Arte
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lições com cerejas
Set 27 2025 
03 MAIO > 30 SETEMBRO 2025 I TÁGIDE
Inaugurou no dia 3 de maio, no Tágide Art & Food a 3ª Mostra no âmbito do projeto Lições com Cerejas, com obras de Carolina Mendonça e Kai Barabash.
Este projeto iniciado em julho de 2024 é o resultado do acordo de colaboração entre o Tágide Art & Food e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, para a realização de exposições de obras dos alunos da FBAUL, em contexto formativo, projeto com a coordenação da Professora Cristina Branco.
As 1ª e 2ª Mostras inauguraram em 2024 e estão disponíveis AQUI.
Na tertúlia imaginária no restaurante Tágide, prosseguem as conversas vadias sobre aprendizagem. Ao mestre Agostinho da Silva juntam-se Maria Montessori, Joseph Beuys e as alunas Carolina Mendonça e Kai Barabash, num encontro onde se revela que, num ensino dinâmico, todos aprendem com todos.
Montessori relembra o papel do educador como observador-aprendiz, que ajusta o ambiente às descobertas da criança. Beuys defende a criação partilhada como meio de transformação, onde mestre e discípulo se influenciam mutuamente. Agostinho sublinha que, ao libertar o aluno, o educador também se liberta, aprendendo com a individualidade de cada ser.
Carolina traz à conversa duas esculturas, Ligações e Sobre Nós, que unem arte e vida num gesto de conexão humana. Kai apresenta pinturas feitas de sombras coloridas, convidando-nos a Abrir os olhos ao quotidiano simples — uma simplicidade que conduz à paz interior, como em Amanheço-Anoiteço.
Nesta troca viva entre mestres e aprendizes, a educação revela-se como caminho coletivo de criação, transformação e liberdade.
Para fomentar este projecto foi criada uma página na rede social Instagram @des-TAKA-
Cristina Branco
Maio 2025
tuuui trrrrrrrrrrrrrrrrrrr, de james webb
Set 27 2025
18 JULHO > 04 OUTUBRO 2025 I MAC-CCB /// RÁDIO-GALERIA ANTECÂMARA
There’s No Place Called Home - MAC-CCB
[Instalação numa árvore junto à entrada do Museu (Praça CCB)]
Learning from Birds – Rádio-Galeria Antecâmara
(exposição da publicação/livro de artista e de materiais audiovisuais)
autor: James Webb (1975, Kimberley, África do Sul)
datas: 18 julho a 4 outubro de 2025
tuuui trrrrrrrrrrrrrrrrrrr, de James Webb (1975, Kimberley, África do Sul) e curadoria de Luísa Santos, opera como dois capítulos da mesma história — There’s No Place Called Home (Belém, Lisboa) (2025), no MAC-CCB e Learning from Birds (2025), na Rádio-Galeria Antecâmara. Em There’s No Place Called Home (Belém, Lisboa), escutamos o canto de um guarda-rios-da-floresta (Halcyon senegalensis), um pássaro nativo das regiões africanas a sul do Saara, transmitido por um altifalante escondido numa árvore no jardim do MAC/CCB. Já Learning from Birds (2025), na Rádio-Galeria Antecâmara, apresenta uma instalação site-specific sonora com uma publicação-objeto, editada em colaboração com o CIEBA-FBAUL no contexto do Institution(ing)s, projeto coordenado pelo CECC – Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.
tuuui trrrrrrrrrrrrrrrrr, de James Webb, é um projeto que inclui a publicação Learning from Birds e a instalação site-specific There’s No Place Called Home (Belém, Lisbon) (2025). Esta publicação é produzida no âmbito do Institution(ing)s e em colaboração com o CIEba.
O Institution(ing)s é um projeto de colaboração de média escala coordenado pelo CECC-Universidade Católica Portuguesa com mais 7 instituições artísticas em 7 países europeus, cofinanciado pela União Europeia. As opiniões e pontos de vista expressos são, no entanto, exclusivamente do(s) autor(es) e não refletem necessariamente os da União Europeia ou da Agência Executiva Europeia para a Educação e a Cultura (EACEA). Nem a União Europeia nem a EACEA podem ser responsabilizadas por eles. As opiniões e pontos de vista aqui publicados refletem os princípios da liberdade académica e não refletem necessariamente as opiniões ou posições do Institution(ing)s e dos seus membros.
coordenação: Pedro Campos Costa e Luísa Santos
diretora artística MAC/CCB: Núria Enguita Curadoria
textos: Luísa Santos
publicação e edição: Íris de Sousa (design gráfico)
impressão: Pedro Pereira (RISOgrafia/FBA)
coordenação editorial: Luísa Santos (CECC), Sónia Rafael (CIEba), Victor M Almeida (CIEba)
noite europeia dos investigadores
Set 25 2025
26 SETEMBRO 2025 > 17H00 I MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL E DA CIÊNCIA, JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA, JARDIM DO PRÍNCIPE REAL
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa participa na Noite Europeia dos Investigadores com o projeto Redescobrir os segredos da terra.
Redescobrir os segredos da terra pretende sensibilizar o público para questões relacionadas com os minerais presentes na exposição do MUHNAC, “Minerais, Identificar, Classificar”. Com esse objetivo, será realizado um jogo que associa conceitos, texturas e imagens, com a finalidade de promover o desenvolvimento da criatividade, consciencializar para o problema da extração em massa de minerais para a construção de objetos eletrónicos e promover o diálogo entre os participantes.
Este projeto enquadra-se no âmbito da disciplina de Educação em Museus que, no ano letivo de 2024/2025, foi frequentada por alunos/as dos mestrados de Museologia e Museografia e de Educação Artística da Faculdade de Belas-Artes, bem como do mestrado de Ensino da Artes Visuais do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.
Sound | Light | Space | Matter
Set 25 2025
26 SEPTEMBER 2025 > 11 AM I LAGOA HENRIQUES AUDITORIUM
In this talk, I will share aspects of my artistic practice and research, spanning interactive installations, sound sculptures, immersive environments, and performances that combine sound, structures, video, and light.
This presentation takes place as part of my residency at FBAUL within CAPHE, a multinational four-year research project. During this one-month residency, I am working as an artist-researcher, developing and reflecting on these ideas in dialogue with the broader research context.
Through selected projects, I aim to open a conversation on how these practices intersect with other artistic approaches and creative methods across different media.
Bio
Alexandros Kontogeorgakopoulos is an academic and artist whose transdisciplinary work bridges art, science, and technology. He is an Assistant Professor in Interactive Art and Digital Art Installations at the Department of Digital Arts and Media, National and Kapodistrian University of Athens. He co-founded oneContinuousLab, an art-science studio-lab exploring computational and physical media—including sound, light, space, matter, text, and movement and dot.wip (.work in progress), an experimental arts studio space in Koukaki, Athens. His artistic practice spans music, sound art, interaction, digital fabrication, and multimedia, with works exhibited and performed worldwide.
Instagram @onecontinuouslab @_dotwip
Facebook @alexandros.kontogeorgakopoulos
CAPHE Project - Communities and Artistic Participation in Hybrid Environments- 01086391 Marie Curie Actions Horizon – 2021-SE
This project has received funding from the HORIZON EUROPE PROGRAM under GRANT AGREEMENT NO. 101086391

arte e revolução — a arte com campo de luta social
Set 22 2025
30 SETEMBRO 2025 > 19H00 I GRANDE AUDITÓRIO
Organização:
Luís Silva – estudante do curso de Pintura da FBAUL
Arturo Rodrigues – investigador e historiador da FCSH
Gabriel Seabra – ex-estudante de Estudos Artísticos da Universidade de Coimbra
Dinis Freire – Produtor cultural e músico
Arte e Revolução é um evento aberto a estudantes, professores e membros da comunidade académica interessados no tema.
Os membros da organização vão introduzir o tema e desenvolver brevemente alguns tópicos. Posteriormente, vão abrir a conversa para os participantes intervirem.
Italiani Famosi, Incisioni Laser su Vetro/ Famous Italians, Glass Laser Engravings
Set 19 2025
16 > 21 SETEMBRO 2025 I PALAZZO DA MULA MURANO, MURANO, VENEZIA
Evento organizado por António Matos e Fernando Quintas, em colaboração com Vicarte, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e Fab Lab.
Nesta exposição, gostaríamos de mostrar ao público a grande contribuição da Itália para a civilização, apresentando uma coleção dos mais importantes italianos, por meio de retratos de artistas, cientistas e escritores, feitos com pequenas peças de vidro plano, utilizando gravação a laser.
