próprio Dordio nas suas composições mais ousadas. Digamos, pois, que os dois modos de pensar e executar a espacialização pictural se inter-iluminam, abrindo ainda uma clareira para outras interligações. Seja no plano ficcional, por intermédio das figuras mobilizadas (por vezes com laivos de autorrepresentação da própria artista) e da multiplicação dos ângulos das casas (vistas de dentro ou de fora); seja ainda pelos planos e ritmos engendrados por Nicoleta, que embora partam de Dordio, deste se autonomizam para dar corpo a um conjunto de pinturas e desenhos de grande envolvimento e fluidez, escala muito generosa, diversos momentos de interpelação dos espectadores, mais discreta ou mais objectiva e destemida, como podemos vislumbrar em olhares que nos perscrutam, ângulos que nos assaltam, sombras que nos encobrem.
Ao sentido destas metamorfoses em torno de Dordio Gomes, acresce um domínio invulgar dos meios de expressão empregues por Nicoleta, impregnando os seus trabalhos com uma “substância” que é tratada com elevado recorte técnico e “performativo”, no que concerne à encenação/espacialização pictural das suas figuras, formas e objectos.
José Quaresma
gab-a — 16ª edição das galerias abertas das belas-artes
May 31 2023
2, 3 E 4 JUNHO I FACULDADE BELAS-ARTES
Durante o fim-de-semana de 2, 3 e 4 de junho de 2023 a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vai acolher a 16ª edição das GAB-A / Galerias Abertas das Belas-Artes.
Entrada livre
Horário:
2 junho – 18h/20h
3 e 4 de junho – 14h/19h
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
As GAB-A são um fórum de discussão e mostra de jovens artistas, produtos de investigação artística e obras em contexto de ensino superior artístico público, integrados no espaço físico onde são pensados e produzidos.
Não é uma comum exposição em galeria, museu ou centro cultural. É a abertura dos espaços de trabalho e de investigação artística que a Faculdade de Belas-Artes contém, num espírito de oficina, de atelier ou de estúdio.
As GAB-A são um evento de partilha com públicos exteriores que depende da vontade dos seus participantes, das solicitações, motivações, e da oportunidade e convites que, depois de cada edição, lhe são dirigidas.
É um espaço de grande informalidade, com a presença dos jovens autores. Um fórum / feira, onde se ensaiam questões pragmáticas como o universo do contacto com o mundo exterior, a constituição de grupos e projetos ou a definição de estratégias de ações futuras. Um momento de troca de experiências e de aplicação de conhecimentos.
Nas GAB-A não há seleção de obras nem de participantes por qualquer entidade que não o próprio autor, possibilita-se que cada estudante teste a sua capacidade de decisão, de autocrítica e de autonomia. São convidados a participar todos os alunos que o queiram fazer, todos os que tenham a segurança e a determinação que qualquer profissão exige.
Possibilita-se a fruição de um ambiente de fórum de arte atual, no contexto do seu núcleo embrionário (o local de aprendizagem e investigação) o que propicia interrogações sobre os mundos, sobre a arte e sobre o mundo da arte.
Nas GAB-A estabelecem-se pontes entre todos os ciclos e níveis de ensino. Participam alunos que frequentam a Faculdade há seis meses ao lado de outros que a frequentam há muitos mais anos (licenciandos, mestrandos e doutorandos).
São convidados a participar todos os alunos dos vários cursos que a escola integra: Arte Multimédia, Ciências da Arte e do Património, Desenho, Design de Comunicação, Design de Equipamento, Escultura e Pintura.
Os interessados deverão INSCREVER-SE ATÉ AO DIA 14 DE MAIO DE 2023 ATRAVÉS DO FORMULÁRIO forms.gle/duH1zSE2fP1j2a9w9.
As Belas-Artes na JUSTLX – A única faculdade presente numa das mais importantes feiras de arte em Lisboa
May 26 202325 > 28 MAIO 2023 | JUSTLX
À semelhança do ano passado, e a par de galerias nacionais e internacionais, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa marca também este ano presença como expositor na JUSTLX, mostrando obras de alunos dos cursos de Pintura, Escultura, Desenho e Arte Multimédia.
Venha-nos visitar!
A JUSTLX tem vindo a caracterizar-se como a feira que aposta em novas galerias e artistas emergentes, contribuindo também para a visibilidade do panorama artístico português. Com efeito, as diversas edições da JUST em Madrid e Lisboa têm vindo a contribuir para que jovens artistas portugueses estejam a entrar em grandes coleções espanholas e portuguesas. A JUSTLX reafirma também o seu forte compromisso em tornar a arte acessível e aproximá-la de uma nova geração de colecionadores, impulsionando assim o mercado da arte.
Horários de abertura
25 maio – quinta-feira
Preview Colecionadores – 12h
Abertura ao Público: 14h – 21h
26 maio – sexta-feira
12h – 20h30
27 maio – sábado
12h – 20h30
28 maio – domingo
12h – 18h
Centro de Congressos de Lisboa
Praça das Indústrias 1, Belém
1300-307 Lisboa, Portugal
vida entre mundos
May 20 2023
ENCONTRO 26 MAIO > 17H00 I PÁTIO DA CANTINA
O Scholas Ocurrentes é um movimento de educação não formal, que atua em diversos lugares do mundo, está aqui em Portugal.
Convidando você para fazer parte do projeto: Vida Entre Mundos, que vai construir a maior obra de arte já feita. Diversas religiões, diversas comunidades, imprimindo sua voz num mural de 3km. Pois acreditamos que é através da arte que a vida continua a pulsar. Para que isso seja real, e tenha um sentido real, procuramos quem também acredite que é possível transformar através da arte, fazendo parte da equipa de facilitadores da criação da obra. Se você sente que é essa pessoa, preencha o formulário: https://forms.gle/YLcKXnsJKndYTRC38.
Se está interessado em fazer parte deste projeto, o encontro será esta semana, no dia 26 de maio, às 17h00, no pátio da Cantina.
+ info: https://sites.google.com/scholasoccurrentes.org/vidaentremundos/ ‘