A ideia é mostrar ao público que visita esta exposição que a Itália possui um rico patrimônio literário, artístico e científico.
Em um pôster, o público poderá ver diversos exemplos encontrados em Veneza.
erínias: vingança, rancor e punição — exposição de rafael vascon
Set 18 2025 
10 > 22 SETEMBRO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 10 de setembro, às 15h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição ERÍNIAS: vingança, rancor e punição de Rafael Vascon.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado – 12h00 às 19h00
Entre o caos e o cosmos, toda certeza é abdicada, todo sagrado é profanado. Entre Hades e Atenas, neste território de ruínas e presságios onde tudo o que é sólido se desmancha no ar, despertam as Erínias — sombras guardiãs de uma memória recusada, ferida, corrompida. Seus cânticos ecoam contra o silêncio imposto por séculos de colonialidade, contra a museificação de corpos que nunca puderam repousar em paz. Elas finalmente retornam, não como espetáculo exótico para olhares que as consumiram, mas como espectro que recusa ser domesticado pela história oficial. Sua carne já não é vitrine: é fissura, rasgo e convocação. Cada fragmento exposto não é objeto, mas testemunho — lembrança viva de que o corpo não é destino, mas invenção política erguida sobre a violência da classificação, do olhar e do desejo. Aqui, arquivos se incendeiam, monumentos se desmoronam e as fronteiras entre mito e história se esvaem. Não há neutralidade possível: cada passo é um pacto com os fantasmas que aqui se erguem, cada olhar é atravessado por aqueles que foram obrigados a sustentar o fardo de uma modernidade manchada. Por isso, antes de entrar, atenção: este espaço não oferece conforto – é rito profano e escárnio, é futuro que só pode nascer da recusa em esquecer.
adeus, portugal — exposição de olavo costa
Set 18 2025
04 > 19 SETEMBRO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 04 de setembro, pelas 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Adeus, Portugal de Olavo Costa.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Adeus, Portugal não é uma despedida, é um até logo a uma memória cada vez mais distante. Um Portugal que podia ter sido, está agora completamente soterrado. E que país era este? O país dos meus avós.
Um país pelo qual milhares de homens e mulheres comunistas, camaradas e amigos lutaram até à morte para nos levantar da noite. Um país em que o meu avô e a minha avó acreditaram com todas as suas forças e vontades, viram a revolução e à sua maneira cumpriram a revolução até ao fim. As suas tarefas revolucionárias consistiam numa variedade de atividades, tais como, reuniões de militantes, inaugurações de centros de trabalho, apresentação de livros, levar os netos a almoçar na COOPPOFA (Cooperativa de Consumo Popular de Faro), ou, por vezes, no Barracosa, um restaurante nos Gorjões, obviamente quando haviam comícios do PCP os nossos lugares estavam lá guardados, para comer arroz de marisco ou jardineira. Ainda dentro das tarefas revolucionárias, as mais importantes eram, irmos comer gelado na casa do Benfica em São Brás de Alportel e depois passear no Jardim Alameda em Faro.
Todas estas ações foram as suas grandes contribuições para este Portugal de que agora com mágoa nos despedimos.
Esta exposição não consiste num ato de oposição, porque oposição todos fazem em part-time, é uma demonstração artística com a qual o espectador está convidado a interagir, e acima de tudo é um ato de resistência. Para não esquecermos o Portugal que queríamos que fosse, um passeio à tarde com os avós.
alice dos reis vencedora do prémio novos artistas fundação edp 2024
Set 01 2025
10 ABRIL > 08 SETEMBRO 2025 I MAAT – MUSEU DE ARTE, ARQUITETURA E TECNOLOGIA
Alice dos Reis, licenciada em Arte Multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, foi a vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2024, com a obra de cinema e tapeçaria “entre vidas”.
Alice dos Reis (n. 1995, Lisboa) é artista visual e realizadora. O seu trabalho foi apresentado a solo e em grupo no Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto), Canal Projects (Nova Iorque), Palais de Tokyo (Paris), Galerie d’Italia (Turim) EYE Filmmuseum (Amsterdão), Kunsthalle Lissabon (Lisboa), Galerias Municipais de Lisboa, Galeria Municipal do Porto, entre outros. Os seus filmes foram mostrados em vários festivais de cinema nacionais e internacionais como o Sheffield DocFest, IndieLisboa IFF, DocLisboa IFF e Curtas Vila do Conde IFF. Em 2019 foi a artista vencedora do Prémio Novo Banco Revelação, e em 2018 recebeu o prémio VISIO Young Talent Acquisition Prize. Recentemente, recebeu a Bolsa de Artes Plásticas da Fondacion Botín (2022-2023) e anteriormente, o Mondriaan Fonds Stipend for Young Artists (2020-2021). Com um mestrado em belas artes pelo Sandberg Instituut, Amsterdão, encontra-se a desenvolver um projeto de doutoramento em Creative Media na City University em Hong Kong. É co-fundadora da Pântano Books, uma editora de poesia independente.
Inaugurou no dia 10 de abril, no MAAT Central – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, a exposição Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2024. No mesmo dia, às 18h00, realizou-se uma visita especial com os artistas e os curadores.
A exposição da 15ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP apresenta, no MAAT Central, propostas de Alice dos Reis, Evy Jokhova, Francisco Trêpa, Inês Brites, Maja Escher e Sara Chang Yan.
Alice dos Reis, Francisco Trêpa, Inês Brites e Maja Escher, ex-alunos da Faculdade de Belas-Artes, são quatro dos seis finalistas selecionados para a 15.ª edição do Prémio Novos Artistas Fundação EDP.
Estes artistas foram selecionados entre cerca de 600 candidaturas avaliadas por um júri constituído por Catarina Rosendo (professora universitária e curadora), Luís Silva (curador e diretor da Kunstalle Lissabon) e Sérgio Mah (diretor-adjunto do MAAT e professor universitário).
No decorrer da exposição, um júri internacional irá nomear o artista vencedor, que a Fundação EDP premiará com um valor de 20 000 euros.
O Prémio Novos Artistas Fundação EDP foi criado em 2000 com o objetivo de apoiar e dar visibilidade à produção de artistas emergentes nas artes plásticas e visuais. É reconhecido como um dos mais relevantes no panorama das artes em Portugal. Nas suas edições anteriores foram distinguidos: Joana Vasconcelos (2000), Leonor Antunes (2001), Vasco Araújo (2002), Carlos Bunga (2003), João Maria Gusmão e Pedro Paiva (2004), João Leonardo (2005), André Romão (2007), Gabriel Abrantes (2009), Priscila Fernandes (2011), Ana Santos (2013), Mariana Silva (2015), Claire de Santa Colomba (2017), Diana Policarpo (2019) e Adriana Proganó (2022).
monumento-nu — exposição de letícia larín
Ago 26 2025
02 > 19 SETEMBRO 2025 I CORREDOR LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 02 de setembro, às 17h00, no corredor do Auditório Lagoa Henriques da Faculdade de Belas-Artes a exposição Monumento-Nu de Letícia Larín, com a colaboração de Roberto Chipe, Kunhã Ysapi e Ariel Komé.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a sábado – 11h00 às 19h00
Monumento-Nu é a terceira e última exposição individual resultante do meu doutoramento em Escultura na FBAUL. A primeira, Fuuu… (Sopro) Tááá: Marãny, abordou o termo que me foi oferecido pelo xamã Roberto Chipe –Fuuu… (Sopro) Tah: Marãny–, e a segunda, Cemitério Indígena: Movimentos ao Autoexílio Kaiowá e Guarani, elementos das culturas materiais Kaiowá e Guarani que entendi como os mais afins ao monumento ocidental –kurusu (cruz) tumular, óga pysy e óga guasu (casas de reza, respetivamente, Kaiowá e Guarani) e yvyra marãngatu e tata rendy henda’i (tipos de “altar”, respetivamente, Kaiowá e Guarani). O presente conjunto de trabalhos, por sua vez, pontua o percurso que visou objetivamente projetar o monumento-nu Fuuu… (Sopro) Tah! Marãny: Cemitério Indígena.
Mobilizada pelo ímpeto de apoiar a luta e conhecer as cosmovisões indígenas Kaiowá e Guarani, o principal objetivo da minha tese foi elaborar um monumento a esses povos para Portugal. O foco na região de Dourados deu-se por ela ser, no Brasil, das mais violentas com respeito a pessoas originárias, devido a interesses do agronegócio, à presença de igrejas pentecostais, à proximidade entre a cidade e a Reserva Indígena de Dourados, a preconceitos com os modos tradicionais de ser –teko porã (Bem Viver)– etc. Por outro lado, aí também é intensa a resistência indígena, através de retomadas e das grandes assembleias Kaiowá e Guarani.
O monumento, por sua vez, é dos elementos ocidentais mais explicitamente impregnados pela discursividade do poder a ser imposta à população. O trato com esses esquemas de nítidos conflitos deveu-se à busca por revelar com alto contraste as problemáticas que os permeiam, desencadeadas pela invasão, colonização, exploração e submissão de Abya Yala (América), e que seguem a vigorar por civis nacionais que primam pelo acúmulo egoísta e ignoram o compêndio histórico que instaurou o sistema de atual predomínio, o qual, por sua vez, não logrou extinguir a diversidade de maneiras de se viver. Propus-me ainda, abertamente, ao risco do fracasso, para testar verdadeiramente certos limites.
Nesta mostra está um recorte dessa investigação onde o monumento foi diretamente reflexionado, por projetos e experimentos processuais realizados em Lisboa, e também em Dourados, onde estive por seis meses a desenvolver um trabalhou de campo. Além do tipo de caderno de campo “Caixa Verde”, algumas peças surgiram da colaboração com Roberto Chipe, Kunhã Ysapy e Ariel Kowé. A problemática de criar um monumento junto a culturas que não contemplam esse conceito ocidental, foi trabalhada principalmente pela escuta e abertura mental, e é por essa dinâmica de fratura da mentalidade ocidental que se apresentam, ainda, alguns esquemas reflexivos.
A performance e a intervenção no espaço urbano, tanto num âmbito concreto quanto imaginário, emergiram como estratégias para estabelecer relações sensíveis com monumentos “duros” e impávidos. Foi também bastante trabalhado o estratagema da armadilha. Assim como “conquistadores” penduravam sedutores artefactos em vidro e metal em meio à floresta para atrair indígenas, fase prévia à persuasão que se chamava “namoro”, o presente monumento-nu seguiu as indicações do líder espiritual Kaiowá Chipe e se fez com o formato de uma cruz.
A zona auferida para a instalação do presente monumento foi a de Belém, em Lisboa, e desenvolvi o conceito de “monumento-nu” devido à ideia de que os adornos originários –sejam diademas, pinturas corporais, ou mesmo sementes e enfeites em penas a conformar chocalhos– são escolhidos para que se mostre publicamente quem se é. Com isso, a arte de adornar é a de transparecer quem se é, de comunicar à comunidade sobre si com a maior honestidade e precisão possível. Daí advém a ideia de que, quanto mais se é adornado, mais se é nu.
No presente caso, o aspeto que mais ressalta é a mencionada cruz. Ela é de fato uma presença nitidamente reconhecível pelos Kaiowá e Guarani, mas para ser captado por pessoas brancas, é necessário que essas se dispam, abram-se ao que não conhecem. É certo que essa obra aqui projetada chama a atenção de adeptos do cristianismo, e os leva a reflexionar sobre o seu sentido: essa é a armadilha. Pois na realidade, essa cruz é o chiru kurusu (cruz de chiru), o elemento mais poderoso das cosmovisões Kaiowá e Guarani.
O chiru kurusu ministra fenómenos e instâncias espirituais, e pode inclusive causar o cataclismo. É dele que depende o equilíbrio da Terra, e é por isso que ele não deve estar nervoso, pois se assim ele ficar, o planeta pode desabar. O chiru kurusu fica no centro da casa de reza e representa o principal, isto é, a ou o líder –tanto quanto à espiritualidade, à política etc.–, e é sustentado por dois paus laterais, que representam a comunidade a erguer aquele ou aquela que a guia. Caso esse ou essa principal deixe de mostrar-se verdadeiramente, o grupo ao seu redor deixa de erguê-lo ou erguê-la e segue por outro caminho. Fica assim, por fim, a potente ideia de podermos seguir para outros lados, de nos transformarmos em outras vidas.
Exposição patente de 28 de agosto a 19 de setembro
Prova de Doutoramento: 10 de setembro às 14h30 na sala 2.07
Júri: Sandra Tapadas [presidente], Nuno Faria [1º arguente], Manuela Ribeiro Sanches [2º arguente], Marta Soares, Helena Elias, Ângela Ferreira, Carlos Vidal [orientador].
première — 30ème édition
Ago 25 2025

10 JULHO > 31 AGOSTO 2025 I CENTRO DE CULTURA E DE CONGRESSOS DO ESTORIL
Inaugura no dia 10 de julho, às 18h00, no Centro de Cultura e de Congressos do Estoril, a exposição PREMIÈRE, na sua 31ª edição.
Esta mesma exposição PREMIÈRE, na sua 30ème Édition, esteve patente no Centre D’Art de Meymac, em França, de 20 de 0utubro de 2024 até 12 de janeiro de 2025.
Première é um programa prospectivo, iniciado e desenvolvido, desde há 30 anos, pela Abadia de Saint André – Centro de Arte Contemporânea de Meymac, selecciona e convida diplomados/as de escolas de arte francesas parceiras do projeto, aos quais e às quais é proposta uma exposição – no Centro de Arte Contemporânea de Meymac ou numa instituição parceira – acompanhada de um texto crítico sobre o trabalho de cada artista e de um CATÁLOGO.
O Centre d’Art tem vindo a desenvolver ligações com o meio artístico português desde 2018, reforçadas em 2022 durante a Temporada França-Portugal com a a participação de escolas de arte portuguesas na Première. Este sucesso levou à renovação do programa em 2024.
Esta nova edição franco-portuguesa teve a curadoria de Caroline Bissière e Jean-Paul Blanchet do Centre d’art de Meymac e Luísa Soares de Oliveira, historiadora de arte.
As escolas participantes são :
Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha
Politécnico de Leiria
Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
École européenne supérieure de l’image de Angoulême-Poitiers
École nationale supérieure d’art de Bourges
École supérieure d’art de Clermont Métropole
École nationale supérieure d’art et de design de Limoges
A Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa está representada pelos estudantes Cygny Malvar do Departamento de Desenho, Francisco Figueiredo Lopes do Departamento de Escultura, Manuel Ferreira do Departamento de Pintura e Ricardo Leandro do Departamento de Arte Multimédia.
Centro de Cultura e de Congressos do Estoril inaugura primeira exposição
Centro de Congressos do Estoril ganha novo nome e torna-se num espaço cultural
o diabo, a bruxa e deus todo poderoso — exposição de lola ramos
Ago 25 2025
07 > 28 AGOSTO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 07 de agosto, às 17h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição O Diabo, a Bruxa e Deus Todo Poderoso de Lola Ramos. A exposição ficará patente até 28 de agosto.
Horário: 3ª a 6ª entre as 14h00 e as 17h00.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A exposição O Diabo, A Bruxa e Deus Todo Poderoso propõe uma imersão na história da bruxaria em Portugal, um período marcado pela perseguição e invisibilização de homens e mulheres dissidentes. Através das obras da artista Lola Ramos, procura-se lançar luz sobre aquelas que foram acusadas do crime de bruxaria, prestando-lhes homenagem e propondo uma releitura da feitiçaria — não como um mito simplificado, mas como uma forma de conexão com um legado complexo e multifacetado.
As obras exibidas não buscam apenas representar o passado, mas reimaginar a bruxaria como um portal para a compreensão da história invisibilizada das mulheres. A Cisterna, com a sua atmosfera carregada de memória, torna-se o palco ideal para este reencontro com o passado, convidando o público a um diálogo com as sombras da história.
salgueiro maia e o comboio sem reservas – entre castelo de vide, coruche e santarém
Ago 24 2025
01 JULHO > 01 SETEMBRO 2025 I IGREJA SÃO JOÃO BAPTISTA, CASTELO DE VIDE
Inaugura no dia 1 de julho, às 10h00, na Igreja de São João Baptista, em Castelo de Vide, a exposição de pintura e desenho Salgueiro Maia e o comboio sem reservas.
Na inauguração, José Quaresma, coordenador do projeto expositivo, apresentará um livro sobre os temas abordados nos trabalhos ali instalados.
Este evento é passível de ser fotografado/filmado, sendo essas imagens divulgadas nas redes social da FBAUL.
Inaugurou no dia 28 de maio, às 18h30, no Núcleo Museológico de São João de Alporão em Santarém, a exposição Salgueiro Maia e o comboio sem reservas – entre Castelo de Vide, Coruche e Santarém. Na inauguração, José Quaresma, coordenador do projeto expositivo, lançará um livro sobre os temas abordados nos trabalhos ali instalados. A exposição ficou patente até 22 de junho.
A exposição articula um núcleo pessoal de obras em torno da força que Salgueiro Maia continua, felizmente, a emanar no presente, e cerca de cinquenta trabalhos de crianças do 3º e 4º anos do Centro Escolar Salgueiro Maia, em Santarém, também alusivos ao nosso Capitão de Abril, na esperança de que possam vir a ser os “semeadores” da esperança numa sociedade mais livre, mais justa e também com mais capacidade para suspender o caos e a desinformação.
Desenvolvida em três dos lugares onde Maia cresceu e viveu, nomeadamente Castelo de Vide, S. Torcato (Coruche) e Santarém, a experiência no S. João de Alporão será posteriormente realizada em Castelo de Vide (em julho), com cinquenta crianças desta terra, e em Coruche (em Outubro), com cinquenta jovens do Ensino Secundário deste concelho.
Para mais informação relativa ao projecto, deixo estas linhas da Introdução do livro a lançar a 28 de maio:
“Ao intervir na nossa realidade, em 1974, com os seus “camaradas de armas”, conjugando as suas acções com “a maré povo” (Ary dos Santos) em sobressalto, Salgueiro Maia, com a determinação e o sentido de futuro que o caracterizavam, antecipou e projectou, no seu tempo, o contexto dos nossos próprios dias. Realizou-o, como é sabido, com uma energia incessante, uma profunda noção de esperança e uma aguda consciência de plasticidade social.
[...]
É, pois, pela actual e futura defesa da Liberdade herdada de Abril que se propõe este projecto artístico e pedagógico, contributo individual e colectivo para continuar a defendê-la de forma obstinada e criativa, numa estreita relação com a Casa da Cidadania em Castelo de Vide, tendo também em consideração a salvaguarda popular e institucional dos valores simbolizados por Salgueiro Maia nos municípios de Santarém e de Coruche. Para a respectiva materialização realizam-se três exposições em Santarém, Castelo de Vide e em Coruche (com extensão a São Torcato numa estreita ligação com a Escola-Museu Salgueiro Maia desta terra). Estas exposições consistem na apresentação de pinturas e desenhos sobre Salgueiro Maia da minha autoria, harmoniosamente conjugadas com painéis de desenhos realizados por cerca de seis turmas de vinte e cinco alunos cada, em escolas dos três lugares mencionados, cuja coordenação será da curadora Lúcia Saldanha, responsável pela Galeria PeP (Portugal entre Patrimónios), do Museu Nacional de Arte Contemporânea. Paralelamente às exposições e à edição em catálogo dos trabalhos das cento e cinquenta crianças e jovens, publicam-se também diversos textos alusivos aos temas aqui mencionados, assim como testemunhos da atmosfera experienciada pelas inúmeras crianças aquando da realização dos seus trabalhos.”
José Quaresma
os grandes vencedores do concurso ‘paez nas belas-artes 2.0’ marta almeida e martim carvalho
Ago 23 2025
MARTA ALMEIDA E MARTIM CARVALHO VENCEDORES DO CONCURSO PAEZ NAS BELAS-ARTES 2.0
Sobre a Paez
Com mais de 100 mil pares produzidos todos os anos, a Paez consolida-se como uma das marcas de calçado de verão mais reconhecidas pelo público português. A marca foca-se em oferecer o melhor produto possível, com o máximo conforto e estilo.
Os últimos anos ficaram marcados pelo lançamento da primeira coleção 100% vegan, pela introdução de materiais reciclados na sua produção e pelo relançamento da coleção de Inverno.
A Paez, para além da clássica alpergata, oferece também as categorias de sucesso CLOGS, MARY JANES, MOC, MULE, TULIPAS, entre outras, e em 2025 acrescentará à sua oferta, as LACES, as PLATFORM MARY JANES e as SANDAL BIO.
Paez, walk the talk.
Saiba mais em paez.com ou siga-nos em @paezshoes no Instagram, Facebook, Linkedin, Pinterest e Tik Tok
Programa de Educação em Empreendedorismo – As Escolas da Universidade de Lisboa disponibilizam unidades curriculares partilhadas, em empreendedorismo e inovação.
Ago 23 2025As Escolas da Universidade de Lisboa disponibilizam unidades curriculares partilhadas, em empreendedorismo e inovação.
Destinado aos estudantes de Licenciatura, de Mestrado ou de Doutoramento da ULisboa que procuram desenvolver novas competências e novas ideias empreendedoras, proporcionando a inscrição em Unidades Curriculares de várias Escolas da ULisboa, gratuitamente e com atribuição de créditos.
Aposta hoje no teu amanhã!
Como te podes inscrever?
- Os estudantes devem preencher formulário específico no Fénix ou nos serviços académicos da sua Escola de origem;
- Os serviços académicos da tua Escola de origem enviam o teu formulário para a Escola de destino, que confirma a existência de vaga e te inscreve no Fenix;
- A frequência das aulas, o calendário, o regime de faltas e a tua avaliação processa-se de acordo com os regulamentos e práticas pedagógicas e de avaliação vigentes na Escola de destino.
Que Unidades Curriculares podes frequentar?
1º ciclo – LICENCIATURA
1º semestre:
Entrepreneurial Finance, ISEG
Horário: 2ª e 4ª feira (14h30-16h30)
Calendário: a disponibilizar brevemente
Empreendedorismo em Ciências, FC
Uma UC onde, juntando estudantes de várias áreas da ciência e tecnologia, se descobre o mundo do Empreendedorismo e Inovação, com foco no futuro do mercado de trabalho, e como o mindset empreendedor é crucial para o sucesso profissional.
Horário: 2.ª feira 10h-12h | 17h30 – 19h30 | 5.ª feira 10h – 12h
Calendário: a disponibilizar brevemente
Gestão Cultural, FL
Esta UC introduz os estudantes em métodos e práticas de gestão de projetos empreendedores orientados especialmente para o sector cultural e as indústrias criativas, desde a ideia e respetiva concetualização, passando pela contextualização e elaboração, até à respetiva formalização.
Horário: a disponibilizar brevemente
Calendário: a disponibilizar brevemente
2º semestre:
Empreendedorismo para a sustentabilidade, ISEG
Esta UC permite identificar e validar ideias e modelos de negócios como foco em problemas de sustentabilidade (ambiental, social e corporativa), através da elaboração de um business model e sua apresentação através de um pitch.
Horário: a disponibilizar brevemente
Calendário: a disponibilizar brevemente
Empreendedorismo & Inovação, FMH
Esta UC pretende sensibilizar-te e capacitar-te para a importância do empreendedorismo e da inovação, enquanto motores da economia, dando ferramentas e trabalhando competências que te permitem a futura criação do teu próprio negócio.
Horário: 6.ª feira das 9h – 13h
Calendário: 26 de janeiro de 2025 a 16 de maio de 2025
Empreendedorismo, IE
Ser empreendedor e educar para empreendedorismo! Uma UC onde se pode criar um projeto colaborativo inovador na área da educação e formação. Quais os principais aspetos a considerar? Ideia, formato, objetivos, caracterização, marketing e orçamento.
Horário: 5.ª feira 10h00-13h00
Calendário: a disponibilizar brevemente
Empreendedorismo em Ciências, FC
Uma UC aberta a todas as áreas de estudo de 2º ciclo, onde consciencializar para a importância de conectar o conhecimento científico ao mundo e sociedade é o fator-chave.
Horário: 2.ª feira 10h -12h ou 4.ª feira 10h-12h ou 4.ª feira 17h-19h
Calendário: a disponibilizar brevemente
Empreendedorismo e Inovação, ISCSP
Vem propor uma ideia empreendedora e elaborar o modelo canvas. Quem sabe não te tornas empreendedor(a)!
Horário: a disponibilizar brevemente
Calendário: a disponibilizar brevemente
Gestão do Design e Empreendedorismo, FBAUL
Esta disciplina tem como objetivo aumentar o potencial competitivo dos alunos enquanto players do mercado: Ter uma percepção correta de Mercado. Propiciar uma reflexão informada acerca da participação do design na economia. Introduzir às estratégias e instrumentos de gestão.
Horário: 3ª feira (14h – 16h30m)
Calendário: a disponibilizar brevemente
2º ciclo – MESTRADO E MESTRADO INTEGRADO
1º semestre:
Empreendedorismo, ISEG
Esta UC apresenta as ferramentas necessárias para identificar, testar e amadurecer ideias de negócio, desenvolvidas através do método dos planos de negócios e business model canvas.
Horário: 4ª feira (9h30-11h30) (21h-23h)
Calendário: a disponibilizar brevemente
Empreendedorismo Social, ISEG
Esta UC apresenta os conceitos de empreendedor social e empreendedorismo social, definição de tipos de empreendedorismo, ideias sociais para oportunidades sociais.
Horário: 3ª feira (13h – 16h)
Calendário: a definir
Gestão de Projeto e Empreendedorismo, FMH
Na UC de GPE pretende-se que desenvolvas o conhecimento sobre técnicas e ferramentas de gestão de modelos de negócios e de design de produtos e serviços para que consigas dar resposta aos constantes desafios societais, de uma forma sustentável, integrada e participativa.
Horário: Blocos de 3 a 4 horas (num total de 35 horas) a funcionar dentro do seguinte horário – 6.ª feira 13h30 – 17h30 ou das 17h30 – 22h00 (com meia hora para jantar), sábados 9h00-13h00 ou 13h30-16h30.
Calendário: a disponibilizar brevemente
Nota: Está condicionada à abertura do mestrado em Ergonomia
Empreendedorismo de Base Tecnológica, IST
Esta UC está focada na interação entre tecnologia, engenharia, inovação social/frugal, visando a criação e difusão de bens, serviços, modelos replicáveis e programas que respondem às necessidades sociais de indivíduos e comunidades vulneráveis no mundo.
Horário: a definir
Calendário: a definir
2º semestre:
Mindset Empreendedor, FC
Uma UC onde o foco é ajudar os estudantes a enquadrar os seus projetos num contexto que lhes permita aproximar a sociedade das suas áreas de estudo, com a exploração da perspetiva financeira e fontes de financiamento a ganhar particular destaque ao longo do semestre.
Horário: 2.ª feira 16h – 18h
Calendário: a disponibilizar brevemente
Empreendedorismo e Inovação, ISCSP
Para conhecer as ferramentas de desenvolvimento de empreendedores, de organizações empreendedoras e de ecossistemas!
Horário: a disponibilizar brevemente
Calendário: a disponibilizar brevemente
Empreendedorismo de Base Tecnológica, IST
Esta UC está focada na interação entre tecnologia, engenharia, inovação social/frugal, visando a criação e difusão de bens, serviços, modelos replicáveis e programas que respondem às necessidades sociais de indivíduos e comunidades vulneráveis no mundo.
Horário: a definir
Calendário: a definir
Nota: Os estudantes poderão candidatar-se aos E.Awards, prémio para os melhores projetos de inovação e empreendedorismo do Técnico. Mais informações
Inovação Produto e Processo, FBAUL
Consolidação dos princípios de Design como metodologia de Inovação – o que é, como se pratica, diferentes níveis e contextos de aplicação. Aquisição de conhecimentos a nível das metodologias criativas e de suporte ao processo de Design e de competências operativas na utilização do Design como ferramenta de Inovação.
Horário: a definir
Calendário: a definir
Entrepreneurship, ISEG
Horário: 5ª feiras (18h-20h)
Calendário: a disponibilizar brevemente
3º ciclo – DOUTORAMENTO
1º semestre:
Inovação e Empreendedorismo, FC
Como enquadrar projetos de doutoramento num contexto que aproxima a sociedade das suas áreas de estudo e explorar diferentes abordagens de financiamento futuro.
Horário: a disponibilizar brevemente
Calendário: a disponibilizar brevemente
2º semestre:
Inovação e Empreendedorismo, FC
Como enquadrar projetos de doutoramento num contexto que aproxima a sociedade das suas áreas de estudo e explorar diferentes abordagens de financiamento futuro.
Horário: a disponibilizar brevemente
Calendário: a disponibilizar brevemente
A Universidade de Lisboa incentiva a interdisciplinaridade, favorecendo a mobilidade dos estudantes entre as várias Escolas (Despacho Reitoral nº 17/2022).
A oferta de uma formação em empreendedorismo e inovação é proporcionada e incentivada para todos os estudantes da Universidade de Lisboa. Sempre que os curricula dos ciclos de estudos contemplem a possibilidade dos estudantes frequentarem unidades curriculares optativas em áreas científicas diferentes das fundamentais desse ciclo de estudos, serão disponibilizadas vagas em unidades curriculares de empreendedorismo e inovação para mobilidade interna e inscrição por estudantes de qualquer Escola da Universidade de Lisboa (Despacho Reitoral n.º 161/2022).
coleção lições de arte e design da fbaul na exposição fedrigoni top award
Ago 23 2025
A coleção Lições de Arte e Design, editada pelo CIEBA-FBAUL, com coordenação do Professor Sérgio Vicente e design de Tomás Gouveia, ex-aluno da FBAUL, foi selecionada para integrar a exposição dos vencedores e finalistas do prémio Fedrigoni Top Award. A exposição teve lugar no Pavillon Gabriel, em Paris, no dia 5 de junho de 2025.
O Fedrigoni Top Award é um prestigiado prémio internacional que distingue projetos de design gráfico, editorial e packaging que se destacam pelo uso criativo e de elevada qualidade dos papéis Fedrigoni.
Entre centenas de candidaturas submetidas por designers e estúdios de todo o mundo, apenas os 100 melhores projetos, escolhidos por um júri internacional, foram selecionados para esta exposição.
que emoção! – exposição finalistas pintura 2023-2024
Ago 18 2025
29 JULHO > 23 AGOSTO 2025 I SALÃO DA SOCIEDADE NACIONAL BELAS-ARTES
Inaugura no dia 29 de julho, às 18h30, no Salão da Sociedade Nacional de Belas Artes, a exposição QUE EMOÇÃO! – Finalistas Pintura 2023-2024. A exposição ficará patente até 23 de agosto.
Será, no mesmo dia, lançado o catálogo da exposição.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário
2ª a 6ª: 12h/19h
sábado: 14h/19h
Que EMOÇÃO?
Sabemos o que é uma EMOÇÃO. Diversas ciências deram contributos nesse esclarecimento. De um modo sucinto, a EMOÇÃO é uma resposta complexa do organismo a um estímulo. Sabemos também que as emoções são cruciais para a nossa sobrevivência. Segundo Paul Ekman, existe um conjunto de emoções primárias que desempenham um papel primordial, sejam elas: a tristeza, o medo, a alegria, a repulsa, a raiva ou a surpresa. Todas elas são determinantes nas decisões que tomamos e que podem ter impacto na manutenção, ou não, do nosso bem-estar.
Parece-me pertinente adicionar o seguinte: o que pode uma EMOÇÃO proporcionar? Sem dúvida, uma das possibilidades mais desafiadoras é o seu potencial transformador. Nesse sentido, a arte, enquanto processo que potencia emoções, tem o poder de construir; tem o poder de regenerar sujeitos e de, sujeito a sujeito, melhorar pequenas comunidades. Talvez por isso a arte seja tão hostilmente tratada, até mesmo amputada, por certos regimes. A arte é uma liberdade transformadora, para quem a faz, para quem a vê e para quem a apoia.
Uma exposição de finalistas é mais do que uma EMOÇÃO: é um fim e um começo, é uma alegria e um susto, é satisfação com o passado e expectativa com o futuro – mas não será o futuro sempre expectante? … Que EMOÇÃO, esta é uma EMOÇÃO sentida com o corpo todo, é a EMOÇÃO de concluir a obra, a EMOÇÃO que a obra produz, a EMOÇÃO de a partilhar, a inquietação e o desassossego de ter terminado um ciclo de ensino.
Regressemos à exposição, à partilha, à razão de ser ou de produzir. Neste contexto, temos a EMOÇÃO do artista e a EMOÇÃO do público, ambas com o corpo todo, ambas com os tempos todos… mas peço-vos… esqueçam o instante. O humano não domina o instante. Apreciem, desfrutem, experienciem, contemplem. Os modos podem ser diversos, mas a EMOÇÃO, se se permitirem, pode ser grande. Consequentemente, a experiência, a EMOÇÃO mais transformadora, poderá ser, não a de procurar o que faríamos, mas a de encontrar o outro no que está diante de nós. A EMOÇÃO do eu está ontologicamente garantida e a arte pode ativar a EMOÇÃO com e pelo outro, encontrando-o no reconhecimento de procedimentos, de cores, de formas, de assuntos, relacionando-se corpo a corpo – o nosso corpo e o da obra. Neste diálogo, podemos pedir à obra que complete a EMOÇÃO que nos falta. Por um curto tempo que seja, permitam-se perderem-se com a obra e encontrar um território comum. Um território que, certamente, contribuirá para a descoberta de uma EMOÇÃO que será a razão de ser.
A EMOÇÃO tem a capacidade de compreender o passado, mas também tem o poder de transformar o que há de vir. Esta exposição é um balanço, não apenas para quem a vem ver, mas, sobretudo, para quem a produz – aquele que, ao recuar de costas para ganhar velocidade e aumentar a amplitude do salto que pretende fazer, conseguirá chegar mais longe. É assim que estes jovens artistas chegam a esta emblemática sala de exposição da cidade de Lisboa. As suas obras são heterogéneas como a celebração o exige, as dimensões, as técnicas, os formatos, as cores e os suportes, contêm as vontades de cada um destes artistas, incluem todas as suas EMOÇÕES, que se manifestam de diferentes modos, mas que têm um denominador comum: uma intensidade e uma energia máxima.
Não posso falar apenas de Pintura para me referir a esta exposição dos alunos da Licenciatura de Pintura da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Aqui, a pintura é um território que se constrói adicionando diferentes perspetivas, segundo um entendimento inclusivo. Criar é muito difícil e os limites devem ser os de cada sujeito singular, uma vez que a liberdade criativa tem de estar garantida. Se a pintura nos escapa no suporte, encontramo-la na cor; se nos escapa na matéria, é segurada pelo pensamento; se divaga do plano, reconhecemo-la na forma.
Estes alunos começaram esta licenciatura, maioritariamente em setembro de 2020, tendo iniciado o seu ciclo de estudos num dos mais singulares momentos da nossa história recente porque, no início do seu percurso académico, ficaram em casa. O ensino à distância dominou uma parte significativa dos seus estudos e, nesse período, a partilha de EMOÇÕES foi afetada e a aprendizagem em grupo, perturbada. Mas, em resposta a essa circunstância, o reencontro com a dimensão física – do toque, da matéria, do sorriso e do abraço – transformou-se em obra e matéria criativa, participando destes percursos de ensino-aprendizagem. Estes são sempre singulares, à semelhança do que acontece com a produção em arte, que afirma o carácter autoral e diferente de cada autor. Com ele se expõe e se dá a ver a EMOÇÃO que afeta cada um na sua procura e no seu desassossego pessoal, revelando o que Darwin associava a uma fragilidade social e cultural. Aqui, reescreve-se permanentemente o sentido da EMOÇÃO, na medida em que ela é sempre experienciada e partilhada na máxima intensidade e autenticidade.
Quando ao título da exposição (Que emoção!) adicionamos o título deste texto (Que emoção?), fica estabelecida uma citação direta a uma conferência que George Didi-Huberman pronunciou a 13 de abril de 2013, no teatro Montreuil, nos arredores de Paris. Neste sentido, a diferença na pontuação que distingue as duas frases amplia a experiência emocional. Se, por um lado, o ponto de exclamação se materializa numa entoação de excitação, entusiasmo ou surpresa, podendo constituir uma EMOÇÃO intensa e positiva, a frase na interrogação, por outro lado, formaliza uma questão, procurando identificar, quer o tipo de emoção ali presente, quer alguma dúvida e curiosidade que ela possa suscitar. Em suma, o uso destes dois sinais de pontuação cria um conflituante território de posicionamento, que convida a uma ampliação experiencial – que EMOÇÃO.
Nuno Sousa Vieira junho de 2025
min min lights, part l — exposição de maria leonardo cabrita
Ago 10 2025
07 > 27 AGOSTO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 7 de agosto, às 18h00, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Min Min Lights de Maria Leonardo Cabrita.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Horário: 2ª a 6ª – 11h00 às 17h00; sábado – 11h00 às 16h00
Min Min Lights é um fenómeno luminoso noturno observável no deserto australiano, na região de Outback.
Estas aparições têm sido descritas como uma ou várias esferas de luz que surgem em movimento perto da linha do horizonte. Os relatos mais antigos entre os colonos remontam a 1918 quando um local declarou à polícia ter sido perseguido por uma luz sinistra durante uma viagem nocturna a cavalo. Nas diversas culturas dos aborígenes da região, contudo, o fenómeno faz parte de uma narrativa mais antiga, pertencente ao Tempo dos Sonhos, onde a realidade, os mitos e o espírito se entrelaçam.
Em 2002, o neurocientista John D. Pettigrew propôs uma explicação científica, classificando as Min Min Lights como miragens atmosféricas resultantes de refracções térmicas. Apesar desta elucidação, no entanto, o fenómeno continua a suscitar múltiplas interpretações revelando uma resistência colectiva à sua resolução.
Em 2024, Maria Leonardo Cabrita parte até às origens geográficas do fenómeno. Esta exposição apresenta os fragmentos desse percurso: A documentação do território australiano, arquivos e testemunhos de quem as viu, ouviu ou sentiu; objetos inspirados por encontros com o inexplicável; reflexões visuais e sonoras que dão corpo ao invisível. Tal como os observadores, a sua pesquisa acabou por levantar mais questões do que respostas. Min Min Lights parte I, reúne assim uma primeira busca a estas indagações. É uma exposição que convida a habitar o enigmático, assumindo-se no limiar do documentário e da ficção, da ciência e da imaginação.
Prémios Científicos ULisboa/Caixa Geral de Depósitos 2025 Distinguidos mais de 50 Docentes e Investigadores da ULisboa
Jul 30 2025entre linhas
Jul 20 2025
15 > 25 JULHO 2025 I GALERIA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 15 de julho, às 18h30, na Galeria da Faculdade de Belas-Artes a exposição Entre Linhas.
A exposição Entre Linhas reúne os projectos dos finalistas do curso de Pós-Graduação em Ilustração e Narrativa Visual* do Departamento de Desenho da FBAUL.
Fechando a 3a edição deste curso, dá-se assim a conhecer a diversidade do trabalho desenvolvido por este grupo de estudantes mas também as experiências motivadas pelas propostas das docentes responsáveis Alice Geirinhas, Joana Mosi, Susana Oliveira e Manuel San-Payo, e dos professores convidados António Jorge Gonçalves, Constança Saraiva e Lígia Fernandes e Mariana Carrolo.
A exposição estará aberta na Galeria da FBAUL de 15 a 25 de Julho de 2025, e conta com a participação de:
Amanda Góss
António Domingues
Carolina Ganhão
Catarina Santos
Catarina Serafim
Inês Matias
Íris Oliveira de Sousa
Lucia Saavedra Cacho
Maria Felício
Maria Pratas
Mariana Almeida
Nicole Cerveira
Nuno Almeida Martins
Horário: 2ª a sábado entre as 11h00 e as 19h00
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente. Autoria da imagem da exposição de Catarina Serafim.
* A Pós-Graduação em Ilustração e Narrativa Visual é um curso oferecido no âmbito do programa “Impulso Adulto” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
reborn mosaic — exposição de isabel bentes
Jul 13 2025
09 > 17 JULHO 2025 I CORREDOR LAGOA HENRIQUES
Inaugura no dia 9 de julho, às 18h00, no corredor Lagoa Henriques, a exposição REBORN MOSAIC de Isabel Bentes. A exposição ficará patente até 17 de julho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
A exposição REBORN MOSAIC, celebra a riqueza visual e sensorial da arte através de materiais como a cerâmica e o vidro. As peças revelam formas e texturas entrelaçadas, numa fusão de sustentabilidade, estética e inclusão, explorando a arte milenar do mosaico enquanto expressão atual, coletiva e transformadora.
Isabel Bentes (Lisboa, 1975), vive e trabalha no Montijo. Formada em Arquitetura em 1999, redescobriu a cerâmica vinte anos depois, em Maastricht, nos Países Baixos. De regresso a Portugal, em 2022, iniciou o mestrado em arte e ciência do vidro e da cerâmica, na unidade de investigação – VICARTE, aprofundando o seu percurso artístico e técnico.
As obras reunidas nesta exposição refletem formas distintas, moldadas pela ação humana em simbiose com a natureza. A arte emerge assim como um gesto aberto, acessível e integrador. Destaca-se a instalação ALVO, resultado de uma colaboração entre duas comunidades e diferentes gerações. Criada com materiais reciclados, esta obra coletiva expressa de forma exemplar o potencial da arte inclusiva, feita por todos e para todos.
Encontro com o Desenho lll – Curso Livre
Jul 10 2025Desenho de Maria João Gabriel
21 > 25 JULHO 2025 | 10H00 > 13H00 e 15H00 > 18H00 |
FORMADORA
Arq.ª Paula Azevedo
COORDENAÇÃO CIENTÍFICA
Prof.ª Susana Oliveira
SINOPSE
O Desenho é uma ferramenta essencial para a compreensão do ambiente que nos rodeia.
Este Curso Livre de Desenho dirige-se a um público adulto, no âmbito do projeto de aprendizagem ao longo da vida, para quem deseja uma primeira abordagem às potencialidades expressivas do Desenho, explorando formas de representação.
OBJETIVO – Aquisição de técnicas com utilização de vários materiais e utensílios como sejam grafite, pastel seco e pastel de óleo, lápis de cor, esferográfica, canetas de feltro, tinta-da-china e aguarela sobre vários tipos de papel, cartão ou tela.
A metodologia baseia-se na aplicação prática de noções teóricas elementares de ponto, linha e mancha e dos valores de claro-escuro/luz-sombra, forma e volume, textura e escala/proporções, realizando diariamente muitos exercícios de desinibição, de observação e registo.
Num primeiro tempo, nas instalações da Faculdade, poder-se-á trabalhar a partir de peças expostas /esculturas. No exterior, o estímulo virá de diferentes ambientes urbanos, como sejam, um café/esplanada, uma estação, um jardim, um largo, um miradouro/terraço, um rio ou um monumento.
A QUEM SE DIRIGE
Público adulto
REQUISITOS MÍNIMOS
Curiosidade e disponibilidade para a descoberta do desenho
DATAS E HORÁRIO DO CURSO
21 a 25 de julho de 2025
5 dias / 10 sessões. 6 horas
2ª a 6ª feira: 10H00 > 13H00 e 15H00 > 18H00
Duração – 30 horas
PROPINA
200,00€
FORMA DE AVALIAÇÃO
Apresentação individual dos trabalhos e da evolução no curso (eventual)
CERTIFICADOS
Os participantes receberão certificado de participação após confirmação de presença nos dias do curso.
MATERIAIS QUE OS ALUNOS DEVEM TRAZER
Bloco de papel cavalinho A3
Lápis/grafite F, HB, 3B e 8B
Borracha branca e um afia-lápis com reservatório
Bloco de papel A4 branco, liso, de preferência sem argolas, 300 gramas
Aguarelas – Cores primárias, branco e preto
Barras de carvão e um esfuminho
Pincéis
LÍNGUA EM QUE VAI SER MINISTRADO O CURSO
Português
NÚMERO MÍNIMO E MÁXIMO DE INSCRIÇÕES
Número mínimo – 10
Número máximo – 20
INSCRIÇÃO
Inscrições encerradas.
CURRICULUM VITAE PAULA AZEVEDO
VI BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA 2025 POLO FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA_Diálogo como Causa
Jul 09 202512 JUNHO > 12 JULHO 2025 | GALERIA DA FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
VI BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA 2025
POLO FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Diálogo como Causa
“Um quadro não pode mudar as coisas, ele mostra as coisas, é tudo”
Kerry James Marshall
Em 2025 a VI BIENAL INTERNACIONAL DE ARTES DE GAIA/ Bienal de Causas vem até à Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Com este polo da bienal pretende-se diferentes diálogos: geracionais, de artes, de geografias, de formas de olhar a arte e para o mundo. Em uma época que predomina o monólogo propomos o desafio do diálogo como uma causa contemporânea. A arte resulta da capacidade dos artistas observarem o mundo e neste polo cada artista envolve-nos na sua visão muito particular de olhar o Tempo que partilhamos. De 12 de junho a 12 de julho este polo pode ser visitado na Galeria da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
Curadoria: Artur Ramos e Luís Jorge Gonçalves
Artistas participantes:
Agostinho Santos; António José de Carvalho; Balbina Mendes; Bárbara Cabral; Cláudia Matoos; Domingos Loureiro; Felícia; Fernando Quintas; Filomena Silva Campos; Helena Elias; Helena Lehrfeld; Henrique Costa; Isabel Babo; João Catarino; João Paulo Queiroz; Jorge dos Reis; Manuel Gantes; Micaela Andoni; Miguel Serafim Da Silva; Nazaré Álvares; Olavo Costa; Rui Costa; Rui da Graça; Sabrina Carreira
urban creativity — territory
Jul 01 2025
03 > 05 JULHO 2025 I FACULDADE DE BELAS-ARTES DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Territórios ideológicos, físicos, disciplinares. Território privado e público. Território das artes, território das ciências. Fronteiras como convenções, abstrações, pessoais ou coletivas. Definir fronteiras, ultrapassar fronteiras, diluição de fronteiras. Território político, comunitário, liberal, democrático. Ausência de território, materialismo, niilismo material. Território do graffiti: quando termina o graffiti “histórico” e começa o graffiti “moderno”? Onde estão os limites do território “urbano”? O que pode ser definido como “o território do utilizador”? Arte e Lugar — não estarão no mesmo território da Arte Pública?
Estas entre muitas outras são questões que procuramos ver respondidas através de uma programação sólida de apresentações, tanto presenciais quanto online, com um equilíbrio bem conseguido entre qualidade e quantidade. Além disso, haverá um conjunto de atividades paralelas a decorrer, projecção de filmes e exposições. Com o apoio FBAUL/ CIEBA e YYCS em diálogo com as nossas publicações regulares.
Informações atualizadas sobre o programa e publicações associadas em: https://journals.wisethorough.com/index.php/uc/index/
workshop prémio anunciação
Jun 26 2025
28 JUNHO 2025 I BENGALA MÁGICA – ASSOCIAÇÃO DE PAIS, AMIGOS E FAMILIARES DE CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS CEGOS E COM BAIXA VISÃO
Data: 28 de junho de 2025
Horário: 10:00H – 13:00H
Localização: BENGALA MÁGICA – ASSOCIAÇÃO DE PAIS, AMIGOS E FAMILIARES DE CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS CEGOS E COM BAIXA VISÃO,
Centro de Recursos: Monte Francisquinho - Rua do Assentador
Urbanização Vale Flores 2955-410 Pinhal Novo
Formadora: Ana Sofia Neves e Liliana Cardeira [Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa]
Docente responsável: Ana Bailão
Modalidade: presencial, com a combinação de demonstrações e componente prática;
Enquadramento
No ano passado, foi realizada, no âmbito do projeto de pós-doutoramento, da investigadora Liliana Cardeira, uma exposição dedicada às pinturas do Prémio Anunciação. No espaço expositivo foram introduzidos recursos acessíveis para pessoas com deficiência visual, que integram o projeto da doutoranda Ana Sofia Neves.
Pretendendo-se dar continuidade à divulgação destas obras, no âmbito da acessibilidade e inclusão de públicos com deficiências/incapacidades visuais. Neste momento através de um workshop que explore alguns dos recursos de acessibilidade usados na exposição.
Apresentação
Esta iniciativa terá como referência as pinturas do Prémio Anunciação que foram estudadas. A partir destas, o workshop será divido em três partes. Num primeiro momento, será dado aos participantes uma contextualização sobre as pinturas e concurso do Prémio Anunciação.
Na segunda parte da iniciativa os participantes podem interagir com alguns dos recursos sensoriais, que permitem identificar os animais que eram representados pelos concorrentes nas pinturas. Estes recursos fornecem informações táteis e sonoras das espécies representadas nas pinturas.
Finalmente, os participantes vão poder explorar um ambiente imersivo que conta com a instalação de uma cavalete, tela e materiais de pintura a para poderem interagir com o contexto de produção das obras. Estão a ser ainda planeadas atividades didáticas e criativas para os jovens participantes.
Objetivos
A ideia principal é levar, de forma didática, ao público com deficiência visual, informação sobre as representações e contexto de produção das pinturas do Prémio Anunciação.
Público-alvo
Atividade destinada a crianças com deficiência visual (cegas e com baixa visão), podendo ser aberta a todas as crianças que queiram participar.
Vagas: 7 pessoas
Preço: gratuito
Inscrição: A inscrição é obrigatória e deverá ser feita até 26 de junho 2025, para o e-mail heritagelab@office365.ulisboa.pt
feixe de temporalidades. tecer, tingir, moldar, gravar, ritmar
Jun 25 2025
06 > 30 JUNHO 2025 I CÂMARA MUNICIPAL DE ARRAIOLOS
Inaugura no dia 6 de junho, às 18h00, na Câmara Municipal de Arraiolos, a exposição internacional com a designação: Feixe de Temporalidades. Tecer, tingir, moldar, gravar, ritmar, no âmbito do evento “O Tapete está na Rua”. A exposição congrega cerca de 40 artistas (docentes e estudantes) de quatro instituições do ensino artístico superior, desdobrando-se num novo ciclo expositivo, em Outubro, no CITA, e transitando depois para Espanha, Polónia e Itália.
A exposição ficará patente até 30 de junho.
Também hoje, será lançado um livro com o mesmo título que integra ensaios de autores especializados na fenomenologia do tempo, designadamente Pedro Alves, Alexandra do Carmo, Emília Ferreira, António de Sousa Dias, Fernando Rosa Dias, e docentes de artes, portugueses e estrangeiros, que refletem sobre a temporalidade inerente aos atos criativos. Também se realizará, no dia 28 de junho, a propósito da temporalidade nas artes e na filosofia, um ciclo de Conferências, no Salão Nobre da Câmara de Arraiolos.
A realização do projeto e a coordenação do livro são do docente da FBAUL José Quaresma.
Excerto da Introdução do livro:
“Este projecto artístico, estético e fenomenológico tem como centro de irradiação a Vila de Arraiolos, transitando, sucessivamente, para Espanha (Granada), Polónia, (Lodz) e Itália (Bologna). A escolha de Arraiolos como lugar principal da sua manifestação, colhe a sua razão de ser na autenticidade, riqueza patrimonial e singularidade desta Vila do Alto Alentejo, por contraste com os grandes centros urbanos e a dromologia que os caracteriza, isto é, a precipitação dos ritmos e tempos de experiência da vida quotidiana. Simultaneamente a esta orientação, pretende-se realizar uma aproximação subtil ao tema “por vir” da Capital Europeia da Cultura em 2027: Évora e a questão do VAGAR.
Por estes motivos, propõe-se uma intensa reflexão artística e fenomenológica sobre a lenta formação da temporalidade para quatro modalidades artísticas e artesanais, mas também mitológicas e alquímicas: tecer, tingir, gravar, moldar.”
unidos venceremos! escultura pública participativa
Jun 25 2025
31 MAIO > 28 JUNHO 2025 I BIBLIOTECA E ARQUIVO MUNÍCIPIO DE GRÂNDOLA
Unidos Venceremos! Arte e Comunidade em Debate é uma iniciativa no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, promovida pelo município de Grândola, que explora a relação entre o passado e o presente do bairro SAAL Unidos Venceremos no Canal Caveira, e como a arte e o espaço público são o meio de mediação para valorizar a cidadania e fortalecer a democracia.
O projeto visa destacar a arte pública como prática socialmente comprometida e como ferramenta para enfrentar questões sociais, urbanas e ambientais que afectam particularmente a aldeia de Canal Caveira.
Através de processos de co-criação, reunindo uma equipa multidisciplinar de investigadores, alunos e artistas, os moradores tornam-se agentes ativos na transformação do seu próprio território, utilizando a arte como meio para expressar as suas preocupações, esperanças e visões para o futuro.
O projeto culmina na criação de uma obra de arte pública na aldeia de Canal Caveira, que servirá como símbolo da identidade local, da memória coletiva e da luta histórica da comunidade, ao mesmo tempo que reforça a importância da participação cidadã como meios de transformação social.
re_memorar — encontros entre arte e psicologia
Jun 25 2025
14 > 28 JUNHO 2025 I CISTERNA BELAS-ARTES
Inaugura no dia 14 de junho, às 19h00, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes, a exposição Re_Memorar — Encontros entre Arte e Psicologia, que ficará patente até 28 de junho.
Este evento é passível de ser fotografado e filmado e posteriormente divulgado publicamente.
Artistas: Ângela Fonseca; Arminda Leite; Carolina Mendonça; Conchita Calvo; Inês Quitério; Tomás Serrão
Alunos de Psicologia: Gabriel Galante; Raquel Santos; Maria Eduarda Dourado; Leonor Marques; Catarina Martins
O projeto insere-se no contexto de uma investigação doutoral na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Málaga, cujo foco principal é a exploração da neuropsicologia da memória como fonte de inspiração na arte contemporânea.
No âmbito desta investigação, realizou-se uma estadia na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, onde se desenvolveu um projeto de curadoria que promove a colaboração entre estudantes de Belas Artes e Psicologia. O projeto iniciou-se com uma apresentação dirigida aos estudantes de Belas Artes, na qual se partilhou a obra artística e se explicou como esta se inspira em conceitos neuropsicológicos relacionados com a memória.
Posteriormente, realizou-se uma palestra semelhante para os estudantes do mestrado em Psicologia. Estas sessões iniciais serviram para introduzir as bases teóricas e artísticas do projeto, bem como para recrutar voluntários interessados em participar. Após a formação de equipas compostas por estudantes de ambas as faculdades, realizaram-se reuniões colaborativas onde se partilharam ideias, perspetivas e conhecimentos.
Este intercâmbio interdisciplinar resultou na criação conjunta de obras que refletem aspetos tanto artísticos como psicológicos relacionados com a memória. As peças produzidas estão programadas para serem expostas em junho do presente ano. Este projeto segue a linha de um trabalho anterior realizado na Universidade de Málaga (UMA), onde também se promoveu uma colaboração interdisciplinar entre estudantes. A experiência prévia permitiu aperfeiçoar a abordagem metodológica e fomentar uma interação enriquecedora entre disciplinas aparentemente distantes, mas profundamente conectadas.
condição humana /// fauna e flora
Jun 25 2025
16 > 29 JUNHO 2025 I PALÁCIO DO ALEGRETE
Fauna e Flora e a Condição Humana são duas exposições que agrupam o trabalho dos alunos finalistas da Licenciatura de Escultura de 2025 da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
Condição Humana – folha de sala
A exposição Fauna e Flora inaugura no dia 16 de junho e ficará patente até 22 de junho, a exposição seguinte, Condição Humana, inaugura no dia 23 de junho e fica patente até 29 de junho.
O Palácio do Marquês do Alegrete, também conhecido como Quinta Alegre, é um espaço cultural com excelentes condições para o desenvolvimento de um projecto de escultura integrada — a arte em diálogo com a arquitectura e a sua história. Um lugar com qualidades únicas para esta mostra, não só por o palácio beneficiar de uma implantação privilegiada que oferece ao observador uma abertura à paisagem muito particular na cidade de Lisboa, um lugar onde ainda se reconhecem os jardins, o pomar, a horta e a mata, características de organização de quinta de recreio do século XVIII nos arrabaldes de Lisboa, mas também porque hoje esta quinta é um refúgio para a afirmação da plena cidadania numa área urbana complexa e desqualificada pelo processo de urbanização informal da segunda metade do século XX.
xma25 cross media arts 2025
Jun 17 2025 
16 > 18 JUNE 2025 I LAGOA HENRIQUES AUDITORIUM
XMA25 explores the synergy between artistic fields and social issues through transformative and collaborative approaches. By integrating a variety of procedures and strategies, the conference focuses on creative processes designed for the common good.
At its core, XMA25 values a practice that transcends disciplinary boundaries, fostering a deep understanding and expertise through shared insights, principles, and practices within a dynamic network of relationships and interactions. This network, or assemblage, constitutes a complex and dynamic whole, created by the interaction of diverse components, both human and non-human, generating new functions and realities. Unlike traditional structures, an assemblage is fluid, multifaceted, and constantly evolving (Deleuze & Guattari, 1987).
XMA25 challenges its speakers to adopt assemblage thinking, exploring the interconnections between elements and demonstrating how these links can be harnessed for creative purposes. This perspective aims to collaboratively engage stakeholders, creatives, makers, and communities in developing innovative proposals to address contemporary social challenges.
A book edited by the conference organisers will be launched during the conference days at the National Museum of Contemporary Art. It will be available in both print and open-access digital versions.
The book Cross Media Arts 2025 will include the articles presented by participants in the conference sessions. This publication will also feature a special section for the keynote speakers and the moderator, who are invited to write an article.